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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

14
Nov20

Não vote em candidato que despreza, que tem nojo do povo

Talis Andrade

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Pessoas esperam em fila para sacar auxílio emergencial em agência da Caixa, em Brasília - Foto: REUTERS/Adriano Machado

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Os municípios devem combater o aumento da vulnerabilidade social

Eis um exemplo de candidato que não governa para o povo:

O prefeito Rafael Greca declarou: 

Eu coordenei o albergue Casa dos Pobres São João Batista, aqui do lado da Rua Piquiri, para a igreja católica durante 20 anos. E no convívio com as irmãs de caridade, eu nunca cuidei dos pobres. Eu não sou São Francisco de Assis. Até porque a primeira vez que eu tentei carregar um pobre no meu carro eu vomitei por causa do cheiro", disse o candidato. Esse nojo do Greca foi noticiado pela imprensa. 

O vômito de Greca retrata o desprezo, o abandono, a pobreza das populações das periferias. 

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O papel das cidades para combater a vulnerabilidade social

por Tamires Fakih e André Paiva Ramos /Jornal GGN

- - -

O Brasil vive um conjunto de crises simultâneas – sanitária, econômica, social e ambiental – que tem resultado em um significativo aumento da pobreza e da vulnerabilidade social. O Estado deve adotar urgentemente um conjunto de medidas, tanto para conter e reverter o agravamento da situação socioeconômica, quanto para fomentar um desenvolvimento sustentável, com redução de desigualdades, com geração emprego e renda e com responsabilidade ambiental.

As perspectivas apresentam um cenário muito grave para o conjunto da sociedade. Segundo o IBGE, o país já tem 14 milhões de desempregados, mais de 33 milhões de trabalhadores subutilizados e mais de 10 milhões pessoas com insegurança alimentar grave. Ressalte-se que metade das crianças menores de 5 anos vive em lares com insegurança alimentar. Ademais, 50 milhões de brasileiros têm uma renda mensal menor do que R$ 523, situação que pode piorar significativamente.

Além da queda na renda das famílias e da falta de oportunidades no mercado de trabalho, há um expressivo aumento do custo de vida da população, principalmente da parcela mais pobre, pois essa destina a maior parte de seus recursos para alimentação e moradia. Segundo o Dieese, o preço da cesta básica em São Paulo subiu 19% em 12 meses. Já o IGP-M, que usualmente é utilizado na correção dos contratos de aluguel, acumulou aumento acima de 20% em 12 meses.

No estado de São Paulo, houve aumento de 20% no número de alunos que trocaram escolas particulares pelas estaduais entre janeiro e agosto de 2020 em relação ao mesmo período de 2019. A fila para atendimento na saúde pública (exames, consultas e cirurgias) aumentou 70% entre 2016 e 2020, atingindo 1,3 milhão de paulistanos. Já as mulheres têm sofrido uma piora na sua inserção no mercado de trabalho, sobretudo devido à falta de acesso a serviços públicos, como escolas e creches para seus filhos.

Diante de tamanha gravidade, os atuais formuladores de políticas públicas não têm atuado adequadamente. Cortes e contenções de recursos para diversas áreas, como saúde, educação e infraestrutura social, têm sido as principais medidas realizadas, piorando o acesso da população aos bens e serviços públicos, quando há um aumento marcante da demanda por eles. Não se verifica um conjunto de medidas econômicas para a geração de emprego e renda e para impulsionar as atividades econômicas. A destruição do meio ambiente e a falta de responsabilidade ambiental são questões que também têm piorado as perspectivas para o país. Ademais, o corte pela metade do Auxílio Emergencial e a falta de definição para o próximo ano sobre programa de transferência de renda aos mais vulneráveis ampliam a angústia e o desalento da população.

O modelo econômico implementado desde 2015 e a crise atual, enquanto ampliam o desemprego, a desigualdade, a pobreza e a fome para a população, têm impulsionado a concentração de renda e de mercado. Apenas em 2020 a fortuna conjunta de 42 bilionários brasileiros cresceu cerca de 28%.

O cenário para o conjunto da sociedade brasileira nas diversas localidades é muito grave e confirma a importância de uma atuação adequada do Estado. Apesar de muitas das medidas necessárias serem de responsabilidade federal e estadual, no âmbito municipal há a possibilidade de implementarmos um conjunto de medidas para o enfrentamento desse cenário adverso e, desta forma, melhorarmos a qualidade de vida da população.

Despontam-se algumas políticas necessárias, como: renda básica municipal complementar; programa municipal de compras públicas de alimentos da agricultura familiar para distribuição em associações de bairro e unidades socioassistenciais, direcionada à população mais vulnerável; alterações na legislação tributária municipal, focando em melhoria de aspectos de progressividade; e políticas de apoio às micro, pequenas e médias empresas, a fim de gerar mais trabalho e renda, principalmente nas periferias.

 

 

10
Nov17

Quem roubou as praças do Recife?

Talis Andrade

 

O DESVERDECER DO RECIFE

 

As crianças não possuem nenhuma árvore

                      [de predileção.

Os namorados não encontram a sombra

                      [dos verdes ramos

para esconderem o primeiro beijo.

 

Recife, que fizestes do teu verde,

o verde das paisagens de Franz Post?

 

As meninas subiam nas árvores.

Em plena luz do dia,

eu via o céu estrelado.

As meninas subiam nas árvores:

nos cajueiros e mangueiras.

Os cabelos assanhados

- amarrados na cintura

sujos aventais -,

as mães vinham correndo:

- Meninas, desçam daí!

Se vocês caírem

vão perder a virgindade.

 

Recife, que fizestes de tuas

                   [árvores sagradas?

 

 

O PROGRESSO

 

Vejo a noite e seu cortejo de fantasmas

destruindo os jardins

das casas salvaguardadas 

      [da febre imobiliária.

 

Os jardins transformados

em estacionamentos de carro.

 

(Poemas do livro Romance do Emparedado, páginas 176 e 177)

 

 

DE FRANZ POST A BURLE MARX, 

A PAISAGEM ROUBADA

 

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 Praça do Derby, 1950

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 Praça do Derby, 2017

 

A Veja publica reportagem.

 

As praças de Burle Marx: "legado do paisagista encanta (va) Recife".

Encantava que nas praças do Recife falta o principal. Falta gente.

 

Praças onde não existe a paz para os velhos.


Praças onde não existe espaço para a correria das crianças.


Praças onde não existe um cantinho com sombra e flores para os namorados. E um gramado para sentar ou deitar.

 

Até os espaços estão sendo roubados nas praças do Recife.


A Praça do Derby foi ocupada pela Polícia Militar. Virou campo de futebol, de exercícios físicos, de revista de tropas. É uma extensão do quartel. O resto foi tomado para a passagem de ônibus e carros.


O Parque 13 de Maio, ampliado pelo grande prefeito Antonio Farias, foi acimentado. Não é mais parque, nem praça, que os vereadores também roubaram espaços para construir estacionamento de carro. Uns safados.

 

Havia a praça da antena da Rádio Jornal do Comércio. Terreno doado. Veio o antigo bodegueiro Paes Mendonça, que novo rico fez o pelegado Sindicato dos Bancários construir um supermercado para ele Paes Mendonça depois vender aos gringos. Assim começou a estória de um grileiro.

 

Praças foram vendidas a outros especuladores imobiliários, coronéis do asfalto, que estão invadindo o verde e o azul da Bacia do Pina com a conivência de autoridades bandidas.

 

As praças de Burle Marx estão descaracterizadas. De beiradas cortadas para alargar ruas e avenidas.

 

Trocaram as cores verde e azul pela cor cinza dos cemitérios.

 

Recife não tem um passeio público.

 

As calçadas também estreitadas possuem mais buracos que os orçamentos públicos dos serviços fantasmas e obras super, super faturadas e inacabadas.

 

 

18
Jul17

Se gritar pega ladrão, não fica nenhum prefeito, meu irmão

Talis Andrade

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O Ministério Público Estadual (MPE) iniciou a Operação "Isonomia", para investigar a contratação irregular de escritórios de advocacia, para prestação de serviços de compensação de créditos tributários a sete prefeituras do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas, nos anos de 2015 e 2016.

 

Os promotores de Justiça do Gaeco, Adriano Bozola e Daniel Marotta, esclareceram em coletiva para a impensa como funcionavam as negociações envolvendo sete prefeituras da região e os escritórios de advocacia Ribeiro Silva Advogados Associados, que teria recebido cerca de R$ 500 mil, e o Costa Neves, que executava a prestação de serviços de compensação de créditos tributários. O valor total adquirido pelos escritórios por meio do esquema fraudulento foi em torno de R$ 1,5 milhão, nos anos de 2015 e 2016.
Além de Carmo do Paranaíba e Presidente Olegário as cidades de Abadia dos Dourados, Canápolis, Centralina, Patrocínio e Perdizes também estão envolvidas na investigação.

 

As prefeituras são escolas para ladrões que sonham fazer carreira na política. 

 

Acontece em Minas Gerais, ou melhor dito, nas 5.570 prefeituras do Brasil. Daí o interesse de deputados estaduais na criação de novos municípios para receber verbas dos governos estadual e da União.

 

vende rua prefeito indignados.jpg

 

 

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