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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

22
Nov19

Jornalista alemão compara Aliança pelo Brasil com grupo paramilitar nazista

Talis Andrade

qual delas matou marielle.jpeg

 

O jornalista alemão Gerd Wenzel, comentarista dos canais ESPN, comparou o evento de lançamento do projeto de novo partido de Jair Bolsonaro, Aliança Pelo Brasil (APB), com o nascimento do SS, um grupo paramilitar nazista fundado por Adolf Hitler. Wenzel fez a analogia ao criticar nesta quinta-feira (21) o logo do partido formado por cápsulas de balas de diversos calibres.

“Nascimento da SS tupiniquim. A SS era uma organização paramilitar do Partido Nazista. Uma tropa de choque utilizada contra adversários políticos”, publicou o comentarista em seu Twitter.

A comparação feita por Wenzel dialoga com a crítica feita pela ex-deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), que questionou se o APB era um grupo paramilitar, e pela deputada Maria do Rosário (PT-RS), que alertou ao TSE sobre esse risco.

“Somos um país que possui regras, leis, Constituição. A violência política esta em escalada grave. Não estejam tranquilos com uma aliança fascista armada. Disseminaram cultura de intolerância, transformaram adversários em alvo. Quem tem poder o use para democracia, enquanto é possível”, disse Rosário.

Gerd Wenzel@gerdwenzel

Nascimento da SS tupiniquim. A SS era uma organização paramilitar do Partido Nazista. Uma tropa de choque utilizada contra adversários políticos. https://twitter.com/ManuelaDavila/status/1197664226854223872 

 
Ver imagem no Twitter
 
 
 
 
Replying to
suspeito que essa decisão de armar o povo tem uma intenção sinistra:em caso de golpe e guerra-civil será brasileiro matando brasileiro. O homem, freudianamente, é necrófilo, ama a morte e despreza a vida em especial dos homoafetivos, negros, nordestinos.
 
 
 
Manuela
 
@ManuelaDavila
Um logo feito com balas na convenção do PSL. O que está nascendo é um partido ou um grupo paramilitar?
 
 
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Replying to
O logo é feito de balas O número é 38 O nosso destino será morrer aqui?
 
 
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23
Jul19

O presidente não é “dos paraíbas”?

Talis Andrade

migueljc parayba.jpg

 

por Fernando Brito

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Jair Bolsonaro é, indiscutivelmente, um canalha.

Sua declaração, em vídeo vazado hoje, de que os governadores do Nordeste são “os governadores dos paraíbas” e que, dentre ele, o “pior” é o do Maranhão, Flávio Dino – justamente o que tem os maiores índices de aprovação – é uma bofetada em mais de um terço dos que habitam este país, morando nos estados nordestinos ou na imensa diáspora que se espalha por todo o Brasil.

Se os 8,8 milhões de eleitores do Nordeste – os “paraíbas” – que lhe deram o voto tivessem votado em seu adversário, Jair Bolsonaro não seria presidente da República. Menos ainda se os milhões de nordestinos espalhados pelo país soubessem que era para “não dar nada” à sua terra natal, castigada por séculos pelo sol, pela seca e pelas elites.

Você, Bolsonaro, deveria ser o presidente de todos os brasileiros, inclusive dos brasileiros “paraíbas”, como meus avós paternos, alagoanos.

Mas não é. É o presidente de uma camada de odientos, de recalcados, de imbecis que se amontoam para urrar selvageria.

Bolsonaro já não é um caso de oposição política, é uma objeção moral para qualquer brasileiro que ame este país.

parayba _thiagolucas.jpg

 

 

25
Out18

Bolsonaro faz piada com nordestino

Talis Andrade

sinal bolsonaro haddad.jpg

 

 

247 - Em vídeo vazado nas redes sociais, o Bolsonaro destilou todo o seu preconceito com relação aos nordestinos. Ele contou uma piada sobre as vantagens de comprar um carro de um baiano: "por que que é vantajoso comprar carro na Bahia? Porque já vem com o freio de mão puxado". O pressuposto da piada é o que de o baiano é preguiçoso, o mesmo tipo de preconceito que seu vice, o general Mourão, manifestou sobre índios e negros. Governadores do nordeste estudam a redação de uma nota conjunta contra o preconceito do candidato. 

 

O blog do Esmael destaca que "o governador da Bahia, Rui Costa, publicou uma resposta à altura para Bolsonaro, mas os 8 demais governadores também articulam uma manifestação acerca da piada sem graça de Bolsonaro".

 

"Depreciar nordestinos pode ser fatal, inclusive no Rio e São Paulo", avalia um dos coordenadores da campanha de Fernando Haddad (PT).

Veja o vídeo da piada depreciativa feita por Bolsonaro aqui.

 

cacinho bolsonaro mito besterol slogan.jpg

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07
Out18

Na terra do “candidato de Lula”

Talis Andrade

Nordeste é bastião petista que permitiu a Haddad se tornar viável rapidamente

 

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Da esquerda para a direita: Pequena da Silva, Maria Luzia Adalto e o filho, Anderson Adalto, em Manari (PE). TERESA MAIA

 

 

por Marina Rossi

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om um saco de cinco quilos de arroz nas mãos, Damiana da Conceição, 33, encena como fazia para conseguir o único alimento que chegava à mesa quando ela era mais nova. “Eu caminhava com minha mãe até [a cidade de] Inajá. Colocava o saco na cabeça e voltava”. Moradora da zona rural de Manari, no sertão de Pernambuco, a dona de casa relata que levava um dia inteiro para ir e voltar do município vizinho, que fica a mais de 30 quilômetros de distância. Hoje, os cinco quilos de arroz que Damiana recebia deram lugar ao cartão do Programa Bolsa Família que ela usa para realizar o saque mensal de 427 reais, a única renda da casa, onde ela vive com os quatro filhos.

 

A dona de casa conta a história do saco de arroz para explicar por que vota “em Lula” até hoje. “Depois que Lula apareceu, a coisa melhorou. Agora dá até para fazer uma feira”, diz. Mas a “melhora” relatada por ela, ainda está longe de boas condições de vida. A casa onde mora hoje já não é mais de taipa, e sim de concreto. Mas ela ainda usa o fogão a lenha que fica na cozinha da casa antiga, que ainda sobrevive no quintal, porque não tem dinheiro para comprar um botijão de gás. A cisterna, construída durante o Governo Lula, está vazia há mais de dois anos porque o caminhão pipa já não passa mais para encher, segundo ela. Na secura onde Damiana vive, a água utilizada é de poço. Quando tem.

 

Manari fica no sertão pernambucano, a 230 quilômetros do Recife. Com 20.000 habitantes, a cidadezinha está entre os 20 piores IDH do país e o pior do Estado, ficando em um patamar comparável ao Haiti. Mais da metade (56%) das famílias são beneficiadas pelo Bolsa Família, um número que pode explicar por que 79% dos eleitores votaram em Dilma Rousseff (PT) em 2014, enquanto no Estado de Pernambuco, esse percentual ficou em 44%. “Se não fosse o Bolsa Família, o povo aqui já tinha morrido de fome”, diz Maria Elenice da Silva, 30, desempregada, quatro filhos.

 

O Nordeste concentra hoje mais da metade (55%) da pobreza extrema do país, de acordo com a pesquisa mais recente sobre o tema, um levantamento feio pela LCA Consultores com base em dados da Pnad. Entre os Estados, Bahia e Pernambuco são os que mais concentram essa população. Apesar dos números negativos, foi durante os anos do Governo do PT que a região, e mais especificamente Pernambuco, deram um salto de crescimento. Entre 2008 e 2012, a economia do Estado cresceu, em média, 4%, ante 2,6% da média nacional para o período. Os investimentos em grandes obras como a transposição do rio São Francisco e a Transnordestina, que passam por cidades pernambucanas, além do complexo portuário de Suape, a 30 quilômetros da capital, impulsionaram a economia por meio da criação de empregos.

 

Governando sob boas condições políticas e econômicas e investindo em projetos de distribuição de renda, Lula ficou na memória de grande parte dos eleitores como “o pai dos pobres”, como resume dona Maria Edilene da Silva. Ela não sabe exatamente a idade que tem, mas sabe responder, na ponta da língua, em quem vai votar: “É Lula, né?”, diz, emendando que esqueceu o nome do candidato indicado pelo petista. Ela, o marido, e os dois filhos, vivem em uma pequena casa de um cômodo. “Construímos essa casa com o dinheiro que recebemos de Lula”, explica.

 

Preso desde abril acusado de corrupção, Lula não só tem as preferências de voto, como também é o maior cabo eleitoral desta disputa na região. A popularidade do petista levou a alianças contraditórias e apoios duvidosos foram firmados para impulsionar campanhas locais. Em Alagoas, a candidatura à reeleição de Renan Filho ao Governo e a recondução de Renan Calheiros ao Senado, ambos do MDB de Michel Temer, contam com o apoio do PT. No Maranhão, o candidato à reeleição Flávio Dino (PCdoB), cujo partido se aliou nacionalmente ao PT, vê a imagem de Lula, seu grande apoiador, sendo colada também ao clã Sarney, representado por Roseana Sarney (MDB). No próprio Estado de Pernambuco, a campanha pela reeleição de Paulo Câmara (PSB) tem a bênção do líder petista, que decidiu suspender uma candidatura própria, de Marília Arraes, para se aliar aos socialistas, ignorando convenientemente o fato de que em 2016, o PSB foi um dos partidos que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff.

 

"Cabelinho bom"

 

Dona Maria Luzia Adalto explicava, enquanto cortava lenha para cozinhar o feijão do almoço, que ela e os cinco filhos sobrevivem com 535 reais por mês do Bolsa Família. O medo de perder o benefício é a maior motivação para votar no candidato indicado por Lula. “Se não for o candidato de Lula, vão cortar o Bolsa Família”, diz, repetindo o que foi pregado insistentemente pelos marqueteiros da campanha do PT em 2014. A segunda razão é o desconhecimento. "Não sei quem são os outros candidatos", confessa. O próprio Haddad não é de conhecimento da eleitora. "Não sei o nome dele. Sei que é de Lula".

 

Ao lado dela, também na lenha, dona Pequena da Silva emenda: "Vou saber quem é [Haddad] quando eu olhar na urna". Franzina, mãe de dois filhos, ela vive com 250 reais por mês. Não sabe o número do PT, tampouco a própria idade. "Dizem que eu tenho 50 anos".

 

O medo de perder o benefício e o desconhecimento do candidato petista são sentimentos repartidos também Damiana, que mora na casa ao lado. “Não sei o nome do candidato de Lula não. É aquele do cabelinho bom, não é?”, pergunta. “Mas aqui é tudo Lula. Se esse homem perder a eleição, você imagina a minha vida como fica?”.

 

Apesar da grande de dependência do Bolsa Família, no sertão pernambucano não são apenas os beneficiados de programa social que votam “no candidato de Lula”. Em São Domingos, distrito de Parnamirim, a 400 quilômetros de Manari, a funcionária pública Francisca Edna listava suas razões para acreditar que ali "só dá Lula". "Antes as casas eram de taipa, não tinha TV. Agora tem até antena parabólica", diz. No mercadinho, o comerciante Jeová Pereira da Silva falou que os empregos gerados na era lulista são sua principal razão para a escolha do candidato. "Ele trouxe muitos empregos para a região", diz. "Se não fosse por ele, hoje não teria ninguém aqui. Estaria todo mundo por aí, pelo mundo, procurando trabalho". Para ele, a Transnordestina e a transposição do rio São Francisco "não teriam saído nunca do papel" se não fosse o petista. "Por isso, aqui não existem dois partidos. É PT e acabou". [ Transcrevi trechos]

23
Set18

Haddad diz em Recife que saberá reconciliar o Brasil

Talis Andrade

Por Adriana Moysés

RFI Paris

media
Fernando Haddad em campanha, Recife 
 
 

O candidato do PT à presidência, Fernando Haddad, e a vice na chapa, Manuela d’Ávila (PC do B), fizeram uma caminhada ao lado de militantes neste sábado (22) no centro de Recife em busca de votos para ampliar a vantagem sobre Ciro Gomes (PDT), terceiro colocado de acordo com as últimas pesquisas do Ibope e Datafolha, e garantir uma vaga no segundo turno. O Nordeste tem importância estratégica na disputa, já que é a segunda região do país em número de eleitores, atrás do Sudeste. 

 

Haddad foi recebido com festa pelos militantes do PT e do PC do B. Mas foi vaiado quando agradeceu a presença do governador Paulo Câmara, do PSB, e de Renata Campos, viúva de Eduardo Campos, no palanque. PT e PSB fecharam um acordo no estado, mas muitos militantes não esqueceram que Câmara, candidato à reeleição, apoiou Aécio Neves (PSDB) no segundo turno da presidencial de 2014 e o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Descontado esse mal-estar, Haddad foi bem acolhido e aplaudido pela militância.

 

O petista indicou em vários momentos que, se eleito, o Brasil voltará a aplicar políticas de inclusão social que favoreçam os mais pobres e garantam a eles os direitos previstos na Constituição. “Nós nunca deixamos nenhum brasileiro para trás, nem os nossos adversários. Todo mundo nasceu com talento, mas é nosso papel garantir que todo mundo tenha oportunidade”, disse.

 

Segundo Haddad, o Brasil começou a sofrer um processo de desestabilização na eleição de 2014, quando “eles” não aceitaram a derrota.

 

“Desde então, só fazem bagunça: cortam direitos trabalhistas e sociais, ofendem a honra da mulher, do negro, do nordestino. Não temos nenhum revanchismo. Vamos lutar os próximos 15 dias para ir ao segundo turno e três semanas depois ganhar a eleição – não para derrotar o Brasil, mas para salvar o país desse projeto.”

 
 

O candidato acredita ser capaz de reconciliar o Brasil. “Muita gente percebeu o que vem acontecendo. Uma parte grande da população foi levada ao erro em 2016, e hoje as pessoas acordaram”, salientou. “O Nordeste já sabe o resultado da eleição: vamos para cima e vamos segurar o Brasil integrado, sem raiva de ninguém”, explicou.

 

"Negros, mulheres e nordestinos serão respeitados"

 

Sem citar a chapa da extrema direita, composta por Jair Bolsonaro (PSL) e o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB), Haddad afirmou que tinha um recado para seus adversários. “O negro, a mulher e os nordestinos serão respeitados”, disse, arrancando aplausos da multidão. Haddad visou Mourão, ao destacar que “as mulheres que criam seus filhos sozinhas, assim como as avós que cuidam se seus netos sozinhas, receberão mais apoio do PT e carinho do Lula”. Recentemente, em tom discriminatório, o militar afirmou que “casa só com avós e mães vira uma fábrica de desajustados”. Mourão também comparou os africanos a uma “mulambada”, num comentário que desprezava o estreitamento das relações comerciais Sul-Sul, promovido pelos governos do PT.

 

Fazendo referência a Lula, Haddad disse que o ex-presidente tinha uma obsessão: criar empregos. Para mostrar que também é capaz de agir com esse objetivo, Haddad contou uma lição que aprendeu com o pai, um ex-agricultor familiar no Líbano que se tornou pequeno comerciante depois de instalar no Brasil, onde criou a famíilia. “Aprendi com ele que a pior coisa do mundo para um homem ou uma mulher é acordar e não ter para onde ir. Você está desamparado, não tem um posto de trabalho, uma escola, uma universidade. Isso é direito da Constituição. Todo mundo tem que acordar e ter os seus direitos assegurados”, declarou o candidato.

 

Mobilidade

 

Em coletiva de imprensa depois do comício, Haddad disse que tem um grande projeto de mobilidade para o país, integrando faixas de ônibus, ciclovias e a segurança do pedestre. Ele prometeu repassar parte da receita obtida com um imposto federal para os prefeitos, para que eles possam melhorar o transporte público. O petista respondeu ainda a questões sobre educação e saúde, explicando que pretende revogar o teto dos gastos públicos, aprovado no governo Temer, para aumentar os investimentos nessas áreas.

 

 

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