Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

30
Abr20

O rei mau faz má a boa gente

Talis Andrade

escravidao.png

 

Camões escreveu, falando de de Fernando I de Portugal, no século XIV, que um rei fraco faz fraca a forte gente.

Olhando para o que se passa no Brasil, hoje, talvez escrevesse que um rei mau faz má a boa gente.

De outra forma, como explicar que haja pessoas indiferentes a um presidente que, diante de 5 mil brasileiros mortos, diz: ‘E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?’

Como entender que generais vejam o morticínio do povo e, como os da Alemanha nazista, contentem-se em apenas aplacar e conviver com os humores do chefe psicopata, virando babás de um demente cruel?

Ou que profissionais da Medicina, em troca de cargos e posições, assumam o comando do Ministério da Saúde aceitando para isso a barganha de não dizer sequer o óbvio “fique em casa”?

Como entender que gente com dinheiro e comida, com carro e apartamento, donos de lojas, ainda que em compreensíveis dificuldades em manter seus negócios, façam seus funcionários – o que não têm nem dinheiro, nem casa, nem carro, só têm a vida – se ajoelharem nas calçadas suplicando por seu “direito” de morrer, contaminando-se nas ruas, nos transportes, nos balcões?

Sim, é assim que estão, num campo de concentração, postos de joelhos e avassalados em troca do pão de suas famílias.

Alguém explique como os autoproclamados homens de Deus tenha apagado o “não matarás” das tábuas de Moisés, que os eleitos cavem a cova dos eleitores, que os cultores da saúde vão expor a sua e a alheia, apenas porque não podem se privar, dias que sejam, de correr no calçadão e esticar os músculos enquanto se lhes atrofia o cérebro?

Jair Bolsonaro, como o maníaco belicista de quase 100 anos, não é apenas um indivíduo insano e mau, é o produto de mil insânias e maldades que se conservaram inertes enquanto este era um país que, finalmente, parecia crescer como é de seu destino e vocação e que incluía ou tentava incluir a todos, como nunca foi a sua história.

Perdeu-o a mesquinhez de elites que, como aos comerciários de Campina Grande da foto, queria de novo seu povo genuflexo e morrendo no altar de seus luxos.

Teremos deixado irem-se com o século 20 os valores da honra, da dignidade, da humanidade que animaram a época de progresso e abundância e, nas dificuldades, adotamos o canibalismo – pois é de alimentarmo-nos de carne humana que se trata – como nova cruz da salvação?

Se for assim, não há porque viver. Mas, para que não seja assim, valerão as mortes sufocadas de nossos irmãos que se vão todos os dias.

Como eles, ansiamos por ar, por ar que nos faça respirar liberdade, amor, solidariedade, fraternidade, não as emanações pestilentas e mórbidas que brotam de Bolsonaro e de suas legiões.

Conserva, então, tua vida como uma chama preciosa, não apenas por você, mas porque ela será necessária para iluminar os caminhos para deixarmos a treva inimaginável em que estamos metidos.

Não somos maus, estamos é sob o tacão da maldade.

escravos de joelho.png

 

23
Mar20

Marco Aurélio suspende cortes no Bolsa Família na região Nordeste

Talis Andrade

quarentena coronavirus_thiagolucas.jpg

 

Por Fernanda Valente

Configura postura discriminatória promover cortes na transferência direta de renda por meio do programa Bolsa Família a apenas uma região do país. Assim entendeu o Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, ao determinar a suspensão dos cortes na região Nordeste.

A decisão, da última sexta-feira (20/3), acolhe pedidos dos Estados da Bahia, do Ceará, do Maranhão, da Paraíba, de Pernambuco, do Piauí e do Rio Grande do Norte. Eles sustentaram que entre maio e dezembro de 2019 houve a redução da concessão dos benefícios na região.

De acordo com a ação, foram destinados à Região Nordeste 3% dos novos benefícios e 75% às Regiões Sul e Sudeste. Os estados dizem ser "inexplicável a dissonância".

Ao analisar o pedido, o ministro considerou que há um estado de calamidade pública no país e que a concentração de cortes do benefício na Região Nordeste configura discriminação. Na decisão, ele determina que a União justifique quais foram os critérios adotados para os cortes.

"A postura de discriminação, ante enfoque adotado por dirigente, de retaliação a alcançar cidadãos – e logo os mais necessitados –, revela o ponto a que se chegou, revela descalabro, revela tempos estranhos. A coisa pública é inconfundível com a privada, a particular. A coisa pública é de interesse geral. Deve merecer tratamento uniforme, sem preferências individuais. É o que se impõe aos dirigentes. A forma de proceder há de ser única, isenta de paixões, especialmente de natureza político-governamental", diz Marco Aurélio. 

Clique aqui para ler a decisão

 

01
Ago19

Raiva da Paraíba. Bolsonaro corta água da transposição do Rio São Francisco e Lula reage: é desumano

Talis Andrade

São Francisco.jpg

 

 

247 - O perfil do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Twitter publicou nesta quinta-feira, 1, uma denúncia grave relacionada ao abastecimento de água no município de Monteiro, oriunda da transposição do rio Francisco. 

"Desde março, o governo Bolsonaro cortou o envio de água da transposição do Rio São Francisco até Monteiro, na Paraíba. A obra pronta desde 2017, e Bolsonaro simplesmente interrompe o fluxo de água para o sertão. É incompreensível e desumano. E silêncio na imprensa. #RecadodoLula", disse o ex-presidente. 

Monteiro foi a primeira cidade paraibana a receber as águas da transposição em março de 2017. Atualmente, o canal da transposição em Monteiro acumula apenas água das chuvas. 

No total, 35 cidades paraibanas dependem da água das transposição. Entre elas está Campina Grande, a segunda maior do estado.

 
23
Jul19

Ódio, fome, preconceito e a agenda anticristã de Jair Bolsonaro

Talis Andrade

fome.jpg

A fome nunca foi extinta totalmente do Brasil. A fome é um projeto político. Tempos duros para quem tem sede e fome de justiça

 

“Porque tive fome, e destes-me de comer;

tive sede, e destes-me de beber;

era estrangeiro, e hospedastes-me;

Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me;

estive na prisão, e foste me ver.”

Mateus 25:35,36

 

Vamos lá, queridos/as leitores/as, para mais uma reflexão à luz dos ensinamentos espíritas, já que o mundo não acabou e que a profecia sobre a “data limite mostrou ser mais uma fake news de quem não estuda profundamente o espiritismo e que, diferente de Kardec, vive uma fé irracional.

Não há um só momento, nesses mais de duzentos dias de governo neoliberal, que as declarações do presidente não gerem tristeza, indignação e profunda reflexão sobre os caminhos que o cristianismo brasileiro (e incluo aí o espiritismo kardecista) tem tomado – por omissão, por concordância e pelo afastamento dos ensinamentos do Cristo, baseados nos princípios de amor, de justiça justa e de compaixão.

Em uma mesma semana, o presidente da república chamou os/as governadores/as do nordeste de “paraíba”, provocando a reação de políticos da região, que manifestaram “espanto e profunda indignação” e afirmou, em café da manhã com jornalistas estrangeiros, que “falar que se passa fome no Brasil é uma grande mentira”.

ivan fome.jpg

 

Cresci em um bairro pobre da periferia de São Paulo e minha infância foi marcada por pessoas que batiam em nossas portas pedindo “uma xícara de arroz ou um punhado de feijão”. Geralmente essas pessoas eram crianças, negras ou retirantes nordestinas (assim como minha mãe, paraibana, foi um dia), então ela se via no dever moral de ajudar, mesmo com pouco, essas pessoas e dizia (ou mandava a gente dizer) “um pouco com Deus é muito”.

 
Muito cedo também comecei a frequentar uma casa espírita da região, frequentada pela classe média (baixa) do bairro. Lá, enquanto minha mãe juntamente com outras mulheres preparavam a sopa para as pessoas com características muito parecidas com as que descrevi acima, eu recebia aula de moral cristã. Era uma vida simples e feliz. Sinto saudade do movimento espírita daquela época.
 

Depois da aula, saíamos com outras crianças – geralmente filhos e filhas dos trabalhadores do centro – e alguns adultos para recolhermos alimentos que eram distribuídos em cestas básicas para algumas famílias empobrecidas. Na década de 1990, não havia programas de transferência de renda e nem programas contra a fome e a desnutrição. Além dos espíritas, a pastoral da criança da igreja católica, com sua multimistura, e a campanha do Betinho (Natal sem fome) eram importantes aliadas no combate à fome e à miséria.

Passados quase trinta anos, minha mãe continua servindo sopa na casa dela. E tem dito que nos últimos tempos a quantidade de pessoas que vão comer (e levar em uma panela para casa) tem aumentado significativamente.

A fome nunca foi extinta totalmente do Brasil. A fome é um projeto político.

Tanto a ONU, como o IBGE e o Ipea, por meio de estatísticas recentes, rebatem a declaração do presidente, que também foi criticada por especialistas em economia e evolução de índices sociais no país.

O último Relatório do Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na América Latina e Caribe 2018, divulgado em novembro pela ONU, mostrou o crescimento da fome no Brasil. O estudo estimou que a desnutrição alcançou até 5,2 milhões de brasileiros entre 2015 e 2017.

Segundo o IBGE, 54,8 milhões de brasileiros estavam abaixo da linha da pobreza em 2017. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que a proporção de miseráveis no país (rendimento médio domiciliar per capita de até um quarto do salário mínimo) subiu de 6,6% para 7,4% no mesmo ano.

A sociedade justa, feliz e igualitária, uma casa comum onde todos possam viver bem, com acesso aos seus direitos, livres de preconceitos e discriminações, base para o mundo de regeneração, só será possível quando todos contribuirmos para assegurar a dignidade de todos, combatendo as diversas formas de exclusão social e se esforçando para que o Brasil volte a investir em programas de transferência de renda, na reforma agrária e em programas de economia solidária (com iniciativas de fomento no campo e na cidade).

Definitivamente, parafraseando São Mateus (6:24): ninguém pode servir a dois senhores, pois, ou odiará a um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao bolsonarismo.

21 ju fome -pernambuco.jpg

21 ju fome Goiânia .jpg

 

 

23
Jul19

O presidente não é “dos paraíbas”?

Talis Andrade

migueljc parayba.jpg

 

por Fernando Brito

---

Jair Bolsonaro é, indiscutivelmente, um canalha.

Sua declaração, em vídeo vazado hoje, de que os governadores do Nordeste são “os governadores dos paraíbas” e que, dentre ele, o “pior” é o do Maranhão, Flávio Dino – justamente o que tem os maiores índices de aprovação – é uma bofetada em mais de um terço dos que habitam este país, morando nos estados nordestinos ou na imensa diáspora que se espalha por todo o Brasil.

Se os 8,8 milhões de eleitores do Nordeste – os “paraíbas” – que lhe deram o voto tivessem votado em seu adversário, Jair Bolsonaro não seria presidente da República. Menos ainda se os milhões de nordestinos espalhados pelo país soubessem que era para “não dar nada” à sua terra natal, castigada por séculos pelo sol, pela seca e pelas elites.

Você, Bolsonaro, deveria ser o presidente de todos os brasileiros, inclusive dos brasileiros “paraíbas”, como meus avós paternos, alagoanos.

Mas não é. É o presidente de uma camada de odientos, de recalcados, de imbecis que se amontoam para urrar selvageria.

Bolsonaro já não é um caso de oposição política, é uma objeção moral para qualquer brasileiro que ame este país.

parayba _thiagolucas.jpg

 

 

08
Abr19

‘Gatos’ que Bolsonaro e Temer caçaram são gente em Pombal, PB

Talis Andrade

fome sertão.jpg

por Fernando Brito

___

 

 

 

Hoje, mostrou-se aqui a mentira pregada por Jair Bolsonaro, dizendo que a sua “moralização” do Bolsa-Família tinha cortado benefícios irrregulares até de um gato, desvio que se descobriu e puniu há mais de dez anos, e no Governo Lula.

bolsonaro mentiroso estória gato .jpg

A estória do gato Billy, mais uma mentira de Bolsonaro

 

Ele e, antes dele, Michel Temer foram mestres em cortar benefícios, alegando que eram irregulares. Temer chegou a criar uma gratificação de R$ 60 para cada pessoa que os peritos do INSS cortassem o benefício por invalidez e Deus sabe o que se passou com a gente pobre que não tem como se defender.

Uma pequeníssima parte desta grande crueldade, porém, a gente pode ver, na reportagem – e no vídeo – que reproduzo ao final – feitos pela Agência Pública de Jornalismo Investigativo em Pombal, cidade a 370 km da capital da Paraíba, João Pessoa, que já foi, um dia, premiada por seus avanços sociais.

Assista e, se puder, leia o texto de Hevilla Wanderley, vasto e seco como o sertão humano que descreve.

Vale a pena, para ver quem são os gatos e como devoram aqueles que não encaram como gente, mas como ratos a serem exterminados.

 

26
Mar19

Papa Francisco já disse que essa economia mata. Mata pessoas e mata a natureza

Talis Andrade

A retaliação do lixo

congonhas onde mora a tragédia .JPG

barragem congonhas.jpg

 

 

por Roberto Malvezzi

---

São 332 barragens nas cabeceiras do Rio São Francisco. Cerca de 70% cheias de rejeitos da mineração. Basta estourar a de Congonhas do Campo, com rejeitos de metais pesados para minerar o ouro, que o Velho Chico estará morto por 100 anos, calculam especialistas da área.

Então, Brumadinho e Marianna, que não mandaram aviso, avisaram que estamos com uma barragem de rejeito amarrada em cada pescoço. Nós somos 18 milhões de pessoas no Vale do São Francisco, sem falar agora dos paraibanos que bebem também dessa água.

Mas, o aviso da velha mídia é que na região de Caldas, também Minas Gerais, há uma represa com rejeitos de material radioativo. Isso mesmo. É a bacia do Rio Grande, portanto do Paraná, portanto do Prata. Só na bacia do Grande são 9 milhões de pessoas. O povo, a Universidade e o MPF alertam para a insegurança da barragem diante de acontecimentos incomuns na parede, leia-se vazamentos e infiltrações. Porém, a Industrias Nucleares do Brasil (INB) já disse que não tem mais de 1 bilhão de reais (Sic!) para desativar a barragem.

Papa Francisco já disse que essa economia mata. Mata pessoas e mata a natureza. Não há duas crises, há apenas uma crise de civilização. Na verdade, ninguém sabe qual a segurança de rejeitos radioativos e de mineração em toda face da Terra. Uma bomba pode aparecer nas nossas vidas a qualquer momento.

Enquanto isso, o povo da região de Itacuruba, Pernambuco, se manifesta mais uma vez contra a instalação de mais uma usina nuclear, dessa vez no Baixo São Francisco. Horror em cima de horror.

Nem vamos falar do plástico que ocupa os oceanos, da contaminação por metais pesados da agricultura, dos hormônios e antibióticos lançados em toneladas nas águas. O capital não pode medir as suas próprias consequências, tem apenas que seguir em frente.

A retaliação do lixo vai se tornando fantástica. Para quem gosta do caos, somando a vingança do lixo com a vingança de Gaia – vide Moçambique -, o espetáculo vai sendo dantesco e inimaginável, apocalíptico. Ninguém vai poder reclamar da falta de emoção. Divirtam-se.

congonhas sitiada pelo inimigo .jpg

Publicou o Correio Braziliense, em 11 de fevereiro último: A preocupação é grande com a Barragem Casa de Pedra, devido à sua localização: praticamente dentro da cidade, é a que todos veem, parecendo abraçar a área urbana. A estrutura fica a 250 metros de casas e a 2,5 quilômetros do Santuário do Bom Jesus de Matozinhos, patrimônio cultural da humanidade.

A preocupação em Congonhas não é para menos. O levantamento mostra 20 desastres em barragens no mundo, sendo sete deles no Brasil, todos em Minas Gerais. A ocorrência mais antiga em território mineiro foi a Mina de Fernandinho, em 1987, quando sete pessoas morreram. 

Depois, veio o da Mineração Rio Verde, em Macacos (Nova Lima, na Grande BH), em 2001, com cinco mortes no desastre que atingiu 43 hectares e assoreou 6,4 quilômetros do leito do Córrego Taquaras. A partir daí, o estado viveu uma sequência de tragédias. 

Em 2003, em Cataguases, na Zona da Mata, a barragem de água e resíduos de produção de celulose de um dos reservatórios da Indústria Cataguases de Papel se rompeu, liberando no Córrego do Cágado e no Rio Pomba cerca de 1,4 bilhão de litros de lixívia (licor negro), sobra industrial da produção de celulose. O desastre afetou três estados, deixando 600 mil pessoas sem água.
 
Quatro anos depois, foi a vez da Barragem da Mineradora Rio Pomba Cataguases (Mineração Bauminas). Mais de 4 mil moradores ficaram desalojados, e ao menos 1,2 mil casas foram atingidas.
 
Em 2014, novamente em Itabirito, uma barragem da Mineração Herculano se rompeu e soterrou os operários que realizavam a manutenção no talude de uma represa de rejeitos de minério de ferro desativada, deixando três mortos.
 
Um ano depois, o rompimento da Barragem de Fundão, no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central do Estado, entrou para o mapa do mundo como o maior desastre socioambiental do planeta. Dezenove pessoas morreram. Um dos corpos nunca foi encontrado.
 
A tragédia de Brumadinho já soma 212 mortos e 93 pessoas ainda estão desaparecidas.
26
Fev19

Prefeita evangélica chama Nossa Senhora de amaldiçoada e diz que santa é culpada por falência do município

Talis Andrade

Cidades na Europa: Lourdes, na França, e Fátima, em Portugal.

No Brasil: Aparecida, Juazeiro do Norte.

São cidades que dependem das romarias religiosas.

O mundo todo está recheado de exemplos.  

Aí aparece a ignorância:

Micheline-Pinheiro.jpg

 

por Amara Alcântara

---

A prefeita de Saboeiro, Micheline Pinheiro (PSD), disse que a falência do município – sem dinheiro algum para os serviços públicos – é culpa de Nossa Senhora da Purificação, padroeira da cidade, a quem chamou de “amaldiçoada” .

Ela se refere à imagem da santa que foi inaugurada ainda na gestão do ex-prefeito Marcondes Ferraz em 2016.


Segundo a prefeita, todos os recursos municipais foram destinados à construção da estátua para incentivar o turismo religioso.


A declaração de Micheline tem repercutido mal tanto na comunidade católica quanto na evangélica. Intolerância religiosa não é a solução para Saboeiro.

 

10
Dez18

Dois sem terra assassinados na Paraíba

Talis Andrade

assassinadosMST.jpg

 

"Exigimos justiça com a punição dos culpados e acreditamos que lutar não é crime", afirma em nota a direção do MST na Paraíba, após assassinato dos militantes José Bernardo da Silva e Rodrigo Celestino, que ocorreu na noite deste último sábado (8), no acampamento Dom José Maria Pires, localizado em Alhandra - PB.

chacina paraíba santa tereza.jpg

 

O Movimento denuncia o ocorrido, exige celeridade nas investigações e convoca os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade a seguirem em luta contra a atual repressão e os assassinatos em decorrências de conflitos no campo:

 

“O que seria deste mundo sem militantes? Como seria a condição humana se não houvesse militantes? Não porque os militantes sejam perfeitos, porque tenham sempre a razão, porque sejam super-homens e não se equivoquem. Não é isso. É que os militantes não vêm para buscar o seu, vem entregar a alma por um punhado de sonhos". (Ex-presidente Uruguaio, Pepe Mujica)

 

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST-PB) perde nesta noite de sábado (8) por volta das 19h30 dois militantes: José Bernardo da Silva, conhecido por Orlando, e Rodrigo Celestino foram brutalmente assassinados por capangas encapuzados e fortemente armados. Isso demonstra a atual repressão contra os movimentos populares e suas lideranças. O ataque aconteceu no acampamento Dom José Maria Pires, no município de Alhandra na Paraíba. Área da Fazenda Garapu, pertencente ao Grupo Santa Tereza, ocupada pelas famílias em julho de 2017.

 

Exigimos justiça com a punição dos culpados e acreditamos que lutar não é crime. Nestes tempos de angústia e de dúvidas sobre o futuro do Brasil, não podemos deixar os que detém o poder político e econômico traçar o nosso destino. Portanto, continuamos reafirmando a luta em defesa da terra como central para garantir dignidade aos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade.

 

Justamente dois dia antes das comemorações do Dia Internacional dos Direitos Humanos, 10 de dezembro, são assassinados de forma brutal dois trabalhadores Sem Terra. Neste sentido, convocamos a militância, amigos e amigas, aos que defendem os trabalhadores e trabalhadoras, denunciar a atual repressão e os assassinatos em decorrências de conflitos no campo.

 

Solidariedade à família de Orlando e Rodrigo.

Direção do MST – PB

Lutar, Construir Reforma Agrária Popular!"

meme angela terra.jpg

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub