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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

15
Abr21

Bolsonaro é 'grande responsável' por 'desastre' de covid, diz vice-presidente de delegação do Parlamento Europeu para o Brasil

Talis Andrade

Anna Cavazzini

Alemã Anna Cavazzini, eurodeputada pelo Partido Verde, participa nesta quinta-feira de reunião tendo como pano de fundo a abertura da CPI para investigar a crise do coronavírus no país e os recordes de mortes por covid-19

 

  • por Luis Barrucho /BBC News

     

    Na visão da alemã Anna Cavazzini, eurodeputada pelo Partido Verde e vice-presidente da delegação do Parlamento Europeu para assuntos relacionados ao Brasil, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem "grande parcela de responsabilidade" pela crise sanitária desencadeada pela pandemia de covid-19 no país, que ela descreve como "um verdadeiro desastre".

    Cavazzini participa de uma reunião de duas horas sobre o Brasil nesta quinta-feira (15/4) marcada no Parlamento Europeu, tendo como pano de fundo a abertura da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a crise do coronavírus no país e os recordes de mortes por covid-19.

    O chefe da Missão do Brasil junto à União Europeia, embaixador Marcos Galvão, foi chamado para participar.

    Aludindo a uma expressão em sua língua materna, Cavazzini diz que a situação atual do Brasil é como se o país "caminhasse rumo ao precipício de olhos bem abertos".

    "Devo dizer que nenhum país é perfeito. Muitos governos estão lutando pelas melhores práticas. Por exemplo, em meu país, a Alemanha, também temos uma discussão muito crítica sobre se o governo está fazendo a coisa certa. Mas acho que a situação no Brasil realmente se destaca", diz ela, em entrevista à BBC News Brasil por telefone.

    "É um nível completamente diferente de desastre, má gestão governamental, negação política, basicamente é como se o Brasil estivesse "caminhando rumo ao precipício de olhos bem abertos", acrescenta.

    Segundo Cavazzini, Bolsonaro "tem grande parcela de responsabilidade pelo número de doentes e mortos porque não levou a doença a sério, incentivou as pessoas a se reunirem em grandes aglomerações, manteve-se cético no início em relação à vacinação e obstruiu os serviços de imunização em cidades e Estados do Brasil".

    Reuniões como essa não têm implicação prática e são marcadas com antecedência para discutir temas de interesse bilaterais.

    Mas Cavazzini diz que, embora o Parlamento Europeu não possa ditar a política externa, "pode participar nas conversas e influenciar a agenda" dos Estados membros do bloco.

    "Queremos mostrar a solidariedade europeia para com as pessoas que estão lá (Brasil) e gravemente afetadas (pela covid). Claro que também queremos lançar luz também sobre a difícil situação dos direitos humanos no Brasil e principalmente das pessoas que defendem as florestas, que defendem suas terras, que estão ameaçadas e algumas delas infelizmente mortas", diz.

    Cavazzini, que também é membro do comitê parlamentar responsável por assuntos relacionados ao meio ambiente, é uma das principais vozes críticas à política ambiental do governo Bolsonaro, especialmente no tocante ao desmatamento da Amazônia. Ela também se opõe ao acordo entre a União Europeia e o Mercosul (ainda em fase de revisão jurídica).

    "Em geral, é claro que sempre é difícil influenciar realmente a política de saúde de outro país porque é realmente uma questão nacional. Mas acho que uma mistura de pressão diplomática, conversar com o governo, dialogar, tentar identificar os agentes que pensam e agem de forma diferente, apoiá-los é sempre muito importante", diz.

    "Há a questão do financiamento de cooperação… no momento eu não daria nenhum dinheiro ao governo de Bolsonaro, talvez identifique corporações que possam ajudar algumas pessoas no Brasil. Essas são opções de política externa. O Parlamento Europeu basicamente não tem voz na política externa, mas pode participar nas conversas e pode influenciar a agenda", completa.

    Em aviso sobre a audiência, Cavazzini citou a ordem emitida na quinta (8) pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), para que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), intalasse uma CPI da pandemia da covid-19. Pacheco tomou a decisão nesta terça-feira.

     

    A CPI investigará a atuação do governo de Jair Bolsonaro no enfrentamento da pandemia de coronavírus, assim como o uso de recursos federais por Estados e municípios na contenção da crise sanitária.

    Cavazzini também menciona que "mais de 340 mil brasileiros já morreram com o vírus" e que "nos últimos dias, a média diária de mortes ultrapassou 4 mil".

    Além de abordar a "situação econômica e sanitária no Brasil", a audiência vai incluir "troca de opiniões sobre a cooperação científica e tecnológica entre a UE e o Brasil" e "troca de pontos de vista sobre a situação dos defensores dos direitos humanos no Brasil, incluindo o caso Fernando dos Santos Araújo".

    Sobrevivente da chacina de Pau D'Arco, em 2017, que resultou na morte de dez trabalhadores rurais e atribuída a policiais, Araújo chegou a entrar no programa de proteção a testemunhas, mas voltou à fazenda neste ano e também foi assassinado.

Recentemente, Cavazzini fez parte do grupo de 68 deputados do Parlamento Europeu que enviou uma carta ao vice-presidente Hamilton Mourão e ao Conselho Nacional da Amazônia Legal, que ele coordena, reclamando de planos para restringir as atividades de ONGs na região.

A eurodeputada foi a primeira signatária do texto, que considera "muito preocupantes" notícias sobre o estabelecimento de limites e regras mais duras para a atuação de entidades da sociedade civil.

"O processo de autorização para funcionamento das ONGs já está bem regulamentado pela lei brasileira. Por muitas décadas, várias ONGs no Brasil têm implementado programas e ações para combater crimes ambientais, proteger a floresta amazônica e a sobrevivência de suas populações, enquanto promovem o desenvolvimento sustentável na região", afirma a carta, de novembro do ano passado.

28
Jul18

Sentença contra Lula será estudada como exemplo de má justiça, diz deputado do Parlamento Eurupeu

Talis Andrade

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“Li todo o processo contra o Lula e fiquei chocado com a ausência de provas. Essa sentença será estudada nas universidades por muitos anos como exemplo de má justiça”, afirmou o deputado do Parlamento Europeu Roberto Gualtieri ao sair da sede da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula está preso há 111 dias.

 

Gualtieri disse que ficou emocionado ao se encontrar com o ex-presidente brasileiro. “Lula foi condenado sem provas. Ele tem sido uma referência para todos os democratas do mundo por suas políticas de inclusão, desenvolvimento econômico e igualdade social. Estamos do lado de Lula”.

 

O deputado italiano contou que trouxe algumas cartas para Lula. “Uma delas, uma carta conjunta de deputados do Parlamento Europeu, e outra de líderes italianos. Trouxe abraços de ao menos cinco ex-presidentes do Conselho Italiano”, afirmou, citando o ex-primeiro-ministro daquele Matteo Renzi.

 

“Expressei a solidariedade humana e política dos progressistas europeus. Lula corre o risco de não ser candidato por causa dessa sentença fraca. Isso é preocupante para a jovem democracia brasileira. É preocupante para a imagem do Brasil no mundo e na Europa. O Brasil tem uma Constituição avançada, e uma coisa como essa é negativa para o país. Digo isso, novamente, porque li a sentença. Tem grandes inquietações na Europa sobre essa prisão. Todos sabem que Lula lidera as pesquisas e vejo um grande dano impedi-lo de concorrer às eleições de outubro”, frisou Gualtieri, que preside a Comissão para Assuntos Econômicos do Parlamento. 

 

 

 

25
Out17

Decenas de mujeres denuncian haber sufrido abusos sexuales en el Parlamento Europeo

Talis Andrade

 

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por Marisa Kohan 


El Parlamento Europeo celebra este miércoles una reunión para debatir medidas de prevención contra los abusos sexuales en la UE, que tiene como finalidad revisar sus políticas y procedimientos para lidiar contra estos abusos. Lo hará en medio del mayor escándalo de acoso sexual conocido hasta la fecha en esa institución.

 

Las primeras noticias sobre estos abusos en el seno del Parlamento Europeo los daba hace unos días el periódico británico el Sunday Times que recogía el testimonio de una docena de mujeres que relataban abusos, tocamientos y hostigamiento por parte de miembros del Parlamento.

 

Desde entonces el número de denuncias, realizadas exclusivamente en medios de comunicación, ha ido en aumento y tiene visos de seguir incrementándose.

 

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 Poder e abuso

 

La revista PolíticoEurope afirma en una publicación este miércoles que unas 30 personas habían denunciado asaltos, abusos y violaciones en el Parlamento Europeo a través de una plataforma confidencial que este medio habilitó en Internet. Si bien PolíticoEurope reconoce que las denuncias no han sido verificadas una a una aún, sí comparte algunos de los casos anónimos.

 

Una de las mujeres, asistente de un miembro del Parlamento, afirma haber sido violada por un miembro del personal parlamentario y que ella y su jefe no sabían a dónde acudir después del incidente. Según el testimonio de esta empleada, “si existen procedimientos formales, no los conozco. Me he sentido completamente perdida", relata la mujer en condición de anonimato. "Incluso después de buscar ayuda fui proactivamente desanimada de presentar una denuncia en la policía", añade.

 

Antonio Tajani, presidente del Parlamento Europeo, declaró recientemente "estar conmocionado" por los casos que se estaban conociendo de abusos sexuales, y aseguró en rueda de prensa este lunes que la asamblea tiene mecanismos y procedimientos bien establecidos para atajar este tipo de abusos, que incluye un comité de prevención que "no ha recibido ninguna queja formal relacionado con abusos sexuales".

 

Sin embargo, una de las víctimas describió el ambiente de trabajo en el Parlamento como "una cultura de silencio" en la que los problemas se mantienen deliberadamente dentro de las paredes de la institución y afirma que altos funcionarios del Parlamento y al menos cinco de sus diputados estaban al tanto de su caso.

 

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En declaraciones al diario The Times, una de las víctimas relató cómo un miembro del Parlamento Europeo la sometió a tocamientos y abusos en un ascensor. Otra, relataba cómo un miembro de esa institución la acechaba en reuniones y la acosaba repetidamente. Según sus palabras, el Parlamento es un "auténtico semillero de acosadores" y los miembros "no responden ante nadie".

 

Vera Jourová, la Comisaria europea para temas de género e igualdad, reconocía el pasado miércoles ante una nutrida audiencia en Bruselas haber sido víctima de violencia sexual y animó a las mujeres a sumarse a la campaña #Metoo para denunciar los comportamientos sexuales inapropiados que puedan haber sufrido. 

 

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