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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

04
Dez20

O mundo encantado da Lava Jato quem já viu? l

Talis Andrade

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Em julho de 2019, a 7ª Vara Federal Criminal do Rio informou que, em 25 desdobramentos da "lava jato", havia apreendido 699 imóveis, além de navios, aeronaves, joias e R$ 1,7 bilhão.

ConJur perguntou à Justiça Federal no Rio quantos imóveis foram apreendidos por ordem do juiz Marcelo Bretas e quantos estão sob administração da 7ª Vara Federal Criminal. A assessoria de imprensa do órgão disse que não poderia precisar o número. "Em contato com a 7ª Vara Criminal nos foi informado que, infelizmente, não há possibilidade para a realização do levantamento no momento", disse o órgão. O Ministério Público Federal também informou que não conseguiria apontar o dado.

Essa pergunta já foi feita ao juízes da Lava Jato, ou melhor da 13a Vara Federal de Curitiba  Sérgio Moro, Gabriela Hardt, Luiz Antonio Bonat?

Escreve Jeferson Miola:

Moro ocupou o vértice da cadeia de comando da guerra de ocupação e pilhagem do país. Ele ocupou o topo do poder hierárquico da República de Curitiba; foi o verdadeiro capo di tutti capi, o chefe de todos os chefes daquilo que o ministro do STF Gilmar Mendes um dia classificou como uma organização criminosa. Para alcançar este desonroso posto, Moro dedicou mais da metade da sua carreira na perseguição a Lula, o seu objeto de obsessivo desejo, finalmente convertido em prisioneiro político por ele mesmo, Moro, para permitir a tomada de poder na marra pela extrema-direita.

Quantos imóveis, inclusive ilhas, terras a perder de vista, ferrovias, portos, aeroportos foram apreendidos por ordem dos juizes da autodenominada Lava Jato da República de Curitiba ou Liga da Justiça? Quanto em bufunfa, incluindo acordos de delações mais do que premiadas, de leniência e bichos outros e botijas de jóias, de ouro, de prata, de pedras preciosas (da máfia libanesa de Alberto Youssef, para um exemplo), de lítio, de urânio & malas de dinheiro? Idem o ajuntado pelos proprietários e/ou executivos de empresas transnacionais como a Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, Braskem, Petrobras, Eletrobras etc?

Por que tudo é segredo na Lava Jato de Curitiba?

Só aparece aquele dinheiro depositado pela Petrobras em uma conta gráfica. Dinheiro pouco. Dois bilhões e quinhentos milhões, que ninguém presta contas. Foi até gasto para apagar fogo nas florestas e acender luz no Amapá. Dinheiro que jamais será auditado. Que juiz, procurador, delegado de polícia não levam jeito na trabalheira, na burocracia de prestar contas. 

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30
Out20

Prefeito tucano de Porto Alegre é precursor da política do Bolsonaro que privatiza o SUS

Talis Andrade

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Por meio do Decreto 10.530 publicado nesta 3ª feira [27/10], o governo Bolsonaro criou o programa que fomenta estudos sobre a transferência, à iniciativa privada, da gestão e da operação da atenção primária em saúde do SUS – Sistema Único de Saúde.

Este programa de privatização da atenção primária do SUS – disfarçado com o nome de “Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República – PPI” – sequer é executado pelo ministério da Saúde do “general cloroquina”, aquele subserviente que apenas obedece ao que o capitão manda.

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O programa, sugestivamente, é coordenado pela Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos do Ministério da Economia do agente das finanças Paulo Guedes.
 
A privatização pura e simples da atenção primária do SUS é uma espécie de 2ª geração das políticas fracassadas de transferência da gestão dos serviços públicos de saúde para as Organizações Sociais [OS’s].

O inventário da experiência com as OS’s é desastroso. Nas cidades onde foi implementado, aumentou enormemente o custo de financiamento do sistema, a qualidade do atendimento e a eficácia do cuidado em saúde da população piorou, e a corrupção e os desvios de verbas públicas alcançou patamares inauditos. A situação calamitosa do Rio de Janeiro é o exemplo vivo disto.

Este projeto que Bolsonaro quer impor para o SUS em todo país já está sendo desenvolvido em Porto Alegre pelo governo ultraliberal do tucano Marchezan Júnior/PSDB.

O prefeito tucano foi complacente com a extinção do Instituto Municipal de Saúde da Família [IMESF] e, em plena pandemia, irresponsavelmente se empenha em completar a demissão de parte dos 1.800 trabalhadores que atuam na atenção primária do SUS na cidade. Só não conseguiu completar a “obra” por impedimento judicial da justiça do trabalho.

Marchezan Júnior decidiu extinguir o IMESF para, assim, transferir a gestão e a operação de mais de 110 unidades básicas de saúde de Porto Alegre a 4 hospitais privados. Tudo feito sem licitação e mediante procedimentos administrativos de questionável legalidade e constitucionalidade, que certamente serão revertidos numa eventual administração municipal de Manuela e Rossetto [PCdoB/PT].
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O prefeito tucano de Porto Alegre, um político eleito em 2016 com o apoio do MBL e de perfil de extrema-direita, é precursor da política do Bolsonaro que privatiza a atenção primária do SUS. Marchezan Júnior transformou a capital gaúcha num laboratório de experimentos ultraliberais e privatizantes que deram errado no mundo inteiro.

No afã de transferir o orçamento público municipal de quase R$ 8 bilhões anuais para grupos privados, Marchezan Júnior tentou privatizar e terceirizar praticamente todas atividades e políticas públicas da cidade – Mercado Público, praças, parques, iluminação pública, Hospital de Pronto Socorro, empresa pública de transportes etc. Mais recentemente, preparou o plano de privatização do Departamento de abastecimento d’água [DMAE] em parceria com o governo Bolsonaro através do BNDES.

O bolsonarismo é a forma que o ultraliberalismo assumiu no Brasil; é o estágio mais destrutivo jamais visto da soberania nacional e das conquistas civilizatórias do povo brasileiro.

O bolsonarismo é um projeto que transcende o clã miliciano, pois abarca o conjunto das frações da oligarquia dominante – DEM, PP, Patriotas, Novo, Solidariedade, PTB, MDB, PSD, PSDB etc – que se unem na divisão do botim extraído no maior processo de pilhagem e saqueio do Brasil.

A eleição municipal, em vista desta ofensiva do grande capital por meio do governo fascista contra os interesses nacionais e populares, adquire enorme importância. É um momento de denúncia, resistência e afirmação de alternativas de governo capazes de interromper os ataques perpetrados pela oligarquia e que destroem conquistas fundamentais do povo brasileiro, como o SUS.

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