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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

19
Fev22

Parasita Carlos Bolsonaro faz comentário homofóbico sobre Randolfe Rodrigues e Jean Wyllys reage: "bicha travada"

Talis Andrade

bolsonaro pavao.jpg

  

pavão.jpg

 

"O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (PL), fez comentário homofóbico direcionado ao senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), em uma mensagem publicada nas redes sociais. Mais cedo, o senador protocolou no STF (Supremo Tribunal Federal) representação em que pede que sejam apuradas as circunstâncias da viagem da comitiva do presidente Bolsonaro à Rússia e Hungria. Na petição, o congressista solicita ainda que sejam tomados os depoimentos do vereador Carlos Bolsonaro e do assessor-especial da Presidência da República, Tércio Arnaud, que acompanharam o presidente na comitiva", aponta reportagem do Uol.

"Tá dando pinta demais. Não adianta, não jogo no seu time! Carlos Bolsonaro", escreve o filho de Jair Bolsonaro. O comentário homofóbico provocou reação imediata do ex-deputado Jean Wyllys, que o chamou de "bicha travada". 

Carlos Bolsonaro é um parasita vereador geral do Brasil colônia militar. Aliás, uma família toda de parasitas, a começar pelo pai Jair Bolsonaro, 28 anos recebendo o salário de deputado "para comer gente", assim confessou.Beatrix von Storch: quem é a líder da extrema-direita alemã que se reuniu  com Bolsonaro - BBC News Brasil

Deputada nazista Beatrix Von Storch

 

O filho mais velho, o Flávio, desde a adolescência deputado estadual do Rio de Janeiro, agora eleito na rabada do pai oito anos senador.

O filho embaixador de Trump, também amigo de nazistas, Eduardo Bolsonaro tem uma vida malandra de deputado federal.

O filho 04, Renan, um jovem que não estuda nem trabalha, comprou luxuosa mansão que vale milhões.Ex-mulher de Bolsonaro e o filho Jair Renan se mudam para mansão avaliada  em R$ 3,2 milhões | Jornal Nacional | G1Ex de Bolsonaro e filho 04 Jair Renan se mudam para mansão de R$ 3,2  milhões em Brasília - Famosos - Extra Online

 

É uma família que mama nas tetas do pobre Brasil das nulidades militares. Um país que ganhou, com a ocupação militar do bolsonarismo, mais de cem marechais

Por que Jair Renan, filho de Bolsonaro, está bombando nas redes sociais

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07
Jan22

Quando bolsonaristas e moristas entram em guerra

Talis Andrade

 

 

cérebro bolsonaro TURCIO Sart- .jpeg

 
Reinaldo Azevedo no Twitter
 
Reinaldo Azevedo
A canalha grita: “Estão politizando a internação de Bolsonaro”. BOBAGEM por estas razões: 1- Internação de presidente sempre é tbem política; 2- foi ele a politizar supostos dotes de super-homem p/, depois, surgir frágil na cama. 3- ele politizou a morte de 620 mil brasileiros.BolsonaroVagabundo: Presidente quer que férias não acabem e segue ignorando  vítimas das chuvas – É ASSIM
 

bolsonaro inútil.jpeg

 
Carlucho briga com o ultrabolsonarista Carlos Jordy, deputado, e diz: “Sugiro cheirarem menos”. Uau!!! Não dá pra arbitrar, né? Bolsonaristas se conhecem e reconhecem pelo cheiro…
Carlos Bolsonaro e Carlos Jordy se estranham na internet e dividem  militância bolsonarista | Sonar - A Escuta das Redes - O GloboCarlos Jordy (PSL-RJ) postou vídeo em que pede empenho do presidente para eleger deputados e senadores
Carlucho, diga-se, está mais assanhado do que chinoca em dia de festa. Ataca até o que resta de aliados reais do seu pai. Ehhh Freud!!! O sonho desse rapaz, parece, é ter em mãos um pai derrotado, humilhado, solitário, castrado, só dele! Que medo! Rende filme hitchcockiano, né?Deputado Julian Lemos chama Carlos Bolsonaro de ''Carluxa'' e de ''poodle''
A troca de ofensas teve termos como “fofoqueiro”, “chifrudo”, “doente”, “corno” e “ladrões”.
Carlucho chama ex-bolsonarista e atual morista Julian Lemos (deputado) de chifrudo. Este devolve, afirmando que cornos mesmo são Carlucho e seu papai. Nada como debate de ideias na extrema direita para iluminar o país! Que gente elevada! Só resta, como dizem, torcer para a briga.

Quando bolsonaristas e moristas entram em guerra, uma coisa boa acontece: os dois lados têm a oportunidade rara - na verdade única - de falar a verdade. No caso, uns sobre os outros, é claro!

vacina Marian Kamensky.jpeg

O Exército manda às favas o ogro do camarão. Em 52 diretrizes, - impõe uso de máscara, distanciamento social e outras medidas (11 a 17); - veda aos soldados difusão de fake news (48), recomendando que orientem familiares. Atenção, olavistas! Eis aí o Exército Vermelho!!!Image
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É claro q Moro nada falará contra a vacina. Ou perde o colunismo amigo. Mas notem q ele não entra em embates pró-imunização. Razão: o ex-ministro tem ainda a esperança de atrair parte da extrema direita bozolina, q é antivax. Por ora, conta só com a extrema direita morista mesmo.
 

infame moro bolsonaro .jpg

 
A “thread” ficará meio longa. Mas acompanhem. Leiam “Recurso Final”, de Paulo Markun @paulomatkun. Reconstitui a sandice persecutória q resultou no suicídio de Luiz Carlos Cancellier de Olívo no dia 2 de outubro de 2017. Era reitor da Universidade Federal de Santa Catarina
 
RECURSO FINAL - Paulo Markun - Grupo Companhia das Letras
 
Vale dizer: Moro a escolheu em 2019 como braço-direito, qdo já estavam claras as aberrações de Santa Catarina. Diálogos obtidos por hackers, apreendidos pela operação Spoofing e liberados com autorização judicial, sugerem que Marena forjara em 2016 um testemunho contra Lula.Assista agora ao documentário "Levaram o reitor: Quando o métod

    Segundo Dallagnol, ela entendeu q era um desejo da Lava Jato. Pensam que ele tomou providência legal diante da ilegalidade??? Não! Disse q era preciso proteger a delegada. Leiam um dos livros q explicam o lamaçal a que chegamos.

Médicos me contam o desastre q a ômicron provoca no sistema de saúde. Inclusive em razão da contaminação dos profissionais da área. Mata menos? Tudo indica. Mas a base de contágio é estupidamente maior. E o biltre q usurpa a Presidência a fazer campanha contra a vacina e a AnvisaImage
A fome e a sede de infâmia dos bolsonaristas é insaciável. E o vampiro-mestre tem de alimentar crias permanentemente. Por isso ele ñ para. Acorda e pensa: “Qual será o absurdo de hoje?” Por isso o combate a essa escória - o esperto - não pode ter descanso ou dar trégua. NUNCA!

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Bozo chamou Anvisa de “tarada por vacina”, indagou q interesse teria no caso e disse desconhecer criança morta por Covid. Se ñ conhece, então ñ existe. Covid é 2ª causa de morte de crianças de 5 a 11, só atrás de “acidentes de carro”.

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O q acontecerá c/ Bia Kicis, presidente da CCJ da Câmara, q vazou dados confidenciais de médicos favoráveis à vacinação de crianças q participaram da audiência pública? Nada havia q os envergonhasse, mas é absurdo, despropósito, crime. Fale,
PGR! Ah, ela sempre se cala.Constituição e Justiça
 
Declarações infanticidas de Bolsonaro sobre vacinas mostram o quanto país deve ao STF e à CPI. Sem um, teria vigorado a Lei Bolsonaro: “Todos morrem um dia”. Sem a outra, vacinação teria empacado. Caos teria nos levado à Lei Marcial, sob o comando do ogro. Era seu sonho. Perdeu.

 
06
Dez21

Desgraça pouca é bobagem: os bastidores da corte (Episódio 5)

Talis Andrade

paulo guedes.jpeg

 

 

por Maura Montella

- - -

Se não havia competência do Bobo da Cavalaria para comandar o Reino do Sul, fofoca de bastidores era o que não faltava na corte.

Além dos maus modos e da falta de postura do rei, sua vida pessoal também dava o que falar. Bobo se casou com a Primeira Rainha e teve três criaturas marcadas, como gado, com as identificações: 01, 02 e 03. Zero Um era amigo do produtor de laranjas com um "Q" de algoz, que foi alçado ao cargo de carrasco real. Zero Dois era o que adorava brincar de guerra de espadas com seu primo, o Pavão Misterioso, e embora tivesse faltado às aulas de alfabetização, era o responsável por escrever e enviar todas as mensagens reais. Zero Três era o aficionado por armas que ganhou o apelido de Bananinha, não se sabe se por sua atuação pífia na Câmara dos Lordes ou se por outras razões, alardeadas pelas moçoilas do reino.

Como ninguém aguentava viver por muito tempo perto do Bobo, a Primeira Rainha também não aguentou e foi embora. Para não ficar sozinho, o asqueroso rei mandou Algoz aliciar a primeira aldeã que se dispusesse a passar por qualquer humilhação em troca de um lugar no trono ao lado do seu. Foi assim que a esperta e interesseira FulAna entrou na corte. Com a Segunda Rainha, Bobo teve o quarto filho, mas dizem as más línguas que Zero Quatro era filho do cavaleiro Ricardo Matafuegos, responsável pela guarda da rainha. Apavorado com essa possibilidade, Bobo expulsou a Segunda Rainha da corte e mandou Algoz cancelar o CPF de Ricardão, ou seja, "apagar" seu título de "C"avaleiro "P"alaciano do "F"ogo. Já entendeu, né?!

Pois bem... Sozinho e com sua masculinidade ferida (assim ele pensava), Bobo não tardou a se casar novamente. Desta vez pegou uma surda-muda, a única que conseguia ficar perto dele porque não ouvia as imbecilidades que ele dizia. Com carinha de bondosa, sempre ajudando a Igreja, a Terceira Rainha conquistou a todos num primeiro momento, mas ela foi também a prova viva de que as aparências enganam.

É que poucos meses depois do casamento, encontraram um baú nos aposentos da Terceira Rainha com 89 mil moedas de ouro. Isso deixou o Bobo numa situação muito complicada, pois ele não tinha como justificar o extravagante presente perante os membros da Câmara dos Lordes. Sem encontrar uma saída, Bobo chamou seu amigo e fiel escudeiro, o palaciano Algoz.

- Ô, ô, como qu'eu explico isso aí, ô Algoz?

- Xeque.

- O quê???

- Fala que a gente tava jogando xadrez e que eu coloquei o rei em xeque.

- Mas o baú tava nos aposentos da rainha!!

- Então, Chefia, xeque na rainha, copiou?

- Aêêê, copiei!

Bobo considerou que foi uma ótima solução para o caso. Contou essa história esfarrapada para os membros da Câmara dos Lordes, e ninguém mais falou do xeque da rainha.

Enquanto essas falcatruas corriam solto dentro do palácio, Jegues, o Conselheiro Financeiro, continuava dilacerando o tesouro real, acumulado à custa de muito sangue, suor e lágrima dos súditos que não tinham mais de onde tirar recursos para pagar tantas taxas e impostos. 

Pra falar a verdade, Jegues não batia bem da cabeça. Quando pequeno, tinha um amigo invisível que ele deu o nome de Mercado. Na época, ainda não existia a ciência da Psicologia, porque se existisse, todos saberiam que é comum crianças pequenas terem amigos imaginários. O que nem a Psicologia Moderna conseguiria explicar é por que Jegues cresceu e não largou aquele amiguinho, fruto da sua imaginação. Tanto assim que, já no cargo de mentor financeiro do Bobo, ao ser questionado sobre a miséria do povo e sem saber responder, ele recorria a seu amigo Mercado, que na cabeça de Jegues, sempre lhe atendia, oferecendo sua mão invisível.

Pior do que Jegues com seu amigo invisível era ver uns plebeus, pobres de marré deci, que se achavam ricos e amigos do rei. Geralmente eram os donos das tabernas que ficavam na rua à direita do castelo. Esses taberneiros eram dos poucos aldeões que conseguiam comprar uma carroça própria. Gostavam de um modelo que tinha um touro na frente (conhecido como Tourota Corolla) e só por isso se julgavam nobres da realeza. 

Como podiam ser tão iludidos os pobres da (rua à) direita?! Não passavam de pobres... pobres coitados!

Mas quero falar do Conselheiro de Finanças especificamente. 

Jegues era tão sórdido e sem noção que mesmo vendo a maioria dos plebeus catando osso e todo resto de comida descartado pelos nobres ao redor do palácio, ainda insistia que suas medidas econômicas eram um grande sucesso. Como símbolo dessa pujança (que só ele enxergava), Jegues mandou matar o maior touro do reino, depois mandou empalhar e pintar de amarelo.

bezerro de ouro o luxo o povo o lixo.jpeg

 

Era o seu Touro de Ouro, que foi colocado em frente aos portões do castelo, para que todos os súditos, ao irem catar lixo, tivessem consciência daquele momento de esplendor.

Ah, já ia me esquecendo de contar um detalhe: uma vez capturado, Jegues exigiu que cortassem uma das patas dianteiras do touro. Ninguém precisou perguntar o porquê daquela excentricidade; todos que conheciam as sandices do financista real sabiam que era uma alusão ao seu amigo imaginário de infância, o Mercado com a sua mão invisível (sem pata = sem mão = mão invisível, entendeu?!)

Pois é, e como desgraça pouca é bobagem, o infortúnio que pairava sobre o Reino do Sul não terminou aí. Eis que o Juizeco (juiz com voz de marreco), que tinha se bandeado para o Reino do Norte, voltara exigindo seu lugar. Só que isso, eu te conto no próximo episódio. Aguarde!

 

05
Dez21

Desgraça pouca é bobagem: os filhos do rei (episódio 3)

Talis Andrade

pavão-misterioso.jpg

 

por Maura Montella

- - -

Como desgraça pouca é bobagem, o Bobo da Cavalaria, agora no trono real, não se contentou em fazer suas trapalhadas sozinho; cismou de dar continuidade à sua linhagem agressiva e nefasta. Tal como se faz com gado, Bobo marcou seus filhos com as identificações: 01, 02, 03 e 04 e, à medida que suas criaturas iam crescendo, Bobo os inseria, um a um, na Câmara dos Lordes do Reino do Sul.

Mas isso vocês já sabiam porque eu contei no episódio anterior. Contei, inclusive, que Zero Um era muito apegado a um colono que cultivava laranjas e que, a pedido do filho, Bobo empregou o tal agricultor, que tinha um "Q" de Algoz, como carrasco do palácio real. Algoz, além da perversidade, não possuía nenhuma qualificação para o cargo, mas Bobo não queria nem saber. Quem não estivesse satisfeito com seu jeito "democrático" de governar, que fosse viver no Reino "Ditatorial" do Oeste, uma pequena ilha à esquerda do Reino do Sul com altos índices de saúde e educação, ou viver no populoso Reino "Comunista" do Leste, uma verdadeira potência na produção de arroz e de diversos outros produtos, mas que Bobo fazia questão absoluta de menosprezar. 

E assim foi até que certo dia, o recém-contratado carrasco real perguntou a Zero Um se não tinha como empregar toda a sua família dentro do castelo também. Zero Um, muito apegado ao eterno dono do laranjal com um Q de Algoz, nem pensou duas vezes e foi logo falar com seu pai. Bobo, por sua vez, não se furtou a acolher o pedido de Zero Um, mas impôs uma condição: Algoz, além de trabalhar como carrasco real, teria que criar uma tropa extrapalaciana e acabar com todos aqueles que pensassem diferente do rei. Algoz não titubeou. Acostumado a fazer maldades, aplicou os meios mais sórdidos e cruéis para eliminar todos os que ousavam confrontar as ideias de Bobo, seu chefe empregador.

Dos casos de violência atribuídos à tropa de Algoz, o de maior repercussão foi o assassinato de uma jovem plebeia, conhecida por sua garra e persistência na luta em defesa dos plebeus e de outras minorias. Esse caso foi tão emblemático, que Bobo, o próprio rei, teve que se apresentar diante da Suma Corte Judicial do Reino do Sul. Todo mundo sabia que essa era uma atitude "pro forma", ou seja, só para manter as aparências, já que a Suma Corte também morria de medo de ser executada pelo palaciano Algoz e sua tropa. De todo modo, Bobo jurou de pés juntos e com a mão sobre a Bíblia que ele não tinha nada a ver com o caso da plebeia assassinada.

2.

Os juízes fizeram vista grossa; Algoz se escondeu numa casa no meio do mato; e os plebeus permaneceram indignados, chorando a falta de seu maior presente, a jovem aguerrida que deixou seu nome gravado para sempre na história do Reino do Sul: Mári L.

Ainda tem muita coisa para contar do Zero Um, mas como são quatro criaturas, vamos logo passar para o Zero Dois. Eu poderia dizer que este era o mais complicado e agressivo de todos, mas o páreo é duro e deixo para vocês decidirem. Bom, Zero Dois, desde muito novo, foi conduzido aos meandros do poder. Em vez de estudar, Bobo, seu pai, o inseriu na Câmara dos Lordes para provar que o trabalho infantil nas minas de carvão do Reino era legítimo e que qualquer reclamação não passava de mi-mi-mi de preguiçosos insubordinados. É claro que tudo deu errado: primeiro pela comparação absurda entre o trabalho de um jovem nobre mimado dentro de um palácio e o de uma criança plebeia mal-alimentada dentro de uma carvoaria. Segundo porque, mesmo sem o domínio da escrita, sabe qual foi o cargo destinado por Bobo ao seu filho Zero Dois? O de escriba, responsável por escrever e enviar todas as mensagens reais!! Mas sem dominar minimamente o léxico e sem ter ideia do que fosse interpretação de texto?! Pois é, vai vendo...

O desempenho de Zero Dois foi um desastre desde o início. 

Para começar, ele implicou com o sistema, implantado havia séculos, de usar pombo-correio para enviar mensagens. Fez pirraça, bateu pé, deu chilique e tudo mais, porque queria porque queria que suas mensagens fossem entregues não por pombos, mas por pavões reais. Os assessores do rei, na tentativa de aplacar tamanho faniquito, deram uma ideia para o espetaculoso rapaz: Zero Dois, mesmo tendo faltado às aulas de redação, mandaria as correspondências oficiais pelo pombo-correio, e as extraoficiais ficariam a cargo de seu Pavão Misterioso. E aqui, sou obrigada a fazer um adendo: Zero Dois e seu primo eram muito ligados um ao outro. Os súditos estavam cansados de vê-los correndo pelo palácio, brincando de carrinho de mão e pega-pega, se escondendo pelas inúmeras habitações do castelo e se abraçando efusivamente quando se encontravam. Contei isso porque até hoje não sabem se o tal Pavão Misterioso que fazia a entrega das mensagens falsas, ops! quer dizer, das mensagens extraoficiais, era realmente uma ave ou se era o primo ou mesmo o Zero Dois fantasiado com as plumas de seu animal favorito.

Enfim, história é o que não falta envolvendo o Zero Dois, seu primo e o gabinete que eles montaram para escrever as mensagens reais e irreais que saíam do palácio, mas vamos seguir porque ainda restam duas desgraças portadoras da odiosa genética do pai, que eu preciso apresentar a vocês. Então, vamos lá: Zero Três. Mais conhecido como Bananinha, nunca fez nada de útil em toda a sua vida dentro e fora da Câmara dos Lordes. Talvez por esse comportamento de banana mole, tenha recebido o tal apelido.

3.

As moçoilas do Reino, entretanto, diziam que o motivo era outro, mas como não posso comprovar, vou continuar dizendo que a alcunha vinha apenas do fato de ele ser um paspalho mesmo. Bananinha adorava armas, e a mais letal da época era a espada. Quanto maior fosse a espada que Bananinha empunhava, mais feliz ele ficava. Novamente entravam as más línguas dizendo que a preferência por espadas grandes era uma forma de compensação, e mais uma vez, eu, não tendo como comprovar, deixo o dito pelo não dito.

Além do apelido e das armas, Bananinha ganhou notoriedade quando foi passar uma temporada no Reino do Norte. No Reino do Sul, ele era filho do rei, mas no reino das pessoas de nariz empinado e fala enrolada, Bananinha não era ninguém. Para comer, ele mesmo assava sua carne nos braseiros de rua dos plebeus, mas quando voltou para o Reino do Sul, ele contou uma história completamente diferente da realidade. Disse que tinha feito todas as refeições no palácio real e que, por ser fluente no dialeto nórdico (falava duas ou três palavras), tinha virado amigo do rei Trunc, conhecido como "o truculento". Mais uma mentira deslavada, típica da família do Bobo. Aos olhos de Trunc, Bananinha era só mais um pária social, como tantos outros nobres do Reino do Sul, que "ousavam" visitar o Reino do Norte. 

E isso não é nada perto das coisas que eu tenho para contar sobre o Zero Três, mais ainda preciso apresentar o Zero Quatro, que, por ser filho de outra mãe, mudou completamente o rumo da história do Reino do Sul. Então, não percam o próximo episódio para saber o que aconteceu.

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