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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

23
Abr22

Presidente do Clube Militar ataca ministros do STF: 'togas não serviriam nem como pano de chão, pelo cheiro de podre que exalam'

Talis Andrade

Por 364 votos: Câmara derrota os ratos fascistas nesta sexta -  OEstadoAcre.com

Image

 

 

Daniel Silveira, soldado pm como qualquer outro soldado raso do Exército, da Marinha, da Aeronáutica, não pode frequentar os luxuosos e elitistas e segregadores e discriminadores e separados e distanciados clubes militares. Nem soldado, nem cabo, nem sargento, nem subtenente. São clubes restritos, privativos para os limpos de sangue. Exclusivamente para oficiais, a farda - que um dia servirá de mortalha - recheada de medalhas de guerras jamais acontecidas, travadas com inimigos imaginários, torturados na ditadura militar de Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel e Figueiredo. Tempos de chumbo, de paus-de-arara, de cadeiras do dragão. De porões comandados por serie killers de nomes conhecidos: coronel Ustra, coronel Paulo Manhães e outras e outras altas patentes, os nomes citados nos áudios das sessões do Superior Tribunal MIlitar - STM. 

ustra marechal.png

Daniel Silveira soldado pode entrar para realizar os serviços considerados humilhantes: de cozinheiro, confeiteiro, servente, copeiro, garçom,  camareiro, carregador de mala, cabeleireiro, enfermeiro, costureiro, diferentes profissões a serviço de oficiais e familiares, notadamente as parasitas filhas solteiras, que recebem do Governo Civil ricas pensões vitalícias para a vida maneira dos gigolôs e filhos.

O presidente do Clube Militar, o general Eduardo José Barbosa, publicou nesta sexta-feira (22) no site da entidade um texto de apoio ao decreto de Jair Bolsonaro que deu indulto a Daniel Silveira.  

O baboso general aposentado repete o tom de desprezo aos ministros do Supremo, usado pelo ex-capitão que hoje ocupa a presidência da República.

Escreveu Barbosa: "Lamentável termos, no Brasil, ministros cujas togas não serviriam nem para ser usadas como pano de chão, pelo cheiro de podre que exalam".Image

 

ImageGilmar Fraga / Agencia RBS

Esse general tem a boca suja de arruaceiro. Tem a boca do protegido soldado pm Daniel Silveira, que possui mais grandeza, desde que conseguiu se eleger deputado federal. 

 

Nem técnicos, nem neutros: os militares na história recente brasileira |  Jornalistas Livres

11
Abr22

A derrocada moral do MEC

Talis Andrade

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por Clarissa De Franco

- - -

Primeiro, foi o olavista e defensor do programa Escola Sem Partido, Ricardo Vélez Rodríguez, que, sem um programa organizado para a gestão do setor educacional, saiu com menos de quatro meses de governo. Em seguida, tivemos como ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro, o economista Abraham Weintraub, que gritou com indígena, ofendeu de forma racista a China, tentou privatizar as universidades públicas do país, promoveu cortes orçamentários brutais para este setor, chamou membros/as do STF de vagabundos/as, acusou as universidades públicas de promoverem balbúrdia e manterem laboratórios e plantações e drogas, defendeu a família tradicional e uma “ideologia de gênesis”, que ataca os estudos de gênero e defende valores cristãos conservadores no campo moral. Saiu, fugido para os EUA, onde, aliás, sua chegada ao Banco Mundial despertou muitas dúvidas. Foi o ministro desbocado e mal-educado da Educação.

O terceiro ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro, cujo perfil mais parece o de um administrador de empresas que de uma figura pública ligada à educação, estreou “a volta dos que não foram”. Carlos Alberto Decotelli teve a legitimidade de sua formação de pós-graduação questionada publicamente, entre mestrado, doutorado e pós-doutorado, tendo sido acusado de plágio e declaração falsa no currículo lattes. Em um intervalo relâmpago entre a nomeação e a exoneração, saiu humilhado e com sua imagem profissional esfacelada.

Chegamos ao quarto e também polêmico ministro da Educação: Milton Ribeiro, pastor presbiteriano que assumiu sob suspeitas de bagunçar os limites da laicidade de Estado, e foi posto para fora justamente pelos motivos que o conduziram ao cargo: o favorecimento de determinados nichos, grupos e figuras religiosas. Vamos deixar para um outro momento nossa conversa sobre o recém-empossado ministro Victor Godoy, que foi secretário-executivo da pasta da Educação durante a gestão de Milton Ribeiro e, portanto, apenas dará continuidade à forma de condução de seu antecessor. Interessa-nos agora reagir criticamente ao gabinete paralelo que se instalou no Ministério da Educação desde o princípio do governo de Jair Bolsonaro em 2019.Pode ser um desenho animado de 1 pessoa e texto que diz "NÃO FALAVA NÃO SABIA PORTUGUÊS ESCREVER NEI LIMa FALSIFICOU PASTOR CURRÍCULO LADRÃO"

Conforme pudemos observar, há um padrão que perdura desde a gestão de Vélez, passando pelos demais ministros: uma mistura vulgar entre perspectivas mercadológico-administrativas da educação com o tempero de uma moral conservadora e reacionária cristã que exalta publicamente os “bons costumes da família tradicional”, lançando o que pode ser chamado de “as bases de uma verdadeira prática cristã” para a lama nos porões do Congresso. O repasse de verbas do ministério para municípios específicos, intermediado por pastores pentecostais assembleianos, ação que, segundo Milton Ribeiro, foi incentivada pelo presidente, é a ponta de um longo processo de relações espúrias que envolvem o mercado, a religião e o Estado, utilizando a educação como arena de disputa ideológica, sob o manto da moral puritana. CPI do MEC, aguardamos com urgência e atenção os seus passos. 

O escândalo do kit robótica

 
 

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10
Abr22

A Terra plana e o lado escuro da Lua

Talis Andrade

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por Fernando Brito

- - -

É surpresa para ninguém a retirada de duas assinaturas de senadores do Podemos – os ex-moristas Oriovisto Guimarães e Styvenson Valentim – do pedido de instalação de uma CPI para apurar a corrupção no MEC.Ciro Nogueira 'Raposa' é tema de charge do jornal O Povo, do Ceará – Diário  GM

É que, como diz o chefe do Centrão, Ciro Nogueira, a corrupção, agora, “é virtual”.

E, portanto, como disse Janio de Freitas, “não há polícia, não há Judiciário, não há Congresso, não há Ministério Público, não há lei que submeta Bolsonaro”.

O país que arde na inflação, “está dando certo” com a “dobradinha centrão e militares” segundo o mesmo Nogueira.

Vivemos já nem na Terra Plana, mas no lado escuro da Lua, de onde não se pode ver o que se passa aqui.

Planos para o próximo governo? Deus, pátria e família, além de um presidente que alterna seus compromissos entre motociatas, cavalgadas e leitos hospitalares quando surgem notícias negativas.

Desculpe o leitor dominical, mas desanima tentar analisar o nonsense que, paradoxalmente, faz sentido e deve continuar para algo entre 25 e 30% dos brasileiros.

E ainda mais inacreditável que o bolsonarismo mais insano esteja nas faixas com maior renda e, incrível, com maior formação educacional.

Como tem sido afirmado aqui, não estamos diante de uma eleição normal, mas de uma chance de voltarmos a um grau de civilidade e de racionalidade sem o qual nem mesmo a divergência política pode acontecer sem tornar-se guerra.

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01
Fev22

Vídeo mostra congolês sendo espancado até a morte em quiosque na Barra da Tijuca

Talis Andrade

neilima milicia.jpg

Nem precisa perguntar: o atual governador repete a fala do governador que sucedeu...

 

A morte por vingança cousa banal. A boa morte miliciana a morte exemplar. A morte que 'mata os vivos' de medo.

Escrevem Paolla Serra e Luã Marinatto no Extra, sem citar nenhuma vez a temida palavra milícia:

"O vídeo da câmera de segurança do quiosque Tropicália, na altura do Posto 8 da Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, mostra três homens espancando até a morte o congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, de 24 anos, na noite do dia 24 de janeiro. As imagens, obtidas pelo EXTRA, flagram os agressores dando socos, chutes e até golpes com pedaços de pau no estrangeiro"

Parece uma narrativa de advogados contratados pelos assassinos. 

Vivi para contar: 'Mataram meu filho aqui como matam em meu país'

 

As imagens mostram ainda que, cerca de dez minutos depois, os agressores chegam a amarrar as mãos e os pés de Moïse com um fio. Aproximadamente 20 minutos mais tarde, uma mulher se junta ao grupo e dois homens tentam fazer a reanimação do congolês, com massagens cardíacas. A vítima morava no Brasil desde 2011, quando fugiu de conflitos armados na República Democrática do Congo.

 

Os agressores usaram pedaços de pau para bater no congolês
Os agressores usaram pedaços de pau para bater no congolês Foto: Reprodução

 

De acordo com o inquérito, o corpo de Moïse foi encontrado por policiais militares do 31º BPM (Recreio) ainda amarrado, no chão, próximo ao Tropicália. Ele prestava serviço pontualmente no local servindo mesas na areia e, segundo parentes, pretendia tentar cobrar pagamentos atrasados quando acabou sendo morto.

13
Jan22

Carluxo Bolsonaro ataca ex-aliado: ‘chifrudo’

Talis Andrade

carlos bolsonaro ministro sem pasta.jpg

MINISTRO SEM PASTA. Carlos Bolsonaro participando de uma reunião minesterial em Brasília

Por Altamiro Borges 

Carluxo Bolsonaro, o filhote 02 do presidente da República, desembestou de vez. Após atacar o aliado bolsonarista Carlos Jordy (PSL-RJ), sugerindo que “cheire menos”, ele esfaqueou sem dó o deputado Julian Lemos (PSL-PB), que trocou o fascista no poder pelo ex-ministro Sergio Moro. O nível do debate no antro da extrema-direita é elevadíssimo! 

“O maior fofoqueiro do Brasil foi encontrar o seu chifrudo na Paraíba com dinheiro do fundo eleitoral? Par perfeito que explica a falta de testosterona e vergonha na cara do grupinho”, tuitou o irado vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), ao criticar a visita do ex-ministro da Justiça a João Pessoa na semana passada. 

Metido a valentão, Julian Lemos – que em 2018 coordenou a campanha do fascista no Nordeste – retrucou: “O [emoji de cachorro] presidencial falando sobre testosterona. Logo tu? Não sei aqui quem tem chifre, mas no RJ eu sei quem e quem botou em você... Faça com eu, deixa a pistola de lado e os seguranças, e vamos testar os níveis de testosterona, topa?”. 

O deputado federal paraibano ainda disparou? “Estou convencido: não adianta responder a Carlos Bolsonaro. Ele não tem credibilidade, sem falar que é doente da cabeça, está desesperado porque sabe que o pai dele perde para Lula e Moro, e o ‘brinquedo’ dele, o Brasil, estará livre desses traidores”. 


Carlos Jordy: "cheirarem menos"

Poucos dias antes, o “pitbull” do presidente – como o próprio pai o chama – já havia rosnado contra um fiel bolsonarista. No patético Congresso do Politicamente Incorreto (CPI), realizado em Niterói (RJ) em meados de dezembro, Carlos Jordy (PSL-RJ) cobrou em seu discurso “maior engajamento” de Jair Bolsonaro na eleição de deputados e senadores em 2022. 

A suave crítica irritou o pimpolho mimado e desequilibrado. “Ainda tenho que ouvir isso? Pqp! É inacreditável? Não! Sei exatamente como agem... É cristalino que há uma tentativa de se criar um grupo usando a imagem de um e se fazendo de idiota para tirar crédito e obter êxito! Sugiro cheirarem menos, serem mais gratos e não sujos”, disparou Carluxo. 

Magoado, o deputado retrucou: “Então agora, desde 2016 ao lado do seu pai, sou traidor? Era só o que me faltava, xará”. Em entrevista à Folha na quarta-feira (5), o jagunço Carlos Jordy ainda tentou aliviar a tensão com o filhote do presidente. “Tenho convicção que sou um dos deputados mais leais ao presidente e que mais atua em sua defesa. Acredito que haja ideias sendo plantadas na cabeça do Carlos que não correspondem a nada da realidade”.

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