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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

20
Nov22

Lula e os nostálgicos de 1964

Talis Andrade

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por Cristina Serra

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Mais difícil para Lula do que a escolha do próximo ministro da Fazenda talvez seja a definição do titular da Defesa que irá substituir o bolsonaríssimo Paulo Sérgio de Oliveira.

Expert no jogo previsível do “morde e assopra”, bem ao gosto do chefe, o general carrancudo disse, primeiro, que não houve fraude na eleição. Um dia depois, se desdisse, caprichando na dubiedade que alimenta grupos fanatizados e catatônicos com doses calculadas de teorias conspiratórias.

É a mesma ambiguidade proposital da nota emitida pelos três comandantes militares sobre os protestos golpistas na porta dos quartéis. A nota reivindica para as Forças Armadas o inexistente papel de “moderadoras”. Os comandantes dizem ainda que as fileiras estão “vigilantes” e “atentas”.

É o mesmo tom de ameaça daquele famoso tuíte de 2018, na véspera da votação do habeas corpus de Lula, no STF (o resto você lembra). É um primor de golpismo. Lula já disse que pretende nomear um civil para a Defesa e afastar milhares de fardados em cargos comissionados. Daí os rosnados e ranger de dentes. Sem falar que vai acabar a farra de Viagra e próteses penianas.

Despolitizar as Forças Armadas é um dos maiores desafios da democracia no Brasil. Aqui, peço licença ao leitor para recomendar o livro “Comentários a um delírio militarista” (editora Gabinete de Leitura), organizado pelo historiador Manuel Domingos Neto, com artigos de 40 autores (esta escriba entre eles).

 

Amazon.com.br eBooks Kindle: Comentários a um delírio militarista, Domingos  Neto , Manuel

 

O livro analisa o “Projeto de Nação – O Brasil em 2035”, proposta formulada sob a égide do Instituto General Villas Bôas (sim, o do tuíte). Tal documento revela a autoimagem dos militares: condutores iluminados do país, tutores dos demais poderes e de todas as dimensões da sociedade civil.

No projeto de futuro militarista, prevalece a ótica da guerra contra o inimigo interno, ou seja, o povo. Há uma indisfarçável nostalgia da noite de 21 anos. Não será fácil mandá-los de volta para os quartéis.

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19
Nov22

Bolsonaro perdulário e ladrão estourou o teto de gastos em R$ 795 bilhões

Talis Andrade

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O palpite infeliz da mídia

 

por Fernando Brito

Jair Bolsonaro estourou o teto de gastos em R$ 795 bilhões em seus quatro anos de governo, contabiliza hoje a BBC em longa reportagem sobre as finanças públicas brasileiras.

Em média anual, R$ 200 bilhões por ano, mais que os R$ 198 bilhões (já contando com o máximo de R$ 23 bilhões se ocorrerem receitas extraordinárias, as quais o teto impede de serem utilizados) pretendidos na proposta de emenda constitucional sugerida por Lula ao Congresso.

Se houve reação do “mercado”, foi comportadíssima.

 

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Parece que a noção de democracia de nossa imprensa não atravessa a fronteira do interesse do dinheiro e que, no dia 30 de outubro, não decidimos se os brasileiros vão poder comer e se os programas sociais devem ser recuperados.

Alguns dos comentaristas de política e de economia dizem que, a 43 dias de começar, o Governo Lula “fracassou”, que os juros, dívida pública e a inflação vão subir forte, o brasileiro perderá renda e os investidores vão fugir do país.

Pensei em levar um volante da Mega-Sena para que eles preenchessem para mim, tamanha é a capacidade de adivinhação que sustentam em suas teses. Basicamente aquela lenda da “fada da confiança” do mercado, nome popularizado pelo Nobel de Economia Paul Krugman, pela qual havendo cortes nas despesas públicas, o capital encarregar-se-ia de, inevitavelmente, produzir o crescimento da economia.

Isso virou até um arremedo de teoria econômica, conhecida como Tricke Down, algo como pinga-pinga, pela qual a prosperidade dos ricos “escorreria” até os pobres, melhorando suas vidas.

Basta ver o que aconteceu por aqui nos últimos anos – e já antes de Bolsonaro – que o palpite é furado e, além disso, revelador do primarismo deste tipo de análise econômica, pouco mais sofisticada que uma mera “regra de três” ginasiana.

Por este simplismo, querem que se enuncie agora – e, portanto, também como mero “palpite” – de uma nova âncora fiscal, em lugar de um “teto de gastos” que, evidentemente, já foi destruído faz anos e chegou ao ponto de inviabilizar o funcionamento da máquina pública.

Um exemplo, dos milhares que há: a educadora Priscila Cruz, do grupo de transição, disse ontem que o orçamento federal para pré-escola dá para construir UMA (isso, UMA) creche. No resto, estradas abandonadas, farmácias sem remédio, escolas sem luz e mais obras paradas.

Qualquer pessoa minimamente razoável sabe que não pode vir prosperidade econômica de algo assim. É claro que se tem de cortar despesas, mas não estas.

Muito menos conseguem ver que o país só não afundou economicamente porque, mesmo eleitoreiros, com péssimos critérios e baixíssima governança, foram os recursos que aqueles déficits de Bolsonaro lançaram dinheiro na economia e reverteram o afundamento da arrecadação federal, mesmo com os cortes de imposto de olho na urna – como os de combustíveis.

Como é uma turma que gosta de números, seria interessante saber de onde viriam os R$ 600 prometidos pelos dois candidatos, ou os R$ 150 por criança pequena. Será que não sabiam o que todos sabiam, que o Orçamento não tinha dinheiro previsto para isso e, pior ainda, nem tinha como funcionar como está estruturado na proposta que Bolsonaro enviou ao Congresso?

Bem, “sabidões” como são, vão colecionando erros, desde que previram fuga de empresários, ou quando zombaram da “marolinha” de 2008 e agora, quando não conseguem entender que a ousadia de Lula é o principal convite a novos investimentos no país e da recolocação do país nos mercados mundiais.

O Brasil é mesmo um imenso país com uma elite minúscula, que não consegue pensar em nada senão em sermos “bons meninos” para o “mercado”.

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19
Nov22

Filhas solteiras de militares recebem até R$ 117 mil mensais

Talis Andrade

Frio, fome, chuva e invisibilidade - Nando Motta - Brasil 247

 

País gastou R$ 19,3 bilhões com pensões militares ao longo de 2020. Filhas representam 60% dos beneficiários

 

por André Shalders /Terra

A União gastou R$ 19,3 bilhões com pensões de dependentes de militares ao longo de 2020. A maior parte do dinheiro foi para as filhas. Das 226 mil pessoas que recebem este tipo de benefício no País, nada menos do que 137.916, ou 60% do total, são filhas de militares já mortos. Os dados também revelam que as pensões nas Forças Armadas são maiores do que as dos servidores civis.

Os 226 mil beneficiários de pensões militares receberam, em média, R$ 5.897,57 em fevereiro, enquanto os 286.208 civis ganharam, também em média, R$ 4.741,19. Alguns dos benefícios são quase centenários. A pensão militar mais antiga começou a ser paga pelo contribuinte em setembro de 1930. [Com a revolução que criou a ditadura do Estado Novo, que só terminou em 1945. Em 1964 teve outra ditadura, que durou 21 anos. Terminou em 1985. Os golpes de 1937 e 1964 tiveram nazistas infiltrados nas conspirações] 

Os dados foram divulgados na noite deste domingo, 27, pela Controladoria-Geral da União (CGU), por meio do Portal da Transparência. A divulgação foi feita com quase um ano e meio de atraso, atendendo a uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU). É a primeira vez que o Estado brasileiro mostra dados sistematizados sobre pensões de militares, inclusive com os nomes dos beneficiários. A decisão do TCU foi motivada por reclamações da agência de dados independente Fiquem Sabendo.

O lote liberado pela CGU abarca os meses de janeiro de 2020 a fevereiro de 2021 e expõe dezenas de pensionistas de militares recebendo valores acima do teto constitucional do serviço público, hoje fixado em R$ 39,3 mil. Em fevereiro deste ano, por exemplo, eram 14 casos de pensionistas que ganhavam mais de R$ 100 mil líquidos, já depois dos descontos.

Em todos estes casos, a "super parcela" se deve a um pagamento eventual, específico. O maior pagamento, já depois dos descontos, foi de R$ 435,6 mil, feito a uma pensionista menor de 16 anos, filha de um segundo-tenente. Os dados dela foram omitidos.O maior benefício que não está relacionado a um pagamento eventual foi o da pensionista Gecy Brilhante da Fontoura Rangel, no valor de R$ 60,5 mil, já depois dos descontos. Ela é filha de um marechal do Exército, Manoel de Azambuja Brilhante, e recebe o benefício desde 1996. O pai de Gecy dá nome a uma rua em Osasco (SP).

Nos seis meses anteriores, o valor final do benefício pago à filha do marechal do Exércitovariou de R$ 117.012,43 (em novembro de 2020) a R$ 61.286,58 (nos meses de agosto, setembro e outubro do ano passado), já com os descontos. No caso de Gecy, porém, a pensão do pai é combinada com benefícios de dois ex-maridos que também eram militares, o que lhe garante uma pensão tripla e explica o alto valor.

Ao todo, pelo menos 77 pensionistas ganharam benefícios maiores que o teto constitucional, em fevereiro deste ano. Na média, receberam R$ 80,3 mil cada, e consumiram R$ 6,1 milhões aos cofres públicos em apenas um mês. Assim como Gecy, outros 28 beneficiários com vencimentos acima do teto não tiveram qualquer parcela extraordinária que justificasse os vencimentos a maior. Juntos, os 29 pensionistas ganharam R$ 1,2 milhão, ou R$ 44 mil cada, em média. Cinco deles, incluindo Gecy, levaram mais de R$ 50 mil para casa. Todas são filhas de militares.

Ao divulgar os dados, a CGU informou que se tratava de uma iniciativa tomada em conjunto com os ministérios da Defesa e da Economia, além do Banco Central. Segundo a Controladoria, os dados serão atualizados mensalmente. A inclusão dos itens mais antigos, porém, será "avaliada e tratada, junto aos órgãos detentores das bases, em uma segunda etapa". O Estadão procurou o Ministério da Defesa nesta terça-feira, 29, mas não houve resposta até o momento.

Direito. As pensões nas Forças Armadas são regidas pela lei 3.765 de 1960. Até 2001, a regra permitia que filhas de militares continuassem recebendo indefinidamente as pensões de pais já falecidos, desde que continuassem solteiras. A norma foi mudada por meio de uma Medida Provisória no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), mas quem conquistou o direito antes da mudança continua com o benefício.

Os militares que ingressaram na carreira antes da Medida Provisória também deixaram o direito para as filhas. Até hoje filhas e filhos de militares usufruem de regras mais favoráveis para as pensões — eles mantém o benefício até os 24 anos, caso estejam na universidade, quando no INSS a idade usada como parâmetro é 21 anos.

Em 2019, a reforma da Previdência aprovada pelo Congresso criou uma contribuição a ser paga pelos pensionistas de militares, que pode chegar a 13,5% nos casos das filhas que recebem pensão vitalícia. Até então, elas não pagavam qualquer tipo de contribuição.

Advogada especializada em Direito Previdenciário, Cristiane Grano Haik observou que, uma vez que o beneficiário cumpra os critérios definidos em lei, ele passa a ter direito à pensão. Desta forma, ainda que a lei mude depois, este direito não se altera. É o chamado "direito adquirido"."A pessoa passa a ter direito àquilo ad aeternum, ou seja, para sempre. Quem cumpriu os requisitos, na vigência da lei antiga, tem o direito adquirido", disse Haik, que é doutoranda em Direito Previdenciário pela PUC de São Paulo. "No caso dos militares, não é correto falar em 'previdência'. A natureza dos benefícios deles é a de um reconhecimento pelos serviços prestados ao País. É diferente do regime geral do INSS, no qual só quem contribui é que tem direito", completou a advogada.Viagra é uma pequena amostra da grande corrupção que turbina o projeto de  poder dos militares – jeferson miola

 
19
Nov22

Comitê de Bolsonaro vira sede de encontros de Braga Netto com políticos e militantes que defendem golpe

Talis Andrade

O BLEFE QUE BRAGA NETTO NÃO CONSEGUE DESMENTIR – Moisés Mendes – Jornalista  – Porto Alegre – Rio Grande do Sul

 

por Fernando Miller /Diário do Centro do Mundo

O endereço alugado no Lago Sul de Brasília para ser usado como comitê da campanha de Jair Bolsonaro em sua tentativa frustrada de ser reeleito transfomou-se em uma espécie de central do golpe, de acordo com reportagem de Rodrigo Rangel, do Metrópoles, publicada nesta sexta-feira (18).

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QG do golpe fascista

 

Liderados pelo ex-ministro Braga Netto, que tem dado expediente de forma regular no local, conspiradores reúnem-se lá para discutir estratégias visando questionar o resultado das urnas.

De acordo com a apuração do jornalista, que tem acompanhado a movimentação no endereço, o deputado federal Osmar Terra foi um dos frequentadores do “QG do Golpe” nesta última quinta-feira (17).

Questionado, o parlamentar gaúcho reconheceu que foi tratar da auditoria contratrada pelo PL que visa por em xeque a credibilidade do sistema eleitoral.

Outro veículo do mesmo modelo, de um empresário do Mato Grosso, também chegou ao QG pouco antes do general sair de lá.

“(A reunião) foi para buscar informações, (saber) se tinha alguma novidade sobre o processo do PL”, disse ele, referindo-se à auditoria. “Queria ter a informação mais adequada”, emendou, acrescentando que segue no aguardo de “novidades”.

Além de Terra, outros parlamentares aliados do presidente têm frequentado a casa, como Marcel Van Hattem, do Partido Novo e o Senador Eduardo Girão, do Podemos. Além deles, o senador Guaracy Silveira, do PP, também participou da reunião.

O ex-tesoureiro da campanha de Bolsonaro,  coronel da reserva Marcelo Azevedo, é outro frequentador.

A casa tem um fluxo intenso de pessoas, que inclui manifestantes que participam dos protestos antidemocráticos. Isso acaba por ser uma evidência sobre a cadeia de comando das manifestações que vêm ocupando portas de quartéis e estradas com o objetivo de questionar o sistema eleitoral.

Decorada com uma bandeira do Brasil e dirigida por homem com camiseta com inscrições pedindo intervenção militar, uma camionete Amarok, avaliada em R$ 300 mi e com placa de Luis Eduardo Magalhães, na Bahia, esteve no endereço na tarde desta sexta-feira (18). Indagado pelo jornalista sobre quem o receberia, o ‘patriota’ não respondeu. Braga Netto estava lá.

Outro veículo do mesmo modelo, de um empresário do Mato Grosso, também chegou ao QG pouco antes do general sair de lá.

Um terceiro veículo que também passou por lá foi visto horas depois em uma manifestação no quartel-general do Exército, no Setor Militar Urbano de Brasília.

Ou seja, há vínculo claro entre as manifestações e o que se planeja no antigo comitê de Bolsonaro.

Braga Netto tem comparecido tanto a esse local quanto ao Palácio do Alvorada, onde tem visitado Jair Bolsonaro.

O general tem sido umas das principais vozes de incentivo aos golpistas, sempre deixando acesa a expectativa de que uma surpresa ainda pode ocorrer. A um prefeito do interior do Mato Grosso, ele disse que “algo muito bom” iria acontecer até o fim desta semana.

O prefeito Carlos Capeletti, do município de Tapurah, havia ido para comprar mantimentos para o acampamento. Logo depois, Capeletti fez um vídeo dizendo o que ouviu e publicou nas redes sociais.

 

Eu falei que eu iria embora, que não acreditava em mais nada, e ele (Braga Netto) falou assim: ‘Fica tranquilo que vai acontecer’”, disse o prefeito ao Metropoles.

 

O relato demonstra  que o general tem gerado expectativas golpistas entre os bolsonaristas que estão na rua.

Em outro vídeo ele saúda militantes bolsonaristas na frente do Alvorada. Ao ouvir apelos do grupo, que diz estar firme nos protestos, ele afirma:

 

Não percam a fé. É só o que eu posso falar para vocês agora”. 

 

Braga Netto cumprimenta golpistas em Brasília: "Presidente tá bem. Não percam a fé"

 

Dê uma coletiva, Braga Neto! - Renato Aroeira - Brasil 247

Daniela Duarte
@danieladart
Acabamos de encontrar o Vice no Palácio da Alvorada, ele estava em reunião com o presidente. Braga Neto estava com semblante muito tranquilo e disse que tem esperança. Estamos no caminho certo pessoal!
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Urgente: general Braga Neto descaradamente insuflando os caminhoneiros patriotarios a continuarem com a escalada golpista e ataques a democracia.ImageImage
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19
Nov22

O CERCO AOS MANÉS E A ARMADILHA DO MIGUÉ APLICADO PELOS FASCISTÕES

Talis Andrade

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Por Moisés Mendes 

Há manés agarrados ao para-brisa de caminhões, manés foragidos em Nova York e manés rezando e atirando-se ao chão em louvação ao hino, à pátria, à família e aos militares.

Há manés num nível intermediário, organizando os manés da base, e até financiando alguma coisa, um churrasquinho ou um banheiro químico. São os práticos, os operadores da turma do deixa-comigo.

Há manés mobilizadores, porque têm forte voz de comando e são referências econômicas e políticas inspiradoras da extrema direita. Eles sustentam moral e financeiramente a balbúrdia.

É provável que todos eles, da hierarquia do projeto golpista, estejam representados nas listas enviadas pelas polícias dos Estados e pelo Ministério Público ao ministro Alexandre de Moraes.

Todos também têm representantes na lista, ainda pequena, de 43 nomes de pessoas e empresas apontadas como articuladoras e financiadoras dos atos e que tiveram contas bancárias bloqueadas por ordem de Moraes.

Esses manés das estradas e dos acampamentos nos quartéis, já identificados porque expostos presencial ou virtualmente, serão encaminhados a sacrifícios. Alguns não terão como escapar.

Charge do JCaesar | VEJA

Mas ainda faltam os que estão certos de que aplicarão um migué nas polícias, no MP e no Judiciário. São os grandes indutores do golpe, os chefões a serviço de Bolsonaro.

O grande fascista, o fascistão que aciona as muitas camadas de manés, não aparece ainda entre os listados, pelo menos publicamente.

Os investigadores e Alexandre de Moraes sabem de quem se trata. São figuras manjadas, que até tiveram aparições públicas de incitação ao golpe, antes e depois da eleição.

É a figura clássica do fascistão com muito dinheiro, poder político conquistado pela fidelidade ao bolsonarismo, e mais a soberba da impunidade. Esse fascista sem escrúpulos está acima de todas as hierarquias de manés.

Um mané foragido em Nova York só existe como fora da lei e sobrevive numa das cidades mais caras do mundo porque o manezão milionário o protege.

Mas esse grandão vai dificultar o trabalho dos que caçam manés, porque ele não deve ter deixado rastros como pessoa física.

O fascistão não manda pix, não contrata empresas de banheiros químicos e não aparece nas concentrações dos tios do zap. Mas sua energia golpista está ali.

O fascistão tem prepostos e atua desde a eleição de 2018. Ele é o desafio para os caçadores de manés, porque se protege na sua pessoa jurídica.

Os grandões que aplicam migué no Judiciário há muito tempo, que escaparam das ações no TSE contra a chapa Bolsonaro-Mourão, e que continuaram agindo, às vezes descaradamente, são os golpistas só aparentemente camuflados. Moraes conhece todos eles.

MP e Justiça podem pegar milhares de manés e conter a bagunça nas ruas. Mas sabem que, se não pegarem os fascistões, o trabalho terá ficado pela metade.

O fascistão é especialista em aplicar miguéis nas instituições, até por achar que é temido em todas as áreas e instâncias.  

Se ficar impune, o grandão milionário que trabalha a mando direto de Bolsonaro formará mais adiante novas tropas de manés, para reorganizar a turba e continuar conspirando.www.brasil247.com - { imgCaption }}

 

12
Nov22

Cúpulas militares alimentam caos e baderna

Talis Andrade

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As cúpulas partidarizadas das Forças Armadas são a principal fonte de alimentação da tentativa fascista-bolsonarista de desestabilizar o país e gerar – artificialmente – caos e uma profunda crise política e institucional.

A conduta irresponsável a respeito da eleição é apenas mais um capítulo deplorável da atuação antiprofissional, inconstitucional e conspirativa das Forças Armadas. Atuação irregular, aliás, que vem de longe; pelo menos desde a Comissão Nacional da Verdade, em 2011.

Tivessem o mínimo de vergonha, dignidade e lealdade institucional, as cúpulas militares não teriam propiciado este teatro patético com o relatório sobre o funcionamento das urnas eletrônicas.

Optaram, ao invés disso, em atuar diretamente e/ou em se associar à baderna promovida pela escória fascista na torpe ilusão de que, com o “clamor das ruas”, poderão intervir para “salvar o Brasil”.

A cumplicidade com os atentados antidemocráticos é comprovada pela camaradagem com que os criminosos amotinados nas áreas militares são tratados. Estas áreas dos quartéis e comandos militares viraram quintais para piqueniques de baderneiros.

O cúmulo do absurdo foi o ofício enviado pelo Comando Militar do Planalto ao Governo do Distrito Federal solicitando disponibilização de ambulâncias, instalação de banheiros químicos e realização de serviço de limpeza na área do Quartel General do Exército Brasileiro ocupada pelas hordas fascistas.

Inconformados, porém, com a indiferença do mundo político e do poder judiciário com as falsas denúncias de fraude fabricadas pelo general-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira para tumultuar o processo, os comandantes das três Forças decidiram então soltar um comunicado nesta 6ª feira, 11/11, em mais uma tentativa de desestabilizar e causar uma crise política e institucional no país.

Na mensagem “às Instituições e ao Povo Brasileiro” [como no original, com as iniciais em maiúsculo] os comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica defendem aqueles que “criminosamente não aceitam a democracia e serão tratados como criminosos”, como já disse o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes.

No texto laudatório e de contorno salvacionista, os comandantes das três Forças repetem os delírios que alimentam a respeito de si próprios e do papel das Forças Armadas; delírios, aliás, que não encontram amparo na Constituição, como por exemplo:

– “a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira reafirmam seu compromisso irrestrito e inabalável com o Povo Brasileiro, com a democracia e com a harmonia política e social do Brasil, ratificado pelos valores e pelas tradições das Forças Armadas, sempre presentes e moderadoras nos mais importantes momentos de nossa história’;

– “As Forças Armadas permanecem vigilantes, atentas e focadas em seu papel constitucional na garantia de nossa Soberania, da Ordem e do Progresso, sempre em defesa de nosso Povo”;

– “temos primado pela Legalidade, Legitimidade e Estabilidade, transmitindo a nossos subordinados serenidade, confiança na cadeia de comando, coesão e patriotismo”;

– “O foco continuará a ser mantido no incansável cumprimento das nobres missões de Soldados Brasileiros, tendo como pilares de nossas convicções a Fé no Brasil e em seu pacífico e admirável Povo”.

Por um considerável período depois da ditadura, os militares mantiveram um funcionamento político discreto e secreto dentro dos quartéis. Esta etapa vai até a participação subterrânea deles na trama para derrubar a presidente Dilma, como registrado no livro do usurpador Michel Temer.

Depois do golpe de 2016 eles ocuparam postos-chave no governo golpista chefiado por Temer – GSI, Ministério da Defesa e intervenção federal no Estado do Rio. A partir daí, assumiram um protagonismo direto no processo de colonização do aparelho de Estado; processo que alcançou seu clímax no governo militar presidido por Bolsonaro.

A designação do general Fernando Azevedo e Silva para atuar no gabinete do presidente do STF Dias Toffoli durante o processo eleitoral de 2018 se insere neste contexto de avanço da interferência e da tutela militar, cujo sintoma mais traumático foi o tuíte do Alto Comando do Exército assinado pelo general Villas Bôas em 3 de abril de 2018.

A desestabilização do país para justificar uma pretensa intervenção militar sempre esteve nos planos das cúpulas partidarizadas das Forças Armadas, que se articulam e se organizam como um Partido Militar clandestino.

As cúpulas militares são a principal fonte de caos e desestabilização do país.

Para avançar a restauração da democracia, o governo Lula/Alckmin terá de estabelecer, com o Congresso e a sociedade civil, um marco para a atuação profissional das Forças Armadas nos estritos limites da sua missão institucional, ou seja, de defesa nacional contra eventuais ameaças externas e, portanto, totalmente fora da política e de funções civis.
 

O relatório da Defesa e a honra militar

 
 
04
Nov22

Imprensa destaca protestos de 'fanáticos' no Brasil, que dizem sair às ruas 'contra o comunismo'

Talis Andrade

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Manifestantes no Rio de Janeiro pediram intervenção militar durante protesto nesta quarta-feira (2).
Manifestantes no Rio de Janeiro pediram intervenção militar durante protesto nesta quarta-feira (2). AP - Bruna Prado
 
29
Out22

Notas sobre um atentado (ou dois)

Talis Andrade

 

PT cobra da PF medidas disciplinares contra agente que escoltou Lula |  Partido dos TrabalhadoresPT pede ação da PF contra agente bolsonarista que escoltou Lula - Viomundo

 

Danilo Cesar Campetti, um dos policiais responsáveis pela escolta de Lula no velório do neto Arthur Araújo Lula da Silva, no dia 3 de março deste ano, é ativista pró-Bolsonaro nas redes sociais e mantém manifestações hostis ao PT. Atencão para os símbolos no colete à prova de bala

 

Se no bolsonarismo em tudo há certo método, porque não haveria nos “atentados” que acometem Bolsonaro e bolsonaristas? O mesmo agente em Juiz de Fora, Paraisópolis e enterro do neto de Lula 

 

por Hugo Souza

Nesta sexta-feira, 28, Tarcísio de Freitas foi às redes sociais “falar sobre o que aconteceu em Paraisópolis”. Comentando a informação de que foi um agente licenciado da Abin, Fabricio Cardoso Paiva, integrante do seu staff, quem mandou o cinegrafista da Jovem Pan apagar imagens do tiroteio, Tarcísio disse que Fabrício “é meu amigo de 30 anos, que entrou comigo na Escola Preparatória de Cadetes do Exército em 1992, em Campinas”.

Come Ananás identificou que Tarcísio e Fabrício estiveram ao mesmo tempo também na graduação em Ciências Militares na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), na década de 1990, e na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO), na década de 2000. Mas não só os dois. O atual chefe da Abin, Víctor Felismino Carneiro, também foi contemporâneo de Tarcísio de Freitas e de Fabrício Paiva na Aman e na EsAO.

Víctor Carneiro assumiu a Abin em abril deste ano, após a saída de Alexandre Ramagem do cargo para ser candidato a deputado federal. Ramagem, recordemos, foi nomeado por Jair Bolsonaro em 2020 para chefiar a Polícia Federal. O STF, porém, suspendeu a nomeação, dada a notória e umbilical ligação de Ramagem com a família Bolsonaro. Isto não impediu, porém – ninguém suspendeu -, que Bolsonaro nomeasse Ramagem, na sequência, para o comando da Abin.

Já Victor Carneiro, que é filho de um general quatro estrelas, chegou ao comando da Abin por indicação de Carlos Bolsonaro, atravessando um nome, Edgar Ribeiro Dias, que já tinha sido escolhido para o cargo pelo general Augusto Heleno, chefe do SGI. Havia a informação de que Dias tinha o intuito de exonerar policiais federais ligados aos Bolsonaro e levados para a Abin após a posse de Jair Bolsonaro, em 2019. Um dos policiais federais ligados aos Bolsonaro e levados para a Abin em 2019 é Danilo Cesar Campetti.

Para quem não está ligando o nome ao agente, Danilo Campetti integrou a chamada “Operação Messias” da Polícia Federal, de segurança do então candidato à presidência da República Jair Bolsonaro, em 2018. Ele estava entre os policiais que faziam a escolta de Bolsonaro no dia do episódio da facada em Juiz de Fora, 6 de setembro daquele ano. Campetti também estava acompanhando Tarcísio no dia do tiroteio em Paraisópolis. Há imagens dele com uma pistola em punho.

 

Agente com Tarcísio em Paraisópolis estava com Bolsonaro no dia da facada |  Revista FórumPolicial que estava no tiroteio de Paraisópolis estava no dia da 'fakeada'  de Juiz de Fora

Em 2018, Danilo Campetti foi indicado para integrar a “Operação Messias” pelo xará e também policial federal Danilo Balas.

“Em meados de 2018, recebi uma ligação de Brasília, do setor responsável pela segurança dos candidatos à presidência da República. Era um convite para compor a equipe que faria a segurança do então candidato à presidência Jair Messias Bolsonaro. Minha resposta foi que não poderia fazer parte da equipe por questões óbvias: sairia candidato a deputado estadual, naquele mesmo ano. Uma outra pergunta me foi feita: se eu conhecia e indicaria algum policial federal para efetuar o trabalho mencionado”, contou Danilo Balas no dia 14 de fevereiro de 2020 numa sessão solene da Assembleia Legislativa do Estado (Alesp) de São Paulo, para a qual Balas havia sido eleito em 2018.

 

Balas brotam

 

Danilo Balas ficou nacionalmente conhecido em 2014, quando postou no Facebook imagens de si próprio treinando tiro ao alvo numa gravura de Dilma Rousseff: “assim fica fácil treinar”. Quatro anos antes, em 2010, Danilo Balas havia recebido um convite de Eduardo Bolsonaro para entrar na política.

Danilo Balas foi um dos primeiros a gritar “atentado!” no dia do episódio em Paraisópolis:

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Tarcísio e equipe passam bem. Há informações de que um bandido foi baleado e morreu.

Nossa solidariedade ao futuro Governador @tarcisiogdf e à equipe, e agradecimentos aos policiais que reagiram prontamente. Ser o candidato da Segurança Pública tem um alto preço. pic.twitter.com/c9fRg5xEzo

— Danilo Balas (@DaniloBalas) October 17, 2022

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Aquela sessão solene na Alesp na qual Danilo Balas disse ter indicado Danilo Campetti para a “Operação Messias” foi precisamente para outorgar o Mérito Legislativo do Estado de São Paulo a três agentes da Polícia Federal que estavam com Bolsonaro em Juiz de Fora no dia do episódio da facada, entre eles Campetti. Uma honraria curiosa a quem, afinal, falhou em serviço.Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais

Naquele dia, Campetti disse no microfone da Alesp que “podemos afirmar, sem sombra de dúvidas, que o capitão Jair Messias Bolsonaro é imune aos efeitos colaterais e perniciosos do poder”.

Nestes outros dias pré-eleitorais – os hodiernos – em que agentes fora de serviço, mas aliados, brotam nas ruas em dia de “atentado”, convém chamar a atenção para outra coisa que Danilo Campetti disse naquele dia na Alesp:

“Notória era a participação de policiais voluntários, inclusive aposentados, em todos os locais que comparecíamos e que, mesmo em dias de folga, não hesitavam em ombrear conosco na proteção do candidato. Dessa forma, já era prevista a realização de ‘briefings’, ou seja, reuniões preliminares, com aqueles irmãos aliados, os quais cumpriam com excelência tudo o que fora previamente estabelecido. A esses obstinados guerreiros, minha continência e homenagem. O agradecimento, realmente, meus irmãos, a todos aqueles que, aonde a gente ia, todos que estavam de folga: policiais, agentes de segurança – mesmo particulares -, segurança privada, era comum a gente chegar aos locais e essas pessoas já estarem esperando uma liderança para a gente fazer essa reunião para eles poderem compor com a gente”.

Outro agente da “Operação Messias”, também indicado por Danilo Balas, homenageado na Alesp naquele 14 de fevereiro de 2020 foi Flavio Antonio Gomes, que relatou:

“O Zero Um [como os agentes se referiam a Jair Bolsonaro] saiu de sua casa e, como de costume, cumprimentou animadamente cada um dos policiais, fazendo brincadeiras e comentários sobre os últimos acontecimentos políticos. Após alguns minutos de uma conversa informal, ele mudou a expressão. Seriedade e preocupação tomaram o lugar das risadas. Mencionou algo sobre não ser difícil acontecer um atentado contra ele, já que muita gente estava interessada em manter-se no poder. Sabíamos que ele tinha razão e ficamos em silêncio”.

Convém chamar a atenção também, retroativamente, a esta declaração, nestes dias pré-eleitorais nos quais a campanha de Tarcísio de Freitas inseriu o “atentado” de Paraisópolis numa peça de propaganda eleitoral na TV que já estava programada para ser sobre supostas – e delirantes – ligações do PT com o crime organizado.

 

‘Vamos!’

 

O terceiro agente da Polícia Federal homenageado na Alesp naquele 14 de fevereiro de 2020 foi João Paulo Dondelli, mais um indicado por Danilo Balas para a “Operação Messias”. Dondelli contou, por seu turno, outro bastidor do episódio da facada em Juiz de Fora.

Transcrevemos:

Foram dois fatores que me fizeram tomar a decisão de sacar o Adélio de lá: o primeiro foram as características que eu citei, a experiência e saber até onde vai o limite de uma equipe experiente. O segundo fator que me levou, de fato, a fazer aquilo ali, foi um diálogo que eu tive com o candidato Jair Bolsonaro em frente a um elevador, lá em Osasco, 15 dias antes.

Iria ter um evento em uma rede de televisão entre os candidatos à presidência, e ele recebeu a informação de que havia um púlpito vazio lá para um ex-presidente preso e sem registro de candidatura. Ele ficou injuriado com aquilo, olhou para mim e falou assim:

– Federal, império da lei, não tem registro e tá condenado.

E eu:

– Império da lei, Zero Um.

– Vamos pra guerra?

– Vamos pro combate!

Danilo Campetti Policial Federal fazendo a Segurança do Tarcísio em  atentado em Paraisópolis.Cinegrafista que filmou tiros da equipe de Tarcísio em Paraisópolis relata  medo após demissão - Hora do PovoArticula Redes Resiste! 🚩✊ #VamosJuntosPeloBrasil on Twitter: "@cortezpsol  Morte durante campanha de Tarcísio teve "indícios de execução". Quem vai  responder pela morte ocorrida no atentado forjado? Reage São Paulo!!!  https://t.co/0jIJTT4kPU" / Twitter

 

 

 

19
Out22

Fala pedófila de Bolsonaro e resultado da pesquisa Ipec evidenciam a extensão da degradação social no país

Talis Andrade

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O atual mandatário sequer perdeu intenções de voto junto à população nacional, segundo o Ipec. Esse é o fato mais estarrecedor

 

por Cesar Calejon

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O mais recente resultado da pesquisa Ipec, que apontou uma estabilidade nas intenções de voto entre Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva por uma diferença de 8% a favor do petista (54% x 46%), demonstra o atual estágio da degradação sociopolítica que acomete o Brasil desde as Jornadas de Junho de 2013, mas, sobretudo, a partir do golpe jurídico, midiático e parlamentar que foi orquestrado contra Dilma Rousseff, em 2016.

Na última semana, Bolsonaro afirmou, textualmente, que “pintou um clima” entre ele e meninas, “(...) três, quatro, bonitas, de 14, 15 anos, arrumadinhas, num sábado, em uma comunidade”, o que caracteriza uma fala pedófila e preconceituosa por parte do presidente da República da segunda maior democracia das Américas e de uma das maiores nações do planeta.

Além do repulsivo aspecto de cunho sexual, a fala de Bolsonaro salienta outro caráter que basicamente não foi explorado pela imprensa nos últimos dias: meninas pobres não podem ser bonitas e arrumadas em suas comunidades sem que pese contra elas a suspeita iminente de que estão se prostituindo. Imagine se Bolsonaro faria essa mesma colocação ao ver crianças com a mesma idade em bairros nobres das principais capitais brasileiras, por exemplo.  

Sob outras circunstâncias, quando a vida social do país não se encontrava em franco processo de ascensão de uma espécie de modelo teocrático miliciano nazifascista, tal declaração bastaria para encerrar não somente o mandato do presidente, mas toda a sua carreira parlamentar e vida pública, de forma mais ampla. 

“Eu estava em Brasília, na comunidade de São Sebastião, se eu não me engano, em um sábado de moto [...] parei a moto em uma esquina, tirei o capacete, e olhei umas menininhas(...). Três, quatro, bonitas, de 14, 15 anos, arrumadinhas, num sábado, em uma comunidade, e vi que eram meio parecidas. Pintou um clima, voltei. 'Posso entrar na sua casa?' Entrei. Tinha umas 15, 20 meninas, sábado de manhã, se arrumando, todas venezuelanas. E eu pergunto: meninas bonitinhas de 14, 15 anos, se arrumando no sábado para quê? Ganhar a vida”, disse Bolsonaro.

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Contudo, no Brasil, em 2022, o atual mandatário sequer perdeu intenções de voto junto à população nacional, segundo o Ipec. Esse é o fato mais estarrecedor, porque, em boa medida, o mau-caratismo e a falta de limites de Jair Bolsonaro já são bem conhecidos, mas, o que passa a ser amplamente compreendido nesse momento é o alinhamento irrestrito que dezenas de milhões de pessoas, em sua maioria pais e mães de crianças que têm as mesmas idades das meninas às quais Bolsonaro se referiu dizendo que “pintou um clima”, com uma proposta sociopolítica degradante e abjeta, que seria inconcebível há apenas alguns anos. 

Infelizmente, consumidos pela propaganda midiática que caracterizou o Partido dos Trabalhadores como uma “quadrilha” e Lula como o seu “chefe”, parte dos brasileiros mergulharam em uma espécie de transe que os faz relevar todo e qualquer desvio de conduta moral, ética, política e social, ainda que as vítimas sejam crianças e que o ataque tenha o repugnante aspecto sexual avançado por Bolsonaro. 

Fundamentalmente, a votação do próximo dia 30, para muito além de decidir o futuro presidente da República, determinará se esse projeto de país será ainda mais aprofundado ou se seremos capazes de reiniciar um processo de reconstrução nacional com vistas à superação do bolsonarismo.

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19
Out22

Bolsonaro e a pedofilia

Talis Andrade

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A imprensa mundial fez eco das falas infelizes sobre meninas venezuelanas com as quais teria “pintado um clima”

 

por Juan Manuel Dominguez

- - -

A menos de um mês para que aconteça o segundo turno das eleições que irão decidir quem será o próximo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro está envolvido em vários escándalos que envolvem pedofilia, abuso de menores, assassinatos e por aí vai.

A imprensa mundial fez eco das falas infelizes sobre meninas venezuelanas com as quais teria “pintado um clima” e que ele enxergou como prostitutas pelo mero fato de estarse arrumando como consequência de uma ação social de um curso de estética. Como todo fascistóide neoliberal, mulheres vulneráveis se arrumando só podem ser enxergadas desde a sexualização dos seus corpos. 

O Jornal “El Mundo”, de Madrid, Espanha, aponta “Polémica no Brasil pelas falas do presidente Bolsonaro sobre a aparência física de umas imigrantes venezuelanas”. “La Nación” da Argentina sinaliza `` Polémicas declarações do presidente Bolsonaro sobre menores venezuelanas”. o "France24" também levantou a polêmica sobre os comentários possivelmente pedófilos do presidente.

No meio de tudo isso, Bolsonaro vem sendo questionado pelo apoio de personagens como o goleiro Bruno, assassino e esquartejador da mãe do seu filho, Eliza Samudio. Outro personagem infame é o Guilherme de Pádua, assassino confesso da Daniela Perez, Filha da Autora Glória Perez. O Ex jogador Robinho, condenado em última instancia a 9 anos de prisão por estupro contra uma mulher albanesa em uma boate de Milão, na Itália. 

Ainda neste mês, um dirigente do Partido Liberal (PL), partido do presidente Jair Bolsonaro (PL), e vice-presidente estadual da sigla em São Paulo, José Renato da Silva, foi indiciado pela Polícia Civil por abusar sexualmente das meninas quando elas tinham 6 anos e 7 anos até a adolescência. O caso foi revelado pela própria filha, que diz também ter sido abusada pelo pai quando era criança.
 
 
Dirigente do PL é indiciado por abusar sexualmente das netas

 

Durante a live em que Bolsonaro fez o comentário de que teria “pintado um clima” entre ele e meninas menores de idade, quem entrou na live para dar apoio ao presidente foi nada menos que Gabriel Monteiro, acusado de pedofilia e flagrado gravando vídeos pornográficos com menores de idade, pelo qual foi cassado do seu cargo de vereador pelo Rio de Janeiro. 

O Dr. Jairinho [sádico e pedófilo e assassino], acusado de assassinar uma criança de forma cruel, assim como Flordelis, assassina do seu marido, também declararam apoio ao presidente Jair Bolsonaro.Image

 

Assassinos, milicianos, criminosos. Cuidado! Esse é o time Bolsonaro, diz a propaganda produzida pela equipe de marketing do PT. Nessa peça estaria faltando “pedófilos e abusadores de menores”. Toda a gente mais doentia e criminosa que o habita o mundo da política está do lado do miliciano genocida que recusou vacinar seu povo durante uma pandemia. Esse é o perfil da turma que pretende manter o hospício em que esse país se tornou desde 2018.

A terceira esposa de Jair Bolsonaro chorou porque citaram a filha da fraquejada que tem 11 anos. Não chorou pelas meninas venezuelanas de 14 e 15 anos. As meninas sedutoras, bonitinhas e arrumadinhas, donas do tempo, tanto que pintou o clima, fez sua majestade parar a moto, descer da moto, e entrar na casa para ... 

Michelle Bolsonaro ouviu Damares falar estórias pornôs dentro de uma igreja, estórias de sexo com crianças, histórias de terror, e disse amém. 

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Gabriel Gatti 
@Gattiaosta1
Bolsonaro genocida e pedófilo!
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