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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

30
Ago18

Flávio Tavares pinta O Golpe

Talis Andrade

Artista paraibano coloca na tela os principais personagens do fim da nossa democracia

 

por Vinicius Souza

Jornalistas Livres

___

 

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Quer que desenhe como foi (e tem sido) o golpe de estado que tirou do poder uma presidenta que não cometeu crime algum e agora tenta impedir a eleição do maior líder popular da nossa história? O artista paraibano Flávio Tavares fez isso numa verdadeira obra de arte. Observe a cena toda e os detalhes nas fotos abaixo. E veja Aqui o artista explicando sua obra.

 

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29
Ago18

Flávio Tavares eterniza a tragédia do golpe em tela de três metros

Talis Andrade


Artista plástico paraibano expõe "Brasil, O Golpe: A Ópera do fim do mundo”

 

tela flávio tavares.jpg

 

 

por Cida Alves


Brasil de Fato | Quantas vezes a realidade é mais pitoresca ou terrificante que os sonhos e a fantasia? À pergunta que atravessa séculos, cabe aos artistas, que catalisam as tragédias humanas e as apresentam pelo seu próprio prisma.

 

Flávio Tavares, artista plástico paraibano, expôs no Sesc em João Pessoa (dia 27), um painel em óleo sobre tela, de três metros, contando a tragédia brasileira que culminou no Golpe e seus desdobramentos. Segundo o pintor “é uma carnavalização da linguagem gráfica, aonde eu pego todo o momento, o que eu senti pelo assassinato de Marielle, com essa figura bebendo água, greco-romana, no Rio Lete, o Rio do Esquecimento, e que tem o Hades, quer dizer o inferno grego da Divina Comédia, com Caronte no barco, e a luz ainda iluminando essa sessão de tortura da Dilma.”

 

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 O artista e sua obra 

 

Ele ressalta que a tortura da ex-presidente, na sua juventude, foi esquecida, assim como a morte da vereadora Marielle Franco já está caindo no Rio do Esquecimento. Alguns outros seres que habitam as mitologias, a sereia, o pássaro vermelho sendo ameaçado pelo que parece um Leviatã, tantas vezes evocado por Castro Alves no poema Navio Negreiro, também compõem um relato onírico da obra.

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Parte da tela quando o pintor retrata a ex-presidente Dilma e Marielle Franco / Paula Adissi

 

O painel tem algumas cenas importantes que se isolam e dialogam entre si. Em formato piramidal, na sua base temos O Banquete dos Poderosos, com a presença de Temer e várias figuras do judiciário, em especial o juiz Sérgio Moro se banqueteando avidamente, enquanto várias pessoas, miseráveis, esperam migalhas embaixo da mesa. Em pé, uma mulher negra servindo uma senhora fidalga, representando a elite brasileira, branca e impiedosa. Flávio destaca que o tema do painel é a injustiça “e os tantos tropeços que o Brasil tem dado em nome de um processo que eles estão chamando de Democracia, mas a gente vê que há uma transição forte ainda a se vivenciar para a gente ver isso acontecer.”

 

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Cena da obra quando é retratado o Superior Tribunal de Federal e seu papel no golpe / Paula Adissi

 

Vários anos atuando como chargista político delineiam a sua crítica política à atual história brasileira, profundamente marcada pela herança escravocrata, dramática e carnavalesca ao mesmo tempo: “eu procurei fazer uma coisa meio felliniana, meio circense, para não cair numa tragédia, porque realmente o ambiente que eu vivo é onde o humor suplanta o choro.”

 

Acima, ao centro da pirâmide, representando o poder em cima do povo, vemos a ama de leite segurando uma criança loura, e ao lado, a fera que ainda habita o Brasil. “Esse preconceito de raça e classe, esse ódio que se tem do povo, e essa representação aqui, tão bonitinha para quem gosta de Monarquia, mas extremamente perversa no mundo inteiro”, reflete o artista.

 

Logo atrás da ama de leite, nas sombras, como um sopro gelado da história, o pano de fundo da tragédia, vemos os traços de um pelourinho, uma pessoa amarrada a um poste. Flávio denuncia, no entanto, que isso aconteceu no Rio de Janeiro há pouco tempo. Destaque para o guardador de rebanhos ao lado esquerdo, que, serenamente, contempla a pomba da paz. “É a luta que estamos travando junto à ONU para soltar o Lula. Ao lado dele está o povo e os carneiros, é o guardador de rebanhos, O Peregrino.”

 

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Lula é retratado por Flávio Tavares como um pastor de ovelhas, "um peregrino" / Paula Adissi

 

 

Um personagem que pode passar desapercebido, mas que, no meio das centenas de referências, do fabulário nordestino aos clássicos ocidentais, bem no meio de todo o delírio dantesco, percebemos a (oni)presença da Casa Grande. Casa colonial, na sobriedade e riqueza do passado dos homens brancos e donos das almas. Um passado tão remanescente, às vezes até mais sofisticado, porém, perpetuando a história das atrocidades.

 

O pintor Flávio Tavares tem mais de 50 anos de carreira, já expôs em vários estados brasileiros e diversos países pelo mundo. Na ocasião da vernissage do painel sobre o Golpe, houve o lançamento do livro ‘A Linha do Sonho’, do Sesc Paraíba com várias de suas obras.

 

Mais informações sobre a exposição podem ser obtidas no Sesc Cabo Branco, que fica na Avenida Cabo Branco, 2788, Cabo Branco, na capital João Pessoa; ou pelo telefone (83) 3219-3400.

 

 

 

 

30
Abr18

ARTES PLÁSTICAS As mil artimanhas de Rubens Matuck

Talis Andrade

O Brasil está repleto de uma desconhecida gente genial. O jornal EL País, da Espanha, apresenta o artista Rubens Matuck.

 

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"Quando o assunto é o artista Rubens Matuck, dizer que ele é múltiplo não é um lugar-comum, mas uma constatação das mais honestas. Há o Matuck ilustrador, cartunista, autor de livros infantis, escultor, pintor, ambientalista, profundo conhecedor da fauna e flora brasileira e por aí vai. Aos 66 anos, a produção deste artista paulistano, formado em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade São Paulo (FAU-USP), é extremamente profícua e espanta e desnorteia", apresenta André de Oliveira. 

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Aquarela extraída de um dos cadernos de viagem do artista RUBENS MATUCK

 

O Brasil é o país das nulidades celebradas pela imprensa vendida e entreguista, do pensamento único consagrado pelo monopólio da TV Globo. 

 

Explico a dominação da cultura, o colonialismo, com a minha teoria do um. São permitidos um poeta (Castro Alves), um romancista (Machado de Assis), um compositor (Villa-Lobos) , um pintor (talvez Portinari), um escultor (o pódio permanece vago)

 

 

 

 

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