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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

28
Mai19

Bolsonaro é o racista-chefe da Ku Klux Klan e do 'lixo branco' brasileiro

Talis Andrade

A irracionalidade de Bolsonaro, sua loucura e sua idiotice são a expressão perfeita do ódio racial brasileiro

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por Jessé Souza

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Não se entende o Brasil sem compreender a função do racismo "racial" entre nós. Não existe preconceito mais importante entre nós, já que ele tem o poder de definir e articular as relações entre todas as classes sociais no nosso país. É este preconceito que comanda a continuidade da escravidão com outros meios. Como esse mecanismo funciona na realidade cotidiana? Minha tese é a de que a escravidão, tanto no seu sentido econômico de exploração do trabalho alheio como no seu sentido moral e político de produção de distinções sociais, se manteve "na prática" inalterado desde a abolição da escravatura.

 

Fundamental para compreender este estado de coisas é a função que o ex-escravo abandonado e humilhado vai ter na sociedade pós-escravocrata. O ex-escravo é afastado do mercado de trabalho competitivo e passa a desempenhar as mesmas funções humilhantes e indignas que exercia antes. Seja tanto as funções de trabalho sujo, pesado e perigoso, para os homens, quanto as funções domésticas do antigo "escravo doméstico", para as mulheres, as quais reproduzem todas as vicissitudes da antiga relação senhor/escravo. Faz parte do âmago desta relação não só a exploração do trabalho vendido a preço vil, mas também a humilhação cotidiana transformada em prazer sádico para o gozo frequente e para a sensação de superioridade e a "distinção social" das classes média e alta.

Mas isso tudo não é nem sequer o principal. Os negros na base da pirâmide social brasileira sempre desempenharam uma função semelhante à casta dos intocáveis na Índia. Como nota Max Weber no seu estudo clássico sobre o hinduísmo, os intocáveis possuem a função de legitimar toda a ordem social hindu na medida em que todas as outras castas, mesmo as inferiores, são distinguidas positivamente em relação aos intocáveis.

Como a "distinção social", ou seja, a sensação de se saber "superior" a outros é tão importante na vida social quanto o dinheiro e a necessidade econômica, isso significa que uma classe social na qual todos podem pisar, humilhar, violar, agredir, e, no limite, assassinar sem temer consequências satisfaz, a uma necessidade primitiva fundamental a todas as classes acima dela. É óbvio que uma sociedade deste tipo não é apenas desumana, desigual, primitiva e tosca, mas também, na pior das hipóteses, burra, já que reproduzir a exclusão social produz insegurança, pobreza e instabilidade social para todos. Entretanto, este é o DNA da sociedade brasileira.

É importante notar que, paralelamente à condenação do negro à exclusão, o país passa a implementar a política abertamente racista da importação de imigrantes europeus brancos, na imensa maioria italianos, precisamente como no caso da família do excelentíssimo presidente Jair Bolsonaro. Uma parte considerável destes "neobrasileiros" ascende rapidamente, alguns inclusive à elite de proprietários e de novos industriais, mas boa parte irá constituir a classe média branca de grandes cidades como São Paulo. Nas outras grandes cidades brasileiras, como Rio de Janeiro e Recife, os portugueses exerceriam o mesmo papel do italiano em São Paulo.

O imigrante branco, na maioria o italiano ou o português, irá constituir no Brasil, ao mesmo tempo em aliança e a serviço da elite de proprietários, uma espécie de "bolsão racista e classista" contra os negros e pobres que constituem a maior parte do povo. Para a elite, isso significa a oportunidade de criminalizar e estigmatizar a soberania popular no nascedouro com a cumplicidade das classes médias e garantir só para si o orçamento do Estado via juros escorchantes, "dívida pública", sonegação de impostos e outros assaltos legalizados. Para as outras classes, o preconceito universal contra o negro e ex-escravo permite a construção de uma frente comum para a manutenção de uma distinção social positiva contra os negros, o que eterniza o abandono, a humilhação, e o genocídio desta raça/classe como política pública informal.

Mais interessante ainda para nossos propósitos aqui é a função do racismo contra o negro para os imigrantes que não lograram sucesso econômico na nova terra. Muitos imigrantes não conseguiram ascender à classe média verdadeira nem à elite. Boa parte vai constituir uma zona cinza que inclui a classe trabalhadora precária e o que poderíamos chamar de "baixa classe média". O cotidiano de muitos destes não difere muito da vida do negro e do pobre brasileiro. Moram eventualmente no mesmo bairro e passam privações materiais. É precisamente nesta faixa social que o preconceito de raça é ainda mais importante. Afinal, a única distinção que este pessoal tem na vida é a "brancura" da cor da pele para exibir contra o negro.

Entrevistando pessoas desta classe social no interior de São Paulo descendentes de italianos, como Bolsonaro, e alguns que inclusive moram onde ele nasceu para meu livro "A classe média no espelho", notei um racismo que não tem nada de cordial. Bolsonaro é filho da baixa classe média de imigrantes para os quais a carreira no exército ou na polícia era a promessa de ascensão segura ainda que limitada. Neste contexto, não se casar com um negro ou com uma negra é a regra familiar mais importante e mais rígida. Aqui, o preconceito puro, o orgulho da cor da pele e da origem é a única distinção social positiva ao alcance. Se a elite e a classe média exploram economicamente – além de humilhar – os negros, aqui só se pode humilhar. Enfatizar uma distância social quase inexistente do ponto de vista econômico exige um racismo "racial" turbinado e levado às últimas consequências.

E o que é a "milícia" carioca, com a qual Bolsonaro e seus filhos estão envolvidos até o pescoço, se não a Ku Klux Klan brasileira, que existe para explorar e matar negros e pobres, os supostos "bandidos" das favelas?

Este é também precisamente o caso do "lixo branco" norte-americano que ajudou a eleger Trump, o objeto do desejo e de imitação de Bolsonaro. Os brancos do Sul dos EUA, inferiores social e economicamente aos brancos do Norte, são, por conta disso, como uma espécie de "compensação" da riqueza inexistente, os racistas mais ferozes e ativistas de uma "Ku Klux Klan" que assassinava e linchava negros indiscriminadamente. Este é o caso de Bolsonaro e de seus seguidores no Brasil. E o que é a "milícia" carioca, com a qual Bolsonaro e seus filhos estão envolvidos até o pescoço, se não a Ku Klux Klan brasileira, que existe para explorar e matar negros e pobres, os supostos "bandidos" das favelas?

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Embora a elite e a classe média real e canalha também tenham votado nele, sua real base de apoio é o "lixo branco" brasileiro, próximo do negro e por conta disso ávido por criminalizá-lo, estigmatizá-lo como bandido e por assassiná-lo impunemente. A associação com a milícia, a tara pelas armas e o discurso de ódio são para matar o preto e o pobre. O que está por trás de Bolsonaro é racismo "racial" mais cruel e expresso do modo mais aberto e canalha que se viu. O ódio à universidade pública está também ligado ao fato desta, agora, ter sido "invadida" por negros e pobres. Essa gente não estaria lá para estudar. Só poderia ser para fazer balbúrdia. Urge cortar as verbas para isso.

A irracionalidade de Bolsonaro, sua loucura e sua idiotice são a expressão perfeita do ódio racial brasileiro. O ódio que não se explica racionalmente, nem apenas por motivos puramente econômicos. O ódio do racista que se vê como fracasso social é um ódio de morte. Ele não compreende as razões de sua posição social e só tem ressentimento sem direção na alma e no coração. Ódio em estado puro que Bolsonaro expressa e exprime como ninguém. Bolsonaro é o líder da Ku Klux Klan e do "lixo branco" brasileiro. É isso que o define e o explica mais que qualquer outra coisa.

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27
Mai19

"Parem de nos matar": aumento da violência policial motiva protesto no Rio de Janeiro

Talis Andrade

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Manifestação na orla de Ipanema convocada por dezenas de movimentos populares contra ministro da Segurança Pública Sérgio Moro e governador sniper Witzel

Brasil de Fato - Em função da onda crescente de mortes decorrentes de ações policiais em favelas do Rio de Janeiro, moradores e movimentos populares organizaram uma manifestação na manhã deste domingo (26) na orla do Ipanema, zona sul da capital. Com o mote “Parem de nos matar!”, o protestou criticou a política de segurança pública adotada pelo governo de Wilson Witzel (PSC) que já resultou em 434 apenas no primeiro trimestre de 2019, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). Palavras de ordem como "Fora Witzel", "Fora Bolsonaro", "Não tem arrego, se mexer com nossos filhos eu tiro seu sossego" foram entoadas pelos manifestantes.

parem de nos matar ato.jpegO ato começou a ser pensado em abril após a morte do gari comunitário William Mendonça dos Santos, conhecido como Nera, durante um tiroteio na favela do Vidigal, localizada na zona sul do Rio, entre os bairros do Leblon e São Conrado. "Mesmo dizendo que era trabalhador e vestido com a roupa de gari atiraram pelas costas. Na mesma data fizemos uma  manifestação no Vidigal e fomos repreendidos pela polícia de forma brutal. Percebemos que não adianta fazer ato dentro da favela e resolvemos vir para o asfalto", explicou a professora Bárbara Nascimento, do coletivo Favela no Feminino e Politilaje. "Viemos mostrar nossos corpos negros e pedir, inclusive, o apoio de toda a sociedade e da classe média progressista, porque todas as vidam importam", acrescentou.

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Dias antes da morte do gari Nera, o músico Evaldo Rosa dos Santos e o catador de papel Luciano Macedo foram executados pelo Exército depois de se tornarem alvo de 240 tiros em Guadalupe, zona oeste. Outro caso que motivou o ato foi a morte do estudante Lucas Brás de 17 anos, alvejado no Parque Royal, zona norte.

 

É muito forte dizer "parem de nos matar". A gente não quer mais uma política de segurança que não garante segurança e que viola uma série de direitos. Pedimos o fim desse genocídio, dessa barbárie porque no Estado Democrático de Direito isso não é aceitável", disse a moradora da Maré, Shyrlei Rosendo, do Redes da Maré.

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Ainda de acordo com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), 4 mortes por dia foram ocasionadas pela intervenção policial no primeiro trimestre de 2019, o que representa aumento de 18% em relação ao ano anterior. 

"Não é mais possível conviver com incursões da Polícia Militar dentro das favelas, que chegam atirando, metendo o pé na porta e matando a nossa população. É uma tal de bala perdida o tempo todo. Todos os dias nós acordamos com óbitos dentro das favelas", protestou Fátima Monteiro, coordenadora estadual do Movimento Negro Unificado (MNU).

Militantes do Levante Popular da Juventude realizaram uma intervenção para denunciar o silenciamento das juventudes negras das periferias. "Viemos de luto, todos de preto e amordaçados representando o silenciamento das vidas negras. Amarrados para mostrar o quanto nós somos limitados nessa sociedade, do quanto a falta de opções, de escolha e de direitos nos amarram a condições de vidas, muitas vezes, deprimentes", explicou Louise Lagoeiro, estudante da Universidade Federal Fluminense (UFF).

parem de nos matar faferj.jpegA manifestação também contou com apresentações artísticas de MC Leonardo, Filhas de Gandhi, de alunos da Biblioteca Parque, Slam da Poesia, Coletivo Favela Tem Voz, entre outros. Parlamentares também marcaram presença no atividade, como as deputadas federais Benedita da Silva (PT-RJ) e Jandira Feghali (PC do B), a deputada estadual Renata Souza (Psol-RJ) e o vereador Eduardo Suplicy (PT-SP). 

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Confira a lista de organizações que convocaram o ato:

Associação de Moradores do Vidigal

Politilaje

Favela no Feminino

Coletivo Jararaca RJ

Movimento Popular de Favelas

Movimento Moleque

B’nai B’rith

Redes da Maré

Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro

Coletivo Juntos pela Paz

Nós do Morro

Bando Cultural Favelados da Rocinha

Associação de Moradores da Rocinha

Mães e Familiares Vítimas de Violência do Estado

Rede de Comunidades

Movimentos Contra a Violência

Rede de Mães e Familiares da Baixada

Levante Popular da Juventude

Favelação

Funperj

MTST

Fórum de Educação de Jovens e Adultos

Comissão  Popular  da Verdade

Movimento  Negro Unificado

Favela não se cala

Frente Brasil Popular

Radio Estilo Livre Vidigal

Frente de Juristas Negras e Negros  do Estado do Rio de Janeiro

Frente Democrática da Advocacia

UNEGRO - União de  negras e negros  por igualdade

Movimento Nosso Jardim

Coletivo União Comunitária

Ser Consciente

Frente Favela Brasil

Militantes em Cena

Frente Povo Sem Medo

Quilombo Raça e Classe

Torcedores pela Democracia

FAFERJ

FAM-RIO

Conselho Popular

MST

Grupo de Resistência Bando Cultural Favelados

ASA - Associação Scholem Aleichem.

RioOnWatch

Movimento dos Atingidos por Barragens

Copa por Diretas e por Direitos

Movimento Nenhum Serviço de Saúde a Menos!

Movimento Somos                                                                                  

ADDH-RJ, Associação da diversidade em direitos humanos

Fórum de Saúde do Estado do Rio de Janeiro

Rede de Médicas e Médicos Populares

AJD - Associação Juízes para a Democracia

Rede Rio Criança

Casa Nem

FIST - Frente Internacionalista dos Sem Teto

RUA - Juventude anticapitalista

Marcha das Favelas pela Legalização

CEN - Coletivo de Entidades Negras

ONDA - Observatório Nacional do Direito à Água e ao Saneamento

Sons das ruas

NAPAVE - Núcleo de Atenção Psicossocial a Afetados pela violência do Estado.

Policias Antifascismo RJ

Fórum Basta de Violência

Outra Maré é Possível

Juristas pela Democracia

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27
Mai19

As caças comercial e esportiva no Brasil são proibidas. PAREM DE NOS MATAR

Talis Andrade

Texto e fotos Ivan Accioly

As caças comercial e esportiva no Brasil são proibidas desde a promulgação da Lei 5.197 do ano de 1967 e protege os animais silvestres, que são considerados propriedades do Estado. No Rio de Janeiro, no entanto, uma espécie de animal tem sido caçada sem piedade. Ela é bípede, pensa, fala e vota. Mas, somente nos quatro primeiros meses desse ano, já foram abatidos 558 exemplares dela (quase cinco por dia). Algumas características elevam os riscos de seus representantes entrarem para as estatísticas: basta serem negros e morarem em favelas. Pior se forem jovens e do sexo masculino.

Macaque in the trees

Os dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam o aumento dessa prática de caça desde o início do atual governo de Wilson Witzel (PSC) e sua alardeada política de “segurança”, baseada em atirar “na cabecinha”, com direito a exibições com voos de helicóptero.

É preciso gritar alto que no Brasil os humanos, assim como os demais animais, não devem ser abatidos. Aqui não tem pena de morte e o governador não pode incentivar o crime.

Neste domingo a manifestação “Parem de nos Matar” reuniu centenas de pessoas na orla de Ipanema para defender a vida e protestar contra o massacre resultante, principalmente, de operações policiais nas favelas da cidade, mas também no asfalto. Como no caso do assassinato por membros do Exército do músico Evaldo Rosa e do catador de papel Luciano Macedo. Foram disparados 257 tiros, dos quais 83 atingiram o carro que Evaldo dirigia e onde estava sua família.

Não é possível dissociar a ação da “carta branca” para matar que as principais autoridades do país sinalizam. A política de liberação do

Macaque in the trees

porte e posse de armas para um contingente significativo da população é um exemplo. A defesa do chamado “excludente de ilicitude”, defendida pelo general Augusto Heleno e por Jair Bolsonaro, é outra. Assim como a alegação da “surpresa e violenta emoção”, criada por Sérgio Moro, para livrar a cara de policiais que matem.

 

A política de segurança de Witzel, segundo a coordenadora do Movimento Negro Unificado, Fátima Monteiro, é um "projeto de extermínio da população negra que está em curso. E hoje, mais do que nunca, ele tem avançado". Em abril o ISP registrou aumento de 23% nos números de morte por intervenção policial. Foram 124 mortes este ano. Em 2018 o mês alcançou 101.

 

Em discurso durante o ato de domingo Mariete da Silva, mãe da vereadora assassinada Marielle Franco, afirmou: “o governador, as mulheres e os homens brancos, queiram ou não, a pretitude vai descer toda. Vai descer pras ruas, vai descer sempre.”

Macaque in the trees

Com sua política, o único dado que Witzel já conseguiu foi contabilizar as duas operações policiais com maior número de mortes desde 2013, de acordo com levantamento do UOL por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação). Foram no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio, com oito mortos e no Fallet e Fogueteiro, em Santa Teresa, realizada em fevereiro, com 15 mortes.

Especialistas apontam ilegalidade também no uso dos helicópteros pelo próprio govenador, como se fosse um Rambo, em Angra dos Reis. Assim como na absurda utilização de atiradores de elite (snipers) para acertar alvos nas favelas do Rio.

Se não estava lotado, o encontro pode ser comemorado como o ponto inicial de ações conjuntas que reúnem moradores de favelas do Rio e movimentos sociais diversos. Afinal, o país tem que revogar urgentemente esses mandados de morte que contribuem para estatísticas como as que apontam o assassinato de um jovem negro a cada 23 minutos no Brasil.

O abate tem que parar!

 
 

 

27
Mai19

Movimentos populares protestam contra truculência policial no Rio: PAREM DE NOS MATAR

Talis Andrade

texto e fotos Alcyr Cavalcanti

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Milhares de manifestantes se concentraram no Posto Oito em Ipanema na manhã desse domingo (26) para protestar contra a política de segurança que tem frequentemente desrespeitado os mais elementares direitos da cidadania. O recente episódio da morte do músico que voltava com sua família de uma festinha infantil e do catador de papel também alvejado quando tentava prestar socorro causou uma enorme comoção em toda sociedade.

 

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Foi na prática uma matança, pois pessoas inocentes foram alvejadas com oitenta e três tiros de uma quantidade excessiva de disparos.Foram metralhados por soldados ao que parece despreparados, que dispararam mais de duzentas vezes.
 
A política de segurança adotada pelo Estado sob as ordens do recém eleito governador Wilson Witzel que basicamente manda primeiro atirar para depois perguntar parece trazer uma volta de tempos sombrios à moda do "Velho Oeste" ao estilo dos filmes de bangue bangue, Em seus discursos o governador manda atirar de preferência  na "cabecinha"  e tem ordenado voos rasantes de helicópteros com atiradores que disparam tentando alvejar possíveis narcotraficantes  aterrorizando crianças em horário escolar e pessoas que saiam para o trabalho.
 

alcyr cavalcanti param de nos matar.jpg

 

 

A política de confronto que tem sido adotada não tem resolvido o problema da violência e tem ao contrário aumentado a violência dos narcotraficantes  causando em muitas vezes mortes de civis que nada tem a ver com isso. O resultado do número crescente de inocentes vitimados por ações desastradas é inadmissível e exige uma solução imediata com menos truculência e mais investigação para melhores resultados.

 

27
Mai19

Em dia de micareta fascista, negros gritam: PAREM DE NOS MATAR!

Talis Andrade

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Enquanto apoiadores de Jair Bolsonaro foram às ruas de várias cidades do País neste domingo, 26, defender pautas que atentam contra a democracia, como o fechamento do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional, no Rio de Janeiro, milhares de pessoas protestaram contra a matança da população negra e moradora de periferias cariocas.
 

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O ato Parem de Nos Matar reuniu milhares de pessoas nas ruas de Ipanema e foi organizado por movimentos em defesa do povo negro, de mães de vítimas da violência policial e movimentos sociais. O ato protestou criticou a política de segurança pública adotada pelo governo de Wilson Witzel (PSC) que já resultou em 434 apenas no primeiro trimestre de 2019, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP).
 
Entre as lideranças ouvidas pelo 247 está a coordenadora do Movimento Negro Unificado no Rio de Janeiro, Fátima Monteiro. Ela conta que sob o argumento da "guerra às drogas", as polícias do governo do Rio de Janeiro, comandado por Wilson Witzel estão cometendo um verdadeiro genocídio.
 
"Foi declarado um estado de guerra nas favelas. Nós mulheres negras vivemos 24 horas com medo que nossos filhos saiam na própria favela. Quando a polícia entra na favela, ela entra atirando indiscriminadamente", disse Monteiro. "O projeto de extermínio da população negra está em curso. E hoje mais do que nunca ele tem avançado", afirmou.
 
A manifestação também contou com apresentações artísticas de MC Leonardo, Filhas de Gandhi, de alunos da Biblioteca Parque, Slam da Poesia, Coletivo Favela Tem Voz, entre outros. Parlamentares também marcaram presença no atividade, como as deputadas federais Benedita da Silva (PT-RJ) e Jandira Feghali (PC do B), a deputada estadual Renata Souza (Psol-RJ) e o vereador Eduardo Suplicy (PT-SP).
 
 

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Fonte: 247/ Tribuna da Imprensa

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