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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

29
Nov20

'Ele disse: vote por mim', diz Luiza Erundina sobre Boulos

Talis Andrade

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A candidata a vice-prefeita de São Paulo pelo PSOL, Luiza Erundina, votou neste domingo (29), na Zona Sul de São Paulo, e disse ter ligado para o candidato Guilherme Boulos (PSOL) nesta manhã. O líder do MTST foi diagnosticado com coronavírus na sexta-feira (27) e está em isolamento domiciliar

"Hoje eu liguei para ele e falei: olha, estou indo votar. Ele disse: fica tranquila, nós vamos ganhar, vote por mim. Ele está feliz, está alegre", comentou Erundina, que votou na Escola Estadual Rui Bloem, no bairro Mirandópolis.

Pesquisa Ibope divulgada nesse sábado (28) apontou Boulos com 43% dos votos, e o atual prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), com 57%.

Pesquisa do Ibope sempre favorece candidaturas da extrema direita, que votaram com Bolsonaro e Doria nas eleições de 2018. Muito estranho que o TSE tenha proibido as pesquisas de boca de urna (No primeiro turno foram permitidas).

Quando os resultados são definitivos e consagradores para a esquerda, o Ipobe revela a verdade, para evitar uma desmoralização, a perda total da confiança. 

(Com informações do portal 247)

Guilherme Boulos 50
@GuilhermeBoulos
O aumento do número de internações por Covid em São Paulo é gritante. Mesmo assim Doria, o padrinho de Bruno Covas, marcou pronunciamento para anunciar medidas só 1 dia após as eleições. As conveniências eleitorais valem mais?
Luiza Erundina 50
@luizaerundina
Importante pronunciamento da campanha, daqui a pouco, às 19h.
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29
Nov20

Erundina vota em São Paulo e afirma estar confiante

Talis Andrade

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O candidato a prefeito, Guilherme Boulos, não votará devido ao diagnóstico de Covid-19. Boulos fez uma aparição na varanda de casa

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Candidata a vice-prefeita de São Paulo em uma chapa puro sangue ao lado do colega do PSOL, Guilherme Boulos, Luiza Erundina, votou neste domingo (29) em uma escola em Mirandópolis, na zona sul de São Paulo. Boulos, que testou positivo para o novo coronavírus, não votará hoje.

Erundina tem 85 anos e foi prefeita de São Paulo em 1988. Por pertencer ao grupo de risco, ela fez campanha com restrições. Com o diagnóstico de Covid-19 de Boulos na sexta-feira (27), ela assumiu uma participação mais ativa nos últimos dois dias. Erundina chegou a sair às ruas a bordo de um veículo com uma proteção transparente.

Ao chegar à seção eleitoral, localizada no bairro onde mora desde que era prefeita, Erundina comemorou a participação dos jovens nessas eleições municipais e disse que já considera a campanha vitoriosa. No entanto, disse estar “confiante” no resultado das urnas. “Muito confiante com os resultados dos votos para gente voltar a governar essa cidade e colocar de novo o poder nas mãos do povo”, afirmou.

Boulos fez uma aparição pública mais cedo na varanda de sua casa no bairro do Campo Limpo, na periferia da capital paulista. Ele segurava um cartaz com as palavras “Vamos virar”. As últimas pesquisas mostravam o adversário Bruno Covas (PSDB) à frente de Boulos e Erundina.

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28
Nov20

Boulos apresenta sintomas da Covid: febre, dor no corpo e uma pequena dificuldade respiratória

Talis Andrade

Boulos e Erundina fazem assembleias virtuais para conversar com 40 mil na  periferia - 30/07/2020 - Mônica Bergamo - FolhaBoulos e Erundina vencem prévias do PSOL e disputarão a Prefeitura de São  Paulo - Política - iG

247 - O candidato Guilherme Boulos (PSOL) começou a apresentar sintomas, na manhã deste sábado, 28. Ele recebeu o resultado positivo para Covid-19 na noite de sexta-feira, 27.

Segundo a coluna de Leonardo Sakamoto, do UOL, Boulos está apresentando febre, dor no corpo e uma pequena dificuldade respiratória. Ele informa que um médico deve ir à sua residência, nesta tarde, para uma consulta:

"Estou bem, comecei a ter sintomas. Agradeço o apoio das pessoas que estão virando voto, estão nas carretadas, estão fazendo aquilo que eu não estou podendo fazer. Mas pedindo para que se cuidem e garantam as proteções sanitárias".

 

28
Nov20

Haddad alerta para o risco representado pelo vice de Covas

Talis Andrade

HUMOR - Da esquerda para direita, passando pelo "centrão", veja as charges  do dia. - Ricardo Antunes

247 – O vice na chapa de Bruno Covas, o polêmico vereador Ricardo Nunes, foi criticado em artigo publicado pelo ex-prefeito Fernando Haddad, em artigo neste sábado na Folha de S. Paulo. "Nem vou entrar no mérito das acusações que lhe são feitas, de trambicagem nas creches e violência doméstica. Falo do seu completo despreparo para assumir o cargo de prefeito por um único dia e da completa irresponsabilidade da decisão de colocá-lo na linha sucessória da maior cidade do país", escreveu Haddad, que apoia Guilherme Boulos, do Psol.

Segundo ele, é hora de "apostar em uma chapa que une renovação, experiência e compromisso, em nome de uma cidade mais generosa."

 
27
Nov20

Governo Covas repassa milhões para organizações de saúde que não cumprem metas

Talis Andrade

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Justiça aceita denúncia e Doria, Covas e ex-secretários viram réus por  carnaval de rua em SP | Carnaval 2019 em São Paulo | G1O governo do candidato Bruno Covas não cobra das parceiras na saúde o cumprimento das metas de atendimento à população, mas repassa as verbas integralmente

 

Gestão tucana não aplica descontos previstos e faz repasses mensais completos a entidades parcerias que não cumprem a meta de consultas médicas contratadas

 

Por Rodrigo Gomes /RBA

Relatórios de produção das Organizações Sociais de Saúde (OSS) parceiras do governo do prefeito e candidato à reeleição Bruno Covas (PSDB) mostram que as gestoras de unidades de saúde quase nunca cumprem as metas de consultas médicas para atendimento da população. Apesar disso, recebem os repasses mensais completos, sem aplicação dos descontos devidos pelos descumprimentos, conforme os contratos de estabelecidos pela administração municipal. A RBA obteve planilhas de quatro organizações sociais dos anos de 2017, 2018 e 2019. Em todos os anos houve descumprimento de metas de consultas de pediatria, ginecologia e clínica médica, além das consultas de Saúde da Família.

Pelos próprios critérios de avaliação da prefeitura, as organizações parceiras na saúde prestam um atendimento insatisfatório na maioria dos quesitos. As metas são distribuídas da seguinte forma: de 100% a 85% da meta cumprida é considerado um índice satisfatório; de 84,99% a 70%, insatisfatório; de 50% a 69,99%, crítico; e abaixo de 50%, alarmante. Os contratos preveem descontos de até 10% do repasse por descumprimento de metas abaixo de 85%.

Os dados são de cada ano, com exceção de 2019, cujos dados vão até até julho. As OSS não concorrem em licitações, apenas atendem a chamamentos públicos e são habilitadas segundo critérios do governo municipal.

No caso da OSS Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SDPM), as planilhas mostram descumprimento de consultas de médico da família nos três anos, recebendo a avaliação “insatisfatório”. Já a meta de consultas de ginecologia foi considerada crítica em 2017 e 2019, e insatisfatória em 2018. As consultas de pediatria foram consideradas insatisfatórias no ano passado. A única meta cumprida foi nas consultas de clínica geral. Os dados são do contrato de gestão R004, para a Rede Assistencial da Supervisão Técnica de Saúde Perus/Pirituba.

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O governo Covas ignorou o descumprimento de metas da organização parceira na saúde. E não descontou os valores relativos a esses descumprimentos nos meses subsequentes, como mostram os termos aditivos e as prestações de contas da OSS SPDM, as quais a RBA teve acesso. Os valores se mantêm ou são aumentados ao longo dos meses. A organização recebeu R$ 18,6 milhões em julho, mas descumpriu as metas de consultas de ginecologia, pediatria e saúde da família. Mesmo assim, recebeu R$ 18,6 milhões em agosto e R$ 19,1 milhões em setembro.

contrato covas.jpg

Trecho do contrato de gestão com OSS SPDM

 

No caso do Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas), a situação é semelhante. A organização teve cumprimento de metas insatisfatório para consultas de saúde da família (2017 e 2018), clínica geral (2017) e ginecologia (2018 e 2019). Recebeu grau crítico para consultas de ginecologia e pediatria, em 2017. E grau alarmante nas consultas de pediatria em 2019 (até julho – não foram divulgados dados posteriores). Mesmo quando atinge o nível satisfatório, os dados mostram que o percentual de cumprimento esteve abaixo dos 100%. No entanto, não constam dos termos de aditamento, nem das prestações de contas, o desconto de valores referentes a essas metas descumpridas.

A OSS iniciou o ano de 2019 recebendo R$ 12,4 milhões para custeio. Em dezembro, o valor subiu para R$ 15,6 milhões. Os dados são do contrato R021, para a Rede Assistencial da Supervisão Técnica de Saúde Santana/Tucuruvi/Jaçanã/Tremembé.

iabas metas.jpg

A OSS Casa de Saúde Santa Marcelina, também parceira do governo Covas na saúde, só conseguiu cumprir as metas em nível satisfatório nas consultas de clínica geral e nas consultas de Saúde da Família do ano passado. Todo o restante – consultas de ginecologia, pediatria e Saúde da Família (2017 e 2018) ficaram em nível insatisfatório segundo as planilhas analisadas pela RBA. Os dados são do contrato de gestão R011, para a Rede Assistencial das Supervisões Técnicas de Saúde Itaquera/Guaianases e Cidade Tiradentes.

consultas medicas.jpg

Sem especialistas para atender o povo de São Paulo


Na zona sul da cidade, outra organização parceira do governo Covas na saúde descumpre as metas de atendimento à população. Mas a situação da OSS Associação Saúde da Família tem uma peculiaridade. Nas 17 Unidades Básicas de Saúde sob gestão da organização, a população não é atendida por profissionais especialistas, só por médicos de Saúde da Família. Não há ginecologistas ou pediatras no atendimento de rotina. Apenas se este profissional avaliar que há necessidade, o paciente é encaminhado a uma unidade com especialista ou atendimento emergencial.

Mesmo assim, a OSS Associação Saúde da Família não cumpriu a meta de realização de consultas no ano passado. Mas recebeu os repasses normalmente, inclusive com aumento da verba em janeiro de 2020. Foram R$ 22,1 milhões, em dezembro, e R$ 23,2 milhões, em janeiro.

ASF metas.jpgMoradora do Jardim Monte Azul, na região do Grajaú, a fotógrafa Ingrid Novais contou que nunca teve consulta com ginecologista obstetra durante sua gravidez. E a filha recém-nascida nunca viu um pediatra. Ela relata não se sentir confortável com esse formato de atendimento. “Parece que a gente, na periferia, não merece ter atendimento médico específico. O médico da família é atencioso, mas nem sempre a consulta é com ele, muitas consultas são apenas com enfermeiros. E consulta com especialista é longe, em algumas unidades”, disse.

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27
Nov20

Erundina: 'Vamos mudar o país a partir de SP'

Talis Andrade

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Por Cida de Oliveira /Rede Brasil Atual

 
A candidata a vice-prefeita na chapa de Guilherme Boulos (Psol), Luiza Erundina, está convencida de que é na cidade de São Paulo que começará a mudança que se espalhará por todo o país. Em entrevista aos veículos de imprensa progressista, promovida na noite desta quinta-feira (26) pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Erundina disse que o momento é de esperança.

“Vivemos hoje nessa campanha um clima de esperança, que surge em um momento em que as pessoas estavam desalentadas, desencorajadas, doentes e deprimidas porque deixaram de sonhar, de ter esperança. Eu costumo dizer que a esperança é o vírus do bem. Contagiante, esse sentimento interno se projeta para as pessoas próximas e vai se espalhando até virar uma bola de energia”, comparou.

Nas palavras da ex-prefeita de São Paulo, essa força promove a ação, e a ação traz a mudança. “A ação política é a ação de gestos coletivos. Ninguém sozinho leva a coisa alguma. Por isso nós vamos mudar o país a partir de São Paulo. Temos de mudar. A América Latina está mudando. Bolívia já mudou, Chile está mudando. Por que nós não vamos mudar? Já mudamos outras vezes. Já vencemos uma ditadura de 21 anos, por que não vamos vencer esse fascista, desmiolado, psicopata, que está governando o país? A gente vai fazer milagre nessa cidade a partir de agora, para derrubar esse governo e retomar os destinos de um país democrático, fraterno e humano como sempre foi.”

Povo soberano

A participação popular em um eventual governo Boulos e Erundina é um tema que permeou as considerações da candidata sobre pontos do plano de governo, como saúde, educação, cultura e outros. Do mesmo modo, o fortalecimento do poder popular sobre a gestão. De acordo com ela, será um governo para mudar a cultura e a relação entre o governo e a população. “É exercer o poder em nome do povo e não se submeter a práticas promíscuas, antirrepublicanas, comuns em outro tipo de governo que condenamos”, disse.

Esse fortalecimento popular na gestão, como destacou, faz com que o povo se reconheça no mandato e o defenda. É o que aconteceu no período de 1989 a 1992, quando ela ocupou o cargo de prefeita de São Paulo. Foi com apoio popular que ela conseguiu aprovar leis orçamentárias e os projetos sociais mesmo sem maioria na Câmara. E também inviabilizar um pedido de impeachment recomendado pelo Tribunal de Contas. “O povo vinha, ocupava a Câmara por quatro dias seguidos, dia e noite, para que a Câmara não me cassasse. E isso sem trazê-los, sem fundir o povo com o governo, nem partido com governo. Governo é governo, partido é partido, povo é povo, movimento é movimento. Mas todo movimento percebe que esse governo está defendendo seu interesse e ele apoia o governo.”
 
Ideia revolucionária

A tarifa zero, que Erundina não conseguiu aprovar em sua gestão, 30 anos atrás, está no programa de governo Boulos e Erundina. “Seria ótimo, mas a ideia era tão revolucionária que nem meu partido entendeu aquela proposta. Mas ela vingou mesmo sem a aprovação da Câmara. Vingou no movimento do Passe Livre, que nada mais é do que reivindicar a tarifa zero.”

A candidata considera injusto que a mobilidade urbana, um insumo para manter a cidade funcionando, seja paga somente pelos usuários do transporte coletivo. “Mobilidade é um direito de todos, e como tal tem de ser custeada, mantida, por todos: o dono do banco, do shopping, do supermercado, da oficina. Só o povo paga e isso vai mudar. Vamos implantar a tarifa zero progressiva. Começar com fins de semana livre, para o trabalhador poder passear com seus filhos, visitar parentes. O trabalhador não tem mais dinheiro para pagar tarifas pra mulher e dois filhos”.

Moradia popular

O programa de mutirão para construção de casas populares desenvolvido na gestão Erundina será adotado caso ela e Boulos sejam eleitos neste domingo (29). Haverá construção de casas inclusive para morador de rua, a casa solidária. Há a necessidade de alternativa aos albergues, pouco procurados. A baixa demanda se deve ao excesso de regras. Único afeto que o morador de rua tem, seu cachorro é impedido de entrar.

“É regime militar, hora para acordar, hora de sair, hora de voltar. Filas e filas, esperando para ter uma cama para se deitar, para tomar um banho. Não pode ser assim. Vamos fazer casas menores, para menos pessoas, gerida por eles com supervisão de assistentes sociais, psicólogos, para que as pessoas não tenham de sair da rua para ir para um lugar pior. É inadmissível o quarto maior orçamento do país tratar as pessoas dessa maneira.”

A ampliação da coleta seletiva e a contratação de catadores de resíduos recicláveis também foi abordada. A chamada máfia do lixo, com contratos com 25, 30 anos de duração com empresas internacionais, deve acabar. “Esse governo aí, que fez convênios, contratos com empresas europeias para catar lixo no Brasil. Não é para reciclar não, é para pesar preço em dólar para vender o lixo sem nenhum retorno para a sociedade. Isso vai acabar.”

Assista [aqui].

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