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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

02
Jul21

Santa Damares do pau oco teve um caso com ex-assessor casado

Talis Andrade

A ministra pulou do galho da goiabeira

 

 

Além do desgaste causado pelo envolvimento dos filhos e membros do governo em supostos casos de corrupção, que tem derretido a sua popularidade, Jair Bolsonaro tem convivido com uma revolta entre antigos apoiadores que fazem – ou faziam – parte da milícia digital, que agora apontam suas “armas” para dentro do próprio governo.

Preso após tentar fugir do Brasil quando era investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito sobre os atos golpistas, o blogueiro Oswaldo Eustáquio disparou “fogo amigo” contra a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves.

Em uma carta, Eustáquio conta uma “fake news ou meia verdade”, segundo a revista Veja, de um suposto caso amoroso da ministro com o ex-assessor de parlamentares da bancada evangélica Humberto Lúcio Lima, que é casado e, segundo o blogueiro, teria sido motivo de destruição da sua família.

Na carta, Eustáquio diz que a repercussão do caso amoroso de Damares resultou na demissão de uma filha do ex-assessor, de 20 anos, que ocupava um cargo no ministério de Damares.

Além dela, o advogado Paulo Fernando Melo também teria sido demitido. À Veja, Melo confirmou “essa questão particular íntima”, mas disse que saiu do ministério porque começou a prestar serviços como advogado eleitoral do PTB.

A divulgação do suposto caso repercutiu no meio evangélico. Conselheiro de Bolsonaro, o pastor Silas Malafaia disse que, confirmado, o caso seria motivo de demissão de Damares do governo.

“Tem que ver isso se é verdade, não estou dizendo que é. Mas, se for, ela pode cair”, disse à Veja sobre a ministra, que é cotada por Bolsonaro para ser vice na chapa em 2022.

Na carta, Eustáquio também confessa que fez uma “reportagem” sobre encomenda de Damares para “tirar” o deputado Marco Feliciano (Republicanos-SP) “do caminho”, para assumir o Ministério.

Feliciano afirmou à Veja que foi procurado por Eustáquio, que pediu desculpas pela reportagem. “Como cristão, quando libero perdão, coloco o assunto no esquecimento”, disse.

 
 
17
Mar21

No pico da pandemia, Clube Militar realiza “Almoço 31 de Março” para comemorar “Revolução Democrática de 1964”

Talis Andrade

 

De maneira sórdida, viúvas da ditadura querem comemorar o GOLPE DE 64 dançando sobre a pilha de quase 300 mil mortos que se formam diante da inação do governo do "capitão" Bolsonaro e da gestão do general Pazuello

 
De maneira sórdida, o [elitista e luxuoso] Clube Militar do Rio de Janeiro, um antro de viúvas saudosistas da ditadura, vende a “R$ 80 com bebida” ingressos para o “Almoço 31 de Março”, uma “homenagem aos 57 anos da Revolução Democrática de 1964”, que será realizado em meio à pilha de quase 300 mil mortos acumulados pela gestão criminosa do general Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde.
 
O evento, que celebra o golpe que levou o Brasil aos porões da ditadura por mais de 30 anos, é o principal destaque do informativa da caserna do mês de março, distribuído aos reservistas e às vivandeiras, como Jair Bolsonaro, que tem seu governo mencionado junto à pandemia no “recado do presidente”, escrito pelo general Eduardo José Barbosa, que substituiu Hamilton Mourão no comando do clube.
 
“Estamos completando um ano de pandemia, mas agora, assistimos ao perigo principiar a ser controlado, ainda, incipientemente, mas com uma rota definida. Paralelamente, o governo federal demonstra seus progressos fortes e positivos em retirar o Brasil da senda nociva em que vinha há décadas”, escreve o general, que recentemente ameaçou o ex-presidente Lula de morte ao atacar a decisão de Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que devolveu os direitos políticos ao petista.
 

No texto, Barbosa celebra o “movimento democrático de 31 de março de 1964, que afastou do País, à época, as mazelas do comunismo internacional”.

17
Mar21

Fundações ligadas a partidos propõem PEC para afastar Bolsonaro por crime contra a vida

Talis Andrade

 

Em carta, fundações ligadas a PT, PSOL, PSB, PDT, PROS e Cidadania criticam as dificuldades criadas pelo governo para aquisição de vacinas e versa que "o direito à vida, valor supremo de todos os seres humanos, é negado a milhares de pessoas"

Por Plinio Teodoro /Revista Forum
 
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Sete fundações que integram o Observatório da Democracia – Fundação Lauro Campos/Marielle Franco (PSOL), Fundação João Mangabeira (PSB), Fundação Leonel Brizola/Alberto Pasqualini (PDT), Fundação Maurício Grabois (PCdoB), Fundação Perseu Abramo (PT), Fundação Ordem Social (PROS) e Fundação Astrojildo Pereira (Cidadania) – lançam em live às 17h desta quarta-feira (17) a proposta de uma PEC que inclui entre os crimes de responsabilidade as ações que atentem contra a vida humana, por sabotagem ou omissão, em epidemias e pandemias.

Com a PEC, Jair Bolsonaro (Sem Partido) poderia ser afastado imediatamente do cargo pela gestão desastrosa durante a pandemia do Coronavírus.

A carta assinada pelas fundações critica as dificuldades criadas pelo governo para aquisição de vacinas e versa que “o direito à VIDA, valor supremo de todos os seres humanos, é negado a milhares de pessoas”.

“Os milhões de contaminados que conseguem sobreviver, carregam fortes sequelas, ainda não de todo previsíveis. Esse morticínio não é decorrência natural da pandemia. Reafirmamos os termos do manifesto de janeiro: ‘decorre diretamente da atitude negacionista e irresponsável do presidente Bolsonaro e seu grupo. Desde o início, negaram as recomendações da OMS e da medicina. Ou seja, movidos por seu obscurantismo, negaram a ciência. Subestimaram e continuam subestimando esta grave doença". 
 

O lançamento da PEC será às 17h no canal do youtube do Observatório da Democracia. Participam do lançamento representando as Fundações: Alexandre Navarro (FJM), Aloízio Mercadante (FPA), Cristóvam Buarque (FAP), Francisvaldo Mendes (FLC-MF), Renato Rabelo (FMG), Felipe do Espírito Santo (FOS).

 
03
Fev21

Vaza Jato: “o sítio é do Lula, porque a roupa de mulher era muito brega”, disse Januário Paludo

Talis Andrade

Significados de Brega

Característica da pessoa que não possui cortesia; cujos modos são indelicados; cafona: naquela festa só havia gente brega! Que denota falta de gosto; que se apresenta de maneira desapropriada tendo em conta a opinião de quem critica: música brega; vestido brega.

Bahia. Informal. Região de prostituição.

Ofício do toureiro durante a tourada.

Nada mais brega do que a própria figura do Januário Paludo: Tipo físico. Palavreado. Maneira de vestir.Resultado de imagem para januario paludo

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Dario Messer tem mais elegância. Que comparação tinha Januário Paludo para dar uma de cronista social: “A roupa de mulher era muito brega". O Quasimodo aposta que o vestido encontrado em um sítio na zona rural de São Paulo tinha que ser da ex-primeira dama do Brasil, Marisa Letícia, esposa do ex-presidente do Brasil Lula da Silva. A prova que o Paludo encontrou honra a justiça dos três reis Luís de Oropa, França e Bahia: o Luís santo de pau oco, o Luís cabeleira, e o Luís sem cabeça. Porque o vestido era brega, no julgamento justo, imparcial de Paludo, o sítio era de Lula: “Sem dúvida, o sítio é do Lula, porque a roupa de mulher era muito brega".Resultado de imagem para marisa leticia + lula da siva

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lula e marisa.jpg

Escreve Plinio Teodoro:

“O sítio é mesmo do Lula: a 1ª foto mostra uma [pinga] 51”, escreveu Laura Tessler. Procuradores da Lava Jato trocaram mensagens ironizando operação que promoveu devassa no sítio de Fernando Bittar – atribuído a Lula – em Atibaia

Reportagem de Luís Adorno, no portal Uol nesta quarta-feira (3), revela novas mensagens da Vaza Jato – que tiveram o sigilo levantado pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF) – em tom “jocoso” sobre as investigações contra o ex-presidente Lula conduzidas por por procuradores da Lava Jato.

Desta vez, os comentários dos procuradores são sobre a operação realizada em 4 de março de 2016, quando Lula foi levado para depor coercitivamente na sede da Polícia Federal no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, enquanto policiais e membros da força-tarefa faziam uma devassa em seu apartamento, em São Bernardo no Campo, e no sítio de Fernando Bittar, em Atibaia, atribuído pelos membros do Ministério Público Federal ao ex-presidente.

“Sem dúvida, o sítio é do Lula, porque a roupa de mulher era muito brega. Decoração horrorosa. Muitos tipos de aguardente. Vinhos de boa qualidade, mas mal conservados. Achei o sítio deprimente. Local para pouso de helicóptero confirmado à esquerda da entrada em campo de futebol, para helicóptero pequeno”, afirmou Januário Paludo no grupo de procuradores da força-tarefa no Telegram.

Paludo, que dá nome ao grupo “filhos de Januário”, é acusado de receber propina doleiro Dario Messer para garantir uma blindagem nas investigações da Lava Jato. Nas mensagens da Vaza Jato, ele diz ainda que “o que mais tinha no sítio era boné do MST… Eu pensei em botar um nos patinhos e sair pedalando”.

No dia seguinte, ele voltou a fazer piada com o fato, dizendo que “não me deixaram ficar na adega com medo que eu pegasse um Brunello, botasse um chapéu do MST no patinho e saísse pedalando!!!”.

“O sítio é mesmo do Lula: a 1ª foto mostra uma [pinga] 51!!! Essas fotos da adega deveriam ser divulgadas”, respondeu a procuradora Laura Tessler.

Chefe da força-tarefa, Deltan Dallagnol compartilhou elogios recebidos da então procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

“Mensagem da Raquel Dodge para todos: ‘Liguei para cumprimentá-lo e a todos os excepcionais colegas desta equipe pelo primoroso trabalho. Vocês transformaram a justiça penal e a tornaram melhor. Estão mudando o Brasil. Muito obrigada!’”.

Publicado originalmente na Revista Fórum.

 

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