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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

28
Jun22

Instalação de CPI da sabotagem das obras paradas do PT

Talis Andrade

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Que desgoverno fez o Brasil parar? O golpe contra Dilma, a destruíção das grandes empresas pela Lava Jato, a ponte que leva nada a lugar nenhum de Michel Temer, as pinturas de meio-fio dos generais bem pagos de Bolsonaro, os guias de calçadas?

 

O líder do governo no Senado Federal, Carlos Portinho (PL-RJ), protocolou, nesta terça-feira (28/6), um requerimento solicitando que o presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG) cumpra a ordem cronológica e dê prosseguimento à abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades e crimes na condução de obras financiadas pelo Ministério da Educação (MEC) nos governos do PT.

Michel Temer assumiu em 12 de maio de 2016. E elegeu Jair Bolsonaro sucessor.

A CPI governista é um tiro no pé. Pretende ser uma resposta bolsonarista e militar à oposição, que protocolou mais cedo o pedido de abertura da CPI do MEC.

Segundo o autor do requerimento, o objetivo da CPI governista é apurar eventual irregularidade e crimes na condução de obras de edificações. O requerimento se baseia, de acordo com o governista, em um relatório fantasma de 2021 do Executivo federal, que listou a existência de mais de 2,6 mil obras inacabadas orçadas em R$ 2,4 bilhões. Quem parou as obras? 

Além disso, o senador quer apurar, em paralelo, suspeitas relacionadas ao uso do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Portinho cita suposto esquema para desviar R$ 1 bilhão para 20 instituições de ensino superior. Falta citar as instituições. Que tal os gastos da intervencão militar de Temer no Rio de Janeiro? E os gastos com a vida sexual do efetivo das forças armadas com Viagra, lubrificante íntimo e próteses penianas de tamanho gigante, 25 cm no mínimo. 

Em reunião, Bolsonaro disse que mandaria exército pintar meio fio do STF :  r/brasil

27
Jun22

Bolsonaro só tem os mercadores do templo

Talis Andrade

Marcha para Jesus 2019Diário do Centro do Mundo - Marcha pra Jesus com Bolsonaro. Charge de  Gilmar (@cartunista_das_cavernas). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  . #dcm #diariodocentrodomundo #bolsonaro #governobolsonaro #marchaprajesus  #jesus | Facebook

 

por Fernando Brito


Pela terceira vez em uma semana, outro evento evangélico foi transformado em ato de campanha de Jair Bolsonaro.

Outra “Marcha com Cristo”, em Camboriú (SC), hoje, serviu-lhe de comício.

É, afinal, o que ele consegue ter, porque sua aparição de 23 segundos no São João de Caruaru deu no que todos sabem.
 


Lá, voltou a repetir sandices, como a de que “podemos viver sem oxigênio, mas não sem liberdade”, o que deixa dúvidas se a sua recente amizade com Elon Musk não terá algo a ver com uma pretensão do dono da SpaceX poderá planejar uma viagem a Marte com astronautas em mangas de camisa, ou se ele pretende algum suicídio coletivo, a la Jim Jones.
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Parece que sim, pois voltou a pregar que todos se armem e invocando Cristo, tomando literalmente a Palavra, quando diz aos discípulos que “vendam a capa e comprem uma espada” como metáfora para os tempos difíceis que viriam com a sua morte.Image


Metáfora é algo além, é claro, da capacidade cognitiva do atual presidente.

O resto é uma ladainha déjà vu: o comunismo está às portas e só ele poderá salvar-nos das chamas do inferno.

Não tem mais um palanque, tem um púlpito, o que lhe dão pastores que fariam Martinho Lutero pregar mil teses, em lugar das 95 que afixou na igreja de Wittenberg, na Alemanha, sobre os perigos da promiscuidade entre dinheiro e fé.

Afinal, não se mercadeja a graça divina como se fazia, na igreja medieval, com as indulgências?

Nunca antes se viu tamanha mistura entre religião e política.

O fato é, porém, ser preciso tomar muito cuidado em não aceitar esta guerra religiosa, esta “briga do bem contra o mal” que propõe Bolsonaro.

Ela não se funda nas suas inexistentes virtudes, mas na doutrinação de que Lula seria “anticristão” e iria destruir as igrejas evangélicas.

Ninguém trabalha mais para isso, transformando-as em, quando não em mercados, em palanques eleitorais, que Jair Bolsonaro.
Silas Câmara diz que Bolsonaro vem a Manaus 'anunciar Jesus', mas terá de  dividir Jair Messias com aliados - Amazonas1
"Vai pra trás, meu Deus do céu", diz Bolsonaro em 'chega pra lá' na vice-governadora de Santa Catarina (vídeo)Image
 

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۩۞۩ᎴᏗᏉᎥ ᎶᏗᏰᏒᎥᏋᏝ۩۞۩
@DAVIGABRIELDES3
A Vice Governadora foi humilhada ontem pelo Presidente Bolsonaro no evento “EVANGÉLICO” e até agora não deu um pio. Será que todas eleitoras do Bolsonaro são assim? Submissas, belas, recatadas e do lar?
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26
Jun22

Assessores do MEC pediram demissão após insistência de Milton Ribeiro em manter pastores na pasta

Talis Andrade

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247 - Relatório de 23 de maio da Controladoria-Geral da União (CGU) revela, segundo Thaís Arbex, da CNN Brasil, que assessores do Ministério da Educação pediram demissão após o ex-ministro da pasta Milton Ribeiro insistir em manter os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos dentro da pasta.

 

www.brasil247.com - Milton Ribeiro com Arilton Moura (esq.) e com Gilmar Silva dos Santos (dir.)Milton Ribeiro com Arilton Moura (esq.) e com Gilmar Silva dos Santos (dir.). Foto Luis Fortes/MEC 

 

Segundo investigações da Polícia Federal, Ribeiro comandava, com a ajuda de Moura e Santos, um esquema no MEC de recebimento de propinas em troca de liberação de recursos do ministério.

"Os assessores chegaram a relatar, 'em tom de desabafo', que alertaram o ministro, por diversas vezes, em relação 'ao perigo' que a atuação dos pastores trazia para a imagem do ministro e do MEC. A CGU diz que as ações adotadas por Ribeiro foram contrárias ao que foi recomendado", explicou a jornalista.

 

 
23
Jun22

A responsabilidade direta de Bolsonaro na roubalheira “em nome de deus”

Talis Andrade

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Desta vez, sem a decretação de sigilo de 100 anos para abafar mais este escândalo de corrupção, o governo militar ficou nu

 

 

por Jeferson Miola

- - -

O ministério bolsonarista da Educação [MEC] é palco de vários escândalos de corrupção, em regra abafados, como ocorre em outros ministérios e órgãos do governo militar, inclusive nas Forças Armadas.

Antes do esquema de corrupção de pastores que controlavam a agenda e os repasses de verbas públicas, outros escândalos do MEC ficaram conhecidos, como, pelo menos [1] a fraude milionária com gráficas para impressão das provas do ENEM; [2] a licitação fraudulenta de R$ 3 bilhões para compra de computadores para escolas públicas, por meio da qual 255 estudantes de uma determinada escola receberiam 30 mil laptops, uma média de 117,6 laptops por aluno; e [3] a licitação, também fraudulenta, com superfaturamento de R$ 700 milhões para a compra de ônibus escolares.

A prisão do reverendo e ex-ministro Milton Ribeiro [22/6] recoloca em outros termos a discussão não só sobre a notória e sistêmica corrupção do governo militar, como a respeito da responsabilidade direta de Jair Bolsonaro no esquema de corrupção que derrubou o reverendo do MEC.

A roubalheira “em nome de deus”, operada pelos pastores evangélicos Gilmar Santos e Arilton Moura a mando do próprio Bolsonaro, consistia na cobrança de propinas pelos “agentes de deus” – inclusive em barras de 1 kg de ouro – como pré-requisito para viabilizarem a transferência de verbas do MEC para municípios.

Quando estourou o escândalo, o então ministro Milton Ribeiro declarou que “foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar [dos Santos]”.

Além de não contestar e, portanto, de dar como verdadeira e fidedigna a versão de Milton Ribeiro sobre a atuação corrupta dos pastores em seu nome, Bolsonaro ainda declarou que “eu boto a minha cara [não só a mão] no fogo pelo Milton” [sic].

Desta vez, sem a decretação de sigilo de 100 anos das ilegalidades e ilicitudes para abafar mais este escândalo de corrupção, o governo militar ficou nu.

O bordão eleitoral de Bolsonaro – “Brasil acima de tudo, deus acima de todos” – que, por sinal, é lema do Exército brasileiro [Brasil acima de tudo] é, na verdade, uma corruptela picareta de “roubai em nome de deus”.

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23
Jun22

Bolsonaristas atacam e ameaçam juiz que mandou prender Milton Ribeiro

Talis Andrade

www.brasil247.com - Juiz Renato Borelli e Milton Ribeiro

Juiz Renato Borelli e Milton Ribeiro (Foto: Reprodução/Youtube | Walterson Rosa/MS)Image

 

 

Juiz Renato Borelli, que determinou a prisão do ex-ministro Milton Ribeiro, vem sofrendo ataques e ameaças de bolsonaristas e de "grupos de apoio" ao ex-ministro

Segundo a assessoria de imprensa da 15ª Vara Federal de Brasília, Borelli vem recebendo “centenas de ameaças” originárias de "grupos de apoio" ao ex-ministro. "Os pedidos de investigação já foram encaminhados para a PF [Polícia Federal]", destacou a corte por meio de nota.

Apesar das acusações feitas pelos bolsonaristas, Borreli já condenou políticos de variados espectros e partidos políticos.

  • Determinou que João Paulo Cunha devolvesse R$ 11 milhões aos cofres públicos e Marcos Valério, R$ 536,4 mil.
  • Determinou que Bolsonaro fosse obrigado a usar máscara em 2020 com R$2mil/dia de multa por descumprimento.
  • Determinou suspensão da assistência médica da Câmara ao ex-deputado Rocha Loures (MDB), ex-assessor especial de Temer, e obrigou o emedebista a devolver salários recebidos no período em que esteve afastado.

     

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22
Jun22

Bolsonaro colocava a cara no fogo por Milton Ribeiro

Talis Andrade

 

 

 
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George Marques 
@GeorgMarques
Bolsonaro disse que colocava a cara no fogo por Milton Ribeiro. Agora que Ribeiro foi preso e se queimou, lava as mãos. Qual a relação do presidente com o caso? Em áudio o ex-ministro afirma que receberia os pastores presos a pedido do presidente. Jair sabia de tudo?
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Blog do Noblat
@BlogdoNoblat
Petistas comemoram prisão de ex-ministro
Parlamentares e dirigentes do partido celebraram e lembraram frases de Bolsonaro e da primeira-dama em defesa de Milton Ribeiro

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Justiça diz que ex-ministro Milton Ribeiro cometeu ao menos 4 crimes

Corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência estão citados pelo juiz em mandado

 
O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro é acusado de ter cometido ao menos quatro crimes. Ele foi preso preventivamente pela Polícia Federal, na operação Acesso Pago, na manhã desta quarta-feira (22/6) em sua casa na cidade de Santos, no litoral paulista.

Os crimes estão relacionados a um esquema de corrupção envolvendo pastores evangélicos e distribuição de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), ligado ao MEC, durante a gestão do ex-ministro do governo Bolsonaro à frente da pasta.

No mandado de prisão, ao qual a coluna teve acesso, o juiz federal Renato Borelli cita os crimes de corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência.

Mandado de prisão preventiva contra o ex-ministro Milton Ribeiro

Mandado de prisão preventiva contra o ex-ministro Milton Ribeiro

 

 

No documento, o magistrado ainda ordena que Ribeiro seja transferido para a Superintendência da PF em Brasília e que participe de uma audiência de custódia nesta quinta-feira (23/6), às 14h, na sede da 15ª Vara Federal.

A PF também cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços dos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos.

O pastor Gilmar Santos pediu uma oferta especial aos fiéis da sua igreja, para uma reforma no templo, horas antes de ser preso:

Os prefeitos de Bonfinópolis, em Goiás, e da cidade paulista de Boa Esperança do Sul chegaram a ter audiências com Milton Ribeiro após se reunirem com o pastor Arilton Moura. Os prefeitos relataram ao jornal O Globo que Arilton teria pedido propinas entre R$ 15 mil a R$ 40 mil, inclusive por meio da compra de bíblias

@Isaac13181
Isso tem nome...., APARELHAMENTO. Nós precisamos aparelhar também.
@canaldacidadania
Vejam a diferença de uma operação da polícia federal em um governo do Bolsonaro e como ela era feita no governo da Dilma e do Lula. Vejam os policiais estão descaracterizados as viaturas também estão descaracterizadas não tem armas não tem toda aquela ostentação militar.
 

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12
Jun22

O combate à autocracia e a vitória do povo

Talis Andrade

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Os sucessivos golpes urdidos pelos filhos do obscurantismo ao longo da história do Brasil nos devem ensinar. A democracia é um valor em si

 

por Alberto Cantalice

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A derrota dos aprendizes de autocratas, viúvas do golpe civil-militar de 1964, se aproxima. Cupins da Coisa Pública: desmontaram o Ibama, o Instituto Chico Mendes, a Funai e os setores responsáveis pela fiscalização do trabalho escravo, do desmatamento da Amazônia, da grilagem e do garimpo clandestino nas terras dos indígenas.

A razia produzida pelo desgoverno Bolsonaro deixará marcas profundas na história do país. Entreguistas, venderam a BR Distribuidora na bacia das almas, privatizaram a refinaria da Petrobras na Bahia, querem queimar a Eletrobras no saldão de fim de feira, ao mesmo tempo que tentam privatizar a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Vergonhosamente, um grupo de militares apresenta um “documento” intitulado Brasil 2035, denotando o desejo de permanecer no poder e propondo com a cara mais lavada do mundo o enfraquecimento do Sistema Único de Saúde e a cobrança de mensalidades em Universidades Públicas. É a velha e surrada “tutela militar” – sempre que a democracia brasileira desperta ela aparece. É uma verdadeira Espada de Dâmocles sobre a cabeça da nação.

Os ataques desferidos pelo aprendiz de autocrata ao Supremo Tribunal Federal e às urnas eletrônicas não passam de “tiros de festim”. Ele tenta desesperadamente inverter a pauta que interessa de imediato ao povo trabalhador: A carestia, a miséria, o desemprego e a inflação. Mesmo assim parte do mercado financeiro e da mídia nacional-totalmente divorciados das agruras em que vive a maioria da população- apostam em uma reviravolta que tire o inominável da situação periclitante eleitoral em que se encontra.

Diferentemente do mote implantado pelo ex-presidente Juscelino Kubistchek (50 anos em 5 de crescimento econômico-social, o país viveu a partir de 2016 um período tenebroso de decréscimo econômico de 5 em 50 anos). O privilégio do fiscalismo e a contração da economia nacional nos lega 16 milhões de desempregados e mais de 20 milhões de brasileiras e brasileiros passando fome.

Esse cenário catastrófico exige das forças democráticas atitudes enérgicas em defesa do futuro da nação. Não é admissível que setores lúcidos e de boa-fé brinquem de fazer política. A hora de derrotar a autocracia e a falta de empatia popular é agora. A chamada “terceira via” nada mais é do que criar embaraços para um novo governo progressista encabeçados por Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmim.

Quanto mais forte for a chapa progressista, mais força terá para reconstruir a nação e ajudar na formação de uma ampla bancada no parlamento que dê sustentação ao futuro governo. Os sucessivos golpes urdidos pelos filhos do obscurantismo ao longo da história do Brasil nos devem ensinar. A democracia é um valor em si. Tem que ser principalizada e não pode ser negligenciada. O restabelecimento do Estado democrático de direito é o início do caminho para construção de uma verdadeira democracia inclusiva e distributiva. O contrário é a barbárie!

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12
Jun22

Quem fala é o ministro ou o general?

Talis Andrade

 

por Fernando Brito

- - -

Quem é que está falando grosso com os ministros do TSE, o ministro ou o general Paulo Sérgio Oliveira?

Fala em nome do Governo ou das Forças Armadas, como “instituições permanentes”, como as define a Constituição Brasileira?

Num regime que permite a reeleição, o presidente da República, candidato, é parte no processo eleitoral. Seus direitos não são diferentes daqueles que têm os demais candidatos, sejam eles Lula, Tebet, Ciro ou até o tal André Janones.

Algum deles poderia exigir que o Exército montasse uma “apuração paralela” dos votos? Algum deles poderia determinar ao Ministro da Defesa que enviasse ofícios malcriados ao presidente do TSE?

O que é diferente é a responsabilidade que deveria ter em não aproximar-se, na condição de presidente, da ações de Estado relativas ao processo eleitoral. Exatamente o contrário do que faz.

Jair Bolsonaro deixa repetidamente claro o que deseja: que um sistema militar de apuração dos votos diga quem venceu as eleições. É esta a grande suspeita que poderia cair sobre as eleições: ver as Forças Armadas colocadas em posição de serem vistas como “fraudadoras oficiais” do processo eleitoral, papel que não merecem, é evidente.

Mas, de outra parte, porque somos forçados a acreditar que não o seriam? A sua, literalmente, força armada? A insuspeição de um governo entulhado de militares, que beneficia militares e que os transforma em “correligionários”, como se fossem o seu partido político?

Temos um presidente-candidato que caminha por toda parte levando um general, oficialmente “assessor” mas, na prática, ministro da Defesa de fato, Braga Netto, que o acompanha como uma ave soturna, que não fala, não debate, não opina, como competiria ao candidato a vice-presidente que é. Mas manda e, sobretudo, mapeia lealdades dentre as Armas.

Quem aos regulamentos militares for fiel é “degolável”, com o foram o ex-ministro Fernando Azevedo Silva, por não querer colocar o Exército na rua para abrir o comércio na pandemia ou o ex-comandante Edson Leal Pujol, por não querer ceder os quartéis como palanques de comício.

Não adianta ser “bonzinho” e dizer: “olha, não fale dos militares, porque senão eles podem dar um golpe”. Não é isso que o evita e, talvez, nem mesmo falar com a lealdade e o respeito que merecem as Forças Armadas brasileiras.

Este vergonhoso e crítico protagonizado pelo ministro e pelo presidente da República, porém, deveria nos dar uma lição: a de que o Ministério da Defesa deve ser, obrigatoriamente, ocupado por um civil que, por isso, deixe claro que não representa os militares em política partidária ou eleitoral.

Até porque o lugar de ministro é, de fato, civil e político, cuja designação da chefia pertence exclusivamente ao Presidente da República, outro que, necessariamente, é político e civil.

Minha geração cresceu e tornou-se adulta ouvindo advertências militares contra a “baderna”. É ilógico que possamos ver sem choque que a ação de militares prepare o terreno de baderna semelhante – e criminosa – como a que ocorreu com “modelo” de Bolsonaro, Donald Trump.

A figura caricatural do gorila nos discursos da esquerda

ImageGeneral gorila defende Golpe Militar e Ditadura contra aos trabalhadores  brasileiros – Voz Operária

 

 

 

12
Jun22

Generais defendem abertamente status de partido político para as Forças Armadas

Talis Andrade

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"Com a partidarização promovida por suas cúpulas partidarizadas e golpistas, as Forças Armadas foram transformadas em facções partidárias", diz Jeferson Miola

 

por Jeferson Miola /Brasil 247

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No ofício ao presidente do TSE Edson Fachin, no qual coloca em risco a própria realização da eleição, o general-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira equiparou as Forças Armadas a um partido político com o intuito de reforçar a indevida interferência militar no processo eleitoral.

Terá sido um ato falho, ou é uma sinalização deliberada de atrevimento político e institucional deste bando fardado que atua de modo camuflado, indireto, e ameaça cada vez mais gravemente a democracia, sem reação das instituições políticas e do poder civil?

No documento, o ministro bolsonarista da Defesa argumentou “que alguns conceitos jurídicos corroboram o direito de fiscalização de todas as fases do processo eleitoral”.

E, para justificar a tentativa absurda de controlar o processo eleitoral, o general delirantemente reivindicou para as Forças Armadas “o previsto na Lei nº 9.504/1997, em seu art. 66, onde é estabelecido que os partidos e coligações poderão fiscalizar todas as fases do processo de votação e apuração das eleições e o processamento eletrônico da totalização dos resultados”.

Ora, como o próprio general conspirador escreveu, a citada lei estabelece a atribuição de partidos e coligações na fiscalização de todo processo eleitoral, não das Forças Armadas!

Aliás, em nenhum dos 105 artigos desta Lei que “estabelece normas para as eleições”, promulgada no ano de 1997, há 25 anos atrás, portanto, não se encontra nenhuma menção à atuação das Forças Armadas em qualquer aspecto substantivo da eleição.

No máximo, nos dias de votação os militares são chamados pelo poder civil a exercerem funções acessórias e rotineiras, meramente logísticas, de transporte de urnas e de segurança complementar.

Coerente com o espírito de um regime civil, e não militar, a Lei 9.504/1997 assegura aos partidos e coligações, como organismos constituintes do poder político e do poder civil, amplo direito a “fiscalizar todas as fases do processo de votação e apuração das eleições e o processamento eletrônico da totalização dos resultados”.

A Lei ainda especifica com clareza as condições de participação dos partidos e coligações mas nunca dos militares – na preparação das urnas eletrônicas [§ 5º do art. 66], na auditoria de funcionamento das urnas [§ 6º] e na criação de sistema próprio de fiscalização, apuração e totalização dos resultados [§ 7º].

Assim como distorce cinicamente o artigo 142 da Constituição para justificar a inaceitável interferência política e a tutela da democracia, o partido militar também alimenta uma interpretação mistificadora e canalha das Forças Armadas “como entidades fiscalizadoras, ao lado de outras instituições”, do processo eleitoral.

Com a partidarização promovida por suas cúpulas partidarizadas e golpistas, as Forças Armadas foram transformadas em facções partidárias.

E, sendo um bando armado, atuam na política como verdadeiras milícias fardadas ilegais e conspirativas, que atentam contra a democracia e o Estado de Direito e colocam em risco a própria realização da eleição de outubro próximo.

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12
Jun22

'Mentiras, cinismo e rebaixamento moral', diz Janio de Freitas sobre declarações de Bolsonaro

Talis Andrade

www.brasil247.com - Dom Phillips (à esq.), Bruno Pereira e Jânio de Freitas

O jornalista fez referência às declarações de Bolsonaro sobre o desaparecimento do indigenista Bruno Pereira, do jornalista Dom Phillips e sobre a Amazônia

 

247 - Em sua coluna publicada no jornal Folha de S.Paulo, Janio de Freitas critica as declarações de Jair Bolsonaro (PL), nos Estados Unidos, sobre o desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips. "Seria mais um ridículo risível, não houvesse tanto a deplorar desse encontro de mentiras, cinismo e rebaixamento moral e político do Brasil por Bolsonaro", continua.

De acordo com o jornalista, as frases de Bolsonaro "insultam, debocham dos que denunciam, perdem empregos, se arriscam em luta na defesa da Amazônia". "Dessa obra-prima da natureza, entregue por Bolsonaro e pelos militares bolsonaristas à sanha das milícias de garimpeiros e madeireiros ilegais, saqueando e contrabandeando riquezas em reservas indígenas e em terras da União. Livres e impuníveis para matar, para estuprar e escravizar mulheres indígenas, para sequestrar e eliminar curumins", diz o colunista.

O jornalista afirma também que "Bruno Araújo Pereira fez entrega à Polícia Federal e ao Ministério Público de informações sobre comprometidos com assassinatos e explorações ilegais, entre eles Amarildo Oliveira e um tio seu". "Tudo sugere que a denúncia e seu autor foram informados aos denunciados. Daí surgiria um encontro deles com Dom e Phillips, ao qual o tio faltou. Uma cilada, então. Da qual Amarildo saiu em perseguição de lancha ao indigenista e ao jornalista, logo depois desaparecidos. Vazamentos desse tipo não ocorrem sem motivação interessada. Como e quem passou a informação deveria ser investigado. É sugestivo que não o seja", complementa.

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Distopia Brazil
@Douglas86736732
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Cada parlamentar que se omitiu diante dos 143 Pedidos de Impeachment do Bolsonaro também tem sangue nas mãos Sangue de Dom Philips e Bruno Pereira. E Sangue dos mais de 660.000 Mortos Vítimas da COVID 19
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