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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

11
Mai21

Coletivo João Cândido: 'Chacina do Jacarezinho é prática regular das forças repressivas'

Talis Andrade

Operação no Jacarezinho foi 2ª maior chacina no RJ, diz ONG Fogo Cruzado -  Amambai Notícias

 

por Juca Simonard

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“A gente precisa se organizar para lutar pelo direito de autodefesa das comunidades pobres”, afirmou o coordenador do coletivo de negros João Cândido e dirigente do PCO, Juliano Lopes, durante ato em São Paulo, no sábado, 8, contra a Chacina do Jacarezinho.

“A comunidade e o povo trabalhador tem o direito legítimo e democrático de reagir à altura diante dos ataques cometidos pela polícia”, emendou. “Nesse sentido, toda a reação violenta é legítima contra os órgãos de repressão que estão matando a população pobre nos becos, nas favelas e nas ruas”.

A declaração destoou do restante das organizações de esquerda que estiveram presentes no ato. Na maioria dos casos, além de importantes denúncias que foram feitas, os movimentos e partidos presentes faziam apelos emocionais, como “parem de nos matar”, ou imitavam a luta nos Estados Unidos, com “vidas negras importam”. 

Os gritos revelam que boa parte da esquerda carece de um programa para combater a política, cada vez mais recorrente, de chacina da classe operária brasileira, de maioria negra. Os que têm alguma reivindicação, pedem “justiça” e a “desmilitarização” da Polícia Militar.Não tem outro nome que não seja chacina', diz jornalista sobre mortes no  Jacarezinho - Ponte Jornalismo

Ilusões na "Justiça"

No primeiro caso, Juliano Lopes tratou de esclarecer o problema: “A Justiça é o Sergio Moro. A Justiça arquivou os processos do Carandiru, vai arquivar os de Osasco, vai arquivar os da Candelária. O policial que mais mata é promovido”.

10
Mai21

Claudio Castro continua com as mãos sujas de sangue

Talis Andrade

Claudio Castro cantando e rezando na Paróquia Santa Rosa de Lima, em agosto de 2020

Surgem duvidas sobre a morte do policial.

Delegados provocam STF, governador se omite

 

por Marcelo Auler

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Carismático como é, certamente ao ingressar em uma igreja – o que pode até ter ocorrido neste domingo, uma vez que tem o hábito de assistir às missas na Paróquia Santa Rosa de Lima, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro -, o governador Claudio Castro certamente molha os dedos na água benta existente na entrada de cada templo. Será em vão. Mesmo que ocorresse um descuido e algum padre trocasse o líquido santo por removedor, Castro dificilmente apagará de suas digitais as marcas do sangue que a polícia do governo que controla fez jorrar na quinta-feira, dia 06/05, nas ruas, becos, vielas e residências da Comunidade do Jacarezinho, Zona Norte do Rio.

Ainda que seja cedo para se cravar que a operação policial responsável pela morte de 28 pessoas tenha sido autorizada antecipadamente pelo governador – cabe o direito da dúvida e a presunção de inocência -, decorridos quatro dias da maior chacina provocada por forças oficiais que se tem notícia no Estado, não há mais como inocentá-lo e deixar de responsabilizá-lo.

A responsabilidade lhe cai não apenas pelo pouco que já disse, seja por meio de nota oficial na própria quinta-feira – ocasião em que alegou que “a ação foi pautada e orientada por um longo e detalhado trabalho de inteligência e investigação, que demorou dez meses para ser concluído” -, seja através de áudio, no dia seguinte, quando expôs que “a operação de ontem realizada pela Polícia Civil foi o fiel cumprimento de dezenas de mandados de prisão”. Não foi, nem uma coisa, nem outra.

Mais grave, porém, foi Castro omitir-se, como se estivesse concordando com tudo o que ocorreu. Omitiu-se, como lembra a deputada estadual Daniella (Dani) Monteiro (PSOL), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio (ALERJ), no decorrer da própria operação que perdurou por cerca de 10 a 11 horas. Ele poderia, desde cedo, ter dado ordens para suspendê-la, mas nada fez.

Delegados provocam STF, Castro se omiteRodrigo Oliveira participou diretamente das ações no Alemão

Rodrigo Oliveira: “Meu negócio é a adrenalina das ruas”

Também se omitiu diante das provocações de delegados que se acharam empoderados o suficiente para criticarem e questionarem à autoridade da mais alta corte do país, o Supremo Tribunal Federal. O governador calou-se, consentindo, após o subsecretário Operacional da Polícia Civil, Rodrigo Oliveira, disparar pérolas como: “o ativismo judicial prejudica a ação policial e fortalece o tráfico”; “a Polícia Civil não irá se furtar a garantir o direito de ir e vir da sociedade de bem”. Tão grave quanto as “pérolas” foi o silêncio do governador.

Felipe Curi: Sempre criticou a decisão do STF 

Os delegados, porém, não conseguiram expicar qual foi a “excepcionalidade” que os fez desrespeitarem as ordens do Supremo Tribunal Federal impedindo operações policiais em comunidades durante a pandemia. Não havia nenhum risco eminente naquele dia. Prender traficantes, não se encaixa nas hipóteses admitidas para descumprir a ordem da mais alta corte do país.

Isto, porém, não é tudo. Até o domingo (10/05), o governo não explicou a demora em mais de 48 horas para identificar 27 das 28 vítimas da operação. Afinal, se a ação foi fruto de inteligência, no  “fiel cumprimento de mandados de prisão”, seria razoável imaginar que a polícia sabia de antemão quem seriam as suas vítimas, os seus alvos. Mas o único identificado foi o agente policial André Frias, um dos primeiros a tombar naquela manhã.

Ocorre que entre os 27 mortos, como constatou um levantamento preliminar feito pelas Comissões de Direitos Humanos da ALERJ e como afirma Álvaro Quintão, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados (OAB) seccional do Rio, ao menos um terço dos assassinados sequer tinham passagem pela Justiça. Entre os mortos, segundo aqueles que estiveram na comunidade, há os que simplesmente transitavam pelas ruas com destino certo, sem ligações com o submundo do crime. Sem falar nos dois passageiros da Linha 2 do Metrô que sequer estavam na comunidade – talvez nem a conheçam – e foram feridos dentro de um trem em circulação.

Não pode o governador endossar um discurso de “um longo e detalhado trabalho de inteligência e investigação, que demorou dez meses para ser concluído” quando se descobre que dos 21 “alvos” desejados pelas forças policiais apenas seis foram encontrados e somente três acabaram presos. Outros três engrossam a lista dos chacinados. Que inteligência existe em uma operação na qual se invade uma comunidade com um número bem superior de policiais e acaba não se conseguindo encontrar aqueles a quem se procurava.

Tais fatos, por si só, já deveriam deixar ressabiado o chefe do Executivo fluminense, superior hierárquico desses policiais, levando-o a desconfiar do serviço feito por seus subordinados. Mas Castro calou-se. Endossou. Está passando o pano”.

Pior ainda, permanece calado – “passando o pano” – quando surgem versões conflitantes com a oficial. Relatos de famílias denunciando que a polícia matou aqueles que se renderam. Que pessoas que entraram vivas no Caveirão surgiram depois no Instituto Médico Legal (IML) com tiro no estômago. Ou duvidaremos do desesperado morador da comunidade que, chorando, demonstrou toda sua preocupação com o futuro da filha de 9 anos que viu assassinarem um “procurado”, já ferido na perna – logo, sem condições sequer de fugir – ser morto junto à cama que ela dorme?

Surgem duvidas sobre a morte do policial

O policial Andre Farias morreu no início da operação e surgem questionamentos a respeito

São relatos que colocam em dúvida a versão oficial e, ao levantarem suspeitas sobre a mesma permitem que se vá mais longe nos questionamentos. Terá mesmo o agente policial André Frias, último que desceu do blindado, morrido por disparo dos supostos traficantes? Quem garante que ele não foi vítima, ainda que ocasionalmente, de um “fogo amigo”?

É possível se afastar a possibilidade de queima de arquivo, quando se sabe que ele esteve envolvido na apreensão de 60 fuzis no Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, em 1º de junho de 2017. Um armamento que, pelo que se deduziu, abasteceria milicianos?

Todas essas apurações que surgem esparsamente em um trabalho conjunto das comissões de Direitos Humanos da ALERJ, da OAB e o esforço de defensores públicos do estado e da União começam a indicar que a versão oficial é falaciosa.

Apesar disso, ela continua sendo endossada pelo governador que deveria, em nome da total imparcialidade das apurações, afastar os policiais envolvidos na desastrosa e mortífera operação. Mantê-los na geladeira enquanto perdurarem investigações feitas por outros e pelos demais órgãos de controle da ação policial. Apurações sérias e descomprometidas. Uma decisão que permitiria até, futuramente, direito a pedidos de desculpas caso se comprove que os policiais não mentiram, o que é pouco provável que aconteça. Mas o governador ainda não deu sinais de que assim agirá.

Com isso, Castro mantem seus dedos sujos do sangue derramado na Comunidade do Jacarezinho e alimenta ainda mais as suposições que ligam a chacina ao encontro que teve na véspera com o presidente Jair Bolsonaro, um intransigente defensor das milícias e das operações policiais violentas. Um político que, acuado, precisa manter seu discurso de ódio e de violência para agradar seu público, cada vez mais reduzido.

30
Mar21

Vivemos em castas. E os negros são os intocáveis

Talis Andrade

 

Martin Luther King Jr. sempre quis conhecer a Índia. Um dia, foi para lá e quis conhecer especialmente os dalits – os intocáveis, que foram…

Martin Luther King Jr. sempre quis conhecer a Índia. Um dia, foi para lá e quis conhecer especialmente os dalits – os intocáveis, que foram a mais baixa casta na Índia. Gente que é alvo dos mais terríveis preconceitos, que vive condenada a empregos vis e não pode sequer encostar em pessoas de outras castas. O encontro foi marcado. Quando o reverendo negro entrou na sala, o seu anfitrião foi apresentá-lo e disse que aquele era um dalit americano…

Não estamos acostumados a pensar em negros como dalits, nem imaginamos que sociedades ocidentais possam ter castas. Mas o livro de Isabel Wilkerson que acaba de sair no Brasil faz o leitor pensar duas vezes sobre o assunto. Casta – As Origens do Nosso Mal-Estar é um livro obrigatório para quem se importa com relações raciais e sociais.

Jornalista com passagens por veículos como o New York Times e vencedora de um Pulitzer, Wilkerson faz uma pesquisa impressionante para mostrar as semelhanças (maiores do que estamos acostumados a pensar) entre três classes de pessoas vítimas de preconceito ao longo da História: os negros americanos; os dalits da Índia; e os judeus na Alemanha nazista.

A tese central é de que quando uma relação de opressão não tem como ser transformada, quando a pessoa nasce com determinada característica que permanecerá com ela a vida toda, independente do que ela faça, não se trata meramente de divisão de classes. Estamos em uma sociedade de castas. Uma sociedade que determina previamente o lugar de certos cidadãos, não lhes dando mobilidade, está transformando as classes excluídas em intocáveis.

No livro, os capítulos mostram situações dessas três sociedades para apontar semelhanças entre as situações de negros, dalits e judeus. Há uma série de pilares que diferenciam a estratificação em uma sociedade de castas, segundo ela. A divisão entre as diferentes casas é uma vontade divina; há grupos vistos como puros e outros como impuros; a miscigenação é tabu; há uma hierarquia ocupacional; e assim por diante.

Em todos os casos, Wilkerson mostra como a situação dos negros americanos está mais próxima do conceito de casta do que muita gente no país gostaria de admitir (lembremos que até recentemente os EUA tinham um presidente que era apoiado por supremacistas brancos e que negava a existência do racismo no país).

Isabel Wilkerson: pesquisa sobre raça e castas

 

Depois da parte mais teórica, Wilkerson ainda elabora sobre a situação dos negros com base nas experiências cotidianas, inclusive dela mesma. Uma das histórias mais reveladoras vem dos tempo dela no New York Times. Na época, ela era correspondente em Chicago e estava fazendo uma matéria sobre uma rua que estava se transformando na Quinta Avenida local – cheia de lojas e butiques elegantes.

Para uma das entrevistas, ela foi a uma loja chique, depois de marcar entrevista com o proprietário. O compromisso era às 16h, mas ela chegou um pouco antes e foi informada de que o entrevistado estava um pouco atrasado. Wilkerson, negra, esperou na loja tranquilamente, até ver um sujeito, branco, esbaforido, entrar correndo pela porta. Imaginando ser o seu entrevistado foi se apresentar.

O grotesco da situação que se seguiu é impressionante. O sujeito, ao ouvir que a mulher ali na sua frente queria falar com ele, disse que não podia. Ele tinha horário marcado com o Times. Wilkerson disse que sim, que ela sabia. Era ela a repórter do Times. O entrevistado simplesmente não acreditou e achou que era um trote. Pediu licença, pois estava falando sério e ia perder a entrevista. Ela insistiu, explicou que sabia do horário, disse qual era a pauta. Era ela. Mas o entrevistado simplesmente não conseguia acreditar. Disse para ela ir embora porque a qualquer momento a repórter importante que ele esperava ia chegar.

No dia seguinte, ela enviou o jornal para ele, sem a entrevista que ele poderia ter dado. E um bilhete. Dá para imaginar a cara do sujeito.

Para o leitor brasileiro, fica faltando apenas um comentário sobre até onde essa situação se aplica ou não a outros países. Autores americanos em geral costumam ver a experiência americana como única – mas esse é um dos casos em que a pesquisa só teria a ganhar se ao invés de falar dos negros dos EUA, falasse da situação nas Américas como um todo.

Em todo caso, o livro é uma pedra rara, bem pesquisado, bem escrito e cheio de reflexões interessantes, inclusive para pensar nossa situação particularCASTA: AS ORIGENS DE NOSSO MAL-ESTAR - 1ªED.(2021) - Isabel Wilkerson -  Livro

Serviço

Casta – As Origens do Nosso Mal-Estar, de Isabel Wilkerson. Zahar, Tradução de Denise Bottmann e Carlos Alberto Medeiros, 464 páginas, R$ 59,90 (papel) ou R$ 29,90 (e-book).

19
Fev21

Oposição pede cassação do mandato do deputado bolsonarista por quebra de decoro

Silveira “extrapola de sua imunidade, rompe criminosamente os deveres de seu mandato"

Talis Andrade

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Os partidos de Oposição – PT, PSOL, PSB, PDT e PCdoB – protocolaram representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara contra o deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ, bancada da bala), por quebra de decoro parlamentar. No documento, os partidos requerem que seu mandato seja cassado.

Na última segunda-feira (15), Daniel Silveira publicou em suas redes sociais um vídeo com apologia ao golpe militar e com ofensas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em afronta ao Estado Democrático de Direitos e os valores expressados pela Constituição Federal.

“Por várias e várias vezes já te imaginei (Fachin) levando uma surra. Quantas vezes eu imaginei você e todos os integrantes dessa corte aí. Quantas vezes eu imaginei você, na rua levando uma surra. O que você vai falar? Que eu tô fomentando a violência?”, diz um trecho do vídeo publicado pelo parlamentar.

Segundo a representação, o deputado Daniel Silveira “extrapola de sua imunidade, rompe criminosamente os deveres de que seu mandato impõe e ofende, também de maneira criminosa, o Supremo Tribunal Federal, os ministros do Supremo Tribunal Federal e a própria democracia brasileira, estimulando a violência e fazendo apologia ao golpe militar”.

No documento, os partidos requerem que a representação seja aceita e que o deputado seja punido com a perda do mandato e querem que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, compartilhe as provas e indícios da investigação em curso no âmbito do inquérito das Fake News.

A Câmara precisa com urgência abrir processo de cassação desse deputado bolsonarista, é a democracia que está em jogo. Colocar um freio nessa turma antes que seja tarde. A bagunça institucional em q estamos metidos desde o golpe de 16 só tende a piorar se nada for feito agora

Gleisi Hoffmann (@gleisi) February 17, 2021

 

Decisão do STF de manter prisão de Daniel Silveira deixa mais evidente a necessidade da Câmara agir c/ seu Conselho de Ética e cassar o deputado q faz apologia da ditadura. Foi negligência e ausência de atitude do Congresso s/ falas como essa q o levaram a ir tão longe

Gleisi Hoffmann (@gleisi) February 17, 2021

 

Discursos e ações de ódio repetitivos

Não é a primeira vez que o deputado bolsonarista se envolve em fatos de incitação à violência e discurso de ódio. Durante um ato de campanha em 2018, Daniel Silveira e o deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ) quebraram uma placa em homenagem a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), executada brutalmente em 14 de março de 2018.

Em 2019, às vésperas do Dia da Consciência Negra, no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, o representado negou a existência do genocídio da população negra, em um discurso de cunho racista. Daniel Silveira contestou os dados do Ipea, afirmando que ele teve o “prazer e o desprazer” de atuar em todas as favelas do Rio de Janeiro e que se mais negros morrem é porque “tem mais negros com armas, mais negros no crime e mais negros confrontando a polícia”.

Leia a íntegra da representação:

Representação COETICA – Daniel Silveira

20
Nov20

Mourão foi "racista expresso", diz reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares

Talis Andrade

 

247 - O reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, José Vicente, classificou como racista a declaração do vice-presidente Hamilton Mourão sobre o assassinato de João Alberto Silveira Freitas por seguranças de uma unidade do Carrefour em Porto Alegre, na noite dessa quinta-feira (19). 

Ao comentar o crime bárbaro, Mourão disse que não tratou-se de racismo, porque "não existe racismo no Brasil".

“Além de equivocado, ele está totalmente fora de seu tempo, fora de seu lugar”, afirmou Vicente em entrevista à Globonews. “Ele já disse isso antes. Ele dizia que o problema do Brasil é a preguiça do índio e a desonestidade do negro. Então ele nessa manifestação é um racista expresso”, afirmou o reitor.  

bolsonaro milico racismo preconceito.jpg

 

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