Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

05
Nov20

Bolsonaro traz para a Petrobrás experiência desastrosa de 289 mortes da Vale do Rio Doce privatizada!

Talis Andrade

fhc moro vaza.jpg

 

 

por Emanuel Cancella

- -

Os acidentes ambientais em Mariana(faz 5 anos), junto ao de Brumadinho em Minas Gerais, envolvendo a Vale, os maiores do Brasil, quiçá no mundo, que inclusive superam as 182 mortes em Beirute (15), com a explosão no porto. São 19 mortos em Mariana e 270 em Brumadinho (13).  

Ninguém foi preso, as famílias das vitimas aguardam reparação, rios estão mortos, e o pior: a ameaça de novos acidentes (11,12).  

No governo FHC, a Vale do Rio Doce foi vendida por R$ 3.3 BI. Só de ouro tinha 4 vezes esse valor (2).

Bolsonaro, quando deputado, falou em fuzilar FHC por vender a Vale do Rio Doce e nossas reservas petrolíferas (3). E hoje, Bolsonaro presidente indica dois executivos da Vale privatizada para dirigir a Petrobrás: Presidente da Petrobrás, Castello Branco, e para presidir a Transpetro, Cristiane Marsillack (4,5).

O ex presidente da Aepet Ricardo Maranhão, depois de Bolsonaro vender a BR Distribuidora, demitir 600 petroleiros, centenas de contratados, reduzir em 30% os salários dos que ficaram na empresa, anunciar, com apoio do STF, a venda de metade das refinarias da Petrobrás, chama o indicado de Bolsonaro, Castello Branco, de liquidante da Petrobrás (8,9,10,16).

Castello Branco, alem de liquidante da Petrobrás, liquida os direitos trabalhistas dos petroleiros. Já aumentou a participação dos petroleiros de 30% para 40% no plano de saúde, AMS e no PED – Plano de Equacionamento de Déficit, onde os petroleiros ativos e aposentados, mesmo sem nunca terem sido gestores da Petros, estão pagando, por rombo, no mínimo, com 13% de seu salário, e de forma vitalícia. 

Bolsonaro pune os petroleiros que ganharam pela 4ª vez o premio OTC em Houston nos EUA, e premia executivos da Vale privatizada (6).

FHC que doou a Vale do Rio Doce não foi preso, muito pelo contrario. Veja o que disse o chefe da lava Jato que investigou a Petrobrás, juiz Sergio Moro, sobre FHC, em gravação do The Intercept Brasil:

O ex-juiz Sergio Moro decide opinar sobre as suspeitas contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e diz que acha ‘questionável’ mexer com FHC, pois ‘melindra alguém cujo apoio é importante’”(1).

Lava Jato considerou o apoio de FHC importante, mesmo ele envolvido em corrupção na Petrobrás, em algumas com o proprio filho, Paulo Henrique Cardoso (7).   

É por isso que 67%, a maioria dos brasileiros, são contra as privatizações nas estatais (17)!

fhc gratidao vaza.jpg

Destruir a Petrobras fhc fernando henrique.png

 

03
Out20

Privatização é roubo e a de Bolsonaro tem requinte de tortura, com demissões e diminuição de salários!

Talis Andrade

fhc privatizacao-de-volta-a-agenda-do-pais zope-.j

 

 

por Emanuel Cancella

- - -

Privatização é roubo: FHC vendeu a Vale do Rio Doce, a maior mineradora de ferro do mundo por R$ 3.3 BI. Na ocasião, só de reservas de ouro, a Vale tinha quase 4 vezes mais do que o preço pela qual foi vendida (1). 

Bolsonaro então dizia querer fuzilar FHC por vender as estatais e nossas reservas petrolíferas, e hoje, presidente, faz pior (4): 

Em  2015, foi cancelada a construção de duas refinarias, obras dos governos do PT no Nordeste, no Maranhão e no Ceará, com base em denúncias de superfaturamento da Lava Jato, chefiada pelo juiz Sergio Moro. Não seria mais racional prender os corruptos e manter as refinarias, garantindo os investimentos na região e os empregos? (6). 

E eles sabem que as refinarias são responsáveis pelo refino da gasolina, diesel e outros derivados. Tanto que , no governo do golpista Michel Temer, de 2016 a 2017, o Brasil pagou aos EUA, em 12 meses, R$ 25 BI em importação de diesel e gasolina (5). 

Bolsonaro faz pior que a Lava Jato e o golpista Michel Temer, já que quer vender metade das refinarias da Petrobrás. Com certeza para dar mais dinheiro aos EUA (13).  

A preço de banana, Bolsonaro já vendeu a BR Distribuidora, a segunda empresa em faturamento no Brasil, só perdendo para a Petrobrás holding. Deste modo, lá se foram os postos BR juntamente com a demissão de 600 petroleiros e centenas de contratados; e os que ficaram tiveram que abrir mão de 30% dos salários, caso não concordassem, iriam para a rua. Isso não é venda, é negociata (1)! 

Segundo André Motta Araújo no CGN: “Quem comprou o controle da BR? Qual o “investidor estratégico” que não aparece?

Calma! Ele não apareceu porque convém esconder o jogo para não desvendar a “pechincha” que foi a compra do controle do mercado de combustíveis no Brasil!

Desconfio de que seja a SHELL, atrás do “biombo” Raizen, mas não tenho certeza!

O fato é que o Brasil é o 3º maior mercado de combustíveis do planeta, após EUA e China. Quanto vale então o controle desse mercado” (3)? 

Não podemos esquecer que, no Itaipu Gate, Bolsonaro queria vender o excedente de energia, negócio de 200 milhões de dólares, para empresa da sua própria família. Autoridades do Paraguai pressionaram a agência local de energia em nome dos interesses da “família presidencial do país vizinho” (7). 

Entretanto se o presidente do Paraguai quase sofreu impeachment por conta do Itaipu Gate, Bolsonaro ainda recebe da Suprema Corte – STF poderes para vender Estatais (16). 

Quanto ao indicado de Bolsonaro à presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, o ex-presidente da Aepet, Ricardo Maranhão, chama-o de liquidante da Petrobrás, e eu o denomino de “Carrasco de Mariana e Brumadinho”. 

Isso porque Castello Branco é ex-diretor da Vale privatizada, envolvido em crime de responsabilidade no maior acidente ambiental  do Brasil, quiçá do mundo, com quase 300 mortes (8,12).

Castello Branco, pau mandado de Bolsonaro que comanda a liquidação da Petrobrás, reduziu para 60% a capacidade de refino nas refinarias da Petrobrás, com certeza para dar, como sempre, mais dinheiro aos americanos na importação de gasolina e diesel (9) 

Enquanto a Europa revê suas privatizações, Bolsonaro, que falava em fuzilar privatistas como FHC, agora, segundo Paulo Guedes, quer privatizar tudo (10,4,14,15).   

Bolsonaro quer entregar todas as estatais e assim reduzir salários e demitir trabalhadores como fez na BR-Distribuidora.

Quer também fazer a reforma administrativa, prejudicando assim o servidor barnabé, mas deixando de fora juízes, promotores e militares.

Diante disto, só há uma saída! 

 A resposta dos trabalhadores tem que ser: Se correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come; mas se unir, o bicho foge!

Fonte: 1 - http://www.brasil-economia-governo.org.br/2011/04/06/valeu-a-pena-privatizar-a-vale/

2 - https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/11/br-distribuidora-pressiona-funcionarios-a-aderir-a-pdv-sem-dizer-qual-salario-terao-apos-cortes.shtml

3 - https://jornalggn.com.br/politica/quem-comprou-o-controle-da-br-distribuidora-por-andre-motta-araujo/

4 - https://www.esmaelmorais.com.br/2018/12/bolsonaro-defendeu-fuzilamento-para-quem-privatiza-estatais-assista/

5 - https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Soberania-Nacional/Brasil-gastou-R$-25-bi-com-importacao-de-gasolina-e-diesel-dos-EUA-nos-ultimos-12-meses/46/44902

6 - https://www.camara.leg.br/noticias/453124-cancelamento-de-refinarias-no-nordeste-foi-decisao-economica-diz-gerente-da-petrobras/#:~:text=Cancelamento%20de%20refinarias%20no%20Nordeste%20foi%20decis%C3%A3o%20econ%C3%B4mica%2C%20diz%20gerente%20da%20Petrobras,-Integrantes%20de%20comiss%C3%A3o&text=A%20decis%C3%A3o%20da%20Petrobras%20de,foi%20motivada%20por%20fatores%20econ%C3%B4micos.

7 - https://www.cartacapital.com.br/politica/escandalo-de-itaipu-extrapola-o-paraguai-e-envolve-psl-e-os-bolsonaro/

8 - https://www.gazetadopovo.com.br/politica/republica/ex-diretor-da-vale-e-do-bc-sera-o-novo-presidente-da-petrobras-624ik69nrx6qy9rn5kcbegqmb/

9 - https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2020/04/refinarias-da-petrobras-operam-com-60-de-capacidade-diz-banco.shtml

10 - https://www.gazetadopovo.com.br/republica/guedes-privatizar-todas-estatais-bolsonaro-apoia/

12 - http://emanuelcancella.blogspot.com/2020/08/no-libano-o-presidente-da-petrobras.html

13 - https://revistaforum.com.br/politica/bolsonaro-vai-vender-metade-das-refinarias-da-petrobras-para-pagar-dividas/

14 - https://www.bbc.com/portuguese/brasil-40379053

15 - https://cee.fiocruz.br/?q=Privatizacoes-revertidas

16 - https://www.gazetadopovo.com.br/economia/stf-autoriza-venda-refinarias-petrobras/ 

camelo privataria privatizaçao.jpg

23
Fev20

Quem é mesmo o "selvagem"?

Talis Andrade

ribs índio.jpg

 

  • Autoria Astrid Prange 

Deutsche Welle

Caros brasileiros,

Já se passou muito tempo desde que eu fui à reserva dos ianomâmis em Roraima. Mas, nos últimos meses, acompanhando os debates sobre as queimadas e desmatamentos na Amazônia, me lembrei dessa aventura e também dos questionamentos que me fiz quando tive a chance de conhecer uma parte dessa terra indígena.

Tive que esperar alguns dias em Boa Vista, até sobrar um lugar num avião da Funai, para poder entrar na reserva. Os aviões naquele tempo, em agosto de 1993, andavam cheios: transportavam óleo diesel, remédios, botijão de gás e ianomâmis doentes.

Quando finalmente consegui entrar no avião da Funai e sobrevoar a floresta por várias horas, vi uma selva com manchas claras. Eram as pistas clandestinas de areia dos garimpeiros. O piloto olhou para mim e comentou, sorrindo: "Tenho muito trabalho, pois voo para os dois: a Funai e os garimpeiros".

Quando posamos na terra dos ianomâmis, tive uma surpresa: não vi nenhuma maloca, mas aviões da FAB. Desci numa base militar. Depois estranhei novamente, pois crianças ianomâmis chegaram perto de mim e pediram biscoitos.

Depois de uma semana na terra indígena, o clichê romântico do índio verdadeiro, que vive da caça e em harmonia com a floresta, se desfez. E também o clichê da luta romântica de antropólogos, médicos, missionários e ambientalistas. Pois testemunhar a tragédia de povos indígenas e conviver com eles na floresta não têm nada de romântico, é heroico.

O que eu vi foi ianomâmis doentes e pedindo esmolas, médicos desesperados, enterros constrangedores, malocas abandonadas e rios envenenados com mercúrio.

Tomei banho de rio e, pela primeira vez na minha vida, vi uma aranha-caranguejeira. Congelei. Confesso que, depois de oito dias na floresta, senti saudade da cidade grande e até da propaganda na televisão, que antes eu tanto detestava.

Cheguei à conclusão de que a selva da Amazônia não tem nada de romântica, pelo contrário. Lá se chocam povos indígenas discriminados e negligenciados com imigrantes também discriminados e empobrecidos de todos os estados brasileiros. Todos lutando pela "sobrevivência", como dizem os defensores do garimpo e da mineração.

Parece que é uma luta sem fim. Sempre com os mesmos argumentos. Desde a época da colonização. Claro, todo mundo somente quer "sobreviver" – mas por que a sobrevivência de um significa a sentença de morte do outro?

Nos anos 1990, o então governador de Roraima, Ottomar Pinto, advertiu que, se se demarcassem as terras indígenas dos ianomâmis e dos macuxis, o estado entraria "em colapso econômico".

O governador atual, Antônio Denarium, continua no mesmo discurso. "O Brasil tem que fazer um trabalho de exploração mineral em áreas indígenas e outras áreas. Roraima pode ser o salvador da nação, desde que se faça a exploração mineral naquele estado", afirmou numa entrevista ao site Roraima em Tempo. O Estado teria sido "penalizado" nos últimos 30 anos pelas políticas ambientais e indigenistas.

Penalizado? Quem penalizou quem? Será que são os índios que invadiram as suas terras? Terras onde viviam antes da chegada dos colonizadores e antes mesmo da existência do Brasil, com seus estados e territórios? Ou são os garimpeiros que tiram minérios de terras indígenas e não pagam o imposto que o estado de Roraima tanto precisa?

A "exploração mineral" em terras indígenas no estado de Roraima, que o governador atual e o presidente Jair Bolsonaro tanto defendem, já existe há muitos anos. Mesmo assim Roraima não conseguiu virar "o salvador da nação". Pelo contrário: o estado continua com "a maior dependência de recurso federal", como constata Denarium.

A "exploração mineral" em terras indígenas de Roraima já começou nos anos 1980, com a primeira grande invasão garimpeira na terra dos ianomâmis. Naquela época, as doenças trazidos pelos garimpeiros causaram a morte de cerca de 20% da população indígena.

Hoje, conforme o Instituto Socioambiental, entre 6 mil e 7 mil garimpeiros estão retirando ouro ilegalmente na reserva ianomâmi. A invasão aumentou mais ainda depois que o Exército desativou as bases de proteção nos rios Uraricoera e Mucajaí, em janeiro de 2019.

E a exploração tende a aumentar mais ainda. Com a nova medida provisória MP 901/2019, encaminhada ao Congresso e que visa diminuir as áreas de preservação obrigatória nos estados de Roraima e Amapá, o desmatamento provavelmente vai aumentar.

De fato, nada disso é romântico, mas trágico. O sonho dos irmãos Villas-Bôas de uma convivência pacífica entre índio e "branco" está cada vez mais difícil. A atual euforia pela "exploração mineral" parece repetir a colonização de 500 anos atrás: a corrida atrás do ouro causa destruição e faz desaparecer o tesouro cultural que a sociedade brasileira tem.

Fica a pergunta: quem é mesmo o "selvagem"?

 

10
Fev19

Bolsonaro manda Abin espionar bispos e cardeais e traça combate à Igreja Católica

Talis Andrade

Francis, Lib Theol.jpg

 

247 - Na visão do bolsonarismo, a Igreja é uma tradicional aliada do PT e está se organizando para liderar debates em conjunto com a esquerda. O alerta ao governo veio de informes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), chefiada pelo general Heleno, e dos comandos militares. Os relatos são de encontros recentes de cardeais brasileiros com o papa Francisco para discutir o Sínodo sobre Amazônia, que reunirá em Roma, no mês de outubro, bispos de todos os continentes.

bispo.jpg

 

Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo destaca que, "durante 23 dias, o Vaticano vai discutir a situação da Amazônia e tratar de temas considerados pelo governo brasileiro como uma 'agenda da esquerda. O debate irá abordar a situação de povos indígenas, mudanças climáticas provocadas por desmatamento e quilombolas. 'Estamos preocupados e queremos neutralizar isso aí', disse o ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, que comanda a contraofensiva."

esquerda.jpg

 

 

A matéria ainda informa que "com base em documentos que circularam no Planalto, militares do GSI avaliaram que os setores da Igreja aliados a movimentos sociais e partidos de esquerda, integrantes do chamado 'clero progressista', pretenderiam aproveitar o Sínodo para criticar o governo Bolsonaro e obter impacto internacional. 'Achamos que isso é interferência em assunto interno do Brasil', disse Heleno. Escritórios da Abin em Manaus, Belém, Marabá, no sudoeste paraense (epicentro de conflitos agrários), e Boa Vista (que monitoram a presença de estrangeiros nas terras indígenas ianomâmi e Raposa Serra do Sol) estão sendo mobilizados para acompanhar reuniões preparatórias para o Sínodo em paróquias e dioceses."

O governador do Maranhão, Flávio Dino, usou sua conta no Twitter, neste domingo (10), para criticar a postura do governo brasileiro, que, através da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), chefiada pelo general Heleno, e dos comandos militares, espiona os bispos membros da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). 

"Se de fato o governo federal estiver espionando e tratando a CNBB como 'inimiga interna', estamos diante de um dos maiores escândalos deste começo de ano. Inaceitável a volta da 'doutrina da segurança nacional' da ditadura", denunciou o governador.  

Flávio Dino@FlavioDino
 

Se de fato o governo federal estiver espionando e tratando a CNBB como “inimiga interna”, estamos diante de um dos maiores escândalos deste começo de ano. Inaceitável a volta da “doutrina da segurança nacional” da ditadura.

O coordenador do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, também usou sua conta no Twitter para condenar a espionagem do governo Bolsonaro.
 

"Governo Bolsonaro usa a ABIN para espionar reuniões de bispos da CNBB sobre a defesa da Amazônia, que seriam "agenda de esquerda" e "ingerência externa". A saudade da ditadura se transforma em reencontro com velhas práticas", disse.

Guilherme Boulos@GuilhermeBoulos
 

Governo Bolsonaro usa a ABIN para espionar reuniões de bispos da CNBB sobre a defesa da Amazônia, que seriam "agenda de esquerda" e "ingerência externa". A saudade da ditadura se transforma em reencontro com velhas práticas.

 

Ironizando a situação, Fernando Haddad disparou: "Vaticano comuna: Bolsonaro vê Igreja Católica como opositora, por discutir temas considerados de esquerda, como situação de povos indígenas e quilombolas, e mudanças climáticas"

Fernando Haddad@Haddad_Fernando
 

Vaticano comuna: Bolsonaro vê Igreja Católica como opositora, por discutir temas considerados de esquerda, como situação de povos indígenas e quilombolas, e mudanças climáticas. “Estamos preocupados e queremos neutralizar isso aí”, disse Gal. Heleno.https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,planalto-ve-igreja-catolica-como-potencial-opositora,70002714758?utm_source=estadao:twitter&utm_medium=link 

Planalto vê Igreja Católica como potencial opositora - Política - Estadão

Abin e comandos militares relataram articulação de cardeais para o Sínodo sobre Amazônia, reunião no Vaticano que governo trata como parte da ‘agenda da esquerda’

telefone_sem_fio bispo.jpg

franklimberg funai .jpg

 

 
 
 
06
Ago18

Atentado com drones contra Maduro

Talis Andrade

O cobiçado petróleo da Venezuela e as minas de ouro 

maduro.jpg

maduro .jpg

 

 

Da Agência Sputinik – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou a extrema-direita da Venezuela e o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, de tramar o atentado contra sua vida que aconteceu neste sábado (4).

 

Enquanto discursava em Caracas em evento da Guarda Nacional Bolivariana (GNB), uma explosão foi ouvida e a transmissão pela televisão do evento foi suspensa.

 

O vice-presidente do Comunicação, Cultura e Turismo do governo venezuelano, Jorge Rodríguez, disse que o atentado foi feito com drones carregando explosivos e que 7 cadetes ficaram feridos.
Maduro não se feriu.

 

"Esta foi uma tentativa de me matar. Hoje eles tentaram me assassinar", disse o presidente da Venezuela em discurso transmitido pela televisão. "Não tenho dúvidas de que o nome Juan Manuel Santos está por trás desse ataque."

 

Ele também disse que alguns dos responsáveis pelo atentado são residentes dos Estados Unidos.

 

"Vamos punir os responsáveis, que vivem no exterior, especialmente nos Estados Unidos. De acordo com as conclusões preliminares, muitos dos organizadores do assassinato estão vivendo nos Estados Unidos, no estado da Flórida. Espero que o governo de Donald Trump estará pronto para combater os grupos terroristas que cometem atentados contra países pacíficos, no nosso caso — a Venezuela".

 

Maduro também disse que alguns responsáveis pelo atentando já foram detidos, mas não forneceu mais detalhes. Ele disse que foi salvo por um "escudo de amor" e que "viverá por muito mais anos".

 

 

 

 

12
Mai18

A PRAIA DE AREIA DE OURO

Talis Andrade

el dorado.JPG

 

 

Na busca do homem dourado

de riquezas imaginadas

em lugares encantados

os capitães dos reis de Portugal e Espanha

saquearam altares e túmulos

Os capitães devastaram as matas

Os capitães dos reis

por onde passaram

deixaram a desolação

dos cemitérios

Os capitães de Portugal e Espanha

são fiéis seguidores

da divisa de Aguirre

- Se a finalidade dessa vida

consiste em chorar

prefiro o desdouro

de chorar

descansando a bunda

em uma praia

de arei fina

de ouro

 

 

===

Talis Andrade, O Enforcado da Rainha, p. 89

 

 

 

 

 

11
Mai18

França encontrou uma montanha de ouro no coração da Amazônia

Talis Andrade

Macron apoia mineração

diz Le Monde

 

fotos_modulos.jpg

 

 

Tem ouro na Venezuela, tem ouro nas Guianas, tem diamantes tem, só não tem no Brasil que deixou de ser um país abençoado por Deus. 

 

A Lava Jato foi criada para investigar o tráfico de diamantes e de drogas, mas como não encontraram nenhuma pedrita de diamantes nem de craque, prefiram ir na conversa do rei dos doleiros, Alberto Youssef, que traçou o mecanismo da operação, desde que ele fosse perdoado de todos os crimes praticados no passado, no presente e no futuro. No passado porque era freguês de delação premiada dada a mão cheia pelo Sergio Moro.

 

RFI - “Montanha de ouro” é o nome do núcleo de mineração, situado, segundo o jornal Le Monde desta segunda-feira (30), no coração da floresta amazônica da Guiana, na fronteira com o Brasil.

 

Segundo o correspondente de Le Monde em Cayenne, antes do presidente francês Emmanuel Macron deixar a Guiana, em 26 de outubro, o Ministro da Ecologia da França [“Transição Ecológica”], Nicolas Hulot, havia insistido “longamente com Macron sobre as ameaças para o Meio Ambiente de um projeto de mineração gigantesco no coração da floresta amazônica”, batizado como “Montanha de ouro”.

 

Administrado por um consórcio russo-canadense, o projeto polêmico ameaça diretamente duas “reservas biológicas excepcionais”, segundo o vespertino francês. Ainda segundo o jornal, os defensores da ecologia e as associações locais exigem o fim imediato da mineração.

 

“O ministro da Transição Ecológica não parece ter sido ouvido”, afirma Le Monde. O presidente francês Emmanuel Macron se disse favorável ao projeto de mineração durante entrevista à televisão francesa, no dia 27 de outubro, como relata o jornal: “É um projeto que, eu penso, em suas bases pode ser bom para a Guiana”, disse Macron.

 

O presidente francês, segundo Le Monde, enunciou “exigências e algumas restrições” ao projeto, como a necessidade de se adaptar às “regras de mina responsável”, a “excelência de critérios ecológicos”. “É necessário que a Guiana tenha uma justa contrapartida, é indispensável manter um controle estrito do projeto e favorecer o emprego local”, disse Macron, citado pelo jornal.

 

Presidente francês sempre apoiou o projeto de mineração

 

Le Monde lembra que, em passagem no local da mineração em 2015, quando ainda era ministro da Economia da França, Emmanuel Macron já havia manifestado seu apoio ao garimpo. Segundo o jornal, ele em plena campanha eleitoral, em dezembro de 2016, ele voltou à mineração, na Guiana, e “reiterou seu compromisso com o projeto “Montanha de ouro”, desde que “baseado no respeito ao Meio Ambiente e ao desenvolvimento sustentável”.

 

O periódico conta que o garimpo se encontra “a 125 km de Saint-Laurent-du-Maroni, no oeste da Guiana, em plena floresta, longe de zonas habitadas, entre duas reservas naturais de biodiversidade excepcional”.

 

Associações locais, nacionais e internacionais conseguiram mais de 193 mil assinaturas numa petição contra a “Montanha de ouro”. Elas denunciam, segundo Le Monde, “um monstro industrial de 190 km² de concessões, que prevê um buraco de 2,5 km de extensão, 500 metros de largura e 400 metros de profundidade, com uma usina de tratamento de minerais por meio de materiais tóxicos”.

 

 

 

 

 

 

 

22
Jan18

O maior projeto de ouro a céu aberto

Talis Andrade

São costumeiras as respostas como parte de uma propaganda entreguista:

- O Brasil não tem ouro.

- Não tem diamantes.

- Não tem nióbio.

- Não tem ilhas.

- A Vale dá prejuízo aos piratas que compraram a empresa nas quermesses de FHC 

 

foto3Vale favela.png

Favela na Floresta da Belo Sun no Pará (Foto: Iuri Barcelos/Agência Pública)
 
 

À espera de Belo Sun

Indígenas Juruna veem o peixe rarear em seu território enquanto o maior projeto de ouro a céu aberto do Brasil se aproxima; documento dos Juruna exige o direito à consulta prévia, previsto em tratado internacional em vigor no país desde 2003. Leia aqui

30
Nov17

Candidato ao Senado e secretário de Educação no Amapá preso por tráfico de ouro e escravidão

Talis Andrade

 

bolso.bmp

Bolsonaro e o promotor Moisés preso hoje. Poster de propaganda dos candidatos a presidente e senador 

 

Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal, deflagrou na manhã de hoje  a Operação MINAMATA com o objetivo de desarticular organização criminosa formada por empresários, políticos e agentes públicos responsáveis pela exploração depredatória de ouro e outros recursos naturais utilizando-se de mão de obra submetida a condições de trabalho análogas à de escravo. Dentre as empresas investigadas estão Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários que atuam como intermediárias nos mercados financeiro e de capitais em todo País.

 

Aproximadamente 180 policiais federais cumprem, nos estados do Amapá, Rio de Janeiro e São Paulo, 06 Mandados de Prisão Preventiva, 05 de Prisão Temporária, 08 Condução Coercitiva, 30 Mandados de Busca e Apreensão, além do bloqueio de mais de 113 milhões de Reais em bens móveis e imóveis.

 

Os empresários utilizaram uma cooperativa de garimpeiros que se instalou na área do Lourenço, o mais velho garimpo em atividade do País. A organização criminosa aproveitava-se das políticas públicas que fomentavam a inclusão social dessas comunidades de trabalhadores para atuar de forma clandestina na extração de ouro, encobrindo propósitos de exploração em larga escala sob o argumento da pesquisa mineral e lavra artesanal de pequena monta. Os danos ambientais são incalculáveis.

 

Os investigadores suspeitam que o grupo criminoso, com a finalidade de aumentar a exploração de ouro, tenha incentivado o uso em escala indiscriminada de substâncias tóxicas e metais pesados, como mercúrio e, até mesmo, cianeto, uma substância cujo contato pode ocasionar a morte de uma pessoa. Segundo os policiais pode ter havido, pelo menos, 24 mortes, em sua maioria por soterramento, decorrentes de condições precárias de trabalho.

 

A Operação, iniciada em 2016, prendeu hoje o promotor Moisés Rivaldo, atual secretário de Educação do Amapá, e candidato de Jair Bolsonaro ao Senado.

 

 

24
Set17

Temer entrega a Amazônia com arrastão na Venezuela

Talis Andrade

 

Após os Estados Unidos terem imposto duras sanções financeiras contra a Venezuela, o Canadá anunciou o “congelamento de ativos e à proibição de transações dirigidas a indivíduos específicos”, assim como à proibição para os canadenses de “prestar seus serviços financeiros ou serviços conexos”.

 

As medidas visam atingir Nicolás Maduro, o vice-presidente da Venezuela Tareck el Aissami, a presidente do Conselho Nacional Eleitoral Tibisay Lucena, o ministro da Educação Elías Jaua, e o procurador-geral Tarek Saab. 

 

As sanções não valem para os adversários políticos de Maduro. 

 

O Canadá é rico porque possui dois (2) por cento das jazidas de nióbio. Um nióbio sem qualidade. O Brasil possui noventa e oito (98) por cento das jazidas de nióbio do mundo e é pobre. Quem pode explicar?

 

niobio.jpg

 


O Canadá exporta mais nióbio que o Brasil, quem pode explicar?

 

Dois senadores brasileiros comandam o tráfico de nióbio: Aécio e Jucá.  


A Venezuela que possui as maiores jazidas de ouro do mundo na Amazônia, não quer entregar o ouro para os bandidos. O Brasil não tem nenhuma pepita de ouro na Amazônia, quem pode explicar tanta falta de sorte?

 

Reservas-de-Oro_Carta- internacional.png

 

Reservas-de-Oro_Carta-Financiera américa latina.p

 

 

 

A Venezuela que possui os principais poços de petróleo do mundo na Amazônia, não quer entregar o excremento do diabo para os piratas. O Brasil não consegue achar petróleo na Amazônia, quem pode explicar?

 

“O Canadá não se calará em um momento em que o governo da Venezuela priva seu povo de seus direitos democráticos fundamentais”, discursou Chrystia Freeland, ministra das Relações Exteriores do Canadá.

 

O Brasil não sofre sanções dos países que tentam conquistar as riquezas da Venezuela. Tudo porque o Brasil, um país democrático de golpe à Honduras e Paraguai, sofre pedidos de intervenção militar de generais de pijama sem bandeira nacionalista, sem tropas, sem povo, sem votos.  

 

In Wikipédia: Com a licença do presidente Chávez em dezembro de 2012 para tratamento médico, assumiu a presidência interina da Venezuela o vice-presidente Maduro. Assumiu o poder após Hugo Chávez morrer na tarde de 5 de março de 2013. Antes de viajar a Cuba para a última fase do tratamento contra o câncer, Chávez pediu a unidade da população "em favor da Revolução Bolivariana" e pediu apoio ao vice-presidente. 

 

Em 14 de abril de 2013, Maduro foi eleito com 50,66% dos votos contra 49,07% de seu opositor, Henrique Capriles Radonski – governador do estado de Miranda e também o candidato da oposição na eleição anterior contra Hugo Chávez, em outubro de 2012 – uma diferença de cerca de 220 mil votos numa eleição com cerca de 19 milhões de eleitores registrados. A participação eleitoral foi de 78,71%.

 

Radonski fez a mesma reclamação do derrotado Aécio Neves contra a eleição de Dilma Rousseff.

 

Dilma e Temer foram empossados para o segundo mandato no início da tarde de 1.º de janeiro de 2015. Em 2 de dezembro, Cunha aceitou a abertura do processo de impeachment de Dilma. Após o Senado instaurar processo de impeachment em 12 de maio de 2016, Temer foi empossado interinamente na presidência da República, convertendo-se no presidente mais idoso da história do país e o primeiro descendente de árabes.

 

O Presidente da Venezuela é eleito por um voto plural, através de sufrágio universal e direto, e tem funções quer de chefe de estado, quer de chefe do governo. A duração do mandato é de 6 anos e um presidente pode ser reeleito, depois de referenda a emenda constitucional, a 15 de Fevereiro de 2009.

 

A Venezuela faz referendos que o Brasil não faz. Faz plebiscitos que o Brasil não faz. A Venezuela acaba de eleger uma Assembléia Constituinte, coisa que o Brasil não faz. 


Que ordem constitucional deve ser restabelecida na Venezuela? A reclamada pelo Canadá, conforme os desejos dos Estados Unidos? 

 

O que falta à Venezuela um presidente do tipo de Temer, que extinguiu uma reserva ambiental em um território de quase quatro milhões de hectares entre o Pará e o Amapá, permitindo atividades privadas de mineração na região.

 

A entrega dos recursos naturais do Brasil a grupos econômicos nacionais e estrangeiros não tem limite para o governo Michel Temer. A entrega abrange uma região fronteiriça. De conflito entre a Guiana e a Venezuela.

 

Tríplice fronteira brasil venezuela guiana no mon

 Tríplice Fronteira Brasil - Venezuela - Guiana, no Monte Roraima 

 

Alerta o Brasil 247, citando a BBC: Entreguismo de Michel Temer supera, mais uma vez, as piores expectativas; depois de abrir o pré-sal para multinacionais do petróleo e decidir vender até o território nacional, convidou o exército dos Estados Unidos para uma atuação inédita na Amazônia: um exercício militar na tríplice fronteira amazônica.

 

eua selam acordo militar com brasil.jpg

 A rendição da Amazônia valeu uma medalha da Ordem do Mérito Militar ao major-general americano Clarence K. K. Chinn em março

 

 

 

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub