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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

11
Jan21

PMs armados de Doria intimidam padre Julio Lancellotti junto a moradores de rua

Talis Andrade

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O Padre Julio Lancellotti denunciou neste domingo (10), nas suas redes sociais, que foi intimidado pela Polícia Militar de São Paulo em meio à uma ação de acolhimento dos moradores de rua. 

“Olhem o detalhe do armamento da Pm no momento de intimidação dos agentes da pastoral de rua , hoje na Luz’, expôs o padre, que é reconhecido pelo seu trabalho de solidariedade com moradores de rua na cidade de São Paulo

O Padre Julio Lancellotti denunciou neste domingo (10) nas suas redes sociais que foi intimidado por policiais militares

Na página paroquial, várias mensagens de solidariedade:

@CrismoreloDeixem Padre Julio Lancellotti em paz. #DeixemPadreJulioEmPaz

GldPanambi LULA
@GldPanambi
Replying to
Não são policiais; são MARGINAIS!!!
Arthur do Val é condenado pela Justiça Eleitoral após atacar padre Júlio Lancellotti | Brasil de...
Procurado pelo Brasil de Fato, Arthur do Val confirmou que se referiu ao padre como "cafetão da miséria"
Martinha 
@DfMartinha
Será que, com toda vergonha que o Brasil passa, ainda vamos ver a morte do Padre Júlio Lancellotti pelas mãos do estado? Nos calaremos de novo? #DeixemPadreJulioEmPaz
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Sardinha express 
@sardinhaexpress
fada da ilha
@FadaIlha
#DeixemPadreJulioEmPaz. O querem essa raça?
FINCØ
@FINC0
SUA SOLIDARIEDADE AO @pejulio A vida de profeta não é fácil! Agora nos chega a notícia de que, como se fosse pouco enfrentar toda sorte do mal para defender os descartados, Júlio Lancellotti⁩ é ameaçado e perseguido literalmente por agentes da PM de SP. #DeixemPadreJulioEmPaz
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08
Dez20

A hora de discutir o fim da militarização da polícia

Talis Andrade

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Sobre a reforma da polícia, o jornalista Luis Nassif afirma que, no caso do Brasil, é a desmilitarização da Polícia Militar. “Perderam o controle. O que você tem, hoje, são gangues armadas que matam sem pestanejar. E uma justiça militar que preserva essas pessoas. E um Ministro da Justiça (Sergio Moro) com excludente de licitude. Dois governadores que, quando assumiram, promoveram a violência”.

glen witzel.jpg

bolsonaro witizel doria agressor chacinas.jpeg

 

“O que está acontecendo: essa social democracia que surge, eles vão de acordo com as ondas do momento. Quando a onda era a violência de todo nível, a violência bolsonariana, todos caíam de cabeça (…) Uma lei penal que é um escárnio, que pega a rapaziada que trafica por falta de emprego e joga em presídios onde caem direto na dependência das organizações criminosas, os maiores alimentadores de organizações criminosas”.

“Toda uma indústria que se criou em torno disso, a indústria da privatização dos presídios (…) O usuário de drogas da zona sul do Rio é consumidor, e da periferia é traficante”

“Essas mortes reiteradas. Oito crianças mortas em um ano, gente. Não dá.Image

A Polícia Militar falhou, é uma instituição que fracassou”, diz Nassif. “Um dos pontos que vai separar civilização e barbárie é a postura de candidatos de partidos em torno dessa questão da polícia e desse código, dessa lei de drogas terrível que foi criada”, finaliza.Image

 

16
Jul20

A máquina de surrar e matar pobre

Talis Andrade

E porque pobres, em maioria negros e pardos

O melhor diagnóstico do que levou ao monstruoso caso da mulher que teve o pescoço demoradamente pisado por um policial militar em São Paulo foi feita pelo ex-ouvidor geral da polícia paulista, Benedito Mariano.

Ele lembrou que a “ocorrência” para a qual os PMs foram chamados era um simples caso de “perturbação do sossego” que nem crime é, mas simples contravenção penal (art. 42 da LCP) e que, nas áreas ricas, não gera outra atitude senão a abordagem e o pedido para que, como acontecia ali, de baixar o volume da música.

Tudo o que as imagens mostram, ali, porém, são armas sacadas e apontadas, pessoas jogadas ao chão e manietadas, submetida a toda a sorte de agressões.

Aliás, o “poderoso armamento” com que um dos presentes à cena filmada por câmaras de segurança era um rodo de chão, algo que não pode ser ameaçador para quem tem uma pistola na cintura.

João Doria reagiu dizendo que agressões policiais “não serão toleradas”. Reação que deveria ser gravada num disco arranhado de tantas vezes que é repetido, sem nenhuma consequência, exceto o fato de que a polícia, cada vez mais, tornou-se uma máquina de bater e e matar pobre. E porque pobres, em maioria negros e pardos.

No Fantástico, o PM disse que usou os “meios necessários”. Pisar o pescoço – e ficando num pé só, colocando todo o peso do corpo – de uma mulher de 51 anos é um meio necessário apenas para matar, como ficou evidente no caso do norte-americano George Floyd, cujo assassinato abalou os EUA e do mundo.

A polícia brasileira, sob os aplausos de uma elite que acham mesmo que “com pobre é na porrada”, tornou-se um escândalo de proporções mundiais.

Em tempo de pandemia, com as pessoas retidas em casa e impedidas de oferecer resistência, saltamos de patamar. Um levantamento de O Globo registra 1.198 mortes em decorrência de intervenções policiais em março e abril, 26% mais que as ocorridas nestes meses em 2019.

Essa é uma chaga de décadas no Brasil, que se desenvolveu com a demagogia ou a intimidação do governo e dos políticos, que ou prometiam mais polícia e mais brutalidade (mirar na cabecinha, não é?) ou se intimidavam ante o seu dever de puni-la.

Um único enfrentou – e pagou caro por fazer isso – esta vergonha. Faltam muitos, muitos Brizola para dizer que polícia não pode ser isso, mas há muitos dos que hoje se horrorizam com estas cenas que durante muito tempo se enganaram com o discurso de uma mídia que construiu, com sua cumplicidade, algo tão monstruoso.

 

 

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