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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

20
Jun20

Prisão de Queiroz agrava crise no clã Bolsonaro e expõe relações com milícias

Talis Andrade

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Oposição espera que ex-assessor esclareça escândalo das rachadinhas e proximidade da família com milicianos. Ação da polícia veio numa semana de desgaste para o governo com troca no MEC e derrota no STF

 
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O presidente Jair Bolsonaro e os filhos dele tentaram minimizar os impactos da prisão de Fabrício Queiroz, mas nos corredores políticos de Brasília a avaliação é de que a operação contra o ex-assessor de Flávio Bolsonaro tem impacto muito negativo no Planalto e reflexos mesmo imprevisíveis para o futuro da atual gestão.

Figura já até caricatural da política brasileira, com o jargão ‘Cadê o Queiroz?’ popularizado por adversários do governo, o ex-policial militar amigo do clã Bolsonaro foi encontrado em circunstâncias que levantam ainda mais indagações: estava na casa do advogado de Flávio, Frederick Wassef, que já defendeu o próprio presidente.

“É gravíssimo o fato de Queiroz ter sido encontrado na casa do advogado pessoal de Bolsonaro. E também é extremamente grave que o país siga à deriva. A principal preocupação do presidente da República não é com saúde do povo no meio dessa pandemia, com a garantia de uma melhor educação ou com os empregos dos brasileiros. Mas ao contrário: é proteger sua família e seus amigos da polícia, contando para isso com a conivência do seu advogado pessoal. É gravíssimo esse fato”, afirmou o líder do PSB na Câmara, deputado Alessandro Molon (RJ)

Queiroz não era um foragido da Justiça porque contra ele não havia mandado de prisão anterior à ação dessa quinta-feira, mas seu paradeiro era desconhecido desde que vieram à tona as acusações de que ele comandava um esquema de recolhimento de parte dos salários dos funcionários do gabinete de Flávio, então deputado estadual. Queiroz é apontado também como suposta ponte da família com milicianos no Rio de Janeiro. O ex-assessor chegou a ficar internado num hospital em São Paulo, cuja conta foi paga com dinheiro vivo, e deu na época uma entrevista a uma TV, mas depois sumiu de novo.

Esclarecimentos

Para opositores do governo, ele pode esclarecer muita coisa envolvendo o presidente e seus filhos. "A prisão de Fabrício Queiroz é uma peça importantíssima na possível relação entre a família Bolsonaro e a organização das milícias do Rio de Janeiro. Foi Fabrício de Queiroz que apresentou o matador, chefe do escritório do crime Adriano da Nóbrega à família Bolsonaro, que levou seus parentes a trabalharem como funcionários fantasmas dentro do gabinete do então deputado Flávio Bolsonaro”, disse o deputado Marcelo Freixo (PSOL/RJ)

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O parlamentar também se lembrou do fato que liga a família de Queiroz ao gabinete do então deputado e hoje presidente, Jair Bolsonaro. “A filha do Fabrício Queiroz foi funcionária fantasma do então deputado Jair Bolsonaro. Trabalhava como personal trainer no Rio de Janeiro e repassou 80% do seu salário para o seu pai. São investigações fundamentais que podem revelar muita coisa entre a família Bolsonaro, uma relação criminosa na gestão de seus gabinetes e também com as milícias do Rio de Janeiro".

O líder do governo na Câmara, deputado Major Victor Hugo (PSL/GO), defendeu as apurações do caso não apenas contra Flávio Bolsonaro, mas contra demais acusados do suposto esquema de rachadinhas e disse que o presidente não tem com o que se preocupar:

“O nosso desejo é que as investigações que se voltam para eventos ocorridos na Assembleia do estado do Rio de Janeiro atinjam de maneira igual, com o mesmo rigor, imparcialidade, transparência e isenção a todos os citados no relatório do Coaf. O governo Bolsonaro seguirá em frente pela preservação das vidas dos brasileiros e de seus empregos, até porque essas investigações não atingem em nada as ações do presidente Jair Bolsonaro no passado.”

Bolsonaro defende Queiroz

O presidente Jair Bolsonaro só comentou o assunto na noite dessa quinta-feira (18) depois de um dia de reuniões com vários ministros. Ele tentou se afastar do caso, mas defendeu Queiroz, que conheceu quando os dois eram integrantes do Exército.

"Deixo bem claro: não sou advogado do Queiroz e não estou envolvido nesse processo. Mas o Queiroz não estava foragido e não havia nenhum mandado de prisão contra ele. E foi feita uma prisão espetaculosa. Parecia que estavam prendendo o maior bandido da face da Terra. Mas que a Justiça siga seu caminho”.

Numa transmissão ao vivo pela internet, o presidente não comentou o fato de Queiroz ter se abrigado numa casa que pertence ao advogado Wassef, que hoje é próximo da família. Wassef, perguntado pela imprensa em situações anteriores, chegou a dizer que não sabia do paradeiro de Queiroz quando o ex-assessor já ocupava sua casa em Atibaia, São Paulo, onde foi preso pela polícia civil.

“Repito: não estava foragido e não tinha manado de prisão contra ele. Tranquilamente, se tivesse pedido ao advogado, creio eu, acredito, o comparecimento dele a qualquer local, ele teria comparecido. Por que estava naquela região de São Paulo? Porque é perto do hospital de onde faz tratamento de câncer”, disse o presidente Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro, comentou o assunto logo cedo pelo Twitter afirmando que encara com tranquilidade os acontecimentos e que a verdade prevalecerá. “Mais uma peça foi movimentada no tabuleiro para atacar Bolsonaro. Em 16 anos como deputado no Rio nunca houve uma vírgula contra mim. Bastou o Presidente Bolsonaro se eleger para mudar tudo! O jogo é bruto!”, afirmou também o filho do presidente.

Refúgio no centrão

Nesse dia tenso, o presidente se reuniu com seus novos amigos, políticos do centrão – grupo de vários partidos sem ideologia definida que dá apoio em troca de cargos. Eles já conseguiram vários postos em órgãos federais e nessa quinta, quase 22h em Brasília, saiu uma edição extra do diário oficial garantindo mais um posto para o grupo, uma secretaria na Agricultura.

O presidente busca refúgio na velha política que tanto criticou com vistas a formar uma base no Congresso e afastar o risco de impeachment, em pedidos que pousam na mesa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Alguns partidos de oposição, como PDT, PSB, Rede, PPS, PV lançaram o movimento “Janelas para a Democracia” em que pedem a saída do presidente e tentam angariar apoio popular para forçar Maia a pautar o assunto. Eles sabem que não é fácil já que são necessários dois terços da Câmara e o centrão pode representar talvez metade dos deputados.

O ex-governador Ciro Gomes (PDT/CE) acha que a postura do presidente na crise e o apoio dele a movimentos antidemocráticos já corroboram juridicamente os pedidos.

“Os terríveis crimes que Jair Bolsonaro tem cometido contra o Brasil e especialmente contra o povo brasileiro precisam ser punidos o quanto antes, antes que ele acabe de destruir a nossa grande nação. Mais de 45 mil brasileiros já perderam a vida em função da sua irresponsabilidade criminosa no enfrentamento da maior crise de saúde pública da nossa história. Milhões de empregos e milhões de empresas estão sendo destruídos e fechados no nosso país, sem mesmo um plano que não considera sequer a maior destruição da saúde pública nas nossas contas nacionais.”

Para Gomes, o governo e seus apoiadores endurecem o discurso contra outros poderes como estratégia de guerra política, para justificar o uso de armas não democráticas.

“É a produção artificial de uma crise política em que, sistematicamente por si e por uma certa gangue que o cerca, Jair Bolsonaro atenta contra a autonomia dos poderes da República e a democracia, promove a apropriação de instituições para a proteção dos seus crimes, de sua família e dos seus amigos. Enfim, a parte jurídica do processo de impeachment de Bolsonaro está pronta e as provas são absolutamente robustas”, afirmou o ex-governador.

Mudança no MEC

A prisão de Queiroz coloca mais lenha nessa fogueira e fica a expectativa do que pode vir agora das investigações que tem o ex-assessor como foco. E tudo numa semana que já era complicada para o governo, com o Supremo Tribunal Federal confirmando que o inquérito das Fake News é legítimo e seguirá adiante – algo que preocupa o planalto porque atinge apoiadores e pode chegar aos filhos do presidente. Além disso, o presidente, contrariado, demitiu Abraham Weintraub do Ministério da Educação.

Ele entrou para o governo no lugar de Ricardo Vélez e conseguiu a proeza de acumular mais críticas e problemas que o antecessor. Com erros crassos de português exibidos em redes sociais, contendas diretas com estudantes, frases polêmicas como aquela que poderia ter lhe rendido até prisão ao defender cadeia para integrantes do STF, ele mais causou tumulto do que ação efetiva numa pasta importante. E para coroar a gestão de críticas e gorda dose de ideologia, pouco antes de sair Weintraub revogou uma portaria que implantava o regime de cotas raciais na pós-graduação de instituições federais.

Em vídeo ao lado do presidente, ele comunicou a saída, sem explicar as razões dela e, ao fim, pediu um abraço a Bolsonaro. Weintraub assumirá uma vaga do Brasil do Banco Mundial. Entre os cotados para substituí-lo no MEC está o atual secretário nacional de Alfabetização, Carlos Nadalim, que, se confirmado, mantém a linha ideológica à frente da pasta.

 

20
Jun20

Pontos essenciais que a mídia finge não ver no caso Queiroz

Talis Andrade

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por Pepe Damasco

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1) O verdadeiro amigo do peito de Queiroz não é o senador Flávio Bolsonaro, mas sim o presidente Jair. Foi o pai quem apresentou Queiroz ao filho. Além de ocupar, junto com sua mãe, cargo comissionado no gabinete do então deputado na Alerj, a filha de Queiroz também foi nomeada por Bolsonaro para função de confiança na Câmara dos Deputados. O cheque depositado por Queiroz na conta da primeira-dama Michele diz muito sobre o grau de intimidade entre o miliciano e o presidente.

2) Frederick Wassef é bem mais do que advogado de Flávio e de seu pai. Homem de confiança da família, transita pelos palácios do Planalto e Alvorada a qualquer hora do dia ou da noite.

3) A alcunha de “anjo” não coube a Wassef por acaso. Militante de extrema direita do tipo raiz, ele é fechado com a turma do gabinete do ódio. Midiático, não perde um holofote. No caso da suposta facada sofrida pelo então candidato, colecionou calúnias contra o PSOL e o PT, o que lhe custou inclusive um processo da presidente do PT, Gleisi Hoffmann. Bolsonaro é acusado de interferência na Polícia Federal? Lá está o advogado a defendê-lo na TV. O chefe ataca as instituições e ameaça a democracia?  O “anjo” aparece na mídia para passar pano.

4) Há um erro importante de foco nas manchetes dando conta do escândalo que significa um sujeito acusado de ter cometido vários crimes se esconder justamente no casa do advogado de Flávio, fato agravado por Wassef ter mentido em várias entrevistas anteriores, nas quais afirmou que não sabia onde estava Queiroz. O buraco é mais embaixo: na verdade, a obstrução da justiça partiu de um operador jurídico e político do presidente da República.

5) Bastam não mais do que dois neurônios para ligar os pontos. Quem tem poder de mando no clã mafioso Bolsonaro é o velho Jair. Ninguém preza mais a hierarquia do que essas “famíglias”. Tudo leva a crer, portanto, que a ordem para Wassef receber Queiroz em Atibaia foi dada pelo poderoso chefão.

6) Se Queiroz está para Jair Bolsonaro, 01, 02, 03 e 04 assim como PC Farias esteve para Collor, por que, além das rachadinhas na Alerj, da loja de chocolate e dos inúmeros imóveis adquiridos por Flávio, não entra no radar da mídia e dos investigadores o patrimônio imobiliário do presidente, também incompatível com seus rendimentos dos últimos 30 anos ?

7) Nesta quinta-feira (18), dia em que a casa caiu para Queiroz, foram exibidas várias imagens na TV com Bolsonaro se contradizendo. Primeiro, diante do gado bolsonarista, em frente ao Alvorada, se refere a Wassef como seu advogado. Depois, na live semanal, nega que o anfitrião de Queiroz seja seu advogado. Embora seja do conhecimento público que Bolsonaro é um mentiroso contumaz, um mitômano que constrói uma realidade paralela, a imprensa, se não fosse a piada que é no Brasil, não abordaria com naturalidade algo dessa gravidade.

8) As fortes evidências de envolvimento do presidente em toda essa trama seriam, por óbvio, o fio condutor da cobertura de veículos de comunicação menos sabujos e dispostos a trazer à tona a verdade.. No Brasil do oligopólio midiático, porém, verifica-se um “comovente“ esforço para limitar a patranha a Flávio Bolsonaro, Queiroz e Wassef. 

 
20
Jun20

Prisão de Fabrício Queiroz reorganiza o tabuleiro do xadrez político e pressiona o poder central.

Talis Andrade

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Por: João Vitor Santos e Ricardo Machado, em IHU On-Line

A última aparição pública de Fabrício Queiroz havia sido, até ontem, no dia 12 de janeiro de 2019, quando gravou um vídeo dançando num quarto de hospital, que acabou viralizando nas redes sociais. Desaparecido há um ano e meio, foi encontrado e preso ontem, em Atibaia, no litoral paulista. O impacto repercutiu imediatamente em Brasília, tanto que o presidente Bolsonaro, que costuma dar atenção à claque que diariamente se instala na frente do Alvorada, passou direto e não deu nenhuma declaração.

A prisão de Queiroz se dá em um momento de absoluta crise política, em meio às mais de 47 mil mortes por coronavírus no Brasil e no mesmo dia que Weintraub deixa o Ministério da Educação. As tensões ligadas ao amigo íntimo da família Bolsonaro se dão porque ele pode ser o elo principal entre dois crimes, em investigação, dos quais são suspeitos de envolvimento: as “rachadinhas” da Alerj e o assassinato de Marielle Franco.

“Esse é um elemento novo, que acrescenta uma diferenciação e pode trazer uma precipitação desse quadro político que estamos vivendo. De que forma essa precipitação vai ser construída, quais as reações, como a Justiça de fato vai se posicionar diante de informações que possam apontar o comprometimento dos Bolsonaro com a estrutura miliciana, ainda não se sabe claramente”, pondera José Cláudio Alves em entrevista por telefone à IHU On-Line.

O momento de caos vivido no país, segundo o entrevistado, acaba favorecendo o poder central, especialmente o presidente Jair Bolsonaro, que parece se favorecer desse cenário para se manter, ainda que sobre a corda bamba. “Esse cenário e todas essas crises em si mesmas acabam não solucionando essas questões, pelo contrário. Toda essa dissimulação, dispersão, todo esse cenário incontrolável, assustador, acaba fortalecendo e beneficiando a estrutura do poder que está no Planalto Central”, complementa.

José Cláudio Alves é graduado em Estudos Sociais pela Fundação Educacional de Brusque. É mestre em Sociologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio e doutor, na mesma área, pela Universidade de São Paulo – USP. É professor na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ.

 

IHU On-Line – O que significa a prisão de Fabrício Queiroz? Quais as repercussões políticas desse fato?

José Claudio Alves – A prisão de Fabrício Queiroz era uma questão já dimensionada há muito tempo como determinante nas investigações em duas grandes questões no Rio de Janeiro: na operação que envolve as investigações relacionadas ao comprometimento de verbas de gabinetes parlamentares de deputados estaduais do Rio de Janeiro, entre eles o próprio Flávio Bolsonaro, com o esquema de construção e venda de imóveis ilegais pela milícia na zona oeste do Rio de Janeiro; e nas investigações sobre o crime de assassinato de Marielle Franco. Fabrício Queiroz era um elemento de ligação, por conta do relacionamento próximo que mantinha com Adriano Magalhães da Nóbrega, assassinado pela polícia numa operação na Bahia em fevereiro deste ano, como também era próximo ao Ronnie Lessa, que está preso como um dos envolvidos no assassinato da Marielle. Parece que havia uma proximidade entre esses personagens vinculados à milícia de Rio das Pedras e, assim, Fabrício Queiroz era uma figura chave, porque com a morte de Adriano Magalhães da Nóbrega, houve uma perda significativa de, talvez, um dos nomes mais importantes envolvidos nesses crimes que comentei.

Queiroz também participava de um esquema de altíssima movimentação financeira, que foi identificado na época pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras – Coaf. O Coaf identificou essas movimentações de milhões, que estavam completamente fora do padrão de rendimentos que Fabrício Queiroz possuía. Assim ele se tornou uma figura chave vinculada à família Bolsonaro, especialmente a Flávio, um dos filhos de Jair Bolsonaro. E, além disso, a prisão se deu no sítio do advogado que está atuando tanto para Flávio como para Jair Bolsonaro. Há uma conexão entre esses elementos.

Claro, não sabemos se, de fato, as investigações, os depoimentos, o processo judicial chegarão a ampliar e aprofundar todos esses elementos de unidade. Seria determinante para o Rio de Janeiro, para o Brasil e para o mundo trazer à baila os crimes que envolvem as milícias e que as fazem muito próximas da estrutura do poder central hoje no Brasil. Até agora, essas investigações não avançaram, pois houve muita obstrução judicial. Pode ser que agora o momento político faça com que o Judiciário efetivamente cumpra seu papel, o qual não vem cumprindo e que vem tratando de uma forma escamoteada e distendida.

Tudo isso leva a crer que a prisão dele é determinante, fundamental, e a obtenção de informações, talvez não tanto dele próprio, mas de celulares, dos computadores, dos arquivos, do material que foi apreendido, possa trazer elucidações importantes para a compreensão de tudo isso que estamos vivendo. De fato, percebo isso como muito muito importante. Vamos ver, agora, os desdobramentos dessa operação. (Continua)

20
Jun20

Clã Bolsonaro teme prisão de Wassef e deve trocar de advogado

Talis Andrade

 

O "Anjo" caído

"Aliados de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) dizem que está sacramentada a saída de Frederick Wassef da defesa do senador. Outros advogados que estão no caso alertaram o filho do presidente Jair Bolsonaro de que o Ministério Público pode pedir a prisão de Wassef a qualquer momento e que, por isso, é necessário o afastamento imediato. O advogado, que abrigava Fabrício Queiroz em sua casa, ainda precisa assinar documentos renunciando à defesa ou substabelecendo poderes", informa a jornalista Camila Mattoso, na coluna Painel da Folha de S. Paulo. 

Wassef, o "Anjo" dos Bolsonaro, deu nome a operação policial que prendeu o escondido Queiroz. 

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