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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

30
Jan21

Ruy Castro: Bolsonaro rebaixou o Brasil ao nível de estrebaria de quartel

Talis Andrade

 

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247 - Em sua coluna publicada no jornal Folha de S.Paulo, o escritor Ruy Castro afirma que Jair Bolsonaro foi "quem rebaixou o Brasil ao nível de estrebaria de quartel, ao inundar os lares com um vídeo sobre golden shower, chamar um jornalista para a briga ('Minha vontade é encher a sua boca de porrada!') e ejacular mais palavrões numa reunião ministerial do que em todas as reuniões ministeriais somadas desde 1889".

No texto, Ruy Castro destaca que, "desde sua posse, Jair Bolsonaro já foi chamado de cretino, grosseiro, despreparado, irresponsável, omisso, analfabeto, homófobo, mentiroso, escatológico, cínico, arrogante, desequilibrado, demente, incendiário, torturador, golpista, racista, fascista, nazista, xenófobo, miliciano, criminoso, psicopata e genocida". 

"Nenhum outro governante brasileiro foi agraciado com tantos epítetos, a provar que a língua é rica o bastante para definir o pior presidente da história do país. Mas é inútil, porque nada ofende Bolsonaro. Ele se identifica com cada desaforo".

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04
Out19

Legando banditismo e fanatismo como exemplos, Lava Jato dá motivos para a extinção do MP

Talis Andrade

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por Jeferson Miola

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O procurador da Fazenda Nacional Matheus Carneiro Assunção tentou assassinar uma juíza na sede do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, na capital paulista.

 

Segundo noticiou o saite Conjur – Consultor Jurídico [aqui], o procurador “invadiu o gabinete da juíza Louise Filgueiras, convocada para substituir o desembargador Paulo Fontes, em férias, e chegou a acertar uma facada no pescoço dela, mas o ferimento foi leve”.

Outras notícias ainda mencionam que o ferimento foi próximo à veia jugular que, se atingida, poderia ter causado a morte da juíza.

O procurador aparentava estar em estado de surto no TRF3, e pronunciava fanaticamente frases sobre “acabar com a corrupção no Brasil”.

O procurador ainda invocava o exemplo homicida do ex-chefe do MPF Rodrigo Janot, dizendo que deveria ter entrado armado no tribunal, ‘para fazer o que Janot deixou de fazer’”.

Se poderia estar diante de mais uma corriqueira tentativa de homicídio por uma pessoa transtornada e desatinada, mas não é este o caso presente. Validar essa hipótese, inclusive, seria irresponsável e atentatório à democracia.

O fato envolve um procurador federal, da carreira da Fazenda Nacional, que se reconhece ideologicamente – ou religiosamente – como alguém imbuído da “missão” de combater a corrupção no país,  decerto missão divina, atribuída exclusivamente a esses seres, os procuradores de qualquer tipo.

O procurador também parece se considerar onipotente e inimputável, com poder supremo inclusive para tirar a vida dos desafetos que atrapalham a realização da missão da sua vida.

Este acontecimento doentio e inconstitucional segue um exemplo, um modelo; e é forçoso se reconhecer que este exemplo/modelo é a Lava Jato.

O fanatismo que beira à loucura religiosa e que inspirou o procurador Assunção é uma marca dos procuradores mais engajados da Lava Jato, como o pastor batista Deltan Dallagnol, que capturou o discurso do combate à corrupção para praticar a corrupção direta em proveito próprio, e para praticar a corrupção do sistema de justiça do Brasil com propósitos políticos e partidários.

O banditismo da força-tarefa, fartamente comprovado pelas revelações do Intercept e confessado no livro do Janot [aqui], que confessa sua personalidade homicida-suicida, é a outra inspiração do procurador Assunção.

O lastimável nisso tudo é a falta de indignação de procuradores e procuradoras decentes do MPF, que devem ser a maioria dos 1.151 em atividade, e que não se insurgem contra a proteção corporativa e institucional, via ANPR, CNMP, PGR, Corregedoria do MP assegurada a colegas que, a despeito da vocação criminosa, também pertencem à carreira de procuradores [aqui, aqui, aqui].

O fruto podre da força-tarefa da Lava Jato não compromete somente o combate à corrupção e a carreira dos procuradores, mas atinge de morte o Ministério Público.

Legando como exemplos o bandidismo e o fanatismo, a Lava Jato dá motivos de sobra para a extinção do Ministério Público. Não se trata de meros desvios institucionais, mas estamos diante de uma instituição que se mostra nefasta, deletéria e ameaçadora à sociedade e à democracia.

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