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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

21
Jun22

Lenio Luiz Streck: "Juíza e promotora massacram psicologicamente menina estuprada de 11 anos"

Talis Andrade

Lenio Luiz Streck

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Suzanne Bernard
@brndsz05
Essa mulher é uma assassina.
Se essa garota levar essa gestação a termo ou ela morre ou mata seu futuro.
Juíza: Joana Ribeiro Zimmer.

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Suzanne Bernard 
@brndsz05
Se a criança morrer JOANA RIBEIRO ZIMMER É ASSASSINA. Se a garota sobreviver ela matou a vida desse pobre criança. Se acontecesse isso com alguém de sua família, essa besta humana paga por nós, procuraria um médico particular e ninguém ficaria sabendo.
Lola Aronovich
@lolaescreva
A juíza Joana Ribeiro Zimmer decidiu q a menina, agora c/11 anos, ñ corre risco de morrer se prosseguir com a gestação. E comparou a vida da garota à do feto. O vídeo da audiência com a juíza e promotora é um show de horrores. A juíza pergunta q nome a garota quer dar ao bebê.
Jornalistas Livres
@J_LIVRES
Diga não a violência cometida contra crianças e adolescentes. Estupro e pedofilia são crimes, não aceitaremos quaisquer justificativa. #CriancaNaoEMaImage
 

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Michelle13
@Michell15303291
Nazista, é isso q essa juíza de primeira instância é. E a promotora? O q ela estava fazendo lá? Pq ela corroborou com a juíza nazi. Q porra de MP é esse? A criança foi estuprada e no Fórum foi torturada pela juíza. O judiciário brasileiro é um nojo, tá cheio de criminosos
Fábio Lula Martins #Lula2022
@Fabiomarbinho
O horror!!! Tenham medo de gente assim. A face do mal. Juíza monstra que tortura crianças. O Brasil tem se livrar desse câncer.
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Tainá de Paula
@tainadepaularj
Exigimos todos e todas o afastamento da juíza Joana Ribeiro Zimmer!Image
Adrieli
@Adrieli_S
A juíza quis nomear um ADVOGADO PARA O FETO fruto do estupro de uma criança de 10 anos. ADVOGADO PARA O FETO! Tudo isso para não garantir o direito ao aborto de uma criança ESTUPRADA! Certeza que a juiza frequentou a Escola Juge Moro de Direito Freestyle.
Cris
@crisvector
CRIANÇA NÃO É MÃE
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Antonio Cappellari 
@cappellarianton
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Hildegard Angel
@hilde_angel
Monstruoso
@TheInterceptBr
"Suportaria ficar mais um pouquinho?" Em audiência, juíza Joana Ribeiro Zimmer induz uma menina de 11 anos grávida após ser estuprada a desistir de aborto – seu direito legal. Conivente promotora Mirela Dutra Alberton. Veja vídeo:

 

A promotora Mirela Dutra Alberton afirmou, em nota enviada ao Intercept, que não sabia no dia da audiência que o aborto nesse estágio da gravidez é realizado de forma que o feto saia do útero já sem batimentos cardíacos
A promotora Mirela Dutra Alberton afirmou, em nota enviada ao Intercept, que não sabia no dia da audiência que o aborto nesse estágio da gravidez é realizado de forma que o feto saia do útero já sem batimentos cardíacos.
 
 

Uma criança de 11 anos, grávida após ser estuprada, está sendo sendo mantida pela justiça de Santa Catarina em um abrigo há mais de um mês para evitar que ela faça um aborto legal. As imagens foram obtidas pelo site The Intercept Brasil, que cedeu o uso ao Canal UOL. A proposta feita pela juíza e pela promotora à criança no dia 9 de maio foi que ela mantivesse a gravidez por mais "uma ou duas semanas" para aumentar a chance de sobrevida do feto. No UOL News, a comentarista Mariliz Pereira Jorge comenta o caso
 
01
Jun22

Gabriel Monteiro: 'Só de ouvir a voz dele, fico com o coração acelerado', diz ex-assessora de vereador do Rio

Talis Andrade

Luiza Caroline Bezerra Batista, a ex-assessora do vereador do Rio e youtuber Gabriel Monteiro, prestou depoimento no Comitê de Ética

Foto Felipe Grinberg
 
 
 
 
por Extra
 
 

Acompanhada de um advogado, Luiza Caroline Bezerra Batista, a ex-assessora do vereador do Rio e youtuber Gabriel Monteiro, prestou depoimento nesta terça-feira (31) no processo que pode terminar com a cassação do parlamentar. Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, ela acusou o vereador de assédio sexual. Antes de começar a sessão, o relator da representação contra Gabriel Monteiro pediu um minuto de silêncio pela morte do ex-assessor do youtuber e ex-PM, Vinícius Hayden.

 

Batida na Região Serrana: Morre em acidente ex-assessor de Gabriel Monteiro que prestou depoimento com colete à prova de balas

Relato de ameaças: Ex-assessor de Gabriel Monteiro usa colete à prova de balas em depoimento na Câmara

Investigação do Comitê de Ética da Câmara: Justiça nega pedido de Gabriel Monteiro para suspender processo que pode terminar em sua cassação

 

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Por causa das ameaças às testemunhas do processo, a Casa ofereceu aumentar a segurança dos membros do Comitê de Ética. De acordo com Alexandre Isquierdo, presidente do Conselho, os vereadores também pediram acesso ao relatório e perícia da Polícia Civil sobre a morte do ex-assessor Vinicius Hayden, que chegou a relatar estar sofrendo ameaças.

Durante seu depoimento, Luiza disse ter confirmado o teor das informações já prestadas à Polícia Civil no inquérito que apura criminalmente se Gabriel Monteiro cometeu assédio sexual e moral contra ela. Na saída da Câmara, a ex-assessora afirmou ainda que se sentiu intimidada pelo chefe de gabinete de Gabriel Monteiro, que também é advogado do vereador e, por isso, participa das oitivas.

— Respondi que sofria assédio sexual. Só de ouvir a voz dele, fico com o coração acelerado. Nesta semana irei à delegacia especificar datas sobre o ocorrido. O chefe de gabinete, que também me assediou sexualmente, me fez perguntas constrangedoras. Me perguntaram até quanto eu ganhava atualmente. Recebemos mensagens de pessoas que não conheço, perfis fakes, que fazem ameaças de morte e agressão — afirmou Luiza.

 

Em depoimento: Ex-assessor diz que Gabriel Monteiro orientava ficar de tocaia para investigar ex-secretária

 

De acordo com os membros do Comitê de Ética, a Polícia Civil ainda não enviou todas as provas que já recolheu nos inquéritos contra o vereador, pois a corporação ainda realiza perícias nos itens apreendidos, como HDs e celulares. Até o momento foi encaminhado à Câmara o que consta na denúncia, já ajuizada pelo Ministério Público, sobre o vazamento de um vídeo íntimo de Gabriel Monteiro e uma adolescente de 15 anos.

— A testemunha relatou diversos casos de assédio moral aumentando para assédio sexual. Ela praticamente, por vontade própria, trabalhava e morava na casa do vereador. A Polícia mandou o primeiro ofício e estamos aguardando mais elementos comprobatórios que ainda não temos — diz Isquierdo.

 

Veja possíveis crimes cometidos: 'Não há mais dúvida' de que Gabriel Monteiro sabia que jovem em vídeo íntimo era menor, diz polícia

Assessores e ex-assessores mudaram versão: Gabriel Monteiro é acusado de forjar ataque a tiro em carro

 

A ex-assessora trabalhava para os canais do vereador na internet e afirma que algumas situações inconvenientes estão registradas nos vídeos em que ela ajudava a gravar.

Para Wellington Dias os advogados do vereador tentam incriminar e constranger as testemunhas em suas perguntas durante os depoimentos.

— Até o presente momento não vimos indagações da defesa sobre o que está nos autos. No meu entendimento os advogados têm tentado constranger e incriminar as testemunhas. Não recebemos nada que pudesse colaborar com nosso juízo.

Próximo do fim do depoimento da primeira testemunha, Gabriel Monteiro foi até a Câmara se defender das acusações. Aos jornalistas, ele voltou a afirmar que seus ex-funcionários receberam dinheiro de envolvidos com esquema de corrupção para denunciá-lo levianamente:

— Lamento profundamente a morte do Vinícius. Não é motivo de comemoração e glória. Não existem indícios de interferência de terceiros ou que me ligue a morte. Ele já tinha sido denunciado por tentar comprar outros assessores.

 

Setor criado: Gabriel Monteiro usava assessores para investigar políticos rivais, afirma ex-funcionário

 

Mais cedo, antes da reunião começar, o vereador Chico Alencar (PSOL), relator da representação contra o vereador Gabriel Monteiro (PL) na Câmara do Rio, disse que a morte de Vinícius Hayden Witeze, ex-assessor de Monteiro, num acidente de carro no último sábado (28), trouxe temor para as outras testemunhas. No depoimento dado por Vinícius na última quarta-feira (27) foi apresentada uma série de ameaças feitas a ele nas redes sociais, com frases como "vai morrer" e "a ira divina vai cair sobre você".

— Todas as testemunhas relatam ser supostos fãs do Gabriel Monteiro ou perfis fakes. A morte não atrapalha as investigações pois todo o processo é gravado em áudio e vídeo — afirmou Isquierdo.

— É preciso investigar de maneira plena. Apurar o que aconteceu desde que o Vinicius depôs até sua morte - completou o relator Chico Alencar.

Nesta terça-feira o Comitê de Ética da Câmara de Vereadores do Rio ainda ouvirá o depoimento de Mateus Souza de Oliveira, também ex-funcionário de Gabriel Monteiro. Ele conta que conheceu o vereador em 2019, ainda antes da eleição, porque os dois faziam parte do Movimento Brasil Livre (MBL). Mateus chegou a morar na casa do parlamentar, primeiro em Niterói e depois na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, além de ter atuado como "assessor de mídia" no gabinete.

Antes da primeira oitiva desta terça-feira começar, os vereadores do Comitê se reuniram sozinhos junto da assessoria jurídica da Câmara de Vereadores. A defesa de Gabriel Monteiro não participou e reclamou pelo acesso não ter sido permitido antes. No entanto, Luiza Caroline apenas entrou na sala onde estavam os vereadores pouco antes das 14h, cerca de 30 minutos depois de chegar à Câmara.

— A gente viu que a Comissão está reunida e a testemunha com seu advogado sem ter ideia do que está acontecendo — disse Gustavo Lima, advogado de Gabriel Monteiro.

Vinícius morreu no último dia 28 em um acidente de carro na RJ-130, estrada que liga Teresópolis a Nova Friburgo, Região Serrana do Rio. De acordo a Polícia Civil, o caso está sendo investigado pela 110ª DP (Teresópolis). Agentes fizeram uma perícia no local e as primeiras informações indicavam que o motorista perdeu a direção do veículo ao entrar em uma curva da rodovia. Durante a perícia, agentes do Instituto de Criminalística Carlos Éboli recolheram objetos, entre eles uma faca dentro do forro de uma das portas, e papéis que estavam no automóvel. Também foram retiradas peças do veículo para análise.

18
Mai22

PEDOFILIA Vereador Gabriel Monteiro virá réu por filmar sexo com menor de 15 anos

Talis Andrade

gabriel monteiro.jpeg

 

Chico Alencar, do PSOL, será relator de ação contra Gabriel Monteiro

 

Em denúncia, Ministério Público do Rio descreve que o vereador, "de forma livre e consciente, filmou através de telefone celular cena de sexo explícito" com adolescente que, na época, tinha 15 anos

 

16
Mai22

Ajude o escritor e jornalista Rubens Valente contra a censura usurária da justiça inimiga da Liberdade

Talis Andrade

 

 

 
Eliane Brum no Twitter
 
 
Eliane Brum
Menina Yanomami de 12 anos é assassinada depois de ser estuprada por garimpeirosImage
Toda solidariedade ao povo Yanomami q enfrenta o terror dentro de sua casa. Garimpeiros criminosos atacaram mais uma vez uma de suas comunidades, sequestraram duas indígenas e estupraram uma delas até a morte. Um verdadeiro horror! Oq mais precisa acontecer p/ autoridades agirem?
 

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ribis- índio bolsonaro.jpg

 
Anapu hoje, sob Bolsonaro, está muito, mas muito pior do que em 2005, quando Dorothy Stang foi assassinada com seis tiros. Há uma trilha de mortos nos últimos anos e um massacre pode acontecer a qualquer momento.

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Dez assassinatos em Altamira em cinco dias. Uma das vítimas era Marcelino, jovem amado por todos que o conheciam, q trabalhava no galpão da associação das reservas extrativistas. Outras duas eram mãe e filha na calçada. É um massacre, sangue por todos os lados. Por favor,denunciem.

O querido Marcelino é um dos dez mortos em cinco dias no atual massacre de Altamira. Denunciem, por favor. Não podemos normalizar a barbárie. Quando normalizamos o sangue, aqueles que perpetuam a violência passam também a nos dominar.Image
 
Quem puder, colabore com a vaquinha organizada por diversos colegas para arrecadar R$ 310 mil para ajudar o jornalista a pagar a absurda indenização ao absurdo Gilmar Mendes. Chave aleatória: ajudarubens Chave aleatória: a45ad0a9-22ef-4d20-8bd0-f756f6e7cc76

Caso Rubens Valente revela nova censura e põe em risco liberdade de imprensa

“É um atentado à liberdade de expressão e de informação”, diz jornalista, condenado por STJ e STF a indenizar ministro Gilmar Mendes pela publicação do livro “Operação Banqueiro”

Por Vasconcelo Quadros:

  • “Se o STF decide que um jornalista pode ser condenado nos termos em que fui, então a porteira foi aberta”, diz Valente
  • Punição também impede, na prática, reedição do livro
  • Abraji encaminhou processo para Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Leia reportagem aqui
O assédio judicial contra jornalistas se transformou num grande desafio ao jornalismo independente e às entidades que representam a classe. Depois que a lei de imprensa foi extinta, em 2009, as ações por danos morais passaram a ser impetradas diretamente contra jornalistas. As empresas entram como rés solidárias. O caso Rubens Valente traz à tona outras duas questões básicas: a falta de parâmetros para avaliar o valor do suposto dano moral e o teor do que deve ser considerado ofensivo. 
 

censura justiça Ramiro Zardoya.jpg

 
07
Abr22

Mansão e condomínio dos famosos: a vida de ostentação e luxúria do vereador Gabriel Monteiro

Talis Andrade

O vereador carioca Gabriel Monteiro, denunciado recentemente no programa Fantástico, posa para foto com fuzil, a noite, em um local isolado - Metrópoles

Metrópoles – O vereador Gabriel Monteiro (PL), ex-PM e youtuber investigado por abuso moral, sexual e uso de crianças para forjar vídeos e se autopromover, mora em um condomínio de famosos na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio.

Entre as celebridades que já residiram ou ainda moram por lá estão as atrizes Juliana Paes e Bruna Marquezine, o ex-jogador Zinho e a cantora Anitta.

A casa de Gabriel foi alvo na manhã desta quinta-feira (7) de uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão.

>>> Vereador Gabriel Monteiro é alvo de operação policial sobre vazamento de vídeo íntimo com menor

A juíza Claudia Leonor Bobsin, da 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso, determinou que o Twitter retire do ar vídeo no qual o vereador do Rio e ex-PM Gabriel Monteiro mantém relações sexuais com adolescente de 15 anos. Em caso de descumprimento da decisão desta sexta-feira (1/4), há multa diária de R$ 30 mil.

O pedido foi feito pelo Ministério Público após as imagens viralizarem. A magistrada estabeleceu ainda que as redes sociais sejam monitoradas e, a cada nova postagem do vídeo, sejam as URLs separadas e retiradas do ar pela empresa.

16
Fev22

As pobres adolescentes menstruadas e Damares do Jesus da Goiabeira

Talis Andrade

Primeira Missa no Brasil - História - InfoEscola

 

Damares a bruxa má das adolescentes.

A madrasta que gosta de ver o sangue escorrer das meninas que não usam calcinhas, e andam "sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas", conforme observou o primeiro cronista brasileiro em carta ao rei de Portugal no ano de 1500. 

Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, denunciou que a violência sexual contra meninas e adolescentes na Ilha de Marajó deve-se à falta do uso de calcinhas:

“As meninas lá são exploradas porque não têm calcinhas, não usam calcinhas, são muito pobres. E disseram: por que o ministério não faz uma campanha para levar calcinhas pra lá? Conseguimos um monte. Mas, por que levar calcinhas? As calcinhas vão acabar. Nós temos que levar uma fábrica de calcinhas para a Ilha do Marajó. Gerar emprego lá e a calcinha vai sair baratinha pras meninas lá. Então nós estamos buscando, se alguém tiver fábrica de calcinha e quiser colaborar com a gente, venha. Mas nós estamos buscando empreendimentos para a Ilha do Marajó. Tamos conversando com empresários. Na nossa visita a Miami, empresários milionários brasileiros que estão lá fora se ofereceram para também abraçar o Marajó com a gente”.

Damares ficou na conversa, apesar dos pedófilos, da cultura de incesto, mas a visão das meninas do Pará jamais saiu do imaginário da ministra... 

 

Pobreza menstrual no Brasil 

DESIGUALDADES E VIOLAÇÕES DE DIREITOS

Programa de Educação Tutorial dos Cursos de Letras da Universidade Federal  de Santa Catarina

Relatório da Unicef de 2018, para cada criança, denuncia:

A pobreza menstrual é um fenômeno complexo, multidimensional e transdisciplinar caracterizado principalmente pelos seguintes pilares:

  • falta de acesso a produtos adequados para o cuidado da higiene menstrual tais como absorventes descartáveis, absorventes de tecido reutilizáveis, coletores menstruais descartáveis ou reutilizáveis, calcinhas menstruais, etc., além de papel higiênico e sabonete, entre outros;

  • questões estruturais como a ausência de banheiros seguros e em bom estado de conservação, saneamento básico (água encanada e esgotamento sanitário), coleta de lixo;

  • falta de acesso a medicamentos para administrar problemas menstruais e/ ou carência de serviços médicos;

  • insuficiência ou incorreção nas informações sobre a saúde menstrual e autoconhecimento sobre o corpo e os ciclos menstruais;

  • tabus e preconceitos sobre a menstruação que resultam na segregação de pessoas que menstruam de diversas áreas da vida social;

  • questões econômicas como, por exemplo, a tributação sobre os produtos menstruais e a mercantilização dos tabus sobre a menstruação com a finalidade de vender produtos desnecessários e que podem fazer mal à saúde;

  • efeitos deletérios da pobreza menstrual sobre a vida econômica e desenvolvimento pleno dos potenciais das pessoas que menstruam.

    Quando não há acesso adequado aos produtos de higiene menstrual, é amplamente reportado por diversas pesquisas em várias regiões do mundo que meninas e mulheres fazem uso de soluções improvisadas para conter o sangramento menstrual com pedaços de pano usados, roupas velhas, jornal e até miolo de pão. Outra face do problema, para além dos meios improvisados, diz respeito à situação em que meninas e mulheres não conseguem realizar de três a seis trocas diárias de absorventes, conforme a indicação de ginecologistas, permanecendo com o mesmo absorvente por muitas horas, seja porque o custo dos absorventes exerce um peso importante no orçamento das famílias mais pobres (que em vários casos enfrentam algum grau de insegurança alimentar), seja porque o item é considerado supérfluo mesmo quando existe algum espaço orçamentário que acomodaria a compra de uma quantidade maior do produto, ou ainda nos casos em que a menina ou mulher está institucionalizada e tem o seu acesso aos produtos menstruais controlado, para citar apenas alguns fatores.

    Como consequência desse insuficiente ou inadequado manejo da menstruação podem ocorrer diversos problemas que variam desde questões fisiológicas, como alergia e irritação da pele e mucosas, infecções urogenitais como a cistite e a candidíase, e até uma condição que pode levar à morte, conhecida como Síndrome do Choque Tóxico. Do ponto de vista de saúde emocional, a pobreza menstrual pode causar desconfortos, insegurança e estresse, contribuindo assim para aumentar a discriminação que meninas e mulheres sofrem. Põe em xeque o bem-estar, desenvolvimento e oportunidades para as meninas, já que elas temem vazamentos, dormem mal, perdem atividades de lazer, deixam de realizar atividades físicas; sofrem ainda com a diminuição da concentração e da produtividade. Existe, ainda, uma extensa literatura sobre o aumento do absenteísmo ou da taxa de exclusão escolar como efeito da pobreza menstrual, embora existam resultados conflitantes.

A situação se agrava ao colocar luz sobre a situação ainda mais particular dos efeitos da pobreza menstrual sobre as meninas. O recorte etário evidencia outras dificuldades que para uma mulher adulta são minimizadas ao menos em parte: meninas enfrentam a falta de meios para cuidar da própria menstruação, com mais ênfase pela possibilidade de apresentarem ciclos irregulares no período pós-menarca e terem pouco autoconhecimento sobre o funcionamento do corpo, o que pode acarretar em um fluxo de sangue inesperado, causando vazamentos que mancham as roupas, motivo de intensa preocupação por parte delas já que são alvo de um processo de envergonhamento por menstruar desde muito cedo.

Fica claro, portanto, que incorreções e mitos quanto à saúde e ao cuidado menstrual tendem a frustrar o completo desenvolvimento do potencial das meninas e, por isso, é fundamental que se investigue mais profundamente os canais pelos quais este problema impacta a vida das meninas, gerando reflexos ao longo da vida adulta. Leia mais aqui. Dimensione a irresonsabilidade de Damares, o descaso do governo militar de Bolsonaro, treinado a ser mais um ditador no Brasil Terceiro Mundo, republiqueta de bananas empestada pra lá de cem marechais. 

 

Pobres meninas pobres sem absorventes por culpa de Damares e Bolsonaro

CFESS - Conselho Federal de Serviço Social

 

Regras, "aqueles dias", fluxo, mênstruo, menorreia, "chico"... Não sei que nome ela dá à  menstruação, assim como também são muitas as crenças e ideias equivocadas a respeito desse assunto que, ainda hoje, é cercado de preconceito e desconhecimento, ensina Heloísa Noronha. 

Eduardo Barretto, in Metrópoles denuncia: "O Ministério dos Direitos Humanos descumpre há quatro meses uma promessa de lançar um programa federal de distribuição de absorventes para mulheres em vulnerabilidade social. Na semana passada, a base governista no Congresso Nacional adiou novamente a votação do veto de Jair Bolsonaro à distribuição desse item básico de higiene feminina pelo SUS.

A pasta comandada por Damares Alves não respondeu aos questionamentos da coluna sobre o suposto programa. Em outubro, logo depois que Bolsonaro vetou um projeto de lei que previa a distribuição de absorventes, Damares prometeu um programa “nos próximos dias”. Se o compromisso da pré-candidata ao Senado fosse posto em prática, o governo Bolsonaro usaria a medida para tentar recuperar o apoio do eleitorado feminino e evitar o desgaste de ter mais um veto derrubado pelos parlamentares.

Escreveu Natália Bonavides: Enfrentar a pobreza menstrual é uma questão urgente e de saúde pública. O projeto da companheira @MariliaArraes assegura a distribuição de absorventes p quem está em situação de vulnerabilidade social. Toda mobilização pela derrubada do veto de Bolsonaro.Image

E acrescentou Natalia Bonavides: "A pobreza menstrual afeta 28% das mulheres de baixa renda no Brasil, 40% delas entre 14 e 24 anos. Foi um projeto que enfrenta essa situação que Bolsonaro vetou. Não vamos parar até derrubar esse veto absurdo!"Políticos criticam veto de Bolsonaro à distribuição de absorventes

Para Manuela Davila: Garantir dignidade e acabar com a pobreza menstrual deve ser interesse de todos nós. 

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MariliaArraes fala do seu projeto vetado por Bolsonaro e sabotado por Damares:

- Pessoas que menstruam, muitas vezes, passam por situações constrangedoras e até problemas de saúde por causa do uso de materiais inapropriados na tentativa de substituir os absorventes higiênicos, que se tornam inacessíveis para grande parcela da população por conta do custo.

- Entre o público adolescente e jovem, há ainda o prejuízo educacional. A cada ano letivo, vários dias de aula são perdidos porque as pessoas que menstruam são obrigadas a permanecer em casa pela falta de acesso a absorventes.

- Essa problemática impacta duramente o desempenho e a evolução escolar. Nosso mandato apresentou um Projeto de Lei que determina a distribuição de absorventes higiênicos, gratuitamente, nas unidades públicas de saúde, a exemplo do que ocorre em alguns países do mundo.

- É o Primeiro Projeto de Lei que aborda esse assunto na Câmara dos Deputados! Tenho muito orgulho dele. 

Mandatárias do Livres lutam para combater a pobreza menstrual • LIVRES

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas e texto que diz "VOCÊ SABE O QUE É POBREZA MENSTRUAL? CADA åååå 1 EM MULHERES já faltou a aula por não poder comprar absorventes. 23% das brasileiras entre 15 17 anos não tem acesso produtos de higiene menstrual R$ 6.000 é custo estimado de absorventes descartáveis usados durante toda vida fértil CRUZ VERMELHA BRASILEIRA"

12
Jan22

TARADO! Sargento do Exército é condenado por beijar aluna de 14 anos do Colégio Militar

Talis Andrade

 

Justiça Militar condenou militar do Exército professor sem ter estudado didática

 

por Eduardo Barretto /Metrópoles

A Justiça Militar condenou um professor do Exército por ter beijado uma aluna de 14 anos no Colégio Militar de Brasília (CMB). Em outubro, o sargento foi condenado a quatro anos de prisão e expulso da Força.

Segundo o Ministério Público Militar (MPM), o professor de música assediou uma estudante do 8º ano do ensino fundamental e a beijou na boca na sala de música do colégio, durante o intervalo. O MPM afirmou também que o professor enviava mensagens de conteúdo amoroso à aluna.
 

O Conselho Permanente de Justiça (CPJ), integrado por uma juíza federal da Justiça Militar e quatro oficiais do Exército, concordou com a denúncia e condenou o professor pelo crime de atentado violento ao pudor, previsto no Código Penal Militar.

“Não há dúvidas da prática de ato violento ao pudor, pois o réu vinha sucessivamente constrangendo a vítima em sua empreitada de sedução até o momento em que conseguiu roubar dela um beijo, este de caráter indiscutivelmente lascivo e sensual”, escreveu a juíza Flávia Ximenes.

[Falta o nome do tarado. Foto do pedófilo. Identidade protegida por ser militar ou ex. Beijo roubado me lembra poesia, música, romantismo. Ou foi beijo forçado, na marra?]

06
Jan22

História de PM condenado por estupro de crianças vira livro

Talis Andrade

coronel estuprador de bebês.jpeg

 

"O coronel que raptava infâncias" 

 
 
Um senhor para numa lanchonete com seu carro na zona norte do Rio de Janeiro. A seu lado, uma criança de dois anos, nua. Após o flagra pela polícia, feito em 2016, descobre-se que ele é o coronel reformado da PM Pedro Chavarry e que, por trás, há mais do que um caso isolado de abuso de menores.
 

Em “O coronel que raptava infâncias”, o repórter Matheus de Moura mergulha da história de Chavarry, condenado por estupro de vulnerável e por corrupção, após tentar subornar os policiais que o aboradaram.

No livro, o jornalista mostra a trajetória de Chavarry desde a década de 1980, incluindo a construção da reputação de contribuições à assistência social de famílias vulneráveis até as acusações de integrar uma rede de pedofilia.

O coronel que raptava infâncias’: Matheus de Moura lança livro sobre PM abusador de criançasO coronel que raptava infâncias': Matheus de Moura lança livro sobre PM  abusador de crianças na Ponte - Ponte Jornalismo

Obra do jornalista foi lançada pela editora Intrínseca e narra o passado obscuro de Pedro Chivarry, coronel da PM do Rio de Janeiro responsável por uma rede criminosa de abuso sexual de crianças preso em 2016

 

por Elisa Fontes /Ponte

Quando ainda era estudante de jornalismo em 2016, Matheus de Moura se deparou com o caso chocante que mudaria o rumo da sua vida pessoal e profissional: o flagrante do coronel reformado da Polícia Militar Pedro Chavarry Duarte, que estava dentro de um carro com uma criança, nua, de apenas dois anos. O episódio, que aconteceu em um posto de gasolina em Ramos, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, ganhou as manchetes dos jornais junto com um vídeo que mostrava Chavarry tentando subornar policiais para não ser preso.

Na época, mesmo vivendo em Santa Catarina, Matheus de Moura decidiu investigar o passado do PM ao acompanhar a repercussão do caso. Cinco anos depois de uma intensa e profunda apuração, que o fez se mudar para o Rio de Janeiro, o jornalista conta todos os capítulos desta história no seu primeiro livro, O coronel que raptava infâncias, lançado oficialmente pela editora Intrínseca na Academia de Literatura das Ruas da última quarta-feira (18/8). A live conduzida pela editora de relacionamento Jessica Santos foi transmitida no canal da Ponte. Foram sorteados quatro exemplares da obra aos membros do Tamo Junto.

“Eu olhei aquele cara da polícia militar tentando subornar com tanta facilidade, como quem parece que faz aquilo muitas vezes, e pensei que esse é um comportamento repetido, sistemático e provavelmente tem o lastro de anos. Fiquei aficionado nessa ideia de que por trás daquela ação tinha uma história muito maior”, lembra o jornalista do dia que assistiu o vídeo do coronel em uma reportagem do Fantástico.

Hoje, Matheus de Moura é mestrando em sociologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e colabora para veículos como a Ponte, o The Intercept Brasil e o UOL escrevendo sobre direitos humanos, segurança pública e crime organizado.

 

Desvendando o passado de Chavarry

O caso de 2016 não foi o primeiro flagrante envolvendo Pedro Chavarry. Já na década de 1980, o coronel foi preso após a polícia encontrar um bebê de três meses abandonado em situação precária dentro de uma casa que pertencia a ele em Bangu. “O chefe da associação de moradores já observava que ele sempre parava o carro lá, deixava uma mala e voltava. Toda semana tinha esse momento”, explica Matheus sobre a desconfiança dos moradores do bairro que chamaram a polícia.

Naquele local, foram encontrados indícios de que pelo menos outras quatro crianças haviam sido alvos de Chavarry. “Ele mentia que existia uma creche, em nome da Polícia Militar, e que ele cuidava destas crianças. Só que era balela, não tinha nada. Era um homem que no máximo tinha uma ajuda de uma senhora bem idosa de vez em quando, mas que tinha comprimidos de calmante para adulto nas coisas das crianças, uma câmera cujo filme estava destruído, e que ninguém sabia para que servia”, detalha Matheus sobre o que foi encontrado na casa.

No entanto, mesmo acusado de abandono e maus tratos, o coronel ficou preso por uma noite e foi absolvido em segunda instância, mantendo as funções dentro da PM. Segundo o jornalista, Chavarry voltou aos noticiários quando foi denunciado por receber propina do jogo do bicho junto com outros policiais. A partir de 2010, o coronel volta a aparecer na cena política, construindo “uma imagem de que ele é um homem de Deus, um homem do bem” e se torna presidente da Caixa Beneficente da PM do Rio de Janeiro, que assegura benefícios e serviços à policiais militares.

“Quando ele é pego em 2016, o policial Batista, que o prendeu, recebe uma ligação de um amigo de outro batalhão falando: ‘você prendeu o Chavarry, cara? Chavarry a gente não prende, a gente mantém solto’”, conta Matheus sobre o reconhecimento e a impunidade em torno da figura do coronel que era responsável por uma rede criminosa de abuso sexual de crianças.

 

Exploração sexual de crianças

Nos últimos anos, ao se mudar para Niterói, Matheus de Moura percorreu diversos pontos do Rio de Janeiro para falar com as vítimas, os familiares e encontrar documentos sobre o histórico de Pedro Chavarry. O jornalista diz que muitas mães relataram que se sentem culpadas pelo que aconteceu com seus filhos. Grande parte das crianças vítimas dos abusos moravam em favelas e eram de famílias humildes, em situação de vulnerabilidade.

Na obra, Matheus traz também a entrevista de um parente do coronel que contou mais detalhes de como era o convívio dele com a família. A narração também abre o debate para diferenças acerca de pedofilia e exploração sexual. Ele destaca que Chavarry atuava como explorador sexual. “São pessoas que constroem a vida para poder exercer poder e poder sexual”, ressalta. Ao mesmo tempo, a imagem do coronel era relacionada aos programas de assistência social que ele liderava.

Matheus avalia que os casos de abuso sexual envolvendo crianças causam mais comoção e indignação atualmente. “Hoje a gente presta atenção na infância como algo a ser protegido e isso é bom, mas ainda não se reflete totalmente em crianças que vivem na rua, pois aí não é mais criança, é o ‘de menor’, uma forma de tipificar criminalmente uma criança que está na rua”, ressalva.

Na visão do jornalista, a cobertura da imprensa comete erros nos casos de abusos sexuais de crianças ao confundir o crime com pedofilia, que é uma doença pela qual as pessoas precisam buscar tratamento. “São duas coisas diferentes. Enquanto a gente continuar tratando doença como crime, a gente não vai conseguir avançar na discussão”, aponta. Segundo ele, o próprio Ministério Público evita acusações usando o termo pedofilia.

Em 2017, o coronel da PM foi condenado a 11 anos de reclusão por estupro de vulnerável e corrupção ativa e dois anos mais tarde foi preso. Atualmente, Chavarry segue fazendo parte da corporação mesmo detido no Batalhão Prisional da PM, em Niterói, e recebe salário.

 

24
Out21

A cada 20 minutos, uma menina estuprada

Talis Andrade

 

 

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Manuela D'Ávila na mídia

 
Manuela
@ManuelaDavila
Mais um triste dado levantado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e o Unicef: jovens negros representam 80% das vítimas de mortes violentas de crianças e adolescentes no Brasil nos últimos 5 anos. Até quando?

violenciario rio criança.jpg

É preciso proteger nossas meninas. Em estudo inédito divulgado pelo Unicef e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a cada 20 minutos, uma menina foi estuprada no Brasil no período entre 2017 e 2020. De todos os casos analisados, 86% foram praticados por conhecidos das vítimas, como pais, padrastos, vizinhos e tios. O estudo traz ainda orientações para frear o índice de violência contra as crianças. Entre elas, a capacitação de profissionais que trabalham com crianças e adolescentes, além da educação, de acordo com cada idade, sobre o que é violência sexual e como identificar casos de abuso. Somente com acesso a informação nossas crianças poderão compreender os diversos tipos de violência e assim pedir ajuda.Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas e texto que diz "FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA MULHER POUPARIA R$ 214 BILHÕES EM 10 ANOS, DIZ FIEMG Fonte: Universa UOL FEMI NISMO"

Segundo a pesquisa Impactos Econômicos da Violência contra a mulher, feita pela Fiemg, seriam poupados em 10 anos mais de R$ 214 bilhões do PIB brasileiro se houvesse o combate a este problema. Os cálculos levam em conta o fechamento dos postos de trabalho resultantes da violência contra a mulher, que impacta na queda da renda, na redução do consumo, no faturamento das empresas e também na arrecadação de impostos. Violência é sempre ruim para todos.Ato em embaixada do Brasil em Paris usa absorventes para atacar Bolsonaro - Coletivo Alerta França Brasil/MD18 Ubuntu AudiovisualRelatores da ONU cobraram Bolsonaro sobre veto na distribuição gratuita de absorventes para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Nosso país precisa garantir dignidade menstrual para quem menstrua. Seguiremos na luta para derrubar esse veto!

Nojento! Acusado de cometer crimes contra humanidade, Bolsonaro segue com seu projeto de morte, espalhando a absurda fake news de que quem está tomando as 2 doses da vacina está adquirindo HIV/AIDS.

zumbi suástica.gifSabem o cartaz com suástica que levaram na Câmara dos Vereadores no dia dos ataques racistas e fascistas? Conforme a delegada da Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância, a mulher que levou alegou que recebeu um "chamado divino" para confeccioná-lo. Como pode isso, gente??!Pode ser uma imagem de 1 pessoa, em pé e interioresEu quero voltar a esse episódio para falar sobre como funcionam as redes de ódio da extrema direita. Hoje cedo, li no jornal que dois dos homens envolvidos na violenta manifestação da extrema direita são militantes do movimento cristão conservador do PTB. Não acho uma casualidade que esse seja o Partido de Roberto Jefferson, que numa manifestação recente sugeriu que invadissem plenários e atirassem em parlamentares de oposição. Aliás, essa manifestação foi o que me fez procurar o MP e denunciá-lo e que agora faz com que o supremo o investigue novamente. Muitas vezes ouvimos que esses discursos não causam nada. Sabemos que isso não é verdade. Não causam nada apenas para quem não os enfrenta. Inflamados por esses discursos e por Fake News, “lobos solitários” se movimentam e agem. O discurso falso gera um ódio verdadeiro. Foi isso que vimos na Câmara de vereadores dessa semana. Por isso, a importância de identificar e punir quem produz e distribui os conteúdos falsos e de ódio. Eles são a raiz. Mais um abraço cheio de carinho pras minhas camaradas Daiana e Bruna.

📷 Lucas Leffa

 

 
22
Out21

No Brasil, 122 estupros contra crianças são registrados por dia

Talis Andrade

estupro incesto pedofilia.jpg

 

 

Mais de 179,2 mil casos de estupro ou estupro de vulnerável contra crianças e adolescentes foram registrados no país entre 2017 e 2020. Na prática, isso equivale a uma média de 122 casos por dia.

Os números são do “Panorama da violência letal e sexual contra crianças e adolescentes no Brasil” (leia a íntegra abaixo), publicado nesta sexta-feira (22/10) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Os dados foram obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) pelo FBSP. A entidade solicitou a cada um dos estados os dados referentes a mortes violentas intencionais, estupros e estupros de vulneráveis.

Em 2020, ano marcado pela pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), houve uma pequena queda no número de registros de violência sexual, segundo o relatório. Os autores do estudo, no entanto, veem um aumento da subnotificação nos registros policiais.

“Analisando mês a mês, observamos que, em relação aos padrões históricos, a queda se deve basicamente ao baixo número de registros entre março e maio de 2020 – justamente o período em que as medidas de isolamento social estavam mais fortes no Brasil. Esta queda provavelmente representa um aumento da subnotificação, não de fato uma redução nas ocorrências”, aponta o panorama.

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Perfil das vítimas

Entre essas vítimas de estupro, 86% são do sexo feminino e 14% do sexo masculino. Além disso, cerca de 55% são brancas; 44%, negras e; 0,6%, de outras raça/cor.

 

“A grande maioria das vítimas de violência sexual é menina. Para elas, um número muito alto dos casos envolve vítimas entre 10 e 14 anos de idade, sendo 13 anos a idade mais frequente. Para os meninos, os casos de violência sexual concentram-se especialmente entre 3 e 9 anos de idade”, detalha o panorama.

O estudo aponta que nos casos em que as vítimas são adolescentes de 15 anos ou mais, as meninas representaram mais de 90% dos casos. “A maioria dos casos de violência sexual ocorre na residência da vítima e, para os casos em que há informações sobre a autoria dos crimes, 86% dos autores eram conhecidos das vítimas”, completa.

Leia a íntegra do estudo:

Panorama Da Violência Letal e Sexual Contra Crianças e Adolescentes by Tacio Lorran Silva on Scribd

 

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