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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

07
Out22

Primeira semana da campanha para o 2º turno é marcada por vídeos contra Lula e Bolsonaro; conheça os principais

Talis Andrade

Bolsonaro agride mulher e coloca mandato em jogo no Parlamento - Correio do  Brasiltesoureiro on Twitter: "Sempre foi valente com a imprensa. Mas só com as  mulheres. BOLSONARO ODEIA MULHERES https://t.co/9sLOSKyTTr" / Twittertesoureiro on Twitter: "Sim, ele falou isso. Pode conferir aí no Google.  BOLSONARO ODEIA MULHERES https://t.co/9TwyvvU8zb" / Twitter

Por g1

A primeira semana da campanha eleitoral para o segundo turno foi marcada por vídeos contra o ex-presidente Lula (PT) e o atual, Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição. A segunda etapa da corrida presidencial está marcada para o dia 30 deste mês.

As publicações viralizaram nas redes sociais e um dos vídeos foi usado em uma peça de propaganda eleitoral petista.

 

Maçonaria

 

Um vídeo antigo mostra Bolsonaro discursando numa loja maçônica em uma fase pré-campanha de 2018, quando ele ainda não havia se lançado oficialmente à Presidência, mas já percorria o país. A polêmica se deve ao fato de que as igrejas evangélicas, grupo ao qual Bolsonaro faz acenos constantes em busca de votos, serem críticas à maçonaria. Em outro vídeo, Silas Malafaia, uma das influentes lideranças evangélicas que apoiam a sua reeleição, associa a maçonaria a "trevas".

 

Depois de esse vídeo vir à tona, passou a circular nas redes sociais umprint falso de uma publicação no Twitter atribuída a Bolsonaro em que ele diz: "Maçonaria será maior que o cristianismo no Brasil, por isso buscamos o apoio dessa gente. Cristãos, em sua maioria, são pobres e precisamos dos maçons que são ricos para bancar nossa campanha até o dia 30". A conta oficial de Jair Bolsonaro no Twitter não publicou o conteúdo atribuído a ele no print falso. Essa segunda imagem é uma montagem.

 

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Satanismo

 

Nas redes sociais, foram compartilhadas mensagens associando Lula a um homem identificado como Vicky Vanilla, que seria satanista. Em nota, o PT negou qualquer relação entre o homem e o ex-presidente e acusou grupos bolsonaristas no Telegram e WhatsApp de compartilharem a mentira.

O próprio Vicky Vanilla divulgou um vídeo desmentindo o boato. "Esse pronunciamento faz parte de uma live que fiz e está sendo usado fora de contexto", diz. "O vídeo está sendo espalhado como uma fake news a meu respeito e a respeito do candidato Lula, que não tem qualquer ligação com a nossa casa espiritual", acrescenta.

 

Xenofobia contra nordestinos

BOLSONARO NO NORDESTE - Jônatas Charges - Política Dinâmica

Em uma live, Bolsonaro associou a vitória petista no Nordeste no primeiro turno das eleições ao analfabetismo na região. O presidente afirmou que "esses estados do Nordeste estão sendo há 20 anos administrados pelo PT" e que "onde a esquerda entra, leva o analfabetismo, leva a falta de cultura, leva o desemprego".

Ainda sobre esse tema, outro vídeo que ganhou repercussão foi um publicado pela então vice-presidente da Comissão da Mulher Advogada da Ordem dos Advogados do Brasil em Uberlândia, Flávia Aparecida Moraes, na quarta (6) dizendo que "não vai mais alimentar quem vive de migalhas", se referindo aos moradores da região Nordeste do Brasil, que votaram em peso em Lula no primeiro turno. Após a repercussão da declaração, ela pediu licença do cargo.

 

Canibalismo

Propaganda do PT na volta do horário eleitoral resgata vídeo de 2016 em que Bolsonaro diz que comeria um indígena — Foto: Reprodução

Propaganda do PT na volta do horário eleitoral resgata vídeo de 2016 em que Bolsonaro diz que comeria um indígena

 

A campanha de Lula usou em inserções de TV nesta sexta-feira (7) um vídeo de 2016 em que Bolsonaro diz que comeria "sem problema nenhum" um indígena em ritual de aldeia.

O vídeo é de uma entrevista de Bolsonaro a um jornalista do "New York Times" em 2016, época em que o presidente ainda era deputado federal. A entrevista completa está nas redes sociais do presidente.

O presidente relata que um indígena que havia morrido estava sendo cozido pela aldeia. "É para comer. Cozinha por dois, três dias, e come com banana. Eu queria ver o índio sendo cozinhado. Aí o cara: 'Se for, tem que comer'. Eu como! Aí, a comitiva, ninguém quis ir", contou Bolsonaro.

 

Agressão a mulheres

 

Outro vídeo que ganhou repercussão nas redes sociais traz um trecho de uma entrevista antiga de Bolsonaro ao extinto programa humorístico da Band CQC - Custe o que Custar em que questionado se "já deu uns sopapos em alguma mulher alguma vez", ele responde: "Já".Bolsonaro despreza as mulheres e isso pode ser determinante para a sua  derrota - ISTOÉ Independente

É longa a lista de mulheres agredidas por Bolsonaro (vide tags): Conceição Aparecida Aguiar, Marinor Brito, Vera Magalhães, Preta Gil, Maria do Rosário, Patrícia Campos Mello, Daniela LimaDia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher: compare Lula a Bolsonaro  - Lula
 
 

22
Set22

Vencer o medo será um dos grandes desafios para garantir a derrota dos fascistas

Talis Andrade

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Daqui a duas semanas

 

por Valerio Arcary /A Terra É Redonda

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“A rapidez consegue-se com calma. A serenidade vence o furor. Alcança quem não cansa” (Sabedoria popular portuguesa).

 

A hora é de urgência, mas pede resiliência, determinação e paciência. O último sete de setembro foi “sequestrado” pelo bolsonarismo para realizar grandes demonstrações de força social. Sejamos lúcidos, conseguiram. A sociedade está fraturada, e se consolidou uma maioria social contra Jair Bolsonaro, apoiada, sobretudo, nos mais pobres, nas mulheres e nos nordestinos, mas os fascistas mantêm o apoio da massa da burguesia, nas camadas médias, grande influência no sul e norte, e hegemonia no centro-oeste.

Estamos em uma situação ainda transitória, saindo de uma situação reacionária, quando consideramos a relação social de forças entre as classes, embora a relação política de forças, que oscila sempre mais rápido, sugira que a extrema direita está em crescente inferioridade.

Muitos se perguntam sobre o sete de setembro: mas, afinal, por quê? Qual era o plano? Jair Bolsonaro não estabeleceu diálogo para além da área de influência que já decidiu apoiá-lo. Pode parecer irracional, mas não é.

Jair Bolsonaro é consciente que tem poucas possibilidades de vencer as eleições. Mas derrotas eleitorais não são o mesmo que derrotas políticas. Derrotas eleitorais são transitórias, mas as políticas, quando ocorre uma inversão na relação de forças, podem ser irreversíveis. Podemos aprender com a história da própria esquerda brasileira.

Em 1989, Lula sofreu uma derrota eleitoral diante de Collor, mas conquistou uma vitória política. O PT foi uma ferramenta útil para elevar a resistência operária-popular a outro patamar na oposição ao governo José Sarney, e alcançou a posição de ser seu porta-voz. Essa posição estava em disputa com o brizolismo. Tanto foi assim que, dois anos depois, milhões de trabalhadores saíram às ruas, após a centelha do movimento estudantil incendiar a luta de classes, para impor o impeachment em 1992.

Em 2014, Dilma Rousseff ganhou as eleições, mas sofreu uma derrota política. A relação social de forças se inverteu e, dois anos depois, as camadas médias foram às ruas, aos milhões, para garantir a base social do golpe institucional de 2016. Quem conquistou a posição de porta-voz deste deslocamento reacionário foi Jair Bolsonaro.

Jair Bolsonaro tem planos de curto, médio e longo prazo. O primeiro objetivo do sete de setembro era gerar um impulso de arrastão para conquistar um segundo turno dia 2 de outubro. O segundo era manter em movimento sua corrente política neofascista para poder construir uma campanha de denúncia das eleições como fraude. O terceiro era garantir legitimidade para bloquear um processo judicial de investigação de crimes de responsabilidade que venha a condená-lo à prisão.

Derrotar Jair Bolsonaro nas eleições será uma grande vitória tática. Mas o bolsonarismo, o neofascismo á brasileira, infelizmente, permanecerá. O desafio estratégico da esquerda deve ser mais ambicioso. Será necessária uma inversão da relação social de forças que deixe a extrema-direita desmoralizada e encurralada. Isso exigirá, em primeiro lugar, uma relação política de forças que garanta condições de que Jair Bolsonaro seja preso.

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O maior obstáculo, até o momento, tem sido a dificuldade da esquerda ganhar, de forma incontestável, a supremacia nas ruas. Os comícios eleitorais de Lula têm sido, felizmente, grandes, na escala de algumas dezenas de milhares. Até muito grandes em algumas cidades, especialmente, no nordeste. Mas sem a presença de Lula, a capacidade da esquerda colocar em movimento as massas tem sido pequena. Por quê?

Trata-se de um tema de dialética complexa. Em condições normais, as pessoas estão consumidas, esgotadas e cansadas pela própria luta pela sobrevivência, uma rotina exaustiva e duríssima. Os trabalhadores e a juventude, as mulheres e os desempregados, os negros e os LGBTI’s, enfim, as massas populares só ganham confiança para lutar para derrotar um inimigo tão perigoso como Jair Bolsonaro: (a) primeiro, se percebem que a confusão na classe dominante é grande, que os inimigos estão divididos, semiparalisados, inseguros; (b) segundo, se percebem uma crescente inquietação e divisão nas camadas médias, e deslocamento para a oposição entre a intelectualidade e artistas, etc; (c) terceiro, se percebem que as organizações e as lideranças que as representam, de alguma maneira, estão unidas; (e) por último, mas não menos importante, se perceberem que suas reivindicações concretas de luta pela sobrevivência são colocadas na primeira linha e respeitadas.

Em resumo, as amplas massas só saem à luta quando acreditam que é possível vencer, mas isso não basta. É preciso que as direções em quem depositam confiança sejam incansáveis em deixar claro que é indispensável a sua mobilização. Que não se pode vencer sem um engajamento ativo na luta indo às ruas.

Por isso, a convocação para a luta é uma parte essencial da própria luta. Sejamos honestos, essa convocação não existiu até agora. Lula encanta, mas não acende a chama, inflama, incendeia. Não deveria nos surpreender que as mobilizações do dia 10 de setembro tenham sido atos de vanguarda militante. Mas, paradoxalmente, o favoritismo de Lula tem sido, também, um obstáculo. Ao permanecer estável, há pelo menos um ano, alimenta a ilusão de que será necessária somente uma confirmação previsível no dia das eleições.

Entretanto, a conjuntura ficou mais tensa. Dois dias depois do sete de setembro Benedito Santos foi assassinado em Mato Grosso, depois de um desentendimento com um bolsonarista. Na sequência, o medo cresceu como seria previsível.

Faltam duas semanas para as eleições, mas são raríssimos aqueles na esquerda que ousam usar um adesivo de apoio a Lula, fora de comícios ou ambientes protegidos. Não há plásticos nos automóveis. Por quê? Porque o perigo é real e imediato. Os medos políticos são incompreensíveis, quando não os relacionamos com os ódios sociais.

Os discursos de Jair Bolsonaro no sete de setembro foram uma convocação para a luta. Destilam ódios e inspiram medo. Infelizmente, são poderosas as pressões de inércia cultural e ideológica que aprisionam as amplas massas trabalhadoras. Acontece que não há força social mais poderosa na história do que a mobilização popular, quando ganha confiança em si mesma, e se organiza.

O medo de que a mudança não chegue nunca – que, entre os trabalhadores, é desencorajado pelo temor às represálias – precisa encarar medos ainda maiores: o desespero das classes proprietárias e sua clientela social, de perder tudo. No calor da luta de classes a descrença dos trabalhadores em suas próprias forças, a insegurança em seus sonhos igualitaristas, foram superadas pela esperança de liberdade, um sentimento moral e um anseio político mais elevado que a mesquinhez reacionária e a avareza burguesa.

Vencer o medo será um dos grandes desafios para garantir a derrota dos fascistas. Nas eleições e depois.

15
Fev22

Uma lista macraba de extermínios nas ditaduras

Talis Andrade

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O nazi-fascismo é responsável pelo assassinato de milhões, nos campos de batalha da Europa devastada, nas câmaras de gás dos campos de concentração, nas prisões da Gestapo. Homens, mulheres, crianças, judeus, ciganos, homossexuais, comunistas, uma lista macabra de extermínios nas ditaduras da extrema direita

 

por Wadih Damous

Essa semana, o Brasil foi marcado por mais episódios de preconceito e intolerância.
Dessa vez, o apresentador do Flow Podcast, Monark, foi demitido após defender a formalização de um partido nazista no País - o que é proibido.MP investigará Monark e pede que YouTube derrube vídeo sobre nazismo
 
 
Ao lado dele, o deputado Kim Kataguiri disse que a Alemanha havia errado ao criminalizar o nazismo.
 
Em consequência disso, o PT acionou o Conselho de Ética da Câmara. É inaceitável que um representante defenda um regime prega a supremacia racial e o extermínio de minorias e, por isso, ele deve ser cassado.
 
Mas não para por aí, o até então comentarista da Jovem Pan Adrilles Jorge também foi demitido após fazer gesto similar à saudação nazista enquanto comentava sobre o caso.
Pode ser uma imagem de 1 pessoa e texto que diz "Comentarista da Jovem Pan, Andrilles Jorge foi demitido após fazer gesto nazista."
 
 

 
 
Não há duvidas de que o Bolsonarismo está intimamente ligado a essa onda incontrolável de crimes de ódio no Brasil. A verdade é que Bolsonaro é uma má influência para a população. Através de seu exemplo, parte do nosso país banalizou ataques à minorias e apologia à tortura.
 
Não adianta que haja punição de uns, enquanto as mesmas falas sao relevadas ao saírem de outras bocas com mais poder. É necessário que hajam consequências para TODOS os envolvidos, inclusive Kataguiri - e Bolsonaro.
 
Seguimos na luta por um Brasil livre do nazismo.
 
 
O Mal Banalizado
 
O Brasil, ao lado de tanta beleza, tanta generosidade, tanta bravura de seu povo que resiste e insiste em ter uma vida melhor pelos séculos afora, também é o país que abriga o que de pior a (des) humanidade já produziu.
 
Vamos direto ao assunto: o nazismo, chaga do mundo civilizado, que ceifou milhões e milhões de vidas tragadas pela máquina de guerra hitlerista, encontrou aqui entre nós milhares de adeptos.
 
Segundo estudos não contestados, nos últimos 3 anos o crescimento de grupos organizados em torno dos ideais nazi-fascistas foi de cerca de 270%, abrigando cerca de 10 mil adeptos a disseminar o seu discurso de ódio ideologicamente amparado pelos ensinamentos de Hitler, Goebbels, Rudolph Hess e Himmler.
 
Entre 2019 e 2020, o número de inquéritos abertos pela Polícia Federal sobre apologia ao nazismo cresceu 59% .
 
Na cartilha dos canalhas, o antissemitismo se complementa com o ódio a negros, a LGBTQIAP+, aos nordestinos, aos imigrantes, além da velha e abjeta negação do holocausto. O espantoso é que eles não se escondem. Estão aí, nas redes sociais, por vezes falando a milhões de seguidores, como nos casos recentes do youtuber Monark, em um programa de podcast ao lado do deputado federal Kim Kataguiri, que defendeu abertamente a existência de um partido nazista, e também daquele outro desses midiáticos, chamado Adrilles, que divulgou um vídeo em que faz a saudação nazista do heil Hitler.

 
O deputado Kataguiri, convém registrar, também deu a sua contribuição ao afirmar que a Alemanha teria errado ao criminalizar o nazismo. Fosse deputado do parlamento alemão e estaria preso. Na agenda desses patifes, que em seus canais de rede alcançam milhões - notem bem, milhões - de inscritos, pululam mensagens racistas, homofóbicas, misóginas e por aí vai.
 
Pois bem. Dos episódios recentes, e pelo histórico do país de convivência amistosa com o fascismo - lembremos que pra cá fugiram notórios nazistas, inclusive Josef Mengele, o "Anjo da morte de Auschwitz", famoso por seus experimentos "científicos", tendo seres humanos como cobaias -, não é de se espantar que nenhuma punição rigorosa a esses propagadores da morte tenha sido aplicada até hoje.
 
Para além da reprimenda moral, o certo é que não há registro de ações penais e consequentes condenações contra essa corja. A despeito de termos uma lei (Lei Nº 7.716/89), que, textualmente, até prevê a pena de reclusão de dois a cinco anos para quem "Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo", a discussão que emerge quando fatos aberrantes como esses vêm à tona é de uma desfaçatez inacreditável. Força-se sempre a vinculação de tais atitudes criminosas com a liberdade de expressão e opinião.
 
E, assim, de grão em grão, apenas com notas de repúdio e indignações várias, inegavelmente importantes, mas sem qualquer providência séria que responsabilize criminalmente os criminosos à, vai-se naturalizando o fascismo entre nós, ampliando seus espaços de repercussão.
 
Nesse passo, é bom frisar que, sob Bolsonaro, essas patologias foram exacerbadas e incentivadas. Foram transpostas da deep web para a superfície do nosso cotidiano: operou-se a banalização do mal. O linchamento de Moise; o assassinato de um cidadão negro no próprio condomínio onde morava; apologia ao nazismo; incursões assassinas da polícia nas favelas cariocas não são episódios isolados. Conformam o racismo estrutural das nossas classes dominantes.www.brasil247.com - { imgCaption }}
 
 
O nazi-fascismo é responsável pelo assassinato de milhões, nos campos de batalha da Europa devastada, nas câmaras de gás dos campos de concentração, nas prisões da Gestapo. Homens, mulheres, crianças, judeus, ciganos, homossexuais, comunistas, uma lista macabra de extermínios.
 
No Brasil ganhou contornos próprios, acrescendo aspectos regionais e de cor à discriminação, no que encontra eco em nossa elite excludente. A denúncia e a execração pública devem ser sempre barulhentas diante dessas monstruosidades.
A superação dessas perversões desafia um longo processo pedagógico e cultural. Afinal de contas, como ensinava Nelson Mandela, ninguém nasce racista e com ódio. Eles são ensinados. Desde já cabe-nos iniciar a pedagogia inversa: de tolerância, igualdade e fraternidade. O primeiro passo será derrotar, de forma acachapante o fascismo nas urnas esse ano.
 
Mas, enquanto esse processo não se completa, aplique-se a lei, a que existe ou uma mais rigorosa, ainda por ser criada, deve ser o caminho natural da punição. O meu mandato, tenham certeza, será um instrumento para que isto ocorra.
 
Avante.
 

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22
Nov19

Jornalista alemão compara Aliança pelo Brasil com grupo paramilitar nazista

Talis Andrade

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O jornalista alemão Gerd Wenzel, comentarista dos canais ESPN, comparou o evento de lançamento do projeto de novo partido de Jair Bolsonaro, Aliança Pelo Brasil (APB), com o nascimento do SS, um grupo paramilitar nazista fundado por Adolf Hitler. Wenzel fez a analogia ao criticar nesta quinta-feira (21) o logo do partido formado por cápsulas de balas de diversos calibres.

“Nascimento da SS tupiniquim. A SS era uma organização paramilitar do Partido Nazista. Uma tropa de choque utilizada contra adversários políticos”, publicou o comentarista em seu Twitter.

A comparação feita por Wenzel dialoga com a crítica feita pela ex-deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), que questionou se o APB era um grupo paramilitar, e pela deputada Maria do Rosário (PT-RS), que alertou ao TSE sobre esse risco.

“Somos um país que possui regras, leis, Constituição. A violência política esta em escalada grave. Não estejam tranquilos com uma aliança fascista armada. Disseminaram cultura de intolerância, transformaram adversários em alvo. Quem tem poder o use para democracia, enquanto é possível”, disse Rosário.

Gerd Wenzel@gerdwenzel

Nascimento da SS tupiniquim. A SS era uma organização paramilitar do Partido Nazista. Uma tropa de choque utilizada contra adversários políticos. https://twitter.com/ManuelaDavila/status/1197664226854223872 

 
Ver imagem no Twitter
 
 
 
 
Replying to
suspeito que essa decisão de armar o povo tem uma intenção sinistra:em caso de golpe e guerra-civil será brasileiro matando brasileiro. O homem, freudianamente, é necrófilo, ama a morte e despreza a vida em especial dos homoafetivos, negros, nordestinos.
 
 
 
Manuela
 
@ManuelaDavila
Um logo feito com balas na convenção do PSL. O que está nascendo é um partido ou um grupo paramilitar?
 
 
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Replying to
O logo é feito de balas O número é 38 O nosso destino será morrer aqui?
 
 
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23
Jul19

O presidente não é “dos paraíbas”?

Talis Andrade

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por Fernando Brito

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Jair Bolsonaro é, indiscutivelmente, um canalha.

Sua declaração, em vídeo vazado hoje, de que os governadores do Nordeste são “os governadores dos paraíbas” e que, dentre ele, o “pior” é o do Maranhão, Flávio Dino – justamente o que tem os maiores índices de aprovação – é uma bofetada em mais de um terço dos que habitam este país, morando nos estados nordestinos ou na imensa diáspora que se espalha por todo o Brasil.

Se os 8,8 milhões de eleitores do Nordeste – os “paraíbas” – que lhe deram o voto tivessem votado em seu adversário, Jair Bolsonaro não seria presidente da República. Menos ainda se os milhões de nordestinos espalhados pelo país soubessem que era para “não dar nada” à sua terra natal, castigada por séculos pelo sol, pela seca e pelas elites.

Você, Bolsonaro, deveria ser o presidente de todos os brasileiros, inclusive dos brasileiros “paraíbas”, como meus avós paternos, alagoanos.

Mas não é. É o presidente de uma camada de odientos, de recalcados, de imbecis que se amontoam para urrar selvageria.

Bolsonaro já não é um caso de oposição política, é uma objeção moral para qualquer brasileiro que ame este país.

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25
Out18

Bolsonaro faz piada com nordestino

Talis Andrade

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247 - Em vídeo vazado nas redes sociais, o Bolsonaro destilou todo o seu preconceito com relação aos nordestinos. Ele contou uma piada sobre as vantagens de comprar um carro de um baiano: "por que que é vantajoso comprar carro na Bahia? Porque já vem com o freio de mão puxado". O pressuposto da piada é o que de o baiano é preguiçoso, o mesmo tipo de preconceito que seu vice, o general Mourão, manifestou sobre índios e negros. Governadores do nordeste estudam a redação de uma nota conjunta contra o preconceito do candidato. 

 

O blog do Esmael destaca que "o governador da Bahia, Rui Costa, publicou uma resposta à altura para Bolsonaro, mas os 8 demais governadores também articulam uma manifestação acerca da piada sem graça de Bolsonaro".

 

"Depreciar nordestinos pode ser fatal, inclusive no Rio e São Paulo", avalia um dos coordenadores da campanha de Fernando Haddad (PT).

Veja o vídeo da piada depreciativa feita por Bolsonaro aqui.

 

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07
Out18

Na terra do “candidato de Lula”

Talis Andrade

Nordeste é bastião petista que permitiu a Haddad se tornar viável rapidamente

 

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Da esquerda para a direita: Pequena da Silva, Maria Luzia Adalto e o filho, Anderson Adalto, em Manari (PE). TERESA MAIA

 

 

por Marina Rossi

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om um saco de cinco quilos de arroz nas mãos, Damiana da Conceição, 33, encena como fazia para conseguir o único alimento que chegava à mesa quando ela era mais nova. “Eu caminhava com minha mãe até [a cidade de] Inajá. Colocava o saco na cabeça e voltava”. Moradora da zona rural de Manari, no sertão de Pernambuco, a dona de casa relata que levava um dia inteiro para ir e voltar do município vizinho, que fica a mais de 30 quilômetros de distância. Hoje, os cinco quilos de arroz que Damiana recebia deram lugar ao cartão do Programa Bolsa Família que ela usa para realizar o saque mensal de 427 reais, a única renda da casa, onde ela vive com os quatro filhos.

 

A dona de casa conta a história do saco de arroz para explicar por que vota “em Lula” até hoje. “Depois que Lula apareceu, a coisa melhorou. Agora dá até para fazer uma feira”, diz. Mas a “melhora” relatada por ela, ainda está longe de boas condições de vida. A casa onde mora hoje já não é mais de taipa, e sim de concreto. Mas ela ainda usa o fogão a lenha que fica na cozinha da casa antiga, que ainda sobrevive no quintal, porque não tem dinheiro para comprar um botijão de gás. A cisterna, construída durante o Governo Lula, está vazia há mais de dois anos porque o caminhão pipa já não passa mais para encher, segundo ela. Na secura onde Damiana vive, a água utilizada é de poço. Quando tem.

 

Manari fica no sertão pernambucano, a 230 quilômetros do Recife. Com 20.000 habitantes, a cidadezinha está entre os 20 piores IDH do país e o pior do Estado, ficando em um patamar comparável ao Haiti. Mais da metade (56%) das famílias são beneficiadas pelo Bolsa Família, um número que pode explicar por que 79% dos eleitores votaram em Dilma Rousseff (PT) em 2014, enquanto no Estado de Pernambuco, esse percentual ficou em 44%. “Se não fosse o Bolsa Família, o povo aqui já tinha morrido de fome”, diz Maria Elenice da Silva, 30, desempregada, quatro filhos.

 

O Nordeste concentra hoje mais da metade (55%) da pobreza extrema do país, de acordo com a pesquisa mais recente sobre o tema, um levantamento feio pela LCA Consultores com base em dados da Pnad. Entre os Estados, Bahia e Pernambuco são os que mais concentram essa população. Apesar dos números negativos, foi durante os anos do Governo do PT que a região, e mais especificamente Pernambuco, deram um salto de crescimento. Entre 2008 e 2012, a economia do Estado cresceu, em média, 4%, ante 2,6% da média nacional para o período. Os investimentos em grandes obras como a transposição do rio São Francisco e a Transnordestina, que passam por cidades pernambucanas, além do complexo portuário de Suape, a 30 quilômetros da capital, impulsionaram a economia por meio da criação de empregos.

 

Governando sob boas condições políticas e econômicas e investindo em projetos de distribuição de renda, Lula ficou na memória de grande parte dos eleitores como “o pai dos pobres”, como resume dona Maria Edilene da Silva. Ela não sabe exatamente a idade que tem, mas sabe responder, na ponta da língua, em quem vai votar: “É Lula, né?”, diz, emendando que esqueceu o nome do candidato indicado pelo petista. Ela, o marido, e os dois filhos, vivem em uma pequena casa de um cômodo. “Construímos essa casa com o dinheiro que recebemos de Lula”, explica.

 

Preso desde abril acusado de corrupção, Lula não só tem as preferências de voto, como também é o maior cabo eleitoral desta disputa na região. A popularidade do petista levou a alianças contraditórias e apoios duvidosos foram firmados para impulsionar campanhas locais. Em Alagoas, a candidatura à reeleição de Renan Filho ao Governo e a recondução de Renan Calheiros ao Senado, ambos do MDB de Michel Temer, contam com o apoio do PT. No Maranhão, o candidato à reeleição Flávio Dino (PCdoB), cujo partido se aliou nacionalmente ao PT, vê a imagem de Lula, seu grande apoiador, sendo colada também ao clã Sarney, representado por Roseana Sarney (MDB). No próprio Estado de Pernambuco, a campanha pela reeleição de Paulo Câmara (PSB) tem a bênção do líder petista, que decidiu suspender uma candidatura própria, de Marília Arraes, para se aliar aos socialistas, ignorando convenientemente o fato de que em 2016, o PSB foi um dos partidos que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff.

 

"Cabelinho bom"

 

Dona Maria Luzia Adalto explicava, enquanto cortava lenha para cozinhar o feijão do almoço, que ela e os cinco filhos sobrevivem com 535 reais por mês do Bolsa Família. O medo de perder o benefício é a maior motivação para votar no candidato indicado por Lula. “Se não for o candidato de Lula, vão cortar o Bolsa Família”, diz, repetindo o que foi pregado insistentemente pelos marqueteiros da campanha do PT em 2014. A segunda razão é o desconhecimento. "Não sei quem são os outros candidatos", confessa. O próprio Haddad não é de conhecimento da eleitora. "Não sei o nome dele. Sei que é de Lula".

 

Ao lado dela, também na lenha, dona Pequena da Silva emenda: "Vou saber quem é [Haddad] quando eu olhar na urna". Franzina, mãe de dois filhos, ela vive com 250 reais por mês. Não sabe o número do PT, tampouco a própria idade. "Dizem que eu tenho 50 anos".

 

O medo de perder o benefício e o desconhecimento do candidato petista são sentimentos repartidos também Damiana, que mora na casa ao lado. “Não sei o nome do candidato de Lula não. É aquele do cabelinho bom, não é?”, pergunta. “Mas aqui é tudo Lula. Se esse homem perder a eleição, você imagina a minha vida como fica?”.

 

Apesar da grande de dependência do Bolsa Família, no sertão pernambucano não são apenas os beneficiados de programa social que votam “no candidato de Lula”. Em São Domingos, distrito de Parnamirim, a 400 quilômetros de Manari, a funcionária pública Francisca Edna listava suas razões para acreditar que ali "só dá Lula". "Antes as casas eram de taipa, não tinha TV. Agora tem até antena parabólica", diz. No mercadinho, o comerciante Jeová Pereira da Silva falou que os empregos gerados na era lulista são sua principal razão para a escolha do candidato. "Ele trouxe muitos empregos para a região", diz. "Se não fosse por ele, hoje não teria ninguém aqui. Estaria todo mundo por aí, pelo mundo, procurando trabalho". Para ele, a Transnordestina e a transposição do rio São Francisco "não teriam saído nunca do papel" se não fosse o petista. "Por isso, aqui não existem dois partidos. É PT e acabou". [ Transcrevi trechos]

23
Set18

Haddad diz em Recife que saberá reconciliar o Brasil

Talis Andrade

Por Adriana Moysés

RFI Paris

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Fernando Haddad em campanha, Recife 
 
 

O candidato do PT à presidência, Fernando Haddad, e a vice na chapa, Manuela d’Ávila (PC do B), fizeram uma caminhada ao lado de militantes neste sábado (22) no centro de Recife em busca de votos para ampliar a vantagem sobre Ciro Gomes (PDT), terceiro colocado de acordo com as últimas pesquisas do Ibope e Datafolha, e garantir uma vaga no segundo turno. O Nordeste tem importância estratégica na disputa, já que é a segunda região do país em número de eleitores, atrás do Sudeste. 

 

Haddad foi recebido com festa pelos militantes do PT e do PC do B. Mas foi vaiado quando agradeceu a presença do governador Paulo Câmara, do PSB, e de Renata Campos, viúva de Eduardo Campos, no palanque. PT e PSB fecharam um acordo no estado, mas muitos militantes não esqueceram que Câmara, candidato à reeleição, apoiou Aécio Neves (PSDB) no segundo turno da presidencial de 2014 e o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Descontado esse mal-estar, Haddad foi bem acolhido e aplaudido pela militância.

 

O petista indicou em vários momentos que, se eleito, o Brasil voltará a aplicar políticas de inclusão social que favoreçam os mais pobres e garantam a eles os direitos previstos na Constituição. “Nós nunca deixamos nenhum brasileiro para trás, nem os nossos adversários. Todo mundo nasceu com talento, mas é nosso papel garantir que todo mundo tenha oportunidade”, disse.

 

Segundo Haddad, o Brasil começou a sofrer um processo de desestabilização na eleição de 2014, quando “eles” não aceitaram a derrota.

 

“Desde então, só fazem bagunça: cortam direitos trabalhistas e sociais, ofendem a honra da mulher, do negro, do nordestino. Não temos nenhum revanchismo. Vamos lutar os próximos 15 dias para ir ao segundo turno e três semanas depois ganhar a eleição – não para derrotar o Brasil, mas para salvar o país desse projeto.”

 
 

O candidato acredita ser capaz de reconciliar o Brasil. “Muita gente percebeu o que vem acontecendo. Uma parte grande da população foi levada ao erro em 2016, e hoje as pessoas acordaram”, salientou. “O Nordeste já sabe o resultado da eleição: vamos para cima e vamos segurar o Brasil integrado, sem raiva de ninguém”, explicou.

 

"Negros, mulheres e nordestinos serão respeitados"

 

Sem citar a chapa da extrema direita, composta por Jair Bolsonaro (PSL) e o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB), Haddad afirmou que tinha um recado para seus adversários. “O negro, a mulher e os nordestinos serão respeitados”, disse, arrancando aplausos da multidão. Haddad visou Mourão, ao destacar que “as mulheres que criam seus filhos sozinhas, assim como as avós que cuidam se seus netos sozinhas, receberão mais apoio do PT e carinho do Lula”. Recentemente, em tom discriminatório, o militar afirmou que “casa só com avós e mães vira uma fábrica de desajustados”. Mourão também comparou os africanos a uma “mulambada”, num comentário que desprezava o estreitamento das relações comerciais Sul-Sul, promovido pelos governos do PT.

 

Fazendo referência a Lula, Haddad disse que o ex-presidente tinha uma obsessão: criar empregos. Para mostrar que também é capaz de agir com esse objetivo, Haddad contou uma lição que aprendeu com o pai, um ex-agricultor familiar no Líbano que se tornou pequeno comerciante depois de instalar no Brasil, onde criou a famíilia. “Aprendi com ele que a pior coisa do mundo para um homem ou uma mulher é acordar e não ter para onde ir. Você está desamparado, não tem um posto de trabalho, uma escola, uma universidade. Isso é direito da Constituição. Todo mundo tem que acordar e ter os seus direitos assegurados”, declarou o candidato.

 

Mobilidade

 

Em coletiva de imprensa depois do comício, Haddad disse que tem um grande projeto de mobilidade para o país, integrando faixas de ônibus, ciclovias e a segurança do pedestre. Ele prometeu repassar parte da receita obtida com um imposto federal para os prefeitos, para que eles possam melhorar o transporte público. O petista respondeu ainda a questões sobre educação e saúde, explicando que pretende revogar o teto dos gastos públicos, aprovado no governo Temer, para aumentar os investimentos nessas áreas.

 

 

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