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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

11
Dez19

Weintraub fala em drogas nas universidades e toma invertida de Ivan Valente: e o avião presidencial com 39kg de cocaína?

Talis Andrade

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A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados convocou o ministro da Educação, Abraham Weintraub, para dar explicações sobre declaração dada à imprensa de que nas universidades federais há extensivas plantações de maconha e que seus laboratórios de química são usados para a síntese de drogas. A audiência ocorre nesta manhã (11), com transmissão ao vivo pelo facebook PT na Câmara.

Durante audiência pública da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, usou reportagens televisivas e manchetes de jornais para reafirmar declarações recentes sobre plantações de maconhas nas universidades federais e o uso de seus laboratórios para formulação de drogas sintéticas.

Argumentos que foram rebatidos com veemência pela deputada e ex-reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT-MG). “O ministro da Educação não pode usar a palavra sem responsabilidade. Queremos informações detalhadas e responsáveis sobre essas alegações que ele fez e que já foram desmentidas oficialmente pela polícia e pela justiça”, rechaçou a deputada, uma das autoras do requerimento à realização da audiência. 

Margarida criticou a apresentação em slides do ministro. Para ela, o que se viu foi “uma apresentação sensacionalista que trata de uma forma indevida de eventos já apurados, tanto o da UnB (Universidade de Brasília) quanto da UFMG”.

A deputada relatou que no caso da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o delegado que cuidou do caso, Rodolfo Machado, identificou os suspeitos e, à época, afirmou que eles não eram estudantes da UFMG. Além disso, continuou a parlamentar, o juiz que também cuidou da denúncia afirmou que não existiam provas que evidenciassem o comprometimento da instituição nos casos denunciados.

No caso da UnB, Margarida Salomão observou que ficou claro que o local onde foram encontrados os vasos com 13 pés maconha não eram do campus. Para a deputada, não se pode tomar incidentalidades como fatos. “É necessário provas além das versões sensacionalistas”.

“É seu papel ministro, como gestor da educação apurar, cobrar, inibir e impedir, em não fazendo isso, e tratando meramente esse assunto como fofoca ou meme, eu quero dizer que o senhor está prevaricando”, alertou Margarida Salomão.

Cortina de fumaça

Em seu pronunciamento, a deputada professora Rosa Neide disse que a exposição do ministro não passa de “cortina de fumaça com o único objetivo de vender, de tornar privado o espaço público, para que a sociedade brasileira possa continuar construindo conhecimento, seja banido de política pública nesse País”.

Para a deputada do MT, as falas públicas do ministro – ele que deveria ser o principal agente da educação brasileira -, que, ao invés de sensacionalismo, deveria ter o compromisso de trazer em público qual é o projeto de educação do governo para o País.

“Então, nesse sentido, as universidades mais atacadas no Brasil têm, nas polêmicas criadas pelo ministro, todos os dias que ocupar o tempo para fazer defesas públicas daquilo que nada agrega à educação brasileira”, criticou.

Inimigo da educação

Ao se dirigir ao ministro, o deputado Waldenor Pereira disse que condena o uso e o tráfico de drogas em qualquer lugar, seja, no Palácio do Planalto, no Congresso Nacional, no avião presidencial e também nas universidades. No entanto, observou que o fato também de extrema gravidade é, segundo ele, o governo Bolsonaro manter no cargo de ministro de Estado “alguém que com as suas manifestações e frases estapafúrdias, com suas posturas polêmicas, tenha se indisposto com todos aqueles que fazem a educação no Brasil, ao ponto de hoje, ser considerado o inimigo número um da educação pública brasileira”.

Sensacionalismo

O deputado Alencar Santana Braga ressalta que Weintraub não apresentou provas de suas acusações. “Não podemos admitir que um ministro de Estado, com a exigência ética que se faz necessária para ocupá-lo, difame e ofenda um patrimônio do povo brasileiro que são as universidades federais. ”

Segundo o petista, tentam pegar os casos isolados para transformar em um problema de toda a universidade. Ele avalia que estão tentando criar sensacionalismo, medo e caos em determinados setores sociais para desmantelar a universidade pública. “E no avião presidencial? O senhor, hoje, teria medo de entrar no avião presidencial, com 39 quilos de cocaína? Provavelmente, sim, o senhor não vai entrar. Ou vai mandar a polícia fazer uma vistoria antes de entrar, se a sua preocupação é essa. É lamentável, ministro, lamentável”, criticou.

Baboseira ideológica

Ao discursar, a deputada Maria do Rosário detalhou o quadro da educação brasileira na gestão do ministro do Bolsonaro. Ela relatou que há abandono da educação infantil, da pré-escola da educação básica, do ensino médio e do ensino superior, com cortes de bolsas de mestrado e doutorado e abandono das pesquisas. “E aqui vemos uma baboseira ideológica. É o ministro da baboseira ideológica. É ideologia de péssima qualidade, sem formação adequada que diz respeito ao conhecimento científico, não traz números, trouxe fake news, trouxe mentiras”, denunciou.

“No meu estado [RS] temos mais de 100 mil pessoas, trabalhadores da educação, professores que estão em greve porque seus salários não são pagos há mais de 40 meses, salários atrasados e o ministro não quer saber disso, não quer saber de educação”, constatou.

Alencar Santana Braga ressalta que Weintraub não apresentou provas de suas acusações. “Não podemos admitir que um ministro de Estado, com a exigência ética que se faz necessária para ocupá-lo, difame e ofenda um patrimônio do povo brasileiro que são as universidades federais.”

Doença terminal

O deputado Pedro Uczai disse que a impressão que o ministro Weintraub passa com a exposição é de que “o cara é um enviado” ao usar termos como “salvar”, “joio”, “trigo” – “palavras do mundo religioso, do mundo do dualismo do bem e o mal, do céu e do inferno”. Ao fazer essa referência, o deputado lembrou de frase dita recentemente por um membro do PSDB: “Weintraub é uma doença terminal da educação no Brasil”.

“Quando ouvi essa frase, eu tinha achado que tinha sido dura e agressiva, mas ouvi o senhor nessas cinco ou seis horas e não vi nenhuma proposta concreta para a educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e ensino superior. O que o senhor vai fazer para os próximos três anos para salvar o Brasil? A sua coerência mostra que não é aqui o seu lugar. Vossa excelência deveria ir para uma experiência religiosa ou pastoral, mas não na educação pública brasileira, pelo seu próprio conceito, pela sua própria concepção. A educação precisa de ciência, de tecnologia e de sabedoria”.

Em outro requerimento, 12 deputados do PT também reclamam da postura do ministro. “Com a posse de Abraham Weintraub o MEC se transformou em propagador de polêmicas e ataques à educação pública e seus profissionais, sendo o atual ministro o principal porta-voz.”

O deputado José Ricardo (PT-AM) denunciou que o governo federal não está cumprindo metas do Plano Nacional de Educação (PNE), como a que prevê aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na área.

“O ano está terminando e o governo atual não fez esforço nenhum para esse objetivo do PNE ser atingido, que é lei. Nem esse e nem outros. Como o senhor vem aqui falar que está tendo a maior revolução na educação nesse governo? Na verdade, está tendo o maior retrocesso, descontrole, desconstrução e o fim de políticas fundamentais na educação”, declarou José Ricardo.

Em seu pronunciamento, ele citou alguns desses retrocessos, como a Emenda Constitucional nº 95, que congela por 20 anos os investimentos públicos em educação, saúde, moradia. “Não vemos o governo trabalhando para revogá-la. Esse é o pleito de todos que pensam na educação e no futuro do País. E o senhor, como ministro, não está sendo uma voz para rever isso! Como um ministro da Educação não vai trabalhar para se ter mais recursos nessa área?”.

Avião com 39kg de cocaína

PSOL na Câmara
 

Logo no começo da pataquada que está sendo a "apresentação" de @AbrahamWeint , que usa casos isolados para demonizar as universidades públicas como antros de produção de drogas, o líder @IvanValente tascou: "E os 39kg de cocaína no avião presidencial?". Silêncio do ministro

 

O líder do PSOL, @IvanValente , apresentou os péssimos dados de execução orçamentária que comprovam a péssima gestão do ministério da Educação. "E vossa excelência preocupada em colocar polícia em campus universitário?", ironizou, pedindo que o min. definisse o Iluminismo.

"Temos na Educação alguém que combate a educação!", declarou @IvanValente . Ele também denunciou que @AbrahamWeint persegue a @unb_oficial usando fake news.

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30
Nov19

Lava Jato escreve meia-verdade quando nega a propina de Januário Paludo

Talis Andrade

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Transcrevo do ConJur

Conhecido como o "doleiro dos doleiros", Dario Messer disse a sua namorada, em uma conversa interceptada pela Polícia Federal, que pagou propina mensal ao procurador Januário Paludo, integrante da força-tarefa da "lava jato" no Ministério Público Federal do Paraná. A propina, segundo o doleiro, seria para evitar que ele fosse investigado.

Os diálogos entre Messer e a namorada foram revelados neste sábado (30/11) pelo UOL. Segundo a reportagem, a conversa ocorreu em agosto de 2018 e foi obtida pela Polícia Federal do Rio de Janeiro. Em um relatório produzido em outubro, a PF classificou o fato como "grave" e cobrou providências. O documento já foi enviado à Procuradoria-Geral da República.

Na conversa, Messer diz à namorada que uma testemunha de acusação de um dos processos contra ele teria uma reunião com Paludo. "Sendo que esse Paludo é destinatário de, pelo menos, parte da propina paga pelos meninos todo mês", afirmou o doleiro. Os meninos citados por Messer, segundo o UOL, seriam seus auxiliares em operações de lavagem de dinheiro e que, hoje, se tornaram delatores da "lava jato".

Januário Paludo é um dos mais antigos integrantes da força-tarefa da "lava jato" e também um dos mais experientes. Atuou no caso Banestado nos anos 90. O nome dele apareceu algumas vezes na "vaza jato", série de reportagens com conversas privadas de procuradores que atuam na operação. Em uma delas, Paludo desdenhou do pedido do ex-presidente Lula para deixar a prisão e acompanhar o velório do irmão. "O safado só queria viajar", disse.

Em nota, o MPF-PR repudiou "suposições infundadas contra o procurador". "A ação penal que tramitou contra Dario Messer em Curitiba foi de responsabilidade de outro procurador que atua na procuradoria da República no Paraná, o qual trabalhou no caso com completa independência. [Tem procurador sem independência?] Nem o procurador Januário Paludo, nem a força-tarefa atuaram nesse processo", diz a nota. [Outro procurador, qual? Por que esconder o nome? Certamente um amigo íntimo de Paludo]

Ainda segundo o MPF, Messer é alvo de investigação na "lava jato" do Rio de Janeiro, "razão pela qual não faz sequer sentido a suposição de que um procurador da força-tarefa do Paraná poderia oferecer qualquer tipo de proteção". [A proteção paga por Messer - safadezas de banqueiro - foi para não ser investigado na lavagem e remessa de grana via BanEstado - Banco do Estado do Paraná, que foi levado à falência, e depois doado]

Por fim, os integrantes da força-tarefa afirmam ter plena confiança no trabalho de Paludo, "pessoa com extenso rol de serviços prestados à sociedade e respeitada no Ministério Público pela seriedade, profissionalismo e experiência". [Ninguém nega a experiência. Paludo, Carlos Fernando dos Santos Lima, Sergio Moro estiveram em ação, e juntos, sempre juntinhos, nas investigações do BanEstado e Lava Jato, e prenderam e julgaram os principais doleiros do Brasil, a exemplo de Alberto Youssef, chefe da máfia libanesa dos tráficos de moedas, pedras preciosas, cocaína, e dos 'meninos' de Dario Messer. Por vontade do trio - Paludo, Santos Lima, Moro - que comandou as operações do BanEstado e da Lava Jato de Curitiba - nenhum doleiro estaria hoje preso. Protecionismo, ou sorte grande de quem chora na barriga da mãe?

Misteriosa e inesperada prisão de Dario Messer

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Escreve Jeferson Miola, agosto de 2018:

O “doleiro dos doleiros” do Brasil, como Alberto Youssef – o doleiro-delator íntimo do Moro, dos procuradores e dos policiais da Lava Jato – se refere a Dario Messer, foi o alvo principal da operação “Câmbio, Desligo!”, executada pela Polícia Federal em 3 de maio, depois das delações dos doleiros Vinícius Claret e Cláudio Barbosa. Dario Messer, provavelmente avisado que seria alvo de mandado de prisão preventiva, conseguiu fugir e não foi encontrado nos endereços conhecidos no Brasil naquele dia da operação Câmbio, Desligo!. A prisão do doleiro era tida como líquida e certa, tanto que o jornalista tarimbado e dono de fontes privilegiadíssimas d´O Globo, Lauro Jardim, no dia da operação anunciou que “Dario Messer, alvo principal da operação da Lava-Jato de hoje, e finalmente preso, é um personagem ligado aos escândalos nacionais desde o caso Banestado”. Aventou-se a hipótese de que Dario Messer pudesse estar escondido na sua mansão no Paraguai, porém lá também não foi encontrado. Joaquim Carvalho, em minuciosa reportagem no Diário do Centro do Mundo, cita que “Antigos aliados acreditam que ele esteja em Israel, onde também tem cidadania, por ser judeu. Messer não foi o único a escapar. O doleiro René Maurício Loeb fugiu do Rio de Janeiro para a Europa a bordo de um navio de luxo, semanas antes da operação ser deflagrada”. A fuga e o desaparecimento de Dario Messer adquire ainda maior relevância e valor investigativo depois da denúncia feita por doleiros acerca da existência de esquema mafioso mediante o qual o advogado Antônio Figueiredo Basto recebia US$ 50 mil dólares mensais como “taxa de proteção” para garantir que “eles [doleiros] seriam poupados nas delações decorrentes do caso Banestado, que correu na jurisdição de Sergio Moro” [DCM]. Esse mesmo advogado é considerado o especialista em delação premiada no Brasil – ou da indústria da delação, como o GGN e o DCM vêm investigando – cuja experiência inaugural foi a delação premiada de Alberto Youssef no rumoroso caso Banestado, conduzido pelo procurador Carlos Fernando dos Santos Lima e pelo juiz Sérgio Moro. Na coluna d´O Globo de 6 de maio de 2018, o taribado Lauro Jardim publicou a nota “Tudo errado”, com a notícia errada de que Dario Messer tinha sido“preso na quinta-feira passada”. É difícil imaginar tamanha “barrigada” jornalística de profissional bem abastecido de informações e depois de 3 dias do fato consumado! Houve alguma falha na linha direta de comunicação Globo-Lava Jato – só não se conhece o motivo para tal falha.

Com Dario Messer acontece de tudo. Tudo de bom. Não é proteção divina, mas bem que dá para acreditar nos santos. Messer teve outras fugas anunciadas. Para parar qualquer investigação jornalística foi inclusive noticiada sua morte. Também Youssef teve a morte propagada na imprensa. Também Janene, amigo do pai de uma juíza amiga de Moro, que terminou morto de verdade. A prisão de Messer, chefe da máfia judia, vai além da proteção de um Taludo, fez parte de uma armadilha para pegar uma caça maior. Nada mais nada, nada menos que um ex-presidente do Paraguai. Uma operação internacional com cheiro de vingança. Escrevi no dia 19 último, confira aqui

Sergio Moro e os procuradores da "organização criminosa" da Lava Jato sempre livraram as caras de Messer, de Youssef & outros doleiros. Durante as prisões do BanEstado e no início da Lava Jato, as autoridades dessas operações espalharam o boato de que Messer estava morto. O pedido de prisão de Cartes, o voto do partido que ele comanda, o Colorado, decide o impeachment do atual presidente do Paraguai Mario Abdo Benítez, no caso Itaipu, que envolve o presidente Jair Bolsonaro, o partido PSL, o senador major Olímpio. Vide aqui e links, o segundo maior escândalo de roubalheira, que o primeiro foi a construção da usina, 1975/82, pelas ditaduras dos dois países. O serviço de propaganda de Bretas Informa: "Messer estava foragido desde maio de 2018, quando foi deflagrada a Operação Câmbio Desligo. De acordo com as investigações, doleiros movimentaram US$ 1,6 bilhões em 52 países. A ação que tem Cartes,  amigo íntimo do senador Perrella como alvo, pretende  cumprir 37 mandados judiciais expedidos por Bretas em Búzios (RJ), São Paulo e em Ponta Porã (MS), na fronteira com o Paraguai. São 16 mandados de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão e 3 de prisão temporária. O ex-presidente paraguaio é um empresário considerado um dos mais ricos do seu país. A eleição dele em 2013 representou o retorno ao poder do Partido Colorado, que dominou a política local durante 60 anos, contando com os mais de 30 anos da ditadura de Alfredo Stroessner. O executivo preside o Grupo Cartes, um conglomerado de empresas que produzem bebidas, cigarros e charutos, roupas e carnes. Também faz o gerenciamento de centros médicos.]

Rede Brasil Atual informa: Na troca de mensagens, Messer segreda a Myra sobre o andamento dos processos pelos quais responde e afirma que uma das testemunhas de acusação contra ele faria uma reunião com Januário Paludo, afirmando: “Sendo que esse Paludo é destinatário de pelo menos parte da propina paga pelos meninos todo mês”. A PF aponta que os “meninos” mencionados por Messer são Claudio Fernando Barbosa de Souza, o Tony, e Vinicius Claret Vieira Barreto, o Juca, que trabalharam com o doleiro em operações de lavagem de dinheiro e que, mais tarde, se tornaram delatores.

Juca e Tony, em depoimentos prestados ao Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro, afirmaram ter pago US$ 50 mil (aproximadamente R$ 210 mil) mensais ao advogado Antonio Figueiredo Basto em troca de proteção a Messer tanto na Polícia Federal como no Ministério Público.

“Que Enrico [Machado, apontado como sócio de Messer] passou a dizer que o escritório deveria pagar US$ 50 mil por mês para fornecer uma proteção a Dario e as pessoas ligadas ao câmbio”, afirma Tony na delação. “Que essa proteção seria dada pelo advogado Figueiredo Basto e outro advogado que trabalhava com ele, cujo nome não se recorda.”

Segundo o Uol, a força-tarefa da Lava Jato do Paraná declarou que “essas ilações já foram alvo de matérias publicadas na imprensa no passado e, pelo que foi divulgado, os fatos apontam para suposta exploração de prestígio por parte de advogado do investigado [Figueiredo Basto]”. De acordo com a força-tarefa, Paludo prefere não se manifestar.

Os “filhos de Januário”

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Januário Paludo integra a Lava Jato desde sua criação, em 2014, e é um de seus membros mais influentes. O fato de ser o mais experiente fez com que um dos grupos de Telegram que contém mensagens reveladas pela Vaza Jato se chamasse “filhos de Januário”.

O procurador é tido como conselheiro do coordenador-chefe Deltan Dallagnol. Nesta semana, saiu em defesa do amigo por conta da advertência recebida pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) em função de Dallagnol, em entrevista, ter dito que havia uma “panelinha” no STF. Em rede social, afirmou que “ninguém deve ser punido pelo legitimo exercício do direito à livre manifestação e expressão”.

Em 10 de novembro, pela mesma rede, Januário atacou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Insuflar manifestos radicais como os que ocorrem no Chile não é só abominável como atenta contra o estado democrático e a garantia ao sagrado direito à livre expressão. O cárcere não lhe serviu de lição”, declarou, se referindo ao discurso proferido por Lula em São Bernardo do Campo, após sua saída da prisão.

Segundo mensagens reveladas pelo The Intercept, em 24 de janeiro de 2017, o procurador escreveu: “Estão eliminando testemunhas”, referindo-se à internação da esposa de Lula, Marisa Letícia, que tinha sofrido um acidente vascular cerebral (AVC). Já em 2019, ele afirmou que “o safado só queria viajar”, aludindo ao pedido da defesa do ex-presidente para que saísse da prisão para acompanhar o enterro do irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá.

 

 

 

 

19
Nov19

Bretas pede a prisão de Cartes que é amigo de Messer o elo entre Lava Jato e BanEstado

Talis Andrade

Bretas amigo de Moro pede a prisão de Cartes, cujo voto aprova o impeachment do presidente do Paraguai Mario Abdo Benítez amigo de safadezas de Bolsonaro, senador Major Olímpio e outros figurões das repúblicas bananeiras do Paraguai e Brasil

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As duas caras do doleiro dos doleiros Dario Messer

 

O ex-presidente do Paraguai Horacio Cartes é alvo de mandado de prisão preventiva da Operação Lava Jato que ocorre nesta terça-feira (19). A suspeita é que tenha ajudado na fuga de Dario Messer, considerado o doleiro dos doleiros. A decisão é do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, e Cartes terá o nome inserido na difusão vermelha da Interpol. O ex-mandatário, que atualmente ocupa o cargo de senador vitalício, governou o País vizinho de 2013 a 2018 e pertence ao Colorado, partido conservador. 

Que lorota boa do Bretas, sócio de Sergio Moro, nos conchavos políticos do golpe que derrubou a presidente Dilma Rousseff, prendeu o ex-presidente Lula da Silva e elegeu Jair Bolsonaro, cuja posse foi assistir, pegando bigu no avião do governador do Rio de Janeiro.

Para a imprensa, Dario Messer, máfia judia, era o elo perdido entre o assalto ao BanEstado do Paraná e a Lava Jato também do Paraná, junto com o doleiro Alberto Youssef, mafia libanesa.

Dario Messer, com banco sediado no Rio de Janeiro, foragido da polícia desde os tempos gordos das privatizações de Fernando Henrique, foge do Brasil e o culpado é o presidente do Paraguai. 

Narra o jornal El País: "É difícil mencionar um escândalo de corrupção brasileiro no qual Messer não tenha ajudado a azeitar as negociações e pagamentos. Segundo informações do Ministério Público Federal, ao menos 1 bilhão de dólares teriam sido movimentados pelo doleiro entre 1998 e 2003. Mas o nome de Dario veio à tona a partir das investigações do caso Banestado (antigo Banco do Estado do Paraná), ocorrido na segunda metade dos anos de 1990 e que envolveu remessas de dinheiro ilegais para o exterior via contas correntes, onde Alberto Youssef, o mesmo que deu o ponto de partida à Lava Jato, era personagem central.  O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito que apurou o escândalo do banco paranaense recomendou, em 2004, o indiciamento de Messer por sua atuação no envio de valores para outros países. A menção ao seu nome o elevou ao status de gigante do setor." Messer sempre foi o intocável.

Acrescentam os jornalistas Gil Alessi e Santi Carneri: Na condição de doleiro mor no Brasil, Messer servia como fiador de transações realizadas por outros doleiros menores, fazendo com que, ainda que indiretamente, ele tivesse participação em centenas de operações ilegais. Por isso as autoridades brasileiras o consideram uma espécie de “instituição financeira” própria. Segundo a revista Veja, por exemplo, o doleiro Benjamin Katz, tido como um dos operadores do ex-deputado Eduardo Cunha, era cliente de Messer. Ele também teria participado do esquema que lavou dinheiro para o ex-governador do Rio Sérgio Cabral.

O ofício de intermediar remessas, empréstimos e pagamentos no exterior escapando do radar do fisco e sem ser detectado pelas autoridades foi aprendido com o pai, o polonês Mordko Messer, considerado um pioneiro no ramo dos doleiros e morto em data desconhecida. A família chegou a ser dona de um banco, o Dimensão, e possui casas de câmbio e outros empreendimentos no Brasil, Paraguai e os Estados Unidos. É proprietária de um apartamento de dois quartos no Upper East Side, em Manhattan, um dos bairros mais nobres de Nova York.

Sergio Moro e os procuradores da "organização criminosa" da Lava Jato sempre livraram as caras de Messer, de Youssef & outros doleiros. Durante as prisões do BanEstado e no início da Lava Jato, as autoridades dessas operações espalharam o boato de que Messer estava morto.

O pedido de prisão de Cartes, o voto do partido que ele comanda, o Colorado, decide o impeachment do atual presidente do Paraguai Mario Abdo Benítez, no caso Itaipu, que envolve o presidente Jair Bolsonaro, o partido PSL, o senador major Olímpio. Vide aqui e links, o segundo maior escândalo de roubalheira, que o primeiro foi a construção da usina, 1975/82, pelas ditaduras dos dois países.

O serviço de propaganda de Bretas Informa: "Messer estava foragido desde maio de 2018, quando foi deflagrada a Operação Câmbio Desligo. De acordo com as investigações, doleiros movimentaram US$ 1,6 bilhões em 52 países.

A ação que tem Cartes,  amigo íntimo do senador Perrella como alvo, pretende  cumprir 37 mandados judiciais expedidos por Bretas em Búzios (RJ), São Paulo e em Ponta Porã (MS), na fronteira com o Paraguai. São 16 mandados de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão e 3 de prisão temporária. 

O ex-presidente paraguaio é um empresário considerado um dos mais ricos do seu país. A eleição dele em 2013 representou o retorno ao poder do Partido Colorado, que dominou a política local durante 60 anos, contando com os mais de 30 anos da ditadura de Alfredo Stroessner.

O executivo preside o Grupo Cartes, um conglomerado de empresas que produzem bebidas, cigarros e charutos, roupas e carnes. Também faz o gerenciamento de centros médicos."

 

 

 

 

06
Jun19

OPERAÇÃO DA PF ASSOCIA SENADOR PERRELA, DO HELICOCA, A PABLO ESCOBAR

Talis Andrade

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247 - Se a Presidência do país está ocupada por um homem vinculado intimamente às milícias, Jair Bolsonaro, o país correu o risco, em 2014, de ter um presidente, Aécio Neves, que tem num senador suspeito de tráfico de drogas seu homem de confiança - Zezé Perrela (PSDB-MG). A mídia conservadora não deu destaque ao fato nem realizou a ligação óbvia, mas a operação que prendeu nesta quarta-feira (5) dois agentes da Polícia Federal que furtaram documentos encontrados na casa de Andrea Neves, irmã de Aécio, tem o nome de "Escobar", numa referência ao mais famoso traficante da história, o colombiano Pablo Escobar.

 

Um dos presos foi o policial federal Marcio Antonio Camillozzi Marra,que foi nomeado pelo presidente do Conselho Deliberativo do Cruzeiro, exatamente o senador Zezé Perrella, para integrar a comissão que investiga uma série de irregularidades no clube de futebol. A família de Perrella é dona do helicóptero que foi apreendido em 2013 pela PF com 445 kg de cocaína no Espírito Santo, e que ganhou o apelido de helicoca - Zezé acabou inocentado porque alegou que a cocaína não era sua. 

 

Em maio de 2017, Perrela foi flagrado mais uma vez: Aécio foi gravado pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, pedindo R$ 2 milhões e o dinheiro foi depositado numa empresa de seu homem de confiança.

 

Além do agente Marcio Antonio Camillozzi Marra, foi preso o também agente Paulo de Oliveira Bessa. Outra pessoa vinculada a Perrela foi presa, o advogado Ildeu da Cunha Pereira, conselheiro nato do Cruzeiro.

 

Os documentos que foram alvo da operação foram encontrados com Andrea Neves em 2017, quando ela foi presa e houve uma busca em seu apartamento, na Operação Patmos, lastreada em delações premiadas da JBS. Ela é suspeita dos crimes de corrupção, organização criminosa e embaraço às investigações.

 

Ao se depararem com os documentos, os investigadores suspeitaram do vazamento de informações de diversas operações. Por meio de nota, a PF ressaltou que "tal atitude não só prejudicou diversas investigações como coloca em risco a segurança dos policiais envolvidos nos trabalhos".

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos escritórios de advocacia dos envolvidos, além de três mandados de prisão preventiva e um de prisão temporária.

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18
Nov18

Aécio Neves já pediu desculpas a Moro?

Talis Andrade

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por Altamiro Borges

 

O tucano Aécio Neves, um dos principais responsáveis pelo Brasil ter ingressado na era das trevas – com o golpe do impeachment, a quadrilha de Michel Temer, as hordas fascistas e a vitória do troglodita Jair Bolsonaro –, é recordista em denúncias de corrupção no país. Apesar disto, ele nunca foi seriamente incomodado pela seletiva “Justiça”. O cambaleante sempre teve grandes amigos neste poder elitista – basta lembrar os afagos e risadas entre ele e o "justiceiro" Sergio Moro em um convescote da revista QuantoÉ. Agora, porém, sua situação ficou mais complicada. Ele virou pó na política e aspira pouco na carreira. Nesta sexta-feira (16), o jornal O Globo publicou uma matéria ácida contra o ex-chefão do falido PSDB.

 

A reportagem de Aguirre Talento traz trechos do depoimento sigiloso de Waldir Rocha Pena, dono de um supermercado em Belo Horizonte. O empresário afirma que seu estabelecimento foi usado pela JBS para pagar propina a políticos e que ele pessoalmente fez entregas de dinheiro vivo a um primo do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Frederico Pacheco, e a um ex-assessor do senador Zezé Perrella (MDB-MG), Mendherson Souza. Essas entregas, relatou o empresário, foram feitas em caixas de sabão em pó. Como aponta o jornal, o depoimento dado à Receita Federal e enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR) corrobora a delação da JBS e constitui mais uma prova contundente do pagamento de propina ao grão-tucano e ao famoso dono do “helicoca”.

 

Em sua delação premiada, Ricardo Saud, ex-diretor da JBS, havia relatado que garantiu os repasses para Aécio Neves por meio de operações financeiras com um supermercado de Belo Horizonte e da entrega de dinheiro a Frederico Pacheco, primo do tucano. Ele revelou ter repassado cerca de R$ 4 milhões ao tucano nessas operações. Waldir Pena, sócio do Supermercado BH Comércio de Alimentos, confirmou as denúncias e apenas deu novos detalhes. Ele não citou valores, mas a investigação obteve documentos contábeis que apontam que as entregas em dinheiro vivo totalizaram cerca de R$ 6 milhões, informa O Globo.

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Agora como superministro da Justiça de um governo neofascista, o ex-juiz Sergio Moro talvez nem se pronuncie sobre a nova denúncia contra Aécio Neves. Mas se for incomodado pela mídia chapa-branca, ele pode usar o mesmo argumento utilizado para aliviar a barra de Onyx Lorenzoni, que também foi acusado de usar caixa dois em campanhas eleitorais. O implacável justiceiro afirmou que seu novo coleguinha de ministério “já admitiu o erro e pediu desculpas”, o que já garantiria a sua inocência. Como ironizou o advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, criou uma nova norma penal. “É a extinção de punibilidade se houver pedido de desculpas. Talvez ele possa colocar isso nas tais medidas que está dizendo que vai aprovar contra a corrupção".

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13
Ago18

Para ajudar o amigo Aécio em Minas, Sérgio Moro safada e covardemente ataca Dilma Rousseff

Talis Andrade

 

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O Partidos dos Trabalhadores afirmou que a Lava Jato arma espetáculos de olho nas eleições e que, desta vez, foi para criar notícias falsas contra o partido às vesperas do registro oficial da chapa de Lula e Haddad à Presidência da República.

 

Repetindo a parceria e as sacanagens que fizeram na trama do golpe, na prisão de Lula, e criando um clima propício para a posse de Michel Temer, Moro e TV Globo voltaram a atacar Dilma. 

 

Desta vez, Moro retira da gaveta um antigo depoimento de Mônica Moura, e faz ela renovar, papaguear uma conhecida delação premiada. É isso aí: Moro primeiro prende sob vara, e depois o prisioneiro vira testemunha contra Lula. Sempre contra Lula, ou aliados políticos de Lula. A toada  uma só. Tem que cantar do jeito que Moro gosta de ouvir.

 

Tudo que Moro faz contra Dilma, direta ou indiretamente, favorece o amigo camarada Aécio que, sem votos para se reeleger senador, é candidato a deputado federal para ajudar o amigo senador Anastasia candidato a governador para ajudar o amigo senador José Perrella, o dono do helicoca. 

 

Dilma, candidata ao Senado por Minas Gerais, foi espionada, quando presidenta do Brasil, por cachorros e secretas, possivelmente alguns espiões do FBI, que Moro chamou para atuar na lava jato. Foi assim que Moro esfregou pão com queijo no focinho dos agentes estrangeiros doudos por segredos militares do Brasil. Interessados nos segredos da Base de Alcântara, do enriquecimento de minérios atômicos, da fabricação dos aviões militares da Embraer, de submarinos nucleares, os mapas dos poços do pré-sal, dos aquíferos, das minas de nióbio, de ouro, das riquezas mil deste Brasil saqueado pelos Silvérios dos Reis e piratas estrangeiros.

 

A assessoria de Dilma Rousseff afirmou que ela nunca negociou doações eleitorais ou ordenou qualquer pagamento ilegal a prestadores de serviços em campanhas ou fora delas. E que as declarações de Mônica Moura são mentirosas e descabidas.

 

Na mesma toada de outras campanhas sujas do Banco do Estado do Paraná - BanEstado, da lava jato, o depoimento faccioso da delatora Mônica Moura, que assinou colaboração premiada,  foi transformado em fake news pela Rede Globo.

 

Para Geraldo Seabra, o depoimento endossado por Moro, e manipulado pela Globo, também visa esconder o aumento salarial dos juízes e procuradores.

 

Lava Jato ataca PT para esconder aumento de juízes e procuradores

 

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por Geraldo Seabra

 

Usando a velha tática do ataque como melhor defesa, a Operação Lava Jato fez diversos bombardeios esta semana sobre o Partido dos Trabalhadores para esconder as falcatruas de juízes e procuradores da República e o aumento dos seus salários já milionários que auto decretaram, metendo as mãos de forma escandalosa sobre os recursos públicos que dizem defender.

 

O ataque coincidiu com a abertura da campanha eleitoral e teve por objetivo minar a candidatura do partido à Presidência da República, sobre a qual existe um consenso: estará no segundo turno, seja com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou com o seu virtual substituto, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad.

 

Juízes e procuradores da República ganham hoje salários que variam de R$ 28 mil a R$ 33,5 mil, mais um auxílio-moradia de R$ 4,3 mil, mesmo que tenham casa própria. Eles querem um aumento da ordem de 17%, ou quase R$ 6 mil no salário de cada um. Somados só esse aumento e o auxílio-moradia, cada salário de um juiz ou procurador da República custa mais aos cofres públicos do que dez aposentadorias que o INSS paga a mais de dois terços dos 20 milhões de aposentados brasileiros.

 

Esse pacote de reajuste salarial mais o auxílio moradia dos juízes e procuradores da República se estende aos ministros do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal Superior Eleitoral, do Superior Tribunal Militar, do Superior Tribunal do Trabalho, do Tribunal de Contas da União e aos membros da Advocacia Geral da União. A eles vão se somar os desembargadores dos Tribunais Federais, como os do TRF-4, de Porto Alegre, e a toda a magistratura dos Estados.

 

Embora a emenda constitucional do teto dos gastos tenha congelado por 20 anos despesas com saúde, educação e segurança pública, além do Orçamento da União de 2019 prever o adiamento para 2020 do reajuste dos salários dos servidores públicos federais, o rombo de R$ 14 bilhões não vai atingir somente o governo federal, mas também os falidos cofres estaduais, que entrarão com a sua parte. No plano nacional, o Judiciário diz que esse rombo não vai ocorrer porque o dinheiro que vai para o aumento dos marajás da República será retirado de outras rubricas, numa indisfarçável pratica de peculato.

 

Os bombardeios da Lava Jato sobre o Partido dos Trabalhadores começaram na manhã de quinta-feira (9), antecipando-se ao debate de presidenciáveis que a Band realizaria à noite. Como sempre de forma midiática, os procuradores da Lava Jato encenaram a devolução de R$ 1 bilhão aos cofres da Petrobras, recuperados de um ex-diretor da estatal sem nenhuma relação com o PT.

 

O objetivo era que o assunto fosse levado ao debate da Band, mas o tiro saiu pela culatra porque o principal candidato da Lava Jato, Geraldo Alckmin, da coligação PSDB-Centrão, assim como todos os partidos unidos ao tucano são investigados por milionários desvios públicos, os quais a operação conjunta da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça Federal no Paraná não expõe aos holofotes. Foi evitado por motivos óbvios, pois seria o mesmo que falar de corda em casa de enforcado.

 

Alckmin está com dificuldade de levar o tema corrupção para a sua campanha porque sobre a sua própria administração e as dos governadores do PSDB que o antecederam no Palácio do Morumbi pesam denúncias e investigações de desvios de recursos nas obras do Metrô e do Rodoanel de São Paulo e até mesmo da merenda escolar das escolas públicas do Estado. Pelos desvios no Rodoanel, está preso seu ex-secretário de Transportes acusado de embolsar R$ 600 milhões que teriam sido utilizados em campanhas do PSDB.

 

Além disso, está preso em Minas Gerais o ex-governador Renato Azeredo, condenado a 20 anos de prisão no chamado “Mensalão Mineiro”, enquanto outro ex-presidente do PSDB, o senador Aécio Neves, virou réu no STF depois que foi gravado negociando uma propina de R$ 2 milhões com os donos da JBS. A situação de Aécio está tão complicada que ele em vez de disputar a reeleição, quando enfrentaria a candidatura da ex-presidenta Dilma Rousseff, está se escondendo em busca de um mandato de deputado federal.

 

O segundo petardo foi lançado na manhã de sexta-feira (10), quando a força-tarefa da Lava Jato do Ministério Público Federal apresentou em Curitiba denúncia contra os ex-ministros da Fazenda Antônio Palocci e Guido Mantega, um grupo de empresários da Odebrecht liderado pelo ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht e o casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, pela suposta prática de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

 

Também nessa sexta-feira, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, Mônica Moura, discorreu sobre campanhas que ela e o marido fizeram na Venezuela, Panamá, Angola e Moçambique, incluindo campanhas de Patrus Ananias e Fernando Haddad para as prefeituras de Belo Horizonte e São Paulo, respectivamente, em 2012, e da reeleição de Dilma Rousseff, em 2014. ­­­

 

À noite, no terceiro bombardeio, o depoimento de Mônica foi levado ao ar pelo Jornal Nacional, mas como fake, e não como fato. Sobre Haddad, ela disse que quem pagou a campanha foi o PT de São Paulo, por meio do ex-tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, sem envolver a Odebrecht, ao contrário do que mostrou a Globo. A marqueteira explicou que a campanha de Haddad estava incluída entre outras que fez no Brasil e no exterior, e que para esse trabalho ela nada recebeu da empreiteira.

 

Ela também disse a Moro que a Odebrecht lhe pagou R$ 10 milhões para a campanha de Dilma, e igual valor para a de Aécio Neves, derrotado pela ex-presidenta naquele ano, mas essa informação foi subtraída do noticiário do telejornal. Impressionante é que Mônica Moura disse que não sabia se o dinheiro que recebia da Odebrecht era para pagar a campanha de Dilma ou a que fez no Panamá, fato não ressalvado pela reportagem, pois seu único objetivo era atacar o PT.

 

O depoimento de Monica foi cuidadosamente conduzido pelo juiz Sérgio Moro, que induziu a marqueteira a dirigir suas respostas sempre em prejuízo do PT, havendo ou não relação com o assunto que estava em questão, como a confusão entre pagamentos que recebeu da campanha no Panamá. Como o importante era desviar o assunto do imoral aumento salarial do Judiciário e do Ministério Público, submissos ao seu colega de Curitiba os Torquemadas de Brasília não só silenciam, mas até procuram confundir a opinião pública expondo falsas divergências sobre o tema.

 

Foi o caso da ministra Carmen Lúcia, que após banquetear-se em sua residência com seus pares, amanheceu sexta-feira com cara de madre superiora de uma corte que também nenhum convento de vestais, para tripudiar sobre a inteligência nacional e afirmar que, voto vencido, era até contra o aumento de quase 17% sobre o seu salário de R$ 35 mil de presidente do Supremo. Me engana que eu gosto. Por essa conduta ilibada, dela e dos seus pares, é que a ministra advertiu, na reabertura dos trabalhos da Corte, no dia 1º, que “são inadmissíveis ataques contra a Justiça”. Ela tem razão. A Justiça brasileira é mesmo inatacável.

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24
Jun18

Dario Messer, chefe da mafia judia, também quer as benesses da delação mais do que premiada

Talis Andrade

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BANESTADO – de longe o maior caso de corrupção de todos os tempos: mais de 134 bilhões! De dólares!

 

Dario Messer, o 'doleiro dos doleiros', e Alberto Youssef, 'rei dos doleiros', atuaram paralelamente como capos das máfias judia e libanesa no assalto ao BanEstado, no Mensalão e na Lava Jato, sempre tendo Sergio Moro como juiz santo protetor.

 

Youssef foi três vezes julgado por Moro, e três vezes salvo, sendo que, na segunda vez, ino-cen-ta-do como traficante de drogas. A quadrilha de Youssef foi presa com 700 quilos de cocaína, doutra vez com 1,3 tonelada.  

 

Conto sobre os sete folegos de Youssef aqui. Que o juiz Sergio Moro considerou que não havia provas que mostrassem a participação de Youssef de "forma revelante" para o tráfico.

 

Dario Messer, mais o pai, dono de um banco no Brasil, também esteve ligado ao tráfico, como associado do presidente Horacio Cartes do Paraguai, que respondia inquérito no Brasil por contrabando de cigarros. Cartes também associado ao senador Perrella do helicoca, capturado com 445 kg de pasta de coca. 

 

Esquisitamente a Lava Jato foi criada para investigar os tráficos de drogas e diamantes. Uma investigação que prendeu o traficante de drogas Rene Luiz Pereira, que tinha ligação com o traficante de diamantes Carlos Habid Chater, que tinha ligação com o traficante de moedas Alberto Youssef, velho conhecido de Moro. 

 

Youssef foi preso no Maranhão. Estava em São Luís para fazer o pagamento de R$ 1,4 milhão a João Abreu, então secretário da Casa Civil do governo de Roseana Sarney (PMDB). Nunca respondeu por este crime. Tem mais: a espalhafatosa Polícia Federal plantou na imprensa nacional a seguinte manchete: "Doleiro de Londrina é preso e tem hotel sequestrado pela Justiça". Que mentira! Que lorota boa!

 

As multas, os bens sequestrados, as propinas, a grana dos delatores lavado pela lava jato, tudo um faz de contas que ninguém faz as contas. Disse Lenio Luiz Streck: "Sempre fico com uma pulga atrás da orelha quando um delator diz: entreguei 40 milhões (é um exemplo) para fulano. Eu penso: mas ninguém lhe pergunta como ele fez isso? Mandou um motoboy? Mandou para um banco? Mandou para o exterior? E se entregou em cash, como ele arrumou esse ervanário, se qualquer retirada de banco acima de dez mil exige burocracia? Enfim, criou-se um mundo de ficções".
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PROPAGANDA ENGANOSA. Espia um dos imóveis sequestrados de Alberto Youssef solto em São Paulo, podre de rico, em uma vida de luxo e luxúria 

 

Preso no Maranhão, Youssef pediu para ir para a Curitiba, e foi, e lá parou as investigações dos tráficos de drogas e diamantes. Foi assim que a Lava Jato começou a operação para salvar a Petrobras do quadrilhão do PMDB, formado por Michel Temer, Henrique Alves, Eduardo Cunha, três ex-presidentes da Câmara dos Deputados. 

 

A Lava Jato orquestrou o golpe que derrubou Dilma Roussef, e colocou na presidência Temer, que entregou a Petrobras e o Pré-Sal de volta ao PSDB de Fernando Henrique, a Pedro Parente amigo de Moro, que terminou homenageado em Nova Iorque pela empresa Lide do tucano Dória, com patrocínio da Petrobras. 

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UMA NOITE DE GALA. Pedro Parente e o casal Moro em Nova Iorque 

 

 

O pesadelo de Sergio Moro: Dario Messer negocia acordo para se entregar

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 DARIO MESSER, 'doleiro dos doleiros', título dado por Alberto Youssef

 

Dario Messer, conhecido como ’doleiro dos doleiros’, quer se entregar às autoridades. "Foragido há quase dois meses e com ordens de prisão do Brasil e do Paraguai, o doleiro Dario Messer se diz disposto a colaborar com a Justiça, mas quer negociar condições para que possa se entregar. Sobretudo, espera ter a possibilidade de responder aos processos em liberdade", informa o jornalista José Marques, na Folha de S. Paulo. "Dario está aberto e quer falar tudo o que sabe, mas não quer ter a faca no pescoço", diz José Marcondes de Moura, advogado brasileiro de Messer.

 

Leia artigo do duploexpresso.com sobre as ligações entre Messer, Moro e PSDB:

 

Vale lembrar que, assim como no caso “Banestado”, apesar de novamente denunciado, Dario Messer, “estranhamente”, mais uma vez passou ileso – quase incógnito – pelo “Mensalão”.

 

Ironia: no “Mensalão”, mais uma vez, os nomes “Messer” e “Moro” voltam a se cruzar. Ainda que tangencialmente. Isso porque o juiz paranaense participou, como assistente, do julgamento no STF. Diz-se mesmo que teria chegado a redigir votos da Ministra Rosa Weber. Inclusive aquele, escandaloso, que condenou José Dirceu – sem provas – sob a alegação de que “a doutrina [a literatura jurídica] assim permite”.

 

[nota: apenas segundo esse ghost writer!]

 

Em 2015, no início da Lava Jato, Messer muda-se para o Paraguai. Nesse país, muito próximo do atual Presidente, goza de “santuário”.

 

Pergunta:

 

– Terá sido Messer alertado por alguém da Operação Lava Jato a fazer essa sua mudança – repentina – para o Paraguai?

 

– E a também, ao mesmo tempo, despachar parentes próximos para Israel?

 

A mudança de endereço de Messer para o Paraguai é, contudo, apenas parcial: visa apenas a proteger a sua pessoa. Isso porque embora no Paraguai resida, o centro de suas operações continua sendo o Uruguai. País esse que serve de base das operações da família Messer desde os tempos do pai de Dario, Mordko Messer. É certo, contudo, que segue sendo fácil supervisionar as operações do Paraguai, uma vez que um voo entre Assunção e Montevideo leva pouco mais de 1h. Reuniões presenciais, a salvo de interceptações, não seriam tão fáceis caso Messer tivesse seguido a família rumo a Israel, certo?

 

Chegamos então a 2017 e a novo escândalo: o FIFAgate. Mais uma vez Messer é “estranhamente” poupado. Para além de menção solta na imprensa esportiva, não houve nenhum destaque para o fato de representantes da gigante Nike terem mencionado o nome de Messer em depoimento ao FBI, nos EUA, em agosto de 2017.

 

Notem que, ao longo dos anos, Messer seguiu operando sem ser incomodado pela Justiça americana – seja no Brasil, seja no Paraguai. Vale lembrar que no país de residência atual, o Paraguai, até base militar americana há!

 

Há indícios, segundo nossas fontes, de que, em troca do salvo conduto de que goza, Messer seja informante das agências de inteligência americanas. Ainda mais atuando no que os americanos sempre consideraram um local “sensível” para o fluxo de dinheiro frio: a tríplice fronteira Brasil-Argentina-Paraguai. Com parentes abrigados em Israel, possivelmente a “cooperação” também se estenda à inteligência do país.

 

Aliás, vale ressaltar que parentes de Messer se mudaram para Israel (justamente!) no mesmo ano em que Messer partia para o Paraguai: 2015. Largaram para trás, no Brasil, carreiras promissoras no mundo da finança. Sim, na finança, é claro. Afinal, diz o ditado que “um fruto não cai longe da árvore” (que o gerou), não é mesmo?

 

Homem bomba, Messer é o maior pesadelo de Sergio Moro. Fonte primária nos revela, por exemplo, que nas reuniões de cúpula da Odebrecht, ainda no início da Lava Jato, dizia-se que havia alguém que, com muita facilidade, poderia parar Sergio Moro em dois tempos.

 

Não outro que…

 

– … Dario Messer!

 

E é neste ponto que a narrativa de lá, da Odebrecht, casa com o que ouvimos de fontes nossas na inteligência europeia: para além de convicções “ideológicas” e cooptação financeira via “palestras”, o que teria tornado Sergio Moro um “operador” dos interesses americanos no Brasil seria o fato de o juiz, já havia muito, ser refém da inteligência americana. Afinal, os americanos têm também em seu poder o dossiê “Banestado”. Possivelmente, inclusive, em virtude da parceria com o próprio Dario Messer. Assim, desde o início da Lava Jato, conseguem empurrar Sergio Moro no sentido que determinam.

 

Isso explicaria, por exemplo, o esforço “heterodoxo” e (extremamente) artificial para trazer denúncias de corrupção na Petrobras, empresa sediada no Rio de Janeiro, para Sergio Moro, no Paraná. Usaram para tanto um velho conhecido, também de Banestado: Alberto Yousseff.

 

Mera coincidência?

 

Yousseff que, figurinha carimbada no submundo dos doleiros, pode até mesmo ter sido plantado no “esquema” que rolava na Petrobras. Isso porque, bastante antigo, era de conhecimento não apenas da classe política como também de todo submundo de “operadores” e doleiros. Um círculo, afinal, bastante restrito, em que todos se conhecem. “Operam” ora concorrendo ora, inclusive, em consórcio, quando as operações são grandes demais.

 

Como sabemos todos a esta altura, com direito inclusive a vazamentos para o Wikileaks, o “esquema” na Petrobras também era de conhecimento de outro ator chave nessa história toda:

 

– A inteligência dos EUA.

 

Sim, a mesma que alimenta – e dirige – Sergio Moro.

 

E foi assim, através da “fortuita” (?) – e claramente marginal! – participação de Yousseff num esquema de décadas, que a jurisdição sobre a Petrobras (“carioca”) foi atraída para alguém que os americanos já tinham no Bolso: Sergio Moro, o juiz do Paraná.

 

Pensem comigo:

 

– De repente, as múltiplas estadias de Moro nos EUA – após o enterro do caso Banestado – podem ganhar um novo significado, não é mesmo?

 

Os tais cursos de “treinamento” em “lavagem de dinheiro”, para além da fachada – que provavelmente até existia, deviam contar “ademais” com, digamos… hmmm… “cadeiras” e “créditos” suplementares – clandestinos! – ministrados pela inteligência americana

.

A propósito, vale lembrar que mesmo hoje, num mundo em que não há como garantir sigilo absoluto de comunicações remotas (nem mesmo de chefes de Estado), as mais que frequentes idas de Sergio Moro aos EUA sempre chamaram a atenção do público atento ao noticiário da Lava Jato. O álibi de “palestras” – pagas não se sabe por quem… – pode perfeitamente mascarar o verdadeiro objetivo: o recebimento, seguro, de instruções. Bem como de “dicas”, documentos e gadgets de espionagem.

 

(como, por exemplo, aquele que, em um par de horas apenas!, triou e degravou o grampo – ilegal – na conversa entre a Presidente Dilma e o Presidente Lula?


Quando, na sequência, o “juiz” Sergio Moro entregou – ilegalmente! – o seu login e senha no sistema da Justiça Federal ao jornalista Matheus Leitão, filho da também jornalista Miriam Leitão, para que Matheus, no lugar de Moro (!), fizesse o login e baixasse o áudio, para que esse fosse, ato contínuo, transmitido ao vivo na Globonews, causando grave perturbação da ordem pública?


Inclusive com “populares” (sic) cercando o Palácio do Planalto e ameaçando invadi-lo?)


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O elo perdido - e explosivo - ligando Lava Jato e Ban$stado

 

Segundo fonte nossa na comunidade de inteligência europeia, os “operadores” do enterro do escândalo do Banestado – de longe o maior caso de corrupção de todos os tempos: mais de 134 bilhões! De dólares! – teriam recebido 0,8% desse montante para operacionalizar o “desmonte”. Por óbvio, entre os “coveiros” necessariamente se encontravam membros do Judiciário. Os “operadores jurídicos” do “enterro” também teriam, portanto, entrado no rateio desse butim.

 

Ou seja: 0,8% dos 134 bilhões de dólares.

 

Nada menos que 1.072 bilhão de dólares!

 

Vale lembrar que o juiz Sergio Moro, na qualidade de juiz de instrução, presidia as investigações então. Leia mais. Texto de Romulus Maia 

15
Mai18

O me engana que eu gosto do juiz Moro e do general Braga

Talis Andrade

Onde residem os ladrões do Brasil?

 

Sergio Moro, um juiz que imita Fernando Color na caça aos marajás, armado com a espada cega da justiça, procura os bruxos no Partido dos Trabalhadores, precisamente no Instituto Lula. Parece o general interventor de Temer, que faz o mesmo intinerário da polícia militar, a buscar os chefes do tráfico de drogas nas favelas dos miseráveis na ex-Cidade Maravilhosa, Capital do Samba, que virou Rock Rio. Quando a droga é transportada no helicoca do senador Perrella e morcegos negros da frota do assassinado PC Farias, que tem Alberto Youssef como sucessor.

 

O general do Exército Walter Souza Braga Netto, que lidera tropas em um regime capitalista, esquece o poder do dinheiro transportado pelos doleiros. Jamais quis ouvir Youssef. Assim como Moro jamais ameaçou os mil vezes milionários políticos do PSDB, Partido da Social Democracia Brasileira.

 

Que palhaçada! Como é possível prender um chefe do tráfico sem ouvir um doleiro? Para realizar a intervenção militar, o general Braga solicitou 4,1 bilhões de reais, o preço de duas hidroelétricas vendidas por Temer, um bilhão a mais do valor que FHC entregou a Vale aos piratas internacionais. 

 

Onde está o dinheiro? Onde residem os bandidos do assalto ao Banco do Estado do Paraná - BanEstado, dos leilões quermesses da Vale do Rio Doce, do Pré-Sal, das hidroelétricas, das estatais de energia, de telefone, de água, de gás, dos tráficos de moedas, de minérios, de ouro, de diamantes, de nióbio, de plantas medicinais, de madeira nobre, de drogas, de armas, de pessoas ...? 

 

Procurem nos endereços dos bilionários, nas ruas mais caras do mundo, nos resorts de luxo, nos paraísos fiscais. Esta semana a imprensa estrangeira revelou que em Fisher Island, a ilha encantada das grandes fortunas dos EUA, dez por cento dos moradores são brasileiros.

 

Fisher Island – Um oásis de primeira classe

 

Por Sandra Prieto

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Fisher Island é uma ilha que se localiza no extremo sul de Miami Beach, logo ao norte do Porto de Miami, e de acesso restrito a moradores, convidados e hóspedes. Nenhuma estrada ou ponte conecta a ilha ao resto da cidade, a única maneira de chegar à Fisher Island é por balsa ou barco. O passeio é tão bonito quanto o lugar. André Agassi, Oprah Winfrey e Julia Roberts estão entre as celebridades que tem casa na ilha.

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A ilha foi criada em 1905 por um projeto de dragagem e recuperação da orla de Miami Beach. A construção de Fisher Island começou em 1919, quando Carl G. Fisher, um construtor, comprou a propriedade.

Depois de anos de batalhas judiciais e mudanças de proprietários, o desenvolvimento da ilha foi finalmente iniciado na década de 1980, trazendo uma arquitetura inspirada nos casarões originais de estilo espanhol. Embora não seja mais uma ilha de uma única família, Fisher Island ainda permanece algo inacessível...

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... tão exclusivo quanto foi nos dias iniciais de sua existência, fornecendo um refúgio de muita tranquilidade. A ilha contém mansões, um hotel resort, vários edifícios residenciais, um observatório e uma marina privada.

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05
Mai18

A lista de doleiros chefiados por Dario Messer o protegido do presidente Horacio Cartes

Talis Andrade

Horácio Cartes (à direita volver) e Dario Messer

 Dario Messer e o presidente Horacio Cartes

 

Horacio Cartes e Zezé Perrella amigos de longa da

 Horacio Cartes e o senador José Perrella 

 

O rastro do brasileiro Dario Messer, o doleiro dos doleiros,direta ou indiretamente implicado na maioria dos grandes escândalos de corrupção do país nos últimos anos, parece ter se perdido no Paraguai. A polícia começou nesta sexta-feira a busca por Messer, que se instalou no país vizinho em 2014, depois da eclosão da Operação Lava Jato, e onde obteve a cidadania. Mas a busca ainda não deu resultado algum. Messer teve tempo suficiente para fugir, já que transcorreram muitas horas entre o anúncio de que a Justiça brasileira o procurava na manhã de quinta-feira em um novo desdobramento da Lava Jato, e que uma juíza paraguaia ordenasse sua prisão. Amigo pessoal do presidente paraguaio, Horacio Cartes, o doleiro é acusado de coordenar um esquema que movimentou 1,6 bilhão de dólares (cerca de 5,65 bilhões de reais) em 52 países. Leia mais no jornal El País

 

Esta venda de Messer, como o doleiro dos doleiros, acredita este Correspondente que seja uma operação desvio, da república do Paraná, para esconder o rei dos reis dos doleiros, Alberto Youssef, sucessor de PC Farias nos tráficos de moedas e drogas. Yousser, protegio de Sergio Moro, opera desde o assalto ao BanEstado, que envolve a impressionante soma de 250 bilhões de dólares. 

 

São alvos de mandados de prisão 46 investigados de integrar o esquema de dólar-cabo: Dario Messer, Diego Renzo Candolo, Daniela Figueiredo Neves Diniz, Marcelo Rzezinski, Roberto Rzezinski, Wu Yu Sheng, Claudia Mitiko Ebihara, Lígia Martins Lopes da Silva, Carlos Alberto Lopes Caetano, Sérgio Mizhray, Carlos Eduardo Caminha Garibe, Ernesto Matalon, Marco Ernest Matalon, Patrícia Matalon, Bella Kayreh Skinazi, Chaaya Moshrabi, Marcelo Fonseca de Camargo, Paulo Arruda, Roberta Prata Zvinakevicius, Francisco Araújo Costa Júnior, Afonso Fábio Barbosa Fernandes, Paulo Aramis Albernaz Cordeiro, Antônio Cláudio Albernaz Cordeiro, Athos Robertos Albernaz Cordeiro, Suzana Marcon, Carmen Regina Albernaz Cordeiro, Cláudio Sá Garcia de Freitas, Ana Lúcia Sampaio Garcia de Freitas, Camilo de Lelis Assunção, José Carlos Maia Saliba, Alexandre de Souza Silva, Claudine Spiero, Michel Spiero, Richard Andrew de Mol Van Otterlloo, Raul Henrique Srour, Marco Antônio Cursini, Nei Seda, Renne Maurício Loeb, Alexander Monteiro Henrice, Henri Joseph Tabet, Alberto Cezar Lisnovetzky, Lino Mazza Filho, Carlos Alberto Braga de Castro, Rony Hamoui, Henrique Chueke, Wander Bergmann Vianna e Oswaldo Prado Sanches.


 

18
Abr18

Promotor que investigava Aécio e Perrella é reconduzido ao cargo pela Justiça

Talis Andrade

Decisão judicial determina que Eduardo Nepomuceno volte a trabalhar em investigações de corrupção e escândalos políticos no Ministério Público de Minas Gerais

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O promotor Eduardo Nepomuceno, na sede do MP mineiro. EUGÊNIO SÁVIO

 

 

Eis a prova de que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), e que o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato são tucanos:

 

Jornal El País, Espanha, texto de Breiller Pires - Duas semanas após o EL PAÍS publicar reportagem sobre o afastamento do promotor Eduardo Nepomuceno, responsável por investigar suspeitas de corrupção envolvendo mandachuvas da política mineira, como os senadores Aécio Neves (PSDB) e Zezé Perrella (MDB), a Justiça Federal determinou que ele seja reconduzido à promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Minas Gerais. Em sentença publicada no último dia 10 de abril, a juíza Vânila Cardoso André de Moraes, da 18ª Vara do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), estabelece um prazo de 30 dias para que o promotor volte a ocupar o cargo do qual havia sido afastado em março do ano passado por decisão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

 

Na ocasião, Nepomuceno se tornou o primeiro promotor do Estado removido de suas funções depois de queixa apresentada por um político. Zezé Perrella, alvo de seis processos e cinco inquéritos movidos pelo Patrimônio Público, acusou Nepomuceno de persegui-lo e chegou a comparecer pessoalmente à corregedoria do CNMP para reclamar de sua atuação. Em 2016, o órgão de fiscalização do Ministério Público decidiu pela remoção compulsória do promotor, que, desde então, ficou impedido de atuar em qualquer tipo de investigação contra políticos suspeitos de desvios de dinheiro público.


Em sua decisão, a juíza federal Vânila de Moraes afirma não ter identificado nos autos do processo “atuação desidiosa, usurpadora ou negligente” por parte de Nepomuceno, entendendo que seu trabalho à frente do Patrimônio Público “ia ao encontro dos anseios da sociedade e dos objetivos institucionais do MP”. Ao declarar nula a sentença do CNMP que deslocou o promotor para funções burocráticas no Tribunal do Júri do MP, a magistrada classifica a punição como desproporcional. O CNMP ainda pode recorrer da decisão.

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