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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

12
Mai22

Natália Bonavides: Falamos ao 5º ministro da Educação do atual governo que de nada adianta esse troca-troca de ministros

Talis Andrade
Pode ser uma imagem de 2 pessoas, pessoas sentadas e interiores
 
 
“Em 2005 eu recebi uma carta e nela dizia que eu tinha sido contemplada com uma bolsa de 100% pra cursar uma faculdade particular de medicina, a qual eu não tinha condição nem de passar na porta. Não tem como não ser grata por ter recebido essa oportunidade!“ — Thelminha entrevistando Lula.
 
"Os governos petistas ampliaram e democratizaram o acesso de estudantes de escolas públicas e bolsistas à educação superior. Bolsonaro desfaz tudo e muda as regras do ProUni para que o programa deixe de dar prioridade a esses estudantes e bolsistas.
Muito mais cedo do que tarde, derrotaremos este governo inimigo da educação e pintaremos novamente as universidades de povo!" - Testemunhal de Natália Bonavides

 

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Natália Bonavides: Hoje, na Comissão de Educação, falamos ao 5º ministro da Educação do atual governo que de nada adianta esse troca-troca de ministros, enquanto Bolsonaro, o chefe dos esquemas de corrupção e da delinquência do MEC, continua com sua política de destruição. Afinal, o projeto inimigo da educação será o mesmo.

Mas nem tudo é notícia ruim: a juventude já está tirando o sono deste governo, mais de 2 milhões de jovens e estudantes tiraram o título de eleitor e vão derrotar Bolsonaro! 

14
Nov21

Com quantos bi se compra o Centrão?

Talis Andrade

quem quer dinheiro pec calote.jpeg

 

 

por Julimar Roberto

- - -

Muitos tinham dúvidas do montante envolvido na manutenção da base fiel a Bolsonaro no Congresso Nacional. Havia muita especulação, disse me disse, achismos, mas todos tinham certeza de que muitos dígitos corriam soltos. Finalmente, graças ao jornal Estado de S.Paulo, que teve acesso a documentos que comprovaram toda essa movimentação, já é possível se ter uma ideia – mesmo que parcial – de quanto vale o apoio de deputados e senadores ao genocida.   

Em 2020, através de um acordo entre o governo e o Congresso, foi criado um orçamento paralelo e secreto de R$ 20,1 bilhões, por meio de emendas do relator. Desse valor, R$ 3 bilhões foram destinados ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e transformados em maquinários pesados, veículos, pontes, calçamentos e inúmeras outras obras eleitoreiras superfaturadas. A brecha, criada pela própria Constituição, até então era usada para realizar alterações técnicas no orçamento, mas o ex-capitão e sua estirpe deram um jeitinho brasileiro de criar um fundo bilionário para comprar apoio de parlamentares.  

Para se ter ideia, os documentos divulgados comprovam que a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba), órgão do governo federal, recebeu R$ 459 milhões oriundos dessa verba para empregar no interior do estado de Pernambuco. Acontece que lá, a companhia é comandada pelo senador Fernando Bezerra Coelho, do MDB.  

Além de utilizar esse recurso para garantir sua reeleição, o congressista ainda destinou parte do valor para empresas ligadas a ele. Deu para entender? Ele aumentou seu eleitorado direcionando verba pública para aquisição de equipamentos e execução de obras e lucrou através das empreiteiras e concessionárias.  

Ao todo, o jornal Estado de S.Paulo encontrou 101 ofícios que comprovam o envolvimento de 37 deputados e cinco senadores. Nos documentos, esses congressistas determinavam onde e como o dinheiro deveria ser empregado.  

O próprio presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) pediu R$ 30 milhões para aquisição de 44 tratores agrícolas, através do Dnocs (Departamento Nacional de Obras contra as Secas). Como se não bastasse o ganho político que o parlamentar obteve com a distribuição do maquinário, ainda foi constatado um superfaturamento de mais de R$ 1,5 milhão na compra. Feito que ajuda a explicar o engavetamento dos 139 pedidos de impeachment. 

Mas, como já dizia o ministro da propaganda na Alemanha Nazista, Joseph Goebbels, "uma mentira dita mil vezes torna-se verdade", os envolvidos negam, acusam a mídia de sensacionalismo e dizem que isso é “normal”. 

Nem normal e muito menos aceitável! Faltando dois dias para a votação da PEC dos Precatórios, Bolsonaro liberou quase R$ 910 milhões em emendas para deputados federais votarem segundo seus interesses e o resultado não poderia ser outro além da aprovação da matéria. Pagou, levou! Vale ressaltar que a “PEC do Calote”, como é mais conhecida, também possibilita a criação de outro ‘orçamento paralelo’, numa bola de neve inimaginável que mantém o ex-capitão no poder.  

Portanto, essa reflexão serve para que fiquemos atentos. Independente do que dizem as pesquisas que sinalizam rejeição e derrota de Bolsonaro em 2022, a guerra ainda não acabou e ele mantém-se firme em tentar alicerçar-se para garantir um bom resultado nas urnas.  

As provas coletadas pelo Jornal Estado de S.Paulo são suficientes para que haja o impeachment, mas Jair segue mais escorregadio que bagre ensaboado. E o Brasil? Coitado, despenca ladeira abaixo.  
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27
Mar19

Brasil, o governo dos macacos

Talis Andrade

bolsonaro direção governo _genildo.jpg

 

 

por Ricardo Melo

___

O ambiente está configurado. Desde primeiro de janeiro, o Brasil está entregue a um governo de macacos, sem nenhuma intenção de ofender a espécie. O país está entregue a uma equipe de limítrofes que não completaram a transição para o homo sapiens. Quer resolver tudo na porrada, na vulgaridade, na base da bala e do insulto. E se alimentar do sangue dos adversários.

O governo Bolsonaro já acabou, e só os cegos, surdos e mudos podem pensar o contrário. É um processo de destruição do Brasil confessado pelo próprio tenente-capitão que chegou ao Planalto na base da trapaça. Como Bolsonaro disse no Chile, sua tarefa não é construir. É destruir o que já foi feito.

Leia-se nisso os pequenos avanços proporcionados por governos progressistas. O Bolsa Família, que tirou milhões de famílias da miséria. O Minha Casa, Minha Vida, hoje desidratado, embora tenha oferecido a oportunidade de uma habitação digna a brasileiros sem-teto e empregos na construção civil. O Pro Uni. A política de cotas. Os incentivos à indústria nacional. E por aí vai. O que se oferece é a entrega do país ao capital estrangeiro sem nada receber em troca.

Para quem acredita em democracia e soberania nacional, o governo Bolsonaro já acabou. A quadrilha que tomou conta do Planalto com base em milícias, fake news e com o apoio da “elite” financeira-judiciária-militar-parlamentar e midiática é sinônimo de ruína. A fatia verde oliva sonha em transformar o país numa grande Port-au-Prince.

O tempo agora não é de conquistar a governabilidade de Bolsonaro. Mas sim de interromper o quanto antes esta aberração que fulmina o país. Por isso é preciso escapar das armadilhas montadas pelo Palácio do Planalto e sua máquina de twitters.

Na falta de um programa afirmativo de construção do Brasil, a famiglia Bolsonaro investe em querelas ideológicas. Escola sem Partido, ataque às minorias, negação das lutas identitárias, armas para todos. Todas questões de grande importância, mas que desviam o foco do que é principal.

A última das esparrelas é a orientação oficial sobre comemoração do golpe de 1964. É óbvio que é uma provocação. Deve ser combatida sem complacência. Agem certo os juristas, o Ministério Público e a AGU ao condenar tamanha bofetada na cara do povo brasileiro. Trata-se de travar sem tréguas a luta ideológica contra um governo reacionário, obscurantista e de tendências totalitárias.

Mas isso é parte do combate –e, atrevo-me a dizer, não a mais importante. A batalha que interessa é a da luta pela sobrevivência do povo, que está em jogo não em discursos em quartéis, mas no presente do desemprego e no futuro da aposentadoria.

Em vez de gastar esforços em “manifestações” sobre o 31 de março, trata-se de concentrar forças em mobilizações gigantescas contra a reforma da previdência, contra a liquidação da aposentadoria, na luta por empregos, na organização de um primeiro de maio digno desse nome, numa greve geral ainda maior do que a de 27 de abril.

Nas ruas. Esse é o caminho para abreviar a manutenção da famiglia Bolsonaro no poder.

 

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