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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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13
Jun21

Bolsonaro e o gabinete da morte

Talis Andrade

Vídeo reforça a tese da CPI da Covid sobre a existência de gabinete  paralelo no Planalto para tratar de pandemia | Jornal Nacional | G1Decidiam e mandavam Pazuello fazer', diz Omar sobre gabinete paraleloMédica que atua em CG participou de reunião do "gabinete paralelo" com  Bolsonaro | Paraíba JáGOVERNO GENOCIDA COLOCA EM RISCO A VIDA DA CLASSE TRABALHADORA - Sintsprev  MG

por Cristina Serra

- - -

Desde o começo da pandemia, Bolsonaro fez o que pôde para que os brasileiros acreditassem na cilada da cloroquina e continuassem saindo às ruas, como gado a caminho do matadouro. A aposta foi na imunidade de rebanho. Nada de parar a economia ou planejar a compra de vacinas. Novas provas desse crime surgiram nos últimos dias em vídeos de conteúdo estarrecedor.

Para que o intento criminoso fosse bem sucedido, seria preciso arregimentar um bando de vigaristas que desse credibilidade à fraude do “tratamento precoce”. É exatamente isso que o vídeo publicado pelo site Metrópoles comprova, ao mostrar uma reunião do tal “gabinete paralelo”, que, mais apropriadamente, deveria se chamar “gabinete da morte”.

Na reunião, o virologista Paolo Zanotto fez ressalvas às vacinas, recomendando que Bolsonaro tivesse “cuidado enorme” com elas. Foi dele também a sugestão para que os membros do grupo não fossem expostos à “popularidade”. Deveriam agir à “sombra”. Nessa ocasião, ofertas de vacinas da Pfizer jaziam sem resposta em computadores da Esplanada. 

Em outro vídeo que circula em redes sociais, Arthur Weintraub, ex-assessor de Bolsonaro, se vangloria de ter recebido do presidente a missão de formar o gabinete paralelo. Foi assim: “Magrelo, você que é porra louca (…) vai lá e estuda isso daí [ a pandemia]”. Ele conta, ainda, como informava o chefe: “Mando [artigos] no zap”. Outro médico que prestou serviços ao covil do Planalto foi Luciano Azevedo que, segundo Weintraub, tem uma “networking” da hidroxicloroquina, conforme vídeo divulgado nesta Folha.

Arthur Weintraub é um tipo tão reles quanto o irmão mais famoso, Abraham, ex-ministro da Educação. Delirante, disse em rede social que não gosta de usar máscara porque é um “broche do partido comunista”. O “gabinete da morte” reuniu o que há de pior na medicina para conspirar contra o povo brasileiro. Sua atuação configura formação de quadrilha e permite caracterizar com clareza o comando desse genocídio.

 

 

24
Mar20

Duas observações sobre a MP genocida

Talis Andrade

bolsonaro verme.jpeg

 

Por Gilberto Maringoni

Primeira

A Medida Provisória (MP 927), decretada por Bolsonaro na calada da madrugada - como convêm às ações milicianas - não é obra feita em cima da perna, no final de um domingo de confinamento. É extensa e complexa: tem 12 capítulos, 47 artigos e mexe com diversas outras legislações. Foi pensada, estudada e articulada exaustivamente, enquanto a quadrilha palaciana apresentava seus showzinhos em coletivas e lives ao longo da semana. 

É ação sincronizada com a plutocracia e escancara a opção classista governamental de uma forma que nem o fascismo ou o nazismo fizeram. 

Para não parecer exagerada a afirmação, vale lembrar que nem na Alemanha e na Itália dos anos 1930-40 os ataques aos trabalhadores nacionais foi tão frontal. Legislações laborais e iniciativas para ampliar o número de moradias e linhas de transportes visavam estabelecer regras - de proteção e controle - em economias que se recuperavam de crises profundas. Os ataques se deram contra comunistas, socialistas, judeus, ciganos, gays etc. Ou seja, contra quem em tese atentava contra o mito da unidade racial.

Não se trata aqui de aliviar regimes assassinos, mas de evidenciar a gravidade do que o presidente brasileiro está cometendo. Bolsonaro os supera nesse quesito. 

Segunda

Bolsonaro e Paulo Guedes valem-se do padrão Ustra de governança. Lançam uma norma brutal no momento em que o trabalhador está confinado em sua casa, assustado e na defensiva por força da pandemia. Ou seja, quando suas vítimas estão imobilizadas. É a lógica da tortura.

Brilhante Ustra e os açougueiros que o ladeavam eram sobretudo covardes. Só se mostravam valentes com inimigos amarrados e imobilizados, para praticar suas sevícias bestiais. 

O boçal segue estritamente a cartilha de seu ídolo.

No link, a íntegra da MP:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Mpv/mpv927.htm.

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