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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

23
Nov20

AGORA ADVOGADO, MORO CONTINUA TRABALHANDO PARA BANDIDOS INTERNACIONAIS

Talis Andrade

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Beny Steinmetz investigado em três continentes. Alvo da justiça na Suíça, Estados Unidos e Serra Leoa

 

 

EM PLENA PANDEMIA de covid-19, o ex-juiz e ex-ministro de Bolsonaro Sergio Moro está ganhando muito bem. Agora advogado, ele trabalha para a defesa de um empresário investigado por suspeitas de corromper governanteslavar dinheirosonegar impostos e violar direitos humanos e leis ambientais – e que já foi preso a mando das autoridades da Suíça e de Israel.

Pelo parecer jurídico que está produzindo para a defesa desse empresário, o ex-comandante da Lava Jato irá embolsar centenas de milhares de reais.

O serviço é uma requisição do israelense Benjamin “Beny” Steinmetz, bilionário (em dólares) da mineração, que foi investigado pelo FBI e é alvo da justiça na Suíça, nos Estados Unidos e em Serra Leoa, na África. Por ordem de Steinmetz, um escritório de advocacia brasileiro pediu o parecer jurídico ao ex-ministro bolsonarista.

Um parecer jurídico é um diagnóstico sobre uma questão legal ou do direito, das provas existentes num caso e das leis sob as quais ele será avaliado. O de Moro servirá para orientar a defesa numa disputa igualmente bilionária que o empresário trava em Londres contra a mineradora brasileira Vale.

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Beny Steinmetz num tribunal em Israel: país é um dos que investiga o bilionário. Foto: Jack Guez/AFP via Getty Images

 

O contrato que inclui a encomenda de Steinmetz vai render R$ 750 mil a Moro. Ele inclui outros dois pareceres, cujos clientes ainda são mantidos sob sigilo – nós estamos trabalhando para descobrir quem são.

Um escritório de advocacia chamado Warde Advogados Associados contratou o ex-juiz. Em nota, o escritório informa que procurou Moro “a pedido do empresário israelense Benjamin Steinmetz” em busca de “parecer do ex-ministro Sergio Moro em um litígio transnacional.” Walfrido Warde, que comanda o escritório ao lado do irmão Valdir, é crítico ferrenho da Lava Jato – escreveu livro fulminando a operação.

Moro poderá ajudar a defesa de Steinmetz a tentar virar uma disputa que começou em 2010, quando a Vale comprou do BSGR, o grupo empresarial do israelense, 51% de uma concessão para explorar minério de ferro na Guiné, no extremo oeste da África. O negócio fracassou, e a sociedade se desfez em 2014.

Apesar de rica em reservas minerais, a Guiné é um dos países mais pobres do mundo: 55% de seus 13 milhões de habitantes vivem abaixo da linha da pobreza. A nação ocupa a 174ª posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano, medido pela ONU em 189 nações, e foi um dos epicentros dos surtos do vírus ebola.

A Guiné é também um país em que gente graúda, quando necessário, compra autoridades à luz do dia. É essa a acusação que pesa sobre Steinmetz na justiça da Suíça. Uma investigação conduzida pelas autoridades do país europeu, encerrada no ano passado, concluiu que ele ganhou a concessão das minas no país depois de pagar propina a uma das quatro viúvas de Lansana Conté, ditador que comandou o país por 24 anos. O caso aguarda julgamento.

Steinmetz sempre negou todas as acusações. Mas as provas são fartas: os investigadores reuniram áudioscheques e até um contrato provando as relações entre a ex-primeira dama e um funcionário do israelense, já que ele mesmo nunca assinava os documentos. O bilionário era alvo da polícia suíça desde 2013 e chegou a ficar preso por duas semanas em 2016.

Não acaba aqui. A ficha corrida de Steinmetz é longa – e os crimes de que é acusado sempre têm lugar em nações pobres e desiguais.

Na África do Sul, o israelense é suspeito de integrar um esquema de sonegação de impostos na exploração de diamantes em parceria com a britânica De Beers, empresa centenária do setor.

Em Serra Leoa, vizinha da Guiné, a atuação de Steinmetz está na mira de organizações de defesa dos direitos humanos há mais de quinze anos. Segundo a Transparência Internacional (aliada e defensora intransigente da operação Lava Jato), famílias foram desalojadas de áreas de mineração e jamais receberam as contrapartidas prometidas. Em 2012, uma greve de trabalhadores de uma mina terminou com dois mortos pela polícia.

Em agosto, a justiça de Serra Leoa bloqueou os bens da Octea, subsidiária do grupo de Steinmetz, por causa de violações à lei ambiental do país. O processo aponta que a empresa deixou um rastro de contaminação da água, problemas respiratórios em vizinhos de minas e danos a casas causados por explosões.

Ainda em Serra Leoa, a Octea se livrou de pagar quase 700 mil dólares em impostos à cidade de Koidu, onde o diamante é extraído. A justiça do país isentou a empresa da dívida porque as minas não estão em nome da Octea, e sim de uma subsidiária registrada nas Ilhas Virgens Britânicas. Segundo o consórcio de jornalismo investigativo que revelou o caso dos Panama Papers, foram descobertas nada menos que 131 empresas offshore ligadas a Steinmetz.

O ex-diretor do FBI e a espionagem

Anos antes de recorrer a Sergio Moro, Beny Steinmetz já havia requisitado os serviços de outro ex-agente da lei de biografia questionável.

Em 2015, reportagem do Intercept nos EUA revelou que o israelense havia contratado Louis Freeh, um ex-diretor do FBI suspeito de receber um apartamento da Flórida como propina para livrar de investigações um empresário iraniano radicado nos EUA. Freeh foi contratado para examinar paralelamente as suspeitas contra Steinmetz no inquérito sobre as propinas na Guiné e coletar evidências que apontem para sua inocência.

Aqui voltamos ao caso da Vale, em que Sergio Moro está trabalhando. Enfraquecido pelo indiciamento na Suíça em setembro de 2019, Steinmetz foi obrigado pelo Tribunal de Arbitragem Internacional, em Londres, a pagar 2 bilhões de dólares à mineradora brasileira. A corte considerou que o israelense corrompeu o governo da Guiné sem o conhecimento da antiga sócia e por isso deveria arcar com o prejuízo da Vale.

Mas Steinmetz contra atacou. Em maio deste ano, apresentou à justiça de Nova York uma série de áudios que diz serem de ex-executivos da Vale confessando que sabiam da propina que rendeu a concessão.

Para gravar as conversas, investigadores contratados pelo israelense se fizeram passar por investidores do ramo. Em português claro, foi uma ação de espionagem.

Com essa carta que mantinha escondida na manga, Steinmetz espera reverter a decisão da corte arbitral britânica. Mas não só, claro. Ele também conta com o papelucho assinado por Sergio Moro.

A disputa entre Steinmetz e a Vale é um caso do direito internacional. É curioso que o bilionário israelense tenha apelado a Moro, cujo notório saber jurídico está na área criminal – até mesmo os críticos reconhecem que ele domina os códigos penal e de processo penal brasileiros.

Aqui vale olhar para o currículo de Moro no sistema Lattes. Nele, o ex-ministro bolsonarista lista seus artigos, livros e pós-graduações. Apenas um texto, em que ele é co-autor ao lado de outros dois autores, margeia o tema da disputa sobre a qual ele emitirá parecer – fala de lavagem de dinheiro e relações internacionais.

Fica a dúvida: em que Moro poderia ajudar a defesa de Steinmetz, nesse caso? Ou o bilionário deseja apenas brandir o nome e o prestígio do ex-juiz da Lava Jato em Londres?

Fizemos essas perguntas a Moro, e também o confrontamos com a ficha corrida de Steinmetz, que é notória – já foi alvo de extensas reportagens das revistas New Yorker e Piauí e do jornal The Guardian. Ele se esquivou de respondê-las.

R$ 750 mil, afinal, são um bocado de dinheiro.

29
Jun18

Globo juiz de vídeo da Lava Jato

Talis Andrade

 

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A Copa do mundo adotou o juiz de vídeo agora em 2018, a Globo como juiz de vídeo da Lava Jato vem desde o inicio da Operação, março de 2014.  Se o juiz de vídeo da Copa veio para elucidar lances duvidosos da partida, a Globo entrou como juiz de vídeo para manchar a imagem da Petrobrás e destruir o PT, Lula e Dilma.

 

A Globo trabalhou muito na Lava Jato e ganhou muito dinheiro com a audiência, principalmente no Jornal Nacional, através dos vazamento seletivos e criminosos das delações premiadas. E as notícias da Lava Jato repercutiam no próprio Jornal o Globo, Fantástico, G1, em todo noticiário da Globo.

 

Os brasileiros foram manipulados, mais uma vez pela Globo.

 

Primeiro você tem que saber qual o maior escândalo de corrupção no Brasil. Olha o que disse o Senador do PMDB/PR, Roberto Requião no plenário do senado federal:

 

“O maior escândalo de corrupção no Brasil não foi o mensalão, Petrolão, foi o do Banestado, cuja investigação foi chefiada pelo juiz Sergio Moro. Nesse escândalo meio trilhão de reais foram surripiados dos cofres públicos. Um escândalo exclusivamente tucano e nenhum deles foi preso” (1).

 

Também não repercute na Globo que os principais ladrões da Petrobrás, presos pela Lava Jato, estão inexplicavelmente pagando suas penas em suas casas verdadeiros clubes de lazer, construídos com dinheiro da roubalheira, são eles: O diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, condenado a mais de trinta anos de prisão; o ex presidente da Transpetro, Sergio Machado, o operador do PMDB, Fernando Baiano; o doleiro, Alberto Youssef, este condenado a mais de 80 anos de cadeia (5).

 

E a Globo parou de falar do Petrolão, sabe por quê? Entraram em cena os ladrões tucanos, os mesmos do Banestado. O tucano Pedro Parente saqueou a Petrobrás até em beneficio próprio, quando pagou R$ 2 BI ao banco JP Morgan que ele próprio é sócio. A dívida só venceria em 2022 (2).

 

E mais, por acordo feito por Pedro Parente, ex-presidente da Petrobrás, a companhia desembolsou R$ 10 Bi a acionistas americanos, sem nem sequer a Petrobrás ter sido condenada. E a lava Jato também nada falou, ou melhor, acumpliciou-se (3).

 

Pasmem! Pedro parente saiu da Petrobrás, ileso, direto para presidir a BRF, nem precisou de quarentena (4).

 

A Globo, juiz de vídeo da Lava Jato, é a emissora mais corrupta do mundo, só em uma delação nos EUA ela foi citada 14 vezes, no escândalo da Fifa. Os partidos PT, PSOL e PDT cobraram da PGR, Raquel Dodge, providências e a PGR então mandou o escândalo da FIFA para o MPF do Rio, em novembro de 2017 (6,7). Até hoje sem nenhuma resposta.

 

Sem contar o envolvimento da Globo em sonegação da Copa do Mundo de 2002 e também na lavagem de dinheiro nos escândalos do Panamá Papers e Swissleaks (7,9,10).

 

Mesmo com esse retrospecto na Justiça, inclusive em Copa do Mundo, a poderosa Globo consegue, pela primeira vez, como um premio, o monopólio das transmissões da Copa em TV’s abertas. Nem Band, TVS, Record, só a Globo transmite a copa de 2018.

 

Como estamos falando em futebol, e diante da cumplicidade da justiça com a Globo, não podemos beneficiar o infrator, você que tem TV paga, não veja a Copa na Globo, veja na FOX Sport!

 

Fonte:

1https://www.ocafezinho.com/2015/10/03/requiao-relembra-banestado-roubalheira-tucana-desviou-meio-trilhao/

2http://www.jb.com.br/pais/noticias/2018/05/25/banco-presidido-por-socio-de-pedro-parente-recebeu-r-2-bi-da-petrobras-diz-revista-eletronica/

3http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/02/parlamentares-vao-a-justica-contra-entrega-de-r-10-bi-por-presidente-da-petrobras

4http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2018-06/pedro-parente-e-dispensado-de-quarentena-e-pode-assumir-brf

5http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2016/07/10/interna_politica,654284/delatores-cumprem-prisao-domiciliar-em-mansoes-e-coberturas.shtml

6https://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2017/11/raquel-dodge-envia-denuncia-contra-globo-para-mpf-do-rio/

7https://esportes.r7.com/futebol/globo-e-citada-14-vezes-por-delator-do-fifagate-leia-o-documento-17112017

8https://www.conversaafiada.com.br/pig/2013/06/28/globo-sonegou-i-renda-a-dilma-vai-cobrar

9https://jornalggn.com.br/noticia/panama-papers-tv-globo-foi-citada-por-lavagem-de-dinheiro

10https://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-caso-de-sonegacao-da-globo-e-o-escandalo-hsbc/

 

 

 

televisão entorpecente censura indignados Globo.j

 

***

22
Jun18

A LEI, QUE VALE PARA A DOLLY E PARA O DELEGADO PROTÓGENES QUEIROZ, NÃO VALE PARA A GLOBO E O JUIZ MORO!

Talis Andrade

 

a lei esclusiva do direito paralelo.jpg

 

 
por Emanuel Cancella
22
Out17

Panama Papers, a queima de jornalistas

Talis Andrade

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O governo de Malta oferece uma recompensa “sem precedentes” no valor de um milhão de euros a quem tiver informações sobre o assassinato da jornalista Daphne Caruana Galizia, noticia o The Independent. A jornalista de 53 anos liderava investigação dos Panama Papers em Malta e morreu depois de um engenho explosivo ter detonado no seu próprio carro. Leia mais

 

A jornalista tinha apresentado há poucos dias uma denúncia avisando que havia recebido ameaças de morte, segundo informa o jornal Times of Malta. “Há canalhas para todos os lados para onde você olha agora. A situação é desesperadora”, escreveu em uma postagem meia hora antes de sua morte.

  

A explosão destruiu o carro em que viajava a jornalista perto de sua casa. A polícia explicou que a bomba era muito forte e que o veículo, um Peugeot 108, ficou despedaçado e espalhado pela área.

 

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 Destroços do carro de Caruana Galizia 

 

No início deste ano, a prestigiosa revista norte-americana Politico colocou Caruana Galizia entre as “28 personalidades que fazem a Europa se mover”, descrevendo-a como um “WikiLeaks inteiro em uma única mulher, que empreendeu uma cruzada contra a falta de transparência e a corrupção em Malta”.

 

A Comissão Europeia declarou estar "horrorizada" com o assassinato e pediu "que seja feita justiça". Os EUA também condenaram o caso e garantiram a ajuda do FBI na investigação. O governo maltês apelou à colaboração de todos os países europeus por considerar que "boa parte do caso está fora do país".

 

Daphne Galizia era a mais popular jornalista do seu país. Além dos casos envolvendo figuras de destaque em Malta, investigava temas internacionais, como o narcotráfico e contrabando de petróleo da Líbia.

 

O governo de Michel Temer guarda um sigilo curioso, quando existe o envolvimento de políticos e empresários brasileiros no Panama Papers, inclusive alguns casos investigados pela Lava Jato que também permanece silenciosa.

 

O papa Francisco lamentou o assassínio da jornalista de investigação Daphne Caruana Galizia, ocorrido em Malta, na última segunda-feira, dia 16 de outubro, qualificando a morte da repórter como “trágica”, divulgou a Santa Sé.

 

Num comunicado, a Santa Sé informou que a mensagem do pontífice foi enviada para o arcebispo de Malta, Charles J. Scicluna, e assinada, de acordo com as habituais formalidades, pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin.

 

Na mensagem, Francisco enviou as condolências à família da jornalista e referiu estar solidário com o povo de Malta.

 

“Entristecido com a trágica morte de Daphne Caruana Galicia, sua Santidade o papa Francisco oferece orações para o seu eterno descanso e pede-lhe amavelmente que transmita as suas condolências à família. (...) Também assegura a sua proximidade espiritual com o povo de Malta neste momento difícil e implora a bênção de Deus sobre a nação”, indicou a mensagem papal.

 

Daphne Caruana Galizia era a jornalista que liderava a investigação jornalística que ficou conhecida como “Papéis do Panamá” em Malta.

 

Também tinha um blogue onde denunciava líderes políticos. Uma das suas mais recentes investigações visava o primeiro-ministro de Malta, o trabalhista Joseph Muscat, e alguns dos seus assessores mais próximos.

 

Um dia depois da morte desta jornalista, que integrava o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ), um dos seus filhos denunciou a “cultura de impunidade” sentida em Malta e acusou o governo de Joseph Muscat e outras autoridades de “cumplicidade” no crime.

 

Nessa mesma ocasião, Matthew Caruana Galizia referiu-se a Malta como um “Estado da máfia”.

 

 

 

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