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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

05
Abr22

Eduardo Bolsonaro tortura Míriam Leitão

Talis Andrade

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Por Altamiro Borges

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), também chamado de Dudu Bananinha, é realmente muito escroto. Pelo Twitter, ele voltou a ironizar a bárbara tortura sofrida por Míriam Leitão, da Rede Globo, durante a ditadura militar. Ele postou: “Ainda com pena da [emoji de cobra]”. O fascistoide conta com o cretinismo parlamentar para manter a sua imunidade! 

Quando tinha apenas 19 anos e estava grávida, a hoje conhecida jornalista foi presa e torturada por carrascos da ditadura dos generais (1964-1985). Em uma sessão de tortura, ela foi deixada nua em uma sala escura com uma cobra. O tuíte do filhote 03 do presidente gerou manifestações de repúdio até dos que discordam da colunista global. 

Lula presta solidariedade à jornalista global

 
O ex-presidente Lula, que sempre sofreu críticas ácidas da jornalista e da Rede Globo, foi um dos primeiros a repudiar o fascista. “Minha solidariedade à jornalista Míriam Leitão, vítima de ataques daqueles que defendem o indefensável: as torturas e os assassinatos praticados pela ditadura. Seres humanos não precisam concordar entre si, mas comemorar o sofrimento alheio é perder de vez a humanidade”, postou nas redes sociais. 
 
A Federação Nacional dos Jornalistas divulgou nota em que lembra que “não foi a primeira vez que Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, tratou a tortura como uma prática banal e defensável. Também não foi a primeira vez que a jornalista Míriam Leitão foi desrespeitada pela família Bolsonaro, em sua história de militante e presa política”. 

O texto da Fenaj também enfatiza que “passa da hora de os demais poderes constituídos da República brasileira agirem para garantir o Estado de Direito, com a punição cabível para autoridades que insistem em agir fora dos preceitos legais e democráticos”. A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) também afirma que a “apologia à tortura é crime e quem a pratica deve se submeter aos rigores da legislação”. 

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Cadê o Conselho de Ética?


PSOL e PCdoB já protocolaram representações no Conselho de Ética da Câmara Federal em que pedem a cassação do mandato do parlamentar. Para a líder do PSOL, deputada Sâmia Bomfim, a postagem dele sobre a tortura é “desumana”. “Quando ele faz piada com essa situação, reafirma, mais uma vez, que é um criminoso inimigo da democracia”. 

No mesmo rumo, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) afirma que é urgente punir Eduardo Bolsonaro “por respeito à democracia, à sociedade e às mulheres. A publicação dele é repugnante. Se isso não é quebra de decoro, o que será? A leniência da Câmara em outros tempos normalizou barbaridades como o elogio a tortura”. 

O deputado Alexandre Molon (PSB-RJ) também reagiu indignado. “Que tipo de monstro é capaz de debochar da tortura de uma mulher grávida?”, perguntou pelo Twitter. Já o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que o comentário é “nojento, covarde e asqueroso”. E a deputada Natália Bonavides (PT-RN) exigiu uma postura dura da Câmara Federal.
 
19
Mar22

Manuela D’Ávila: Sementes de Marielle florescem e são esperança de outro país

Talis Andrade

 

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A vice-presidenta nacional do PCdoB protestou pelo fato de, até hoje, o mandante do crime não ter sido apontado

 

por Priscila Lobregatte /Vermelho

A vice-presidenta nacional do PCdoB, Manuela d’Ávila, homenageou, nesta segunda-feira (14) pelas redes sociais, a vereadora carioca do PSol, Marielle Franco, e seu motorista, Anderson Gomes, assassinados há exatos quatro anos. E protestou pelo fato de, até hoje, o mandante do crime não ter sido apontado.

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“Quatro anos da morte de Marielle e nosso país ainda exige saber quem mandou matá-la! Sua execução e de Anderson e a profanação permanente de seu corpo — com a quebra de placas, fake news asquerosas e piadas nefastas — foram os sinais mais claros daquilo que nosso país passou a viver nesses últimos quatro anos”, declarou Manuela. 

Ela colocou ainda que “da mesma maneira, as sementes de Marielle florescendo são esperança de que podemos ser um país mais próximo daquilo que ela sonhou e lutou”. 

Fazendo referência a uma foto de Marielle, Manuela salientou: “Eu olho para essa imagem e penso em Dona Marinete, em Anielle, em sua filha Luyara. Penso nas mesas de domingo com a imensidão de sua ausência. Penso em Monica. Desejo que meu carinho e solidariedade chegue até cada uma delas”.

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Marielle e Anderson foram assassinados no centro do Rio de Janeiro, após um carro emparelhar com o da vereadora; vários tiros foram disparados contra o banco de trás, onde ela estava. Ambos morreram no local.

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Marcas de bala no carro de Marielle

O Ministério Público denunciou Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz como os assassinos de Marielle e de Anderson. Os ex-PMs, presos em penitenciárias federais fora do Rio de Janeiro, vão a júri popular, ainda não marcado. Mas a polícia e o MP ainda buscam outras respostas como: “Quem mandou matar Marielle?”; “Por que ela foi morta?”; “Teve motivação política?”; “Onde está a arma do crime?”.

12
Mar22

Manuela relata ataques do MBL após Arthur do Val dizer que sente medo

Talis Andrade

Manuela relata ataques do MBL após Arthur do Val dizer que sente medo

 

A vice-presidenta do PCdoB, Manuela d’Ávila, relatou, pelas redes sociais nesta quinta-feira (10), algumas das inúmeras agressões que sofreu especialmente nos últimos oito anos, boa parte dos quais ligadas ao MBL e à extrema-direita.

A motivação de Manuela foi a declaração do deputado estadual Arthur do Val (Podemos-SP), o “Mamãe Falei”, do MBL, de que estaria com medo de sair à rua depois do vazamento e da repercussão do áudio misógino e preconceituoso no qual disse que as mulheres ucranianas “são fáceis porque são pobres”.

Ando nas ruas de cabeça erguida porque sei quem sou e o que defendo e sei quem são os mentirosos que me atacam

Eu lembro a primeira vez em que fui agredida por causa de uma fakenews: era 2014.

Eu estava tomando café com meu marido e um menino olhou para mim e passou a me agredir por conta de uma notícia mentirosa publicada num perfil de Twitter e num site que mentia ser de humor.

Pouco tempo depois, estava grávida e fui agredida numa ação orquestrada por um deputado ligado ao MBL.

Quando estava com quatro meses de gestação, o MBL (associados com blogs de extrema direita) criou uma fakenews em que diziam que eu havia ido aos Estados Unidos Fazer enxoval. As pessoas acreditaram. Eles usaram a foto de meu enteado ainda criança. Ele também passou a ser atacado nas redes sociais.

Quando Laura nasceu, o relato detalhado do meu parto foi feito nas redes sociais por uma médica que conseguiu informações e fez com que o dia seguinte ao nascimento de minha filha se transformasse numa batalha para barrar as publicações e comentários de ódio a nosso respeito.

Quando Laura tinha 45 dias foi agredida fisicamente porque a agressora acreditou na fakenews do enxoval nos Estados Unidos e também na ideia de que uma mulher como eu não poderia ter roupas para sua filha porque na Coreia não era assim.

Meu marido foi expulso de um clube porque era casado com uma comunista.

Em 2018, milhões de brasileiros compartilharam a notícia falsa que eu havia ligado 18 vezes para Adelio Bispo no dia da facada no candidato adversário.

Em 2021, minha filha foi fotografada na porta da escola.

Essa imagem foi distribuída inclusive pela esposa do vice-prefeito (ex presidente do MBL).

Logo em seguida, a mesma imagem passou a ser usada por grupos de ódio para nos ameaçar de morte e estupro.

Não consigo contar o número de vezes que fui agredida no supermercado ou na rua por conta dessas mentiras.

Há oito anos, eu sinto medo por mim e pelos meus.

Mas eu ando nas ruas de cabeça erguida porque sei quem sou e o que defendo e sei quem são os mentirosos que me atacam.

Já esse deputado tem medo de sair na rua porque descobriram exatamente quem ele é”.

Charge: Reprodução Facebook/Ferrugem Cartuneiro

15
Fev22

"PT, PV e PCdoB não têm dúvidas sobre Federação. O PSB, tem"

Talis Andrade

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Haddad sonha Marina na campanha de Lula

 

247 – “Nós (o PT) queremos federar. Não temos dúvidas daquilo que queremos fazer. PV e PCdoB, também não. O PSB tem”, disse o ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, aos jornalistas Luís Costa Pinto e Eumano Silva no programa Sua Excelência, O Fato, transmitido ao vivo na manhã desta 3ª feira na TV 247. “E qual é a dúvida?”, seguiu ele, respondendo à própria pergunta: “aparentemente, eles preferem perder bancada para não perderem autonomia em 2024. Aparentemente é isso que está em jogo”.

Candidato ao governo paulista pelo PT, tentando fechar uma aliança com o Partido Soclialista Brasileiro já no 1º turno, fazendo do ex-vice-governador Márcio França candidato ao Senado ou mesmo a vice, novamente, em sua chapa, Haddad lamentou ao longo do programa as dificuldades de sagração definitiva de uma Federação com os quatro partidos – PT, PSB, PCdoB e PV. Respondendo a uma provocação dos entrevistadores, deixou claro que a Federação pode ser formada só com três legendas, sem os socialistas, e que a Federação terá candidatos a governador em estados caros à estratégia eleitoral do PSB como Pernambuco e Espírito Santo, por exemplo. 

Ao responder a uma pergunta de Eumano Silva, sobre o porquê de a ex-ministro do Meio Ambiente, Marina Silva, seguir tão distante do PT e do ex-presidente Lula, mesmo num momento em que o líder petista vem costurando um arco tão amplo de alianças da esquerda ao centro, Fernando Haddad lamentou o distanciamento e pediu ponderação a Marina. “Só ela pode ter dimensão de como aquilo que a machucou tanto em 2014 ainda dói nela. Não vou tratar dessa dimensão. Mas, Marina precisa ver como o Lula tem agido… ele ficou 580 dias em Curitiba, injustamente”, disse. E prosseguiu: “A forma como isso afetou a saúde da Dona Marisa, que morreu em decorrência daquela pressão… É olhar para a frente, Lula tem feito isso, reunindo-se com gente que falou cobras e lagartos dele no passado, num passado até mais recente. Temos de reconstruir o Brasil. Tenho muito carinho pela Marina, por nossa amizade, pelo trabalho que fizemos juntos quando fomos ministros”.

 

 

23
Ago21

A população enfrenta o desemprego, a inflação galopante e a fome

Talis Andrade

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PDT, PSB, Cidadania, PCdoB, PV, Rede e PT: Qualquer tentativa de escalada autoritária encontrará pronta resposta. Nota pública dos partidos políticos em solidariedade ao STF

 

 

Os partidos abaixo assinados reafirmam seu compromisso com a garantia da ordem democrática, a defesa das instituições republicanas e o respeito às leis e à Constituição Federal de 1988, que tem o Supremo Tribunal Federal (STF) como guardião.

 

E se solidarizam com os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, alvos de uma campanha difamatória que chegou às raias da violência institucional com um inepto e infundado pedido de impeachment contra Moraes por parte do presidente da República, Jair Bolsonaro.

São os ministros que lá estão os responsáveis por garantir os direitos e as liberdades fundamentais sem os quais nenhuma democracia representativa é possível. E eles devem ser protegidos em sua integridade física e moral.

Não é com ações como essas que Bolsonaro se fará respeitar. No Estado de Direito, cabe recurso de decisões judiciais das quais se discorda, como bem destacou o próprio STF em nota cujos termos subscrevemos. Esgotadas as possibilidades recursais, as únicas atitudes possíveis são acatar e respeitar. Qualquer tentativa de escalada autoritária encontrará pronta resposta desses partidos.

Não por outra razão, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), já deixou claro que não antevê “fundamentos técnicos, jurídicos e políticos” para impeachment de ministros do STF e alertou que não se renderá “a nenhum tipo de investida para desunir o Brasil”. Como registra Pacheco, os atores políticos devem concorrer para a pacificação nacional.

A República se sustenta em três Poderes independentes e harmônicos entre si. É preciso respeitar cada um deles em sua independência, sem intromissão, arroubos autoritários ou antidemocráticos. Há remédios constitucionais para todos os males da democracia.

O Brasil vive um momento de grave crise econômica e sanitária. Em meio à tragédia da Covid, que já conta o maior número de mortos da história recente, a população enfrenta o desemprego, a inflação galopante e a fome, sob risco de um apagão energético e crescente desconfiança dos agentes econômicos.

São esses os verdadeiros problemas que devem estar no foco de todos os homens públicos. E a eles só será possível responder dentro das regras democráticas, com diálogo institucional e convergência de propósitos. É o que a sociedade espera de nós.

Assinam esta nota,

Carlos Lupi – PDT
Carlos Siqueira – PSB
Roberto Freire – Cidadania
Luciana Santos – PCdoB
Luiz Penna – PV
Heloísa Helena e Wesley Diógenes – REDE Sustentabilidade
Gleisi Hoffmann – PT

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13
Mai21

'Já matei sim e muito!', confessa deputado Éder Mauro na Câmara dos Deputados

Talis Andrade

 

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Parlamentar defendeu a Chacina de Jacarezinho: "Foi pouco. Deveriam ter mais operações dessas"

 

por Thiago Vilarins /O Liberal

 

- - -

Em meio a uma discussão com deputados do PT e do PSOL durante a reunião deliberativa de hoje (12.05.21) da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal, o deputado Éder Mauro (PSD-PA) disse que já matou muita gente, completando em seguida, que eles todos eram bandidos.  "Eu, infelizmente, já matei sim. E não foram poucos não, foi muita gente. Agora, tudo bandido, nenhum era cidadão de bem, nenhum era pai de família, nenhum era cidadão que pudesse estar na rua trabalhando para levar sustento para sua família. Eram pessoas como aquelas que morreram lá em Jacarezinho, que destrói famílias, que levam drogas para os seus filhos", esbravejou o parlamentar, se referindo ao tempo em que atuou como delegado de polícia no Pará.

A comissão estava discutindo o Projeto de Lei (PL) 548/2019, que dispensa as reuniões presenciais em condomínios por votação eletrônica. A confusão começou logo após a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS), que estava discursando de forma remota, ter a sua fala interrompida pela queda da internet. Logo em seguida, o deputado Eder Mauro comemorou a interrupção agradecendo a Deus o fim do discurso da deputada. Ofendidos, os deputados de esquerda, como Orlando Silva (PCdoB-SP), Paulo Teixeira (PT-SP), Maria do Rosário (PT-RS), Erika Kokay (PT-DF) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP), que também participavam da sessão de forma remota, rebateram o parlamentar paraense, o acusando de machista, covarde, matador e torturador. 

"Sou casado há quase vinte anos com uma mulher. E é uma mulher, não é uma barata. Vim de uma mãe e não de uma chocadeira. Então, não tenho medo desse pessoal, nem um pouquinho. Pode-se fazer de vítima, chorar, espernegar, fazer o cacete aqui nesta sessão, que eu não vou baixar a cabeça e não vou me calar também", rebateu Eder Mauro, citando o PL 3.369/2015, de autoria do deputado Orlando Silva, que tem como objetivo ampliar o reconhecimento de famílias pelo Estado brasileiro, englobando, por exemplo, a adoção por casais homossexuais e os casos em que crianças são educadas por tios e avós. Para o paraense a intenção da proposta é de "legalizar o incesto".

"Esse deputado de esquerda, chamado Orlando Silva, que vem defender deputadas viúvas do Lula, deveria se virar para todo esse país e mostrar o projeto dele que autoriza que pai possa casar com filha, e irmã com irmão. Isso sim é uma covardia. Então, eu não vou me calar, em nenhum momento. Se eles pensam que eu tenho medo deles, eu não tenho nenhum pouco. Queria vocês aqui, fisicamente, para a gente poder discutir olhando olho no olho", queixou-se o deputado paraense, completando que os seus opositores são defensores de bandidos.

Vão dormir e esqueçam de acordar"

"Passaram a semana toda protegendo os 26 que morreram em Jacarezinho. Foi pouco. Deveriam ter mais operações dessas. Lamento apenas a morte do policial, que deixou a mãe, e doente não tem mais quem a proteja. Portanto, seus comunistas de plantão, vão retirar as propostas que vocês têm aqui para destruir a família. Deputado Orlando Silva, que quando vem defender fala macio, dizendo que deveríamos respeitar as mulheres, aqui tem deputada, a presidente é uma deputada, são respeitadas como qualquer um. Agora discussões de ideia, eu não aceitar que vocês possam chamar os outros de torturadores, de assassinos, e nós não podemos dizer nem 'Graças a Deus'. É brincadeira. Vão dormir e esqueçam de acordar", finalizou.

Eduardo Bolsonaro se refere a deputadas como "portadoras de vagina"Tudo sobre ela

Éder Mauro sempre secunda o deputado Eduardo Bolsonaro, também policial e da bancada da bala, nas falas reacionárias, sexistas, racistas e extremistas da direita volver. TRIBUNA DA INTERNET | Após saída de Moro, bancada da bala quer emplacar a  recriação do Ministério da Segurança Pública

Eduardo Bolsonaro
@BolsonaroSP
Parece, mas não é a gaiola das loucas, são só as pessoas portadoras de vagina na CCJ sendo levadas a loucuras pelas verdades ditas pelo Dep.
@EderMauroPA
Fernanda Melchionna
@fernandapsol
Eduardo, teu pai já disse uma vez que não estupraria uma mulher pq ela não 'merecia'. Agora, tu reduzes elas a 'portadoras de vagina'. Dói ver que nós estamos ganhando espaço, né? Sugiro que se abrace e afunde junto com os autoritários. Não vamos retroceder nem um milímetro.Image

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) atacou as parlamentares mulheres da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), dizendo que elas são “portadoras de vagina”. As informações são da Folha.

A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) vai protocolar uma representação contra o filho 03 do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e, segundo ela, deputadas de todos os partidos devem endossar o documento.

“Ele agrediu todas as parlamentares, inclusive as do partido dele”, disse Joice.

Eduardo Bolsonaro publicou em seu Twitter um vídeo da CCJ em que o deputado Éder Mauro (PSD-PA) discutia com a deputada Maria do Rosário (PT-RS), dizendo que ela precisava de “um médico”, pois “não para de falar”.

“Parece, mas não é a gaiola das loucas, são só as pessoas portadoras de vagina na CCJ sendo levadas a loucuras pelas verdades ditas pelo Dep. @EderMauroPA 1.000°”, disse Eduardo.Carlos Morel on Twitter: "Charge de Jaguar, Folha de SP 25/1/2019: Idade  mínima para porte de arma!… " 

30
Dez20

Acordo podre e cretinismo parlamentar

Talis Andrade

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Políticos de direita, como Maia e Baleia, mentem com grande cinismo: são profissionais hábeis na enganação

 

por ANTÔNIO AUGUSTO /Opera Mundi

Partidos de esquerda como o PT e o PCdoB atolam-se cada vez mais no “Bloco do Maia” na eleição para a presidência da Câmara e, em reunião nesta segunda-feira, praticamente garantiram apoio ao golpista Baleia Rossi (MDB-SP), indicado por Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Baleia foi golpista de carteirinha no “impeachment” da presidenta Dilma e é homem de confiança de Michel Temer.

Políticos de direita, como Maia e Baleia, mentem com grande cinismo.  

As articulações para submeter a esquerda à direita e democratas a golpistas na eleição da Câmara tomaram corpo na sexta-feira (18/12), com o manifesto mentiroso dos 11 partidos (DEM, PSDB, MDB, PSL – o 17 de Bolsonaro na eleição -, etc), incluída a adesão de PT e PCdoB, do PSB e PDT.

Neste manifesto se diz que “alguns buscam corroer e fechar nossas instituições, nós aqui lutamos para valorizá-las. Enquanto uns cultivam o sonho torpe do autoritarismo, nós fazemos a vigília da liberdade”.  

São “belas e altissonantes palavras”. Só têm um “probleminha”: são falsas de A a Z.

“Valorizar as instituições”, “fazer a vigília da liberdade” para golpistas como Maia, Baleia, Temer, deputados como Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) (presente na articulação) são palavras bonitas para definir, segundo eles, crimes reais contra a liberdade como o golpe de 2016 que afastou a presidenta Dilma Rousseff.

São profissionais hábeis na enganação.

Para eles, não é combater “o sonho torpe do autoritarismo” levar adiante nenhum processo de “impeachment” contra Bolsonaro. E não faltam motivos: desde a apologia diária da tortura pelo extremista no Planalto ao descaso na epidemia que já aproxima o número de brasileiros mortos a 200 mil.

Os “heróis” deste “manifesto” chamam golpismo de “união da democracia com a liberdade”.

Qual “democracia”, quando Bolsonaro desrespeita diariamente a Constituição e põe instituições como o Ministério da Justiça e a Polícia Federal a serviço da impunidade da própria família? Nada sobre os mandantes do assassinato de Marielle Franco.

Qual democracia, quando aumenta a espionagem contra cidadãos brasileiros de oposição, fortalecem-se mecanismos de polícia política, sem nenhuma resposta da gestão Maia na Câmara?

Qual “liberdade”, quando a supressão do auxílio-emergencial joga na iminência da mais negra miséria dezenas de milhões de nossos irmãos?

Dizem que são contra os “devotos de fake news”, mas os partidos de direita do bloco do Maia não perdem oportunidade de assegurar a “culpabilidade” de Lula, motivo segundo eles para impedir definitivamente a recuperação dos plenos direitos políticos do ex-presidente.

Com “democratas” assim estamos arrumados. Estranho é que partidos da oposição popular, como o PT e o PCdoB, tenham compactuado e dado um cheque em branco para tal mistificação contra o povo.  Já seria estranho que partidos de “oposição”, como PSB e PDT,  de “esquerda" (?), assinassem tal manifesto, quanto mais partidos de base mais popular como PT e PCdoB.

Acordo podre

Tudo em nome de um acordo completamente podre que avançou ainda mais nesta segunda-feira (28/12), quando PT e também PCdoB, PSB e PDT (bem menos oposicionistas), assinaram nota conjunta comprometendo-se ainda mais em apoiar o golpista Baleia Rossi e praticamente descartaram lançamento de candidatura própria da oposição a Bolsonaro.

Acordo podre em nome do mero funcionamento da Câmara dentro de normas regimentais.

Não se esqueçam, senhores oportunistas, os golpistas têm maioria lá e não fizeram outra coisa desde a preparação do golpe de 2016 até hoje do que passar o trator contra democratas. Voltarão a fazê-lo.

E o que se cede, em troca de ganhos meramente no âmbito do cretinismo parlamentar, sem nenhuma política de mobilização do povo por suas reivindicações?

Diz a nota, fértil em “belas palavras” abstratas, omissa e capitulacionista nas indispensáveis medidas concretas: “Nós, dos partidos de oposição, temos a responsabilidade de combater, dentro e fora do Parlamento, as políticas antidemocráticas, neoliberais, de desmonte do Estado e da economia brasileira, e de lutar para que nosso povo possa ter resguardados seus direitos à vida, à saúde, ao emprego e renda, à alimentação acessível, à educação, entre outros direitos essenciais”.

O "fora do Parlamento" entra aí só para escamotear o exclusivismo cretinismo parlamentar, totalmente só dentro do Parlamento.

Como assim? Se não se propõe nenhuma luta contra o genocida “teto de gastos” sociais (teto só contra o povo, porque não há limite para dar dinheiro a banqueiros)? Como assim, medidas em defesa da Economia e do Estado brasileiro, se não se aponta ao povo a destruição privatista em curso da Petrobras, a entrega do Pré-Sal? "Teto de gastos" ligado indissoluvelmente ao golpe de Estado de 2016.

Como assim, “direito ao emprego e renda”, se se considera fatos consumados e irreversíveis à “legalidade” golpista que propiciou "o teto de gastos", a liquidação de direitos trabalhistas?

É isso que é a “união da liberdade com a democracia”? Com Maia, com o Baleia do Temer, com golpe, com tudo, com não reação ao achincalhe diário de Bolsonaro pela destruição da democracia? Com a viabilização cotidiana do programa de destruição econômica  neoliberal de toda a direita, de Guedes e Bolsonaro, de Maia e da Globo? 

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28
Nov20

Para melar a campanha de baixarias, a turma do Melo inventou que Manuela tinha tatuagens de Fídel, de Che

Talis Andrade

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A turma do Melo inventou tatuagens e outras estórias, de quem não tem programa de governo, para melar com baixarias a campanha idealista e séria e dígna de Manuela. Campanha de esperança de quem acredita no futuro, de que lutará para tirar Porto Alegre do abandono. 

Pararam com os fake news, depois que a imprensa internacional revelou estes dias as tatuagens de Maradona, comunista, e amigo de Che Guevara, de Fídel, de Hugo Chávez. Eles pararam de mandar o eleitor de esquerda para Venezuela e Cuba, países hermanos da Argentina de Maradona.

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MARADONA IMORTAL

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por Urariano Mota

Quando soube ontem da morte de Maradona, senti um abalo, que me deixou sem compreender a emoção. Foi como um sentido de perda pessoal, semelhante à perda de um amigo, cuja partida sentimos sempre como uma parte de nós que se vai e se esvai. Maradona, um amigo, que coisa mais contraditória. E por quê? Havia em mim, como na maioria dos brasileiros, um sentimento de rivalidade por seu brilho, ao qual sempre contrapomos o de Pelé. Maior é Pelé, Pelé é o maior jogador do mundo! O mais brilhante, genial é Pelé, etc. etc. Coisa sobre a qual o coração da gente protesta.

E por quê? Eu e amigos alcançamos uma idade em que a compreensão se torna mais elástica. Isso não é bem condescendência. Talvez seja uma ciência da experiência. Mas no abalo do peito, nos olhos cuja umidade eu reprimia, havia também uma ciência da idade. O tempo que acumulamos nos deixou todos mais emotivos. Vezes há em que de repente embargamos a voz, viramos o rosto de lado envergonhados por cedermos de modo tão imprevisível às lágrimas. E fiquei sem explicação, como um sentimento expresso no soneto de Camões:  

“ferida que dói e não se sente;
um contentamento descontente,
dor que desatina sem doer”.

Mas depois compreendi. A razão que o peito agitava é que estava guardada na memória mais que uma absurda rivalidade entre dois gênios do futebol. Maradona era, foi um daqueles atletas fora da alienação política. Ele esteve sempre ao lado da esquerda, contra a corrente, contra o conforto da conformação. Então vi as fotos da tatuagem de Che no seu ombro, a de Fidel na perna esquerda, e suas declarações em defesa de Lula e Dilma, a favor  de Hugo Chaves e de Maduro. Nisso residia o meu abalo no peito, a emoção pelo Pibe.  Então pude ver sem olhos de rivalidade, então pude ver como um cidadão do mundo o seu belíssimo segundo gol contra a seleção inglesa. 

 

https://www.youtube.com/watch?v=1wVho3I0NtU&feature=emb_logo 

Meu Deus, um craque desses é do mundo, é da confraternização universal, está além da conflagração. Quase há um grito oculto neste gol: “abaixo o imperialismo inglês!”.

E vi, e soube algumas das suas declarações, que o sentimento adivinhou e não sabia:

"Eu não quero que Havelange diga que me quer como um pai. Eu não sou um filho da puta.  

Me dei conta depois que as dores de barriga da minha mãe eram porque ela não comia para dar de comer aos filhos.

Eu cresci em um bairro privado de Buenos Aires. Privado de luz, privado de água, privado de telefone."

Então pude compreender com olhos da razão aquilo que o sentimento viu antes. E mais sereno, agora posso dizer que a morte de Maradona deixa na gente algumas reflexões. No espaço dos seus 60 anos, ele cresceu, amadureceu para o gênio que foi, sofreu e se redimiu no campo com brilho único. E  em posições políticas que desejavam mudar o mundo. 

E por isso ele se tornou imortal. E procuro esclarecer de que gênero com perguntas do meu  romance “A mais longa duração da juventude” num trecho: 

“o que faremos da imortalidade? O que plantaremos no lugar do que é efêmero, que retira do próximo fim o seu gozo? Como teremos a saciedade sem a fome? Seria a imortalidade o paraíso sem o seu contrário, uma duração eterna do que é fluido e fugaz? Será como uma estrada que leva a lugar nenhum, uma reta de asfalto infindo sem marcos e placas de cidades?,,,” 

E mais:

“Nós alcançamos a imortalidade, isto é, o que transcende a sobrevivência ao breve, porque a imortalidade não é a permanência de matusaléns decrépitos, nós só a alcançamos pelo que foi mortal, mortal, e sempre mortal não morreu. A imortalidade é isto, o trompete de Louis Armstrong, a voz de Ella Fitzgerald”, o jogo e vida de Maradona.  

Ele foi canhoto no campo e fora do campo. Ele foi canhoto por chutar de esquerda e canhoto na política. Canhoto também no que existia de desajeitado, no uso e abuso de substâncias para diminuir a dor. E lembro de Cartola na canção O Mundo é um Moinho. Num dos versos o nosso compositor canta “em cada esquina cai um pouco a tua vida”. Assim foi a sua pessoa e gênio que não cabia em si. 

Os jornais falam que Maradona estava ansioso, deprimido e angustiado nos últimos dias.  Que a sua esperança era voltar para Cuba, a terra onde recebeu  a mais ampla solidariedade e tratamento de hermano para hermano. Mas a última dor chegou antes. Então fica isto, para sempre: 

Maradona imortal no futebol, no cidadão político, no homem alto, altíssimo,  fora do campo, quando abraçava e amava as referências socialistas. Ele foi mais que um tango. Para mim, mais que um deus. Um homem, enfim. 

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31
Out19

Nota dos partidos de Oposição sobre declarações de Eduardo Bolsonaro

Talis Andrade

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As Bancadas do PTPSOLPCdoBPDTPSB e Rede, juntamente com as Lideranças da Minoria e da Oposição na Câmara, repudiam veementemente a declaração do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) em defesa de um novo AI-5. Trata-se de um ato criminoso e de extrema gravidade, pois atenta contra a Constituição Federal e a democracia.

É inadmissível um parlamentar eleito pelo voto popular e que jurou respeitar a Constituição fazer apologia ao crime e a defesa da volta dos anos de chumbo. Diante disso, entendemos que a única punição cabível é a perda de seu mandato, medida que será analisada pelo Conselho de Ética da Câmara com base em representação que os seis partidos vão protocolar.

O ato do deputado, por ser filho do presidente da República, que reiteradamente defende a ditadura e a tortura, faz da declaração um risco concreto para a democracia.

O parlamentar do PSL e o grupo que governa o País neste momento são uma ameaça constante às instituições democráticas e ao Estado de Direito. Reiteradamente, demonstram intenções autoritárias, aversão ao diálogo e descompromisso com a democracia tão duramente conquistada pelos brasileiros. São inimigos da democracia e da liberdade e, por isso, devem ser contidos por toda a sociedade brasileira.

Ditadura nunca mais! Democracia sempre!

Brasília, 31 de outubro de 2019

Paulo Pimenta (RS)s, líder do PT
Ivan Valente (SP), líder do PSOL
André Figueiredo (CE), líder do PDT
Daniel Almeida (BA), líder do PCdoB
Tadeu Alencar (PE), líder do PSB
Joênia Wapichana (RR), líder da Rede
Jandira Feghali (PCdoB-RJ), líder da Minoria
Alessandro Molon (PSB-RJ),líder da Oposição

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A velha política do AI-5 dos saudosistas da ditadura 

16
Abr18

4 PARTIDOS DE ESQUERDA REPUDIAM PRISÃO DE LULA

Talis Andrade

247 - Em nota oficial conjunta, os presidentes de quatro partidos de esquerda - PT, PCdoB, PSOL e PDT - repudiam a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na avaliação das legendas, ela foi "feita ao arrepio da Constituição Federal" e "representa agressão à democracia brasileira e aos tratados internacionais de direitos humanos". 

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Nota em repúdio à prisão do ex-Presidente Lula

A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feita ao arrepio da Constituição Federal, representa agressão à democracia brasileira e aos tratados internacionais de direitos humanos, os quais consagram, como fundamentos dos regimes democráticos, os princípios da soberania popular, da presunção da inocência e do devido processo legal.

A origem das modernas democracias assenta-se justamente nesses princípios básicos, que têm no habeas corpus sua manifestação mais significativa. Assim sendo, a prisão de ex-presidente pode ser interpretada como uma decisão casuística, politicamente motivada, que cria insuportável insegurança jurídica no Brasil.

O encarceramento apressado e injustificado do ex-presidente Lula, contra o qual não há uma única prova minimamente sólida de culpa, agrava sobremaneira o perigoso e crescente clima de ódio e de instabilidade política que tomou conta do país. A decisão, destituída de fundamentos jurídicos sólidos, configura ato de perseguição política, que tende a aprofundar a gravíssima crise econômica, social e política do Brasil.

A injusta cassação política-jurídica do líder nas pesquisas de intenção de voto, significa aposta irresponsável no quadro de caos e incerteza que prejudica toda a população brasileira. Confiamos, contudo, que as forças democráticas, dentro e fora das instituições, saberão reverter esse funesta decisão e libertar Lula.

O que fazem hoje com o Lula poderão fazer com qualquer pessoa amanhã. Respeitar a Constituição é respeitar a democracia

Gleisi Hoffmann
Presidenta nacional do PT

Carlos Lupi
Presidente nacional do PDT

Juliano Medeiros
Presidente nacional do PSOL

Luciana Santos
Presidenta nacional do PCdoB

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