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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

15
Fev21

Temer e Bolsonaro presidentes do golpe militar

Talis Andrade

 

 

golpe paraguai cunha militar congresso.jpg

Renato Souza
Na época, Villas Bôas, então comandante do Exército, tuitou, antes do julgamento de Lula: "Asseguro à nação que o Exército julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade... bem como se mantém atento às suas missões institucionais"
O Globo Brasil
A declaração do ex-comandante do Exército veio à tona novamente em 2021 diante da publicação do livro "General Villas Bôas: conversa com o comandante", no qual são apontados os bastidores da mensagem no Twitter, articuladas e "rascunhadas" com o Alto Comando do Exército.
Image
 
Estevam Sampaio Rebouças
O general Villas Bôas confessou que a ameaça ao STF em 3 de abril de 2018 com o objetivo de emparedar a Suprema Corte para impedi-la de se decidir contra a prisão ilegal do Lula não foi uma decisão exclusiva dele, mas de todo Alto Comando do Exército, fato que é muito mais grave.
 JotaPê
E os melhores das forças armadas estão no governo Bolsonaro.
Ministros de Bolsonaro ajudaram Villas Bôas em tuíte golpista contra STF em 2018 | Revista Fórum
Informação aparece no livro "General Villas Bôas: conversa com o comandante", lançado pela FGV
revistaforum.com.br
Edmundo Ribeiro
GENERAL ETCHEGOYEN age muito bem nos bastidores. Sua família tem tradição de CONSPIRADORES em 100 ANOS no Exército. Seu tio foi chefe da CASA DA MORTE, centro de tortura em Petrópolis-RJ e seu pai,chefe do Estado-Maior do II e III Exército.
Leonardo Boff
Afirma o analista político Jeferson Miola sobre o golpe do Alto Comando das FFAA: "Do ponto de vista histórico, o general-traidor-conspirador Villas Bôas foi para Dilma Rousseff o mesmo que o general-traidor-conspirador Augusto Pinochet foi para o presidente Salvador Allende".
Carlos Zarattini
O famoso Twitter do Gal Villas Boas em 2018 inaugurou a participação militar no Governo de Bolsonaro. Alerta ou ameaça, como queira chamar, foi uma intervenção militar na ordem democrática.
Capital Político
Ao relembrar o twitter em que pressionou o STF a condenar Lula, o general Villas Boas, na verdade, renova a ameaça quando o tribunal reexamina os processos da Lava jato.
De subversão e hierarquia - Capital Politico
No momento em que a Lava Jato expia em público seus pecados e o STF se vê, mais uma vez, às voltas com decisões envolvendo o ex-presidente Lula, o general Villas Boas renova a pressão sobre o...
capitalpolitico.com
João Paulo Charleaux
Três anos depois de o general Villas Bôas publicar posts no Twitter pressionando STF, ministro do STF reage dizendo que o general Villas Bôas publicar posts no Twitter pressionando STF é "inaceitável".
Alexandre Aguiar - ANTIFASCISTA
Dilma foi tirada do cargo por um crime que não cometeu. Lula foi acusado sem provas e as revelações da Lava Jato e do Villas-Boas mostraram toda a farsa montada. Moro foi direcionado pelos EUA para acabar com o Estado brasileiro. E você acreditou num canalha miliciano? Trouxa!
João Pedro Stédile
Foi para isso o twitter do Villas Boas?
Além de picanha e cerveja, verba pública pagou bacalhau e uísque para militares | Congresso em Foco
Além das mais de 700 toneladas de carne para churrasco e 80 mil cervejas bancadas com dinheiro público, documento obtido pelo Congresso em Foco mostra que as Forças Armadas também compraram mais de...
congressoemfoco.uol.com.br
Folha de S.Paulo
Fachin reage a revelações sobre tuíte de Villas Bôas e diz que pressão no Judiciário é intolerável e inaceitável
13
Abr20

Ex-mulher de Terra foi torturada por Ustra, ídolo do sujeito que ele bajula por um cargo

Talis Andrade

Monica Tolipan com seu livro, “Uma Presença Ausente”

 

Por Kiko Nogueira

Diário do Centro do Mundo

Entre as figuras deploráveis da vida pública nacional, Osmar Terra é uma estrela em ascensão.

Médico, no sexto mandato como deputado do MDB, é cotado para substituir Luís Henrique Mandetta no Ministério da Saúde porque concorda, ou finge concordar, com o terraplanismo de Jair Bolsonaro na área.

Na última sexta-feira, a CNN Brasil divulgou um diálogo em que ele aparece conspirando com Onyx Lorenzoni, seu conterrâneo, contra Mandetta.

“Eu ajudo, Onyx. E não precisa ser eu o ministro, tem mais gente que pode ser”, disse, simulando desinteresse.

A conversa foi gravada porque ele “esqueceu” o telefone ligado para o repórter da emissora, evidentemente com a anuência de Lorenzoni.

Terra defende a cloroquina no tratamento do coronavírus e é contra o isolamento vertical.

Cita dados incorretos, chuta, passa vergonha, é orgulhoso da própria ignorância - ou seja, preenche todos os requisitos para trabalhar em Brasília.

Sua história conta muito sobre até onde está disposto a ir.

Foi prefeito de Santa Rosa, no RS, entre 1993 e 1996, depois secretário de saúde no governo daquele estado, ministro do Desenvolvimento Social no governo Temer e da Cidadania de Jair Bolsonaro.

Foi demitido por causa de problemas na gestão do Bolsa Família e para acomodar Onyx, que causava problemas na condução da Casa Civil.

Saiu, mas não largou o osso. Essa é a marca de Terra.

Sua trajetória, da esquerda para a direita, é espantosa.

 
Sua companheira foi torturada pelo coronel Ustra, chefe do Doi-Codi, ídolo do presidente que Osmar bajula, nos anos 70, quando ele era comunista e ela era líder estudantil.

Monica Tolipan era monitora da escola Chapeuzinho Vermelho. 

Foi estudar Psicologia na PUC do Rio de Janeiro. 

Elegeu-se presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) em 1972.

“Ficamos confinados a uma cidadania de segunda classe durante muitos anos. Já nascemos com a insígnia do terror”, falou em 2013 na chamada Caravana da Anistia, do Ministério da Justiça.

O casal fugiu para Buenos Aires. De volta, mudaram-se para Porto Alegre e então para Santa Rosa, onde acharam que estariam seguros contra a ditadura.

Ela só conseguiu concluir a graduação em 1982. “Muitos colegas se referiam a mim como alguém que tinha se mantido na clandestinidade”, relatou.

 

MDB GAÚCHO

“Votei no Osmar, pedi votos para ele, sempre apoiei e estive próximo. A decepção é muito grande”, disse à Zero Hora João Carlos Bona Garcia, um dos fundadores do MDB gaúcho.

“É lamentável ver pessoas como ele jogando sua história para o alto para ficar se aproveitando de nacos do poder”.

A barganha faustiana de Osmar pode render um ministério num governo de um debilóide fascista que não hesita em colocar os brasileiros em risco diariamente.

Um preço pequeno a pagar para Osmar Terra.
 
03
Mar20

Bolsonaro explora brechas para ditadura

Talis Andrade

andy bolsonaro vassalo trump.jpg

 

por Jeferson Miola

Este texto constitui a 2ª parte do artigo O assobio do Bolsonaro à matilha, que pode ser lido aqui. Nele, afirmamos que com o assobio à matilha fascista representado na convocação de manifestações hostis ao Congresso e ao STF, Bolsonaro confirma seu desapreço pela débil institucionalidade ainda vigente no regime de exceção e sulca o caminho para o avanço ditatorial no país.

O assobio do Bolsonaro à matilha tem similitude histórica com o processo de esgarçamento institucional, político e social por meio do qual Hitler se alçou ao poder e implantou o regime nazista na Alemanha dos anos 1930.

*****

Muitos são os indícios de que o vídeo convocando manifestações hostis ao Congresso e ao Supremo no próximo 15 de março pode ter sido idealizado e, inclusive, produzido pelo próprio governo Bolsonaro.

O locutor do vídeo foi identificado: se chama Sílvio Santos Nascimento e é coordenador-geral de Publicidade e Propaganda da Embratur. Segundo noticiado, Sílvio é “pessoa próxima ao presidente”.

O inspirador dos protestos, que ligou o “foda-se!” ao “Congresso de chantagistas” e sugeriu a Bolsonaro “convocar o povo às ruas” para emparedar o Congresso e o STF, é o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional.

A complacência de todos generais evidencia, ainda, a identidade do governo com o intento golpista. O general Santos Cruz, da reserva, foi o único militar a condenar taxativamente o atentado contra os poderes legislativo e judiciário que colegas seus, como o vice-presidente general Hamilton Mourão, consideram “parte da vida democrática” do país [sic]. Eduardo Bolsonaro, que coleciona vasto estoque de propostas golpistas como a de fechar o STF com um soldado e um cabo e a de reeditar o AI-5 [e que, apesar disso, incrivelmente continua impune], foi ainda mais explícito no aplauso ao movimento que anuncia que “Os generais esperam as ordens do povo”.

Pelo twitter, o filho presidencial desafiou a própria Casa onde exerce mandato: “Se houvesse uma bomba H no Congresso você realmente acha que o povo choraria?”.

Sergio Moro, aquele que corrompeu o sistema de justiça do Brasil e de quem não se espera o mínimo compromisso com o Estado de Direito, outra vez não falhou e, como esperado, silenciou e se omitiu ante mais um crime do chefe que idolatra como heróis o miliciano Adriano da Nóbrega e o torturador Bilhante Ustra. Na realidade, desta vez foi pior: o ministro bolsonarista mandou uma mensagem subliminar da sua opinião sobre o assunto desfilando em Brasília num tanque blindado do Exército.

O desvio da máquina pública para negócios particulares, fins ideológicos ou para impulsionar o projeto totalitário de poder é prática amplamente tolerada pelas instituições sob Bolsonaro: vai do uso de aviões da FAB para tráfico internacional de cocaína e para turismo do ex-número 2 do Ônyx Lorenzoni; até o esquema do chefe de comunicação de Bolsonaro, o “gabinete de ódio” instalado no Planalto e a conversão do Itamaraty em consulado da extrema-direita internacional.

É frágil, portanto, a versão de que estas manifestações que atentam contra os poderes de Estado sejam espontâneas e democráticas.

O endosso de Bolsonaro à escalada autoritária coincide com a reconfiguração militar do seu governo, inclusive com a ocupação da Casa Civil por mais um general. E se dá, também, num momento de grave agitação das polícias militares estaduais, cujas lideranças são políticos bolsonaristas que contam com a simpatia do governo federal.

Além da contaminação bolsonarista, tem sido documentado o envolvimento crescente de setores das corporações militares de todo país, e não só do RJ e SP, com igrejas pentecostais, crime organizado, grupos de extermínio e milícias. Uma combinação explosiva!

Setores da imprensa consideram a hipótese de que um atormentado Bolsonaro tenha se envolvido diretamente com os ataques programados contra o Congresso e o Supremo para, desse modo, desviar a atenção acerca do interesse e conveniência – para si e para sua FaMilícia – na eliminação do miliciano Adriano da Nóbrega. Mas não parece ser o caso presente.

Com aplauso e financiamento empresarial, Bolsonaro testa permanentemente os limites e as reações às suas investidas autoritárias e regressivas. Passo a passo, ele esgarça a tolerância do sistema político aos ataques perpetrados contra o ordenamento jurídico.

Num processo silencioso e contínuo, com o assobio à matilha fascista, Bolsonaro vai promovendo a destruição do pouco que ainda resta de regras no regime de Exceção. Ele faz ensaios sucessivos, força os limites legais e constitucionais até encontrar brechas para implantar um regime ditatorial no país.


Na Alemanha dos anos 1930, o terror nazi-fascista foi se impondo pouco a pouco como uma “nova normalidade”. É preciso, por isso, urgentemente se extirpar as raízes deste mal. E Bolsonaro preenche os requisitos para ser afastado por crime de responsabilidade.
 

 

14
Fev20

Braga Netto na Casa Civil é derrota para “ala ideológica” do governo, escreve Le Monde

Talis Andrade

Intervenção militar jamais aconteceu

em território das milícias

 

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RFI

O jornal francês Le Monde desta sexta-feira (14) repercute a nomeação do general Braga Netto para o ministério da Casa Civil no Brasil. Nem bem a notícia foi confirmada em Brasília, o diário liberal publicava em seu site um artigo com o título: “um general nomeado chefe do governo por Bolsonaro”. O texto explica aos leitores que a Casa Civil equivale ao cargo de primeiro-ministro.

A nomeação do general Braga Netto ao cargo mais importante do governo é vista como uma vitória para a ala militar do governo, que os especialistas consideram mais pragmática do que a ala ideológica, composta principalmente por discípulos do sulfuroso filosofo Olavo de Carvalho, informa o texto.

O general de 62 anos, vai substituir Onyx Lorenzoni, que foi, segundo o Le Monde, “relegado” ao ministério da Cidadania, pasta que concentra a maioria das questões sociais, mas também o Esporte. Osmar Terra, que ocupava o ministério da Cidadania, vai recuperar seu mandato de deputado na Câmara Federal.

Com a nomeação de Walter Souza Braga Netto, anunciada na quinta-feira (13) por Bolsonaro pelo Twitter, o presidente reforça a presença de militares em seu governo, aponta o Le Monde, lembrando que agora nove dos 22 ministros brasileiros são militares. Além disso, a partir de agora, os quatro colaboradores mais próximos de Bolsonaro no governo, que têm seus escritórios situados no Palácio do Planalto, são militares, a começar pelo influente general Augusto Heleno, chefe do gabinete de segurança institucional da Presidência da República, ressalta o jornal.

Interventor militar no Rio

Le Monde publica a biografia de Braga Netto. Diz que o atual chefe do Estado Maior do Exército ficou conhecido do grande público em 2018, quando assumiu o comando militar das forças de segurança pública que intervieram no Rio de Janeiro. A matéria é, aliás, ilustrada com uma foto do general ao lado de Jair Bolsonaro. A fotografia foi tirada em novembro de 2018, Braga Netto quando era interventor federal militar do Rio e antes de o presidente assumir o cargo.

A intervenção do exército no Rio foi decidida pelo ex-presidente Michel Temer, precursor de Jair Bolsonaro, para tentar conter uma onda de violência urbana sem precedentes, recorda a matéria. A intervenção militar durou onze meses e, de acordo com o jornal, seu saldo foi heterogêneo: alguns indicadores de violência caíram, mas o número de mortos nas operações policiais aumentou sensivelmente. De acordo com dados do Instituto de Segurança Pública, 6.695 mortes violentas foram registradas no estado em 2018.

A nomeação de Braga Netto também é destaque no jornal El País. O diário espanhol escreve que Bolsonaro, depois de tanto negar, começa a fazer, a conta-gotas, uma minirreforma ministerial. Além de dizer também que a mudança fortalece núcleo militar no Planalto, a decisão de levar Onyx para comando do Bolsa Família tem como objetivo de dar um novo direcionamento ao programa contra a miséria, que acumula demanda reprimida, acredita El País.

Como interventor do Rio, o general Braga sempre batalhou longe das milícias, que gozaram de ampla liberdade. O interventor passou longe da milícia do capitão Adriano da Nóbrega, no Rio das Pedras. Os pistoleiros Ronnie Lessa e Elcio Queiroz foram presos pela polícia civil no dia 30 de janeiro de 2019. 

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30
Abr19

O CAPITÃO AGE POR IMPULSO, ESTÁ ACOSTUMADO A SER CONTRADITÓRIO

Talis Andrade

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por Helio Fernandes

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Ou então ser desmentido por auxiliares, como já aconteceu as mais diversas vezes. São tantas e o capitão está tão desacreditado, que vou citar e comentar apenas as duas ultimas polemicas sobre preços, (Petrobras e Banco do Brasil), com enorme repercussão. E naturalmente anulando os próprios atos, não tinha capacidade legal para praticá-los.
 
Primeiro foi a Petrobras, invadiu a área da maior empresa brasileira, fixou preços sem consultar ninguém. Voltou atrás, Lorenzoni, apesar do cargo que ocupa não soube de nada, disse textualmente para os caminhoneiros: "Demos uma trava na Petrobras". (Como eles são obstinados pela linguagem das redes sociais, era FAKE).

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No fim de semana, sem informação ou convicção mas com muita arrogância e desequilíbrio e sem respeito por ninguém, mandou que "o presidente do BB cancelasse um anuncio publicado". Ordem cumprida sem a a menor analise, só a subserviência natural de quem pretende se manter no cargo,pelo menos por 4 anos.
 
Considerando que era um vitorioso, o capitão resolveu e transformou numa ordem e diretriz para o governo (desgoverno. Textual: "Toda a publicidade, mesmo mercadológica e abrangendo as  mais diversas estatais, precisa ser autorizada pelo Planalto". Designou órgãos e responsáveis, mandou publicar.
 
Menos de 48 horas depois, começou o protesto, a repercussão negativa, enorme. A ordem da "autoridade" responsável atingiu o Planalto em plena comemoração:" As estatais têm independência e exclusividade para destinar e distribuir sua publicidade".
 
PS- O capitão não reclamou, imediatamente mandou anular tudo.
 
PS2- Está acostumado. Perdão, acostumadíssimo.
09
Mar19

Onyx atribuiu a Obama louvação ao soldado que ele não fez

Talis Andrade

AROEIRA: APÓS BOLSONARO, MILITARES TAMBÉM ENQUADRAM ONYX

aroeira camisa de força .jpgO chargista Aroeira, um dos maiores do País e membro do Jornalistas pela Democracia, divulgou nova charge neste sábado, 9, em que retrata o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, vestidos em camisas de força, ao lado dos generais Otávio do Rêgo Barros, porta-voz da Presidência, e Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); pelo Twitter, Onyx atribuiu ao ex-presidente Barack Obama declaração que ele não disse, ao defender a declaração do presidente Jair Bolsonaro, que disse que a democracia só existe se as Forças Armadas permitirem

 

247 - O chargista Aroeira, um dos maiores do País e membros do Jornalistas pela Democracia, divulgou nova charge neste sábado, 9, em que retrata o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, vestidos em camisas de força, ao lado dos generais Otávio do Rêgo Barros, porta-voz da Presidência, e Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). 

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Pelo Twitter, o ministro Onyx Lorenzoni atribuiu ao ex-presidente Barack Obama declaração que ele não disse, ao defender a declaração do presidente Jair Bolsonaro, que disse que a democracia só existe se as Forças Armadas permitirem. "É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino. É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo. É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar. A frase acima é de Barack Obama, e ele disse o obvio", escreveu Lorenzoni. Ocorre que Obama nunca disse tal frase (leia mais). 

 

Em charge anterior para o Jornalistas pela Democracia, Aroeira já havia retratado Bolsonaro numa camisa de força, em sátira à transmissão pelas redes sociais em que Bolsonaro não apresenta propostas para gerar mais emprego e reclama da repercussão da declaração que deu de que a democracia só existe se as Forças Armadas permitirem (veja aqui). 

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"É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino. É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo. É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar”, escreveu Lorenzoni. 

O ministro afirmou que fez uma citação de frase supostamente dita pelo ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama. "A frase acima é de Barack Obama, e ele disse o obvio. Aí não teve polêmica. Mas com o presidente Bolsonaro vcs viram que aconteceu", disse Onyx. 

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Pouco depois, desmentido pela Imprensa, e enquadrado pelos generais, o ministro corrigiu a autoria das frases, atribuindo-as a "um pensador chamado Charles Province".   

Este Correspondente considera: "Que discuso infeliz.
Soldados crucificaram Jesus.
Soldados martirizaram os Apóstolos.
Ghandi lutou pela independência da Índia sem usar armas.
O amor muda qualquer pessoa.
A paz muda uma nação.
Apesar dos países invadidos, e das guerras nas estrelas, jamais haverá uma Terceira Guerra Mundial.

 

Comentou Karina Cerqueira Andrade Lima, mestra em Psicologia: "Concordo totalmente contigo. A primeira coisa que me veio à mente foram os soldados torturando Jesus. Graças ao povo que se lutou contra as tiranias dos governos. Graças aos poetas, escritores, artistas que arriscaram suas vidas pela liberdade. Só me lembro de um lugar onde os militares lutaram a favor da democracia e não à ditadura, em Portugal. Onde um jornalista deu a senha na rádio e alguns militares saíram para lutar contra outros a favor da ditadura, e sem disparar nenhuma bala, o diretor Salazar foi deposto.
Graças também ao povo que foi às ruas". 

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24
Fev19

A “laranja” generosa de Bolsonaro no RS

Talis Andrade

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por Altamiro Borges

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O PSL, o partido de aluguel que garantiu a eleição de Jair Bolsonaro, está com jeito de organização criminosa e ainda pode dar muitas dores de cabeça ao presidente-capetão. Já batizado de Partido Só de Laranjas, a sigla direitista e fisiológica aproveitou a onda fascistizante no país e deu carona para centenas de oportunistas. As primeiras descobertas da sujeirada já resultaram na degola do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, que presidiu a legenda durante as eleições – e sabe de todas as sacanagens obradas na campanha. Aos poucos, outros bandidos serão descobertos – mesmo sem a ajuda do “juiz” Sergio Moro, o agora superministro do laranjal. Um caso hilário é o da candidata ao Senado que ludibriou 1,5 milhão de gaúchos. 

Na quinta-feira (21), a Folha destacou no título que a “candidata de Bolsonaro no RS repassou verba pública para filha, neta e própria loja”. A reportagem, assinada por Paula Sperb, dá detalhes sobre as operações suspeitas da falsa moralista, que enganou os otários com o seu discurso contra a corrupção. Vale conferir a matéria e enviar, com carinho e afeto, para os bolsonaristas gaúchos: 

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Empresária que se apresentava como "candidata de Bolsonaro" na disputa por uma vaga ao Senado pelo Rio Grande do Sul, Carmen Flores fez repasses de verba pública de campanha do PSL para a filha, a neta e a própria loja. Os pagamentos aparecem em sua prestação de contas à Justiça Eleitoral. 

Carmen era a presidente do partido no estado e se desfiliou da sigla em dezembro passado. A candidata obteve 1,5 milhão de votos, mas não foi eleita. Quarta colocada, ficou atrás de Luiz Carlos Heinze (PP) e Paulo Paim (PT), eleitos para as duas vagas, e Beto Albuquerque (PSB), o terceiro. 

Ela recebeu R$ 200 mil da direção nacional do PSL, valor proveniente do fundo partidário, dinheiro público para financiar as legendas e as campanhas eleitorais. Parte desse montante foi parar nas contas de familiares. 

Questionada pela Folha sobre o motivo dos pagamentos à filha e à neta, a candidata respondeu, sem detalhar: “Quem sabe elas trabalharam?”. 

“Não entrei para ganhar o Senado, mas para dar 28 segundos [na TV] para o Bolsonaro. Ele não tinha horário político, eu não tinha intenção de me eleger, em nenhum momento”, disse. 

A filha, Maribel Lopes, por exemplo, recebeu R$ 40 mil pelo aluguel de seis meses de um imóvel com o mesmo endereço da loja de móveis da mãe, em Porto Alegre. Ao lado, funcionou a sede do PSL durante a campanha, local agora vazio. Antes, o endereço do PSL era o apartamento residencial da candidata. 

Já a neta da candidata recebeu R$ 1.155,45 para fazer panfletagem na rua, de acordo com os recibos. 

Por meio de seu advogado, Lucas Ceccacci, respondeu que suas contas ainda não foram julgadas pelo Tribunal Regional Eleitoral e que toda a movimentação financeira foi registrada e tem origem. Sobre o pagamento a familiares, disse que “não há ilegalidades nas contratações”. 

Resolução 23.553, do TSE, que regulou a arrecadação e aplicação dos recursos da eleição de 2018, não trata sobre a possível ilegalidade da contratação de parentes. A Justiça Eleitoral pode entender como ilegal se, ao julgarem as contas, constatarem que os serviços não foram prestados, por exemplo, como gráficas de fachada. 

Carmen recebeu R$ 200 mil do diretório nacional do PSL para a candidatura, mas que “trabalhou para Bolsonaro”. “Eu não sabia o que era PSL, eu era Bolsonaro. Sempre admirei a causa Bolsonaro. O ministro Onyx Lorenzoni e o presidente, na época deputado [Bolsonaro], jogaram no meu colo em 20 de março a presidência do partido”, falou. 

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MÓVEIS 

Além do aluguel, a verba pública da campanha também serviu para mobiliar a sede. Os móveis foram comprados na própria loja da candidata. Foram R$ 34 mil em mesas e cadeiras. 

As notas fiscais mostram que os móveis não teriam saído da loja vizinha da sede, mas de uma loja da rede “Carmen Flores” em Xangri-lá, no litoral gaúcho. 

“Os móveis são do partido. Vão pegar todos os móveis [de volta], mas estamos sem sede ainda”, disse o deputado federal Bibo Nunes (PSL-RS) à Folha. O parlamentar gravou um vídeo, divulgado nas redes sociais, no qual critica a ex-colega de legenda. 

Questionado sobre o uso do fundo partidário para comprar bens para o PSL, disse que considerava “tudo legal”. O que seria incorreto, segundo ele, seria a compra na loja da então presidente do partido, “sem licitação”. 

A prestação de contas da candidata ao Senado também mostra que a maior despesa da campanha foi para Roselvane Nascimento, que recebeu R$ 95,1 mil. Segundo Nunes, Roselvane trabalhava como secretária do PSL. A reportagem tentou contato por telefone, mas foi informada de que ela estava em viagem. 

Segundo o deputado Nunes, em setembro passado ele informou a Gustavo Bebianno, que presidia o PSL nacional, sobre o modo como Carmen conduzia o partido gaúcho. “Eu não era candidato ainda. Quando relatei os problemas, ele disse que, se eu continuasse contra a Carmen, poderia ficar sem legenda para concorrer. Me ameaçou”, disse à reportagem. 

Procurado, o PSL nacional não se manifestou sobre a suposta denúncia de irregularidades feita por Nunes. 

Hoje sem partido, Carmen afirmou em entrevistas que se filiaria à sigla do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que coordenou a campanha de Bolsonaro no Rio Grande do Sul. Ela é empresária há mais de 40 anos e também fez fama na TV, gravando comerciais. 

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DEPÓSITOS SEQUENCIAIS 

Carmen também fez depósitos sequenciais em dinheiro na sua conta de campanha e depois sacou a soma das quantias depositadas. No total, foram 76 depósitos em espécie (sessenta com o próprio CPF) nos dias 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, após o fim do segundo turno. Os depósitos foram revelados pela GaúchaZH e confirmados pela Folha. 

Ela arrecadou R$ 335,6 mil. Além do fundo partidário (R$ 200 mil), ela foi a segunda maior doadora da própria campanha, com R$ 59,6 mil. Os depósitos em espécie somaram R$ 75,6 mil

A diferença entre o total depositado pela candidata (R$ 59,6 mil) e a soma dos depósitos em espécie (R$ 75,6 mil) durante os três dias é resultado de outros 16 depósitos feitos por uma terceira pessoa (sessenta pela candidata e dezesseis por um terceiro). 

Uma série de reportagens da Folha revelou a existência de um esquema de candidaturas laranjas do PSL para desviar verba pública eleitoral. A campanha de Bolsonaro foi marcada por um discurso de ética e de combate à corrupção. Agora, os laranjas estão na mira de Polícia Federal e Ministério Público.

 

09
Jan19

Onyr: R$ 317 mil em notas frias

Talis Andrade

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247 - Em artigo no jornal O Globo, o jornalista Bernardo Mello Franco aponta incoerências entre o discurso e a prática do governo Bolsonaro. "O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou uma nova era no uso do dinheiro público. “Vamos acabar com falcatrua, com esse tipo de coisa”, disse, na segunda-feira. “O povo brasileiro cansou de assistir a esse desvirtuamento das funções públicas”, prosseguiu".

"A teoria de Guedes está perfeita. O problema é ajustá-la à prática, onde as tetas não pararam de jorrar por obra de discursos ou tuítes", critica o jornalista.

"Ontem a revista Época revelou que Antonio Hamilton Rossell Mourão foi promovido a assessor especial do novo presidente do BB. Seu salário vai triplicar de R$ 12 mil para R$ 36 mil. Ele ainda terá direito a um bônus polpudo quando deixar o emprego no banco. Como o nome indica, o funcionário é filho do vice-presidente Hamilton Mourão. Ganhou o upgrade dias depois de o pai se mudar para o Jaburu. O vice disse que o herdeiro “foi favorecido por suas qualidades”. Pode ser, mas a imagem passada pela nomeação é de outro tipo de favorecimento", expõe.

Mello Franco também condena a postura de outro chefe da Casa Civil. "O ministro Onyx Lorenzoni é outro campeão de discursos a favor da meritocracia. Na semana passada, ele anunciou a exoneração de 320 servidores da Casa Civil. Batizou a medida de “despetização” da máquina, embora o PT tenha deixado o poder há quase três anos. Na prática, o resultado foi a paralisia de órgãos como a Comissão de Ética da Presidência. Enquanto o ministro promovia sua caça às bruxas, o Diário Oficial registrava outro tipo de aparelhamento: a nomeação de blogueiros de direita para o Planalto e o Ministério da Educação".

"Onyx já admitiu ter recebido dinheiro de caixa dois, mas disse que 'se resolveu com Deus'. Ontem o jornal Zero Hora informou que ele usou 80 notas fiscais da consultoria de um amigo para receber R$ 317 mil em verbas de gabinete", informa o jornalista

 

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06
Dez18

Cruvinel e o DOPS de Moro

Talis Andrade

 

 

A lei é para todos, dependendo quem seja. A “total confiança” de Moro em Ônyx Lorenzoni, assumidamente recebedor de dinheiro “por fora”, mas “inocentado” pelo superministro de Jair Bolsonaro por “serviços prestados” ao moralismo, é uma evidência que só escapa aos cegos propositais que vêem as vantagens, mas não o desastre da entronização da perseguição político-policial-judicial seletiva que se instalou no Brasil, à qual a mídia deu acolhimento entusiasmado.

 

Tratei do tema ontem, aqui, e hoje, no JB, destaca a reação ao poder que a polícia morista provocará entre os parlamentares e o potencial de descontentamento que isso trará. Descontentamento ou, quem sabe, submissão.

 

A Polícia de Moro

Teresa Cruvinel, no JB

 

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Sob o comando do futuro ministro Sérgio Moro, a Polícia Federal vai reforçar o núcleo encarregado de investigar ministros e parlamentares com foro no STF, providência apontada como essencial à continuidade do combate à corrupção.

 

Assim será montada a mega Lava Jato do super Moro que, pelo andar da carruagem, terá focinho de polícia política: ministros também foram citados como alvo mas são os parlamentares, especialmente os de oposição, que estarão na mira.

 

Dificilmente alcançarão ministros de Bolsonaro. Ontem mesmo Moro declarou que Onyx Lorenzoni, contra quem o STF abriu investigação sobre suposto recebimento de caixa 2 da Odebrecht, tem sua “confiança pessoal”.

 

A corrupção é o novo nome da subversão, embora Bolsonaro e seu núcleo duro tenham também fixação em “comunistas”, rótulo que hoje no Brasil serve a qualquer um que não seja de extrema-direita ou não comungue do discurso bolsonarista.

 

Apesar da guerra ao “marxismo cultural” que estaria entranhado em tudo, ao ponto de Bolsonaro perguntar ao futuro ministro da Educação se ele tinha “faca nos dentes” para combatê-lo, é pela corrupção que se buscará o “inimigo interno”, criminalizando adversários políticos mais incômodos.

 

Outros governos, nesta fase de transição, estão preocupados em pacificar, conquistar mais aliados, alargar o capital recebido das urnas.

 

Já o de Bolsonaro exibe esta forte disposição para guerrear, seja aqui dentro ou lá fora, o que deixa uma parte do Brasil assustada e temerosa.

 

O núcleo anticorrupção da PF, chamado SINQ (Serviços de Inquéritos Especiais), segundo matéria da “Folha de S. Paulo”, depois de perder força e coesão durante o governo Temer, agora será fortalecido e reestruturado pelo futuro diretor-geral da PF, Maurício Valeixo.

 

São providências para que Moro disponha de um braço bem equipado para tocar esta espécie de Lava Jato do Executivo, sem prescindir dos aliados do Judiciário e do Ministério Público Federal.

 

E isso sugere que, na era Bolsonaro, a PF não desfrutará mais da autonomia que conquistou nos governos Lula e Dilma, ao ponto de o próprio ministro da Justiça, na época José Eduardo Cardoso, ser frequentemente surpreendido com ações contra o PT e integrantes do governo.

 

E ele sempre justificativa: em sua gestão, a PF atuava “republicanamente”, com absoluta independência.

 

Agora haverá subordinação não apenas formal a Moro, mas operacional.

 

Ministros poderão até ser investigados, quando houver interesse em jogar alguém na frigideira.

 

A resposta ao teste da autonomia futura da PF virá no começo do governo, quando saberemos se vão prosseguir ou serão arquivadas as investigações sobre a participação do futuro superministro da Economia, Paulo Guedes, em esquema fraudulento de desvio de recursos de fundos de pensão das estatais.

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Bolsonaro irritou-se ao ser abordado sobre o assunto dizendo desconhecer essas investigações.

 

Onyx já havia sido perdoado por Moro, por ter se arrependido e pedido desculpas, o que levou o senador Roberto Requião a apresentar o irônico projeto da “Lei Lorenzoni”: em crimes eleitorais, se o acusado demonstrar arrependimento, estará perdoado.

 

Assim, o braço forte de Moro cairá é sobre parlamentares, assim como o Dops da ditadura caía sobre os “subversivos”.

 

O problema é que Bolsonaro precisará do Congresso para governar, e até já começou a cortejar os partidos.

 

Se Moro fustigar muito os parlamentares, criará problemas para a coordenação política.

05
Dez18

Moro terá mesmo “superpolícia política”

Talis Andrade

moro policial.jpg

por Fernando Brito

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A manchete da Folha, hoje, confirma o que já há tempos se sabia: Sérgio Moro vai montar uma “superpolícia política” da para investigar – o que hoje, significa desmoralizar e fragilizar – políticos que, naturalmente, não serão os do novo governo, como sugere o perdão do ex-juiz de Curitiba ao “arrependido” Ônyx Lorenzoni.


É evidente que políticos sobre os quais pesem indícios de cometimento de crimes devem ser investigados. Isso é totalmente diferente de ter centenas de delegados e agentes debruçados, todo o tempo, à cata do que possa servir para investigações que, afinal, terão como alvo quem não disser um absoluto “sim, senhor” ao novo governante. Ou será que alguém acredita que a “hiper Lava Jato” vei se dedicar a investigar quem adubou a primavera da direita?

 

A menos que interesse ao governo fritar alguém ou, especialmente, interesse a Moro fritar alguém dentro do Governo – e no governo só Paulo Guedes e o próprio ex-capitão rivalizam com ele, em matéria de poder – a função do grupamento “gestapiano” da polícia servirá, sob o manto do “doa em quem doe” a fazer com que doa a quem deve doer e não a quem “não vem ao caso”.

 

O que escapar, na base do acaso, cuidará o seletivo STF de refrear, ainda mais agora que seu presidente diz que ele deve “se recolher”. E a primeira providência, claro, será revogar a condição de “relatores de quase tudo” de Luiz Edson Fachin e de Luiz Roberto Barroso, este no caso de Temer, sobre quem não é possível prever, ainda, se escapará da condição de “bom de condenar” que construiu para si mesmo.

 

Como toda medida de marketing político, porém, a medida tem dois lados. Vai injetar um ingrediente extra nas dificuldades de articulação dentro do Congresso para a formação de maioria – eventualmente até de maioria de 2/3, em matérias constitucionais – para apoio às medidas necessárias ao governo.

 

O mata-pau de Moro vai estendendo suas ramificações sobre a árvore que o hospedou. E não são raminhos frágeis e tênues, como os do parasita das nossas matas, no início. São ramos fortes, poderosos, com força para se espalharem em qualquer direção.

 

Quem não viu a planta e não leu o conto clássico de Monteiro Lobato não conhece a força que o matador da floresta tem.

 

 

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