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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

13
Nov20

Os candidatos do Dem a prefeito

Talis Andrade

No Sul e Sudeste, Bolsonaro vence em Florianópolis com Gean Loureiro (Dem), em Curitiba com Rafael Greca (Dem), e no Rio de Janeiro com Eduardo Paes (Dem). Essa gente do Centrão deu o golpe na Dilma, aprovou a reforma trabalhista de Temer, a privataria e desnacionalização das empresas. O entreguismo que emprobece o país, o sucateamento do SUS, a morte pela fome, a peste, a guerra das milícias, o genocídio dos jovens negros e dos povos indígenas. É desmatamento. E fogo na Amazônia, no Pantanal. É óleo nas praias. E lama tóxica das mineradoras nos rios. É o nojo, o vômito de Greca, o abandono nas periferias. E desemprego no campo e nas cidades. É o país dos sem terra, dos sem teto, dos sem nada.

AmapáImage

por Leando Fortes /Jornalistas pela Democracia

José Samuel Alcolumbre Tobelem, 47 anos, mais conhecido como Josiel, está à frente nas pesquisas para a prefeitura de Macapá. Ele é do famigerado DEM e surfa na popularidade do irmão, Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal.

Então, se a maioria do povo da capital do Amapá, um estado arruinado pelo apagão provocado pela privatização da companhia de energia elétrica estadual, votar em um sujeito desse, melhor não contar, nunca mais, com a solidariedade do resto do País.

Porque não faz sentido, depois de mais de 10 dias de caos, não entender que o DEM é a linha de frente da destruição dos direitos dos trabalhadores e da política de privatizações que nada tem a ver com interesse público. É um movimento para vender o patrimônio nacional a preço de banana – e o povo que se dane.

Não sejam idiotas, amapaenses. É hora de dar o troco nessa gente.

 
02
Abr19

Bolsonaro visita Muro das Lamentações com Netanyahu e rompe tradição diplomática

Talis Andrade

Por RFI

bolsonaro_muro_lamentacoes.jpg

Quipá na cabeça, Jair Bolsonaro colocou as duas mãos nas pedras do Muro das Lamentações Benjamin NetanyahuMenahem KAHANA / POOL / AFP
 

 

O presidente Jair Bolsonaro visitou nesta segunda-feira (1) o Muro das Lamentações em Jerusalém, acompanhado do primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu. O líder brasileiro torna-se, assim, o primeiro chefe de Estado a realizar tal visita ao lado de um primeiro-ministro israelense.

 
 

Rompendo com a prática diplomática, Bolsonaro foi ao local mais sagrado do judaísmo com Netanyahu. Quipá na cabeça, o presidente brasileiro colocou as duas mãos nas pedras do muro e, com Netanyahu fazendo o mesmo do seu lado esquerdo, recolheu-se por vários segundos com a cabeça inclinada.

O chefe de Estado cumpriu com a tradição de inserir nos espaços do Muro um pedaço de papel destinado à realização de um voto. A visita foi um dos pontos altos da viagem oficial de Bolsonaro a Israel.

O conjunto em torno do Muro das Lamentações é conhecido como Esplanada das Mesquitas ou Monte do Templo, o local mais sagrado do judaísmo, e onde também está a mesquita de Al-Aqsa, o terceiro local mais sagrado do Islã, após Meca e Medina.

Jair Bolsonaro e Benjamin Netanyahu diante do Muro das Lamentações, ponto alta da visita do líder brasileiro.Menahem Kahana/Pool via REUTERS
 
 

O Muro fica em Jerusalém Oriental, ocupada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, em uma decisão que não foi reconhecida pela comunidade internacional. Durante décadas, os líderes estrangeiros se abstiveram de aparecer ao lado de um líder israelense em frente ao monumento, para evitar não serem acusados de se posicionar sobre o tema.

 

O presidente americano Donald Trump, aliado de Israel, visitou o Muro em maio de 2017, mas ele foi acompanhado pelo Rabino do Muro, Shmuel Rabinovitz, e não por um líder israelense.

(Com informações da AFP)

22
Set18

Nenhum candidato a presidente, a governador, a senador tem coragem de entrar nas favelas do Rio apesar da intervenção militar que não serve para nada

Talis Andrade

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O Rio de Janeiro tem 1mil e cem favelas, sem governo e sem lei. O eleitorado dessas favelas decide qualquer eleição majoritária, e possui representantes eleitos deputados federais e estaduais, indicados pelas polícias e/ou milícias. 

 

São currais eleitorais, vários deles cercados por muros pelo ex-prefeito Eduardo Paes, que depois de uma fugida para os Estados Unidos, volta como candidato a governador.

 

Nem Paes, nem Romário, nem Garotinho, os três candidatos mais cotados, arriscam subir os morros ou descer nas marés para pedir votos, apesar da intervenção militar do general de Michel Temer, com ordem de atirar para matar.

 

Para entender o medo dos candidatos a governador e a senador, inclusive do filho mais velho de Jair Bolsonaro, Flavio, que pretende pular da Assembléia Legislativa para um mandato de oito anos no Senado Federal, leia reportagem da Agence France Press - AFP que transcrevo:

 

"Como pretende melhorar a segurança pública, para evitar que a gente perca aula, já que toda hora tem operação policial?", pergunta Ellen, uma adolescente da Maré, aos candidatos ao governo do Rio de Janeiro.


Ela tem 14 anos, a mesma idade que Marcos Vinicius, morto durante uma operação da polícia quando voltava da escola em junho na mesma comunidade.


É neste complexo de favelas com aproximadamente 140.000 habitantes - incluindo mais de 100.000 com idade para votar - que ONGs organizaram um debate com os candidatos ao cargo de governador do estado.


O centro cultural lotou: por volta de 300 pessoas, em sua maioria jovens, negros e quase todos moradores da Maré. Todas as cadeiras de plástico foram ocupadas, bem como os paletes de madeira transformados em grades, e muitos espectadores ficaram de pé.


Apesar disso, apenas três dos 12 candidatos compareceram. Dayse Oliveira (PSTU), Marcia Tiburi (PT) e Luiz Eugênio (PCO). Tarcísio Motta (Psol) foi representado pela vice, Ivanete Silva.


Segurança 

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"Cadê os candidatos, não conheço ninguém aqui. Nenhum deles vai para o segundo turno, mal passam de 1%", lamentou Daniel Silva, de 21 anos, que esperava ver os favoritos, o ex-jogador de futebol Romário e o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes.

 

"Estou um pouco decepcionada, mas isso só mostra o perfil desses candidatos. É importante o candidato ir para a favela e ter contato com a gente, para ter uma noção diferente do que a mídia passa", considerou Karla Rodrigues, de 35 anos.


Todos os dias, tragédias causadas por tiroteios nas favelas do Rio ocupam as páginas dos jornais.


O debate eleitoral na Maré não foi poupado. Por alguns segundos, o discurso de um candidato foi abafado pelo som de duas rajadas de tiros.


Arthur Viana de Andrade, de 21 anos, vai votar pela primeira vez. Ele ainda não escolheu seu candidato para governados nem para presidente, mas sabe em quem não irá votar.


"Quando um candidato foca muito nessa questão de 'bandido bom, bandido morto', vejo que não é o caminho a ser seguido, porque como homem negro favelado, você entende que é um alvo", afirma, em referência ao discurso do candidato de extrema direita Jair Bolsonaro, que lidera as intenções de voto para o primeiro turno da presidencial.


 "Nenhum pudor" 

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Os organizadores escolheram a segurança como tema do debate. Mas quando perguntado sobre suas prioridades, os moradores citam primeiro a saúde e a educação.


"Eles têm que fazer um hospital grandão lá atrás. Esse negócio de segurança pública dentro de favela não existe. Hospital pode realmente ajudar. A saúde é o mais importante", afirma Lucia Gomes, de 49 anos, que vende bolos na entrada do centro cultural.


"As pessoas aqui estão bem descrentes da política, e generalizam muito, falam que todo político é corrupto, todo político é ladrão. Mas eu quero ouvir as propostas, porque deixar de votar não é a solução", declara por sua vez Sheyla Amaral, de 42 anos

 

Para Eliana Sousa Silva, diretora da Redes da Maré, ONG que organizou o debate, o posicionamento político dos candidatos e suas propostas não são, necessariamente, levados em conta nas favelas.


"É difícil ter uma penetração inteligente e interessante da política porque as pessoas acabam votando de forma muito instrumentalizada. Alguns políticos veem as favelas como um curral eleitoral no qual estabelecem relações assistencialistas e clientelistas", explica.


E em certos casos, os candidatos devem obter autorização dos traficantes para fazer campanha, às vezes pagando pedágios.


"Já vi candidato oferecendo corte de cabelo, distribuindo peixe podre. Parece que é mentira, mas eles não têm o menor pudor", conclui Shyrlei Rosendo, membro da ONG

 

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14
Out17

Verde a cor da paz. Onze países africanos estão construindo uma muralha de árvores

Talis Andrade

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 A África está construindo um muro gigante de árvores para conter o deserto 

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A barreira cruza o continente de leste a oeste - e o território de 11 países - e faz parte de uma tentativa de mitigar os efeitos de mudanças climáticas.

 

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A Grande Muralha Verde consistirá em uma faixa de árvores e plantas ao longo de 7 mil quilômetros, desde o Senegal, no Atlântico, até Djibuti, no Golfo de Áden, no Índico

 

 

 

O plantio de árvores teve início em 2007 e o objetivo é fazer com que o muro atinja 8 mil km de comprimento e 15 km de largura.


Até agora, Senegal é o país que fez o maior progresso, com 11 milhões de árvores.
De acordo com Absaman Moudouba, líder de um vilarejo do sul do país que fica nas cercanias da chamada Grande Muralha Verde, o projeto está revertendo a desertificação.


“Quando não havia árvores, o vento escavava e desgastava o solo. Mas está mais protegido agora. As folhas viram compostagem e a sombra aumenta a umidade do ambiente - e assim há menos necessidade de água”, afirma.


“Antes, havia fome e seca generalizadas aqui. Então, começou a plantação de árvores e depois um jardim onde as mulheres fazem a cultura agrícola. Antes, as pessoas costumavam migrar, mas agora elas só seguem a linha da Grande Muralha Verde em busca de emprego. Elas não partem mais”, diz Moudouba.

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Mulheres plantam sementes no norte do Senegal 

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O projeto começou em 2007 e o custo estimado é de U$8 bilhões (R$25 bilhões). Apesar de estar anos distante de ser finalizado, o Banco Mundial, a ONU, a União Africana e os Jardins Botânicos do Reino Unido seguem na busca de fundos para continuar o plantio. In BBC.

 

Essa muralha de árvores podia ser plantada nas fronteiras dos estados nordestinos. Uma das árvores poderia ser o umbuzeiro, que resiste a seca, e considerada sagrada pelo índio.

 

Os muros construídos por Paes no Rio de Janeiro, para segregar, discriminar os favelados, deviam ser substituídos por árvores.

 

Os africanos oferecem uma boa lição para os guerreiros sanguinários que construíram muros separando os Estados Unidos do México, Israel da Palestina...

11
Out17

Apartheid. O negro no seu lugar

Talis Andrade

O Brasil dos apartheids está visível por todos os lugares.

 

Nos muros construídos pelo prefeito Eduardo Paes no Rio de Janeiro, isolando favelas nas zonas da classe média. 

 

Na necessidade de cotas para negros nas universidades, nos serviços públicos.

 

Nas vestimentas de trabalho. A exemplo dos uniformes brancos para as babás. 

 

Escreve Andreia Landa Pandim

 

 

Babá fica isolada em restaurante enquanto família come em outra mesa

 

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Uma foto está causando grande revolta na internet, a foto mostra uma babá isolada em restaurante enquanto a família fazia sua refeição em outra mesa.


A foto foi postada no Facebook por Michael Fanny e já teve mais de 60 mil compartilhamentos.

 

Segundo seu post, a empregada estava distante dos patrões e não consumia nenhuma refeição. E ele ainda escreveu : “A sua empregada faz parte de sua família. Um reflexo de sua humanidade. Imagine você no lugar dela, sem celular para ver, sem ser convidada para comer, apenas olhando em volta”. e completou “A vida não é sobre lucros e perdas, não é sobre nós mesmos .. Ao compartilhar um pouco do que temos, então estamos compartilhando o amor de Deus.”

 

 

 

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