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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

18
Mai22

PEDOFILIA Vereador Gabriel Monteiro virá réu por filmar sexo com menor de 15 anos

Talis Andrade

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Chico Alencar, do PSOL, será relator de ação contra Gabriel Monteiro

 

Em denúncia, Ministério Público do Rio descreve que o vereador, "de forma livre e consciente, filmou através de telefone celular cena de sexo explícito" com adolescente que, na época, tinha 15 anos

 

18
Abr22

Viagra é uma pequena amostra da grande corrupção que turbina o projeto de poder dos militares

Talis Andrade

 

por Jeferson Miola

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O Viagra, medicamento usado para tratar disfunção erétil e melhorar o desempenho sexual masculino, foi adquirido pelo Exército Brasileiro em grande quantidade e, ainda por cima, com superfaturamento de 143%, segundo denunciaram os deputados do PSB Elias Vaz/GO e Marcelo Freixo/RJ.

O ministério da Defesa, sempre muito inventivo na arte de tergiversar e mentir, alega que a compra se destina ao tratamento de militares com hipertensão arterial pulmonar. A falsa alegação é contra-arrestada pelo esclarecimento científico da coordenadora da Comissão de Circulação Pulmonar da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, Veronica Amado.

A especialista afirma que para hipertensão pulmonar se prescreve o Viagra somente na dosagem de 20 mg. Mas o Exército adquiriu 35 mil comprimidos com dosagens de 25 mg e 50 mg, cujo emprego é exclusivo para aumentar/melhorar a ereção do pênis.

No início do ano passado, quando surgiram denúncias sobre compras esdrúxulas – e também superfaturadas – de leite condensado e de chicletes, o ministério da Defesa esclareceu de modo sui generis. Justificou a compra de toneladas de leite condensado “por seu potencial energético”, e de chicletes para compensar a “impossibilidade de escovação apropriada”.

A preocupação com a melhora da “moral das tropas” não se restringe ao Viagra. Conforme denunciado, na farra com dinheiro público o Exército também adquiriu próteses penianas infláveis, do melhor padrão do mercado, pelo valor de 3,5 milhões de reais.

Na página 106 do livro Conversa com o comandante, organizado pelo professor Celso Castro, o general Villas Bôas cita com certo regozijo o episódio – ou mimo – em que um helicóptero do 4º Batalhão de Aviação do Exército foi usado com o exclusivo propósito de levar-lhe uma revista Playboy na selva, onde estava em treinamento com a tropa há 20 dias.

Além de zelar pela luxúria e prazer dos fardados, as cúpulas das Forças Armadas também se esmeram em propiciar-lhes o desfrute de sofisticada gastronomia nos quartéis.

Enquanto milhões de brasileiros famintos catam osso no lixo para enganar a fome dolorosa, a rotina alimentar nas instalações militares é suprida com toneladas de picanha, filé mignon, cortes nobres de carne, lombo de bacalhau, camarão, frutos do mar selecionados etc.

Tudo, claro, regado a muita cerveja, uísque 12 anos e conhaques de grife, e tudo bancado com orçamento público e a valores superfaturados, conforme denúncias jornalísticas.

Por mais anedóticos e ultrajantes que possam parecer tais gastos das Forças Armadas com dinheiro público, é preciso observar que se tratam, no entanto, de pequenas amostras do descontrole e da grande corrupção que turbina o projeto político-partidário das cúpulas militares.

O governo militar protagonizou inúmeros escândalos, a maioria deles abafados ou acobertados pelo colaboracionismo fascista na PGR, PF e judiciário.

A cobrança de propinas é a moeda de troca do governo militar, como aconteceu na compra de vacinas pelo ministério da Saúde dirigido por um general da ativa do Exército, e na roubalheira em nome de deus no MEC, para ficar apenas nesses dois exemplos.

Os militares propagam um falso-moralismo, falso-profissionalismo e falso-legalismo para venderem uma imagem de austeridade, pureza, competência e incorruptibilidade. É, evidentemente, mero artifício diversionista para apresentarem-se como fundadores da consciência nacional e tutores da Nação. Sem noção do ridículo, entendem que incumbe a eles conduzir os destinos do país em lugar das elites civis incompetentes, corruptas e impuras.

A realidade, no entanto, é bastante diferente, como atestam os privilégios, nepotismos, favorecimentos, corrupção, práticas nada republicanas e, óbvio, a tremenda incompetência.

As Forças Armadas vivem de modo quase clandestino e secreto no Estado brasileiro; vivem totalmente à margem do controle do poder político, o Congresso, e das instituições civis.

É uma instituição isolada, que se autogoverna e se organiza como partido político – o partido dos generais; ou Partido Militar, como definiu Oliveiros Ferreira – que desestabiliza o sistema, conspira contra a democracia e participa ativamente de golpes contra governos democrático-populares.

Os militares administram com critérios opacos um orçamento anual de mais de 115,9 bilhões de reais [2021] do ministério da Defesa. Uma desproporção considerável em relação ao SUS, que contou com 189,9 bilhões de reais para atender 212 milhões de brasileiras e brasileiros.

Do orçamento total do ministério da Defesa, apenas 8 bilhões de reais são para investimentos, e 89,6 bilhões [77,3%] são despesas de pessoal da “família militar”. Nestas despesas de pessoal está incluído o impressionante valor de 55,6 bilhões pago a militares da reserva, reformados e pensionistas: 137,9 mil filhas de militares mortos são pensionistas. A pensão vitalícia mais antiga remonta ao ano de 1930 do século passado, paga a uma filha de militar.

Há casos notórios de burla na concessão de pensões militares, como o da neta do ditador Garrastazu Médici, adotada pelo general como filha quando ela tinha 21 anos e pais vivos. O ditador praticou esta fraude poucos meses antes de falecer, em 1985. Com isso, a pensionista forjada receberá, enquanto viver, uma pensão mensal de R$ 32,6 mil correspondente ao salário de “marechal”.

O símbolo maior de corrupção do governo das cúpulas partidarizadas das Forças Armadas, que tem nominalmente Bolsonaro na presidência é, no entanto, o esquema do bilionário orçamento secreto de mais de 20 bilhões de reais.

O orçamento secreto é o nome fantasia do regime de corrupção bilionáriamontado pelo partido dos generais para comprar apoio e sustentação da escória no Congresso e, desse modo, garantir a continuidade do projeto de poder dos militares.

O orçamento secreto é, enfim, o Viagra que turbina o colaboracionismo fascista e por meio do qual os larápios do Centrão foram promovidos de anões a “gigantes do orçamento”.

xico sá
Deu no NP
Puraingresia
@fsmcruz
Não sei ainda bem os porquês, mas esta chibança dos milicos me fez lembrar desta antalógica manchete do NP.
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21
Fev22

Olavo de Carvalho: porno-filósofo e profeta da ralé

Talis Andrade

Imagem 1 de 1 de O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota 10 Un

 

Olavo de Carvalho foi um nazista insano, ressentido e malvado. Que a ralé celebre o seu pornô-filósofo, seu profeta da guerra e da intolerância em paz

 

por Pedro Maciel

Um registro. O adjetivo “porno-filósofo” não é criação minha, gostaria que fosse, é do advogado e jornalista Helvécio Cardoso, um estudioso de Hegel, que não se apresenta como filósofo.

Olavo Luiz Pimentel de Carvalho não era filósofo, pois um filósofo é um criador de doutrinas e ele não deixou uma obra sistemática, conceitualizante, não alargou a fronteira do saber racional, não fez nada além de enganar incautos e incultos.

Pode ser que Olavo de Carvalho – que desafortunadamente, para nós campineiros, nasceu aqui em Campinas - conhecesse a obra de alguns grandes filósofos, mas isso não faz de ninguém um filósofo.

Olavo de Carvalho não foi digno do honroso título de filósofo, não porque não tinha formação universitária, mas porque não desenvolveu um pensamento doutrinário, uma reflexão filosófica lógica e conceitualizante. 

Tudo que ele fez foi, grosseiramente, apresentar suas opiniões, meras opiniões, carentes de conceito e vazias de conteúdo. De um filósofo se exige rigor lógico e elevação ao universal. Não temos nada disso na sua “obra”.

Helvécio Cardoso escreveu: “sabe-se que Olavo de Carvalho começou como crítico literário. Seus principais livros, ..., são gritos de um polemista feroz, rancoroso e exibicionista, ostentando erudição para provar que tem mais valor intelectual do que a elite acadêmica que o ignora e marginaliza”. 

Marginalizado na academia Olavo de Carvalho criou um curso de Filosofia pela internet, ministrou aulas e palestras com viés reacionário e, a partir daí, passou a ser um agitador de extrema direita e propagandista de constrangedoras teorias conspiratórias de origem nazista. 

Era obcecado pelo “marxismo cultural”, pela tal “Nova Ordem Mundial”, pelo “Foro de São Paulo” e por “conspirações satânicas”, as quais, segundo ele, buscam o controle do mundo e a escravização dos indivíduos (essas suas “paixões” poderiam ter sido direcionadas à carreira de roteirista de filmes pós-apocalípticos, talvez ganhasse dinheiro honestamente e não fizesse mal às pessoas e ao Brasil).

Mas o que é o tal “marxismo cultural”? É uma narrativa nazista que tem raízes no termo de propaganda nazista “Bolchevismo Cultural”, ou seja, é de orientação totalitária.

O “marxismo cultural” é uma teoria da conspiração antissemita de extrema-direita que seria a base de alegados esforços acadêmicos e intelectuais contínuos para subverter a cultura ocidental. 

Segundo essa teoria da conspiração há uma elite de teóricos marxistas e intelectuais da Escola de Frankfurt, que buscam subverter a sociedade ocidental com uma guerra que minaria os valores cristãos do conservadorismo tradicionalista; essa “guerra” promoveria os valores culturais do multiculturalismo, da contracultura da década de 1960, da política progressista e politicamente correta (falseada como política identitária criada pela teoria crítica). 

A teoria da conspiração da existência de uma guerra cultural marxista é promovida por políticos de direita, líderes religiosos fundamentalistas, comentaristas políticos na grande imprensa e televisão, e terroristas, supremacistas brancos e imbecis de todo gênero, mas análise académica concluiu que não há nenhuma base real nessa narrativa. 

Se nossos líderes entenderem que o uso das redes sociais e dos tais algoritmos são decisivos em 2022, Bolsonaro haverá de perder as eleições, mas o olavobolsonarismo seguirá sua sanha destruidora por muito tempo ainda, pois no Brasil, além de Olavo de Carvalho, há outros delinquentes delirantes como Marcel Hattem, o Instituto Liberal, um imbecil batizado chamado Rodrigo Constantino, além do Instituto Millenium, fuja deles.

Olavo, criminosamente, negou a existência da pandemia, afirmou que o coronavírus era "a mais vasta manipulação de opinião pública que já aconteceu na história humana”, foi crítico da vacinação, da proteção pessoal com a utilização de máscara e do lockdown.

Acadêmicos reconhecem, na sua confusa e desorganizada bagagem livresca, ausência de rigor ou preocupação com a probidade intelectual. 

Num vídeo sobre Hegel Olavo escancara a sua ignorância, tratou a categoria “tese-antítese-síntese” como hegeliana, mas ela não pertence à filosofia de Hegel, mas à de Johann Gottlieb Fichte, filósofo alemão pós-kantiano, mas não faz parte do vocabulário de Hegel as expressões tese-antítese-síntese.  

Olavo de Carvalho leu e tirou muito proveito de um livro do filósofo alemão Arthur Schopenhauer intitulado “Como Vencer um Debate Sem Precisar Ter Razão”. Olavo passou a orientar seus discípulos a desqualificar seus oponentes como método. Olavo orientou seus seguidores a insultar, a usar contra seus adversários todo o repertório de falácias listadas pela Lógica, a abusar da heurística, que é o argumento desleal, o “chute na canela”, o “soco na cara”, a arte de inventar fatos. 

Com Olavo de Carvalho, o debate civilizado virou pugilato verbal, a intolerância entrou no lugar da elegância, o insulto tornou-se argumento válido e os maus modos convertidos em virtude. 

Toda essa ausência de decência fez dele o profeta da ralé, ídolo dos boçais reacionários — onde ele encontrou seus prosélitos. 

O termo ralé deve ser compreendido no sentido de Hannah Arendt, que, em “As Origens do Totalitarismo”, desenvolveu o conceito. Na perspectiva arendtiana, o papel da ralé [mob] se desenvolve por meio de manifestações em torno do antissemitismo e do reforço ao crescimento do movimento totalitário. 

Essa é a herança maldita de Olavo.

Olavo de Carvalho foi um nazista insano, ressentido e malvado; ver e ouvir Olavo de Carvalho fumando compulsivamente, xingando, falando palavrões é deprimente, ele nunca foi um intelectual sério. 

Que a ralé celebre o seu pornô-filósofo, seu profeta da guerra e da intolerância em paz, mas sem busto “sem custo”, o que, em se tornando realidade, apenas envergonhará nossa Campinas, berço histórico dos ideais republicanos e democratas.

Essas são as reflexões.

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07
Ago20

Marcelo Odebrecht: Moro tem traços de ditador e Lava Jato favoreceu Bolsonaro

Talis Andrade

Os filmes representados nos quadros são, a partir da esquerda: “O Talentoso Ripley”,...

 

“Certa vez, um procurador de Brasília lhe pediu que contasse todos os detalhes do esquema de corrupção como se ele fosse o ‘diretor de um filme pornográfico’. Outros insistiam em confirmar ‘teses absurdas’, como a de que teria havido superfaturamento nos contratos das empreiteiras com a Petrobras, o que Marcelo jura que nunca aconteceu

 

Jornal GGN – O empreiteiro Marcelo Odebrecht disse que está “vivendo um inferno” e que preferia ficar mais dois anos preso em Curitiba do que a vida que tem hoje. Um dos delatores da Lava Jato, Marcelo cumpre prisão semi-aberta, podendo sair para trabalhar de dia e volta à noite. “Para o empreiteiro, Sergio Moro tem traços de ditador e a Lava-Jato acabou favorecendo a eleição de Jair Bolsonaro”, diz a revista Veja.

A razão pelo “inferno” que diz estar vivendo são as enxurradas de ações na Justiça, dívidas e bens congelados, além de ter sido demitido da Odebrecht, segundo declarações à revista. A matéria afirma que desde 2015, não somente a Lava Jato impactou os negócios da empresa, como também fez com que Marcelo parasse de falar com o pai, Emílio Odebrecht, com quem dividia a comando da companhia.

Isso porque após deixar a prisão, Marcelo acusou seu pai, Emílio, e a própria empreiteira, que entrou com ações contra ele na Justiça. A Odebrecht pediu o bloqueio de bens e congelaento de aplicações bancárias de Marcelo, pedindo ainda o ressarcimento dos pagamentos feitos a ele após ter fechado o acordo de delação premiada na Lava Jato.

Segundo a revista, Marcelo considera ter sido usado como “bode expiatório”, tendo pago sozinho pelos crimes da empresa. Ao cumprir a prisão domiciliar, o empresário teria usado o tempo estudando ações judiciais e estudando como rebater as acusações do pai.

“A briga com meu pai envolve me calar. Espero que a Justiça veja isso. Estou lutando. Mas vai chegar a um ponto que não sei o que vou fazer. Não aguento mais”, teria dito Marcelo a um amigo, chamando Emílio de “psicopata”.

Enquanto Marcelo não quer retirar as delações, que o livraram da prisão em Curitiba, após dois anos e meio, e o deixaram voltar à casa, com ainda a possibilidade de manter sua fortuna estimada em mais de 140 milhões, juntamente com sua participação acionária na Odebrecht, Emílio nega as acusações feitas pelo próprio filho.

Marcelo Odebrecht admite que a Lava Jato de Curitiba, sob o comando do então juiz Sérgio Moro, cometeu diversas arbitrariedades, tendo sido encorajado, em diversas vezes, a confirmar “teses absurdas”.

“Certa vez, um procurador de Brasília lhe pediu que contasse todos os detalhes do esquema de corrupção como se ele fosse o ‘diretor de um filme pornográfico’. Outros insistiam em confirmar ‘teses absurdas’, como a de que teria havido superfaturamento nos contratos das empreiteiras com a Petrobras, o que Marcelo jura que nunca aconteceu. Para o empreiteiro, Sergio Moro tem traços de ditador e a Lava-Jato acabou favorecendo a eleição de Jair Bolsonaro, assim como a Operação Mãos Limpas na Itália facilitou a ascensão do ex-premiê Silvio Berlusconi.”

28
Mai20

Weintraub, eu quero habeas corpus também

Talis Andrade

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por Fernando Brito

O senhor Abraham Weitraub processa este modesto blogueiro por ter dito que ele tinha uma mente obscena, pornográfica, , ao reagir com sua habitual grosseria ao episódio das malas de cocaína no avião da comitiva presidencial, ter dito que aquela aeronave já transportara drogas, referindo-se aos presidentes anteriores.

Não o chamei de vagabundo ou sugeri que fosse preso, o que é muito mais pesado e ele fez em relação aos ministros do Supremo Tribunal Federal, porque ir para a prisão significa ser criminoso, o que é bem pior do que ser obsceno.

Por isso, tomo a liberdade de pedir ao Ministro da Justiça, senhor André Mendonça, que se dispõe – e a lei o assegura, como a qualquer um do povo – a apresentar como simples cidadão (já que está impedido de advogar para privados, seja por ser advogado geral da União, seja por estar no Ministério), que apresente um habeas corpus em meu favor.

Aliás, como o Ministro estendeu seu pedido para os demais fakenewzeiros, certamente deve considerar “liberdade de expressão” os vídeos postados por aquela senhora que mandou o ministro “enfiar” o mandado de busca em certas partes.

É óbvio que o Dr. Mendonça não o fará, porque ele impetra o habeas corpus em favor de Abraham Weintraub como advogado do Governo e procurador de Jair Bolsonaro.

E é isso que torna imoral, aético e vergonhoso o seu ato, que não tem a menor possibilidade de progredir.

A não ser, como parece, que tenha o objetivo de provocar mais um impasse entre o Executivo e o Judiciário e provocar o “momento de ruptura”, que Eduardo Bolsonaro diz que “vai ocorrer” e que vai levar o pai a “tomar uma medida enérgica”.

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22
Ago19

O Posto do Amor: Guedes teve empresa de namoro ‘online’ até entrar no governo

Talis Andrade

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por Fernando Brito

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Quando Jair Bolsonaro chamou seu futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, de “Posto Ipiranga” certamente não imaginava que, entre todos os serviços oferecidos pelo homem de Chicago e ex-banqueiro estava o de promover namoros online.

Pois Paulo Roberto Nunes Guedes e o irmão caçula, Gustavo Henrique Nunes Guedes foram sócios controladores – entre 2010 e 2018 – da empresa NamoroOnLine Serviços Interativos Ltda, CNPJ 07.506.452/0001-99, dedicada a explorar sites de relacionamento na Internet: o próprio NamoroOnLine , o Comovai, para aliviar a solidão de pessoas maduras (“Nunca é tarde para amar” é a “chamada”do site) e, pasmem, o Romance Cristão, que convida a que o navegante “encontre um amor em Cristo que compartilhe a mesma fé e tem o mesmo objetivo que você: encontrar um divino amor para romance”.

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“O Romance Cristão foi desenvolvido através de anos de experiência em encontros evangélicos. Aqui pode encontrar o seu divino amor para compartilhar a sua fé em nosso Senhor. Seja na sua própria igreja, na sua cidade ou estado, nosso objetivo é tornar a sua busca por alguém especial mais fácil, respeitando os seus princípios cristãos e sua fé.”

Mais fácil, claro, se o suspirante pagar R$ 37,90 por mês para ser pretendente “premium”, mesmo valor cobrado nos outros sites, que colecionam reclamações de usuários.

Ilegal, não é, mas, digamos, é muito “tchutchuca”…

Paulo e Gustavo eram donos de 78% do capital da empresa (26%, Paulo, e 52%, Gustavo) segundo os registros da Junta Comercial de São Paulo. Só quatro dias antes de sua posse como Ministro da Economia Paulo Guedes transferiu a sua parte para o irmão.

Para quem ficar boquiaberto, disponibilizo abaixo a íntegra da Ficha Cadastral da Jucesp, com o devido código de autenticação, vedando apenas os endereços dos sócios.

Mas isso não é tudo. Nos próximos posts, conto mais coisas interessantes sobre a empresa dos irmãos Guedes, o Posto Ipiranga dos corações solitários.

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21
Ago19

De oris et anus

Talis Andrade

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por Adilson Roberto Gonçalves

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A mídia insiste ainda em se esquecer que houve um governo Temer antes do de Bolsonaro, e não do PT. E também apagou de sua memória os fortes indícios de fraude eleitoral em 2018, à luz do que Moro e Dallagnol articularam para forçar a prisão de Lula, impedir sua candidatura e fazer vazamentos ilegais para minar a chapa Haddad-Manuela.

‘Fazer um presidente’ ou ‘formação do bolo presidencial’ são as novas e necessárias conotações escatológicas do final da atividade digestiva, face à incontrolável e inexpressiva verborragia do ocupante do correspondente cargo em Brasília. Essa combinação escatológica e violenta do mandatário da nação produz diálogos como este: Presidente, o que fezes? Presídio um país, responde. Para um povo alvo? Não, tiro o alvo, conclui.

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A leitura da mídia impressa deste mês dá a dimensão do quanto de pornografia oficial se transformou em política de governo.

Alguns colunistas clamam para que Bolsonaro fale mais, refletindo a descrição do insano instalado na presidência do País. Nesse aspecto, foi emblemático que o editorial do Estadão de 4/8 (“Falta de civilidade”) e o artigo de Fernando Henrique Cardoso (“Falta fazer”), na mesma edição, tenham títulos iniciados pela mesma palavra. Ao governo de Jair Bolsonaro falta o principal: governar. Em sete meses no poder, não lançou um projeto ou realizou um feito próprio, pois até a reforma da Previdência virou protagonismo da Câmara dos Deputados e não do Executivo. Tudo o que foi feito até aqui teve como princípio a desconstrução do que havia sido feito antes: educação, meio ambiente, ciência e tecnologia, políticas sociais e saúde. Nada foi criado ou desenvolvido. Sem qualquer aptidão para a função, é hora de liberar a moita, abusando da escatologia oficial. O pior é que ainda há um terço da população que apoia essa verborragia tresloucada.

Outros colunistas, como Hélio Schwartsman da Folha de S. Paulo, defendem que haja um “cardápio filosófico” com escolhas para a conduta das relações sociais. Porém, tais supostas opções contrastam com a aprovação desse sistema redistributivo às avessas, que tira a aposentadoria do pobre para sustentar sonegadores da previdência, banqueiros e herdeiros de grandes fortunas.

A mídia insiste ainda em se esquecer que houve um governo Temer antes do de Bolsonaro, e não do PT. E também apagou de sua memória os fortes indícios de fraude eleitoral em 2018, à luz do que Moro e Dallagnol articularam para forçar a prisão de Lula, impedir sua candidatura e fazer vazamentos ilegais para minar a chapa Haddad-Manuela. Mas o importante é o falso verniz de que a imprensa “tem na crítica a governantes sua razão de existir”.

Em contraponto, serenidade é o mote do texto que Guilherme Boulos publicou na Folha de S. Paulo, ainda que avoque a necessidade de uma esquerda protagonista e ativista ("A renovação da esquerda", 8/8). Uma nova dimensão do que são as pautas e ações progressistas precisa ser estabelecida, num mundo em que a má prática está superando a boa teoria. Fomos intolerantes por muito tempo com a ignorância e colhemos agora seus nefastos frutos.

 

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08
Jun19

Le Monde fala do “caos alimentado pelo presidente”, que “tem uma obsessão por temas fálicos, em detrimento do avanço nas reformas cruciais”

Talis Andrade

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Brasil de Bolsonaro corre risco de se tornar uma “idiocracia”, uma sociedade movida pelo anti-intelectualismo, o mercantilismo e a degradação do meio ambiente

por RFI O jornal francês Le Monde publicou em seu site nesta sexta-feira (7) uma reportagem realizada pela correspondente no Brasil, que destaca o debate recente sobre a inteligência de Jair Bolsonaro. O vespertino fala do “caos alimentado pelo presidente”, que “tem uma obsessão por temas fálicos, em detrimento do avanço nas reformas cruciais”.  

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A correspondente parte da polêmica lançada pelo artigo publicado em 31 de maio no jornal Folha de S.Paulo, de Hélio Schwartsman, intitulado “Bolsonaro é inteligente?”. Segundo Le Monde, essa questão, “colocada de maneira brutal e sem precaução semântica”, é uma pergunta que “atormenta a intelligentsia brasileira há meses”.

A jornalista relata que, desde que tomou posse em 1° de janeiro, Bolsonaro “alimenta polêmicas fúteis e vulgares nas redes sociais” e relembra episódios como o vídeo do Golden Shower no twitter, ou ainda a preocupação do chefe de Estado com o suposto risco de amputação do pênis por falta de higiene. “Diante de uma oposição inexistente, Bolsonaro faz sua oposição sozinho, dando a impressão de explodir seu próprio mandato”, afirma a correspondente.

39% dos brasileiros duvidam da inteligência do presidente

Le Monde tenta analisar a situação e se questiona: “será que trata-se de uma estratégia pensada ou o chefe de Estado se deixa guiar pelos temas aos quais é confrontado conforme eles surgem ?” Sem ter uma resposta concreta, o vespertino lembra que as pesquisas de opinião já começam a levar em conta a capacidade intelectual de Bolsonaro. A reportagem reproduz os números de um estudo da Datafolha segundo a qual 39% dos brasileiros duvidam da inteligência do presidente.

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A correspondente continua relatando a declaração de Olavo de Carvalho – apresentado como o guru intelectual de Bolsonaro – que lançou no Twitter a hipótese de que a Terra seria plana. Esse tipo de declaração, continua a jornalista, certamente “reforçou as interrogações sobre a bagagem intelectual do chefe de Estado”, e o risco de que o Brasil esteja “ao ponto de cair em uma idiocracia”. A expressão, explica Le Monde, faz referência ao texto de ficção científica homônimo, “que deriva de uma sociedade movida pelo anti-intelectualismo, o mercantilismo e a degradação do meio ambiente”.

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Bolsonaro bem abaixo da média

“Bolsonaro é inculto, mas é esperto”, afirma o filósofo José Arthur Giannotti nas páginas do Le Monde. Mas “é delicado medir a noção de inteligência”, pondera o psicanalista Christian Dunker, também citado pela correspondente.

Dunker explica que vários critérios podem ser levados em conta quando se fala de inteligência. No entanto, continua o psicanalista, “se nos concentrarmos nas qualidades esperadas de chefe de Estado, como a capacidade de se integrar em um contexto institucional, distinguir a esfera pública da esfera privada ou a inteligência verbal, mostrando o domínio de um linguajar tácito ou explicito, Bolsonaro é, de forma evidente, bem baixo da média”, avalia Dunker. E para aqueles que falam de algo arquitetado para se substituir à oposição, o psicanalista defende: “se há alguma estratégia dentro do governo, ela vem certamente de seus próximos e não dele mesmo”.

Independentemente de ser uma postura estratégica ou fruto de uma suposta incapacidade intelectual real, Le Monde avalia que por enquanto nada está funcionando. “A economia patina, os escândalos de corrupção continuam alimentando a imprensa, a esperada reforma da aposentadoria, que deveria aliviar as contar públicas, não avança, e a popularidade do chefe de Estado despenca”, conclui a correspondente do principal jornal francês.

 

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06
Mar19

MÍDIA ARGENTINA REPERCUTE INSANIDADE MENTAL DE BOLSONARO

Talis Andrade

 

247 - A Agência de Notícias da Argentina Télam repercutiu o vídeo obsceno postado pelo presidente Jair Bolsonaro o Twitter.

"A oposição brasileira anunciou hoje que denunciará o presidente Jair Bolsonaro por pedido de desculpas à pornografia e que ele avalia pedindo-lhe um exame de saúde mental após publicar um vídeo com sexo gay explícito nas redes sociais para criticar os desfiles de rua do carnaval brasileiro", diz o texto no site.

"O vídeo enviado pelo presidente para sua conta no Twitter mostra um homem durante o carnaval acima do teto de um táxi no centro de São Paulo passando o dedo pelo ânus e depois outro urinando na cabeça. Dada a avalanche de críticas pelo teor do mau gosto presidencial, um desafiante Bolsonaro insistiu e perguntou no Twitter

Jair M. Bolsonaro@jairbolsonaro
 

O que é golden shower?

Menos de meia hora depois recebeu a resposta do presidente autoproclamado José de Abreu, que retuitou, do perfil Jair, me arrependi: "Golden shower é um termo em inglês para se referir a cheques depositados na conta da primeira dama, referentes ao pagamento de um suposto empréstimo de R$ 40 mil para quem movimentou R$ 7 milhões em três anos, presidente. Chove ouro".

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O 'Golden Shower' (Chuva Dourada), é a excitação sentida no ato de urinar no parceiro ou receber jatos de urina do parceiro durante a atividade sexual. foi esta prática que Jair Bolsonaro divulgou em um vídeo para criticar o carnaval.

 

"Por essa razão, o chefe do bloco de deputados do PT, Paulo Pimenta, pediu à empresa americana Twitter para bloquear 'definitivamente' a conta do chefe do Estado".

Confira a postagem:

Vídeo incorporado
Jair M. Bolsonaro@jairbolsonaro
 

Não me sinto confortável em mostrar, mas temos que expor a verdade para a população ter conhecimento e sempre tomar suas prioridades. É isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro. Comentem e tirem suas conslusões:

(Decidimos colocar as famosas tarjas pretas no vídeo de Bolsonaro)
 

 

06
Mar19

MAIOR JORNAL INGLÊS APONTA COMO BOLSONARO RIDICULARIZOU O BRASIL

Talis Andrade

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A quebra de decoro do presidente Jair Bolsonaro ao compartilhar vídeo de conteúdo obsceno no Twitter recebeu amplo destaque do jornal The Guardian, o mais importante da Inglaterra.

O conhecimento do endereço do vídeo na internet levanta a suspeita de que o Presidente talvez seja um viciado em filmes pornôs. Daí sua intimidade com o ator Alexandre Frota, que foi eleito deputado federal por São Paulo com espantosos 150 mil votos.

Isso porque Frota foi convidado, ainda que em tom de brincadeira, para ser ministro da cultura.

"Presidente de extrema-direita do Brasil, Jair Bolsonaro, provocou indignação, nojo e ridicularização depois de tuitar um vídeo pornográfico em uma aparente tentativa de revidar as críticas de seu governo durante o carnaval deste ano", diz o Guardian

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247 - O desatino do presidente Jair Bolsonaro, que postou um vídeo obsceno nas redes sociais para criticar o Carnaval, foi alvo de uma reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian, um dos mais influentes do Reino Unido. No texto, o correspondente para a América Latina, Tom Phillips, destaca que "o presidente de extrema-direita do Brasil, Jair Bolsonaro, provocou indignação, nojo e ridicularização depois de twitar um vídeo pornográfico em uma aparente tentativa de revidar as críticas de seu governo durante o carnaval deste ano".

A reportagem enfatiza que "foliões de todo o país usaram a festa anual de rua como uma oportunidade para protestar contra seu líder extremista que é notório por seus comentários homofóbicos e racistas". Na cidade de Olinda, no nordeste do país, supostamente os banhistas cobriram uma gigantesca boneca de carnaval de Bolsonaro com latas de cerveja, blocos de gelo e palavrões. (...) Festeiros dissidentes de todo o país carregaram imagens de multidões cantando obscenidades em Bolsonaro sob a hashtag #EiBolsonaroVaiTomarNoCu, que educadamente se traduz como #GetScrewedBolsonaro. Os cantos foram ouvidos até no coração do carnaval brasileiro, no Sambódromo do Rio", diz a reportagem.

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A reportagem relembra, ainda, que a polêmica começou na terça-feira (5), quando ainda pela manhã Bolsonaro usou sua conta no Twitter para criticar as manifestações contra e afirmar que "a cultura brasileira foi destruída por décadas de governos com uma inclinação socialista". "Mais tarde naquela noite, Bolsonaro foi mais longe, twittando um clipe sexualmente explícito - supostamente filmado durante um evento de carnaval em São Paulo - que mostrava um homem dando prazer a si mesmo antes de ser urinado por outro", relata o Guardian. (leia mais no Brasil 247). 

O jornal britânico também destaca a reação da população e da mídia à postagem feita por Bolsonaro. "Raiva, perplexidade e uma série de manchetes antes inconcebíveis se seguiram em algumas das principais agências de notícias do Brasil".

A reportagem também observa que "não houve sinal de tal pedido de desculpas na manhã de quarta-feira" e ainda "postou uma segunda mensagem bizarra em que ele se perguntou: "O que é uma chuva dourada?" (leia mais no Brasil 247). A pergunta feita por Bolsonaro está ao ato de urinar no parceiro ou receber jatos de urina do parceiro durante a atividade sexual. Foi com um vídeo do gênero que Bolsonaro tentou atacar a maior festa popular do país.

Leia a íntegra da reportagem do The Guardian sobre o assunto

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