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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

10
Nov20

Bolsonaro e Trump, o fim do romance que nunca foi

Talis Andrade

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Relação especial que o presidente brasileiro clamava ter com o americano termina sem ter dado muita coisa ao Brasil. Vitória de Biden tem uma série de alertas ao bolsonarismo

por Thomas Milz /DW

Se você olhar para a história, uma coisa fica óbvia: o pouco interesse que os Estados Unidos mostram pelos países sul-americanos, tanto sob presidentes democratas quanto sob presidentes republicanos. Veio disso o apelo que Jair Messias Bolsonaro ganhou entre grande parte da população brasileira, em 2018: a suposta relação especial com a família mais poderosa do mundo, a Família Trump. Imaginava-se, no campo bolsonarista, uma ligação direta entre Brasília e a Casa Branca. E via-se, consequentemente, nas manifestações pró-Bolsonaro pelo país, as bandeiras dos Estados Unidos e do Brasil juntas, lado a lado.

Mas tal relação especial trouxe pouca coisa concreta para o Brasil, além de alguns encontros simbólicos e do fato de a delegação brasileira ter sido infectada com covid-19 depois de uma visita a Trump na Flórida. Para a economia brasileira, o tão esperado acesso maior ao mercado americano não se concretizou. Muito pelo contrário: a política de America First de Trump manteve as proteções às importações de aço e de produtos agrícolas brasileiros, por exemplo. O esperado acordo comercial entre os EUA e o Brasil ainda não foi além de um primeiro rascunho. E, provavelmente, logo morrerá por completo. Ao invés de acordos especiais com líderes como Bolsonaro e o britânico Boris Johnson, o presidente eleito Biden deve voltar a fortalecer os órgãos multilaterais.

O novo elo entre EUA e Europa

E mais: um governo Biden restabelecerá as relações tumultuadas com a Europa, para, em conjunto, acelerar uma agenda comum mais "global", visando, principalmente, uma agenda de proteção ambiental mais forte. O Brasil foi o único país sul-americano a aparecer nos discursos de Biden como candidato, clamando uma campanha bilionária para salvar a Floresta Amazônica. Ao invés de explorar, junto com Trump, as riquezas do subsolo da Amazônia, como tem sido o desejo – não respondido, diga-se de passagem – de Bolsonaro, agora o Brasil vai ter que lutar contra a pressão conjunta dos Estados Unidos e da Europa.

Haverá, também, uma guinada de 180 graus nas questões de valores sociais. O governo Biden voltará para a política progressista de Barack Obama, promovendo políticas de proteção a minorias também no âmbito internacional. O Brasil ficará ainda mais isolado internacionalmente com sua ideologia conservadora. Isso sim é um duro golpe para o campo bolsonarista, que já não consegue dar a guinada conservadora dentro do Brasil. Agora, nem haverá mais declarações internacionais contra o aborto ou a ideologia de gênero em conjunto com os EUA. Bolsonaro terá que fazer isso agora com os húngaros e os poloneses.

Por outro lado, é de se esperar que Biden continue com a agenda antichinesa de Trump. As supostas ameaças ao Ocidente, vindas de uma China cada vez mais forte, entraram de vez na política americana e, por partes, na da Europa. Mas, até agora, o combate aos verdadeiros comunistas se limitou, no Brasil, a bravatas virtuais, tuítes e posts e algumas ofensas verbais. Ao mesmo tempo, a China continua sendo o parceiro econômico mais importante para o Brasil. É de se esperar pressões por parte de Washington para bloquear o acesso da gigante chinesa Huawei às licitações para as redes 5G no Brasil, no ano que vem. Vem problema por aí: Bolsonaro compraria uma briga com a Casa Branca para fazer negócio com os comunistas de Pequim? Ou cederá a soberania brasileira ao "socialista" Biden?

A queda do ídolo bolsonarista

Durante anos, Jair Messias Bolsonaro e seus filhos, principalmente o quase embaixador nos EUA, Eduardo, tinham declarado aberta e exaustivamente que apoiam Donald Trump e de que acreditavam na sua reeleição em 2020. Nas manifestações de apoiadores do presidente brasileiro, a bandeira americana sempre foi muito presente, como, também, cartazes e camisas celebrando a aliança Trump-Bolsonaro, até com frases como "Make Brazil great again".

Mas bastou Donald Trump ficar para trás na corrida presidencial, na sexta-feira, para Bolsonaro trocar o famoso "Trump - I love you" pelo "Trump não é a pessoa mais importante do mundo". Depois se calou sobre a vitória de Joe Biden. Para Bolsonaro, pessoalmente, a derrota do ídolo derruba várias das narrativas que fizeram com que ele ganhasse a presidência brasileira, em 2018. Sua narrativa de ser um vingador da direita, uma figura quase de super-herói de cinema, foi copiada da corrida eleitoral de 2016, entre Trump e Hillary Clinton. Agora, o vingador-mor americano foi derrotado pelo "Sleepy Joe".

Acabou a onda populista?

Foi um duro golpe também para Eduardo Bolsonaro, que se empenhava, junto ao ex-assessor de Trump Steve Bannon, para criar um movimento "alt-right" na América Latina. Mas o "Movement" tropical nunca deslanchou, e atualmente Bannon, ao invés de derrubar a esquerda mundo afora, tem de se defender na Justiça americana por fraude na arrecadação de fundos para a construção do muro entre o México e os Estados Unidos. Como Trump, Bannon sofre com o cerco das redes sociais às notícias falsas. Enquanto Trump tinha seus tuítes marcados com avisos, Bannon era expulso do Twitter.

No Brasil, as redes bolsonaristas, fundamentais para o diálogo entre o presidente e seus seguidores, já sofreram duros golpes do STF, que apertou o combate às fake news. Enquanto isso, Bolsonaro tem de assistir à volta da esquerda na América do Sul, principalmente na Argentina e na Bolívia. Uma troca de regime na Venezuela, que tem sido a agenda mais forte em conjunto de Bolsonaro e Trump, deve ser secundária na agenda de Joe Biden. Cubanos e venezuelanos exilados, principalmente na Flórida, votaram em Trump. E perderam junto com ele. Agora, Biden deve voltar a se aproximar de Cuba, restabelecendo o diálogo promovido por Barack Obama.

Bolsonaro será o Trump em 2022?

Mas será que Bolsonaro será Trump nas eleições presidenciais de 2022? Terá ele o mesmo destino que o ídolo americano, de ser derrotado pela oposição esquerdista? Vale lembrar que no Brasil não existem partidos com o grau de organização como o Democrata e o Republicano nos Estados Unidos. E muito menos uma oposição unida. Por enquanto.

Em vez de dois partidos fortes, há uma fragmentação do cenário partidário cada vez maior. Tanto que Bolsonaro atualmente está sem partido, depois de fracassar em criar o próprio. Nas eleições municipais, já se desenha a derrota de candidatos apoiados pelo presidente, como Celso Russomanno em São Paulo e Marcelo Crivella no Rio de Janeiro. Mas isso pouco diz sobre as chances de Bolsonaro de se reeleger em 2022. Se continuar com o apoio do velho Centrão, o berço político dele durante os 28 anos como parlamentar, Bolsonaro poderá ter mais êxito que o ídolo americano.

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22
Mai20

O caso Fox News, com F de fake

Talis Andrade

 

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II - Cloroquina ou tubaína?

por Mateus Pereira e Valdei Araujo
 
- - -

A transformação da Fox News em uma máquina de propaganda conservadora, capaz de pautar inclusive o Partido Republicano, tem sido exaustivamente estudada nos Estados Unidos. David Brock, em livro publicado em 2012, já havia descrito com detalhes essa transformação, que na época ele chamou de efeito Fox. Brock estava à frente, na época, da Media Matters for America, instituição cujo objetivo é monitorar as notícias falsas promovidas pela imprensaconservadora. No dia 19, o site trazia uma matéria que constava que o programa predileto de Trump, o Fox & Friends, havia recebido 49 pessoas para discutir o coronavírus nos últimos quatro dias, e apenas um era especialista médico.

Em seu livro, Brock narra a participação de um dos grandes gerentes da Fox
em Washington, Bill Sammon, em seminário organizado em um cruzeiro seis estrelas
da Luxury Liner. Cada casal teria pago entre 50 e 150 mil reais, em valores de hoje,
para participar do evento com influenciadores da direita estadunidense, muitos deles
jornalistas. Em sua fala, o funcionário da Fox revelava como no contexto da eleição
de Barack Obama ele havia conscientemente distorcido um episódio da campanha
para promover a narrativa de que Obama seria um simpatizante do socialismo. Para
uma audiência conservadora, o jornalista admitia que a manipulação dos fatos era
uma atividade regular de seu trabalho na Fox News.

O que torna a questão ainda mais grave é o fato de que não se tratava de um
episódio isolado, mas uma ação coordenada por Roger Ailes, presidente e chefe do
canal Fox desde 1996. Ailes, falecido em 2017, foi uma personalidade do mundo da
comunicação que desde a polêmica eleição de Nixon, em 1968, trabalhou para
diversos presidentes e candidatos do partido republicano. Já nos anos 70 Ailes tinha
como estratégia a criação de falsas notícias ou de formatos de TV que simulavam
programas noticiosos como estratégia de marketing político.

Na última semana da eleição de 2008, Roger Ailes produziu um roteiro a
partir da leitura de uma autobiografia de Obama publicada em 1995. Usando informações que já eram de conhecimento público, mas que descontextualizadas e
vendidas como furos jornalísticos, funcionavam como propaganda negativa para
atingir a campanha do candidato democrata. Que esse tipo de procedimento seja
feito por publicitários contratados por partidos é algo “normal”, que isso seja
produzido pelo chefe de jornalismo de um canal de TV especializado em jornalismo
indicava uma transformação substantiva nas fronteiras entre a produção da notícia e
a guerra política.

Quando questionada acerca da parcialidade de sua programação, a Fox
afirma que manteria separado o jornalismo dos programas de opinião e comentário.
Naturalmente essa separação não existe quando o próprio diretor geral do canal
coordena uma ação política direta a ser operada por sua equipe de jornalismo.

A vitória de Obama em 2008 foi recebida como um verdadeiro apocalipse por figuras
como Ailes, que a partir de então vão trabalhar para inviabilizar a agenda do
presidente democrata. Entre 2009 e 2011, a quantidade de notícias falsas cuja origem poderia ser atribuída à Fox News passou de 33% para 54%.

Mesmo alguns republicanos moderados começaram a perceber, antes da
eleição de Trump, que o excesso de polarização que a Fox News produzia nos
eleitores dificultava a negociação no Congresso com os democratas, e se
perguntavam, então, se a Fox News trabalhava para o partido ou se era o partido
que trabalhava para ela. De algum modo, o autor não poderia antecipar a ascensão
de Trump, mas certamente essa autonomização da máquina de propaganda foi
fundamental para quebrar o establishment do partido republicano.

No Brasil, o mesmo poderia ser dito com relação ao PSDB e a direita tradicional com a eleição
de Bolsonaro. (Continua)

 

17
Mai20

Obama ataca gestão da pandemia de Donald Trump

Talis Andrade

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Ex-presidente dos EUA faz críticas veladas a sucessor por falhas no combate ao coronavírus e o aprofundamento das desigualdades no país. "Pandemia enterrou a ideia de que os nossos responsáveis sabem o que fazem", diz

 

Texto DW

O ex-presidente dos EUA Barack Obama fez críticas veladas a seu sucessor, Donald Trump, pela gestão da pandemia do novo coronavírus e o aprofundamento das desigualdades no país, ao falar neste sábado (17/05) a estudantes numa cerimônia virtual de formatura, numa rara intervenção pública desde o início da crise de covid-19.

No discurso virtual a formandos de uma rede de instituições de ensino superior historicamente conhecidas por receberem principalmente pessoas negras, Obama afirmou que "a pandemia acabou com a ideia de que os encarregados políticos sabem o que fazem".

Na cerimônia virtual da entrega dos diplomas, ele falou sobre temas que vão desde conselhos aos formandos, passando por críticas à forma com que o atual governo lida com a crise de saúde pública nos EUA.

"Mais do que tudo, esta pandemia enterrou em definitivo a ideia de que os nossos responsáveis sabem o que fazem", disse Obama. "Muitos deles sequer tentam aparentar que estão no comando", acrescentou.

Obama não tem por hábito criticar em público Donald Trump, mas já emitiu de forma indireta diversas observações contrárias à atual administração da Casa Branca. 

O ex-presidente democrata sublinhou também que a crise sanitária está expondo as desigualdades que afetam os negros americanos. "Uma doença como esta deixa transparecer as desigualdades subjacentes e o peso histórico que as comunidades negras deste país transportam", afirmou Barack Obama.

Os comentários do ex-presidente ocorrem em meio a duas crises – uma pandêmica, que está afetando desproporcionalmente pessoas negras nos EUA, e outra relacionada aos impactos econômicos das medidas de distanciamento social. Até agora, foram registrados 1,4 milhão de casos de covid-19 nos EUA, onde 88 mil pessoas morreram com o vírus.

Embora Obama tenha evitado em grande parte criticar o desempenho de Trump no cargo, em uma conversa telefônica com seus antigos assessores na Casa Branca vazado na semana passada, o ex-presidente descreveu a resposta ao coronavírus do governo americano como "um desastre caótico absoluto".

MD/afp/lusa

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08
Nov19

A TRAJETÓRIA POLÍTICA DE LULA

Talis Andrade

Prestígio mundial

 

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Deustsche Welle

 

Durante a Presidência, Lula gozou de prestígio mundial e se reuniu com os mais importantes chefes de Estado do planeta. Em abril de 2009, em um encontro do G20, o presidente dos EUA na época, Barack Obama, cumprimentou o colega e disse: "Adoro esse cara! O político mais popular da Terra". No mesmo ano, Lula apareceu em 33º lugar na lista das pessoas mais poderosas do mundo da revista Forbes. Veja aqui 21 fotos

09
Mar19

Onyx atribuiu a Obama louvação ao soldado que ele não fez

Talis Andrade

AROEIRA: APÓS BOLSONARO, MILITARES TAMBÉM ENQUADRAM ONYX

aroeira camisa de força .jpgO chargista Aroeira, um dos maiores do País e membro do Jornalistas pela Democracia, divulgou nova charge neste sábado, 9, em que retrata o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, vestidos em camisas de força, ao lado dos generais Otávio do Rêgo Barros, porta-voz da Presidência, e Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); pelo Twitter, Onyx atribuiu ao ex-presidente Barack Obama declaração que ele não disse, ao defender a declaração do presidente Jair Bolsonaro, que disse que a democracia só existe se as Forças Armadas permitirem

 

247 - O chargista Aroeira, um dos maiores do País e membros do Jornalistas pela Democracia, divulgou nova charge neste sábado, 9, em que retrata o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, vestidos em camisas de força, ao lado dos generais Otávio do Rêgo Barros, porta-voz da Presidência, e Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). 

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Pelo Twitter, o ministro Onyx Lorenzoni atribuiu ao ex-presidente Barack Obama declaração que ele não disse, ao defender a declaração do presidente Jair Bolsonaro, que disse que a democracia só existe se as Forças Armadas permitirem. "É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino. É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo. É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar. A frase acima é de Barack Obama, e ele disse o obvio", escreveu Lorenzoni. Ocorre que Obama nunca disse tal frase (leia mais). 

 

Em charge anterior para o Jornalistas pela Democracia, Aroeira já havia retratado Bolsonaro numa camisa de força, em sátira à transmissão pelas redes sociais em que Bolsonaro não apresenta propostas para gerar mais emprego e reclama da repercussão da declaração que deu de que a democracia só existe se as Forças Armadas permitirem (veja aqui). 

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"É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino. É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo. É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar”, escreveu Lorenzoni. 

O ministro afirmou que fez uma citação de frase supostamente dita pelo ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama. "A frase acima é de Barack Obama, e ele disse o obvio. Aí não teve polêmica. Mas com o presidente Bolsonaro vcs viram que aconteceu", disse Onyx. 

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Pouco depois, desmentido pela Imprensa, e enquadrado pelos generais, o ministro corrigiu a autoria das frases, atribuindo-as a "um pensador chamado Charles Province".   

Este Correspondente considera: "Que discuso infeliz.
Soldados crucificaram Jesus.
Soldados martirizaram os Apóstolos.
Ghandi lutou pela independência da Índia sem usar armas.
O amor muda qualquer pessoa.
A paz muda uma nação.
Apesar dos países invadidos, e das guerras nas estrelas, jamais haverá uma Terceira Guerra Mundial.

 

Comentou Karina Cerqueira Andrade Lima, mestra em Psicologia: "Concordo totalmente contigo. A primeira coisa que me veio à mente foram os soldados torturando Jesus. Graças ao povo que se lutou contra as tiranias dos governos. Graças aos poetas, escritores, artistas que arriscaram suas vidas pela liberdade. Só me lembro de um lugar onde os militares lutaram a favor da democracia e não à ditadura, em Portugal. Onde um jornalista deu a senha na rádio e alguns militares saíram para lutar contra outros a favor da ditadura, e sem disparar nenhuma bala, o diretor Salazar foi deposto.
Graças também ao povo que foi às ruas". 

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