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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

15
Mar21

Procuradores de Curitiba negam que "GM" grampeado seja Gilmar Mendes

Talis Andrade

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GOOD MORNING, CURITIBA

por Consultor Jurídico

Em uma nota sem assinaturas, o grupo de Curitiba autoapelidado de "força tarefa da lava jato", por meio da assessoria de imprensa da Procuradoria da República no Paraná, insinuou nesta segunda-feira (15/3) que o "GM" identificado em notícia da ConJur como "Gilmar Mendes" — alvo de possível grampo ilegal — seria "Guido Mantega". Em comunicação anterior, afirmou-se ser Mantega. Na nota, insinua-se apenas. 

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal,  é apontado como "GM" em centenas de diálogos. De todo material analisado até agora, Guido Mantega é tratado pelo nome completo.

A notícia inicial, atualizada por este texto, informou que o ex-juiz Sergio Moro teve acesso a conversas de "GM" e pediu para que os procuradores de Curitiba analisassem o material. A informação integra o lote de novos diálogos enviados pela defesa do ex-presidente Lula ao STF. 

Exemplos do uso de "GM" para designar Gilmar Mendes estão em situações como quando os procuradores de Curitiba criaram um grupo para atacar o ministro; em outra ocasião, quando Deltan elencou razões para pedir o impeachment; e, ainda, fazendo referência a um HC concedido por Gilmar a Paulo Preto, ex-diretor da Dersa.

O trecho não deixa claro se "GM" foi diretamente grampeado ou se foram escutadas conversas suas com algum investigado que teve o sigilo telefônico quebrado. 

Em 31 de agosto de 2018, Deltan Dallagnol, ex-coordenador lavajatista, encaminhou a colegas uma mensagem de Moro. "Prezado, amanhã de manhã dê uma olhada por gentileza no 50279064720184047000. Há algo estranho nos diálogos." O processo não está disponível.

Julio Noronha terceiriza o trabalho a Laura Tessler: "CF [possivelmente o ex-procurador Carlos Fernando dos Santos Lima] me mandou msg falando q a Rússia disse haver algo estranho nos diálogos do GM. CF disse ser urgente, para ver agora pela manhã. Será que você consegue ver?"

"Russo" e "Rússia" são como os procuradores se referem a Moro e à 13ª Vara Federal de Curitiba, que foi chefiada pelo ex-magistrado até o final de 2018, quando saiu para assumir o Ministério da Justiça de Jair Bolsonaro.

O ministro Dias Toffoli também é citado. Em uma passagem, quando comentam sobre conversas interceptadas envolvendo investigados da Odebrecht, Noronha diz que um advogado identificado como "M" seria próximo de "Peruca". "Hummmm. Peruca pode ser o Toffoli. Foda heim", responde Dallagnol.

Gilmar e Toffoli lava jato organiza
Já é vasto o material apontando que os procuradores tinham uma obsessão pelo ministro Gilmar Mendes. Conforme mostrou a ConJur, os lavajatistas criaram um grupo no Telegram com o único objetivo de articular medidas contra o ministro; bolaram um manifesto contra ele; e disseram que era necessário "fazer algo com relação" ao magistrado do Supremo. 

O complô, quase sempre liderado por Deltan, não incluía apenas a "força-tarefa" de Curitiba, mas também as franquias criadas em São Paulo e no Rio de Janeiro. Até membros da Procuradoria-Geral da República participavam das movimentações articuladas no Paraná. 

Reportagem do El País, em parceria com o Intercept Brasil, revelou que os procuradores planejaram buscar na Suíça provas contra Gilmar. Segundo a notícia, os membros do MPF pretendiam usar o caso de Paulo Preto, operador do PSDB preso em um desdobramento da "lava jato", para reunir munições contra o ministro. 

A agitação não fica por menos quanto a Toffoli. Em entrevista concedida à CNN Brasil em dezembro do ano passado, o hacker Walter Delgatti Neto, responsável por invadir os celulares dos procuradores, disse que o plano do MPF em Curitiba era prender Gilmar e Toffoli

"Eles queriam. Eu não acho, eles queriam. Inclusive Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Eles tentaram de tudo para conseguir chegar ao Gilmar Mendes e ao Toffoli, eles tentaram falar que o Toffoli tentou reformar o apartamento e queriam que a OAS delatasse o Toffoli", afirmou o hacker. 

Uma conversa divulgada pela ConJur em fevereiro deste ano respalda a narrativa de Delgatti Neto. Em 13 de julho de 2016, Dallagnol disse que "Toffoli e Gilmar todo mundo quer pegar"

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03
Fev21

"Precisamos fazer algo em relação a Gilmar Mendes", disse Dallagnol a procuradores

Talis Andrade

Iotti / Agencia RBS

 

Por Tiago Angelo /ConJur

Irritado por causa de uma decisão proferida em maio de 2018 por Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, o procurador Deltan Dallagnol, então coordenador da "lava jato" no Paraná, passou a articular uma investida contra o ministro. 

A informação consta de uma troca de mensagens entre procuradores à qual a ConJur teve acesso. O diálogo faz parte do material apreendido pela Polícia Federal no curso da chamada operação "spoofing", que mira hackers responsáveis por invadir celulares de autoridades. 

Na conversa, os integrantes do MPF em Curitiba comentavam um Habeas Corpus concedido por Gilmar ao ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, que é apontado como operador de propina para o PSDB.  

"Precisamos reagir ao GM [Gilmar Mendes]. Vou articular com SP e RJ algo. Caros precisamos fazer algo em relação a GM", disse Dallagnol, se referindo às ramificações da "lava jato" no Rio de Janeiro e em São Paulo. 

ConJur manteve as abreviações e eventuais erros de digitação e ortografia presentes na mensagem do então coordenador da "lava jato".

Paulo Preto estava preso por determinação da 5ª Vara Federal de São Paulo quando foi solto por Gilmar. Na ocasião, no entanto, o ex-diretor da Dersa já estava na mira dos procuradores do Paraná. Em 19 de fevereiro de 2019, menos de um ano depois da conversa, Paulo Preto voltou a ser preso a pedido da "lava jato" de Curitiba. 

 

Investigação contra Gilmar


Em agosto de 2019, o El País, em parceria com o The Intercept Brasil, revelou outro episódio envolvendo investidas contra Gilmar. A reportagem divulgou conversas em que os integrantes do MPF no Paraná planejaram usar a investigação contra Paulo Preto para tentar emparedar o ministro do Supremo. 

Dallagnol sugeriu pedir que autoridades da Suíça procurassem menções específicas ao nome do ministro para saber se havia relação entre ele e Paulo Preto. 

As conversas também revelam que a "lava jato" em Curitiba cogitou pedir o impeachment de Gilmar ao Senado. Desistiram quando a procuradora Laura Tessler disse ter ficado sabendo que o advogado Modesto Carvalhosa protocolaria uma solicitação dessa natureza.

"Nós não podemos dar a entender que investigamos GM. Caso se confirme essa unha e carne, será um escândalo", disse Dallagnol ao grupo. Logo em seguida, ele sugeriu que fossem apuradas ligações de Paulo Preto para telefones do Supremo. "Mas não é novidade que Gilmar veio do psdb e de dentro do governo fhc!!! Cuidado com isso", acrescentou o procurador Paulo Galvão. 

Procuradores da República que oficiam em primeiro grau não podem investigar ministros do Supremo. Roberson Pozzobon tentou ser a voz da razão, mas também sugeriu ignorar a competência do MPF. "Acho que temos que confirmar minimamente isso antes de passar pra alguém investigar mais a fundo, Delta".

 

Articulação com partido


Outra reportagem, dessa vez publicada pelo UOL, também em parceria com o Intercept, revelou que Dallagnol articulou com o partido Rede Sustentabilidade para que uma ação fosse ajuizada contra Gilmar. 

De acordo com as conversas, a "lava jato" queria manter o ministro do STF longe de julgamentos envolvendo a "operação". A iniciativa começou depois que Gilmar determinou a soltura de Beto Richa (PSDB), ex-governador do Paraná. 

"Resumo reunião de hoje: Gilmar provavelmente vai expandir decisões da Integração pra Piloto. Melhor solução alcançada: ADPF da Rede para preservar juiz natural", disse Dallagnol em grupo de procuradores no Telegram no dia 9 de outubro de 2018.

Duas horas depois, ele voltou para contar que o senador Randolfe Rodrigues (Rede) "super topou" propor uma arguição de descumprimento de preceito fundamental. No dia seguinte, 10 de outubro, o procurador Diogo Castor falou que enviou uma sugestão de ADPF para assessor de Randolfe.

Já no dia 11, a Rede protocolou a ADPF que pedia que Gilmar Mendes fosse impedido de "liberar indiscriminadamente" presos na operação. No pedido, os advogados afirmaram que o ministro concedeu "extravagantes liminares" e Habeas Corpus de ofício a pelo menos 26 investigados em crimes de corrupção. 

12
Out20

Suprema chanchada

Talis Andrade

 

por Fernando Brito

- - -

Toda essa história do conflito entre Marco Aurélio Mello e Luís Fux, no caso da ordem de soltura de um suposto traficante, por excesso de prazo da prisão preventiva que lhe tinha sido determinada, é um festival de hipocrisia.

O argumento de Luís Fux para manter a prisão não é a periculosidade do acusado, é o que seria a supressão de instâncias, já que o habeas corpus não foi julgado pela corte – a Décima Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região- embora tenha sido ignorado pelo STJ, instância recursal ao Tribunal Regional.

Fux, de fato, acha que um habeas corpus teve seguir toda a carreira de instâncias – algo certamente contraditório ao seu status jurídico de “remédio heróico” em favor do acusado.

Mas, apesar disso, ele sabe que a maioria das decisões do STF, mesmo considerando incabível o habeas corpus que “pule” instâncias é, em casos assim, determinar de ofício a soltura do acusado peso sem ordem fundamentada.

A única novidade é que, no pacote anticrime proposto por Sérgio Moro, o parlamento fixou um prazo de 90 dias – para que a prisão preventiva seja renovada, apenas isso.

Não é possível que não se consiga, de três em três meses, produzir uma ou duas páginas sobre porque Fulano ou Beltrano deva continuar preso, se não tem sentença definitiva.

No caso concreto, porém, Marco Aurélio Mello, diante do perfil do acusado e da gravidade dos crimes a ele atribuídos, poderia ter pedido informações ao tribunal de origem e ordenar a aplicação de medidas restritivas, como a tornozeleira eletrônica, exatamente como fez o Supremo em outras ocasiões, entre elas a do habeas corpus que, em setembro de 2018, tirou da cadeia o famoso Paulo Preto, da Dersa.

O fato objetivo é que se instaurou no Supremo uma verdadeira chanchada, onde cada ministro – e em especial, Luís Fux – que se mostrar mais “justiceiro” que o outro.

A única coisa rápida na Justiça é a sua desmoralização.

19
Fev19

ALOYSIO RECEBEU CARTÃO DE CRÉDITO DE CONTA SUÍÇA EM HOTEL DE LUXO EM BARCELONA

Talis Andrade

 

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247 - As investigações da Operação Lava Jato [SEM MORO] que prendeu Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, ex-diretor da Departamento Rodoviário S.A. (Dersa), e que tem o ex-ministro Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) como alvo de mandado de busca e apreensão por um esquema de lavagem de dinheiro apontou que, "em 26 de novembro de 2007, por intermédio da offshore Klienfeld Services Ltd, a Odebrecht transferiu € 275.776,04 (euros) para a conta controlada por Paulo Preto, em nome da offshore Grupo Nantes, na Suíça".

"A apuração identificou que, no mês seguinte, a partir da referida conta de Paulo Preto, foi solicitada a emissão de cartão de crédito, vinculado à sua conta, em favor de Aloysio Nunes Ferreira Filho. O banco foi orientado a efetuar a entrega do cartão de crédito no Hotel Majestic Barcelona, na Espanha, para Aloysio Nunes Ferreira Filho, que estaria hospedado no hotel entre 24/12/2007 e 29/12/2007", disse o MPF. Ou seja, o dinheiro da conta suíça, controlado por Paulo Preto, era usado pelo Aloysio Nunes.

"A operação aprofunda a investigação de um complexo esquema de lavagem de dinheiro de corrupção praticada pela Odebrecht, que envolveu os operadores Paulo Vieira de Souza (conhecido como Paulo Preto), Rodrigo Tacla Duran, Adir Assad e Álvaro Novis, que mantiveram relações pelo menos entre 2007 e 2017", afirmou o órgão.

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Leia a íntegra do texto publicado no site do MPF:

Foi deflagrada nesta terça-feira, 19 de fevereiro, a 60ª fase da Operação Lava Jato, a pedido da força-tarefa do Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR), que cumpre 12 mandados de busca em diversos endereços ligados a Paulo Vieira de Souza e a Aloysio Nunes Ferreira Filho, ex-chanceler do governo Temer.

A operação aprofunda a investigação de um complexo esquema de lavagem de dinheiro de corrupção praticada pela Odebrecht, que envolveu os operadores Paulo Vieira de Souza (conhecido como Paulo Preto), Rodrigo Tacla Duran, Adir Assad e Álvaro Novis, que mantiveram relações pelo menos entre 2007 e 2017. As transações investigadas superam R$ 130 milhões, que correspondiam ao saldo de contas controladas por Paulo Preto na Suíça no início de 2017.

O esquema criminoso – As investigações realizadas pela força-tarefa Lava Jato no Paraná revelaram a atuação de Paulo Preto como operador financeiro com importante papel num complexo conjunto de operações de lavagem de dinheiro em favor da empreiteira Odebrecht.

De acordo com as provas colhidas ao longo da investigação, Paulo Preto disponibilizou, a partir do segundo semestre de 2010, R$ 100 milhões em espécie a Adir Assad no Brasil. Este, por sua vez, entregou os valores ao Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, aos cuidados do doleiro Álvaro Novis. O doleiro realizava pagamentos de propinas, a mando da empresa, para vários agentes públicos e políticos, inclusive da Petrobras.

De fato, as evidências revelaram que, no mesmo período que se seguiu à entrega dos valores em espécie por Paulo Preto para a Odebrecht, propinas foram pagas pela empreiteira, em espécie, para os seguintes gerentes e diretores da Petrobras: Djalma Rodrigues, Maurício Guedes, Roberto Gonçalves, Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco e Sérgio Machado.

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Adir Assad

Em contraprestação à entrega de valores em espécie por Paulo Preto e Adir Assad ao Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht no Brasil, esse setor transferiu dezenas de milhões de dólares para as contas do doleiro Rodrigo Tacla Duran no exterior. Este último operador, depois de descontar as suas comissões e as de Adir Assad, devidas pela lavagem do dinheiro, ficava incumbido de fazer chegar às contas de Paulo Preto os recursos a ele devidos.

A investigação também revelou que existiram transações ilícitas entre os investigados em momento anterior, a partir de 2007. Por exemplo, em 26 de novembro de 2007, por intermédio da offshore Klienfeld Services Ltd, a Odebrecht transferiu € 275.776,04 (euros) para a conta controlada por Paulo Preto, em nome da offshore Grupo Nantes, na Suíça.

A apuração identificou que, no mês seguinte, a partir da referida conta de Paulo Preto, foi solicitada a emissão de cartão de crédito, vinculado à sua conta, em favor de Aloysio Nunes Ferreira Filho. O banco foi orientado a efetuar a entrega do cartão de crédito no Hotel Majestic Barcelona, na Espanha, para Aloysio Nunes Ferreira Filho, que estaria hospedado no hotel entre 24/12/2007 e 29/12/2007.

Além disso, foram identificados depósitos efetuados, no ano de 2008, por contas controladas pela Andrade Gutierrez e Camargo Correa, em favor da mesma conta controlada por Paulo Preto na Suíça, no valor global aproximado de US$ 1 milhão.

O procurador da República Júlio Noronha salienta que “a Lava Jato, prestes a completar seu aniversário de cinco anos, ainda investiga várias caixas-pretas que precisam ser abertas. Para que essas caixas possam ser abertas é fundamental que as apurações sobre corrupção não sejam deslocadas para a Justiça Eleitoral e que a execução das penas pelos agentes corruptos não seja postergada indefinidamente. Isso dificultaria as investigações e promoveria a impunidade, desestimulando a colaboração com a justiça e favorecendo aqueles cujos crimes ainda são mantidos em segredo. É importante que a sociedade, por isso, participe do debate sobre essas questões que serão julgadas pelo STF nos próximos dois meses”.

Provas e cooperação internacional – As investigações são amparadas por documentos apreendidos em fases anteriores, provas fornecidas pela Odebrecht no seu acordo de leniência, incluindo mensagens trocadas entre os investigados na época dos fatos (registradas no sistema “Drousys”, usado pelo setor de propinas da empreiteira), depoimentos de colaboradores, relatórios de informação da Assessoria de Pesquisa e Análise da força-tarefa, extratos e documentos de transferências de contas estrangeiras e nacionais. Nesse contexto, foi fundamental a obtenção de evidências mediante a cooperação internacional entre o Brasil e quatro países: Suíça; Espanha, Bahamas e Singapura.

O procurador da República Roberson Pozzobon destaca, nesse sentido, que: “ao longo de quase cinco anos a Operação Lava Jato vem, fase após fase, montando quebra-cabeças de grandes esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro no país. A sexagésima operação Lava Jato investiga complexo esquema de lavagem da Odebrecht de mais de uma centena de milhões de reais, no Brasil e no exterior, por pelo menos cinco operadores financeiros, entre os quais Paulo Preto. Parte das peças desse grande quebra-cabeça foram obtidas pelo MPF a partir de acordos de leniência e de colaboração premiada, cooperações internacionais com quatro países, análise e relacionamento de provas obtidas em buscas e apreensões de fases anteriores da Lava Jato e afastamentos de sigilos fiscal e bancário. Os mandados de busca e apreensão que estão sendo cumpridos hoje visam a obter outras peças dessa gigantesca figura criminosa”.

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Paulo Preto

Prisão – Há risco significativo e iminente, a um só tempo, para a ordem pública e para a aplicação da lei penal, o que torna a prisão de Paulo Preto imprescindível. De fato, sua custódia é necessária em razão da gravidade concreta dos crimes de lavagem de dinheiro relacionado à corrupção, que envolveram mais de uma centena de milhões de reais, da reiteração e habitualidade na prática de crimes por mais de uma década, na atualidade da lavagem de dinheiro e na sua atuação deliberada para impedir o bloqueio e confisco de valores ilícitos.

Em relação ao último aspecto, é relevante notar que, em dezembro de 2016, quando o acordo da Odebrecht se tornou público, Paulo Preto mantinha cerca de US$ 34 milhões na Suíça, país que notoriamente tem cooperado com a Lava Jato. Logo em seguida, no primeiro trimestre de 2017, Paulo Preto encerrou as contas suíças e remeteu os recursos para Bahamas, impedindo assim um iminente bloqueio de valores que são fruto de atividade criminosa.

Outras investigações – Tramitam contra Paulo Preto investigações e ações penais em outras jurisdições, com outro objeto. A apuração da força-tarefa Lava Jato no Paraná concentra-se na atuação de Paulo Preto como operador financeiro que atuou na cadeia de lavagem de dinheiro em favor da Odebrecht. Não é objeto da investigação no Paraná a sua atuação como ex-funcionário público do Estado de São Paulo, de responsabilidade de autoridades que atuam naquele Estado.

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19
Fev19

Paulo ‘preso’ e Aloysio ‘revistado’: sem Moro, Lava Jato vai aos tucanos?

Talis Andrade

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por Fernando Brito

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Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto – apontado como operador de propinas do PSDB, foi preso agora cedo por ordem do novo juiz da 13ª Vara Criminal de Curitiba, onde reinava Sérgio Moro. O ex-chanceler  Aloysio Nunes Ferreira (ex-senador tucano) está sendo alvo de  alvo de mandados de busca e apreensão.

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Ainda não se sabe a extensão dos fatos que motivaram a ação de hoje, mas faz anos que se sabe que Paulo Vieira de Souza, diretor da Dersa duante a construção do Rodoanel, nos governos tucanos de São Paulo, era coletor de recursos do partido.

Tanto que, quando José Serra foi confrontado com estas acusações e “se esqueceu” de quem era Paulo Preto, o agora preso reclamou que não se deixava “um líder assim na beira da estrada”.

Serra, por sinal, deve estar com as barbas de molho, ao ver as de Aloysio, seu parceiro, em chamas.

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E o pacote de Moro, agora, ganhou mais alguns percalços no Congresso, embora Bolsonaro possa contar com o desvio das luzes para longe do caso Bebianno-laranjas.

 

 

 

30
Jun18

Coisas da Justiça brasileira

Talis Andrade

 

Detalhe de Legislação Corrupta (1896) de Elihu V

 

 

por Sebastião Costa

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Moro é aquele juiz pop star, que foi visto cochichando ao pé do ouvido com tucanos de alta plumagem e elevada corrupção. O mesmo que inventou uma reforma com elevador e tudo no triplex da OAS pra condenar o ex-presidente sem uma mísera prova.

 

Um dos indícios condenatórios do famoso juiz tem todo potencial pra virar piada: uma manchete do jornal O Globo, veículo da família Marinho, recordista na América Latina na modalidade "Derrubar Governos de Esquerda".

 

Se o juiz famoso montou sua condenação em cima de indícios pra lá de esquisitos, Dallagnol atracou-se com suas próprias convicções, convocou a imprensa brasileira e sem prova nenhuma vomitou seu power-point pra jogar Lula à arena dos leões.

 

O midiático Procurador no seu infinito senso de justiça ameaçou até greve de fome se o petista não fosse condenado.

 

Aliás, pra quem não sabe, Dallagnol integra um grupo de procuradores da República de Curitiba, que grampeou o escritório dos advogados de Lula para colher informações sobre as estratégias da defesa.

 

Tudo isso sob o olhar complacente do Supremo, do CNJ e sob os holofotes estimulantes da mídia golpista.

 

O TRF-4, que aumentou a condenação de Lula na mesma semana que a juíza Luciana Correia de Oliveira penhorou o triplex da OAS em nome de um credor, integra a segunda instância da Justiça Federal juntamente com o TRF-1, aquele Tribunal que julgou o caso dos 20 bilhões de reais surrupiados do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Operação Zelotes) e não encontrou provas, nem indícios para condenar essa galera aí: Votorantim, Ford, Mitsubishi, Camargo Corrêa, Cerveja Itaipava, Gerdau e os bancos Santander, Bradesco, Safra, BankBoston, Pactual, Brascan e Opportunity, além da RBS, maior afiliada da Rede Globo com atuação no RS e SC.

 

Fachin é aquele ministro cheio de malabarismos, que arquivou sem muita conversa e sem muito explicar a solicitação da libertação de Lula.

 

É o mesmo que deixou cochilando na sua gaveta durante quatro meses o processo do mega-corrupto Eduardo Cunha e só foi julgar depois que o deputado ateou a fogueira que incinerou 54 milhões de votos.

 

Extraído o caldo, jogaram o bagaço aos abutres de Curitiba.

 

Fachin, pra quem nunca ouviu falar é ministro do Supremo Federal, aquele mesmo Supremo que na gravação do grampeador Sérgio Machado foi 'conversado' por Jucá pra destituir Dilma e "estancar a sangria". E é o mesmo Supremo que impediu Lula de ser ministro, mas ratificou a posse de Moreira Franco (mais conhecido nas conversas odebrechtianas como gato angorá) na esplanada dos Ministérios. Mandou prender o petista Delcídio, mas manteve solto (e no Senado) o 'mineirinho' irrequieto.

 

Condenou o ex-deputado Zé Dirceu e achou-se incompetente para julgar o ex-deputado Azeredo.

 

​E nunca deu a mínima para essa história de um juiz de primeira instância grampear a presidente e liberar a gravação, já arquivada, para a imprensa com escancaradas intenções políticas.

 

Este mesmo Supremo, na sua imensa supremacia meteu uma venda nos olhos e não enxergou o direito do ex-presidente tentar todos os recursos em liberdade, mas livrou a cara de um presidente ilegítimo, impopular e com várias condenações no currículo.

 

O mesmíssimo Supremo que libertou Paulo Preto (109 milhões na Suiça), propineiro oficial do tucanato paulista.

 

E um amigo meu, habitante da Coxilândia, no alto de sua consciência política vive repetindo - Lula foi condenado nas três instâncias.

 

Enquanto isso, lá pelo Datafolha e Ibope, o rebento de D. Lindu que rebentou lá nas brenhas nordestinas e retirou 35 milhões da pobreza, segue imbatível em todas as pesquisa para presidente da República.

 

Os cientistas políticos acreditam que sua origem, a imensa sensibilidade social e seu desempenho nas pesquisas, se uniram num mesmo complô para condenar a doze anos de prisão o mais popular presidente da história do país.

 

 

01
Jun18

O submundo de Paulo Preto: ameaças a testemunhas e fuga da filha para exterior

Talis Andrade

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por Mauro Lopes

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Paulo Preto voltou à prisão nesta quarta-feira (30), por algumas horas. Ficamos sabendo que a razão seria a de “descumprimento de decisão judicial”. A expressão, corrente em todas as mídias, escondeu da opinião pública o tenebroso submundo do operador do PSDB, que faz o “lado b” dos tucanos causar calafrios.

 

Segundo a decisão judicial, a volta do tucano à gaiola foi necessária para "assegurar a instrução criminal". Palavras neutras, que nada revelam. Você não deve saber, mas o motivo da volta de Paulo Preto voltou à cadeia deve-se ao fato de recorrentemente ameaças testemunhas que deporiam contra ele.

 

O operador do PSDB tem R$ 121 milhões de bons motivos na Suíça para ameaçar as testemunhas do processo contra ele.

 

Em audiência no dia 18 de maio, segundo o Ministério Público Federal, uma testemunha cujo nome está sob segredo para sua segurança pessoal estava chorando quando "fez contato telefônico" com o MP "com medo de vir à audiência, pois temia que algo lhe acontecesse e temia encontrar os réus". Não bastou ameaçar uma das testemunhas. Paulo Preto ameaçou a mãe de uma investigada no processo. Mulheres, todas as ameaçadas pelo “macho” Paulo Preto.

 

É este o padrão de comportamento do ex-homem de ouro de Serra, Alckmin e Aloysio Nunes no processo a que responde por desvios de R$ 7,7 milhões em reassentamentos para obras do Rodoanel Trecho Sul, entre os anos de 2009 e 2011 (nos governos José Serra e Geraldo Alckmin). O valor seria pagamento de propina para o PSDB.

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Se Paulo Preto ameaça testemunhas por “irrisórios” R$ 7,7 milhões, o que não faria por R$ 121 milhões.

 

Bem, então você pode pensar, “nossa, mas é uma surpresa essa coisa de coação de testemunhas, é muito grave, ainda bem que a Justiça agiu rapidamente”.

 

Pois é.

 

Mas o assunto já era conhecido nos tribunais. Não é a primeira vez que Paulo Preto ameaça testemunhas com o conhecimento do Poder Judiciário. Foi exatamente por este motivo que ele foi levado à cadeia em 5 de abril.

 

Mas quem foi em seu socorro? Ele mesmo, Gilmar Mendes, indicado ao STF por Fernando Henrique Cardoso e um dos principais quadros do PSDB no país, amigo-irmão de José Serra. No dia 11 de maio, Gilmar mandou soltar Paulo Preto porque, viu falta de "comprovação" das ameaças a testemunhas. Menos de uma semana depois de solto, o operador tucano voltou às ameaças.

 

E ainda teve a cara de pau (ou o bico de tucano) de conceder uma entrevista que foi um show de cinismo e fanfarronices, tripudiando sobre a Justiça, graças à proteção oferecida por Gilmar e todo o esquema do PSDB. Na entrevista, garantiu que ficaria de bico calado, para alívio da nação emplumada.

 

Basta de Paulo Preto?

 

Não. Tem mais.

 

Paulo Preto foi recolhido ao xilindró nesta quarta na companhia da filha, Tatiana Arana Souza Cremonini. Durante sua primeira estada na cadeia, de pouco mais de um mês, o terror dos tucanos quanto à delação de seu operar devia-se à preocupação de Paulo Preto exatamente com a filha e seu receio de ela ser arrastada ao processo. Ele estava a ponto de delatar para manter Tatiana longe de toda a história sórdida quando foi salvo pelo gongo Gilmar. Agora, ela está no olho do furacão.

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FREGUÊS - Paulo Preto, com a filha Tatiana: salvo por Gilmar Mendes outra vez (Jefferson Coppola/ VEJA)

 

Filha de tucano tucaninha é. São dois os motivos para a prisão de Tatiana Cremonini, a filha: ela vinha agenciando advogados para testemunhas de acusação, para transformar o processo contra o pai numa farsa; e preparava-se para embarcar em viagem às Ilhas Maldivas, paraíso fiscal localizado no Oceano Índico. Detalhe: o paraíso fiscal não tem acordo de extradição com o Brasil. Pelo visto, a tucana preparava-se para levantar asas e não mais voltar –para um paraíso fiscal, onde costumam-se guardar (esconder) milhões e milhões de dólares de operações ilegais. Viagem curiosa essa.

 

Bem, se você leu que Paulo Preto foi preso por uma inocente expressão, “descumprimento de decisão judicial”, ficou sem saber de nada.

 

Mas a história não acabou... Quem tem Gilmar Mendes tem tudo. O tucano-mor é a garantia de que os emplumados jamais conhecerão o inferno na terra. Enquanto finalizo este soube que há uma hora atrás Mendes mandou soltar Paulo Preto de novo. Ele poderá continuar a ameaçar testemunhas sem qualquer constrangimento. Mendes preza a família e não esqueceu da filha; ela também foi solta. Tem mais: Gilmar suspendeu um interrogatório de Preto que estava marcado para a próxima segunda-feira.

 

O submundo tucano é feito de jogo pesado. Muito pesado.

 

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31
Mai18

GILMAR CONTRIBUI COM SENSAÇÃO DE IMPUNIDADE, DIZ PROCURADORA

Talis Andrade

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247 - A procuradora Adriana Scordamaglia, do Ministério Público Federal em São Paulo, criticou a decisão do ministro Gilmar Mendes de mandar soltar novamente o operador do PSDB Paulo Preto, sua filha, Tatiana Arana de Souza, e o ex-diretor da Dersa Geraldo Casas Vilela; para a procuradora, que é integrante da Força Tarefa da Lava Jato em São Paulo, a decisão do ministro alimenta a sensação de impunidade. A fala depois da audiência de custódia da prisão de Paulo Preto, que recebeu a notícia de sua soltura antes mesmo de seu final da audiência de custódia; "Foi uma audiência sui generis, que foi atropelada ao seu final com uma liberdade concedida pela última instância", criticou

 

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18
Mai18

O arranjado de uma empresa "honesta" porque virgem e criada exclusivamente (não tem dois meses) para comprar o triplex do leilão de Moro

Talis Andrade

 

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José Celso Gontijo corrompendo o governo de Brasília, fotograma de filme  

 

Para esconder o ladrão que comprou o triplex, no arrumadinho do leilão de Sergio Moro, publica, safada e mentirosamente, o jornal O Globo, para repetição das gerais:

 

Fernando Costa Gontijo deu o único lance que arrematou o triplex de Guarujá da OAS, avaliado em 1,5 milhão, por 2,2 milhões de reais.

 

Mais uma mentira da empresa Globo dos golpistas irmãos Marinho. Golpistas em todos os sentidos do termo. O safado que perdeu de tacada 700 mil reais. O bandido que comprou, e fez o depósito dos 2,2 milhões de reais: um velho conhecido da Polícia Federal, e da Justiça Federal: o corrupto José Celso Gontijo.

 

Todas as empresas de José Celso Gontijo estão envolvidos em safadezas mil. Para comprar o triplex criou, coisa jamais vista, uma empresa exclusiva, portanto virgem, a Guarujá Participação, registrada em março último na Junta Comercial do Distrito Federal, lugarzinho promíscuo onde José Celso Gontijo casa e batiza.

 

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Escreve o colunista Marcio G: "José Celso Gontijo, o homem da propina, e sua mulher, Ana Maria, que esbanjam $ no DF

 

Publica José Celso Gontijo o seguinte perfil: "O engenheiro civil José Celso Gontijo graduou-se em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte (MG), em 1967. No mesmo ano veio trabalhar em Brasília, onde casou-se com Ana Maria Gontijo, em 1970. O casal tem três filhas – Melissa, Isabela e Tamara – e duas netas – Ana Maria e Ana Cecília.

 

Desde 1972, José Celso Gontijo trabalha junto com o Fernando Queiroz. Em 1980 constituíram a Via Engenharia. Passados 21 anos de grandes realizações no mercado de obras públicas e imobiliárias, em janeiro de 2001 a Via Engenharia foi cindida dando origem a três novas empresas: a Via Dragados, joint venture com a maior empresa espanhola de engenharia e uma das maiores do mundo – a Dragados Obras y Proyectos – caracterizando o braço responsável pelas obras públicas e privadas, sob o regime de empreitada; a Via Concessões, responsável por concessões de estradas e a Via Empreendimentos Imobiliários, voltada para o mercado imobiliário.

 

Por motivos ideológicos e sucessórios os dois amigos e empresários fizeram, em dezembro de 2003, a cisão acionária da Via Empreendimentos Imobiliários. Com a cisão Fernando Queiroz continuou com a marca Via, tornando-se único acionista e o engenheiro criou a José Celso Gontijo Engenharia S.A., com parte dos 50% dos ativos da Via Empreendimentos e voltada exclusivamente para o mercado imobiliário com atuação focada em Brasília e Rio de Janeiro, e com previsão de expansão dos negócios para São Paulo e Belo Horizonte. Fernando e José Celso continuam amigos e sócios na Via Dragados e Via Concessões". Transcrevi trechos

 

 José Serra recebeu propina de Gontijo, ou melhor da esposa dele. Escreve Najla Passos: 

 

"O candidato pelo PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, é o mais novo alvo das investigações da CPMI do Cachoeira. Candidato à Presidência da República em 2010, ele recebeu uma doação milionária de Ana Maria Baeta Valadares Gontijo, esposa de José Celso Gontijo, acusado de participar do esquema criminoso do contraventor.

 

Gontijo é aquele empreiteiro flagrado em vídeo, em 2009, pagando propina para o chamado mensalão do DEM, durante o governo do também tucano José Arruda no Distrito Federal. E, nas conversas interceptadas pela Polícia Federal entre membros da quadrilha de Cachoeira, é apontado como o responsável pela entrada da Construtora Delta no Distrito Federal.

 

A doação de Ana Maria chamou a atenção da Receita Federal pelo valor recorde: R$8,2 milhões. Como a legislação eleitoral só permite que uma pessoa física doe 10% dos seus rendimentos anuais, ela precisaria ter recebido R$7 milhões por mês durante 2009. Algo, no mínimo, incomum. Os membros da CPMI aprovaram a convocação de Gontijo e a do ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish. E também a de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-captador de recursos da campanha de José Serra. Leia mais para você entender porque escondem o nome verdadeiro de Gontijo. 

 

 

 

 

13
Mai18

PRISÃO DE LULA É O ELO ENTRE A DITADURA MILITAR E A DITADURA DO JUDICIÁRIO

Talis Andrade

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 por Carlos Henrique Machado

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Saul Leblon: “Um déspota de toga não é menos ilegítimo que um golpista fardado”.

 

O combate à corrupção nunca foi sinônimo de totalitarismo, a justiça autoritária que usa métodos de tortura para exigir uma delação contra seus alvos preesistentes, burla a constituição e os demais valores da democracia.

 

Desde o início desse processo da Lava Jato é nítido o seu propósito de atropelar o governo Dilma e impedir a candidatura de Lula em 2018. Tudo em sintonia e compasso rítmico com o linchamento midiático. A mesma Globo, principal canal de propaganda dos assassinos da ditadura, foi primordial para que a ditadura da toga curitibana seguisse, com sua obcessão, em atacar o PT, Dilma e Lula.

 

Que judiciário é esse que solta Paulo Preto, corrupto empencado de provas materiais de seus crimes e prende Lula sem uma única prova?

 

Dallagnol e Moro, pra justificarem a prisão de petistas sem provas, vivem dizendo que corrupto não assina recibo, não deixa provas, etc. Os do PSDB têm inúmeras contas na Suíça, pilhas de dinheiro em casa, mansões, joias, iates, as ligações e datas do jogo entre o corrupto e o corruptor. Tudo 100% provado, e não tem meio tucano preso, muito menos seus operadores e tesoureiros.

 

A mesma mídia que está em campanha eleitoral pela vitória de um corrupto como Alckmin com várias provas, tem obsessão em manter Lula preso sem uma prova de crime.

 

O jogo desses fascistas nunca esteve tão desavergonhado, com auxílio luxuoso do STF e ameaças de militares, torturadores e assassinos, em pleno 2018.

 

Bolsonaro é o candidato declarado dos assassinos e torturadores da ditadura. Alckmin, é a materialização de um governador que tem a PM que mais mata pretos e pobres no mundo. Esses são os principais candidatos à presidência, porque Lula, que tirou mais de 40 milhões da miséria, erradicou a mortalidade infantil por desnutrição, está preso.

 

Então, nós temos um daqueles retratos em que o espectador tem como análise, a obra de um quadro fascista, com todos os pinceis e tintas escancarados em sua frente.

 

Moro, pra condenar petistas, sobretudo Lula, não conseguiu detalhar as supostas combinações de ilícitos que, juntas, formariam provas. Já contra o PSDB, a contragosto de Moro, temos uma variedade rara de crimes de corrupção que não precisam nem de denúncia de tão escancarado, e nada acontece contra eles.

 

A Globo não liga pra general pedindo para escrever twitter ameaçador, nem os “paladinos da ética” dão um pio.

 

Nós estamos vivendo uma sensação de total abandono institucional. O povo está submetido a uma organização criminosa sem precedentes na história brasileira. Militares de todas as patentes, juízes e procuradores de todas a instâncias, polícias de todas as forças, mídia de todo o baronato num misterioso foco para tirar do povo o direito de votar em Lula e dar vitória a Alckmin na base sopapo.

 

 

O jogo está escancarado, com técnica livre e sem freios por essa obsessão pelo poder de unidade harmoniosa, numa trama que nem é mais oculta para o desfecho final por exigência do mercado contra o povo.

 

Imagino que este seja um caso único no mundo.

 

justiça lado tucano falha tarda corrupta togado.j

 

 

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