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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

24
Ago20

"Quanta Asneira!": jogo criado por jornalista carioca satiriza Bolsonaro e faz sucesso no exterior

Talis Andrade

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Bozo (Bolsonaro) e 01, 02, 03 (filhos de Bolsonaro), ilustrados por Renato Machado

 

por Marcio Rezende/ RFI

"Quanta Asneira!" é um jogo de tabuleiro criado pelo jornalista carioca Luiz André Alzer durante a quarentena, que reúne 240 bobagens pronunciadas por Jair Bolsonaro para, com ironia e diversão, protestar contra o governo brasileiro. Também é um documento jornalístico. Sem muita propaganda, para evitar chamar a atenção dos fanáticos adeptos do presidente brasileiro, o jogo é um best-seller e desperta interesse fora do Brasil.

Há dois meses, silenciosamente e sem publicidade, foi lançado no Rio de Janeiro um jogo satírico que usa o humor como crítica política. "Quanta Asneira!" nasceu pensado para a quarentena, quando Jair Bolsonaro ganhou ainda mais projeção internacional por sua irresponsabilidade na gestão da pandemia.

O jogo reúne 240 bobagens que o presidente do Brasil disse ao longo de sua carreira. É um jogo brasileiro, mas também internacional, porque aborda um líder polêmico, cujas declarações deram a volta ao mundo.

Além de Bolsonaro, estão presentes no jogo seus três filhos, seu guru filósofo Olavo de Carvalho e alguns de seus ministros fanáticos e pouco apresentáveis.

São 48 cartas com perguntas, além de quatro cartas com consequências e 20 cartas com os personagens. No total, são 240 pérolas da política brasileira, muitas delas com repercussão internacional.

No jogo, Bolsonaro é Bozo, seu apelido no Brasil, baseado no mítico palhaço dos anos 80. Seus filhos são 01, 02 e 03, a típica denominação militar que Bolsonaro usa para chamar sua prole, formada por um senador, um deputado e um vereador (04, Renan, o mais novo, não participa desta versão de "Quanta Asneira").

No jogo, Bolsonaro é Bozo, seu apelido no Brasil, baseado no mítico palhaço dos anos 80. Seus filhos são 01, 02 e 03, a típica denominação militar que Bolsonaro usa para chamar seus filhos (senador, deputado e vereador) . Seu mentor, Olavo de Carvalho, é o guru filósofo e seus ministros e secretários são a Equipe Bolsominions.

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No jogo, Bolsonaro é Bozo, seu apelido no Brasil, baseado no mítico palhaço dos anos 80. Seus filhos são 01, 02 e 03, a típica denominação militar que Bolsonaro usa para chamar seus filhos (senador, deputado e vereador) . Seu mentor, Olavo de Carvalho, é o guru filósofo e seus ministros e secretários são a Equipe Bolsominions. © Facebook/Quanta Asneira

Seu mentor, Olavo de Carvalho, é o Guru-Filósofo e seus ministros e secretários são a Equipe do Bolsominions.

Além das frases absurdas, aparecem cartas que confundem e complicam o jogo e também a sociedade brasileira: "fritar o ministro", "tweets apagados" e "panelaços".

O desafio do jogo é acertar ao máximo as perguntas sobre as afirmações mais incríveis e livrar-se do Bolsonaro e dos bolsonaristas, conhecidos como bolsominions.

Criar consciência

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A Equipe Bolsominions (seus ministros e secretários) e o Guru-Filósofo (Olavo de Carvalho)

Nas cartas, há declarações que envolvem episódios de projeção internacional, como os incêndios na Amazônia, os ataques pessoais ao presidente francês Emmanuel Macron, críticas a Angela Merkel, ameaças à Venezuela, desprezo por Greta Thunberg e atritos diplomáticos com Argentina e China.

A ausência de publicidade para o lançamento do jogo é para evitar cair na polarização das redes sociais, campo minado de bolsonaristas. No entanto, o sucesso do jogo já está no boca a boca. Entre os compradores estão aqueles que querem enviar o jogo a um amigo seguidor do Bolsonaro como presente, para tentar conscientizá-lo.

Em três meses, as primeiras 500 cópias estão quase esgotadas e espera-se uma nova impressão. E há encomendas do exterior.

Além de um exercício de memória, o jogo ajuda a não passar em branco algumas atrocidades. Também funciona como arquivo jornalístico de forma lúdica.

Seu autor, Luiz André Alzer, tem 25 anos de carreira como jornalista nas principais redações do Rio de Janeiro. Há três anos, ele deixou o jornalismo para fundar uma editora dedicada ao lançamento de livros de não-ficção.

 

05
Mar20

O palhaço é o sem a faixa. E não é divertido, mas assustador

Talis Andrade

 

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por Fernando Brito

Minha filha mais velha, quando menina, ganhou um quadro de palhaço, pendurado na parede oposta cabeceira da cama.

Embora feito com carinho pela avó, pintora amadora, o quadro não a divertia, assustava, sobretudo quando vinha a noite.

A noite econômica está caindo sobre o Brasil, embora os comentaristas econômicos prefiram ficar em cima do muro dizendo que a mais brutal paralisia da economia produtiva mundial seja apenas uma “incerteza”.

Não é e, ao contrário da de 2008, não se move do mundo das finanças para a economia real, mas em sentido inverso.

Hoje, os maiores pesos-pesados do dinheiro no Brasil vão se reunir com Jair Bolsonaro na Fiesp.

Nenhum deles perguntará “o que é PIB”?.

Não, como crianças ranhentas, chorando pitangas com seus bilhões, não é pedir mais “balas”: privatizações, queda dos juros, menos impostos, mais cortes e sacrifícios para o pessoal que não está no circo, mas está na lona.

Sabem que estão com um idiota imprestável: muito útil para iludir o público mas que nenhum deles colocaria a gerir a sua menor filial.

Parece incrível, mas só depois de mais de três décadas comecei a entender o medo de minha filha.

O palhaço pode ser uma máscara de idiotia para esconder um monstro.

A noite começou a cair e, como costuma acontecer, toda a gente só vai só vai perceber quando estiver bem escuro.

 

23
Jan20

Sherlocks de araque

Talis Andrade

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Por Leandro Fortes

Jornalistas pela Democracia 

 

A decisão do Supremo Tribunal Federal, de 2015, dando ao Ministério Público poderes de investigação está na origem da evolução – obviamente, não no sentido darwiniano – desses monstrinhos do serviço público, quase sempre bem sucedidos concurseiros da classe média imersos em ignorância e preconceito.

Envoltas na bruma delirante do Mensalão, as togas do STF assumiram características circenses que, dali em diante, jamais iriam abandonar as curvas de mármore do tribunal. Prostrados diante do espetáculo dantesco daquela perseguição antipetista inaugural, ministros e ministras embotaram a Constituição Federal em troca de holofotes e links ao vivo.

O movimento natural seguinte foi a glorificação das ações persecutórias, não menos delirantes, que transformaram procuradores da República em inquisidores do serviço público, radicais livres de qualquer controle social. De fiscais da lei, os membros do MP se tornaram investigadores tresloucados (sem nenhuma formação para tal) e provocaram, entre outros danos colaterais, um grave conflito de competência com as polícias judiciárias – civis e Federal – que se arrasta, até hoje.

Graças a essa zona cinzenta do direito e da cidadania, o procurador da República Wellington Divino Marques de Oliveira teve a audácia de denunciar o jornalista Glenn Greenwald, do Intercept, por crimes relacionados à invasão de celulares de autoridades, entre elas, o santificado Deltan Dallagnol e o indefectível Sérgio Moro.

Trata-se, portanto, de um procurador com ares de estafeta, sem nenhum pudor em ignorar, no caso de Greenwald, os resultados de uma investigação da Polícia Federal que nada achou em relação ao jornalista. Repito: nada.

Sem provas e sem indiciamento, e a partir de uma premissa estúpida levada a cabo apenas para agradar a seita lavajatista, o procurador Wellington não só se expôs ao ridículo como demonstrou total ignorância sobre as artes do ofício do jornalismo.

Sob aplausos, claro, da manada. 

16
Ago19

Bolsonaro é ridicularizado na TV alemã

Talis Andrade

Em horário nobre, programa humorístico da principal rede de televisão pública da Alemanha satiriza o governo brasileiro, criticando suas políticas ambientais e agrícolas e o crescente desmatamento na Amazônia

Fotomontagem com Bolsonaro com chapéu de bufão, segurando garrafa de agrotóxico, com boi e trator ao fundo

Presidente brasileiro é o "bufão do agronegócio", segundo humorístico

 

Borat, bobo da corte e protagonista do clássico de terror Massacre da serra elétrica – essas foram algumas das associações feitas ao presidente Jair Bolsonaro pelo programa humorístico alemão Extra 3, transmitido na noite de quinta-feira (15/08).

Atração de horário nobre da ARD, principal rede de televisão pública alemã, o programa satirizou por quase cinco minutos o governo do presidente brasileiro, criticando principalmente sua política ambiental e o desmatamento na Amazônia.

"Um sujeito que não pensa nem um pouco sobre sustentabilidade e emissão de CO2 é o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, o 'Trump do samba'. Mas alguns dizem também 'o boçal de Ipanema'", afirma o apresentador Christian Ehring, em frente a uma fotomontagem de Bolsonaro vestindo a sunga do personagem Borat, criado pelo humorista britânico Sacha Baron Cohen.

 

"Bolsonaro deixa a floresta tropical ser destruída para que gado possa pastar e para que possa ser plantada soja para produzir ração para o gado", continua Ehring, após mencionar os mais recentes dados sobre desmatamento no Brasil e diante de outra montagem, dessa vez mostrando Bolsonaro com uma serra elétrica nas mãos.

"Desde a posse do presidente Jair Bolsonaro, o desmatamento cresceu significativamente e pode continuar aumentando a longo prazo", diz uma voz em off, após aparecer uma foto do líder brasileiro como um "bobo da corte do agronegócio", segurando uma garrafa de pesticida.

O apresentador destaca ainda que o presidente "não se importa nem um pouco" com a suspensão de verbas para projetos ambientais anunciada pelo Ministério do Meio Ambiente alemão no fim de semana. "Pegue essa grana e refloreste a Alemanha, tá ok? Lá tá precisando muito mais do que aqui", afirmou Bolsonaro ao reagir com desprezo ao congelamento dos repasses.

 

Ehring também fala sobre o acordo comercial negociado entre a União Europeia e o Mercosul, chamando o pacto de um "romance destrutivo". Atrás dele aparece uma fotomontagem retratando o presidente e a chanceler federal alemã, Angela Merkel, como uma dançarina sentada em seus braços.

"Bolsonaro ainda demitiu o chefe do próprio instituto que registrou o desmatamento na floresta tropical", ressalta o comediante, referindo-se à demissão de Ricardo Galvão do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). "E também nomeou a principal lobista da indústria agropecuária como ministra da Agricultura", complementa.

Em seguida, ele apresenta um videoclipe da chamada Bolsonaro-Song, uma paródia da música Copacabana, sucesso nos anos 70 na voz do americano Barry Manilow. O vídeo intercala cenas de Bolsonaro com imagens de cortes de árvores e queimadas na Amazônia, além de atividade agrícola e pecuária.

O massacre da serra elétrica diz, em alemão, fotomontagem com Bolsonaro, atrás de apresentador

"O massacre da serra elétrica": sátira associa líder brasileiro a filme de terror

 

Humorístico conhecido principalmente pela sátira política, o programa Extra 3 tem como alvos principais os dirigentes alemães. Mas líderes internacionais como o americano Donald Trump, o norte-coreano Kim Jong-un, o britânico Boris Johnson e o russo Vladimir Putin também são personagens recorrentes do programa.

Nem sempre a brincadeira é levada na esportiva pelos estadistas. Um dos mais recentes debates provocados pelo Extra 3 foi uma paródia musical com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, veiculada em março de 2016. O caso gerou um desconforto diplomático entre Berlim e Ancara, e o Ministério do Exterior turco chegou a convocar o embaixador alemão no país para explicações.

A controvérsia chegou ao ápice poucas semanas depois, com uma sátira a Erdogan apresentada em outro programa televisivo, dessa vez pelo humorista Jan Böhmermann. O imbróglio foi parar na Justiça e acabou ganhando as capas dos jornais como o "caso Böhmermann". [Transcrito do DW]

 

27
Jun19

Outra agressão a Lula: Lava Jato encena um 'bloqueio' a dinheiro que ele não tem e nunca teve

Talis Andrade

 

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Já denunciei que o juiz substituto do arbitrário e lavajista Sergio Moro é bolsonarista de extrema direita, inclusive usava na sua página no Facebook o slogan nazista da campanha eleitoral do atual presidente. 

O PT lançou nota de protesto sem citar o nome do juiz palhaço, cínico, safadoso. Certos exageros são criminosos, pela falsidade, pela mentira, pela aberração. Por essas & outras, o Brasil precisa urgentemente de uma lei que puna com rigor os abusos de autoridade.

A única penalidade existente no Brasil para juiz criminoso continua sendo o prêmio de uma aposentadoria antecipada. O que significa malandragem remunerada e bem paga, para malandro profissional, protegido pelo corporativismo. 

Fosse um juiz sério, admitiria a explícita suspeição.  

PT DENUNCIA DECISÃO ILEGAL E ABUSIVA DO JUIZ SUBSTITUTO DE MORO NA LAVA JATO 

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O ex-presidente Lula não tem e nunca teve patrimônio sequer aproximado da quantia de R$ 78 milhões que o juiz da 13a. Vara Federal de Curitiba determinou bloquear.

A Lava Jato sabe muito bem que se trata de grosseira falsidade, pois seus procuradores e a Receita Federal fizeram uma devassa arbitrária e ilegal nas contas de Lula, de sua família, da empresa LILS Palestras e até do Instituto Lula, sem encontrar 1 centavo obtido ilicitamente. Lula sequer foi acusado de receber tais valores.

A decisão do juiz é ilegal e abusiva. Seu único resultado é produzir manchetes enganosas, associando o nome de Lula a uma quantia astronômica, como fez a Lava Jato em outros episódios. O ex-presidente já teve seus bens bloqueados em valores muito acima do definidos pelo STJ.

O bloqueio sem fundamentação jurídica é mais uma medida de perseguição política para inviabilizar o sustento de Lula, sua família e sua defesa. A defesa irá recorrer de mais essa violência.

Assessoria do ex-presidente Lula

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12
Jun19

OAB QUER QUE BARROSO ESCLAREÇA ‘CORRUPTOS EUFÓRICOS’

Talis Andrade

Procuradora Laura Tessler:  "Um verdadeiro circo … e a gente aqui fica só fazendo papel de palhaço com um Supremo desse… "

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247 - Conselheiros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sugeriram à direção do órgão que interpele o ministro do Supremo Tribunal Luís Roberto Barroso. A informação é da coluna Painel. Após as reportagens do The Intercept, ele disse à GloboNews que tem "dificuldade de entender a euforia que tomou os corruptos e seus parceiros".

Advogados querem que o ministro nomeie os eufóricos. O conselheiro Guilherme Batochio sugeriu no grupo do conselho que a OAB o questione formalmente.
 

Uma matéria do Intercept apontou que o ex-juiz federal Sérgio Moro foi além do seu papel de juiz na troca de mensagens com o procurador Deltan Dallagnol. "Moro sugeriu trocar a ordem de fases da Lava Jato, cobrou novas operações, deu conselhos e pistas e antecipou ao menos uma decisão, mostram conversas privadas ao longo de dois anos", afirma o texto.

Outra reportagem apontou que Dallagnol duvidava da existência de provas contra Lula, acusado de ter recebido um apartamento da OAS como propina. "No dia 9 de setembro de 2016, precisamente às 21h36 daquela sexta-feira, Deltan Dallagnol enviou uma mensagem a um grupo batizado de Incendiários ROJ, formado pelos procuradores que trabalhavam no caso. Ele digitou: 'Falarão que estamos acusando com base em notícia de jornal e indícios frágeis… então é um item que é bom que esteja bem amarrado. Fora esse item, até agora tenho receio da ligação entre petrobras e o enriquecimento, e depois que me falaram to com receio da história do apto… São pontos em que temos que ter as respostas ajustadas e na ponta da língua'", diz o site.

Uma publicação revelou, ainda, que procuradores fizeram o possível para impedir entrevista de Lula antes do segundo turno, quando o Supremo Tribunal Federal acatou o pedido de entrevista da Folha de S.Paulo

A procuradora Laura Tessler logo exclamou: "Que piada!!! Revoltante!!! Lá vai o cara fazer palanque na cadeia. Um verdadeiro circo. E depois de Mônica Bergamo, pela isonomia, devem vir tantos outros jornalistas… e a gente aqui fica só fazendo papel de palhaço com um Supremo desse… ". "Ando muito preocupada com uma possivel volta do PT, mas tenho rezado muito para Deus iluminar nossa população para que um milagre nos salve", disse.

Uma outra procuradora, Isabel Groba, respondeu com apenas uma palavra e várias exclamações: “Mafiosos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”.

Após uma hora, Tessler deixou explícito o que deixava os procuradores tão preocupados: "sei lá…mas uma coletiva antes do segundo turno pode eleger o Haddad".

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