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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

23
Jul22

Governo Castro acumula as três chacinas mais letais da história do RJ

Talis Andrade

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A mais recente ocorreu nesta quinta, no Complexo do Alemão que, até este momento, tem 20 mortos

 

Com pouco mais de um ano no poder, o governo de Cláudio Castro (PL) realizou três das cinco chacinas mais letais da história da Rio de Janeiro. A mais recente ocorreu nesta quinta-feira (18) que, até este momento, tem 18 mortos, segundo a Polícia Militar que mente. 

De acordo com levantamento do Grupo de Estudos de Novos Ilegalismos (Geni), da Universidade Federal Fluminense (UFF), as cinco maiores chacinas são:

Chacina: Operação policial no Complexo do Alemão deixa ao menos 18 mortos

Chacina na Vila Cruzeiro: PRF confisca vídeo do SBT e imagens vão parar na Record

Chacinas refletem racismo institucional das forças policiais, diz pesquisador

Chacina na Vila Cruzeiro: mortos chegam a 26, ex-militar da Marinha é um deles

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Governo Castro tem 3 das 5 chacinas policiais mais letais da história do RJ

 

 

Em um intervalo de pouco mais de um ano, o governo Cláudio Castro (PL), que tenta a reeleição, realizou três das cinco maiores chacinas policiais da história do estado do Rio de Janeiro. A última delas ocorrida ontem (21), no Complexo do Alemão, deixou ao menos 17 mortos, segundo a Polícia Civil.

Pesquisadores da área de segurança pública classificam como chacinas policiais as ações com três ou mais mortes de civis. Segundo dados do Geni (Grupo de Estudos de Novos Ilegalismos) da UFF (Universidade Federal Fluminense), as cinco ações mais letais da história do Rio são:

1. Jacarezinho: maio de 2021 / 28 mortos (incluindo um policial)

2. Complexo da Penha (Vila Cruzeiro): maio de 2022 / 24 mortos

3. Vila Operária (Duque de Caxias): janeiro de 1998 / 23 mortos

4. Complexo do Alemão: junho de 2007 / 19 mortos

5. Complexo do Alemão: julho de 2022 / 17 mortos (incluindo um policial)

Quando questionado sobre as operações de alta letalidade, Castro costuma repetir o discurso das polícias e sustentar que os mortos são criminosos, apesar de constantemente haver denúncias sobre o assassinato de inocentes e de suspeitos que não apresentavam resistência —o que é ilegal.

Sobre a operação de ontem, Cláudio Castro escreveu no Twitter: "Toda vez que um policial é assassinado em combate é um pedaço de cada um de nós que morre junto. É uma derrota da sociedade. Vou continuar combatendo o crime com todas as minhas forças. Não vamos recuar na missão de garantir paz e segurança ao povo do nosso estado".

 

Polícia desafia o STF

 

O atual governador do Rio foi eleito como vice do ex-juiz federal Wilson Witzel, que defendeu na campanha o "tiro na cabecinha" e o "abate" de suspeitos de envolvimento com o tráfico. Apesar de não adotar o mesmo discurso do antecessor, Castro endossou as chacinas policiais ocorridas em sua gestão.

Castro, que assumiu interinamente o governo do Rio no fim de agosto de 2020 e foi efetivado como governador em abril de 2021, manteve as forças policiais sem controle civil, tal como promovido por Witzel, que extinguiu a Secretaria de Segurança em um de seus primeiros atos no governo.

 

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Pena de morte para negro pobre. Cláudio Castro mais sanguinário que Witzel

 

Menos de um mês depois de Castro assumir, a Polícia Civil matou 27 pessoas em operação na favela do Jacarezinho —a mais letal ação da história do Rio. As mortes ocorreram após um policial ser morto ao retirar uma barricada no início da incursão.

Um ano depois do Jacarezinho, uma ação conjunta da Polícia Militar e da PRF (Polícia Rodoviária Federal) matou 24 pessoas na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, também na zona norte carioca.

Todas essas ações ocorreram sob a vigência de decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) que restringiu operações policiais durante a pandemia de covid-19, autorizando apenas incursões em circunstâncias excepcionais. As polícias fluminenses se opõem abertamente à decisão. Como uma provocação, a Polícia Civil batizou a ação no Jacarezinho de Operação Exceptis —exceção, em latim.

As três comunidades fazem parte de um cinturão considerado o quartel-general do CV (Comando Vermelho) na zona norte da capital.

Os complexos do Alemão e da Penha e o Jacarezinho receberam UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) durante os governos de Sérgio Cabral. Contudo, a crise financeira do estado e posteriormente a intervenção federal na segurança pública do Rio desarticularam o programa.

 

Letalidade em chacinas sobe com Castro21.jul.2022 - Moradores do Complexo do Alemão usaram kombi para levar corpos até hospital - REGINALDO PIMENTA/ AGÊNCIA O DIA/ ESTADÃO CONTEÚDO

21.jul.2022 - Moradores do Complexo do Alemão usaram kombi para levar corpos até hospitalImagem: REGINALDO PIMENTA/ AGÊNCIA O DIA/ ESTADÃO CONTEÚDO
 

De acordo com cruzamento feito pelo UOL com base nos dados do Geni, a letalidade das chacinas policiais com Castro é maior do que a de todos as gestões anteriores desde 2007.

As 76 chacinas policiais da gestão do atual governador registraram 348 mortes no total, uma média de 4,6 mortos por chacina. O dado supera todas as gestões anteriores:

* Castro (09/2020- atual) - 4,58 mortes por chacina policial

* Cabral (01/2007 - 04/2014) - 4,21

* Intervenção Federal (02/2018 - 12/2018) - 3,87

* Witzel (01/2019 - 08/2020) - 3,77

* Pezão (04/2014 - 02/2018) - 3,73

Durante os oito anos de governo Sérgio Cabral, as forças policiais realizaram cinco ações com dez ou mais mortos. A gestão Cláudio Castro já acumula quatro ações nesse patamar em menos de dois anos.

De acordo com o pesquisador Daniel Hirata, coordenador do Geni/UFF, o incentivo à violência policial é a principal marca da gestão Castro na segurança pública. Ele afirma que o atual governo é "negacionista" ante o problema.

"A gestão de Cláudio Castro é particularmente letal por estimular a letalidade policial. A enorme quantidade de chacinas em sua gestão é sempre acompanhada de justificativas. Você tem dezenas de pessoas mortas e o governador sempre se coloca justificando essas ações brutais das polícias, portanto contra o controle da atividade policial, que é o que caracteriza a atuação policial em regimes democráticos."

Há um negacionismo com relação a esse que é o principal problema da área de segurança pública no Rio. A letalidade policial não está presente nem no plano de segurança pública apresentado por ele, nem no principal projeto do governador, que é o Cidade Integrada."

Daniel Hirata, coordenador do Geni/UFF

 

Pablo Nunes, coordenador adjunto do Cesec (Centro de Estudos de Segurança e Cidadania), da Universidade Cândido Mendes, diz que a repetição de operações com dezenas de mortos mostra que Castro não tem nenhum plano para a segurança pública além da violência policial.

"Essas ações policiais com dezenas de mortos têm se tornado uma marca dos anos de Cláudio Castro à frente do governo do estado. Não existe política pública de segurança, não existem metas ou objetivos traçados, nem preocupação com essa alta letalidade policial. Todo esse processo mais uma vez demonstra quanto as polícias têm realizado suas ações a seu bel prazer, sem nenhum tipo de controle, estratégia ou inteligência."

É mais uma ação de vingança em resposta à morte do agente durante a manhã de ontem. Mais uma vez se demonstra não haver nenhum respeito à decisão do STF na ADPF 635. Essa letalidade policial em nenhum lugar do mundo seria identificada como parte de uma ação bem-sucedida. É um cenário em que todos perdem."

Pablo Nunes, coordenador adjunto do Cesec

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05
Jun21

Acusado de negociar sentenças, Bretas condena ex-governador Pezão a 98 anos de prisão

Talis Andrade

Juiz do AM critica ‘pop-star’ Moro


Apesar de nenhum valor substancial ter sido encontrado em contas no Brasil e no exterior ou mesmo propriedades em nome do ex-governador, Bretas condenou Pezão por entender que ele deu continuidade ao esquema de corrupção montado por Sérgio Cabral. Essa é a primeira condenação de Pezão na Lava Jato do Rio.

Em nota, Pezão afirmou que denúncia não traz provas:

"Com relação à denúncia, não foi apresentada nenhuma prova material que demonstre qualquer ganho pelo ex-governador, assim como não há sinais exteriores de riqueza que pudessem sugerir práticas ilícitas. A sentença é calcada em mentiras de delatores condenados que visam a benefícios e redução das penas. Cabe ressaltar que todos os empresários ouvidos sob juramento afirmam que o governador nunca pediu nenhuma vantagem indevida. Tais testemunhos foram estranhamente ignorados pelo juízo O ex-governador já acionou os advogados para recorrer da sentença e confia que os Tribunais superiores vão anular esta condenação espúria e restabelecer finalmente a verdade.

 

10
Jun18

Fux e Marianna, pai e filha "matadores"

Talis Andrade

Fux mata no peito

marianna-fux-.jpg

 Marianna desembargadora. Fux ministro

 

Por Maurício Dias

===


A insistência de Lula em reafirmar a candidatura à Presidência da República tem endurecido ainda mais a posição do ministro Luiz Fux, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, determinado agora a levar para o plenário do STF as divergências nesta Corte em torno da situação de condenados pela Justiça em segunda instância.

 

Supostamente em busca do que chama de “um Brasil novo”, pretende, como dizem alguns criminalistas, riscar da Constituição o artigo LVII: “Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória”.

 

A democracia é a liberdade e não o cativeiro. Lá se vai, então, a presunção de inocência. O ministro Fux acredita que o Supremo não revisará a decisão de permitir a prisão de um condenado que já foi julgado em segunda instância. Há dúvidas. A incerteza leva alguns advogados a dizer que havia mais segurança jurídica no período da ditadura.

 

Certa vez, instigado a falar sobre uma possível candidatura de Lula, Fux respondeu com uma pergunta: “Pode um candidato denunciado concorrer, ser eleito, à luz de valores republicanos previstos na Constituição?”

 

O PT ou, mais precisamente, a então presidenta Dilma Rousseff, abriu as portas do STFpara Fux, em 2011. Ele driblou Asfor Rocha, ministro do Superior Tribunal de Justiça, após fazer uma peregrinação pelos caminhos políticos petistas. Mas, antes de tudo, deu uma passadinha pelo escritório de Delfim Netto. “Eu colei no pé dele”, confessou à Folha de S.Paulo.

 

A peregrinação, após Delfim, foi de José Dirceu a João Pedro Stedile. Um filme já exibido. Merece, no entanto, uma reprise curta, na qual Luiz Fux é intérprete dele mesmo. Dirceu? Stédile? O futuro ministro do STF explicou essa história e, posteriormente, não desmentiu.

 

Aqueles dois influentes líderes políticos, naquele momento, caíram na armadilha de quem seria futuramente um influente ministro do STF. Fux pediu ajuda a Stedile. A recomendação chegou por fax. Ele valeu-se da boa-fé, embora não se saiba para onde o fax foi encaminhado.

 

O ambicioso futuro ministro procurou então o influente José Dirceu, a quem pediu apoio e obteve. Desse encontro nasceu uma afirmação emblemática do aspirante ao STF. Fux teria sido indagado sobre o discutível “mensalão” do PT e respondeu que esse volumoso processo ele “mataria no peito”. Ainda bem que não cumpriu, mas não invalidou a afirmação.

 

O velho STF – Evandro Lins e Silva, Hermes Lima e Victor Nunes Leal, entre outros – deixa saudades dos ministros liberais à moda antiga.

 

 

Fux intercedeu pela filha.

Pezão nomeou desembargadora

 

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Depois de ficar um ano e meio repousando em uma gaveta na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro, a nomeação de Marianna Fux – filha do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal – para o cargo de desembargadora saiu rápida. Em uma semana, ela foi selecionada de uma lista de seis nomes e passou em sabatina de menos de dois minutos.

 

Aos 35 anos, ganhou a vaga no Tribunal de Justiça do Rio. A candidatura de Marianna foi cercada de polêmica: ela não comprovou experiência e não cumpriu requisitos básicos. “Foi um total desrespeito às regras. Nomearam alguém que não atende às exigências de qualificação para o cargo”, afirma o advogado Álvaro Quintão, membro do conselho da OAB-RJ que liderou um grupo empenhado em acionar medidas judiciais para impugnar a nomeação.

 

Pelo regimento da OAB, que faz a peneira, quem almeja o posto de desembargador tem que apresentar comprovação de experiência profissional na forma de cinco petições com sua assinatura por ano, nos últimos dez anos. Em vez disso, Marianna primeiro apresentou uma carta do advogado Sérgio Bermudes, seu chefe no único emprego que exerceu desde que se formou e amigo de longa data do ministro Fux, atestando que atuava em seu escritório havia uma década. O conselho que examina as candidaturas insistiu nas cinco petições por ano e Marianna apresentou o que tinha. Problema: não cumpria o exigido em pelo menos cinco anos. De novo, Bermudes entrou em campo alegando que ela esteve muito ocupada o ajudando a organizar um livro de comentários sobre o Código de Processo Civil. A Veja.com, Bermudes disse: “Eu atualizei 6 404 notas. Era preciso que alguém as pusesse em ordem. Foi o que ela fez”. O escritório não guarda registro deste serviço prestado. Diante da documentação falha, trinta conselheiros pediram a impugnação da candidatura e o caso ficou adormecido, sem desfecho.

 

No começo deste ano, o processo de Marianna saiu da gaveta. Houve eleição na OAB, o advogado Felipe Santa Cruz foi reconduzido à presidência e aproveitou para dar uma renovada no conselho. Na reformulação, mais da metade dos que se opunham a Marianna foram afastados. O novo conselho enfim colocou em pauta o antigo pedido de impugnação, mas seu mérito não foi debatido: o relator, Eduardo Kalashe, apontou atraso na entrega e anulou-se o requerimento.

 

“Sei que o processo de escolha de advogados para o TJ-RJ tem que ser aprimorado. Mas o conselho agiu de maneira soberana”, afirma Santa Cruz, que nega qualquer movimento em prol de Marianna. “Propomos eleições diretas (em 2014). Foi feita uma consulta ao Conselho Federal que decidiu em 30 de novembro passado que não era possível alterar as regras pois elas já estavam publicadas”, completa. Procurada por Veja.com, Marianna Fux preferiu não se pronunciar.

 

Dois magistrados confirmaram a VEJA.com terem recebido ligações do ministro Fux desde janeiro intercedendo pela filha. A candidatura renasceu, foi votada e aprovada, o governador Luiz Fernando Pezão assinou a nomeação e ela tomou posse dois dias depois, em 14 de março de 2016. Fonte Veja

 

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17
Nov17

PICCIANI SOLTO. Doutrina Aécio liberta deputados bandidos no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Mato Grosso

Talis Andrade

LIBERDADE JÁ. LIBERDADE MESMO QUE TARDE É BANDEIRA DE MINEIRO

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Já estaba prevista a libertação do chefe da bandidagem na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro:

Em sessão realizada nesta sexta-feira (17), a Assembléia dos Deputados do Rio de Janeiro votou pela libertação do presidente da Casa, Jorge Picciani, e dos parlamentares Edson Albertassi e Paulo Melo. Os três peemedebistas haviam sido presos preventivamente na quinta-feira por ordem do Tribunal Regional Federal da 2ª Região sob suspeita de receber propina para favorecer empresas dentro da Alerj, lavagem de dinheiro e associação criminosa. No total, 39 deputados defenderam a soltura dos colegas, 15 foram contra e houve uma abstenção. Durante a manhã, a Comissão de Constituição e Justiça da Casa já havia aprovado um relatório pró-libertação dos deputados. Do lado de fora do plenário um protesto contra os peemedebistas foi violentamente reprimido pelos soldados que são de dia polícia, e de noite milícia. As milícias comandam o tráfico e os currais eleitorais que elegem os políticos da ex-Cidade Maravilhosa Capital do Samba.

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Os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), responsável pelo Rio de Janeiro, decidiram por 5 votos a 0 que os deputados estaduais Jorge Picciani (PMDB), Edson Albertassi (PMDB) e Paulo Melo (PMDB) deveriam ter a prisão decretada por envolvimento em um esquema de corrupção.</pO jornal espanhol EL PAÍS apurou que a resolução da Assembleia a respeito dos detidos deve mencionar decisão recente do Supremo Tribunal Federal que beneficiou o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) para embasar seus votos para libertar Picciani, Melo e Albertassi. Antes mesmo do julgamento desta quinta-feira, parlamentares já armavam um acordo para que os colegas não fiquem presos, como revelou reportagem do jornal O GLOBO. A decisão do STF, no mês passado, permitiu que Aécio, afastado do mandato por liminar do ministro Edson Fachin, reassumisse suas atividades parlamentares e afirmou que qualquer medida restritiva contra parlamentares tem que ser referendada pelos pares. O entendimento do STF foi considerado uma espécie de "doutrina Aécio". Já era prevista na Constituição a possibilidade de que assembleias libertassem parlamentares presos, mas o novo posicionamento do STF passou a dar mais segurança para que Casas legislativas fizessem isso. “O Supremo deu a senha”, diz um jurista.

Picciani, Albertassi e Melo são expoentes do grupo político apelidado de "partido da Alerj", os velhos caciques que mandam no Legislativo fluminense há mais de 20 anos e que também possuem forte influência no Executivo e no Judiciário local. Desse grupo saiu o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), que também foi presidente da Assembleia Legislativa. Picciani está em seu sexto mandato como presidente da Assembleia Legislativa,função que Melo também já ocupou. Albertassi é líder do governo de Luiz Fernando Pezão (PMDB) e tinha sido indicado para uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), manobra que foi considerada uma tentativa de obstrução da Justiça pelo Ministério Público Federal. Os três são acusados por procuradores da república de terem sido beneficiados por pagamentos de propina.

A "doutrina Aécio" também já anulou casos recentes na Assembleia Legislativa do Mato Grosso e na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte

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04
Out17

O carioca acredita: Por ser Pezão não tem a mão leve

Talis Andrade

"(Des) governador Pezão, o 'ingênuo' que assinava editais de licitação sem ler", ironiza Marcos Pedlowski.

 

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Pezão, a caneta de ouro, assinava.

 

Joaquim Levy, o primeiro secretário da Fazenda do governador Sérgiio Cabral pagava sem contar o dinheiro. Assim como faz o Bradesco no roubar os funcionários públicos que caíram no conto de vigário do empréstimo consignado. Teve mês do banco agiota embolsar, sumir com todo o meu salário. 

 

Principal alvo da Operação Calicute, Sérgio Cabral está preso, acusado de liderar um esquema de corrupção que desviou mais de R$ 200 milhões dos cofres públicos. Outras nove pessoas ligadas ao ex-governador também foram presas. Mas Pezão e Levy estão soltos.

 

Cabral também acusado de receber mesadas de até R$ 500 mil de empreiteiras, joias e outros objetos de luxo dados pelas empresas em troca de contratos com o governo estadual durante 2007 e 2014.

 

 

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 Cabral com a roupa de detento no presídio do Bangu, Rio de Janeiro

 

Mão leve, significado: Quem rouba com rapidez e facilidade. 

 

 

 

01
Out17

Capitania Hereditária do Rio de Janeiro

Talis Andrade

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                                               Ilustração Vladimir Khakhanov

 

 

 

Rodrigo, o Maia, promete cortar as aposentadorias do pobre povo pobre brasileiro. Coisa que Temer já faz pagando o mínimo do mínimo. 

 

Rodrigo devia cortar a aposentadoria do pai o ex-governador César Maia, podre de rico e pobre de nascença.


Devia cortar a aposentadoria do sogro ex-governador Moreira Franco, podre de rico e pobre de nascença.

 

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 A coroa passa de pai para o filho. Um direito de sangue no violento e sangrento Rio de Janeiro. Ilustração de Alfredo Martirena

 


Dos dois, Maia herdou os votos para se eleger legislador, e preside hoje a Câmara dos Deputados. É o atual vice de Temer, e ambiciona a presidência do Brasil sem nenhum merecimento.

 

Dos dois, Maia vai herdar ricas botijas de ouro e prata de origens desconhecidas. Vai herdar como filho e genro. Também a sogra de Maia herdou uma grande fortuna de origem que só o diabo sabe.

 

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                                                           Ilustração de Oleg Dergachov 



Outro vivaldino o filho do ex-governador Sérgio Cabral, tão ladrão quanto Eduardo Cunha.


Outra herdeira, a filha do ex-governador Garotinho.

 

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 Essa mania do carioca vem dos tempos que no Rio de Janeiro reinava a rainha Maria I, "a piedosa", "a louca", sucedida pela ninfomaníaca Dona Carlota Joaquina, esposa do rei D. João VI. Carlota para arranjar um reino para governar com o amante, libertou o Uruguai, história que a vergonha esconde. Mas o carioca nem aí. Passou a nomear os bicheiros rei. E teve encantados reis encobertos chefes de milícias. Ou aventureiros como Eike Batista. Ilustração de Ricardo Bermdez


O Rio de Janeiro uma monarquia que, pela violência das milícias, lembra o mais atrasado país da África, tanto que governado hoje por dois bandidos: Pezão e Dornelles. 

 

Tanto faz ser governado por um Pezão ou pela botina de um ditador.

 

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                                                                Ilustração Yaser Abo Hamed

 

O Rio um estado de analfabetos políticos. Elege o militar Bolsonaro e filhos. Esse nepotismo eleitoral chegou ao extremo do golpista Bolsonaro eleger a primeira ou segunda esposa. Trocou por outra e, como vingança, tirou o mandato eletivo da mulher abandonada por ele.

Garotinho elegeu a esposa Rosinha governadora.


Edir Macedo elegeu o sobrinho Marcelo Crivella, também bispo, senador e prefeito do Rio, para fazer escada para ser presidente do Brasil.

 

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Edir Macedo pretende trocar seu salomânico palácio templo da Igreja Universal, de onde entra e sai de helicóptero, pelo palácio do Planalto ou Jaburu, por onde o pequeno ditador Michel Temer penetra pela garagem. Ilustração de Rafat Alkhateeb  

 

O caixão do defunto Tancredo elegeu o sobrinho Francisco Neves Dornelles para fazer dobradinha zumbi com Pezão. Temos um morto-carregando-o-vivo. Ou o vivo-carregando-o-morto.

 

Para a nobreza do Rio, nos palácios das cortes da Justiça com suas varas para o povo, no luxuoso e majestoso Clube Militar, tanto faz.

 

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Salão nobre do Palácio da Guanabara

 

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Salão nobre do Clube Militar que o general Mourão ambiciona presidir e arquitetar uma intervenção militar para entregar a Amazônia 

 

O que importa para os cotersãos: que os muros do prefeito Eduardo Paes separem  as mil e cem favelas, colocando o negro no seu lugar, amarrado no Mourão. E que tudo continue como dantes no quartel de Abrantes.

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 Nestes pudorosos patrióticos tempos da cura gay dos pastores evangélicos, da volta da fanática TFP católica, do falso puritanismo do MBL do pornô Alexandre Frota, preferível um rei nu que um fardado. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

20
Jul17

Sangrenta ocupação nazista dos morros do Rio de Janeiro

Talis Andrade

Para cada pm morto, dez civis metralhados. Uma lei marcial que vale para o Brasil inteiro ou despedaçado pela violência

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                                                        Polícia de Pezão 

 

 

Dez civis para cada soldado morto. O vingativo preço dos nazistas nos países invadidos na Segunda Grande Guerra. A mesma lei existe no Brasil. 

 

Para negar tanta crueldade, o comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Wolney Dias, exige: "quem atenta contra a vida de polícias atenta contra o Estado. Esse é um ato de terrorismo. Eu defendo penas muito severas. Esse tipo de crime deveria ser [punido com] prisão perpétua". 

 

Proposta indecente, que nem um assassino de policial permanece vivo para ser julgado. Bem que seria uma solução, pelo menos, a prisão dos policiais assassinos.

 

Escreve Marco Aurelio Ribeiro: Somente de janeiro a junho deste ano ocorreram mais de 2,6 mil tiroteios no Rio. Estes foram responsáveis por quase 800 mortes, segundo o aplicativo Fogo Cruzado, da Anistia Internacional, que registra os dados da violência no estado. Um dado revelador é que a maioria dos tiroteios ocorreu em áreas onde estão implementadas as Unidades de Polícia Pacificadora, UPPs. Outro dado importante é que São Gonçalo foi o local com a maioria dos tiroteios. E esse é sintomático exatamente por ser o local onde se encontra o batalhão que sofreu recentemente uma operação que terminou com a prisão de quase um terço dos policiais locados lá. É de se suspeitar facilmente que apenas a polícia não resolve o problema da violência, e que em muitos casos, se não em todos, ela é ao menos um dos componentes diretos de responsabilidade por seu aumento.

 

A política da repressão praticada hoje em todo o país não apresenta resultados há décadas, a não ser o aumento da violência e do número de mortes, inclusive de policiais. No fundo essa política equivocada, que é muito lucrativa para diversos segmentos econômicos e até religiosos, apenas aprofunda e enraíza cada vez mais as segregações sociais e raciais.

 

A sociedade é a grande vítima dessa política desequilibrada, mas quem paga o preço maior são as pessoas residentes em regiões de vulnerabilidade e especial as negras. A classe média também é vítima da violência, mas em número representativamente inferior aos das classes D e E. Os policiais também o são, mas representam menos de 0,5% do total de vítimas no país, ao passo que são responsáveis por quase 10% destes. Leia mais

 

 

 

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