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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

07
Abr21

“Vida que segue. Faz outro filho”, disse vereador Dr. Jairinho ao pai de Henry criança assassinada

Talis Andrade
Dr. Jairinho, padrasto do menino Henry Borel Medeiros

Henry morreu em 8 de março no Rio de Janeiro e as circunstâncias da morte ainda são investigadas

 
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Suspeito de envolvimento na morte de Henry Borel Medeiros, o vereador e médico Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, teria dito ao pai do garoto, Leniel Borel, que “fizesse outro filho”. A informação consta em entrevista do pai do menino à revista Veja. Henry morreu em 8 de março no Rio de Janeiro e as circunstâncias da morte ainda são investigadas.
 

Segundo Leniel, Dr. Jairinho é uma pessoa fria e não aparenta remorso. “Ele é muito frio. Assim que foi decretado o óbito do meu filho, Dr. Jairinho chegou perto de mim e, na frente de uma pessoa da igreja que frequento e de uma amiga minha, disse: ‘Vamos virar essa página, vida que segue. Faz outro filho”.

O engenheiro disse “não ter dúvidas” de que o vereador é o culpado pela morte do filho. “Não tenho dúvidas de que Dr. Jairinho é culpado. Naquela noite no hospital, ele ficava junto aos médicos que tentaram salvar o Henry o tempo todo. A princípio, eu achava que era porque também era médico, mas agora percebo que era para acobertar o que realmente aconteceu”, disse.

Força-tarefa para desvendar morte do meninoHenry Borel Medeiros

Polícia Civil do Rio de Janeiro criou uma força-tarefa, com diferentes áreas e especialidades de investigadores, para tentar esclarecer a misteriosa morte de Henry Borel Medeiros, de 4 anos. O menino chegou morto em um hospital da Barra da Tijuca, zona oeste da cidade, no dia 8 de março.

O delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), já ouviu 17 testemunhas no inquérito e aposta nas provas periciais para a conclusão da investigação. Além dos laudos de exames de necropsia no corpo da criança, o material recolhido no apartamento onde Henry dormia, em 8 de março, passa por análises minuciosas. As coletas foram realizadas em duas ocasiões – uma no dia 29 de março e outra no dia 1º de abril.

A polícia aguarda também a análise das mensagens que foram deletadas, na madrugada do último dia 8, dos telefones celulares de Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida, mãe da criança, e do vereador e médico Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade), padrasto.Coronel Jairo – Wikipédia, a enciclopédia livre

Dr. Jairinho é acusado de ser um sujeito sádico e com estreitas ligações com as milícias do Rio de Janeiro, por ser filho do célebre coronel miliciano Jairo de Souza Santos, investigado pela Operação Furna da Onça.

Caso Henry: Dr. Jairinho é suspeito de maltratar outros filhos de ex

O programa Fantástico, da Tv Globo, neste domingo (4/4), exibiu uma reportagem com relatos de uma amiga da família de um menino de oito anos. A mulher, que preferiu não se identificar, conta que a criança teve uma brusca mudança de comportamento quando a mãe começou a se relacionar com Jairinho. 

"Eu conheci a criança desde a barriga da mãe. Eu convivia com a criança. Eu sabia da alegria da criança e depois da tristeza que a criança ficou. A mudança de comportamento da criança foi muito brusca. Ele passou a ter muito medo. Dormia e do nada acordava gritando", relata a amiga da família.

A reação negativa perante a presença do vereador é uma ação em comum entre as crianças ouvidas. No domingo, 7 de março, Henry chegou a vomitar e chorar enquanto voltava para o apartamento onde morava com a mãe, Monique Medeiros, e com o padrasto. Em uma conversa entre a mãe e o pai da criança, o engenheiro Leniel Borel, Monique chegou a desabafar sobre a resistência do filho em voltar para a casa em que vivia com o padrasto. 

"Só não aguento o choro para não vir. Me desestabiliza totalmente. Fico muito, muito triste. Quando puder trazer me avisa. Vai ser uma choradeira sem fim mesmo", lamentou Monique em mensagem enviada ao ex-marido.

A mãe doutra criança, hoje adolescente de 13 anos, e ex-namorada do médico diz que a filha apresentava a mesma repulsa por Jairinho. Em entrevista à Rede Globo, a mulher, que não foi identificava, contou: "Eu falava que ele tava vindo, 'o tio tá vindo pra gente sair', aí ela passava mal, ela vomitava. Me agarrava. Ou então pedia à minha mãe: 'posso ficar com você, vó? Eu não quero ir, quero ficar aqui'. Na época, a mãe diz que não percebia o que estava acontecendo. A criança tinha apenas quatro anos. 

A ex-namorada justifica que não havia denunciado os maus-tratos anteriormente por medo da influência do vereador

Ex-vizinhos relatam brigas e agressões entre Dr. Jairinho e sua ex-mulher: ‘Era semanal’

Brigas, gritos, pedidos de socorro e muito barulho. Esses são os relatos de antigos vizinhos de Dr. Jairinho e de sua ex-esposa, Ana Carolina Ferreira Netto, em um condomínio da Barra da Tijuca.

Os episódios foram revelados depois que o vereador começou a ser investigado no inquérito que trata da morte do menino Henry Borel, de 4 anos, enteado do político.

Amigos e vizinhos do casal revelaram brigas frequentes no apartamento onde Jairinho morava com a mãe de seus dois filhos.

Todo mundo sabia que ele batia nela”, diz um vizinho.

Outro vizinho confirma os episódios de violência.

Era agressão semanal. Espancamento, inclusive, com pedido de socorro dela”, diz a testemunha.

Uma terceira testemunha, próxima do casal, diz que Jairinho agrediu Ana Carolina também numa viagem a Portugal.

Filha fugiu de casa

Quatro vizinhos relatam ainda que depois de uma briga no apartamento de Jairinho e Ana Carolina, a filha do casal, que na época tinha 11 anos, chegou a fugir de casa. A menina, que levou uma mochila, só foi encontrada horas depois.

“Acho que tinham tido uma briga no dia anterior. Aí ela pegou a mochila e saiu pela porta do condomínio pela manhã. A partir daí colocaram a menina numa terapia porque ela não tem uma boa relação com o pai. Acharam ela meia-noite, perto da madrugada, próximo ao Barra Shopping”, diz uma testemunha.

Quem conviveu com a ex-mulher afirma que Ana Carolina está com medo, e diz que, para proteger os filhos, não vai falar o que sabe à polícia, e que ainda hoje recebe uma mesada de Jairinho.

Dr. Jairinho e a atual mulher, Monique Medeiros, a mãe de Henry Borel, são investigados pela morte do menino no dia 8 de março.

A polícia investiga o histórico de violência do vereador. Na segunda-feira (5), uma ex-namorada do vereador voltou à Delegacia da Criança e do Adolescente para falar sobre as agressões que a filha dela sofreu, quando os dois namoravam, oito anos atrás.

Defesa de Jairinho e mãe de Henry cria perfis e redes sociais sobre o casoMonique Medeiros e Dr. Jairinho, mãe e padrasto de Henry, publicaram fotos do menino no site que criaram para divulgar a versão deles sobre a morte da criança - Reprodução

A defesa da professora Monique Medeiros e do médico e vereador Dr. Jairinho (Solidariedade) criou perfis no Instagram e YouTube e um site com o objetivo de "externalizar a verdade" e divulgar as versões do casal a respeito da morte do menino Henry Borel ocorrida no dia 8 de março. A página do Instagram, que tem o nome da criança, começou a receber as primeiras publicações na semana passada com fotos de Monique e o filho em momentos particulares, como idas à praia ou até mesmo em casa. Em uma das postagens, creditada à mãe da criança se lê: "Você é o melhor filho que uma mãe poderia ter. Teve a melhor família que poderia ter. Você só conheceu o amor".

Por covardia (medo das milícias) ou corporativismo, vereadores do Rio de Janeiro estão calados. É a mesma Câmara que esqueceu a morte de Marielle Franco. Que nunca pergunta: Quem mandou matar Marielle? Com a palavra o partido Solidariedade

22
Jun20

Adriano ou Bolsonaro: quem é o verdadeiro chefe do Escritório do Crime?

Talis Andrade

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por Jeferson Miola

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A denúncia do vínculo dos Bolsonaro com as milícias atravessa os tempos. Mas foi a partir dos assassinatos de Marielle e Anderson que ficou bem caracterizada a conexão deles com o Escritório do Crime, a milícia de assassinos de aluguel que controla o território de Rio das Pedras, zona oeste da cidade do Rio.

Por uma das incríveis coincidências que rondam os Bolsonaro, o ex-PM Ronnie Lessa, integrante do Escritório do Crime preso com a acusação de ser o autor dos disparos em Marielle e Anderson, residia no condomínio Vivendas da Barra, onde Carlos e Jair Bolsonaro também residem.

Até agora, imaginava-se que o clã Bolsonaro e o Escritório do Crime fossem organizações distintas e independentes, que “apenas” mantinham parcerias, negócios e acordos operacionais entre si.

Imaginava-se, também, que o chefe do Escritório do Crime seria Adriano da Nóbrega, o miliciano executado em operação policial no interior da Bahia quando se escondia, por coincidência, na casa de um vereador do PSL, partido pelo qual Bolsonaro concorreu na eleição de 2018.

As provas reunidas no inquérito criminal do MP/RJ levam a crer, entretanto, que o Escritório do Crime pode pertencer ao clã Bolsonaro. Não surpreenderia a revelação de que o verdadeiro chefe do Escritório do Crime, o capo di tutti capi, pode ser Jair Bolsonaro, e não o miliciano Adriano da Nóbrega.

Ao destrinchar o esquema, o MP/RJ descobriu a engrenagem hierarquizada e ramificada da organização, o modus operandi, seus principais operadores. A sede era o gabinete do Flávio Bolsonaro na ALERJ, onde o então deputado federal Bolsonaro despachava assiduamente às sextas-feiras.

Queiroz, lotado no gabinete do Flávio até ser desligado em 15/10/2018 com o conveniente vazamento da operação Furna da Onça da Lava Jato, se desempenha como capataz do Bolsonaro; é o homem de confiança que exerce funções de tesoureiro, conselheiro político, “gerente de recursos humanos” e coordenador de ações especiais como planejar a fuga e o esconderijo do miliciano Adriano.

Foi nesta condição de autoridade no esquema que, mesmo fugindo da justiça, ele foi chamado para interceder “junto a milicianos que atuam nas favelas do Rio das Pedras, Tijuquinha e Itanhangá”. Note-se que quem foi requerido para resolver desavenças entre integrantes do bando foi Queiroz, o capataz e “gerente de RH”, e não Adriano da Nóbrega, como corresponderia se ele fosse, efetivamente, o verdadeiro chefe da milícia.

Queiroz era o responsável pelo recolhimento do salário dos funcionários-fantasmas lotados nos gabinetes do Flávio na ALERJ e do Jair na Câmara dos Deputados, como das próprias filhas e da mãe e da esposa do miliciano Adriano da Nóbrega [o inquérito ainda não traz dados sobre eventual ocorrência desta prática também nos gabinetes do Carlos e do Eduardo].

Era o tesoureiro Queiroz quem geria as finanças e creditava valores nas contas dos Bolsonaro, como os R$ 24 mil para a 1ª dama Michelle. Ele também realizava os pagamentos das despesas familiares – sempre em dinheiro vivo – como, por exemplo, mensalidades escolares das filhas do Flávio e planos de saúde da família do Flávio.

Além de fazer caixa com salários de funcionários-fantasmas, o tesoureiro Queiroz também recolhia os recursos provenientes de negócios imobiliários ilegais, restaurantes de fachada etc.

O MP/RJ descobriu depósitos de R$ 400 mil feitos por Adriano nas contas bancárias do Queiroz que devem ter origem nestas fontes adicionais de renda da organização. Ora, se Adriano fosse o chefe do Escritório do Crime, porque repassaria tamanha quantia a Queiroz?

O inquérito criminal documenta diálogo do Adriano com a esposa que deixa implícito que o miliciano podia ser, na realidade, um assalariado informal da milícia pela função de coordenador do braço armado do bando.

Depois da prisão do Queiroz, o advogado e amigo do clã que “conhece tudo que tramita na família Bolsonaro”, Frederick Wassef – em cuja casa Queiroz ficou escondido por quase 1 ano – indicou o advogado Paulo Emílio Catta Preta para defender Queiroz. Por outra incrível coincidência que ronda os Bolsonaro, Catta Preta foi também advogado de defesa do miliciano Adriano da Nóbrega.

Queiroz é a chave de acesso à totalidade do sistema criminoso que pode ruir e arrastar o presidente Bolsonaro para a ruína política e penal. Diante do inquérito bem fundamentado com um acervo de provas contundentes, dificilmente Bolsonaro deixará de ser acusado, condenado e, finalmente, preso, se as instituições de fato “funcionarem normalmente”.

As revelações do inquérito criminal justificam os motivos para tamanha ousadia e atrevimento do clã Bolsonaro em manter Queiroz escondido e fora do alcance da polícia e da justiça por tanto tempo.

Os segredos enterrados no porão da milícia criminosa deverão vir à tona. O mais notório dos crimes imputados ao Escritório do Crime, o assassinato de Marielle e Anderson em 14 de março de 2018, poderá ser finalmente esclarecido.

O jornalista Humberto Trezzi escreveu que quando foi interventor federal na segurança pública no Rio, “Braga Netto ganhou dos amigos a reputação de ter o CPF, nome e endereço de cada miliciano no Rio”. É difícil acreditar que os militares desconheciam na época os antecedentes do clã Bolsonaro. E é impossível que continuem desconhecendo isso ainda hoje.

O Congresso precisa instalar urgentemente o processo de impeachment do Bolsonaro na Câmara e de cassação do Flávio Bolsonaro no Senado. Isto é o mínimo que se espera do Congresso, se quiser recuperar um mínimo de dignidade, decência e respeito.

 

18
Jun20

Ficou óbvio que Bolsonaro escondia e protegia Queiroz

Talis Andrade

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por Jeferson Miola

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Há décadas, desde os anos 1980, Queiroz é um dileto amigo e parceiro de churrascadas e pescarias do Jair Bolsonaro. Ele priva da intimidade e da confiança do clã.

Até antes de ser descoberto e acobertado na Operação Furna da Onça, em outubro de 2018, Queiroz atuava como uma espécie de gerente dos negócios criminosos da FaMilícia na política.

Queiroz é, também, o elo de ligação do clã com o Escritório do Crime, a milícia de assassinos de aluguel da zona norte da cidade do Rio dedicada à grilagem e exploração imobiliária ilegal comandada pelo miliciano Adriano da Nóbrega – cuja esposa e mãe estavam lotadas no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro na ALERJ.

A proteção leonina do Bolsonaro aos seus filhos diante do cerco policial e judicial transcende aquilo que poderia ser considerada uma mostra de fervoroso amor paterno.

É até possível que Bolsonaro se mova por algum instinto de proteção dos filhos; mas tal proteção é, antes de qualquer coisa, um ato de auto-defesa e de auto-proteção, porque Bolsonaro é o chefe supremo do clã. Se seus filhos forem atingidos, as investigações fatalmente chegam nele, Jair.

Bolsonaro é o ideólogo da organização familiar na política e no crime. Ele planejou a carreira política de cada integrante do clã. Chegou a escalar Carlos, o Zero2, para desalojar a ex-esposa Rogéria na vereança da cidade do Rio.

E foi ele, Jair, quem designou o comparsa Queiroz para o gabinete de Flávio, o Zero1, na ALERJ, onde o agora ex-fugitivo atuou por quase 20 anos, de 2002 a 2018, e desde onde gerenciava a “tesouraria” dos gabinetes parlamentares do clã e fazia a interface com o submundo miliciano.

Bolsonaro nunca abandonou Fabrício Queiroz, em nenhum momento. Na doença, Queiroz foi aconchegado com tratamento no caríssimo hospital Albert Einstein, cujas despesas milionárias foram pagas em dinheiro vivo – não se sabe quem pagou a conta hospitalar, embora se possa supor quem tenha sido o mecenas [ou Messias].

A descoberta do esconderijo de Queiroz em imóvel de propriedade do advogado do clã Frederick Wassef deixa óbvio que era Bolsonaro quem escondia e protegia Queiroz.

Em 28 de abril passado Frederick Wassef afirmou em entrevista: “Eu estou no dia a dia aqui com o presidente e com a família Bolsonaro. Eu conheço tudo que tramita na família Bolsonaro”.

A situação do advogado, que obstruiu a justiça e foi cúmplice dos Bolsonaro no acobertamento da fuga do Queiroz é um capítulo à parte; ele terá de se ver com a polícia e a justiça, está encalacrado junto com o clã.

O essencial a se considerar, portanto, é o fato de Queiroz estar escondido há mais de 1 ano em imóvel deste advogado que está “no dia a dia com a família” e que conhece “tudo que tramita na família Bolsonaro”.

Os telefones celulares apreendidos com Queiroz poderão trazer revelações ainda mais comprometedoras para a organização criminosa investigada pelo MP/RJ. A continuidade de Bolsonaro na presidência do Brasil ficou ainda mais insustentável. Se as instituições estivessem de fato “funcionando normalmente”, seria o fim de linha da bandidagem oficial.

 

24
Mai20

Vazamento e abafa da Operação Furna da Onça que beneficiou Flávio Bolsonaro

Talis Andrade

 

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O Ministério Público Federal e a Polícia Federal vazaram e abafaram a Operação Furna da Onça. Estão esquentando o noticiário para proteger Sergio Moro, que saiu atirando do governo Bolsonaro.

A TV Globo se faz de cega. Historia a Wikipedia:

Em dezembro de 2018, veio à tona um relatório de 422 páginas do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que havia sido anexado pelo MPF à investigação que originou a Operação Furna da Onça e que ganhou grande repercussão nacional por envolver um ex-assessor parlamentar de Flavio Bolsonaro, filho Zero 1 do presidente Bolsonarol. É preciso lembrar que, a partir de 1 de janeiro de 2019, Sergio Moro passou a comandar a PF e a Coaf. 

O documento reúne informações a respeito de operações bancárias de 75 funcionários e ex-servidores da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) citadas em comunicados sobre transações financeiras suspeitas. As operações suspeitas, que envolvem pessoas que trabalham ou trabalharam em 20 gabinetes de deputados estaduais do Rio de Janeiro de diferentes matizes ideológicas, totalizam mais de R$ 207 milhões. Também são citados no relatório outros 470 funcionários e ex-servidores da Alerj na condição de remetentes ou destinatários de recursos.

Eis os deputados estaduais, cujos funcionários realizaram transações suspeitas entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, de acordo com o relatório do Coaf, e os valores movimentados por gabinete:[

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Um dia após a deflagração da Operação Furna da Onça, o desembargador relator da operação no TRF-2, Abel Gomes, afirmou que havia indícios de que parte dos investigados tinha conhecimento prévio da ação deflagrada no dia anterior. O suposto vazamento foi denunciado pela Polícia Federal, cujo teor encontra-se sob sigilo, e oficializado em decisão em que Gomes negou a revogação das prisões temporárias solicitada pela defesa de alguns dos alvos da operação. Antes da decisão, um post no blog do Lauro Jardim relata que havia parlamentar que, um dia antes da deflagração da Operação Furna da Onça, tinha conhecimento de uma operação da Polícia Federal que ocorreria no dia seguinte.

Diversos indícios indicam que deputados alvos da operação tinham de fato conhecimento prévio da operação. No dia da deflagração da Operação Furna da Onça, policiais federais encontraram na casa do deputado estadual Coronel Jairo somente um computador com todos os arquivos e históricos de navegação apagados. Também em relação a Jairo, investigadores descobriram que o parlamentar e a filha haviam saído de todos os grupos de WhatsApp que participavam no dia anterior ao da operação. Já Affonso Monnerat, outro alvo da operação, recebeu a equipe policial, que cumpria mandado de prisão temporária, vestido socialmente e com diploma de formação acadêmica devidamente separado. Nas casas de Affonso Monnerat e de Marcus Vinícius Neskau e no gabinete do segundo, não foram encontrados computadores.

 

Na época, que a grande imprensa e a lava jato apoiavam, inclusive realizaram campanhas partidárias e eleitorais, que forças ocultas retiraram da lista de presos os nomes de Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz? 

 

 

 

23
Mai20

Sérgio Moro cobertor e cabo eleitoral dos Bolsonaro

Talis Andrade

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O trio de procuradores caçadores de esquerdistas - Dallagnol, Pozzobon e Ribeiro Costa - sabia do vazamento da Operação Furna da Onça, e pelo conhecimento da vivência e caráter de Bolsonaro pai e Sérgio Moro podia prever o rompimento da República de Curitiba com o Condomínio Vivendas. 

Sobre a investigação das rachadinhas gerenciadas por Fabrício Queiroz, escreveu Roberson Pozzobon: - A questão é quanto ele (Moro) estará disposto a ficar no cargo com isso ou se mais disso vir.

"Se mais disso vir..." Veio sim, a partir do dia que Moro juiz começou a receber os pombos-correio de Bolsonaro candidato, antes das eleições do segundo turno e, principalmente a partir do primeiro encontro no dia 1 de novembro, no Rio, na casa do presidente eleito.  

"Se mais disso vir..." Veio de tuia desde que Moro tomou posse no Ministério da Justiça projetado pelo presidente, que acumula as funções do Ministério da Segurança Pública criado por Michel Temer. O ministério também incorporou responsabilidades do Ministério do Trabalho, que foi extinto no governo Bolsonaro, como as competências para a concessão de cartas sindicais e fiscalização de condições de trabalho. 

Bolsonaro tinha interesse em nomear Moro ministro. Que Bolsonaro não é de agradecer. Não deu outra, Dallagnol bateu em retirada. 

Moro ficou no cargo todo o ano de 2019, sempre elogiando o chefe. Em 16 de fevereiro último, Rosângela Moro afirma que enxerga "uma coisa só" em relação ao marido e ao presidente Jair Bolsonaro. No dia 24 de abril último, Moro saiu do governo atirando, dois dias depois da reunião ministerial que o ministro Celso de Mello fez divulgar nos mcm. 

Transcrevo Jeferson Miola: "É preciso investigar por que a PF e o MPF, que receberam o relatório do COAF ainda em janeiro de 2018, evitaram deflagar a operação tanto antes do 1º turno da eleição, como entre o 1º e o 2º turno; e por que, depois de retardarem a ação para não 'atrapalhar o resultado da eleição', excluíram Queiroz e Flávio Bolsonaro dos mandatos de prisão expedidos em 8 de novembro de 2018?

Deve ser esclarecido, além disso, por que Deltan Dallagnol defendeu que 'É o papel do MP no RJ investigar' Queiroz e Flávio Bolsonaro, se todos demais citados no mesmo relatório do COAF foram investigados e presos pelo MPF e pela PF no marco da sucursal da Lava Jato no Rio de Janeiro?

Deltan sabia que Flávio havia cometido crime, conforme deixou escapar no diálogo via Telegram que manteve com comparsas da Lava Jato em 8 de dezembro de 2018 publicado pelo site Intercept: 'É óbvio o q aconteceu… E agora, José?”, exclamou ele, que depois mandou a investigação para o MP do Rio".Documento

 

 

 

20
Mai20

PREVARICAÇÃO. Dallagnol se esquivou de investigar Flavio Bolsonaro na Furna da Onça

Talis Andrade

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II - Além da PF, procuradores da Lava Jato também devem ser investigados pela blindagem de Flávio Bolsonaro

 

por Jeferson Miola

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Paulo Marinho denunciou, a partir do relato do Flávio Bolsonaro a ele, que:

  1. uma semana depois do 1º turno da eleição de 2018, Flávio foi avisado por um delegado da PF sobre a deflagração da Furna da Onça, que atingiria Queiroz e a filha Nathalia, lotada no gabinete do Bolsonaro na Câmara dos Deputados;
  2. o delegado, que se declarou “eleitor, adepto, simpatizante da campanha” de Bolsonaro, teria dito que “nós vamos segurar essa operação para não detoná-la agora, durante o segundo turno, porque isso pode atrapalhar o resultado da eleição”;
  3. Flávio comunicou o episódio ao pai [Bolsonaro], que então mandou desligar Queiroz e a filha Nathália dos gabinetes do clã em 15 de outubro de 2018.

Em 8 de novembro de 2018, 11 dias depois do 2º turno da eleição, a ação da Furna da Onça foi finalmente deflagada com a participação de 200 policiais federais, 35 membros do Ministério Público Federal e 10 auditores da Receita Federal.

Nela, foram presos 10 deputados estaduais e 16 assessores parlamentares e agentes políticos. O incrível é que, apesar de apontados no relatório do COAF, nem Flávio Bolsonaro nem Fabrício Queiroz foram alvos de mandados de prisão.

Somente em 6 de dezembro de 2018, depois de longo tempo abafada, a informação sobre o relatório do COAF que incrimina Fabrício Queiroz vazou para a imprensa.

Com a repercussão do escândalo no noticiário, o chefe da Lava Jato Deltan Dallagnol se esquivou do caso [e prevaricou]: “Relatório do COAF apontou que 9 ex-assessores de Flávio Bolsonaro repassaram dinheiro para o seu motorista. Toda movimentação suspeita envolvendo políticos e pessoas a eles vinculadas precisa ser apurada com agilidade. É o papel do MP no RJ investigar” [tweet de 12 de dezembro de 2018].

 

Uma investigação séria e isenta deve investigar toda a operação lavajatista Furna da Onça. A investigação deve abarcar, além de policiais federais, procuradores da Lava Jato que eventualmente agiram para proteger os interesses do clã miliciano. (Continua)

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19
Mai20

Além da PF, procuradores da Lava Jato também devem ser investigados pela blindagem de Flávio Bolsonaro

Talis Andrade

 

 

por Jeferson Miola

O Ministério Público Federal [MPF] instaurou investigação criminal para apurar a denúncia de Paulo Marinho acerca do delegado da PF que alertou Flávio Bolsonaro sobre a Operação Furna da Onça.

A investigação será fundamental para apurar os fatos, mas deixará lacunas importantes se não investigar o eventual envolvimento ilícito também de procuradores da Lava Jato que atuaram na Furna da Onça com agentes da PF [aqui].

A Furna da Onça é um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro. Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras [Coaf] entregue à PF e ao MPF em janeiro de 2018 

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sobre a movimentação financeira atípica de deputados estaduais e assessores parlamentares, deu origem à Operação.

Fabrício Queiroz, lotado no gabinete do Flávio Bolsonaro na ALERJ, constava neste relatório do COAF devido à movimentação sem origem comprovada de R$ 1,2 milhão [posteriormente chegou-se à estimativa de mais de R$ 6 milhões], inclusive com depósitos na conta de Michelle Bolsonaro. (Continua)

 

18
Mai20

Bolsonaro só chegou ao poder por conta de uma sucessão de trapaças

Talis Andrade

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por Leonardo Attuch

A reportagem deste domingo da jornalista Mônica Bergamo, em que o empresário Paulo Marinho, coordenador de campanha de Jair Bolsonaro, diz que a Polícia Federal vazou para Flávio Bolsonaro que investigava Fabrício Queiroz e o esquema das rachadinhas, revela mais uma faceta do jogo sujo usado na disputa presidencial de 2018, mas não surpreende. Foi apenas mais uma entre a coleção de trapaças que permitiu a chegada de Jair Bolsonaro ao poder. E todas essas manipulações, de um modo ou de outro, contaram com a participação das instituições que, segundo nos relatam os golpistas, "estão funcionando" a contento no Brasil.

A mais grave delas, como todos sabem, foi a inabilitação eleitoral do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, obtida graças a um processo forçado de lawfare, que contou com a participação da justiça federal de Curitiba, do Tribunal Regional Federal de Porto Alegre, do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal Superior Eleitoral e do próprio Supremo Tribunal Federal. O golpe, como profetizou Romero Jucá, foi "com Supremo, com tudo".

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No entanto, prender Lula e silenciá-lo durante a campanha eleitoral não seria suficiente para garantir a vitória da direita tradicional ou da extrema-direita. Foi também necessário vazar, antes do segundo turno da disputa presidencial, a delação premiada do ex-ministro Antônio Palocci para prejudicar Fernando Haddad e reforçar a intoxicação da opinião pública com o discurso fake do combate à corrupção. Discurso que cairia por terra se os eleitores soubessem, também antes do segundo turno, que Jair Bolsonaro e sua família estavam envolvidos no esquema das rachadinhas da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Por isso mesmo, foi necessário adiar a Operação Furna da Onça e avisar Flávio Bolsonaro de que Fabrício Queiroz, tesoureiro do clã, vinha sendo investigado. Não por acaso, Queiroz e sua filha Nathalia foram providencialmente demitidos antes do segundo turno.

É evidente que esta trapaça não foi obra apenas de um delegado. Ele teria a capacidade de vazar a investigação, mas não de segurar a operação. Quais foram os outros responsáveis? Por que as ações só foram deflagradas depois que Johnny Bravo já estava eleito? Tudo isso poderia ser esclarecido por uma CPI já proposta pelo deputado Alessandro Molon, mas é óbvio que a eleição de 2018 deveria ser anulada pela sucessão de fraudes já conhecidas. E isso sem falar no esquema de fake news, na "facada de Juiz de Fora", na mamadeira de piroca e em tantas outras trapaças. A ascensão da extrema-direita no Brasil foi o maior assalto à democracia na história da humanidade.

18
Mai20

Além da PF, Lava Jato de Moro e Deltan também acobertou Flávio Bolsonaro

Talis Andrade

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por Jeferson Miola

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A denúncia do empresário Paulo Marinho sobre a proteção da Polícia Federal a Flávio Bolsonaro confirma as suspeitas de manipulação não só da PF, mas da Lava Jato na Operação Furna da Onça, executada em 8 de novembro de 2018.

Furna da Onça, “um desdobramento da Lava Jato no estado do Rio de Janeiro, contou com a participação de 200 policiais federais, 35 membros do Ministério Público Federal e 10 auditores da Receita Federal”.

Na ação, foram presos 10 deputados estaduais colegas de Flávio Bolsonaro, todos eles adeptos da mesmíssima prática da “rachadinha”, corrupção e lavagem de dinheiro de Flávio Bolsonaro.

E, além dos 10 deputados, também foram presos 16 assessores parlamentares, todos eles colegas do fugitivo Fabrício Queiroz, e todos eles igualmente “laranjas” e operadores dos esquemas corruptos dos gabinetes parlamentares.

A investigação que causou as prisões se baseou em relatórios do COAF de movimentações financeiras atípicas de parlamentares e assessores.

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No caso de Fabrício Queiroz, parceiro de churrascadas e pescarias do Jair e assessor do Flávio Bolsonaro, o COAF identificou a movimentação atípica de pelo menos R$ 1,2 milhão, mas que na realidade pode ultrapassar os R$ 6 milhões. O COAF inclusive encontrou depósitos de Queiroz na conta da hoje primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Como se percebe, a sucursal da Lava Jato no RJ poupou tanto Flávio Bolsonaro como Queiroz do destino dos demais 26 criminosos enjaulados.

Quando finalmente o escândalo do envolvimento de Flávio Bolsonaro veio à tona e a identidade de um personagem de nome Queiroz foi descoberta, Deltan Dallagnol mostrou estranha inapetência com o caso.

E, então, num ato supremo de prevaricação/crime, ele abandonou a investigação.

 

Via twitter, o prevaricador Deltan afirmou em 12 de dezembro de 2018: “Relatório do COAF apontou que 9 ex-assessores de Flávio Bolsonaro repassaram dinheiro para o seu motorista. Toda movimentação suspeita envolvendo políticos e pessoas a eles vinculadas precisa ser apurada com agilidade. É o papel do MP no RJ investigar” [aqui].

A decisão do Deltan, além de ilícita, é insustentável. Como ele pode defender que “É o papel do MP no RJ investigar” um caso que “contou com a participação de 200 policiais federais, 35 membros do Ministério Público Federal e 10 auditores da Receita Federal”, mas que não envolveu nenhum policial militar ou civil do Rio, nenhum membro do MP do Rio e nenhum auditor fiscal do Rio?

Aliás, é curioso que em março de 2020, um ano e meio depois de Deltan se desincumbir duma investigação que caberia à Lava Jato presidir, o juiz lavajatista Marcelo Bretas tenha mandado bloquear R$ 420,4 milhões em bens dos 26 réus da Furna da Onça a pedido, justamente, de colegas de Lava Jato do Deltan. Ou seja, os colegas do procurador chefe da Operação Lava Jato fizeram aquilo que Deltan, o prevaricador, se recusou a fazer. [aqui].

A denúncia de Paulo Marinho é mais uma extraordinária evidência de que Sérgio Moro e Deltan Dallagnol usaram seus cargos públicos para atuarem na política para auxiliarem a eleição do fascista Bolsonaro.

Isso inclusive corrobora a reclamação da defesa do ex-presidente Lula no STF sobre a suspeição do Moro e consequente anulação de todas as farsas jurídicas por ele fabricadas em nome de interesses político-ideológicos.

Esta denúncia também comprova que facções criminosas, constituídas por funcionários públicos – juízes, procuradores, policiais –, em associação ilícita com agentes políticos, capturaram e aparelharam o Estado brasileiro para viabilizar o ascenso do extremismo fascista ao poder.

Só a anulação da eleição de 2018 e a convocação de eleições limpas, livres e democráticas será capaz de devolver alguma esperança para o país evitar a hecatombe.

 

10
Dez18

Bolsonaro e a furna da onça

Talis Andrade

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Coaf x Flávio Bolsonaro. Por Gilmar Machado: "Ex-assessor e motorista de Flavio Bolsonaro movimentou R$ 1,2 milhão e fez transações em $$ vivo, relata o Coaf. Uma das transações citadas no relatório é um cheque de R$ 24 mil destinado à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro."

 

Que ministro vai abafar essa estória? Sergio Moro? Paulo Guedes? É uma missão de cargo de confiança lá no andar de cima, da máxima confiança, cousa de ministro super.  A honra de engolir sapos da família real. O primeiro - dizem - ninguém esquece.  

 

Um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) apontou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em conta de um ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). O documento foi anexado pelo MPF (Ministério Público Federal) à investigação que deu origem à Operação Furna da Onça, que levou à prisão dez deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Fabrício José Carlos de Queiroz foi exonerado do gabinete de Flávio Bolsonaro no dia 15 de outubro deste ano, informa o 247.

 

Queiroz é também policial militar e, além de motorista, trabalhava como segurança do deputado.

 

Um dia após a deflagração da Operação Furna da Onça, o juiz federal relator da operação no TRF-2, Abel Gomes, afirmou que havia indícios de que parte dos investigados tinha conhecimento prévio da ação deflagrada no dia anterior. O suposto vazamento foi relatado pela Polícia Federal, cujo teor encontra-se sob sigilo, e relatado em decisão em que Gomes negou a revogação das prisões temporárias solicitada pela defesa de alguns dos alvos da operação. Antes da decisão, um post no blog do Lauro Jardim relatara que havia parlamentar que, um dia antes da deflagração da Operação Furna da Onça, tinha conhecimento de uma operação da Polícia Federal que ocorreria no dia seguinte.

 

Operação Furna da Onça foi uma operação policial brasileira deflagrada pela Polícia Federal no dia 8 de novembro de 2018. 

 

Segundo a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, "o Coaf informou que foi comunicado das movimentações de Queiroz pelo banco porque elas são 'incompatíveis com o patrimônio, a atividade econômica ou ocupação profissional e a capacidade financeira' do ex-assessor parlamentar. O relatório também cita que foram encontradas na conta transações envolvendo dinheiro em espécie, embora Queiroz exercesse uma atividade cuja 'característica é a utilização de outros instrumentos de transferência de recurso'."

 

A matéria acrescenta que "o nome de Queiroz consta da folha de pagamento da Alerj de setembro com salário de R$ 8.517. Ele era lotado com cargo em comissão de Assessor Parlamentar III, símbolo CCDAL- 3, no gabinete de Flávio Bolsonaro. Conforme o relatório do Coaf, ele ainda acumulava rendimentos mensais de R$ 12,6 mil da Polícia Militar."

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O nome de Queiroz não aparece entre os investigados na Operação Furna da Onça, e muito menos o deputado Flávio Bolsonaro. O governo Temer cuidou da proteção. A partir de 1 de janeiro, o caso fica com a Polícia Federal comandada por Sergio Moro. Que tudo indica que também comandará a Coaf.

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A operação Furna da Onça mirou um esquema de compra de apoio político de parlamentares iniciado em 2007, no primeiro mandato do governador fluminense Sérgio Cabral, e mantido até 2018. Investigações feitas antes da deflagração da operação apontaram que alguns deputados estaduais do Rio de Janeiro recebiam propinas mensais, que variavam entre 20 mil e 100 mil reais, e cargos a fim de votarem de acordo com os interesses do grupo político comandado pelo ex-governador Sérgio Cabral, a exemplo da aprovação das contas do governo. A propina, resultado de sobrepreço de contratos estaduais e federais, era depositada em um fundo único e paga aos parlamentares em caso de necessidade de interferência em votações. O controle das transações bancárias envolvidas no esquema desvelado era feito através do "Sistema ST". Os deputados envolvidos também eram beneficiados, de forma ilícita, com o loteamento de cargos em diversos órgãos públicos do Governo do Estado do Rio de Janeiro, como o Detran-RJ, onde alocavam mão de obra comissionada ou terceirizada. O esquema pode envolver cerca de 60 parlamentares. No primeiro governo de Sérgio Cabral, o secretário da Fazenda e Planejamento  era Joaquim Levy, que deve presidir o BNDES, Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, cuja caixa-preta Bolsonaro quer abrir. 

 

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