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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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02
Jul17

Tempos de ouro em Natal

Talis Andrade

PELO JORNAL DE WODEN MADRUGA E SUBSTANTIVO PLURAL

 

woden-3.jpg

 No Jornal de WM (foto):

 

 

Navegando pelas águas da internet me ancorei, ontem, no cais do Substantivo Plural, saite de Tácito Costa, em cujas páginas o leitor encontra boas novidades do mundo cultural desta aldeia de Poti mais esquecida e também de outras partes do tal planeta terra. Lá estava uma palavra (muitas palavras) do poeta Talis Andrade para o poeta Oreny Júnior. Oreny, aqui em Natal, Talis no Recife. Na conversa, Talis vai enfileirando as saudades do tempo em que viveu por estas bandas natalenses, coisas dos anos 50, 60 pegando começo dos 70. Como poeta dirigiu o Suplemento Cultural de A República (governo Dinarte Mariz) e como jornalista dirigiu o próprio jornal (governo Cortez Pereira). Um agitador cultural sangue puro, autor de 13 livros e mil coisas mais jogando nos meios literários de Natal e Recife, para onde voltou em 1970. Este ano ele entra no time dos octogenários.

 

 

Manoel-Onofre-Jr..jpg

Manoel Onofre Jr 

 

 

Bom, passamos a palavra para Oreny Júnior, como está no Substantivo Plural:

 

- Conversando com Talis Andrade, onde passei os contatos de Manoel Onofre Jr, que deseja falar com ele, tendo em vista não se falarem há algum determinado tempo, eis a resposta de Talis Andrade:


"Oreny, li sua mensagem hoje. Saudades de Onofre. Saudades de um tempo sem volta. Saia de noite do jornal A República para a casa de Cascudo. Ele fazia uma pausa nas leituras ou escritos. Fumava um charuto. Era um ritual. Imagine os fotogramas em câmara lenta. Pegava o charuto. Amaciava com os dedos. Cortava a ponta. Mergulhava em um cálice com conhaque. Cheirava e lambia a parte molhada. Depois acendia. Para gostosas e fumacentas baforadas.

 

"Outras vezes ia me encontrar com Ticiano lá na frente da estação de trem, no bar restaurante do pai de Tarcísio Pereira, que foi meu aluno de jornalismo na Católica, e dono da Livro 7, aqui no Recife, a maior livraria do mundo. Tempos de ouro de Natal. Nunca mais vai aparecer tanta gente linda pra uma noite de boemia: Navarro, Sanderson, Woden, Veríssimo, Walflan, Berilo, Márcio Marinho, Francisco Fausto, Myrian branca e tímida como um anjo deslocado, Zila, Dorian, Expedito Silva que dormia bêbado na redação, e um dia acordou do porre para casar e logo morreu na lua de mel. Onofre, Djalma Marinho, Djalma Maranhão apareciam e sumiam e levavam Myriam e Zila que não poderiam ficar, que a madrugada sempre foi má companhia apesar da brisa do Potengi e da Maresia do Forte dos Reis Magos.

 

"Oreny, esse Natal que eu vivi fica doendo em mim na saudade".

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