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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

18
Ago19

Após sete meses, Damares não gastou um centavo com a Casa da Mulher Brasileira

Talis Andrade

Apesar de orçamento de mais de 13 milhões de reais, ministra não desembolsou recursos para o programa de atendimento a mulheres vítimas de violência

11
Ago19

Realidade cruel: desemprego e fome atingem o Brasil

Talis Andrade

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por Maria Fernanda Garcia 

 

O Brasil está vivendo uma de suas piores fases, com aumento do desemprego. A taxa de desemprego no Brasil ficou em 12,7% no trimestre encerrado em março deste ano, atingindo 13,4 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Comparando com o trimestre anterior, de outubro a dezembro de 2018, o número de pessoas desempregadas aumentou em 1,2 milhão de pessoas.

Para ter uma dimensão do que representa o número de desempregados no Brasil, basta compararmos à população de alguns países. Ele é maior do que a população inteira da Bolívia (11,4 milhões) e representa mais que o dobro da população da Costa Rica, que é de 5 milhões de habitantes.

Com milhões de desempregados no país, a fome também tende a aumentar. O relatório internacional ‘O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2018′, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), mostrou que a fome atingia 5,2 milhões de pessoas no Brasil em 2017. Os números agora podem ser bem maiores, já que no ano dessa pesquisa, a última do tipo, o Brasil tinha 12,3 milhões de desempregados. 1,1 milhão a menos do que agora.

O Relatório Luz da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável, realizado pelo Grupo de Trabalho da Sociedade Civil, diz que o avanço da pobreza, o congelamento dos investimentos sociais por 20 anos, a alta do desemprego e o corte de pessoas beneficiadas pelo Bolsa Família contribuíram para o aumento de famintos no Brasil.

23
Jun19

MARCHA PARA JESUS EM SÃO PAULO CAPITAL COM MAIS DE CEM MIL MORADORES DE RUA

Talis Andrade

O JAZIGO

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por Fernando Brito

---

Não surpreendem a ninguém os números publicados pela Folha, com base em levantamento da prefeitura paulistana, que reveram ter quase dobrado a população de rua no centro de São Paulo.

Mais de 100 mil, ou muito mais, porque os próprios recenseadores admitem que não há como chegar a cada vão de viaduto.

O número de indivíduos abordados não representa a quantidade de pessoas que vive de fato nas ruas. (…) há, por exemplo, moradores da periferia que passam dias e noites vivendo nas calçadas da região central em busca de doações, mas em parte do mês retornam a suas casas, pessoas que estão de passagem pela cidade, entre outras situações”.

Não é diferente no Rio e nem deve ser na maioria das grandes cidades brasileiras.

Qualquer um que passe pelas calçadas da Zona Sul carioca percebe que explodiu o número de pessoas deitadas sobre caixas de papelão e cobertas com trapos.

Mães com crianças, implorando aos passantes que lhes comprem um pacote de balas, homens pedindo que se lhes ajude a comprar uma refeição.

Não é novidade, não mesmo, mas era uma imensa e feia ferida deste país que vinha cicatrizando lentamente, como sempre é com as grandes chagas.

De alguma forma, timidamente, a sociedade, através do Estado – e, mesmo eu não sendo seu fã, admito, das ONGs – dava-lhes o remédio do trabalho e da consciência de que, sim, imundos, maltrapilhos, miseráveis, e, ainda que, como escreveu Drummond, estejam “vagabundos que o mundo repeliu, mas zombam e vivem”,  continuam sendo seres humanos.

Desde o inverno da selvageria, já não são. São, oficialmente, va-ga-bun-dos, suspeitos da droga e do furto, quando não apenas incômodos a nos pedir um cigarro ou uma moeda.

Para prová-lo, dizem que só querem dinheiro, comida, sexo e bebida. Tudo o que nós, os “normais”, afinal, queremos, é o seu pecado.

Inclinam-se em ângulos as soleiras, para impedir que se sentem junto as vitrines do comércio, espetam-se com pedras ou tapam-se com blocos as pontes, para que não se deitem. Nem isso, o descanso precário e duro do cimento, podem ter.

Inútil, eles estão por aí, e por aí mais numerosos estarão a cada dia em que continuarem a dizer que este país precisa empobrecer para crescer, precisa viver pior para poder, num imaginário dia distante, viver melhor, precisa ser selvagem para ser seguro.

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Assim como não os matarão, não matarão o sentimento que nos civiliza, o da solidariedade e o de sermos capazes de sofrer com o sofrimento alheio, como sofreu o adolescente que tirou o agasalho que usava num junho como este, há mais de 40 anos, para dar a um homem velho que tiritava de frio tendo apenas um muro frio proteger-lhe as costas. Perdeu a única vaidade de roupa que já teve, mas ganhou o que lhe aqueceria o peito por toda a vida.

Olhem a foto da Folha, que reproduzo.  São como corpos jazidos de uma guerra, de uma chacina.

Para muitos, com o defeito de estarem vivos, pois mortos atrapalhariam menos o  sossego público.

Mas não estão.

Um dia, deixaremos de ser maus e brutos, e meu país dará, de novo, a mão para que seus filhos se levantem.

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20
Jun19

Fim da tomada de três pinos volta à pauta do governo Bolsonaro

Talis Andrade

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Em meio a crises envolvendo o vazamento de conversas entre o ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol, além do  pedido de demissão de Joaquim Levy do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o fim da polêmica tomada de três pinos voltou à pauta do governo. O tema foi retomado na noite de domingo (16) pela líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL), nas redes sociais.

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No Twitter, a deputada federal publicou uma enquete em que questiona aos seguidores se concordam com o fim da tomada de três pinos . Até a publicação desta matéria, a enquete contabilizava mais de 44 mil votos, sendo 59% a favor da volta do antigo padrão e 41% contra a nova mudança.

Hasselmann também compartilhou uma foto em sua página oficial no Facebook em que confirma as pretensões do governo de acabar com o padrão de tomadas atual. "Padrão obrigatório desde 2011, a tomada de três pinos é considerada uma 'excrescência' e, segundo o secretário especial de Produtividade, afeta a concorrência e a produtividade", escreveu a deputada.

Em ambas as redes sociais, muitos seguidores criticaram a proposta. Alguns questionaram o senso de prioridade do governo, que deveria se preocupar com temas "mais importantes", e outros saíram em defesa da tomada de três pinos. "Sou eletricista, vou te explicar com toda convicção. Esse sistema de tomadas garante máxima segurança e perfeito acoplamento", respondeu um internauta.

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19
Jun19

Os “me dei bem” da Odebrecht

Talis Andrade

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por Fernando Brito

___

Segunda feira, este blog chamou a atenção para os mais de 200 mil desempregados que ficaram na rua com a destruição operada pela Lava Jato sobre a Odebrecht, enquanto os seus donos, executivos e dirigentes saiam com uma belíssima grana.

Na noite desta terça-feira, Lauro Jardim publica em O Globo a lista, tirada do processo de recuperação judicial, dos “capa pretas” da empreiteira que ainda tem boladas a receber da empresa:

Marcelo Odebrecht, ex-presidente: R$ 16,2 milhões.
Claudio Mello Filho, ex-lobista: R$ 9 milhões.
Hilberto Mascarenhas, responsável pelo departamento de propinas: R$ 24,7 milhões.
Newton de Souza, ex-presidente: R$ 285 milhões
Henrique Valadares, ex-diretor: R$ 8,5 milhões
Euzenando Azeredo, ex-diretor: R$ 42,5 milhões.
Fernando Miggliacio, ex-diretor: R$ 49 milhões
Carlos Fadigas, ex-presidente da Braskem: R$ 5,9 milhões.
Luciano Guidolin, atual presidente da Odebrecht e integrante do conselho: R$ 1,67 milhão.
Outros estão mais tranquilos. Estão na classe das “dívidas trabalhistas” da Odebrecht. Ou seja, tem garantia e prioridade quando os débitos da empreiteira forem pagos. Entre eles, o casal abaixo:
Maurício Ferro, ex-vice-jurídico e genro de Emilio Odebrecht: R$ 5,1 milhões.
Mônica Odebrecht: R$ 1,6 milhões (a filha de Emílio Odebrecht tem mais R$ 1,9 milhão a receber, mas não são dívidas trabalhistas).

Garanto que qualquer dos leitores, como eu, não tem a menor ideia do que podem ser estes valores na vida real.

Nem nós, nem os milhares de trabalhadores que perderam o emprego com a destruição da empresa.

12
Fev19

Papa Francisco: "Um Grito pela Vida" no Brasil

Talis Andrade

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No Angelus deste último domingo, o Papa Francisco recordou o Dia de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Seres Humanos, celebrado em 8 de fevereiro, festa de Santa Josefina Bakhita.

Ao rezar com os fiéis na Praça S. Pedro a oração a Santa Bakhita, o Pontífice fez também um apelo aos governos para que enfrentem com decisão as causas deste flagelo.


Porém, Francisco recordou que todos "podemos e devemos colaborar, denunciando os casos de exploração e escravização de homens, mulheres e crianças".

 

Um Grito pela Vida

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É justamente nesta linha que trabalha a Rede “Um Grito pela Vida” no Brasil.


A Rede de religiosas se dedica sobretudo no setor da prevenção, como explica a Ir. Glória Caixeta, falando de modo especial do núcleo de Manaus: Ouça a reportagem aqui

 

Papa pede para combater e denunciar tráfico de seres humanos

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"Eu faço um apelo especialmente aos governos, para que sejam enfrentadas com decisão as causas deste flagelo e as vítimas sejam protegidas", foi o pedido do Pontífice no Angelus deste Domingo.
Jackson Erpen – Cidade do Vaticano
Após rezar o Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, o Papa Francisco recordou que há dois dias, na memória litúrgica de Santa Josefina Bakhita, realizou-se o quinto "Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas", e fez um forte apelo aos governos para combaterem este mal. Muitas religiosas que trabalham com esta realidade estavam na Praça, entoando o lema em alta voz e aplaudindo o Pontífice:

“O lema deste ano é 'Juntos contra o tráfico' (aplausos na Praça). Mais uma vez! (fiéis repetem): 'Juntos contra o tráfico'! Não esqueçam isto. Convida a unir forças para vencer este desafio. Agradeço a todos que lutam nesta frente, em particular tantas religiosas. Eu faço um apelo especialmente aos governos, para que sejam enfrentadas com decisão as causas deste flagelo e as vítimas sejam protegidas. Todos, porém, podemos e devemos colaborar denunciando os casos de exploração e escravização de homens, mulheres e crianças".
Oração pedindo a intecessão de Santa Bakhita

 

Oração pedindo a intecessão de Santa Bakhita

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O Santo Padre enfatizou que "a oração é a força que sustenta o nosso esforço comum", motivo pelo qual convidou os presentes a rezarem juntos com ele a oração a Santa Josefina Bakhita, que havia sido distribuída precedentemente aos presentes na Praça São Pedro:
"Santa Josefina Bakhita, que quando criança foste vendida como escrava e tiveste que enfrentar dificuldades e sofrimentos indescritíveis.
Uma vez libertada da escravidão física, encontraste a verdadeira redenção no encontro com Cristo e sua Igreja.
Santa Josefina Bakhita, ajuda todos aqueles que estão presos na escravidão.
Em nome deles, intercede junto ao Deus da misericórdia, de modo que as cadeias de seu cativeiro possam ser quebradas.
Que Deus mesmo possa libertar todos aqueles que foram ameaçados, feridos ou maltratados pelo tráfico de seres humanos. Leva alívio àqueles que sobrevivem a esta escravidão e ensina a eles a ver Jesus como modelo de fé e esperança, de forma que possam curar suas feridas. Te suplicamos para rezar e interceder por todos nós: para que não caiamos na indiferença, para que abramos os olhos e possamos olhar as misérias e as feridas de tantos irmãos e irmãs privados de sua dignidade e de sua liberdade e ouvir o seu clamor de ajuda. Amém".

 

Intenção de oração para fevereiro: rezar pelas vítimas do tráfico

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“Mesmo que tentemos ignorá-la, a escravidão não é algo de outros tempos", alertou o Santo Padre no vídeo da Rede Mundial de Oração do Papa, com a intenção de oração para o mês de fevereiro. "Perante esta trágica realidade, não podemos lavar as mãos se não quisermos ser, de certa forma, cúmplices destes crimes contra a humanidade”.
O Pontífice ressalta ainda que “não podemos ignorar que hoje há escravidão no mundo, tanto ou talvez mais do que antes. Rezemos pelo acolhimento generoso das vítimas do tráfico de pessoas, da prostituição forçada e da violência”.
São milhões de pessoas obrigadas a fugir diariamente de suas terras, devido à guerra, fome, perseguições políticas, religiosas ou situações de pobreza extrema, enfrentando abusos de todo tipo. O que por outro não vemos são as organizações criminosas que lucram com isso, escravizando homens, mulheres e crianças, no trabalho ou sexualmente, para o comércio de órgãos, para fazê-los mendigar ou entrar na delinquência. Veja vídeo

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10
Jan19

48 MILHÕES DE BRASILEIROS, NÃO CONTRIBUEM PARA A PREVIDÊNCIA

Talis Andrade

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por Helio Fernandes

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Vivem totalmente ABAIXO da linha da pobreza. Não têm como viver ou sobreviver, ninguém liga para eles. Os números são oficiais, a equipe montada por Bolsonaro, que não sai das manchetes, nem lembra ou fala sobre o assunto. Vou repetir, para que os responsáveis (?) resolvam ou decidam que esse é um terrível e cruel problema prioritário.

12 milhões estão desempregados ha anos. Nem procuram mais, sabem que não encontram.

15 milhões, mau ou bem, têm que viver com biscates de 145 reais mensais. 21 milhões tem biscates um pouco maior, conseguem 330 reais mensais.

Essa é a assustadora realidade nacional.

PS- Baixinho, membros do governo garantem: "Esse problema só pode ser resolvido, com investimento e desenvolvimento".

 

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07
Jan19

OS SUPERSALÁRIOS DAS FORÇAS ARMADAS: MILITAR CHEGA A RECEBER R$ 226 MIL

Talis Andrade

 

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Não é só o Poder Judiciário que goza de supersalários no Brasil: as Forças Armadas têm privilégios parecidos. E a quantidade de servirdores públicos da área é 10 vezes mais que o do setor de Saúde. Grande parte dos funcionários públicos do governo federal é militar: No Executivo, a cada três servidores, um é vinculado às Forças Armadas. Além disso, entre todos os ministérios, o da Defesa é o que mais emprega: são 395.667 servidores, o que o coloca à frente da pasta da Educação, com 302.938; e bastante acima da Saúde, com 33.476. Leia em 247

Apesar dos privilégios de casta, inclusive as pensões vitalícias para as filhas solteiras, maiores de idade, virgens juramentadas, as forças armadas querem mais mamatas.

Publica Defesa Net, matéria assinada por Vinicius Sassine:


O presidente eleito Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, receberam da cúpula das Forças Armadas uma proposta de reforma da Previdência dos militares associada a um reajuste dos salários dos generais de mais alta patente. Este reajuste levaria a aumentos em cascata dos salários na hierarquia militar.

A proposta foi apresentada a Bolsonaro e Guedes durante agenda do presidente eleito no Ministério da Defesa e nos comandos das Forças Armadas. Os militares manifestaram que aprovariam as mudanças na Previdência, desde que, num mesmo projeto que trate do assunto, também sejam reajustados os salários do generalato.

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Na primeira vez em Brasília após ser eleito presidente da República, Bolsonaro, que é capitão da reserva do Exército e que destinou postos-chave de seu governo a militares, priorizou em sua agenda encontros com a cúpula das Forças Armadas. Ele almoçou com o ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, e com os comandantes de Exército, Aeronáutica e Marinha. Para isso, se deslocou até as sedes desses órgãos.

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A proposta de reforma da Previdência dos militares, manifestada a Bolsonaro e Guedes, contempla os seguintes pontos:
 

1) ampliação do prazo de permanência dos militares na ativa — e, portanto, de contribuição — de 30 para 35 anos;

2) idade mínima para aposentadoria de 55 anos, para homens e mulheres, e,

3) contribuição a ser paga também por cabos, soldados, alunos das escolas de formação militar e pensionistas.


Por outro lado, num mesmo projeto de lei que trate de eventual reforma da Previdência, a cúpula das Forças pede a especificação de aumento de salários aos generais de mais alto posto, com equiparação à remuneração de um ministro do Superior Tribunal Militar (STM).

O subsídio de um ministro do STM é de R$ 32 mil. No Supremo Tribunal Federal (STF), um ministro ganha R$ 33,7 mil, valor que será reajustado agora para R$ 39,2 mil, conforme aprovado ontem pelo Senado. Alguns ministros do STM recebem vantagens pessoais, o que eleva os salários para até R$ 36,5 mil.

Já um general de mais alta patente tem salário médio de R$ 26 mil. A remuneração de um militar é composta pelo soldo, que varia conforme o posto e a graduação, e por adicionais e gratificações, que variam conforme a habilitação obtida e as atividades especiais exercidas ao longo da carreira.

Quanto mais avançado o posto, maior o soldo. Os dispositivos legais que tratam da remuneração estabelecem uma proporcionalidade nesses soldos: um general quatro estrelas ganha uma quantia, um general três estrelas, esta quantia menos uma determinada porcentagem, e assim por diante. Os adicionais também seguem uma proporção: generais, 17% sobre o soldo; superiores, 14%; e assim sucessivamente.

A lei que trata da remuneração dos militares estabelece uma tabela de "escalonamento vertical". Assim, no teto dessa tabela estão as remunerações de almirantes de Esquadra, generais de Exército e tenentes-brigadeiros. Se um general de Exército ganha R$ 26 mil, um general de Divisão recebe R$ 24,9 mil e um coronel, R$ 22 mil, e assim sucessivamente. Para o soldado, seguindo esta proporção, esta remuneração estaria em R$ 1,8 mil. Estão em atividade no país 350 mil militares. Não há uma estimativa oficial do impacto do reajuste salarial pretendido.

Fontes ouvidas pelo GLOBO relatam que Bolsonaro teria achado "crível" a proposta. Guedes, por sua vez, não teria deixado clara sua impressão a respeito. Ele ficou de analisar os dados apresentados e manifestou que sua prioridade, agora, é tentar fazer aprovar os principais pontos da proposta de reforma da Previdência apresentada pelo presidente Michel Temer. Os militares ficaram fora da proposta.

Integrantes das Forças Armadas manifestaram a Bolsonaro e Guedes a possibilidade de que a reforma da Previdência dos militares seja resolvida por um projeto de lei, enquanto a mudança no regime geral depende de uma mudança da Constituição, por meio de PEC. Eles querem, porém, que um projeto de lei só seja apresentado quando as mudanças já tiverem sido efetivadas para os civis.

O presidente eleito manifestou nos encontros que, por ora, quer tentar fazer valer mudanças na idade mínima e no tempo de contribuição de contribuintes que não são militares. Segundo declaração dada por Bolsonaro à imprensa durante sua passagem por Brasília, uma idade mínima de 62 anos passaria pelo Congresso. A proposta de Temer é de 65 anos.


 

06
Jan19

Damares: As 500 mil prostitutas infantis devem vestir rosa?

Talis Andrade

Prostituta ou prostituída: qual termo politicamente correto?

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A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos disse que meninos vestem azul e meninas vestem rosa. A cor vale para as crianças e adolescentes das famílias que recebiam bolsa família no governo de Dilma Rousseff? Ou como farda para as 500 mil meninas prostitutas? O governo vai doar roupas nas cores definidas?

 

A advogada Angela Gandra Martins, secretária da Família, defendeu a polêmica declaração da ministra Damares Alves, de que "menino veste azul e menina veste rosa". Explicou ser uma metáfora.

 

"O que ela quer dizer é que a gente vai procurar acentuar o que é próprio de cada um. A gente não vai construir uma outra identidade esquizofrênica dentro dela, vai respeitar o que é natural naquele ser humano."

 

Bolsonaro no discurso de posse combateu o politicamente correto. Assim seja enterrada a discussão de como chamar as crianças exploradas sexualmente. 

 

Ruchira Gupta afirmou:

“(…) nós usamos o termo ‘criança prostituída’, porque não existe algo como uma criança prostituta (ou prostituta infantil) — alguém fez isso a uma criança.”

 

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O apelo ao fim da exploração sexual de crianças (e de adultos)

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Em 2015, o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil estipula que há mais de 500 mil crianças e adolescentes sendo exploradas sexualmente no Brasil. Em 2016, foram registrados mais de 37 mil casos envolvendo abuso sexual de menores. Desses cerca de 66% das vítimas são meninas.

Não há razões para defender ou minimizar a exploração sexual de crianças. A violência sexual de ninguém deve ser justificado ou tolerado. E é particularmente assustador os dados sobre o assunto — especialmente observá-los aumentar.

Mulheres Contra o Estupro Pago repudia todo tipo de exploração sexual, inclusive o perpetuado contra crianças e adolescentes. E afirmamos que todas as vítimas precisam receber apoio e ajuda; não culpa. Culpemos os agressores.

Em defesa de um mundo em que meninas e meninos não sejam explorados sexualmente.

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22
Nov18

A escola sem partido e a nova adolescente no Brasil sem incesto, estupro e prostituição infantil

Talis Andrade

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No Brasil, a cada minuto uma pessoa é estuprada. São registrados uma média de 164 casos por dia. Um número alto, mas que segundo especialistas é menor do que o real. Estima-se que 90% das vítimas nunca registre queixa, o que elevaria o número total para 600.000 estupros por ano. E a subnotificação não existe apenas na esfera criminal, mas na da saúde também. "No ano de 2016 foram 23.000 vítimas atendidas no SUS, ao passo que 49.500 procuraram a Polícia (dados da publicação de pesquisadores do IPEA “Atlas da Violência 2018”). Em 2017 foram 60.000 vítimas que buscaram a Polícia, mas o Ministério da Saúde ainda não totalizou os dados de atendimentos no SUS em 2017. E aqui estamos falando de estupros. O IPEA, no mesmo estudo, estima que 90% das vítimas não procuram o Poder Público", relata o procurador Pedro Antonio de Oliveira Machado, responsável por um inquérito que investigou a aplicação da lei do minuto seguinte. Após a investigação, o Ministério Público Federal criou um canal para que as vítimas possam denunciar os serviços que não seguirem os protocolos de atendimento previstos em lei.

 

Leia mais aqui. “Nós identificamos uma série de problemas [no ciclo de atendimento às vítimas]”, afirma o procurador Machado. “Um dos maiores era a falta de informação, especialmente para as vítimas, que não sabem a quem recorrer. Mas mesmo no âmbito dos profissionais do Sistema Único de Saúde também havia falta de informação”, diz.

 

O Brasil da bancada da Bíblia e da família tradicional esconde que “pobreza e abusos estimulam casamentos infantis no Brasil. País tem cerca de 90 mil crianças de 10 a 14 anos casadas, segundo Censo 2010. Pesquisa traça perfil de uniões”, destaca reportagem da BBC Brasil.

 

“Um dos temas mais constrangedores ao Brasil, não apenas à própria sociedade brasileira, como no âmbito internacional, é a existência da chamada prostituição infantil. A despeito de todos os esforços do Estado no enfrentamento deste problema, há a permanência de uma realidade hostil para muitas crianças – principalmente meninas – nas regiões mais pobres do país: segundo a UNICEF, em dados de 2010, cerca de 250 mil crianças estão prostituídas no Brasil”, escreve Paulo Silvino Ribeiro. Para as ONGs, são 500 mil crianças  de 7 a 14 anos que vendem o corpo por um pedaço de pão. Quinhentas mil meninas sem escola e sem partido. Leia mais. 

 

No Brasil existe uma cultura do incesto - que não é crime - aceitável em várias comunidades do Norte e do Nordeste. Um caso símbolo o da poetisa menina Thalia Mendes Meireles, violentada pelo pai desde os 12 anos. "Você pode ver uma pessoa sorrindo, parecendo feliz, mas não se engane, sempre há coisas além. Por isso somos cegos. Nunca vemos além", escreveu na sua carta de suicídio. O pai, dono de supermercados no Maranhão, com o apoio da justiça e da polícia, culpou a onda da baleia azul, que substituiu a lenda do boto como justificativa da gravidez de uma criança.

 

Provocar o fim da própria vida está entre as principais causas de morte entre jovens de 15 a 29 anos. No Brasil, há um suicídio a cada 45 minutos. Pelos dados da OMS, o suicídio é a sétima maior causa de morte entre jovens de 10 a 14 anos de idade. 

 

A escola sem partido ajudou a eleger Jair Bolsonaro presidente, quando o programa mais correto seria escola sem curra. Que as crianças são as maiores vítimas de estupro no Brasil, segundo o Atlas da Violência de 2018 . O estudo, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), aponta que 50,9% dos casos registrados de estupro em 2016 foram cometidos contra menores de 13 anos de idade. Além disso, em 32,1% dos casos, as vítimas foram adultos, e em 17%, adolescentes. Os estupros, inclusive curras, que acontecem dentro das escolas são abafados ou camuflados como bullying.  

 

 

 

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