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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

06
Jan21

O Brasil está quebrado?

Talis Andrade

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por Chico Vigilante

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Em mais uma de suas declarações, que parecem espontâneas e inesperadas, mas são meticulosamente planejadas, o Jair Capiroto Bolsonaro falou que “o Brasil está quebrado. Eu não posso fazer nada”. A intenção dele é pautar o povo e a mídia. Nesta semana, pessoas de todos os segmentos e origens repetirão e discutirão a quebra do país. 

Se fosse um presidente sério, sua declaração faria desabar as ações na Bolsa e aumentar violentamente os juros futuros e o dólar. Aconteceu o contrário. A Bolsa, que caía pela manhã, subiu um pouco e o dólar, que subia mais de 1%, estabilizou-se. Nada a ver com a declaração, nem para o bem nem para o mal. O mercado não dá muita bola pra ele.

Já que ele quer pautar, aceitemos a pauta, pois ela interessa ao povo brasileiro, que não entende muito de orçamento público e estratégia econômica, nem tem obrigação de entender.

Quando Lula tomou posse, o Brasil tinha apenas 37 bilhões de dólares de reservas cambiais, sendo que uns vinte bilhões eram um empréstimo-ponte do FMI. O Brasil estava de joelhos diante dos especuladores internacionais. Quando Dilma foi apeada pelo golpe de 2016, dispunha de 364 bilhões de dólares. Isso não caiu do céu. Esse seguro contra crises cambiais foi acumulado em 13 anos de gestão responsável.

O Tesouro Nacional, que gerencia o caixa da Nação (exclusive reservas internacionais) tinha menos de R$ 40 bilhões para pagar as contas internas. No final do governo Dilma, eram cerca de R$ 400 bilhões.

Isso foi acumulado com responsabilidade fiscal, mas fazendo programas sociais e de infraestrutura em todas as áreas de governo. Se fossemos citar, teríamos que gastar umas quatro laudas deste texto. Pagamos nossa dívida com o FMI e ainda emprestamos cerca de US$10 bilhões ao fundo. 

Bolsonaro passou 28 anos no Congresso Nacional e não se deu ao trabalho de aprender o que é Orçamento da União e como ele se relaciona com as dívidas e as decisões macroeconômicas. Se prevalecesse a tese da gripezinha e da mísera ajuda de R$200 de auxílio emergencial, a economia estaria ainda pior e a arrecadação da União, estados e municípios na lona. Por incrível que pareça, a oposição salvou Bolsonaro e o Brasil, ao derrotar o Guedes, o Posto Ipiranga que está sem combustível.

Quando Lula tomou posse na Presidência da República, em 2003, os jornalistas perguntavam a ele e aos ministros como ele iria governar, se o Brasil estava quebrado e a inflação e o dólar ameaçavam sair totalmente do controle. Simples: usar as potencialidades do país e conclamar a união do povo (empresários, sindicalistas, universidades, movimentos, etc.) a remar para o mesmo lado, o do crescimento. Criou o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, elaborou programas sociais, orientou os bancos públicos, a Petrobrás, a Eletrobrás e demais estruturas públicas a investir no crescimento com distribuição de renda. Combateu a fome e a miséria. Projetou a expansão da saúde e educação públicas.

Bolsonaro e Guedes fazem o contrário: desagregam, propalam mentiras e boatos, brigam com a ciência, desafiam a verdade. 

Por isso, ainda que eu saiba que o objetivo é pautar, essa pauta deve ser repelida. 

No começo da pandemia, eu já escrevi que existiam muitas alternativas, em relação ao crédito e aos tributos para arrecadar mais, dos ricos, e desonerar os pobres, em uma reforma tributária de mudanças por leis ordinárias (nem precisa mudar a Constituição). Reforma esta que os muito ricos temem, por pura ignorância, pois a dinamização da economia de baixo pra cima gera lucros relevantes também para os de cima. Lula e Dilma provaram isso com o Bolsa Família e o aumento real do Salário Mínimo. O auxílio emergencial também provou. Nunca os supermercados venderam tanto, especialmente os pequenos, das periferias.

O Brasil não está quebrado, mas a lógica desse governo está quebrada. Não tem compromisso com o desenvolvimento, não tem empatia com o povo pobre, desrespeita diariamente a aflição dos que não sabem como sobreviverão, sem vacina, com segunda onda, sem emprego nem auxílio do governo, a partir deste mês.

Cabe à Câmara dos Deputados entender que já deu. Os crimes de responsabilidade são muitos. Os requerimentos de processo de impedimento desse lamentável presidente estão às dezenas na presidência da Casa.

Cabe ao povo manifestar-se: Fora Bolsonaro! Ou tiramos esse irresponsável ou o Brasil pode quebrar!!!

Leis da física

03
Dez20

Moro é aquele moleque que o borracheiro pagou para jogar pregos na rua

Talis Andrade

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por Davis Sena Filho

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De juiz farsante a agente a serviço do FBI e da CIA. Eis o Sérgio Moro — o Homem Muito Menor.

Sérgio Moro é aquele moleque que o borracheiro pagou para jogar pregos na rua.

Moro é Calabar!

O ex-ministro da Educação, Aloizio Mercadante, está a pensar corretamente quando afirma que "é inacreditável que o ex-juiz [Sérgio Moro] vá atuar na empresa de recuperação judicial das empresas que ele próprio destruiu”. Mercadante faz alusão à Odebrecht, OAS, Sete Brasil e Queiroz Galvão, dentre outras grandes empresas que foram devassadas pelos paladinos da família, da moral e dos bons costumes do bando da Lava Jato.

O raciocínio de Mercadante é realmente pertinente, mas digo a ele, se porventura o ex-ministro ler este artigo, que não é surpresa para ninguém o Marreco, vulgo Moro, ter aceitado ir para Washington com o propósito de trabalhar para uma empresa norte-americana diretamente envolvida com a degradação econômica do setor de construção pesada do País, pois, além de ganhar rios de dinheiro, tem o poder de interferir nas empresas nacionais brasileiras, a dar as cartas, de forma que consolide o processo de colonização do Brasil.

Entretanto, para finalizar o raciocínio exposto nos dois parágrafos acima, reitero que não ser surpreendido pelo arbítrio de Moro é lugar comum, porque se ele cooperou decisivamente para golpear a presidente Dilma Rousseff, levou Lula à prisão covardemente e injustamente, sem qualquer fundamento jurídico real, tanto que sua condenação foi por "ato de ofício indeterminado".

Portanto, surpresa não há, porque Sérgio Moro, um juizeco de direita envolvido com a CIA e o FBI, aceitou anteriormente ser ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, inimigo figadal das esquerdas, principalmente de Lula e do Partido dos Trabalhadores. Por que, então, o Marreco de Maringá não aceitaria o convite para trabalhar a favor de uma empresa norte-americana, que tem o controle do mercado interno, no que diz respeito às construtoras brasileiras?

Aliás, a Marsal & Alvarez, certamente, repassa informações estratégicas das corporações brasileiras para o governo norte-americano e, sem dúvida, às empresas privadas dos EUA, que atuam no mesmo setor. É isso aí, a Marsal & Alvarez tomou conta do butim das megaempreiteiras brasileiras, que dominavam boa parte dos empreendimentos de construção em âmbito mundial, sendo que muitas delas, a exemplo da Odebrecht, trabalhavam, inclusive, na área nuclear.

E o que os pilantras, entreguistas e traidores da Lava Jato fizeram? Mancomunados com a CIA, o FBI e os Departamentos de Justiça e de Estado do país yankee, delegados federais, procuradores e juízes, à frente da malta o juiz Sérgio Moro, resolveram demolir com as empresas nacionais e, com efeito, colocar no olho da rua cerca de 500 mil funcionários.

Não cuidaram de investigar e processar àqueles que cometeram malfeitos, como fizeram, por exemplo, a Alemanha e a Coreia do Sul, com a Volkswagen e a Samsung. Não preservaram as empresas porque dispostos a destruí-las para repassar informações de alta tecnologia e conhecimento, assim como entregar o mercado interno e externo às multinacionais norte-americanas, conforme já comentei.

Atuaram como ladrões do Brasil, em uma pirataria formalizada oficialmente, sendo que titulares de cargos de relevância e de poder, com a cumplicidade do Supremo Com Tudo (SCT), que vem a ser a vergonha, o vexame e a desgraça do Brasil, além de contarem com a propaganda sempre positiva do Grupo Globo, que vem a ser uma das maiores desgraças que surgiram neste País com vocação para o fracasso, o retrocesso e o atraso.

Algo impensável no Brasil até o ano de 2015, quando o governo trabalhista de Dilma Rousseff começou a ser sabotado por meio das pautas bombas, o que ocasionou a diminuição dos investimentos estatais, a causar desemprego em massa sem precedentes, bem como deixar de joelhos o trabalhador brasileiro, que ficou nas mãos de verdadeiros abutres, que para se empregar passou a aceitar as piores condições de trabalho, a acarretar a precarização do emprego. 

A verdade é que Mercadante e muitas outras pessoas estão certos quanto ao emprego milionário do Marreco, homem de ambição estratosférica e de pouco discernimento quanto ao Brasil e seus interesses de soberania e independência. Porém, se ele sabe não liga, porque se sente norte-americano como grande parte das classes ricas e médias deste País. Esse sujeito malévolo ama os EUA e entrega a cabeça do Brasil de bandeja à moda Paulo Guedes e famiglia Bolsonaro.

A verdade é que Sérgio Moro furou os quatro pneus da Odebrecht e de outras importantes empreiteiras brasileiras, sendo que agora oferece serviços de borracharia. Enfim, Moro representa a direita, que entrega as riquezas e a soberania do Brasil a cantar o hino nacional. Moro é o fim da picada! É isso aí.

10
Nov20

Apagão no Amapá é culpa da privatização

Talis Andrade

Apagão no Amapá

 

Por Altamiro Borges

A mídia privatista tem dado pouco destaque para o apagão no Amapá. Talvez porque a culpa pelo caos seja da iniciativa privada – nos dois sentidos da palavra. Mais de 730 mil pessoas, em 13 dos 16 municípios do estado da região Norte, estão sem energia elétrica, água e combustíveis desde terça-feira (3). 

Uma subestação de energia pegou fogo na capital Macapá, o que levou ao desligamento automático da linha de transmissão. A empresa responsável pela manutenção dos equipamentos é a espanhola Isolux, que tem um histórico de maus serviços prestados em outros países. 

Em 2014, a Isolux deu um prejuízo de US$ 476 milhões ao estado de Indiana (EUA), onde também prestava serviços, segundo o diretor do Sindicato dos Urbanitários do Maranhão (STIU/MA), Wellington Diniz. Com a privatização do setor, “a empresa agora dá prejuízo ao Brasil e ao povo do Amapá”. 

Privada causa estrago, estatal faz reparo

O curioso nessa história – para não dizer trágico – é que a multinacional espanhola é culpada pelo estrago, mas quem faz o conserto são os trabalhadores da estatal Eletronorte. Ela é subsidiária da Eletrobras, a mesma empresa que o presidente Bolsonaro e seu serviçal ultraneoliberal Paulo Guedes querem privatizar. 

Conforme explica Wellington Diniz ao site da CUT, a controladora da concessionária Linhas do Macapá não conseguiu resolver o problema e pediu socorro aos trabalhadores da Eletrobras. A estatal enviou técnicos do Pará, Maranhão e Rondônia para ajudar no reparo. 

“O que acontece no Amapá pode acontecer em outros lugares. Bolsonaro e o ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, apostam na privatização. Só que na hora em que acontece um acidente como este os técnicos da Eletrobras são convocados para prestar socorro à multinacional", afirma o sindicalista. 

Michel Temer, golpista e privatista

Ainda de acordo com o líder sindical, a Isolux não tem capacidade técnica, nem trabalhadores em números suficientes para manutenção, nem recompor a energia em pouco espaço de tempo, por isso os técnicos da Eletrobras foram chamados para prestar socorro 

Já o presidente do Sindicato dos Urbanitários do Amapá (STIU-AP), Jedilson Santa Bárbara, lembra o desastre do desmonte da Eletronorte no estado. A estatal chegou a ter 220 funcionários no estado em 2007, mas com a sanha privatista do golpista Michel Temer (MDB-SP) hoje tem menos da metade. Ele acrescenta: 

"Oito técnicos da Eletrobras de outros estados que agora estão ajudando nos reparos são considerados dispensáveis por terem muito tempo de casa e estão prestes a se aposentar. A empresa quer incentivar a demissão dos mais experientes através do PDV, mas na hora que mais precisa eles é que são chamados". 

No plano de privatização obrado pela dupla Bolsonaro-Guedes, a Eletrobras já anunciou que pretende fazer mais de mil demissões. “O objetivo é ‘baratear os custos’ para entregar ao capital externo mais uma empresa nacional superavitária. A Eletrobras teve lucro de R$ 20 bilhões em 2019”, afirma Jedilson Santa Bárbara. 

Caos e sofrimento da população

Enquanto o reparo não é concluído, até porque depende da chegada de um novo gerador que pesa cerca de 100 toneladas e será levado de barco, a população do Amapá passa por dias de caos e sofrimento. Segundo Maria Neuzina Tavares, dirigente da CUT/AP, a situação é inédita – algo nunca visto na história recente. 

As filas nos supermercados são imensas, o que já causou brigas na compra de água, que está racionada. As padarias também estão limitando a venda de pães a 10 unidades por família. Nos postos de combustíveis as filas são imensas. Outros postos estão fechados porque suas bombas não têm condições de retirar o produto dos poços. 

A comunicação também é precária. As linhas de celulares das operadoras Vivo e Oi não funcionam. A Claro é a única operadora que dá algum sinal, mas bem precário. Toda a energia elétrica disponível é direcionada apenas para os hospitais e outros serviços essenciais. O prefeito de Macapá, Clécio Luís, decretou estado de calamidade pública na capital por 30 dias. 

“Toda essa situação poderia ser evitada se a empresa que ganhou a concessão da linha de transmissão contratasse profissionais com qualificação, mas ela só se interessa em pagar baixos salários, colocando a população em risco”, critica Jedilson Santa Bárbara. 
 
30
Out20

Petrobrás dá prejuízo bilionário, mas distribui lucros para acionistas. Só não para União

Talis Andrade

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Enquanto Bolsonaro oferece refinarias para petroleiras estrangeiras na bacia das almas – como um fantoche de Donald Trump –, diretoria da estatal decide distribuir dividendos aos acionistas, mesmo com prejuízo. A justificativa é garantir dinheiro aos minoritários, mas não à União. “Mais um crime contra o povo brasileiro”, critica a deputada federal Gleisi Hoffmann. Empresa construída ao longo de 60 anos está sendo destruída paulatinamente por Paulo Guedes e Bolsonaro, pela Lava Jato e Castelo Branco

Enquanto a Petrobrás anuncia um prejuízo acumulado no ano de R$ 52,782 bilhões, a diretoria da empresa, comandada por Roberto Castello Branco, decidiu fazer benemerência com dinheiro do povo e garantir lucros aos acionistas minoritários. A diretoria da estatal informou nesta quarta-feira, 28, que o Conselho de Administração aprovou revisão da política de remuneração aos acionistas. Agora será possível à estatal o pagamento de dividendos aos acionistas privados, mesmo sem lucro. Tal política começou com as investigações da Lava Jato. Com a espionagem de agentes estadunidenses.

Ou seja, mesmo com prejuízos, os interesses dos minoritários prevalecerão, apesar do governo federal ser acionista majoritário. A decisão do governo Bolsonaro beira o escárnio. A Petrobras registrou prejuízo de R$ 1,546 bilhão no terceiro trimestre de 2020, contra lucro de R$ 9,087 bilhões no mesmo período do ano passado. A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann, criticou a decisão. “É mais um crime contra o povo brasileiro e os interesses nacionais”, alerta.

A Petrobras, pelos serviços prestados aos Estados Unidos, depositou no dia 30 de janeiro de 2019, em uma conta gráfica na Caixa Econômica Federal de Curitiba, 2 bilhões e 500 milhões, para a Liga da Justiça da autodenominada Lava Jato. Dinheiro que os safados dizem que foram doados pelo governo dos Estados Unidos (isso sem passar pelos Congressos de lá e de cá (republiqueta de bananas) para ser gasto em propaganda e beneficências de seis espertos procuradores donos de um 'fundo' fantasma. Um dinheiro ao deus-dará jamais passado a limpo, que jamais passou por uma auditoria, que juízes e procuradores não prestam contas. A Lava Jato de Curitiba gastou um dinheiro adoidado. Dinheiro por fora (vide casos de Tacla Duran, Dario Messer & novos ricos), dinheiro por dentro. Segue documento comprovatório: 

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A Petrobrás acumula desde o início do ano resultados negativos, justamente quando a empresa se prepara para vender metade de suas refinarias, numa operação ardilosa preparada pelo Palácio do Planalto sob orientação do ministro da Economia, Paulo Guedes. As perdas acumuladas de R$ 52,7 bilhões são uma justificativa irresponsável para o governo manobrar e manter a política desnacionalização do patrimônio público. “O sobrenome desse governo é privatização”, denuncia Gleisi. “Bolsonaro e Guedes são a destruição do Estado brasileiro”.

O PT vem denunciando os riscos para o país com o desmantelamento da Petrobrás. O governo Bolsonaro quer entregar refinarias a empresas estrangeiras concorrentes, numa manobra que quebra a lógica do negócio do petróleo. Em todo o mundo, as empresas petrolíferas atuam no mercado de ponta a ponta, indo da extração do petróleo cru, passando pelo refino para a venda de produtos derivados no varejo. No Brasil, abre-se mão de refino para se concentrar na exploração do petróleo cru, que tem baixo valor agregado.

O presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás, senador Jean Paul Prates (PT-RN), diz que nada justifica a entrega de refinarias. Ele lamenta que o país hoje seja um importador de diesel e gasolina, graças à política de desmanche da estatal, iniciada no governo de Michel Temer e aprofundada por Jair Bolsonaro e Paulo Guedes. “A ideia de concentrar a atuação da Petrobras no Sudeste e no pré-sal baseia-se na concepção equivocada de que a empresa deve atender, primordialmente, seus acionistas, como se não fosse ela uma estatal e uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento do país”, critica.

Jean Paul acusa a Petrobrás de abrir mão de metade da sua capacidade de refino, entregando oito delas para a iniciativa privada, na bacia das almas, sem levar em conta os aspectos estratégicos que tais plantas representam para o desenvolvimento brasileiro. A estatal anunciou a venda das refinarias Abreu e Lima (PE), Xisto (PR), Presidente Getúlio Vargas (PR), Landulpho Alves (BA), Gabriel Passos (MG), Alberto Pasqualini (RS), Isaac Sabbá (AM) e a Refinaria de Lubrificantes e Derivados (CE).

Nesta quinta-feira, 29, o presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, anunciou a venda em dezembro da refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar). “Está tudo prosseguindo como esperado, exceto pelo fato, como mencionei, de um atraso devido à Covid-19”, justificou. A empresa já recebeu propostas iniciais pela Repar, mas sinalizou no final de setembro que abriria uma nova rodada para os interessados na unidade, após ter recebido dois lances com valores muito próximos um do outro. A empresa também considerou as ofertas muito baixas. Castello Branco também anunciou que a empresa espera obter em novembro a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a venda de sua unidade de gás liquefeito de petróleo, a Liquigás.

Jean Paul alerta que a venda das refinarias neste momento não é oportuna para a Petrobrás e contraria os interesses do país. “O mercado de combustíveis está deprimido e incerto por causa da pandemia”, explica. “As margens de refino estão muito baixas, o que deprecia o valor das refinarias”, alertou o parlamentar. De acordo com o senador, o movimento mais parece destinado a produzir uma lucratividade artificial da Petrobras, à custa de venda de patrimônio, justamente agora, quando a empresa repete prejuízos de maneira reiterada pela atual administração.

Ele alerta que a política de desmanche da Petrobrás é uma ameaça aos interesses nacionais e pode representar problemas graves para o futuro do país. “O Brasil vai perder a capacidade de fazer política de preços voltada para a estabilidade interna, como ocorria nos governos do PT, dando um mínimo de segurança ao setor produtivo, que depende dos preços do frete e de petroquímicos, entre outros”, destaca.

30
Out20

Prefeito tucano de Porto Alegre é precursor da política do Bolsonaro que privatiza o SUS

Talis Andrade

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Por meio do Decreto 10.530 publicado nesta 3ª feira [27/10], o governo Bolsonaro criou o programa que fomenta estudos sobre a transferência, à iniciativa privada, da gestão e da operação da atenção primária em saúde do SUS – Sistema Único de Saúde.

Este programa de privatização da atenção primária do SUS – disfarçado com o nome de “Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República – PPI” – sequer é executado pelo ministério da Saúde do “general cloroquina”, aquele subserviente que apenas obedece ao que o capitão manda.

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O programa, sugestivamente, é coordenado pela Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos do Ministério da Economia do agente das finanças Paulo Guedes.
 
A privatização pura e simples da atenção primária do SUS é uma espécie de 2ª geração das políticas fracassadas de transferência da gestão dos serviços públicos de saúde para as Organizações Sociais [OS’s].

O inventário da experiência com as OS’s é desastroso. Nas cidades onde foi implementado, aumentou enormemente o custo de financiamento do sistema, a qualidade do atendimento e a eficácia do cuidado em saúde da população piorou, e a corrupção e os desvios de verbas públicas alcançou patamares inauditos. A situação calamitosa do Rio de Janeiro é o exemplo vivo disto.

Este projeto que Bolsonaro quer impor para o SUS em todo país já está sendo desenvolvido em Porto Alegre pelo governo ultraliberal do tucano Marchezan Júnior/PSDB.

O prefeito tucano foi complacente com a extinção do Instituto Municipal de Saúde da Família [IMESF] e, em plena pandemia, irresponsavelmente se empenha em completar a demissão de parte dos 1.800 trabalhadores que atuam na atenção primária do SUS na cidade. Só não conseguiu completar a “obra” por impedimento judicial da justiça do trabalho.

Marchezan Júnior decidiu extinguir o IMESF para, assim, transferir a gestão e a operação de mais de 110 unidades básicas de saúde de Porto Alegre a 4 hospitais privados. Tudo feito sem licitação e mediante procedimentos administrativos de questionável legalidade e constitucionalidade, que certamente serão revertidos numa eventual administração municipal de Manuela e Rossetto [PCdoB/PT].
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O prefeito tucano de Porto Alegre, um político eleito em 2016 com o apoio do MBL e de perfil de extrema-direita, é precursor da política do Bolsonaro que privatiza a atenção primária do SUS. Marchezan Júnior transformou a capital gaúcha num laboratório de experimentos ultraliberais e privatizantes que deram errado no mundo inteiro.

No afã de transferir o orçamento público municipal de quase R$ 8 bilhões anuais para grupos privados, Marchezan Júnior tentou privatizar e terceirizar praticamente todas atividades e políticas públicas da cidade – Mercado Público, praças, parques, iluminação pública, Hospital de Pronto Socorro, empresa pública de transportes etc. Mais recentemente, preparou o plano de privatização do Departamento de abastecimento d’água [DMAE] em parceria com o governo Bolsonaro através do BNDES.

O bolsonarismo é a forma que o ultraliberalismo assumiu no Brasil; é o estágio mais destrutivo jamais visto da soberania nacional e das conquistas civilizatórias do povo brasileiro.

O bolsonarismo é um projeto que transcende o clã miliciano, pois abarca o conjunto das frações da oligarquia dominante – DEM, PP, Patriotas, Novo, Solidariedade, PTB, MDB, PSD, PSDB etc – que se unem na divisão do botim extraído no maior processo de pilhagem e saqueio do Brasil.

A eleição municipal, em vista desta ofensiva do grande capital por meio do governo fascista contra os interesses nacionais e populares, adquire enorme importância. É um momento de denúncia, resistência e afirmação de alternativas de governo capazes de interromper os ataques perpetrados pela oligarquia e que destroem conquistas fundamentais do povo brasileiro, como o SUS.
29
Ago20

GGN censurado pelo Banco BTG Pactual fundado por Paulo Guedes e beneficiado pelo Banco do Brasil

Talis Andrade

A imagem pode conter: ‎texto que diz "‎STEÉ OBILIONARIO PAULO GUEDES MINİSTRO ECONOMIA DONO DO BANCO BTG-PACTUAL... ELE OBRI6OU BANCO DO BRASİL ALHE "VENDER" SUA CARTEIRA CREDITOS QUE VALE R$3BiLHOES POR MEROS R$ MILHOES Oi,TROUXAS! PASSE CARTEIRA! R$ 3BI BB QUE NOME VOCÊ PARA ESTA "TRANSAÇÃO"? ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO PÚBLICO AUTO-FAVORECIMENTO ROUBO NA CARA DURA TODAS AS ANTERIORES 0000 RA RA RA OAL BB ל‎"‎

Como acontecia na ditadura militar, os jornais nos espaços censurados publicavam poesias, receitas de comida. O jornal GGN prefiriu divulgar a decisão ditatorial do juiz Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves, da 32ª Vara Cível da cidade do Rio de Janeiro, escondendo a negociata do Banco do Brasil, veiculado ao ministério da Fazenda de Paulo Guedes, com o banco BTG Pactual fundado pelo mesmo Paulo Guedes. Por pura coincidência há uma debandada da equipe de Paulo Guedes para o banco BTG Pactual, nem sequer os executivos dos bancos oficiais e Ministério da Economia pedem quarentena remunerada. 

Depois da transa bilionária, o presidente do Banco do Brasil, nomeado por Paulo Guedes, caiu fora. Deixar a presidência do Banco do Brasil assim de graça é cousa santa. Nenhum ateu grande maçom teria tal altruísmo.

Veja aqui a retirada das matéria sobre o banco de Paulo Guedes, e a intimidação ao jornalista Luis Nassif, que honra a profissão. Faz um jornalismo patriótico, exemplar, investigativo, verdadeiro. Nassif escreve a História do Brasil. 

O jornalismo não pode ser atemorizado para não informar as safadezas de Paulo Guedes. Os grandes negócios. 

Ilustração: Charge publicada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo 

14
Jul20

Há reação, todos os dias

Talis Andrade

 

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por Enio Verri

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Sobre quase dois milhões de infectados e mais de 70 mil mortos, Bolsonaro e Guedes seguem firmes no objetivo de promover o maior número de mortos e de submeter uma das 10 maiores economias do mundo aos interesses do mercado financeiro, entregando a ele as fontes energéticas e as empresas estratégicas, imprescindíveis para o Brasil superar as crises sanitária, econômica e social, na e no pós pandemia. Com esses recursos em poder de outros países, os brasileiros estarão sempre à mercê dos investimentos que eles queiram, ou não, fazer no País, com as empresas que eram dos brasileiros. Porém, seja qual for o aporte no Brasil, será única e exclusivamente com a transferência dos lucros para o desenvolvimento de seus respectivos povos. O sucesso do projeto de supressão da soberania jamais seria alcançado sem prestimosa parceria da imprensa comercial.

A conjuntura é fato dado, não causa surpresa e há mais do que fazer do que para se lamentar e analisar. A sucessão de absurdos produzidos pelo desgoverno Bolsonaro, ao longo de 1 ano e sete meses, foi nos tirando a capacidade de expressar o horror causado pelas ostensivas políticas ultraliberais, recessivas, fiscalistas e pelo profundo atraso cultural imposto ao País, que levará mais tempo para ser superado que a crise financeira. Nesse cenário de terra arrasada, de uma nação abandonada pelo presidente da República, é necessário trazer à luz o que a imprensa comercial omite, que é a produção da esquerda, no enfrentamento à pandemia. Não se combate a crise com orações, como sugeriu Bolsonaro, mas com política. Sem ela, a UTI, o respirador, o antibiótico, a máscara, a luva, a comida, o auxílio emergencial, o crédito ao micro e pequeno empresário não chegam aos seus devidos destinos.

A pandemia oferece à sociedade a mais clara visão da divisão dos interesses que atuam no Congresso Nacional. Basta acompanhar uma única sessão para saber quem está de que lado, fazendo o quê. As medidas enviadas pelo governo ou apresentadas pelos parlamentares da sua base, representantes do ultraliberalismo são, invariavelmente, no sentido de dilapidar o patrimônio público e de suprimir direitos conquistados a duras penas pela classe trabalhadora. Os projetos mais progressistas foram apresentados pela esquerda. O Partido dos Trabalhadores apresentou mais de 460 projetos de lei, 18% das matérias tramitadas na Câmara, referentes ao combate da pandemia. Todos eles, invariavelmente, voltados aos interesses do Brasil e dos trabalhadores.

Enquanto Bolsonaro e Paulo Guedes se empenham em entregar o País à dilapidação pela classe dominante, o PT apresenta projetos, por exemplo, que dá 72 horas para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizar o uso de produtos de combate ao coronavírus, validados por agências internacionais, como as Food and Droug Administration – FDA; European Medicine Agency – EMA; Pharmaceuticals and Medical Devices Agency - PMDA e a National Medical Products Administration – NMPA. Aos que acusam o PT de intolerante e individualista, o projeto de lei que autoriza determinados tipos de consultas médicas por teleconferência é assinado em conjunto com o partido Novo, antagônico ideologicamente. Aliás, esse e outros projetos do partido foram assinados com o DEM, o MDB, o PL, que são de campos ideológicos absolutamente opostos.

Um dos setores da economia que mais rapidamente parou e será um dos últimos a voltar é o da cultura, cuja cadeia produtiva é extensa e complexa. Desde o artista, passando pelo produtor, técnicos de som, de luz, de imagem, até o divulgador com panfletos, entre outros trabalhadores que ficaram sem trabalho com a suspensão de eventos que possam gerar aglomeração, estão sem trabalho e renda. Quem assina o projeto que destinou R$ 3 bilhões para proteger minimamente os profissionais da área cultural é o PT. Da mesma forma, foi o PT quem apresentou um projeto que dá prioridade e urgência no atendimento aos chamados policiais de denúncia de violência doméstica. Assim como foi o PT quem apresentou projeto que suspende obrigações financeiras de estudantes com o FIES, durante o período que durar a pandemia.

A sociedade não tem conhecimento das ações da esquerda e das derrotas das Medidas Provisórias do governo. A comunicação hegemônica no Brasil está sob o controle de uma imprensa comercial, submetida aos interesses do mercado financeiro, principalmente. Enquanto a grande maioria da população vive a incerteza de sobreviver à crise sanitária, devido à sua histórica condição social e pela proposital negligência do presidente Bolsonaro, a classe dominante suprime direitos, é indiferente aos ataques à democracia e atua ostensivamente para destruir a soberania brasileira. Já a esquerda, defende a classe trabalhadora e os interesses do Brasil. Bolsonaro nos roubou a capacidade de acreditar que possa haver absurdo maior que os que ele já proferiu ou cometeu. Porém, ao mesmo tempo, sua ação nos enche de razão e entusiasmo para reagir aos vorazes capatazes dos endinheirados. A resistência a essa política ultraliberal está eminentemente no campo da esquerda e é feita, todos os dias, pelos progressistas do País.

24
Jun20

Paulo Guedes entregou a BR Distribuidora aos gringos e roubou os fundos de pensão das estatais

Talis Andrade

 

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por Emanuel Cancella

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Paulo Guedes, mesmo sendo réu, tem apoio total das operações da PF, e quer entregar as estatais aos gringos e os fundos de pensão aos bancos privados!

Paulo Guedes era assessor do candidato Bolsonaro, quando deu rombo nos fundos de pensão das estatais.

Depois montou uma quadrilha, junto com seu assessor Esteves Colnago e outros, que deram um desfalque num total de R$ 6.5 BI nos fundos de pensão das estatais, inclusive na Petros (2,3).  

E mesmo assim Paulo Guedes, com as bênçãos da Operação Lava Jato, chefiada pelo então  juiz Sergio Moro que investiga a Petrobrás, e a Operação Greenfield que investiga os fundos de pensão virou ministro da Economia de Bolsonaro.

Paulo Guedes saqueou os fundos de pensão das estatais, Fundos esses  responsáveis pela aposentadoria dos trabalhadores e, não satisfeito, com a privatização, ainda tira seus empregos.

Na BR Distribuidora privatizada, 600 trabalhadores diretos perderam seus empregos  e centenas de contratados também foram para a rua.

Os petroleiros restantes da BR Distribuidora, para não perder o emprego, tiveram redução de 30% nos salários (1).

E os Petroleiros da BR Distribuidora, assim como todos os demais petroleiros, ativos e aposentados, já pagam o chamado PED - Plano de Equacionamento de Déficit ,  no mínimo com 13% de seus salários e por 18 anos. A ampla maioria dos petroleiros, quase a sua totalidade, nunca foi gestor da Petros, então como responsabilizá-los, cobrando rombo dado por outros?

E agora a direção, da Petrobrás e da Petros, está transformando o pagamento em vitalício.

E a direção, da Petrobrás e Petros, diz ainda que outros rombos podem advir e serão pagos pelos mesmos petroleiros. O que poderá zerar o pagamento de nossa complementação de aposentadoria. O que pode representar o fim da Petros e de outros Fundos de pensão que estão sofrendo o mesmo processo.  

Trata-se de estratégia entreguista, da mesma forma que a BR Distribuidora foi entregue aos gringos, os fundos de pensão deverão ser direcionados para os bancos privados.

Lembrando que a BR Distribuidora era uma espécie de caixa da Petrobrás. BR Distribuidora, a segunda maior empresa brasileira em faturamento (9). “Entregamos para o mercado o que ninguém entregaria em qualquer outro lugar (4)”

E continuando a dar dinheiro para americano, foi noticiada também, em 07/08/2019, que o Brasil gastou R$ 25 bi com importação de gasolina e diesel dos EUA nos últimos 12 meses (6), e agora Bolsonaro ainda  anuncia que vai vender metade das refinarias da Petrobrás (7). É para dar mais dinheiro aos americanos?

E Bolsonaro, quando deputado, queria fuzilar FHC por vender nossas estatais e reservas petrolíferas, e hoje, presidente, faz pior (8). Confira aqui as anotações 

E os Fundos de pensão das estatais, juntamente com a previdência pública, há mais de 50 anos, sempre pagaram em dia aposentadorias e pensões. E mais, os fundos de pensão das estatais sempre foram a mais importante ferramenta de fomento e impulsionadora de nossa economia.

O mesmo não se pode dizer dos bancos privados que, no Brasil, quebram ou vão à falência dando calotes nos correntistas: Sete bancos quebraram entre os anos de 2008 e 2015 (5).

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21
Jun20

Diz Bolsonaro para Queiroz, e Moro para Tacla Duran: Por que não se cala?

Talis Andrade

Count.Zero🇧🇷 (@Count_Zeero) | Twitter

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por Emanuel Cancella

Enquanto a sociedade, durante mais de um ano, gritava “Cadê o Queiroz?”, o ministro da Justiça de Bolsonaro, Sergio Moro, se calava. E enquanto o mundo falava no envolvimento do clã Bolsonaro com as milícias, Sergio Moro desconversava (1).

A polícia espanhola prendeu 39 kg de cocaína, quantidade de tráfico, no avião da comitiva presidencial de Bolsonaro, e a Policia Federal, subordinada ao ministro da Justica, Sergio Moro, se calou (2).

O escândalo do Itaipu Gate envolveu em corrupção a empresa da família de Bolsonaro, o partido do presidente o PSL e  os governos binacionais de Brasil e Paraguai (3,4). Se o Itaipu Gate quase resultou no impeachment do presidente do Paraguai, no Brasil, graças à omissão criminosa do ministério da Justiça e da Polícia Federal, subordinada ao ministro Sergio Moro, nada aconteceu!

Não foi só o advogado do Flavio Bolsonaro, Frederick Wassef,  que escondeu o Queiroz, pois Moro, como ministro da Justiça, também participou do esconde-esconde do Queiroz (5).

E Sergio Moro, que escondeu o Queiroz, agora quer esconder o advogado da Odebrecht, Rodrigo Tacla Duran.

Isso porque Duran denunciou que o advogado da Lava Jato, Carlos Zucolotto Junior, lhe pediu US$ 5 milhões, “por fora”, de propina, para lhe conceder a prisão domestica e perdão de US$ 10 milhões em multa da Odebrecht.  

Sergio Moro rebateu com veemência a denúncia de Duran, e disse que Zucolloto é seu amigo pessoal e que Duran é um aventureiro, fugitivo da lei.

Depois a sociedade descobriu que Zucoloto é muito mais que amigo, é compadre de casamento de Moro e ex-sócio de sua esposa, Rosangela Moro.

Mas a bala de prata veio da revista Veja que divulgou em suas páginas, com base em informação da Receita Federal, que Tacla Duran fez depósito na conta de Rosangela Moro. 

Desmascarado, Moro não perdeu a pose e disse, sem informar o valor do depósito de Duran na conta da esposa, que o dinheiro foi para pagar cópia do processo (10 a 14).

Isso irritou o gabinete do procurador-geral da República. Antonio Aras, que viu nessa investigação, logo agora contra Duran, como uma tentativa de intimidá-lo, levando-o a recuar na negociação de uma delação premiada (6). 

E não podemos esquecer que, por conta do mar de denúncias do The Intercepet Brasil, inclusive provando com áudios, desmascarando Moro e Dallagnol, o Conselho Nacional da OAB, por unanimidade, pedira o afastamento de Moro e Dallagnol de cargos públicos para que tivessem um julgamento justo e não usassem a máquina pública em proveito próprio (7,8). Mas eles continuaram a conspirar contra a Petrobrás e o Brasil.

A sociedade exige que todos os crimes sejam investigados e, caso condenados, os acusados têm que ir para a cadeia e os bens, frutos do roubo, confiscados.

E conspirando, a Lava Jato, que se omitiu em todos os crimes consumados dos golpistas Michel Temer e Bolsonaro na Petrobrás, agora abre nova investigação nos governos do PT: Lava Jato, deflagra operação que mira prejuízos na Petrobras de 2011 a 2016 (9).

Para quem não se lembra, entre outros crimes, no governo do golpista Michel Temer, como a privatização da Embraer, Michel Temer  articulou e sancionou uma lei que isenta em impostos as multinacionais estrangeiras de petróleo em um trilhão de reais em impostos (17,18).

E Bolsonaro que, quando deputado, no programa do Jô Soares, falou em fuzilar FHC por vender nossas estatais e reservas petrolíferas, hoje presidente faz pior (10): realizou o mega leilão do pré-sal; vendeu a BR distribuidora e anuncia a venda da metade das refinarias da Petrobrás; dos Correios, da Eletrobrás. Seu ministro Paulo Guedes fala em privatizar todas as estatais (15,16,19).     

Em resumo, enquanto Bolsonaro faz esforço hercúleo para Queiroz se calar, Moro faz o mesmo com Tacla Duran! (As anotações de Emanuel Cancella aqui)

E agora o PGR, Antonio Aras, convoca Tacla Duran para celebrar delação premiada. Pasmem! Diante dessa convocação a atual chefe da Lava Jato, Gabriela Hardt, também conhecida como juíza do copia-e-cola, manda levantar o sigilo de uma investigação contra Rodrigo Tacla Duran, a pedido da força-tarefa da Lava Jato, no MPF.

 

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