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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

01
Ago20

"Acabou-se a era dos semideuses de Curitiba"

Talis Andrade

Image

O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, criticou os procuradores que estariam plantando fake news contra o procurador-geral da República, Augusto Aras, que tem sido um crítico dos abusos na operação. "O PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA disse hoje que ele e seus familiares estão sendo atacados por notícias falsas plantadas por alguns colegas do MPF. Dá para imaginar o que fizeram com aqueles que defendiam o Estado de Direito durante o momento de 'excepcionalidade'", afirmou Zanin, em seu twitter.

Lenio Luiz Streck
@LenioStreck
 
Augusto Aras colocou o dedo na ferida. Dói. Mas espero que disso se tire lições. Não há espaço para a formação de ilhas dentro do MP. Não há espaço para coisas secretas. Não há espaço, na República, para arapongagem, como denunciou o PGR Aras.
31
Jul20

Lava Jato invadiu dados de 38 mil pessoas (Vídeos)

Talis Andrade

 

por Fernando Brito

 - - -

Só o ‘lavajatismo’ da imprensa brasileira que a informação escandalosa dada ontem pelo Procurador Geral da República, Augusto Aras: 38 mil cidadãos brasileiros têm seus dados pessoais acumulados nos computadores da “Operação Lava Jato”:

“Em todo o MPF [Ministério Público Federal], no seu sistema único, tem 40 terabytes. Para o funcionamento do seu sistema, a força-tarefa de Curitiba tem 350 terabytes e 38 mil pessoas com seus dados depositados, que ninguém sabe como foram colhidos”

Ninguém sabe como foram colhidos é uma forma eufemística de dizer que foram obtidos sem a devida autorização judicial e, portanto, de forma ilegal.

Estamos diante de um escândalo de proporções inauditas: procuradores da República, muito bem pagos pelo dinheiro público e acobertados por suas carteirinhas de “fiscais da lei” praticando as mais grotescas ilegalidades , há anos, com as credenciais que lhes foram dadas por dois Procuradores Gerais da República – Rodrigo Janot e Raquel Dodge – para, em tese, esquadrinharem os desvãos da corrupção.

O Sr. Aras está na obrigação de apontar à Justiça quem foram os criminosos que fizeram isso, para uma punição que não pode ficar restrita ao “faz-de-conta” dos castigos corporativos, das censuras e advertências.

É crime e dá cadeia.

 

31
Jul20

Os fatos, senhores, os fatos da Lava Jato

Talis Andrade

 

por Fernando Brito

- - -

Não basta que o Procurador Geral da República diga que a Lava Jato de Curitiba tenha, sozinha, um volume de dados sigilosos 9 vezes maior do que toda a direção da PGR, nem que haja 50 mil documentos ocultos na investigação ou que existam 38 mil pessoas com seus sigilos violados nos HDs de Deltan Dallagnol e Companhia.

A fala de Aras é uma notícia, não uma opinião.

Não é uma polêmica política, sujeita a opiniões sobre ser “contra ou a favor” da Lava Jato. São, se ocorreram, ilegalidades e desvios funcionais e, portanto, deve gerar de imediato procedimentos administrativos e penais que levem a consequências.

O resto é jogar no campo da politicagem com procedimentos judiciais, ambiente próprio para o “lavajatismo”, que procura sustentar por motivos “éticos” as suas ilegalidades.

Sérgio Moro, que não foi acusado de coisa alguma neste caso – embora seja inacreditável que ele não soubesse dos fichários do “SNI” do MP. E diz aos jornais que ‘desconhece segredos ilícitos’ da operação. Aliás, a repórter que assina o texto, no Estadão, diz que ele a “comandou por mais de quatro anos” assumindo o óbvio: que tudo se passava ali sob a orientação de Moro.

É preciso que uma investigação responda às perguntas que a grande imprensa não vai fazer: o que contêm as milhões de páginas de textos, planilhas e imagens que lotam o equivalente a 350 terabytes, ou 700 computadores como este em que trabalho? O que está nos 50 mil “processos invisíveis”, citados por Aras? Quem são os 38 mil cidadãos que tiveram seus dados pessoais e a intimidade violados por Deltan Dallagnol & cia?

O que interessa agora são fatos, não opiniões.

Juridicamente, importa é a materialidade dos crimes praticados à sua sombra e a discriminação das responsabilidades pelo cometimento deles.

 

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