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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

05
Dez20

Energia no Brasil depende das chuvas

Talis Andrade

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Bolsonaro, carreata em Macapá

 

O presidente Jair Bolsonaro visitou a capital do Estado do Amapá, Macapá, depois de 22 dias sem energia.

Visitou no dia em que geradores termoelétricos contratados para contornar as falhas no fornecimento começaram a funcionar parcialmente. Bolsonaro viajou acompanhado do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, e do senador Davi Alcolumbre, e foi recebido com xingamentos e vaias da população em Macapá.

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Todo esse civilismo, porque Davi tem um irmão candidato a prefeito. O povo vota amanhã.

Ontem, segundo o diretor-geral da ANEEL foi a primeira vez que um presidente do Senado realizou a sustentação oral de um tema naquele órgão regulador.

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou, por unanimidade, a redução 4,12% no valor da tarifa da energia elétrica no Amapá para os próximos 12 meses. Leia mais. No Brasil todo, sobe.

Tanto que Bolsonaro pediu pro povo economizar energia elétrica:

—Eu tenho certeza que você, que está em casa agora, pode apagar uma luz agora. Evitar o desperdício. Tome banho um pouco mais rápido, que ajuda também a deixar os reservatórios mais altos. As chuvas do final de outubro, começo de novembro, não vieram — disse Bolsonaro.

— Foi o período mais seco dos últimos 90 anos — disse Bento Albuquerque.

Segundo informou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável por monitorar o fornecimento de energia em todo o país, na terça-feira (1º), o nível dos reservatórios das principais hidrelétricas está entre os mais baixos da série histórica  (Reservatórios ameaçados de privatização). Na segunda-feira (30), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) retomou o sistema de bandeiras tarifárias, com acionamento da bandeira vermelha patamar dois, o mais caro. O presidente Jair Bolsonaro chegou a citar risco de novos apagões nas redes sociais.

De acordo com o ONS, os reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste estão com 17,7% da capacidade, inferior aos 18,9% registrados em 2019. "Nos últimos anos, o país passou por uma escassez hídrica que não permitiu a total recuperação dos níveis dos reservatórios".

Neste momento, o armazenamento só está superior aos 15,8% verificados em 2014. No mês seguinte, em 19 de janeiro de 2015, o Brasil sofreu um apagão em 11 Estados devido a picos de consumo associados ao forte calor. 

Essa dependência das chuvas se deve à subserviência colonial, entreguista, quinta-coluna da Lava Jato.

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Angra 3: a obra mais enrolada do Brasil que levou Temer à prisão

angra3.jpgAngra 3 segue o padrão já conhecido para outras obras e negócios fechados na Lava-Jato 

 

por Carolina Riveira /Exame

A prisão do ex-presidente Michel Temer pela Lava-Jato do Rio, em 2019, devolveu os holofotes para uma obra que há 35 anos habita o noticiário nacional: a usina nuclear de Angra 3. A prisão, segundo o Ministério Público Federal, está relacionada a desvios de recursos nas intermináveis obras da usina.

As acusações mostram que Angra 3 segue o padrão já conhecido para outras obras e negócios fechados na Lava-Jato, com acusações de desvio de verbas capitaneadas por empreiteiras privadas e políticos. A Petrobras tem uma coleção delas: a questionável compra de 50% da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), em 2006, mesmo que as obras exigissem custos extras não previstos; a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, envolvendo desvios com a construtora Camargo Correa; ou ainda a obra do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), envolvendo as construtoras Odebrecht e UTC.

Angra 3, por sua vez, é gerida pela Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras. Iniciada em 1984, a obra até hoje é um elefante branco no cenário energético brasileiro. Sua primeira paralisação veio dois anos depois de iniciadas as obras. Mesmo antes da prisão de Temer, o empreendimento já havia entrado na mira da Lava-Jato em 2015, quando foi preso o presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro.

A obra está paralisada desde então. Na ocasião, as investigações apontaram que Pinheiro teria recebido 4,5 milhões de reais em propina entre 2009 e 2014 por esquemas de corrupção relacionados à usina. Outro preso em 2015 foi José Antunes Sobrinho, dono da empresa de engenharia Engevix, uma das contratadas para construir Angra 3. A prisão de Temer é justamente fruto da delação premiada de Sobrinho.

Em sua delação, Sobrinho afirmou que fez pagamentos de propina ao que o MPF chama de “um grupo criminoso liderado por Temer”. Em resumo, o MPF aponta que as empresas contratadas para fazer um dos projetos de Angra 3 — a Argeplan, do Coronel Lima, ligado a Temer — não tinham expertise para tal. Por isso, subcontrataram a Engevix. Mas não de graça: segundo o MPF, o grupo de Temer solicitou à Engevix o pagamento de propina.

O dono da Engevix afirma que pagou 1 milhão de reais em propina a pedido do Coronel Lima e do ex-ministro Moreira Franco, com o conhecimento de Temer. A propina teria sido paga em 2014, depois do início da Lava-Jato.

Os valores pagos às empresas sem capacidade de realizar a obra — que superam 10 milhões de reais — também são vistos como desvio de recursos pelo MPF. A investigação apura crimes de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. A Engevix, tal qual outras construtoras envolvidas na Lava-Jato, prosperou sob o esquema de corrupção envolvendo o governo brasileiro.

Os esquemas de corrupção envolvendo a usina Angra 3 vão além. Também, em um outro caso, o Tribunal de Contas da União (TCU) proibiu as construtoras Queiroz Galvão, Empresa Brasileira de Engenharia, Techint Engenharia e Construção e UTC Engenharia de fechar contratos públicos devido a fraude em licitações de Angra 3. Para construir só com empresas estrangeiras. Os Estados Unidos são contra. 

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04
Dez20

Cargo de Moro é prêmio e recompensa pela guerra de ocupação e saqueio do Brasil

Talis Andrade

 

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por Jeferson Miola

- - -

O cargo de sócio-diretor da empresa estadunidense Alvarez & Marsal dado a Sérgio Moro é prêmio e recompensa pela atuação dele na guerra de ocupação e saqueio do Brasil promovida pelo governo dos EUA e capitais estadunidenses através da farsa da Lava Jato.

Sintomaticamente, logo após as primeiras revelações da Vaza Jato pelo site The Intercept Brasil, Moro fez uma viagem de urgência aos EUA. Tudo indica que para buscar instruções e montar a estratégia de reação.

Acuado pelas revelações do Intercept, ele improvisou a viagem entre os dias 22 e 26 de junho de 2019, onde manteve agendas secretas em Washington – no Departamento de Estado e no FBI – e em El Paso, fronteira com o México, no Centro de Inteligência do governo dos EUA.

No regresso, para se esquivar de explicações e justificar o abafamento das investigações do escândalo da Lava Jato pela Polícia Federal, Moro trouxe na bagagem a versão fabricada da fantasiosa invasão de telefones celulares de altas autoridades brasileiras por hackers.

Até hoje, incrivelmente, nenhuma das graves e escandalosas provas reveladas pela Vaza Jato que incriminam procuradores/as, juízes/as, delegados/as da PF, e que comprometem de maneira indelével desembargadores do TRF4 e ministros do STF [“Aha, uhu, o Fachin é nosso!; In Fux we trust!; Barroso vale por 100 PGRs”] foram investigadas pela justiça brasileira.

Nada disso, contudo, é estranho. Afinal, no Brasil, “as instituições funcionam normalmente” para a manutenção e reprodução endógena do regime de Exceção que assegura o mais brutal e devastador processo de destruição da soberania nacional pela oligarquia a serviço de interesses estrangeiros. Por isso o STF se demora tanto em reconhecer a suspeição do Moro e em devolver os direitos civis e políticos do Lula.

Moro ocupou o vértice da cadeia de comando da guerra de ocupação e pilhagem do país. Ele ocupou o topo do poder hierárquico da República de Curitiba; foi o verdadeiro capo di tutti capi, o chefe de todos os chefes daquilo que o ministro do STF Gilmar Mendes um dia classificou como uma organização criminosa.

Para alcançar este desonroso posto, Moro dedicou mais da metade da sua carreira na perseguição a Lula, o seu objeto de obsessivo desejo, finalmente convertido em prisioneiro político por ele mesmo, Moro, para permitir a tomada de poder na marra pela extrema-direita.

Na opinião do economista e pesquisador norte-americano Mark Weisbrot, os EUA usaram Moro e a Lava Jato para a geopolítica de destruição da independência latino-americana. Para ele, há evidências claras de que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos está envolvido no crime de uso da Lava Jato para fins geopolíticos, inclusive convergindo com os interesses políticos “do seu amigo Sérgio Moro”. De acordo com Weisbrot, a meta principal dos EUA na América Latina sempre foi a de ter países alinhados à sua política externa. “É com isso que eles mais se preocupam agora”, afirmou ele em entrevista ao GGN [aqui].

Conforme apurei, “Sérgio Moro permaneceu na carreira de juiz federal por 22 anos, de 1996 a novembro de 2018. Desses 22 anos, dedicou mais da metade do tempo na perseguição a Lula. De 2005 até o último dia no cargo de juiz da 13ª Vara de Curitiba – durante, portanto, 13 dos 22 anos de carreira – Moro não se descuidou de nenhum detalhe concernente ao objetivo primordial da sua vida” [levantamento completo aqui].

Ainda não estão claramente documentadas as conexões do Moro com os comandantes militares que, como hoje se sabe, tiveram uma atuação secreta na conspiração que instalou o regime fascista militar no país por meio da eleição ilegítima de Bolsonaro.

Chama atenção, apesar da falta de comprovações sobre o vínculo de Moro com os militares, que no ato de transmissão do cargo de Comandante do Exército, o tuiteiro e golpista general Eduardo Villas Bôas tenha homenageado Moro, além do Bolsonaro e do general Braga Netto: “2018 foi um ano rico em acontecimentos desafiadores para as instituições e até mesmo para a identidade nacional. Nele, três personalidades destacaram-se para que o ‘Rio da História’ voltasse ao seu curso normal. O Brasil muito lhes deve”, discursou ele, referindo-se “ao ministro Sergio Moro [como] protagonista da cruzada contra a corrupção” [sic].

Muito se questiona, nos terrenos moral e ético, as condutas do Moro. Este tipo de cobrança é absolutamente irrelevante em relação a um patife que corrompeu o sistema de justiça do Brasil e atuou conscientemente a serviço de uma potência estrangeira como um verdadeiro lacaio e mercenário.

Moro apenas está sendo agora premiado e recompensado pelo Império pelos serviços prestados, de destruir a soberania e a economia do Brasil por obediência aos interesses da pátria à qual ele efetivamente serve e na qual pode estar buscando seu exílio preventivo, para fugir da justiça de transição que haverá de alcançá-lo, quando este pesadelo fascista chegar ao fim.

Alguns links:

https://wordpress.com/post/jefersonmiola.wordpress.com/2412 – Por que Lula continuará sendo um prisioneiro político

https://wordpress.com/post/jefersonmiola.wordpress.com/2394 – Forças Armadas atuam como guarda pretoriana dos EUA

https://wordpress.com/post/jefersonmiola.wordpress.com/2350 – Urgência da oligarquia é o saqueio do país, não o impeachment do Bolsonaro

https://wordpress.com/post/jefersonmiola.wordpress.com/2327 – Os militares voltaram dispostos a ficar

https://wordpress.com/post/jefersonmiola.wordpress.com/1802 – Mark Weisbrot: EUA usaram Moro e Lava Jato para geopolítica de demolição da independência latino-americana

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03
Dez20

Moro é aquele moleque que o borracheiro pagou para jogar pregos na rua

Talis Andrade

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por Davis Sena Filho

- - -

De juiz farsante a agente a serviço do FBI e da CIA. Eis o Sérgio Moro — o Homem Muito Menor.

Sérgio Moro é aquele moleque que o borracheiro pagou para jogar pregos na rua.

Moro é Calabar!

O ex-ministro da Educação, Aloizio Mercadante, está a pensar corretamente quando afirma que "é inacreditável que o ex-juiz [Sérgio Moro] vá atuar na empresa de recuperação judicial das empresas que ele próprio destruiu”. Mercadante faz alusão à Odebrecht, OAS, Sete Brasil e Queiroz Galvão, dentre outras grandes empresas que foram devassadas pelos paladinos da família, da moral e dos bons costumes do bando da Lava Jato.

O raciocínio de Mercadante é realmente pertinente, mas digo a ele, se porventura o ex-ministro ler este artigo, que não é surpresa para ninguém o Marreco, vulgo Moro, ter aceitado ir para Washington com o propósito de trabalhar para uma empresa norte-americana diretamente envolvida com a degradação econômica do setor de construção pesada do País, pois, além de ganhar rios de dinheiro, tem o poder de interferir nas empresas nacionais brasileiras, a dar as cartas, de forma que consolide o processo de colonização do Brasil.

Entretanto, para finalizar o raciocínio exposto nos dois parágrafos acima, reitero que não ser surpreendido pelo arbítrio de Moro é lugar comum, porque se ele cooperou decisivamente para golpear a presidente Dilma Rousseff, levou Lula à prisão covardemente e injustamente, sem qualquer fundamento jurídico real, tanto que sua condenação foi por "ato de ofício indeterminado".

Portanto, surpresa não há, porque Sérgio Moro, um juizeco de direita envolvido com a CIA e o FBI, aceitou anteriormente ser ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, inimigo figadal das esquerdas, principalmente de Lula e do Partido dos Trabalhadores. Por que, então, o Marreco de Maringá não aceitaria o convite para trabalhar a favor de uma empresa norte-americana, que tem o controle do mercado interno, no que diz respeito às construtoras brasileiras?

Aliás, a Marsal & Alvarez, certamente, repassa informações estratégicas das corporações brasileiras para o governo norte-americano e, sem dúvida, às empresas privadas dos EUA, que atuam no mesmo setor. É isso aí, a Marsal & Alvarez tomou conta do butim das megaempreiteiras brasileiras, que dominavam boa parte dos empreendimentos de construção em âmbito mundial, sendo que muitas delas, a exemplo da Odebrecht, trabalhavam, inclusive, na área nuclear.

E o que os pilantras, entreguistas e traidores da Lava Jato fizeram? Mancomunados com a CIA, o FBI e os Departamentos de Justiça e de Estado do país yankee, delegados federais, procuradores e juízes, à frente da malta o juiz Sérgio Moro, resolveram demolir com as empresas nacionais e, com efeito, colocar no olho da rua cerca de 500 mil funcionários.

Não cuidaram de investigar e processar àqueles que cometeram malfeitos, como fizeram, por exemplo, a Alemanha e a Coreia do Sul, com a Volkswagen e a Samsung. Não preservaram as empresas porque dispostos a destruí-las para repassar informações de alta tecnologia e conhecimento, assim como entregar o mercado interno e externo às multinacionais norte-americanas, conforme já comentei.

Atuaram como ladrões do Brasil, em uma pirataria formalizada oficialmente, sendo que titulares de cargos de relevância e de poder, com a cumplicidade do Supremo Com Tudo (SCT), que vem a ser a vergonha, o vexame e a desgraça do Brasil, além de contarem com a propaganda sempre positiva do Grupo Globo, que vem a ser uma das maiores desgraças que surgiram neste País com vocação para o fracasso, o retrocesso e o atraso.

Algo impensável no Brasil até o ano de 2015, quando o governo trabalhista de Dilma Rousseff começou a ser sabotado por meio das pautas bombas, o que ocasionou a diminuição dos investimentos estatais, a causar desemprego em massa sem precedentes, bem como deixar de joelhos o trabalhador brasileiro, que ficou nas mãos de verdadeiros abutres, que para se empregar passou a aceitar as piores condições de trabalho, a acarretar a precarização do emprego. 

A verdade é que Mercadante e muitas outras pessoas estão certos quanto ao emprego milionário do Marreco, homem de ambição estratosférica e de pouco discernimento quanto ao Brasil e seus interesses de soberania e independência. Porém, se ele sabe não liga, porque se sente norte-americano como grande parte das classes ricas e médias deste País. Esse sujeito malévolo ama os EUA e entrega a cabeça do Brasil de bandeja à moda Paulo Guedes e famiglia Bolsonaro.

A verdade é que Sérgio Moro furou os quatro pneus da Odebrecht e de outras importantes empreiteiras brasileiras, sendo que agora oferece serviços de borracharia. Enfim, Moro representa a direita, que entrega as riquezas e a soberania do Brasil a cantar o hino nacional. Moro é o fim da picada! É isso aí.

28
Jul20

Xadrez de como a Lava Jato entregou o CADE aos EUA

Talis Andrade

 

Como é possível a um órgão administrativo submeter uma determinação constitucional aos mesmos critérios de avaliação de monopólios privados?

15
Mai18

É greve! Paralisação dos petroleiros pela soberania nacional e pela liberdade de Lula

Talis Andrade

 

 

Além da defesa das refinarias nacionais, os petroleiros contestam as privatizações de outros ativos estratégicos da Petrobrás, como os campos do pré-sal, as sondas de produção, redes de gasodutos, distribuidoras de gás, termoelétricas e usinas de biocombustíveis, levadas a cabo por Pedro Parente, nomeado presidente da estatal para entregar todo o seu patrimônio ao capital estrangeiro, depois do golpe de 2016.

 

Eles entendem que a defesa da soberania nacional está diretamente relacionada à defesa do ex-presidente Lula, mundialmente reconhecido como preso político, tendo sido o governante que mais investiu na companhia, com a lei do conteúdo nacional, a construção de grandes obras, abertura de concursos públicos, geração de emprego e distribuição de renda.

 

A categoria se posiciona duramente contra a volta do Brasil-colônia, servindo como mero país exportador de petróleo cru e importador de derivados industrializados.

 

Trata-se de uma questão de soberania que envolve não só os petroleiros, mas toda a população, que também deve se mobilizar e chamar greves de todas as categorias, em nome de sua própria sobrevivência, contra o golpe e pela liberdade de Lula.

 

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29
Jan18

Para vender as hidroelétricas o Fio Sem Energia de Fernando Bezerra Coelho pagou 400 milhões para um gigolô

Talis Andrade

As relações perigosas do juiz Sergio Moro agente norte-americano

 

O ministro Fernando Bezerra Coelho, seguindo determinação do presidente do golpe Michel Temer, e do ministro da Fazenda, cidadão dos Estados Unidos Henrique Meirelles, contratou lobistas a preço de ouro como se a Nação Brasileira fosse uma prostituta. 

 

Apenas a um dos lobistas foi pago, pela Eletrobrás, empresa oferecida na zona internacional, 400 milhões de reais. 

 

Quem compra as hidroelétricas tem o controle dos rios e represas, isto é, do abastecimento de água das cidades brasileiras.

 

Fernando Bezerra Coelho é ministro porque filho de um senador de Pernambuco com o mesmo nome. Um zero. Não sabe da maldade que faz com o Brasil. Não passa de um pau mandado do pai, doutor em safadezas.

 

Miguel do Rosário conta parte da historia de como se entrega as riquezas do Brasil aos corsários internacionais.

 

Brasil. Minha foto preferida


Por Miguel do Rosário / Cafezinho

 

Brasil moro levi piratas corsários traidores .jpg

 

 

Paulo Sotero, da Globonews e CBN; Anthony Harrington, presidente do Brazil Institute, Jane Harman, presidenta do Wilson Center, Sergio Moro, mercenário da Globo e agente norte-americano; juiz Peter Jo Messitte, um medíocre.

 

Eletrobras paga R$ 400 mi a lobista dos EUA

 

(Essa foto é uma das minhas preferidas. Da esquerda para direita: Paulo Sotero, diretor do Brazil Institute e comentarista da Globonews e CBN; Anthony Harrington, presidente do Brazil Institute, presidente do conselho de administração da Albright Stonebridge e ex-senior da Hogan Lovells; Jane Harman, presidenta do Wilson Center e conselheira nos órgãos máximos dos serviços de inteligência dos EUA; Sergio Moro, mercenário da Globo e agente norte-americano; o juiz Peter Jo Messitte, um medíocre sem biografia, que o Wilson Center contratou para participar de todos os seminários do Brazil Institute; é ele que fica repetindo elogios à “democracia” brasileira, especialmente ao judiciário; e… Joaquim Levy, o neoliberal que a Dilma, pressionada pelo “mercado”, nomeou para o ministério da Fazenda).

 

A Hogan Lovells está listada como uma das principais firmas especializadas em lobby dos Estados Unidos, com muitos clientes nos setores de óleo e gás, mineração, energia, aviação.

 

Advogados da Lovells prestam serviços de advocacia e lobby, regularmente, para gigantes como Exxon Mobil, maior petroleira do mundo. A Lovells trabalha também para empresas que exploram energia nuclear, como a Lightbrige.

 

A Hogan Lovells foi contratada pela Eletrobrás para, entre outras coisas, investigar o nosso programa nuclear.

 

Entretanto, tem um ponto ainda mais interessante nessa história – e que também não foi abordado pela reportagem da Época: Anthony S. Harrington, presidente do Brasil Institute, um órgão pertencente ao Wilson Center, é ex-advogado sênior da Hogan Lovells. Sua filha, Michele S. Harrington, ainda trabalha lá.

 

Harrington, embaixador no Brasil de 1999 a 2001, é um destacado membro da comunidade de inteligência dos EUA, tendo sido conselheiro da Casa Branca nessa área. Essas informações estão no site do Wilson Center.

 

Hoje Harrington é presidente do Conselho de Administração da Albright Stonebridge, outra poderosa firma de lobby, especializada em “estratégias internacionais”.

 

O slogan da empresa é “destravar mercados globais”. Em seu site, ela explica que uma de suas especialidades é fazer “negócios com governos estrangeiros”, e que, “em caso de procedimentos governamentais impróprios, ela pode ajudar a determinar o melhor curso de ação e perseguir os meios mais efetivos para corrigi-los”.

 

Nós chamamos o Wilson Center aqui, no Cafezinho, de “think tank da CIA”, por suas relações com a comunidade de inteligência da Casa Branca, e por ser um think tank inteiramente controlado pelo governo americano, que paga suas contas, fornece-lhe a sede (no edifício Ronald Reagan), e indica seus diretores.

 

O Wilson Center tem organizado, desde o mensalão, seminários para discutir as operações judiciais em curso no Brasil, convidando ministros do STF, juízes de primeira instância (Sergio Moro, por exemplo), procuradores-gerais (Janot) e ministros da Justiça. A linha desses seminários sempre foi apoiar essas operações judiciais. Durante a operação Lava Jato, ocorreram vários seminários desse tipo no Wilson Center, nos quais os representantes do Wilson Center afirmavam que a democracia brasileira era um “modelo para o mundo”.

 

Por fim, olha que maravilha: segundo esta reportagem da CNN, o novo presidente dos EUA, Donald Trump, contratou o ex-procurador federal, Ty Cobb, como seu “conselheiro especial”. Cobb também é sócio da… Hogan Lovells.

 

Muitos indícios me fazem acreditar que o Wilson Center foi um dos organizadores do golpe no Brasil.

 

Informa este Correspondente: Sergio Moro carrega o xará Sérgio Cabral, com os pés e as mãos presas em pesadas correntes de ferro, e esquece, e esquece que um governador não rouba sozinho, e quem pagava as contas dos serviços fantasmas e obras superfaturadas era o secretário da Fazenda.  

 

O primeiro secretário da Fazenda e mais Planejamento de Sérgio Cabral foi justamente o escolhido, o eleito grande amigo e parceiro de andanças internacionais de Moro: o livre, leve e solto e intocável Joaquim Levy do fechado clube de banqueiros e economistas que comandam o Ministério da Fazenda e os bancos oficiais no governo de Temer.  Transcrevi trechos. Leia mais 

 

 

 

 

22
Jan18

O maior projeto de ouro a céu aberto

Talis Andrade

São costumeiras as respostas como parte de uma propaganda entreguista:

- O Brasil não tem ouro.

- Não tem diamantes.

- Não tem nióbio.

- Não tem ilhas.

- A Vale dá prejuízo aos piratas que compraram a empresa nas quermesses de FHC 

 

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Favela na Floresta da Belo Sun no Pará (Foto: Iuri Barcelos/Agência Pública)
 
 

À espera de Belo Sun

Indígenas Juruna veem o peixe rarear em seu território enquanto o maior projeto de ouro a céu aberto do Brasil se aproxima; documento dos Juruna exige o direito à consulta prévia, previsto em tratado internacional em vigor no país desde 2003. Leia aqui

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