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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

22
Ago21

A grande mentira

Talis Andrade

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por Hildegard Angel

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Tudo uma grande mentira. Uma conspiração indecente protagonizada pelos procuradores "lesa pátria", o ex-juiz Sérgio Moro - o homem da cara de aço - , e vários segmentos do Judiciário, STF inclusive, todos respaldados, estimulados e enaltecidos pela grande mídia, o PIG - Partido da Imprensa Golpista, como batizou Paulo Henrique Amorim.

O Instituto Millenium, a FIESP, a Firjan e outras entidades patronais, os bancos, esse conjunto genericamente chamado de "o mercado", botou grana.

O tucanato, liderado por Aécio Neves (e como lamento por isso), manobrou desde o impeachment de Dilma.

Sei que estou sendo repetitiva, mas não será por falta de lembrar que esses fatos cairão no esquecimento.

Vivemos então a chamada "guerra híbrida", com os cordéis desses fantoches manobrados pelos Estados Unidos. Queriam o pré-sal, a Petrobras, nossos poços, nossas refinarias. Quiseram destruir nossa indústria de construção pesada que já disputava com eles no mundo. Quiseram o nosso passaporte para o futuro. Quiseram e levaram, graças a esse poderoso grupo de traidores da pátria brasileira, engrossado - pasmem! - pelas Forças Armadas, cujo Partido Militar desejava voltar ao poder.

Repetiu-se 1964, quando sob pressão de Carlos Lacerda (Aécio), das lideranças católicas como TFP (os pastores evangélicos), a grande imprensa (o PIG), os empresários do IPÊS, IBAD, CONCLAP entre outras siglas (o mercado), uniram-se para dar o golpe, que batizaram de "Revolução". Como pretexto motivador, usaram o fantasma do "comunismo" (como agora), argumento desgastado mesmo naquela época, já que no Brasil NUNCA houve comunismo. 

E o que aconteceu em 64? Os políticos de extrema direita ralaram pra Jango cair, mas quem levou foram os militares.

E o que acontece agora? Mesma coisa. Bolsonaro, capitão que até hoje recebe soldo integral, é o boneco de ventríloquo do PM (Partido Militar). Está lá enquanto deixarem. 

Agora, vejam: Lula absolvido em TODOS os processos. Era TUDO mentira. Vai ser duro pra quem já estava de cabeça feita, os lambedores da suástica de Moro, ter que aceitar isso.

Pelo menos ficamos sabendo quem são os fascistas-raiz de nosso convívio. A fala mansa, o sorriso fofo não nos enganam mais.

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04
Abr21

"Sergio Moro é o maior traidor da história do Brasil", diz Joaquim de Carvalho

Talis Andrade

 

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247 - O jornalista Joaquim de Carvalho, em participação na TV 247 neste sábado (3), afirmou que o ex-juiz Sergio Moro, que se utilizou do sistema de justiça brasileiro para perseguir o ex-presidente Lula e favorecer seu próprio projeto de poder, "é o maior traidor da história do Brasil". 

"Moro é o maior traidor, ponto final. Foi ele que, como juiz, vendeu a sentença para se tornar ministro, e o [Jair] Bolsonaro é consequência de todo esse processo", afirmou.

Ele, no entanto, destacou que Moro só conseguiu avançar no processo de lawfare contra Lula porque teve o apoio de instituições brasileiras. "Temos que considerar que hoje existem setores das instituições que precisam ser vistos como traidores, porque o Moro sozinho não faria verão, ele teve apoio das instituições".

Segundo o jornalista, três instituições "precisam ser revistas, olhadas com muita atenção, porque elas foram a base do golpe: o Ministério Público, a imprensa brasileira e o Exército Brasileiro".

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07
Fev21

Sobre jornalismo, Vaza-Jato e Spoofing

Talis Andrade

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“Lula não pode voltar porque pobre não pode ter direito”

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Em meio à tragédia anunciada que é o genocídio de mais de 226 mil brasileiros, oficialmente, até agora pela pandemia de Covid-19, temos assistido desde a semana passada à volta das revelações dos inacreditáveis diálogos da Força-Tarefa da Lava Jato a mostrar com todas suas ilegalidades e imoralidades o caminho que nos trouxe até aqui.

Bons amigos e colegas têm criticado, uns desde antes e outros agora, a estratégia utilizada pelo Intercept Brasil, primeiro recebedor dos diálogos no aplicativo Telegram, para a escolha e a divulgação do conteúdo que deveria ter escandalizado qualquer pessoa com o mínimo de fibra moral e derrubado o governo ainda no seu primeiro ano. Afinal, o material revelado tinha de fato esse potencial, como ficou provado nas audiências em que foi tratado no Congresso e na forma indecente como seu principal jornalista foi atacado no Roda Viva (nunca irei me recuperar da vergonha alheia) e ameaçado de prisão e expulsão do Brasil.

Não tenho procuração para defender colega jornalista e pessoalmente sempre desconfiei do tamanho do ego e dos interesses comerciais-financeiros de Gleen Greenwald. Desconfiança que somente aumentou com sua saída do Intercept e sua tentativa de emplacar notícias de fontes mais que suspeitas que poderiam, teoricamente, ajudar a campanha de Donald Trump na reta final das eleições nos Estados Unidos. Mas essa é outra história e não se pode negar o êxito profissional de um vencedor do Pulitzer e do Oscar que foi também, é importante ressaltar, o primeiro a receber o material de que trata esse texto exatamente por causa do seu prestígio profissional.

Há que se entender, em primeiro lugar, que o material divulgado pela Vaza-Jato e o agora revelado com a abertura do sigilo da Operação Spoofing não é “exatamente” o mesmo. Os terabytes de arquivos compartilhados pelo hacker, na posição de fonte jornalística legítima e que foi preservada assim como deveria e dentro da lei, com o Intercept não estavam organizados de forma alguma e não tinham comprovação de sua origem. O trabalho jornalístico inicial fundamental, portanto, era se certificar de sua autenticidade, algo que foi feito dentro dos melhores métodos jornalísticos: checagem com as fontes originais de diálogos selecionados, especialmente jornalistas que usaram o Telegrama para trocar informações com Moro, Dellagnol e cia. Além de uma checagem óbvia de corrupção ou edição dos arquivos em si e da checagem de datas e de fatos comprováveis fora dos diálogos.

Já o material da Spoofing foi recolhido diretamente dos computadores e celulares do hacker em operação conduzida pelo então Ministro da Justiça, supostamente com auxílio inclusive de especialistas estadunidenses, periciado pela Polícia Federal e formalmente incluído em processos judiciais que se encontram hoje no Supremo Tribunal Federal. Não há mais, portanto, como de fato nunca houve, qualquer possibilidade, como ainda tenta fazer o ex-juiz Sérgio Moro, de dizer que se trata de “supostas conversas” obtidas de forma ilegal. O material é autêntico, facto e juridicamente.

Mas e o que o Intercept não revelou? Até o momento, das 50 páginas de indecências que tiveram seu sigilo levantado a duras penas pelo ministro Ricardo Lewandowski, me parece que há pouca coisa realmente nova. A orientação de Moro aos procuradores nos processos, a manipulação e construção de “provas” e delações, o objetivo político de prisão do ex-presidente Lula, o cuidado para “não melindrar” apoiadores, a manipulação e conluio com a mídia hegemônica, a ilegal parceria com investigadores e autoridades estrangeiras à revelia do governo brasileiro e muitos outros crimes estavam mais do que claros nas centenas de reportagens derivadas da Vaza-Jato. Essas reportagens foram feitas tanto pelo Intercept, como também por parceiros de alto nível jornalístico, como a Agência Pública, vencedora de diversos prêmios internacionais como o prestigiado Gabriel García Márquez de Periodismo Latinoamericano.

Lula não pode voltar porque pobre não pode ter direito

Tirando o diálogo em que Moro e Dellagnol combinam reunião com estadunidenses e suíços para dividir dinheiro a ser recolhido pela Operação Lava-Jato, do qual parte provavelmente foram os R$ 2.5 bilhões que sigilosamente a juíza Gabriela Hardt, que substituiu Sérgio Moro na 13ª Vara, destinou a uma fundação particular “contra a corrupção” que seria gerida pelos procuradores, qual a grande revelação? Temos o incrível diálogo no dia da prisão do ex-presidente atestando “tesão”, “orgasmos múltiplos” e desejos sexuais de fotos da humilhação. Mas alguém duvidava disso a essa altura do campeonato ou foi mesmo necessário ler a afirmação de uma procuradora de que “Lula não pode voltar porque pobre não pode ter direito”?

Temos também o almoço de Dellagnol com um dos filhos do Roberto Marinho para combinar como a Rede Globo realizaria sua parte no complô. Novamente, isso sempre foi conhecido “até pelo mundo mineral”, como dizia Paulo Henrique Amorim. Só não estou certo de ter lido nas reportagens (como disse, centenas) da Vaza Jato sobre a liberação “se for só 38 mil, acho que não tem problema” de dinheiro público da Operação Lava-Jato para realização de peça publicitária na Globo de apoio ao projeto político das tais “10 Medidas Contra a Corrupção”.

Sem um único tiro, a Lava-jato destruiu uma parte importante da economia nacional, jogando milhões de pessoas na miséria

Não há dúvidas que os fatos novamente apresentados e uma ou outra nova revelação são, mais uma vez, o atestado da falência das instituições brasileiras, incluindo a justiça e a imprensa hegemônica, e um histórico claro de como foi arquitetado e executado um golpe de estado, sem um único tiro, que destruiu uma parte importante da economia nacional, jogando milhões de pessoas na miséria, e abriu caminho para um governo fascista e genocida que empurra deliberadamente as pessoas para a morte por fome e peste enquanto arma parte da população na preparação de uma guerra civil anunciada há mais de 20 anos.

A grande novidade, a meu ver, é exatamente a diferença entre o material da Vaza-Jato e o da Spoofing. A sociedade, por meio do trabalho jornalístico, não foi capaz, inclusive pelo boicote que ainda ocorre nas TVs abertas, de se organizar para resistir e tomar de volta o controle da República. O sistema político-partidário institucional é em sua maior parte sócio e beneficiário do golpe, como de resto ficou mais que provado, novamente, com a eleição essa semana do comando da Câmara e do Senado. Não se pode esperar nada de uma casa legislativa de um presidente do Senado que recebe um celular do corrupto Flávio Bolsonaro para ouvir o cumprimento do “presidente da república” e nem de um presidente da Câmara espancador de mulheres que faz uma festa sem máscaras para 300 pessoas em meio a uma pandemia com gente “opositora do governo” como Joice Hasselmann e a acusada de assassinato Flordelis.

Resta saber se o Supremo Tribunal Federal do ministro “InFuxWeTrust” terá o mínimo de vergonha na cara, coragem também é algo que não se pode esperar do colegiado, de pelo menos fingir que foi enganado e ensaiar uma volta ao Estado Democrático de Direito. As provas, como disse anteriormente, não são mais jornalísticas, são jurídicas! É preciso anular imediatamente as condenações ilegais de Lula, independentemente das consequências políticas disso, e abrir processos, ora vejam só, pela Lei de Segurança Nacional que o PT não teve coragem de derrubar, contra a organização criminosa que em conluio com potências estrangeiras, por meio de uma farsa jurídico-midiática chamada Lava-Jato, causou o desastre econômico, social, político e mesmo sanitário em que morremos agora.

Se essas medidas não forem tomadas, e logo, pode esquecer. O último que sair que apague a luz porque a briga de foice vai ser feia.

12
Jul19

Blogueiros de Sergio Moro anunciam censura e prisão de jornalistas

Talis Andrade

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Três blogueiros da extrema direita anunciam a prisão da fonte (que eles chamam de hacker, repetindo Sergio Moro e procuradores) das reportagens do Intercepet. Isso é terrorismo mais justificativa antecipada da censura de imprensa pelo governo de ex-fardados e ex-togados de Jair Bolsonaro, o malogrado e complexado capitão. 

Três 'espalhafatos', que dependem de verbas oficiais, avisam, ordenados por Sergio Moro, via Polícia Federal: "O hacker que roubou as mensagens de Deltan Dallagnol vai ser preso". Sacanagem. Esse "vai" pode ser hoje, amanhã, ou dia de são nunca, como Moro fazia nos corredores dos porões da lava jato com os delatores que decoravam os depoimentos, os torturados e depenados "papagaios".

Delações que sempre começavam com o chefe da máfia libanesa Alberto Youssef, que financiava e financia impune, e numa boa, os tráficos internacionais de cocaína e pedras preciosas e moedas. 

Agora mesmo estão armando mais uma arapuca com Youssef, o faz tudo das sujeiras do BanEstado e da lava jato para Sergio Moro e Carlos Fernando dos Santos Lima. Que a Polícia Federal colocou escuta na cela do bandido, que pegou mais tempo de cadeia que "seu" Cabral, e já está leve e solto e podre de rico com amigos advogados da indústria de delações premiadas, com as participações nas multas milionárias e bilionárias, sendo que a vida de crimes não oficiais ficam por conta da adrenalina. Isso tem coisa. Transcrevo do GGN:

No dia que anuncia a prisão do hacker, cinco anos depois de ter sido revelado pela defesa de Alberto Youssef, a existência de um grampo ilegal na antiga cela do doleiro, na Superintendência em Curitiba, foi admitida em relatório produzido por um perito da Polícia Federal. A informação foi confirmada pela Folha de S. Paulo nesta sexta (12).

Segundo o jornal, uma análise feita pela PF mostrou que a escuta instalada sem autorização judicial captou falas de ao menos 3 presos da Lava Jato em 2014. São 260 horas (11 dias) de conversas entre Youssef, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e a doleira Nelma Kodama, amante de Youssef, reponsável pela entrega da grana para financiar o tráfico de cocaína.

A apuração começou a ser feita entre 2015 e 2016, mas “até hoje as circunstâncias da instalação da escuta ainda não foram esclarecidas”, frisou o jornal. Recentemente, a PF voltou a colher, em São Paulo, depoimentos de Youssef para “um processo administrativo disciplinar sobre o agente responsável pela instalação do equipamento de escuta, Dalmey Werlang.” Outro hacker famoso no Brasil ninguém conhece o nome. Foi preso pelo então secretário de Segurança de Alckmin Alexandre de Morais, e tal como aconteceu com Moro, recebeu o ministério da Justiça como prêmio. O sujeito invadiu o celular de Marcela Temer, esposa de Michel Temer. O hacker foi preso com nome falso, e assim julgado. Pegou seis anos de cadeia. Parece Fabrício Queiroz, que depositou dinheiro na conta de Michelle Bolsonaro. Ninguém sabe se está vivo ou morto. Ainda como prêmio, o Sergio Moro espera o mesmo. Ser nomeado ministro do Superior Tribunal de Justiça. 

 

“O advogado de Alberto Youssef, Antonio Figueiredo Basto, disse que não sabia da existência da análise e que a polícia negou o acesso da defesa às sindicâncias.”

Segundo a Veja, numa audiência de julho passado, o doleiro afirmou que Sergio Moro disse a seus advogados que não deu autorização para o grampo na cela. E mais: Os delegados apontados como mandantes da escuta ilegal, agora, ocupam postos de comando na Polícia Federal de Moro. O agente, segundo as perguntas da PF a Youssef, apontou os delegados Igor Romário, Márcio Anselmo e Rosalvo Franco, que atuavam na Lava-Jato naquele período, como os mandantes da ação clandestina.

Inventa o Antagonista super favorável a Bolsonaro e Moro: "Desde que supostas conversas entre os procuradores da Lava Jato e o ex-juiz Sergio Moro começaram a ser publicadas no site The Intercept e em veículos parceiros do site, comparações com os hackers Julian Assange, Edward Snowden e Chelsea Manning foram ventiladas para tentar legitimar ou dignificar os atos criminosos cometidos no Brasil. A ideia subjacente é a de que, ao roubar mensagens privadas e publicá-las, os envolvidos na ação brasileira estariam seguindo a trilha dos que revelaram dados secretos do governo americano em nome da transparência e do combate ao abuso de autoridade. Se este é o caso, então o destino dos hackers estrangeiros deveria servir de aviso. Após desafiar o sistema de Justiça dos Estados Unidos e da Inglaterra, Assange, Chelsea e Snowden levaram a pior. Os dois primeiros estão presos. Snowden só não teve a mesma sorte porque se exilou na Rússia. É um aviso". Também já aterrorizaram com a ditadura da censura, o assédio judicial e degola de jornalistas (Caso mais recente: Paulo Henrique Amorim) 

O Antagonista acredita que só Delta ou D.D. foi invadido, penetrado. Juízes e procuradores outros, que denunciaram que também foram hackeados, mentiram, falsearam. E ameaça o Antagonista, em nome do ministro da Segurança Pública, que a notícia da prisão do "hacker" é "um aviso".

Ora, ora, que os jornalistas podem esperar de um governo que sonha uma ditadura, de um ministro quando juiz fez mais do que campanha eleitoral, prendeu o único adversário que podia derrotar o candidato Jair Bolsonaro? 

247 informa: Na tentativa de tirar a credibilidade das reportagens do Intercept Brasil que revelaram um conluio entre Sérgio Moro e procuradores da Operação Lava Jato, agentes policiais devem prender nas próximas horas o que o ministro da Justiça chama de "hacker", após o vazamento de conversas dele com membros do Ministério Público Federal (MPF-PR). A informação é do site O Antagonista, porta-voz da direita e de Moro.

O jornalista Glenn Greenwald, um dos fundadores do Intercept, revelou que Moro interferiu no trabalho de procuradores quando era juiz da Lava Jato. Chegou, por exemplo, a pedir acréscimo de informações na elaboração de uma denúncia e recomendou a inversão da ordem das operações.

 

 

 

 

10
Jul19

Fascismo faz nova vítima: Paulo Henrique Amorim

Talis Andrade

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por Eduardo Guimarães

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Morre Paulo Henrique Amorim. Como dona Marisa Letícia, vítima de perseguição política. Falamo-nos anteontem por mensagem. Mais de cem processos fraudulentos na “justiça”, perda do emprego na Record por ação do nazifascista que nos “governa”. O fascismo faz mais uma vitima.

O Blog da Cidadania lançou uma nota de pesar pela morte do jornalista, leia aqui.

 
...levaram ele a morrer antes do tempo
 
por Fabina Freire Pompeu
___
Gente, que perda essa de Paulo Henrique Amorim. Vivo, ácido, inteligente, extremamente ativo aos 77 anos. Uma conversa tão afiada. Notícia muito triste mesmo num dia já especialmente difícil. Penso ser um exercício de adivinhação inócuo, mas passa pela cabeça se a perseguição ocorrida à exaustão, com sequestro de bens, demissão e o escambau, não levaram ele a morrer antes do tempo.
 
Há muitas perdas nesse mundo. Algumas doem mais. É o caso. E eu demorei muito a virar fã. Somente ali em 2015, 2016, quando ele denunciou duramente o golpe contra Dilma, é que me rendi. PHC era, hoje, um dos poucos jornalistas a honrar a profissão. Que ele siga em paz. Adeus, Paulo Afiado Amorim. Obrigada por tudo.
 
 
26
Jun19

Perseguição bolsonarista ameaça jornalistas

Talis Andrade

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Por Altamiro Borges

Nesta segunda-feira (24), a Rede Record – comandada com mãos de ferro pelo “bispo” Edir Macedo, o bilionário mercador da fé religiosa no Brasil e em vários outros países – anunciou o afastamento do apresentador Paulo Henrique Amorim do programa Domingo Espetacular. 

O renomado jornalista, que já atuou nos principais veículos de comunicação do país, ganhou vários prêmios e publicou livros de sucesso, era o âncora do programa de maior audiência da emissora há quase 15 anos. Ele nunca foi afastado e atuou de forma ininterrupta. 

 

Já fora da Record, Paulo Henrique Amorim edita com independência um dos blogs mais acessados do país, o Conversa Afiada, conhecido por suas posições nacionalistas e democráticas. O “ansioso” blogueiro, como ele mesmo brinca, sempre agiu com coragem e altivez, defendendo suas ideias. 

Exatamente por isso, há muito tempo o jornalista era alvo de perseguição, inclusive com ameaças de agressão, das milícias bolsonaristas. Agora, a TV Record, que não esconde suas ligações carnais com o “capetão” Bolsonaro, decide afastá-lo. Ele segue na emissora, mas ainda sem função definida. 

Na prática, Paulo Henrique Amorim é vítima da onda de ataques à liberdade de expressão na atual “era bolsonarista” – ou Bolsonazista, como alguns já apelidaram esse período sombrio. O site The Intercept, que tem vazado mensagens trocadas por Sergio Moro com seus “conjes” e comparsas, que comprovam os abusos de autoridade da Lava-Jato, também é alvo dessas hordas fascistas. Elas têm rosnado pelo fechamento do site, pela expulsão do país do seu editor, Glenn Greenwald. 

Até mesmo jornalistas e veículos da mídia monopolista, que ajudaram a chocar o ovo da serpente fascista que resultou no golpe do impeachment de Dilma, na prisão política de Lula e na chegada ao governo dos milicianos de Jair Bolsonaro, são vítimas desses ataques à liberdade de expressão. 

Reinaldo Azevedo, que criou o termo “petralha” quando ainda trabalhava na obscena revista Veja, é hoje detestado pelas hordas bolsonaristas. Por suas críticas aos abusos de autoridade de Sergio Moro, ele é visto por olavetes e outros lunáticos como comunista, esquerdista e “petralha”. 

Outro comentarista que ganhou os holofotes por sua obsessão contra as forças de esquerda, Marco Antonio Villa, recentemente foi afastado da rádio Jovem Pan – também conhecida por rádio Ku Klus Kan por sua linha editorial fascista, racista, e por suas ligações com o clã Bolsonaro. 

Há também o caso curioso da jornalista Rachel Sheherazade, âncora do SBT, que hoje é perseguida pelos financiadores de Bolsonaro. Nessa semana, o dono das Lojas Havan, Luciano Hang – famoso picareta que enricou mamando nas tetas do BNDES e que está metido em inúmeras denúncias de falcatruas –, pediu a cabeça da jornalista a Silvio Santos, o “topa tudo por dinheiro” do SBT. 

Esses casos – e muitos outros – evidenciam que o Brasil está vivendo uma perigosa regressão. A democracia está sendo asfixiada. Os fascistas estão excitados – perseguem, exigem demissões e não vacilariam, inclusive, em promover agressões físicas, em bancar crimes. 

Ou a sociedade se levanta contra essa onda autoritária – inclusive os veículos e jornalistas da mídia monopolista que ajudaram a criar esse monstro – ou todos padecerão. Não haverá liberdade para ninguém. Vingará o silêncio da censura, da morte, da escuridão.

29
Jul18

TSE vai cassar Lula até o dia 15

Talis Andrade
Luiz Moradia Fux está pronto
 

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por Paulo Henrique Amorim
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De Lauro Jardim, um dos 70 colonistas do Globo Overseas (empresa que tem sede na Holanda para lavar dinheiro e subornar agentes da FIFA com objetivo de ter a exclusividade para transmitir os jogos da seleção):

 

Eleições 2018 - Decisão rápida


Está sendo articulada no TSE uma solução para barrar a candidatura de Lula já no dia 15 de agosto, quando for registrada. O objetivo é não estender a dúvida sobre se Lula será candidato - centro da estratégia petista - até as vésperas da eleição.

 

A propósito, ler na Fel-lha:

 

"Meu exercício de mandato (de Presidente do tribunal (sic) superior (sic) Eleitoral - PHA) é até o dia 14, até o dia 14 o tribunal será célere, e tenho certeza que também o será quando a ministra Rosa assumir", afirmou (Luiz Moradia - PHA)Fux, em 26/VII.

 

 

 

 

 
15
Jul18

POLÍCIA FEDERAL DO GOLPE DE TEMER Jornalista Paulo Henrique Amorim preso sob vara

Talis Andrade

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A mais nova vítima da ditadura policialesca, lavajatesca, que se instaurou no país é o jornalista Paulo Henrique Amorim, dono do canal Conversa Afiada, que costuma dirigir críticas ao sistema corrompido do período pós-golpe.

 

Ele foi conduzido coercitivamente à Policia Federal pelo fato de ter feito uso de sua liberdade de expressão e manifestado seu repúdio ao estado de exceção vigente no país, o que, segundo os agentes da repressão, seria um atentado contra a reputação daquela instituição, e não deveria ser permitido.

 

O jornalista foi processado pelos delegados federais Mauricio Moscardi da operação Carne Fraca e Igor de Paula da operação Lava Jato, pela delegada Érika Marena, também da Lava Jato, pelo deputado federal Fernando Francischini (PSL), dentre muitos outros, tendo sido obrigado a gastar dinheiro e tempo com viagens a várias cidades para se defender.

 

Em Duque de Caxias, no Rio, Amorim teve que se apresentar a uma juíza leiga, pois, segundo ele, nao havia uma autoridade judicial competente para ouví-lo. A audiência durou apenas um minuto, e a acusação foi de que ele teria divulgado manifestações públicas, de redes sociais, feitas por funcionários da Polícia Federal que se destinavam a recriminar Lula e Dilma e a favorecer Aécio Neves nas eleições de 2014.

 

Paulo Henrique Amorim também sugeriu que a Polícia Federal, depois do golpe de 2016, deveria ser fechada e reconstruída, refundada, como uma nova instituição republicana.

 

Nota-se, com isto, que a ditadura está em pleno vigor e não se pode depositar nenhuma confiança nas instituições. Está mais do que claro que é necessário sair às ruas, se mobilizar, e exigir o fim do golpe de estado pelas vias de fato, pela força popular, sem esperar nenhuma outra arbitrariedade por parte dos usurpadores do poder.

 

 

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