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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

04
Jun20

PT pede à PGR investigação sobre Temer e Shell e denúncia de Tacla Duran

Talis Andrade

 

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Parlamentares querem investigação sobre interferência inglesa na MP do Trilhão que favoreceu petroleiras estrangeiras e sobre denúncias de falsificação de documentos e tráfico de influência na Lava Jato

Jornal GGN – Os deputados Carlos Zarattini (SP), Paulo Pimenta (RS) e Wadih Damous (RJ), representando o PT na Câmara, ingressaram com duas representações junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), na terça (4), solicitando investigações sobre a interferência do governo britânico para favorecer multinacionais do petróleo, especialmente a Shell, nos negócios promovidos pelo governo Michel Temer.

Além disso, eles querem que as denúncias de Rodrigo Tacla Duran contra a Lava Jato em Curitiba sejam apuradas. Segundo a assessoria da bancada, eles foram recebidos pelo procurador Carlos Alberto Vilhena.

Segundo os parlamentares, um dos benefícios já concedidos por Temer, por meio da MP 795/17, foi isentar petroleiras de pagar R$ 1 trilhão em tributos ao Brasil num período de 20 anos.

“Queremos investigação sobre as interferências do governo do Reino Unido junto ao Ministério de Minas e Energia brasileiro com o objetivo de facilitar a exploração do pré-sal, o que redundou na MP 795. Essa denúncia é baseada num telegrama do ministro da Indústria e Comércio britânico, em que ele afirma categoricamente que teve conversações com o senhor Paulo Pedrosa, do Minas e Energia”, detalhou Zarattini, fazendo referência ao secretário-executivo da pasta, que foi acionado para atender ao “lobby” das multinacionais do setor do petróleo.

Com relação a Tacla Duran, o pedido de investigação apresenta provas colhidas pelos deputados em viagem à Espanha. Para a bancada, o que foi dito pelo ex-advogado da Odebrecht à CPMI da JBS, na semana passada, revela que a operação Lava Jato está eivada de procedimentos absolutamente fora da lei, que atentam contra direitos fundamentais, e desrespeitam o Estado democrático de direito.

“São denúncias gravíssimas: falsificação de documentos, possibilidade de tráfico de influência. São denúncias que precisam ser investigadas. Não podemos aceitar o silêncio em torno disso”, afirmou Damous, que é integrante da CPMI.

Segundo Pimenta, trata-se de um conjunto de denúncias que foram formalizadas – cada uma acompanhada de provas. “Não são meras convicções”, afirmou. “Agora, a gente tem a garantia de que essas investigações terão que ser feitas, na medida em que qualquer omissão por parte da autoridade que é comunicada de um crime ou da suspeita de um crime pode significar incorrer em crime de prevaricação”, completou Paulo Pimenta.

Tacla Duran acusou a Lava Jato de usar documentos do sistema Drousys após manipulação do mesmo, ou seja, para ele, as provas usadas em diversos processo – inclusive, contra Michel Temer e Lula – estão viciadas e devem ser descartadas.

Ele também reafirmou as acusações ao amigo pessoal de Sergio Moro, o advogado Carlos Zucolotto, a quem atribui um pedido de propina na ordem de 5 milhões de dólares, para ter um acordo de delação com os procuradores de Curitiba melhorado.

 
21
Mai20

Inquérito de Moro expõe trem da alegria no alto escalão da Polícia Federal

Talis Andrade

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O policial federal aposentado Marcos Scandiuzzi publicou no Facebook um texto apontando a promiscuidade na corporação, alvo de interferência política de Jair Bolsonaro. Uma corporação que tem a interferência do governo dos Estados Unidos

"Segundo inquéritos divulgados, teve delegado oferecendo cargo para outro delegado pelas costas do chefe atual, teve nomeação de delegado amigo para o exterior, teve acusação de vazamento contra outro, cessão para outros órgãos, teve deputada interferindo indicando delegado, teve ministro se cercando de delegados para todo lado", acusou Marcos Scandiuzzi, em seu Facebook.

Com Moro ministro teve a permitida interferência do governo dos Estados Unidos. Uma interferência antiga, com delegados pagos em dólares.

É hora de investigar a perseguição da "lava jato" aos delegados dissidentes, inclusive assédio moral com suicídio. Principalmente até que ponto Maurício Valeixo, adido policial em Washington, influenciou na interferência dos serviços de inteligência e espionagem dos Estados Unidos nas operações policial e judicial na Petrobras, no Pré-Sal, nas grandes empresas brasileiras, nos acordos assinados pelo ministro Sergio Moro com o FBI, com a CIA, inclusive o próprio Valeixo como xerife da República Curitiba e do governo Bolsonaro.

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12
Mai20

Quando Bolsonaro vai revidar os ataques mortais de Moro?

Talis Andrade

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Bolsonaro e Moro pautam a esquerda brasileira. 

Todo santo dia, Bolsonaro larga um besterol para os jornalistas no curral do Palácio do Planalto. Conversa fiada que vira manchete da imprensa. Papo furado de quem foge dos assuntos sérios. Até deputados e senadores dos partidos de esquerda aceitam a retórica presidencial. Lereia que diverte o povo.

Transcrevo do portal 247: O jornalista Reinaldo Azevedo mostra que o ex-ministro Sergio Moro utiliza as mesma “táticas midiáticas de quando era juiz aliado [de Jair Bolsonaro]”. Ele publicou texto do ex-ministro em que diz que “nota-se o jeito de Moro de ser”. Por comprovar em publicação, que o vídeo da reunião ministerial confirma suas declarações, apesar do depoimento ainda ser sigiloso (a postagem de Moro foi feita antes da divulgação do conteúdo do vídeo pela imprensa).

Azevedo diz que “mais uma vez, [Moro] usa um vazamento a serviço de uma tese sua, como sempre fez quando juiz”. “Ou seja, tudo aquilo que fazia contra Lula, o PT e outros partidos ou políticos, como se nota, faz agora contra Bolsonaro, embora as situações sejam bem distintas: afinal, desta feita, o Ministério Público não atua como um simples subordinado seu, e ele não detém, no caso, os poderes de juiz”, ressalta o colunista.

Ele continua afirmando que o ex-ministro “continua habilíssimo na arte de mobilizar o noticiário” e que “Bolsonaro e Moro resolveram ter uma relação marcada pela fidelidade entre serpentes”. Segundo o jornalista, Moro “roeu a corda quando Bolsonaro decidiu afrontar o subordinado que se entendia como chefe do chefe”.

Moro passou a ser mais oposicionista do que qualquer líder de esquerda. Bate mais duro. Que Bolsonaro não sabe como revidar. Cousa fácil de fazer. Era só investigar as bandidagens de Moro nos ministérios da Segurança e da Justiça. É só seguir o dinheiro. Inclusive nos presídios.

O jornalista Marcelo Auler está publicando uma série de reportagens que mostram os crimes praticados por delegados em Curitiba. Tem até suicídio de delegado, perseguido por ser considerado dissidente entre os lavajatistas, entre os moristas. Em sendo dissidente, com certeza um louco.

Se tem safadezas mil na Superintendência do Paraná outras existem por esse Brasil misterioso, desconhecido, que jamais pune os abusos de quem investiga, fiscaliza, multa, julga, condena e prende. 

Reportagem de Natalia Viana mostra como Sergio Moro abriu as porteiras do Brasil para o FBI, para a Cia, para os serviços estrangeiros de espionagem. Basta uma leitura nos acordos assinados de quinta-coluna. Nos acordos de lesa-pátria assinados por Moro, por Maurício Valeixo. Em nome do nacionalismo, bandeira esquecida das esquerdas das campanhas do Petróleo é nosso. Era. Que até Lula fez leilões no Pré-sal. Cinco leilões empata com Fernando Henrique. Dizem que foram seis.

 

 

06
Mai20

Investigando no Brasil

Talis Andrade

 

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II - No Ministério da Justiça, Sergio Moro abriu as portas para o FBI

por Natalia Viana

Agência Pública

- - -

Embora as duas maiores investigações da Lava Jato pelo Departamento de Justiça (DOJ) americano já tenham terminado, com os acordos da Odebrecht e Petrobras, o FBI ainda tem muito a fazer para investigar corrupção no Brasil, nas palavras do chefe do FBI no país, David Brassanini, em palestra no 7º Congresso Internacional de Compliance, em maio de 2019, em São Paulo.

Anúncio da partcipação de David Brassanini no Congresso de Compliance

 

A parceria com a PF nas investigações da Lava Jato foi destacada por ele como uma aliança que merece ser louvada. Foi a partir daí que a relação entre os agentes se intensificou. Reportagem conjunta do site The Intercept Brasil e Pública mostrou que desde 2015 os agentes do FBI estiveram em Curitiba para interrogar os delatores que estavam fechando acordo com os procuradores brasileiros.

A cooperação foi descrita por Brassanini como “fluida, sem problemas e transparente”, pois seus agentes já tinham familiaridade com a cultura e a sociedade brasileiras. “A habilidade de desenvolver e entender as peculiaridades locais é grande. Não só a questão da língua, mas em entender realmente como o Brasil funciona, entender as nuances”, afirmou.


O FBI atua para investigar corrupção transnacional graças à legislação FCPA (Foreign Corrupt Practices Act), uma lei que permite ao governo americano investigar e punir, nos Estados Unidos, atos de corrupção que envolvam autoridades estrangeiras praticados por empresas e pessoas estrangeiras. Os crimes não precisam ter ocorrido em solo americano – basta, por exemplo, que tenha havido transferência de dinheiro através de algum banco americano ou que as empresas envolvidas vendam ações nas bolsas nos EUA. Foi com base nessa lei que o governo americano puniu com multas bilionárias empresas brasileiras alvos da Lava Jato, entre elas a Petrobras e a Odebrecht.

Brassanini relatou também, no mesmo evento, que agentes do FBI vêm a São Paulo “toda semana para tratar de diferentes casos que envolvem FCPA e lavagem de dinheiro”. Segundo ele, a colaboração com a PF já rendeu muitas informações para os próximos anos. “Agentes da Polícia Federal do Brasil me disseram recentemente que, mesmo que eles não coletem nenhuma informação adicional, nem façam nenhum trabalho investigativo, ainda assim eles teriam material para continuar inquéritos sobre corrupção e lavagem de dinheiro pelos próximos cinco anos.”

Brassanini pediu fundos adicionais ao DOJ para a operação no Brasil, o que permitirá ao escritório ter uma equipe especializada em lidar com pedidos de colaboração judicial. “O Brasil é o maior requerente de informações para evidência, inteligência e casos tanto no Brasil quanto nos EUA”, afirmou à revista Latin Lawyer.

David Brassanini é o chefão do FBI no Brasil desde agosto de 2017, mas desde 2006 atua no órgão por aqui. É casado com uma brasileira, com quem tem quatro filhos, e é fluente em português. Atualmente gerencia o trabalho do FBI na embaixada em Brasília e nos consulados em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre – incluindo a cooperação com a Lava Jato – uma equipe de 20 pessoas, segundo a publicação especializada Global Investigative Review.

Foi ele o principal articulador de uma postura mais “altiva” da polícia americana junto ao ministério capitaneado por Moro. Além de se reunir com o próprio ministro no começo do mandato, Brassanini encontrou-se com secretários e chegou a ter uma reunião com o polêmico assessor especial do presidente Jair Bolsonaro, Filipe Martins. O jovem olavista é um dos nomes que influenciam a política externa do governo, ao lado de Eduardo Bolsonaro.

O encontro ocorreu no dia 18 de julho de 2019, às 17h30, no Palácio do Planalto. Acusado pelo deputado Alexandre Frota durante depoimento à CPI das Fake News de ter apresentado Bolsonaro ao marqueteiro Steve Bannon e de “promover linchamentos virtuais”, Martins foi convocado para comparecer à CPI para prestar esclarecimentos sobre sua suposta participação no “gabinete do ódio”, gestor de milícias digitais favoráveis ao presidente e centro de criação de fake news.

Dois meses antes, o chefe do FBI no Brasil havia comparecido a um compromisso no campo oposto ao de Martins: um debate no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para discutir, justamente, como as fake news podem ser usadas para manipular eleições. Brassanini já havia participado, no dia 17 de maio, de um evento com o diretor do departamento de cooperação e observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Gerardo de Icaza, quando falou sobre o combate a crimes cibernéticos e mencionou a criação de uma força-tarefa internacional sobre interferência estrangeira em eleições. O Brasil foi convidado para participar, ao lado da Índia.

No encontro com Filipe Martins, Brassanini estava acompanhado de William Popp, encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos.

Meses depois, estava de volta ao centro do palco em um grande evento de treinamento de policiais federais e procuradores no Itamaraty, que ocorreu nos dias 5 e 6 de setembro de 2019. O DOJ, o FBI e a Securities and Exchange Commission (SEC) realizaram um Treinamento em Combate à Corrupção e Suborno Transnacional em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), a Controladoria-Geral da União (CGU) e o governo federal.

 

 

 

 

28
Abr20

Que seja nomeado um delegado da PF que defenda a imprensa livre

Talis Andrade

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Quem nomeia inimigo para o fisco, a polícia, a justiça é o PT. Os generais, os marechais jamais nomearam um esquerdista, um comunista para qualquer cargo no governo. Que o lugar dos adversários é na cadeia ou no cemitério clandestino. Onde já se viu um adversário nomeado para a polícia de Sarney, Collor, Itamar, Fernando Henrique, Temer, Bolsonaro?

Sergio Moro levou para o governo de Bolsonaro o amigo de sempre, companheiro no assalto ao Banco do Estado do Paraná - BanEstado, o adido policial em Washington, que serviu de ponte para o FBI, a CIA atuarem na lava jato, o cara que prendeu Lula, o delegado que peita a justiça, que rasgou o habeas corpus que soltava Lula, o habeas corpus do desembargador Rogério Favreto, o delegado sempre pronto para servir a Moro, quando Moro esteve a serviço de Bolsonaro, desde a campanha eleitoral, quando aprovou como peça de propaganda política a delação fajuta, mentirosa de Antonio Palocci - delação mais do que premiada, delação que Dallagnol recusou, mas que Valeixo, interesseira e subserviente, aceitou. 

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Que delegado policial, com ou sem agentes da CIA, com ou sem agentes do FBI, gravou Dilma Roussef, quando presidenta do Brasil, e gravou Lula e espionou a Petrobras, o Pré-Sal?

Depois de Moro, jamais Bolsonaro irá nomear um ministro sabotador, traidor, inseguro, suspeito, e sim pessoas de sua máxima confiança. Vale para a polícia federal. Não existe autonomia da PF. 

Mais polícia, menos democracia. A PF é um departamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O presidente responde perante o Congresso, a Suprema Justiça, a HIstória, pelos crimes praticados pela Polícia Federal, notadamente contra os Direitos Humanos, contra a Liberdade de Imprensa, como fez Moro ameaçando, investigando, perseguindo jornalistas.

Transcrevo da Wikipédia: "O primeiro passo para um movimento em direção à renovação da matriz tecnológica da PF foi dado no ano 2000. Até ali, a PF era vista como uma organização repleta de policiais 'chuta-portas' e apodrecida pela corrupção. Chamavam-na de 'apêndice' das agências policiais dos Estados Unidos. Ao final dos anos 1990, os carros e até a gasolina da estrutura da PF brasileira eram doações da Agência Central de Inteligência (CIA). 'O dinheiro é o nosso, as regras são nossas', chegou a declarar, em maio de 1999, o segundo da embaixada americana em Brasília, James Derham. Com a volta de Derham para os EUA, o orçamento saiu de R$ 100 milhões em 1999 para R$ 200 milhões no ano seguinte. As promoções passaram a privilegiar competência em lugar da antiguidade. Em 2006, o orçamento da PF era de R$ 600 milhões e tinha 11 mil policiais federais se revezando em missões pelo País com o apoio de cinco helicópteros, nove aviões, duas dezenas de embarcações e 2.327 viaturas". Com Moro, as promoções dos amigos de Moro, dos policiais sediados em Curitiba.  

 

26
Abr20

Valeixo, o delegado que vale dois ministérios e a cabeça de Moro

Talis Andrade

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Sergio Moro interferiu, quando juiz, quantas vezes na Polícia Federal, para vazar conversas dos presidentes Lula da Silva, Dilma Roussef? Quem gravou ilegal e criminosamente a presidenta do Brasil, a Polícia Federal ou algum serviço de inteligência estrangeiro, caracterizando vários crimes de traição, de lesa-pátria, de quinta-coluna? A atuação do FBI, da CIA, na Lava Jato, quebrou a soberania, a segurança nacional? Até onde foi a espionagem na Petrobras, no Pré-Sal, nas estatais? Depois de quebradas pela Lava Jato, quantas empresas públicas e privadas foram colocadas à venda nas feiras, nas quermesses de Michel Temer e Bolsonaro? Qual foi a participação do delegado Maurício Valeixo, que foi adido policial em Washington, de 2013-15? 

Valeixo e Moro estiveram juntos na investigação do assalto ao Banco do Estado do Paraná - BanEstado, que livrou a cara dos banqueiros, dos grandes traficantes de moedas. 

Publica a revista Época: "Em Curitiba, Valeixo atuou em várias fases da Lava Jato, operação pela qual Sergio Moro era responsável quando juiz federal. Uma das tarefas de Valeixo à frente da Superintendência da PF no Paraná foi coordenar os trâmites para a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em abril de 2018.

Foi também em sua gestão que foi fechada a delação de Antonio Palocci com a PF em Curitiba". O vazamento da delação de Palocci ajudou a eleger Jair Bolsonaro presidente. Moro jamais reclamou dessa interferência política-eleitoreira na Polícia Federal.  

A imprensa inglesa, BBC News, noticia: "Palocci tentou negociar um acordo de delação com o Ministério Público Federal (MPF), que recusou a oferta dele no começo de 2018. O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, que integrava a força-tarefa da Lava Jato à época, chegou a dizer que a proposta de delação de Palocci era mais um 'acordo do fim da picada' do que uma 'delação do fim do mundo'.

Apesar das críticas dos procuradores, Palocci fechou a negociação com a PF, e o acordo foi aceito pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, sediado em Porto Alegre (RS), em junho de 2018.

Ao aceitar o acordo de Palocci, o desembargador federal João Pedro Gebran Neto escreveu que a homologação não é o momento 'adequado para aferir a idoneidade dos depoimentos dos colaboradores".

Gebran, pelos serviços prestados, para Lula "apodrecer na cadeia", permanece cotado para uma vaga no STF e para suceder Moro no Ministério da Justiça. 

Moro também ia além da sua atuação como juiz, na gana de condenar Lula & interesses outros, como bem denuncia e comprova a operação vaza jato. Uma série de reportagens publicadas pelos principais jornais e portais da imprensa, expõe a subserviência de procuradores do Ministério Público Federal, comandados por Deltan Dallagnol, criador de um fundo nababesco, com dinheiro desviado da Petrobras, para gastar com "caridade" e eventos

No dia 30 de janeiro de 2020, numa conta gráfica, foram depositados, pela Petrobras, 2 bilhões e 500 milhões na Caixa Econômica Federal de Curitiba, para gastança de seis procuradores.

Dallagnol propôs que os procuradores explorassem em proveito próprio a fama da lava jato, que as esposas dos magistrados ficassem responsáveis pelas faturas. Leia a denúncia aqui, que a Justiça faz que não sabe, e o Congresso teme investigar. Rosangela Wolff Moro, inclusive, fundou uma oportuna empresa de eventos.

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17
Mar20

O roteiro completo para os norte-americanos explorar as riquezas do Brasil

Talis Andrade

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V - Vazajato apresenta a prova final da corrupção da Lava Jato

por Luis Nassif

 

Os procuradores da Lava Jato trataram, então, de fornecer todas as informações necessárias para a equipe norte-americana. Explicaram o papel de cada delator. Falou-se de Alberto Youssef, de Paulo Roberto Costa, de Augusto Mendonça Neto, dono da empresa de construção Toyo Setal, de Pedro Barusco, ex-gerente de serviços na Petrobras, de Hamylton Padilha, lobista da Petrobras que atuava na área de aluguel de sondas para perfuração de poços; Ricardo Pessoa, ex-presidente da Construtora ETC Engenharia; e Dalton Avancini, ex-presidente da Camargo Corrêa.

Depois de ser “brifada” sobre vários alvos da Lava Jato, a delegação americana passou dois dias negociando com advogados de delatores-chave. Cada um deles teve meia hora para apresentar seus casos e conversar sobre os termos da colaboração com as autoridades americanas.

No dia 9 de outubro, de férias na Alemanha, Aras alerta Deltan que os americanos poderiam usar as informações em processos no seu país contra cidadãos e empresas brasileiras.

A preocupação demonstra como o chefe da Lava Jato em Curitiba explorou uma zona cinzenta, fazendo soar alarmes na própria PGR.

De nada adiantaram os alertas. Os próprios procuradores se incumbiram de pressionar brasileiros a delatar para o DoJ. Como se depreende da mensagem do procurador Orlando Martello:

“Foi muito interessante e útil para nós trabalhar com vocês e sua equipe na semana passada. Pudemos entender melhor os procedimentos nos EUA, assim como aprender sobre sua expertise em acordos. Com esse conhecimento, agora nós temos mais uma maneira de convencer empresas e indivíduos a revelar fatos: ameaçar informar ‘as autoridades Americanas’ sobre corrupção e delitos internacionais… (risos)”, escreveu Martello, em inglês.

Em seguida, informa os americanos sobre como passar por cima das restrições legais, que obrigam que interrogatórios de brasileiros sejam feitos por autoridades brasileiras.

Primeiro, eles poderiam ouvir os colaboradores da Lava Jato nos Estados Unidos – o que é, para ele (e para Stokes), a melhor ideia, embora parte deles pudesse não aceitar ir voluntariamente para os EUA. E então sugere: “Nós podemos pressioná-los um pouco para ir para os EUA, em especial aqueles que não têm problemas financeiros, dizendo que essa é uma boa oportunidade, porque, embora seja provável que autoridades dos EUA venham para o Brasil para conduzir as entrevistas, as coisas podem mudar no futuro”. Assim seria possível evitar as limitações impostas pela decisão do STF e novas decisões que poderiam se seguir. (Continua)

 

09
Fev20

Estados Unidos propõem ‘comandar’ leilões do petróleo do Brasil

Talis Andrade

Acordada com Bolsonaro e Trump, iniciativa escancara submissão do governo aos interesses estadunidenses

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Os Estados Unidos vão oferecer ajuda ao Brasil para modelagem de leilões de petróleo, destaca matéria do jornal Valor, nesta segunda-feira, 3. A iniciativa estadunidense é uma reação ao último leilão realizado pelo governo que contou apenas com a participação de empresas chinesas. “Estamos prontos, tanto no nível de governo para governo quanto para o setor privado, para ajudar no que for possível”, disse o secretário de Energia dos Estados Unidos, Dan Brouillette.

Que engraçado! o Brasil é doutor em leilões de petróleo, desde os tempos de Fernando Henrique, que realizou cinco leilões para entrega do nosso petróleo. Cansei de escrever sobre esse entreguismo de quinta-coluna. São centenas de posts. Tantos que hoje prefiro transcrever. Veja aqui no blogue AndradeTalis. E aqui no blogue O Jornaleiro 

Classificaca esse leilões fajutos, de leilões quermesses.  

E de sacanagens as investigações do justiceiro quinta-coluna Sergio Moro

No mais, os colunistas e âncoras e apresentadores de TV comendo verbas do governo, e assim todos eles morrem podres, podre-de-rico.  

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“Nós vimos o que aconteceu no último leilão [de petróleo]. Nós entendemos claramente por que alguns investidores podem ter evitado. É justo dizer que o ministro Bento [Albuquerque, ministro de Minas e Energia] também reconhece algumas questões que estavam envolvidas naquele leilão. E nós estamos prontos para ajudar, caso desejem, na criação de novos leilões, que possam produzir resultados mais propícios aos desejos do governo”, afirmou ao jornal o secretário de Energia dos Estados Unidos, Dan Brouillette.

Ainda, segundo o jornal, o governo estadunidense “também enxerga possibilidade de parceria com o Brasil para desenvolvimento do setor de exploração e produção não convencional de gás natural”. O secretário estadunidense também comentou sobre a permissão do governo brasileiro permitir a participação de empresas estrangeiras na mineração de urânio no país. Outro alvo dos Estados Unidos é a exploração do gás de folhelho no Brasil, para que o buscam estabelecer parcerias.

O secretário está no Brasil para participar da primeira reunião do Fórum de Energia Brasil-Estados Unidos (Usbef), no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira. Neste primeiro encontro do fórum, o tema principal é a indústria de energia nuclear, além de fontes renováveis e petróleo e gás. Segundo o secretário, as companhias americanas têm interesse em todos os serviços relacionados ao urânio no Brasil. O fórum é resultado da reunião ocorrida em março de 2019 pelos presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro, durante reunião em Washington.

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05
Fev20

Folha distorce, falseia e defende a censura da Globo

Talis Andrade

A Terra é redonda, a Petrobrás foi espionada pelos Estados Unidos, a Globo censura a Vaza Jato: esses são os fatos que Lula aponta e incomodam tanto

 

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Por José Chrispiniano e Ricardo Amaral 

A Folha de S. Paulo deveria informar-se melhor, lendo suas próprias reportagens, antes de advogar a censura praticada pela Rede Globo, como fez na manchete falsificada deste primeiro fim-de-semana de fevereiro de 2020. Não há outra palavra para definir a cobertura da Globo sobre a Vaza Jato como um todo, e não apenas no breve período que a emissora selecionou para disfarçar sua parcialidade e que a Folha empurrou aos leitores, sem checar, defendendo quem a censurou.

A Folha publicou 25 reportagens em parceria com o The Intercept Brasil, editado pelo jornalista Glenn Greenwald, e o site UOL produziu outras 8. De 9 de junho até 24 de julho de 2019, período selecionado pela defesa da Globo, foram 5 reportagens da Folha, mas só uma foi reproduzida pela TV e não tratava da parcialidade de Sergio Moro e da Lava Jato no caso Lula. O tema é tabu na Globo, como foram as Diretas na década de 1980 e como a liberdade de imprensa era tabu para o nazismo. Por isso censuraram todas as provas de que Moro agiu para prender Lula e eleger Bolsonaro.

Se a Folha tivesse lido a Folha antes de defender a Globo (e difamar Lula), registraria que o Jornal Nacional censurou a matéria “Lava Jato desconfiou de empreiteiro pivô da prisão de Lula, indicam mensagens” (30/06/19). Nela se comprova que o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, quando preso, mudou seu depoimento e criou um enredo sobre Lula para ter sua delação aceita pelos procuradores. Contou uma história sem provas, da qual até os procuradores desconfiaram, para sair da cadeia e condenarem Lula.

A Globo censurou “Conversas de Lula mantidas sob sigilo pela Lava Jato enfraquecem tese de Moro” (8/9/19). A Folha mostrou, e a Globo não, que Moro e a força-tarefa esconderam, do STF e do país, conversas nas quais Lula explicava a razão de assumir a Casa Civil de Dilma Rousseff, em março de 2016 – e não era para buscar foro privilegiado, mas para salvar o governo e consertar a economia. Moro voltaria a mentir sobre o assunto no Roda Viva, semanas atrás, quando disse ter enviado ao STF “todos os áudios” grampeados de Lula ao STF. A Folha revelou que a Lava Jato grampeou os advogados de Lula e fez relatórios para Moro. A Globo censurou a notícia.

O JN fez alarde da delação mentirosa de Antonio Palocci vazada pelo ex-juiz a uma semana do primeiro turno de 2018, mas não noticiou “Moro achava fraca delação de Palocci que divulgou às vésperas de eleição, sugerem mensagens” (Folha 29/07/19). A Lava Jato espionou Lula e seus familiares ilegalmente, porque ele era o alvo. Mas a Globo censurou “Lava Jato driblou lei para ter acesso a dados da Receita, mostram mensagens” (Folha, 18/08/19).

A nota da Globo que a Folha reproduziu em editorial terça-feira e na manchete de hoje é uma empulhação. Se é fato que o JN e o Fantástico deram 103 minutos de reportagens sobre a Vaza Jato nos primeiros 46 dias, não é menos fato que 66 minutos foram dedicados à defesa de Moro e ao esforço de criminalizar a série desde o nascedouro. E que em apenas 5 dias, de 24 a 28 de julho, JN e Fantástico bombardearam o país com 68 minutos sobre a Operação Spoofing, que associa a Vaza Jato a pessoas acusadas de crime cibernético, incluindo notícias falsas que tentavam envolver o PT.

O editorial da Folha em defesa do mau jornalismo da Globo soou como um ato de contrição do jornal pela entrevista de Lula ao portal UOL. O texto é axiomático: “governantes não gostam de imprensa livre”. Livre do contraditório? Livre da obrigação de checar o que publica? A Folha deu-se a liberdade de publicar mentiras como a de que, no governo, “Lula flertou com dispositivos para controlar a mídia”, sem dizer quais, pois nunca existiram. Que seu governo “deu preferência, inclusive financeira (…) a veículos em torno do petismo”, sem dizer quais, como e quanto, pois essa é outra mentira repetida à moda Goebbels.

A Folha quer igualar Lula a Bolsonaro porque o ex-presidente diz que o atual tem razão em algumas queixas sobre a imprensa. É um reducionismo desonesto. Lula não ameaçou cassar concessões, não fez retaliação econômica. Denunciou o mau jornalismo do qual todos podem ser vítimas. A mesma imprensa que critica Bolsonaro (por várias razões) defende a desconstrução do estado, a desnacionalização do país e a revogação de direitos que ele impõe. Jamais farão com seu governo o que fizeram com Lula, Dilma e o projeto de desenvolvimento com inclusão. Iguais são Folha, Globo, Veja, Estadão, todos alinhados com o projeto de Paulo Guedes, mesmo que o preço seja conviver com Bolsonaro.

O fato é que essa “imprensa livre” muitas vezes fabrica manchetes para amparar sua opinião. É perfeitamente legítimo externar estranheza e associar, como fez Lula, o roubo de informações sigilosas da Petrobrás num container da Halliburton, em 2008, à espionagem da NSA na estatal e nos telefones de Dilma Rousseff, noticiada no mundo inteiro em 2013 com farta documentação provida por Edward Snowden. Não é teoria, é fato que o golpe do impeachment, a prisão de Lula, a destruição da indústria brasileira de óleo e gás e a desnacionalização da Petrobrás e do pré-sal atendem a interesses geopolíticos e econômicos dos Estados Unidos. Como é fato que Moro e a Lava Jato atuaram em fina sintonia – e fora da lei – com agentes daquele país.

Procuradores do Brasil fizeram a Petrobrás pagar 3,8 bilhões de dólares em multas e acordos judiciais nos Estados Unidos. É muita vezes mais do que a Lava Jato teria recuperado no Brasil, mas isso nem a Folha consegue ver na Globo. Tampouco se vê a terra arrasada em que Moro transformou o pais, como denuncia Lula, pois a Folha está ocupada em esclarecer o terraplanismo alheio.

É simplesmente ocioso checar, como faz a Folha, se um picareta como Olavo de Carvalho acredita mesmo que a terra é plana ou tem apenas dúvidas a respeito. Fato relevante é a destruição do ensino público, do meio ambiente e da soberania nacional por obra dos pupilos que ele nomeou no desgoverno de Bolsonaro. Lula distorceu Olavo? Olavo distorce a inteligência. E a Folha distorce o conceito de checagem de dados – que seria importante contribuição do jornalismo frente à pandemia de mentiras – porque precisa desqualificar Lula.

A Folha pode negar que Lula tenha ficado numa solitária, como o ex-presidente se referiu à prisão num dos discursos checados pela reportagem. Lula ficava sozinho 22 horas por dia, com exceção das quintas-feiras, quando tinha visita de amigos e familiares, e dos fins de semana, quando ficava sozinho 24 horas por dia. Tecnicamente não se chama solitária o regime prisional a que ele foi submetido por Sergio Moro, até o Supremo Tribunal Federal restabelecer, para todos, o princípio constitucional da presunção de inocência que havia sido negado a Lula. Mas não há como checar, tecnicamente, o sentimento de uma pessoa de quem tomaram uma eleição como favorito à presidência da República, a honra pessoal e 580 dias da existência, num processo farsesco, uma condenação injusta e uma prisão inconstitucional. A dor da gente não sai no jornal. Nem na Globo.

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25
Jan20

Moro deveria estar preso ao invés de ser presidente — Sem justiça não há paz e civilização

Talis Andrade

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por Davis Sena Filho

Sérgio Moro — o Homem Menor —, ex-juiz caipirão de província e que cometeu incontáveis crimes como o chefão do partido de extrema direita e de ações golpistas chamado de Lava Jato, antes de tudo e de qualquer coisa, deveria estar preso e perder, sem sombra de dúvida, todos seus direitos pecuniários como ex-juiz e o que o valha, porque o chefe incontestável de um antro que cooperou, e muito, para que a presidente Dilma Rousseff fosse deposta por um golpe bananeiro e cucaracha com a cara e o DNA da direita brasileira, prendeu injustamente e covardemente o presidente Lula, candidato favorito às eleições presidenciais de 2018, além de ser um dos principais protagonistas para que o Estado brasileiro fosse desmontado.

Moro — o Homem Menor — após cooperar efetivamente como o golpe de direita que continua a se consolidar, porque é necessário extinguir todos os direitos e garantias do povo brasileiro conquistados por intermédio de inúmeras gerações, simplesmente foi servir, no papel de ovelha com alma de lobo, o fascista Bolsonaro, sendo seu ministro da Justiça e Segurança Pública. Parece piada, mas não é. Em um país sério, esse sujeito que se aproveitou de seu cargo de “juiz” para combater o governo de Dilma e prender Lula por “atos indeterminados”, ou seja, não teve conhecimento e muito menos provas de que o Lula cometeu crimes, estaria há muito tempo preso em um presídio.

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Moro é também o responsável direto, juntamente com a Globo dos Marinho, notórios e históricos golpistas, e o Congresso corrupto liderado pelo gângster Eduardo Cunha, pela tomada de poder por intermédio do patife e traidor Michel Temer, que assumiu descaradamente o poder máximo da República, sendo que sempre foi um político de poucos votos, mas articulado e conhecedor dos subterrâneos dos três poderes e dos partidos de direita, que infestam o Congresso com suas ideias retrógadas e sempre articuladas com os interesses do grande capital nacional e internacional.

Temer iniciou, de forma irresponsável como sempre o foi quando parlamentar, e também de maneira feroz e perversa o desmonte do Estado nacional e do mercado interno, a pavimentar o caminho do fascista tupiniquim odiado internacionalmente e tratado como uma autoridade pária pelos países civilizados, cuja alcunha é Bozo, que é ladeado pelo seu ministro Paulo Guedes, vendilhão e de incompatível trato com os interesses do País, além de se mostrar um xucro quando se trata de dar explicações sobre o interesse público e sua vocação de lesa pátria, como comprova o modelo econômico que esse indivíduo alienígena efetiva, a impor aos trabalhadores e aos aposentados o ultraliberalismo que não deu certo em lugar algum, inclusive nos países desenvolvidos.

Moro — o Homem Menor — e que deseja ser presidente é o produto pronto e acabado da insanidade coletiva que tomou conta deste País bárbaro e atrasado, principalmente a partir de 2013, quando se deu início às micaretas de direita a sabotar o País e a apostar no golpe contra Dilma Rousseff. E toda essa patifaria e despolitização da sociedade para entregar o patrimônio e riquezas do Brasil aos estrangeiros e à iniciativa privada, País que ainda continua e ser desmoralizado e desconstruído pelo desgoverno fascista de Jair Bolsonaro — o Uno —, que trata o patrimônio nacional e os brasileiros como inimigos a serem brutalmente humilhados e destruídos, sem trégua e compaixão.

Dito isto, volto a ressaltar e a lembrar que o verdadeiro inimigo interno dos interesses do Brasil sempre foram e serão as oligarquias deste País acumpliciada com a imprensa de mercado e as elites do Judiciário, Executivo e Legislativo, além das Forças Armadas e polícias. São eles que controlam o status quo, assim como são associados ao establishment internacional, que apoia e financia golpes de estado no mundo, especialmente na América Latina, pois rica por natureza e com mão de obra barata, sendo que um País poderoso do tamanho do Brasil ser independente e soberano causa ódio e náuseas à casa grande brasileira e aos capitalistas multinacionais que controlam as riquezas deste planeta.

Por isto e não apenas por isto que políticos nacionalistas, socialistas e trabalhistas sempre foram alvos de toda “sorte” de golpes e perseguições por parte da direita brasileira, como não deixa mentir a história trágica do Brasil, sempre à mercê de trogloditas do mercado e de ditadores que apenas cuidam de suas turmas e dão uma banana aos trabalhadores e aposentados com aquiescência da Justiça e dos generais colonizados, privatistas e entreguistas das Forças Armadas, que, equivocados como sempre, consideram bater continência à bandeira e cantar hinos militares são atos de amor à pátria.

Enquanto isso, o Brasil é pilhado por piratas do capital, vendido a preço de banana e a economia a ser destruída por golpistas direitistas iguais a essa gente fardada, que há 40 anos esperava por oportunidade para usufruir politicamente de poder institucional e cooperar para efetivar políticas econômicas neoliberais, além de apoiar uma política externa subalterna, servil e cruelmente prejudicial à Nação perante os interesses dos Estados Unidos, que, arrogantes e violentos, pensam que a América é apenas deles e para eles.

Por sua vez, voltemos ao início deste artigo para que possamos observar o quanto o ministro da (in)Justiça das armações criminosas e das ambições desmedidas, que sempre contou com a cumplicidade e a aquiescência do Supremo Com Tudo (SCT), que vem a ser a vergonha, o vexame e a desgraça do Brasil, para cometer suas ilegalidades políticas e jurídicas, de forma que se torne o candidato dos coxinhas e, quiçá, dos bolsominions e do Grupo Globo e Cia. para presidente da República. Moro — o Homem Muito Menor — anseia obstinadamente disputar a cadeira da Presidência da República e, consequentemente, subir a rampa do Palácio do Planalto.

Depois de cometer inúmeras ilegalidades, arbitrariedades e crimes comprovados pela literatura jurídica e pelo Intercept Brasil, o medíocre ex-juiz quer ser presidente e, definitivamente, implantar o estado policial de seus sonhos. Trata-se do lugar-tenente do fascismo das “elites” de terceiro mundo devoradoras de Miami e Orlando, cujos fascistas o esperam de braços abertos, a empunhar o projeto anticrime de sua autoria e de conotação integralista para que ele, o Moro, veja sua obra à moda Mussolini e se regozije com os bárbaros da Lava Jato, que prenderam e perseguiram freneticamente, porque fanaticamente ideológicos, principalmente àqueles que politicamente não coadunam com seus propósitos e ideais fascistas e vinculados aos interesses dos Estados Unidos.

O golpe de 2016 contra a presidente Dilma poderia ser chamado pelos historiadores de o “Golpe do Pré-Sal”. O golpe que destruiu a avançada e competente engenharia de base brasileira e que entregou o riquíssimo mercado interno deste País aos estrangeiros. O golpe perverso que extinguiu, sem piedade, os direitos históricos dos trabalhadores e aposentados, dos estudantes e dos “domésticos”, dos idosos e das gerações futuras.

Congelaram irresponsavelmente os orçamentos da educação e saúde por 20 anos e, incrivelmente, o brasileiro tem de aturar o Grupo Globo da famiglia Marinho cobrar, na maior cara de pau e desfaçatez, melhores condições estruturais, orçamentárias e de pessoal para a saúde e a educação. Até o mau-caratismo tem de ter limites, não é mesmo, cara pálida, quando sabemos que a prioridade são os bancos e os bilionários de outros setores da economia. Pode isso, Arnaldo?!

Lula sempre foi a questão desses golpistas cretinos, a incluir o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que continua a apoiar as políticas nefastas e covardes de Paulo Guedes, mesmo a ser contra os interesses da categoria que esse sujeito patolino, porque amante de patos amarelos golpistas e ridículos como os membros da Fiesp. Ele não está nem aí, pois a desindustrialização do Brasil é mais rápida do que notícia ruim e tal indivíduo não faz qualquer mobilização para pressionar o ministro xucro e mal educado da Economia, que adora e se orgulha dizer à gringada pirata, malandra e esperta que o Brasil está a venda como se fosse apenas um produto com um povo vítima de violência, iletrado, abandonado, pobre e despolitizado. Só falta dizer aos gringos que este é o único problema do País com vocação eterna de terceiro-mundista.

O presidente Lula asseverou o seguinte: “Eu acho que o Moro quer estar nas urnas sim. A sentença contra mim já mostrava que ele já era político. Um juiz político que me condenou por “atos indeterminados”. Ou seja, nem ele sabe por que me condenou”. É verdade. A única afirmação do Lula que não concordo é quanto ao Moro “estar nas urnas”, porque a verdade é que o Moro — o Homem Muito Menor — deveria estar na cadeia para pagar pelos seus crimes à sociedade brasileira. Um dia este País terá de obrigatoriamente cobrar o ministro do fascista Bolsonaro por suas incontáveis ilegalidades e malfeitos.

Abra o olho, juizeco de direita e servidor de fascistas! O Bolsonaro e seus milicos guardiões de suas insanidades, histerismos e vilanias estão de olhos bem abertos em seus movimentos políticos, que visam a Presidência da República. Por enquanto, o Bolsonaro e seus generais privatistas (é o fim da picada!) e apoiadores de golpes te aturam e precisam da tua presença no ministério esdrúxulo, bizarro e composto por celerados, para amainar a fúria da imprensa de negócios privados e da boiada coxinha despolitizada, mas reacionária e perversa até a medula, que adora o Moro — o Homem Menor — como se ele fosse um semideus, o que se torna uma realidade mórbida e plena de mistérios ainda desconhecidos da alma humana quando está apodrecida.

Bolsonaro — o Uno — não vai deixar barato, porque um homem pleno de mesquinhez, violência, intolerância e impiedade, como demonstra sem dúvida toda sua carreira política. Moro se apega à Segurança Pública, parte de seu Ministério, pois a outra é a Justiça, palavra esta que o Moro — o Homem Muito Menor — odeia, despreza e sente repulsa, porque sabedor que prendeu e perseguiu homens e mulheres inocentes com o propósito de alavancar sua carreira política digna do submundo policial.

Porém, se o Ministério da Justiça e Segurança Pública for desmembrado, o ex-juiz de província perderá o acesso direto às polícias estaduais e à PF. É tudo, cara pálida, que esse sujeito saído diretamente dos porões da Justiça não quer e não deseja, porque se trataria de perda de influência política e administrativa sem precedentes em sua vida de mentiras e perseguições sórdidas e infames, como deixa transparente as gravações do Intercept Brasil, bem como todo mundo, antes mesmo das repercussões do Intercept, se tiver o mínimo de discernimento, compreende que o Moro cometeu ilegalidades de maneira rotineira e sistemática quando era o chefão da Lava Jato e até hoje vive impune, com a vil cumplicidade do Supremo Com Tudo.

O tempo é realmente o senhor da razão; e um dia desses de meu Deus o ex-juiz Sérgio Moro, o herói dos coxinhas e dos ricos, terá de ir às barras da Justiça e responder por seus crimes contra a democracia, o Estado de Direito, o povo brasileiro e, principalmente, as pessoas que ele perseguiu e humilhou sem provas de terem incorrido em crimes. Moro será preso com provas, pois os juízes tem a obrigação inalienável de fazer justiça. Sem justiça não há paz e civilização. É isso aí.

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