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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

05
Nov20

Bolsonaro traz para a Petrobrás experiência desastrosa de 289 mortes da Vale do Rio Doce privatizada!

Talis Andrade

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por Emanuel Cancella

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Os acidentes ambientais em Mariana(faz 5 anos), junto ao de Brumadinho em Minas Gerais, envolvendo a Vale, os maiores do Brasil, quiçá no mundo, que inclusive superam as 182 mortes em Beirute (15), com a explosão no porto. São 19 mortos em Mariana e 270 em Brumadinho (13).  

Ninguém foi preso, as famílias das vitimas aguardam reparação, rios estão mortos, e o pior: a ameaça de novos acidentes (11,12).  

No governo FHC, a Vale do Rio Doce foi vendida por R$ 3.3 BI. Só de ouro tinha 4 vezes esse valor (2).

Bolsonaro, quando deputado, falou em fuzilar FHC por vender a Vale do Rio Doce e nossas reservas petrolíferas (3). E hoje, Bolsonaro presidente indica dois executivos da Vale privatizada para dirigir a Petrobrás: Presidente da Petrobrás, Castello Branco, e para presidir a Transpetro, Cristiane Marsillack (4,5).

O ex presidente da Aepet Ricardo Maranhão, depois de Bolsonaro vender a BR Distribuidora, demitir 600 petroleiros, centenas de contratados, reduzir em 30% os salários dos que ficaram na empresa, anunciar, com apoio do STF, a venda de metade das refinarias da Petrobrás, chama o indicado de Bolsonaro, Castello Branco, de liquidante da Petrobrás (8,9,10,16).

Castello Branco, alem de liquidante da Petrobrás, liquida os direitos trabalhistas dos petroleiros. Já aumentou a participação dos petroleiros de 30% para 40% no plano de saúde, AMS e no PED – Plano de Equacionamento de Déficit, onde os petroleiros ativos e aposentados, mesmo sem nunca terem sido gestores da Petros, estão pagando, por rombo, no mínimo, com 13% de seu salário, e de forma vitalícia. 

Bolsonaro pune os petroleiros que ganharam pela 4ª vez o premio OTC em Houston nos EUA, e premia executivos da Vale privatizada (6).

FHC que doou a Vale do Rio Doce não foi preso, muito pelo contrario. Veja o que disse o chefe da lava Jato que investigou a Petrobrás, juiz Sergio Moro, sobre FHC, em gravação do The Intercept Brasil:

O ex-juiz Sergio Moro decide opinar sobre as suspeitas contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e diz que acha ‘questionável’ mexer com FHC, pois ‘melindra alguém cujo apoio é importante’”(1).

Lava Jato considerou o apoio de FHC importante, mesmo ele envolvido em corrupção na Petrobrás, em algumas com o proprio filho, Paulo Henrique Cardoso (7).   

É por isso que 67%, a maioria dos brasileiros, são contra as privatizações nas estatais (17)!

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Destruir a Petrobras fhc fernando henrique.png

 

26
Jul20

Paulo Guedes, o corrupto de estimação da Lava Jato e da Greenfield!

Talis Andrade

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por Emanuel Cancella

- - -

A certeza da impunidade fez com que Paulo Guedes formasse uma quadrilha junto com seu assessor Esteves Colnago e outros que deram assim um rombo de 6.5 BI nos fundos de pensão das estatais, incluindo a Petros (3,4).

Paulo Guedes não só roubou o fundo de aposentadorias dos trabalhadores da BR Distribuidora, como também, com a privatização, ainda tirou 600 empregos próprios e de centenas de contratados e obrigou os que ficaram a diminuir em 30% seus salários (1).

E fez muito mais, pois prejudica milhares de trabalhadores, inclusive os da Br Distribuidora, com o pagamento do famigerado PED - Plano de Equacionamento de Deficit:  170 mil na Petrobras; 135 mil na Caixa Econômica Federal; e 70 mil nos Correios (2).

Não sabemos quanto estão pagando pelo déficit os funcionários da Caixa e do Correio, mas na Petrobrás estamos pagando, no mínimo com 13% dos salários e por 18 anos, e as direções da Petrobrás e da Petros ainda querem transformar o pagamento em vitalício. Esses petroleiros punidos nunca foram gestores da Petros.

E não podemos esquecer que, por conta do fajuto combate à corrupção na Petrobrás, que atinge também os petroleiros, vários colegas indignados estão afastados para tratamento psíquico e pelo menos 10 petroleiros se suicidaram (12).

Os petroleiros recorreram contra o PED e conseguiram 310 liminares que abrangem milhares de petroleiros, suspendendo assim o desconto em todo o Brasil. Eis que, em decisão monocrática, o presidente do STJ, João Otávio de Noronha, suspendeu todas as liminares.  É, com base nessa decisão, que  se aproveita a direção da Petrobrás e da Petros para tornar o pagamento vitalício.

Lembrando que a decisão de Noronha é de suspensão temporária e estamos esperando que o pleno do STJ julgue em definitivo (5).  

Para quem não lembra, Noronha é o juiz que determinou a prisão doméstica do miliciano Fabrício de Queiroz e sua esposa Márcia (6).

E agora vem a público que a provável saída do presidente do BB, Rubem de Freitas Novaes, foi por conta de mais uma negociata de Paulo Guedes no Banco do Brasil. Quem denunciou foi o deputado Pompeu de Mattos do PDT/RS.

O Banco Pactual, do qual Paulo Guedes é fundador, comprou a carteira de Crédito do BB avaliada em R$ 2.9 BI por R$ 371 milhões (7,8,9).   

Essa certeza de impunidade de Paulo Guedes vem das operações Lava Jato, que investiga a Petrobrás, chefiada então pelo juiz Sergio Moro, e pela Operação Greenfield, que investiga os fundos de pensão das estatais.

Isso porque Paulo Guedes, quando arrombou os cofres dos fundos de pensão das estatais, era somente assessor do candidato Bolsonaro, e mesmo diante do escândalo, conseguiu virar ministro da Economia de Bolsonaro porque  contou com a omissão da Lava Jato e da Greenfield

Essa mesma Lava Jato, chefiada pelo juiz Sergio Moro, prendeu 20 pessoas, por “suspeita” de superfaturamento nas obras da sede da Petrobrás na Bahia com dinheiro da Petros (10). Também a Greenfield denunciou 29 ex-executivos de Fundos de Pensão nas estatais por “possível” gestão temerária (11).

Mas Paulo Guedes continua ileso, embora tenha arrombado os cofres do fundo de aposentadoria da Petros; ter tirado os empregos de 600 petroleiros e de centenas de contratados e reduzido, em 30%, os salários dos que ficaram na BR Distribuidora, pois se não aceitassem seriam demitidos.

Enfim, Paulo Guedes, além de não pagar pelo rombo que deu, não ter sido preso, ainda, com as graças da Lava Jato e da Greenfield, ganhou o ministério da Economia de Bolsonaro e continua fazendo negociatas, agora usando o Banco do Brasil! (Anotações aqui)

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