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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

19
Jul22

46 países usam sistemas similares ao brasileiro

Talis Andrade

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Após Bolsonaro atacar sistema eleitoral em reunião com embaixadores, Fachin fala em "inaceitável negacionismo"
 
 
Os ataques foram feitos nesta segunda-feira, durante reunião do presidente Jair Bolsonaro (PL) com embaixadores estrangeiros, no Palácio da Alvorada. Além de questionar as urnas eletrônicas, o presidente também voltou a subir o tom contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Após fala de Bolsonaro, o presidente do TSE, Edson Fachin, disse que existe um "negacionismo eleitoral" e que é "hora de dizer 'basta'". O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), disse que as "urnas eletrônicas e a lisura do processo eleitoral não podem mais ser colocadas em dúvida". Embaixadores, jornalistas e veículos de imprensa apontam que o presidente não apresentou provas das acusações.

Jornal O Globo
@JornalOGlobo
Embaixadores avaliam que apresentação de Bolsonaro sobre sistema eleitoral não convenceu por falta de provas
JOTA
@JotaInfo
Em encontro com embaixadores, presidente da República não apresenta prova de fraude em eleições e critica pedido do presidente do TSE para que resultado da eleição de 22 seja reconhecido por outros países. Diz que Fachin era advogado de um "grupo terrorista", referindo-se ao MST.
Fotografia colorida é retrato de Jair Bolsonaro discursando ao microfone. Sobre a imagem há o texto: "Bolsonaro repete teorias da conspiração e ataca urnas, STF e TSE a embaixadores"Image
 
Presidente do Senado diz que "urnas eletrônicas e a lisura do processo eleitoral" não podem mais ser questionadas; presidente da Câmara não se manifestou
Rodrigo Pacheco
A segurança das urnas eletrônicas e a lisura do processo eleitoral não podem mais ser colocadas em dúvida. Não há justa causa e razão para isso. Esses questionamentos são ruins para o Brasil sob todos os aspectos. (+)
@rodrigopacheco
O Congresso Nacional, cuja composição foi eleita pelo atual e moderno sistema eleitoral, tem obrigação de afirmar à população que as urnas eletrônicas darão ao país o resultado fiel da vontade do povo, seja qual for.Image
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TSE
@TSEjusbr
#JustiçaEleitoralEm2021  No mês de setembro, relembramos a parceria entre a #JustiçaEleitoral e as Forças Armadas com este #TBT da 14ª Brigada de Infantaria Motorizada durante a primeira etapa do Simulado de Testes Nacional de urnas eletrônicas em 2016.
Em destaque, o selo da série #TBTEleitoral e da Retrospectiva 2021. Card com fotografia de militares mexendo em urnas eletrônicas . No texto, "Militares realizam simulado de testes nacional de urnas eletrônicas para eleições de 2016". No rodapé, "Fotografia: 14ª Brigada de Infantaria Motorizada".  Moldura com ilustração da Urna Eletrônica e logomarca da Justiça Eleitoral.
 

O ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto declarou que a Corte Eleitoral não pode tornar as Forças Armadas mentoras do pleito, assumindo uma função que é sua. 

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19
Jul22

"Basta", diz Fachin sobre ataques de Bolsonaro à Justiça Eleitoral (vídeo)

Talis Andrade

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Em reunião com os embaixadores, presidente Jair Bolsonaro atacou o Judiciário e o sistema eleitoral brasileiro

 
por Luana Patriolino /Correio Braziliense
 
- - -
O ministro Edson Fachin, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se manifestou após a série de ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL) contra o Judiciário na reunião com os embaixadores, nesta segunda-feira (18/7), sobre o sistema de votação brasileiro. O magistrado disse que há um “inaceitável negacionismo eleitoral” por parte do chefe do Executivo e seus apoiadores mais radicais e afirmou que é “hora de dizer basta” para os ataques contra a Corte.
 

Fachin reiterou que não há nenhum indício de fraude nas urnas eletrônicas. “A Justiça Eleitoral está preparada e conduzirá a Eleição de 2022 de forma limpa e transparente. Como vem fazendo nos últimos 90 anos. E nos últimos 26 anos de forma eletrônica para votação”, afirmou. “Há um inaceitável negacionismo eleitoral por parte de uma personalidade importante dentro de um país democrático, e é muito grave a acusação de fraude (má fé) a uma instituição, mais uma vez, sem apresentar provas”, disse.

A declaração aconteceu durante palestra em evento da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Paraná. Segundo Fachin, o Judiciário se manteve à disposição do diálogo com o Executivo, sem necessidade de ataques.

“Sempre estivemos abertos ao diálogo, nenhum ataque pessoal ou à instituição foi ‘contra-atacado’, sempre houve a condução disciplinada e educadora com intuito de informar ao eleitorado a respeito do processo eleitoral e a função e capacidade do TSE e justiça eleitoral como um todo, sua segurança, transparência e eficácia”, disse.

O ministro lamentou a tensão entre os Poderes. “Porém, neste momento, mais uma vez a Justiça Eleitoral e seus representantes máximos, são atacados com acusações de fraude, ou seja, uso de má fé. Ainda mais grave, é o envolvimento da política internacional e também das Forças Armadas, cujo relevante papel constitucional a ninguém cabe negar como instituições nacionais, regulares e permanentes do Estado, e não de um governo. É hora de dizer basta”, garantiu.

 

Tensão e série de ataques

 

Desde que foi eleito, Jair Bolsonaro insiste que o sistema de votação é frágil e até mesmo que as eleições de 2018, as mesmas que o elegeram elegeram presidente da República, foram fraudadas. 

Além de lançar dúvidas sobre as urnas eletrônicas, o chefe do Executivo também causou tensão entre os Poderes ao sugerir que as Forças Armadas fizessem uma apuração paralela na contagem de votos. O próprio ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, chegou a dizer que os militares se sentem “desprestigiados” pela Justiça Eleitoral.

Em reunião com os embaixadores, nesta segunda, Bolsonaro rebateu manchetes de jornais e declarações de magistrados e disse que eles tentam constantemente “desestabilizar” seu governo.

Fachin rebateu os argumentos do presidente. “Em meio a um debate desvirtuado e a um clima comunicativo nitidamente adoecido, é preciso recusar a cólera, promover diálogos racionais e ponderados, focar nos verdadeiros problemas. O processo eletrônico de votação é seguro e transparente, as eleições brasileiras permitem, de fato, a circulação do poder em consonância com a autêntica vontade popular”, disse.ImageEstadãoO Globo

Folha de S.Paulo
Correio Braziliense

 

 

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