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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

17
Mar20

O roteiro completo para os norte-americanos explorar as riquezas do Brasil

Talis Andrade

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V - Vazajato apresenta a prova final da corrupção da Lava Jato

por Luis Nassif

 

Os procuradores da Lava Jato trataram, então, de fornecer todas as informações necessárias para a equipe norte-americana. Explicaram o papel de cada delator. Falou-se de Alberto Youssef, de Paulo Roberto Costa, de Augusto Mendonça Neto, dono da empresa de construção Toyo Setal, de Pedro Barusco, ex-gerente de serviços na Petrobras, de Hamylton Padilha, lobista da Petrobras que atuava na área de aluguel de sondas para perfuração de poços; Ricardo Pessoa, ex-presidente da Construtora ETC Engenharia; e Dalton Avancini, ex-presidente da Camargo Corrêa.

Depois de ser “brifada” sobre vários alvos da Lava Jato, a delegação americana passou dois dias negociando com advogados de delatores-chave. Cada um deles teve meia hora para apresentar seus casos e conversar sobre os termos da colaboração com as autoridades americanas.

No dia 9 de outubro, de férias na Alemanha, Aras alerta Deltan que os americanos poderiam usar as informações em processos no seu país contra cidadãos e empresas brasileiras.

A preocupação demonstra como o chefe da Lava Jato em Curitiba explorou uma zona cinzenta, fazendo soar alarmes na própria PGR.

De nada adiantaram os alertas. Os próprios procuradores se incumbiram de pressionar brasileiros a delatar para o DoJ. Como se depreende da mensagem do procurador Orlando Martello:

“Foi muito interessante e útil para nós trabalhar com vocês e sua equipe na semana passada. Pudemos entender melhor os procedimentos nos EUA, assim como aprender sobre sua expertise em acordos. Com esse conhecimento, agora nós temos mais uma maneira de convencer empresas e indivíduos a revelar fatos: ameaçar informar ‘as autoridades Americanas’ sobre corrupção e delitos internacionais… (risos)”, escreveu Martello, em inglês.

Em seguida, informa os americanos sobre como passar por cima das restrições legais, que obrigam que interrogatórios de brasileiros sejam feitos por autoridades brasileiras.

Primeiro, eles poderiam ouvir os colaboradores da Lava Jato nos Estados Unidos – o que é, para ele (e para Stokes), a melhor ideia, embora parte deles pudesse não aceitar ir voluntariamente para os EUA. E então sugere: “Nós podemos pressioná-los um pouco para ir para os EUA, em especial aqueles que não têm problemas financeiros, dizendo que essa é uma boa oportunidade, porque, embora seja provável que autoridades dos EUA venham para o Brasil para conduzir as entrevistas, as coisas podem mudar no futuro”. Assim seria possível evitar as limitações impostas pela decisão do STF e novas decisões que poderiam se seguir. (Continua)

 

17
Mar20

Os conchavos internacionais da Lava Jato para espionagem industrial e assalto aos cofres da Petrobras

Talis Andrade

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III- Vazajato apresenta a prova final da corrupção da Lava Jato

Pontos centrais das reportagens

por Luis Nassif

A seguir, trechos das reportagens com informações relevantes. As citações estão em itálico.

A viagem de Janot e procuradores para os EUA

O marco no relacionamento entre a Lava Jato e o DoJ foi a visita do Procurador Geral Rodrigo Janot aos EUA, em 9 e 10 de fevereiro de 2015, acompanhado dos procuradores Vladimir Aras, Carlos Fernando dos Santos Lima, Marcelo Miller e Deltan Dallagnol.

Eles se reuniram com o DOJ, representantes da Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês), da Receita Federal americana (IRS, na sigla em inglês), do FBI e do Departamento de Segurança Interna (DHS). Foi a partir dessa visita que os procuradores passaram a discutir a vinda da comitiva a Curitiba.

O papel de Janot e Cardozo

Depois da visita de Janot, procuradores e delegados americanos vieram especificamente para acertar a delação premiada de brasileiros nos EUA. Rodrigo Janot sabia disso, mas escondeu a informação. O Ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, disse que foi surpreendido pela informação e procurou mais detalhes sobre a história, mas “eu nunca tive uma resposta conclusiva sobre isso”. Ou seja, pediu informações sobre uma suposta ilegalidade, a Lava Jato não deu e ficou por isso mesmo.

Os americanos e a indústria do compliance

A delegação foi liderada por Patrick Stokes, chefe da divisão que cuidava de corrupção internacional no DOJ. Pouco depois, Stokes deixou a FCPA e se tornou sócio do escritório Gibson, Dunn & Crutcher’s – que atende a Petrobras nos Estados Unidos – uma posição cujo salário chegou a R$ 3,2 milhões em 2017.

Na série Lava Jato Lado B, GGN dedicou um capítulo à indústria do compliance, como o pedaço de queijo que unia os interesses dos procuradores de vários países, que passaram a oferecer seus serviços para empresas por eles mesmo investigadas.

Ao longo de todo esse período, fizemos uma cobertura intensiva sobre as jogadas entre procuradores e autoridades e os grandes escritórios de advocacia norte-americanos ligados ao DoJ. (Continua)

 

24
Mai18

Presos da lava jato recebem visitas a qualquer hora da justiça dos Estados Unidos que não precisa marcar dia

Talis Andrade

 

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Marionete, por Julian PENA-PAI

 

 

A justiça da república do Paraná uma piada de vassalagem, de traição aos interesses maiores do Brasil.

 

Fez de tudo para entregar a Pátria. 

 

Gravou a presidenta Dilma Roussef, um ato de espionagem com a permissão do juiz Sergio Moro.

 

Há a suspeita de que o grampo foi praticado pelo FBI, serviço de inteligência 'convidado' para atuar na lava jato.

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Os juízes da república do Paraná são exemplos de vacas de presépio do Tio Sam. Vejam só:

 

Proíbem visitas a Lula preso político, e abrem os cárceres para policiais, advogados e promotores da justiça da matrix. 

 

Em 2014, reportagem do Financial Times revelava que autoridades dos Estados Unidos estavam investigando a Petrobras.

 

Publiquei na época: O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação criminal sobre a empresa, que tem ADRs (do inglês American Depositary Receipt) listados em Nova York, enquanto a Securities and Exchange Commission (SEC), que regula o mercado de capitais americano, está buscando um inquérito civil.

 

O procurador Patrick Stokes, do Departamento de Justiça do Tio Sam, de 6 a 9 de outubro de 2015, marcou reunião com delatores, delegados, promotores e juiz do Lava Jato.

 

 

Atentem: 

Marcou reunião entre 6 e 9. Não precisou o dia certo. Tudo correu secretamente. Com o Brasil de quatro. 

 

 

 

 

24
Mai18

Quem sabe dos danos e perdas do Brasil com os acordos secretos do doleiro Youssef com a Justiça dos Estados Unidos?

Talis Andrade

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O CRIME COMPENSA Alberto Youssef, rei dos doleiros, foi preso no Maranhão em março de 2014, e no dia seguinte embarcou para Curitiba, para ser novamente julgado por Moro, e para ser novamente premiado com uma delação aceita por Moro. Youssef está livre, leve e solto

 
 
(Época) Sob sigilo extremo, em setembro de 2015, estava estava em curso uma negociação inicial entre procuradores de Nova York e o doleiro Alberto Youssef para realizar um acordo de delação premiada. O objetivo é que o principal operador da Lava Jato conte o que sabe sobre as falcatruas na estatal. As conversas, em estágio preliminar, têm sido conduzidas pelo advogado Antonio Figueiredo Basto, defensor de Youssef no petrolão. 
 
 
Como esse encontro aconteceu só o diabo sabe, porque Youssef estava na cadeia da Polícia Federal, à disposição do juiz Sergio Moro, conhecido do doleiro desde os tempos do assalto ao BanEstado - Banco do Estado do Paraná, privatizado por Fernando Henrique, para bafar o tráfico de bilhões de dólares.
 
Os procuradores estrangeiros representam os investidores estadunidenses, que alegam a perda de lucro com a queda das ações da Petrobras na Bolsa de Nova York. Youssef, para evitar o bloqueio de seu patrimônio no exterior, poderá explicar como funcionavam os pagamentos de propinas e o uso político da estatal pelo Planalto. O responsável por negociar com os colaboradores da Lava Jato será o procurador americano Patrick Stokes, que deverá viajar para Curitiba entre outubro e novembro para falar diretamente com Youssef. 
 
Atentem para a informação
Youssef, para evitar o bloqueio de seu patrimônio no exterior... No acordo de delação premiada de Youssef, esse patrimônio não aparece. Mágica que somente o amigo Sergio Moro pode explicar
 
 Essa não é a primeira vez que Figueiredo Basto, o rei das delações, faz um acordo de delação premiada internacional. Em 2005, ele ajudou o doleiro Clark Setton a fazer uma colaboração com autoridades americanas no caso de evasão de divisas do Banestado – que também teve Youssef como um de seus principais operadores. 

A ideia de Youssef colaborar com os investigadores nos Estados Unidos surgiu, após um encontro realizado entre o advogado do doleiro, um agente do FBI e representantes de um grupo de investidores que teve prejuízo com a desvalorização dos papéis da Petrobras. Entre eles estão o USS, maior fundo de pensão do Reino Unido; o State Retirement Systems, união dos fundos de pensão de servidores dos Estados americanos Ohio, Idaho e Havaí; a gestora de recursos norueguesa Skagen, entre outros. 
 
O cálculo estimado para as perdas chega a mais de meio bilhão de reais. Esses acionistas entraram com ações coletivas, conhecidas como “class-action”, que estão em curso na Corte de Nova York. Por isso, estiveram no Brasil, atrás de provas colhidas pela Lava Jato.
 
Atentem para a informação: 
 
 
Estiveram no Brasil, atrás de provas colhidas pela Lava Jato. Que a Lava Jato vem tendo várias serventias. Nenhuma para o bem do Brasil. Destruiu a imagem das grandes empresas brasileiras, fez o Brasil devedor de pesadas multas em moeda estrangeira, promoveu o golpe da direita, o impeachment de Dilma, a entrega do governo a Michel Temer do quadrilhão da Câmara dos Deputados, prendeu Lula, candidato a presidente preferido do povo nas eleições de outubro próximo. E jogou o Brasil na desesperança. Tudo pode acontecer nestes próximos seis meses. O povo em geral paga o alto preço da incerteza.    

 

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Na mesma época, a Fundação Bill & Melinda Gates, do fundador da Microsoft, também entrou com uma queixa na Corte federal de Nova York, alegando que foi lesada pelo “esquema de suborno e lavagem de dinheiro” na Petrobras.



Nos Estados Unidos, o acordo de colaboração com a Justiça existe desde a década de 1960.
 
 
O objetivo de Youssef em fechar uma cooperação com as autoridades americanas é evitar se tornar alvo também de um processo por lá. Numa eventual condenação criminal, Youssef seria proibido de entrar nos Estados Unidos ou de viajar para o exterior. No entanto, o maior prejuízo seria a condenação numa ação cível, que poderia bloquear seu patrimônio para ressarcir os investidores prejudicados. 
 
Atentem para o objetivo de Youssef:
 
 
Evitar que seu patrimônio seja bloqueado no exterior
 
No Brasil, Youssef já está perdoado por Moro, pegou 103 anos de cadeia. Pena reduzida para 2 anos e oito meses. E mais uma multa camarada de 50 milhões. Para quem traficou bilhões de dólares, de euros, 50 milhões de reais não é nada, não é nada. 
 
 

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