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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

06
Ago20

Apenas sete senadores acusam Augusto Aras e defendem a continuação da dispendiosa lava jato

Talis Andrade

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O consórcio apelidado de lava-jato pela delegada Erika Marena, famosa por prender o reitor  Cancellier, na derrocada das operações que beneficiaram as grandes multinacionais da construção pesada e petroleiras estrangeiras, vem realizando campanha para conseguir o sétimo ano de funcionamento, que depende de uma autorização do procurador-geral Augusto Aras, cujo comando não aceitam.

Para pressionar Aras, senadores da campanha de Sergio Moro presidente, encaminharam ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) um pedido para que o procurador-geral seja investigado por sua conduta à frente do MP, de acordo com Bela Megale, do jornal O Globo, que faz propaganda lavajatista.

O pedido tem as assinaturas de apenas sete senadores, que acusam Aras de proferir ofensas a colegas em uma reunião do conselho. Isto é, o chefe da PGR ousou criticar seus subordinados funcionários públicos da lava-jato, e acessar documentos ocultos da força-tarefa. Idem cobrar os onerosos e nababescos custos do consórcio, que funciona em prédio separado do ministério público de Curitiba. Para os senadores, Aras colocou em risco a autonomia marginal e absolutista dos procuradores. 

Os parlamentares que assinam a solicitação de investigação são: Alessandro Vieira (cidadania-SE), Eduardo Girão (Podemos-RN), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Styvenson Valentim (Podemos-RN), Lasier Martins (Podemos - RS), Leila Barros (PSB-DF) e Jorge Kajuru (Cidadania-GO).

 

04
Jun20

PT pede à PGR investigação sobre Temer e Shell e denúncia de Tacla Duran

Talis Andrade

 

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Parlamentares querem investigação sobre interferência inglesa na MP do Trilhão que favoreceu petroleiras estrangeiras e sobre denúncias de falsificação de documentos e tráfico de influência na Lava Jato

Jornal GGN – Os deputados Carlos Zarattini (SP), Paulo Pimenta (RS) e Wadih Damous (RJ), representando o PT na Câmara, ingressaram com duas representações junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), na terça (4), solicitando investigações sobre a interferência do governo britânico para favorecer multinacionais do petróleo, especialmente a Shell, nos negócios promovidos pelo governo Michel Temer.

Além disso, eles querem que as denúncias de Rodrigo Tacla Duran contra a Lava Jato em Curitiba sejam apuradas. Segundo a assessoria da bancada, eles foram recebidos pelo procurador Carlos Alberto Vilhena.

Segundo os parlamentares, um dos benefícios já concedidos por Temer, por meio da MP 795/17, foi isentar petroleiras de pagar R$ 1 trilhão em tributos ao Brasil num período de 20 anos.

“Queremos investigação sobre as interferências do governo do Reino Unido junto ao Ministério de Minas e Energia brasileiro com o objetivo de facilitar a exploração do pré-sal, o que redundou na MP 795. Essa denúncia é baseada num telegrama do ministro da Indústria e Comércio britânico, em que ele afirma categoricamente que teve conversações com o senhor Paulo Pedrosa, do Minas e Energia”, detalhou Zarattini, fazendo referência ao secretário-executivo da pasta, que foi acionado para atender ao “lobby” das multinacionais do setor do petróleo.

Com relação a Tacla Duran, o pedido de investigação apresenta provas colhidas pelos deputados em viagem à Espanha. Para a bancada, o que foi dito pelo ex-advogado da Odebrecht à CPMI da JBS, na semana passada, revela que a operação Lava Jato está eivada de procedimentos absolutamente fora da lei, que atentam contra direitos fundamentais, e desrespeitam o Estado democrático de direito.

“São denúncias gravíssimas: falsificação de documentos, possibilidade de tráfico de influência. São denúncias que precisam ser investigadas. Não podemos aceitar o silêncio em torno disso”, afirmou Damous, que é integrante da CPMI.

Segundo Pimenta, trata-se de um conjunto de denúncias que foram formalizadas – cada uma acompanhada de provas. “Não são meras convicções”, afirmou. “Agora, a gente tem a garantia de que essas investigações terão que ser feitas, na medida em que qualquer omissão por parte da autoridade que é comunicada de um crime ou da suspeita de um crime pode significar incorrer em crime de prevaricação”, completou Paulo Pimenta.

Tacla Duran acusou a Lava Jato de usar documentos do sistema Drousys após manipulação do mesmo, ou seja, para ele, as provas usadas em diversos processo – inclusive, contra Michel Temer e Lula – estão viciadas e devem ser descartadas.

Ele também reafirmou as acusações ao amigo pessoal de Sergio Moro, o advogado Carlos Zucolotto, a quem atribui um pedido de propina na ordem de 5 milhões de dólares, para ter um acordo de delação com os procuradores de Curitiba melhorado.

 

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