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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

18
Nov21

Moro bolsonarista arrependido coloca bolsonarista arrependida acusada de corrupção na coordenação da sua campanha

Talis Andrade

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Fazendo arminha à Bolsonaro

 

 

 

 Sergio Moro escolheu para conselheiro econônico Affonso Celso Pastore, que presidiu o Banco Central entre set/1983 e mar/1985, nos tempos de chumbo da ditadura militar que começou em 1964. 

E colocou como coordenadora de sua pré-campanha à Presidência a deputada federal Dayane Pimentel (PSL-BA), acusada em 2019 pelo vereador David Salomão, do PRTB de Vitória da Conquista (BA), entre outras coisas, de ter desviado R$ 483 mil da verba partidária para sua campanha, ficando ela com a maior parte do dinheiro.

A própria deputada deu a notícia da coordenadoria da campanha em sua conta do Twitter. Veja abaixo:

Várias acusações

Dayane, que na época era presidente do PSL baiano, também foi acusada de ter lançado uma candidata laranja para atingir a cota feminina de 30% determinada pela legislação eleitoral.

A ficha corrida de ilícitos dos quais Dayane Pimentel foi acusada é longa. Ela também foi investigada ao lado do marido, Alberto Pimentel, em 2019, de ter feito postagens em suas redes sociais em que aparecem com escopetas e pistolas.

A justificativa malandra foi dada após a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) receber um ofício encaminhado por vereadores de Salvador, que alegam que o secretário e a mulher incitaram uso de armas de fogo.

‘Ensaio fotográfico’

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'Garota propaganda'

Na época, a deputada e o marido declararam por meio de nota, que, a respeito das fotos publicadas nas redes sociais, “tratou-se exclusivamente de um ensaio fotográfico que serviu de base para enfatizar seu posicionamento em defesa ao porte e/ou à posse de armas para a legítima defesa de cidadãos de bem”.

‘Traidora nível hard’

Eleita em 2018 na onda bolsonarista, a deputada rompeu com o presidente em 2019, um ano após sua eleição, por não aceitar a articulação para indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro para assumir a liderança do PSL na Câmara.

Em setembro deste ano, ao participar de uma manifestação contra o governo de Bolsonaro, ela foi chamada por Eduardo Bolsonaro de “traidora nível hard”. Na imagem, postada por ele, a parlamentar aparece ao lado do chefe do Executivo, de mãos dadas com ele. No seu rosto Dudão colocou um alvo. Veja abaixo:

 

27
Abr21

Fidelix, do aerotrem, que morreu de covid, chamava isolamento de “louquidão”; vídeo

Talis Andrade

Fidelix, do aerotrem, que morreu de covid, chamava isolamento de “louquidão”; vídeo

VioMundo - O jornalista Rodrigo Vianna recuperou vídeo do ex-candidato ao Planalto pelo PRTB, Levy Fidelix, em que ele se refere ao lockdown como “louquidão” e critica medidas de isolamento social.

Fidelix morreu na sexta-feira, aos 69 anos de idade.

Embora a família não tenha informado a causa mortis, integrantes da legenda, que abriga o vice-presidente Hamilton Mourão, disseram que foi em consequência da covid.

No vídeo, os participantes falam que apossibilidade de uma  “segunda onda” era mentira e chamam a coronavac de “vachina”.

Apenas em abril deste ano, pico da segunda onda, mais de 17 mil pessoas já morreram por causa da covid em São Paulo, inclusive Fidelix.

Ele concorreu ao Planalto duas vezes. Também tentou se eleger prefeito de São Paulo em 2020, quando teve 11.960 votos.

As campanhas de Fidelix sempre enfatizaram a proposta de construir o “aerotrem” para desafogar o trânsito paulistano.

O vídeo é da campanha do ano passado e nele Fidelix revela sua fidelidade ao presidente Jair Bolsonaro, outro negacionista, dizendo que se fosse eleito abriria o comércio de São Paulo em plena pandemia.

Odilon Caldeira Neto
Morreu Levy Fidelix. Nos últimos anos, o PRTB deixou de ser apenas o partido do homem do aerotrem, após a aproximação com diversos grupelhos da extrema direita, inclusive neofascistas.Image
Thiago Brasil
Levy Fidelix vai ser lembrado pela frase do aparelho excretor (retrógrado e homofóbico) e por defender um governo que assassinou mais de 400 mil pessoas, inclusive ele mesmo.
O Antagonista
Morre Levy Fidelix
Morre Levy Fidelix | O Antagonista
Levy Fidelix morreu ontem à noite, aos 69 anos. Ele era o fundador e presidente do PRTB, partido de Hamilton Mourão. Disputou duas campanhas presidenciais, em 2010 e em 2014, e tornou-se conhecido...
oantagonista.com
www1.folha.uol.com.br/amp/poder/2021

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20
Nov19

Novo projeto de poder de Bolsonaro, a Aliança pelo Brasil é o primeiro partido neofascista do país

Talis Andrade

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por João Filho

BOLSONARO ALUGOU um partido nanico, ajudou a transformá-lo em um dos maiores partidos do Brasil e agora o abandona após uma tentativa fracassada de golpe para tomar o seu controle e abocanhar o fundo partidário. Pela ótica da dinâmica política tradicional, esse jogo é uma loucura que levaria ao enfraquecimento e isolamento do governo. Mas não é assim que pensa quem tem como objetivo destruir a democracia como a conhecemos.

O presidente da República já mostrou que não tem nenhum interesse em formar uma maioria no Congresso que o ajude a governar. É um governo que renega as mediações democráticas e busca a radicalização para atingir seus objetivos.

Desde a posse, a família Bolsonaro vem implodindo grandes aliados construídos durante a campanha. Bebianno, Alexandre Frota, Joice Hasselmann, Witzel, João Doria e Luciano Bivar são alguns nomes que foram expurgados de maneira desleal. A tropa de choque bolsonarista vai ficando cada vez mais reduzida e isso não parece ser um problema para a família Bolsonaro. Ao que tudo indica, a intenção é ir empurrando o governo com a barriga, rezar para a economia sair do buraco e continuar apostando na fidelização da sua militância alucinada nas redes sociais. Não é novidade que este é um governo preocupado exclusivamente em agradar um séquito de reacionários e lunáticos catequizados por Olavo de Carvalho.

O presidente anunciou essa semana a criação da Aliança pelo Brasil, a futura nova casa da extrema-direita governista brasileira. Mais que isso: será uma sigla controlada pela família Bolsonaro e formada apenas por devotos fiéis do presidente.

Não se sabe ainda se a Aliança pelo Brasil será criada a tempo de disputar as eleições municipais do ano que vem. Se tudo for feito como manda a lei, será quase impossível. Mas estamos no Brasil 2019 e sabemos que as leis não têm sido garantia de muita coisa.

Será necessário coletar quase 500 mil assinaturas em pouco mais de quatro meses, o que seria um feito inédito. Mas os bolsonaristas contam que isso será possível com assinaturas digitais, feitas através das redes sociais e de um aplicativo que será lançado pelo partido. Acontece que a lei não prevê a possibilidade das assinaturas digitais, apenas em papel. Como será impossível juntar quase meio milhão de assinaturas em papel em quatro meses, o bolsonarismo vai conseguir as assinaturas digitais e tentar jogar essa disputa pro campo jurídico. Diante da escalada dos discursos autoritários do governo, alguém duvida que haverá radicalização e incitação do povo contra os tribunais quando esse caso for julgado? Ou será que os Bolsonaro vão mandar logo um cabo e um soldado ao TSE? Me parece bastante claro que o bolsonarismo não irá retroceder nem aceitar qualquer decisão que não seja a criação do partido do presidente. Eles não entraram nessa empreitada para depois ficarem sem partido.

É possível que haja, como houve nas eleições, uma grande mobilização das igrejas evangélicas pela criação do partido. Será que teremos pastores na porta da igreja trocando assinatura por um pedacinho no céu? O bispo e prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella já colocou a máquina da Igreja Universal à disposição para a coleta de assinaturas.

O manifesto de fundação do partido é um ajuntamento de chavões fascistoides. Não há nada ali que lembre um projeto de país, que pregue a conciliação, que apresente propostas para a economia e para o desenvolvimento social. É só um panfleto rancoroso que aposta no maniqueísmo e no confronto como método de governo, tendo Jair Bolsonaro como um líder messiânico. “Muito mais que um partido, é o sonho e a inspiração de pessoas leais ao Presidente Jair Bolsonaro, de unirmos o país com aliados em ideais e intenções patrióticas”, diz o manifesto. A palavra democracia não é citada em nenhum momento do texto. O partido se apresenta oficialmente como um grupo político formado por pessoas leais a um único político. É essa lealdade incondicional ao Messias que motivou o rompimento dos bolsonaristas com o PSL. Não havia divergências ideológicas ou programáticas entre eles. A separação se deu porque o núcleo bolsonarista queria o controle do partido e não admitia conviver com correligionários que não demonstrem lealdade cega e absoluta ao seu grande líder.

Em outro trecho, o manifesto diz que “a Aliança pelo Brasil é o caminho que escolhemos e queremos para o futuro e para o resgate de um país massacrado pela corrupção e pela degradação moral contra as boas práticas e os bons costumes”. As “boas práticas” e os “bons costumes” certamente não se referem às rachadinhas no gabinete do Flávio Bolsonaro nem ao conteúdo pornográfico que o presidente publicou no Twitter. É só a velha ladainha moralista que os moralistas gostam de pregar, mas não de cumprir.

Nos perfis do projeto de apresentação do novo partido de Bolsonaro, as palavras “Deus”, “pátria” e “família” são exibidas. Não parece coincidência o fato de esse ser o lema dos integralistas.

 

Inspirados no fascismo italiano, os integralistas são um movimento ultrarreacionário, criado há oito décadas no Brasil para abrigar o ideário fascista. A Ação Integralista Brasileira teve papel fundamental no golpe militar de 64 e hoje apóia o governo Bolsonaro. Durante as eleições, o grupo formalizou apoio à candidatura do ex-capitão e chegou a participar de um ato de campanha na avenida Paulista. Muitos integralistas são filiados ao PRTB de Levy Fidelix, cujo lema da campanha para deputado federal também era “Deus, pátria, família”.

Mas não é só o lema. Tudo na Aliança pelo Brasil lembra os integralistas, desde a estética à ideologia. A defesa dos valores cristãos, a rejeição à democracia liberal, o nacionalismo autoritário — tudo parece ser uma cópia dos integralistas. Não dá nem para chamar de versão moderna do integralismo, porque tudo no bolsonarismo cheira a mofo.

A Aliança pelo Brasil pode ser classificada com tranquilidade como o primeiro partido neofascista do Brasil. Sim, neofascista. Todos os elementos estão ali: o ultranacionalismo, o anticomunismo, a contestação permanente da democracia liberal, a veneração por um líder populista, o discurso autoritário. Será um partido neofascista de cunho religioso e que já nascerá com alguma relevância no jogo político partidário, já que foi criado pelo presidente da República e tem como uma de suas principais bandeiras a exaltação de sua figura. É uma pena que a grande imprensa nacional, que até hoje evita chamar o governo Bolsonaro de extrema-direita, jamais chamará o neofascismo pelo nome.

A democracia brasileira está prestes a fornecer espaço para um partido cujos fundadores ameaçam constantemente a democracia, atacam princípios constitucionais e exaltam os criminosos do regime militar. É um partido que resgatará oficialmente o legado do fascismo brasileiro. O Partido Social Liberal, que foi temporariamente ocupado para a extrema-direita poder entrar na democracia, ficou pequeno. Faltava um partido genuíno, criado para unir todos as tribos neofascistas que desejam exaltar Bolsonaro e o Deus cristão. Não falta mais.

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