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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

27
Jul18

Seis juízes vão cassar 60% dos votos?

Talis Andrade

 

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por Leonardo Attuch 

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A mais recente pesquisa Vox Populi, divulgada nesta quinta-feira, deixou claro que a imensa maioria do povo brasileiro só enxerga uma saída para que o país saia da maior crise de sua história: Luiz Inácio Lula da Silva. Com 41% das intenções de voto, contra 29% de todos os demais candidatos, Lula tem praticamente 60% dos votos válidos e será eleito presidente da República pela terceira vez se o Poder Judiciário não ousar agredir a soberania popular. A pesquisa também aponta que os brasileiros veem Lula como o melhor presidente da história – e também o mais perseguido.

 

É com esses números que Lula, que vem sendo mantido como preso político justamente para não participar das eleições, se mantém em firme na posição de reafirmar sua candidatura, que será registrada em 15 de agosto. Já se sabe o que virá depois. O Ministério Público Eleitoral ou algum partido político associado ao golpe de 2016 pedirá a impugnação de seu registro em razão da Lei da Ficha Limpa, muito embora os precedentes apontem que Lula pode, sim, disputar as eleições, enquanto houver recursos disponíveis. A discussão fatalmente chegará ao Supremo Tribunal Federal, em que uma maioria de seis ministros decidirá se Lula pode ser ou não ser candidato.

 

A decisão será tomada no momento em que o Brasil vive o momento de maior humilhação histórica. Com a democracia suspensa, líderes internacionais como François Hollande, Jose Luis Zapatero, Pepe Mujica e Michelle Bachelet têm denunciado ao mundo a natureza da perseguição a Lula – um sequestro estatal que visa cassar seus direitos políticos. A eles se somaram, também na semana que passou, 29 parlamentares norte-americanos. Entre eles, o senador Bernie Sanders, do Partido Democrata, que é hoje a maior liderança progressista nos Estados Unidos. "A luta contra a corrupção não deve ser usada para justificar a perseguição de opositores políticos ou negar-lhes o direito de participar livremente das eleições", diz o texto.

 

Ao lado da restauração democrática, estão 60% dos votos no Brasil, as maiores lideranças do mundo, os maiores juristas do Brasil e os artistas que representam a alma nacional e participarão do festival Lula Livre. Nomes como Chico Buarque, Caetano Veloso, Martinho da Vila e Gilberto Gil. Contra Lula, estão as petroleiras internacionais, bilionários que se beneficiam com o desmonte do Estado, monopólios de comunicação, setores do Poder Judiciário, os que se alimentaram com o discurso de ódio e também os que apostam na desintegração do Brasil como nação. Em agosto, saberemos como os ministros do Supremo Tribunal Federal entrarão para a história. Existem apenas duas alternativas: coveiros da democracia ou restauradores da ordem constitucional.

 

 

22
Jun18

Mujica teme pelo futuro do Brasil: O perigo de uma penosa confrontação

Talis Andrade

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"Vim trazer um abraço a um velho amigo de luta. Recordem: os homens e mulheres podem ter seu corpo preso. Mas a causa pela que lutamos não pode ser presa, porque caminha pelas pernas dos nossos companheiros. É uma luta que não começou com vocês e nem com a gente. E nem vai terminar com a nossa vida. Vale à pena estar vivo e lutar por igualdade nesta terra", disse Mujica ao deixar a sede da PF

O ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, visitou nesta quinta-feira (21) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cela onde está preso na sede da Polícia Federal em Curitiba. Mujica, que foi preso político por 14 anos, trouxe sua solidariedade a Lula e afirmou que a América Latina sofre com a situação atual do Brasil.

 

"Vim trazer um abraço a um velho amigo de luta. Recordem: os homens e mulheres podem ter seu corpo preso. Mas a causa pela que lutamos não pode ser presa, porque caminha pelas pernas dos nossos companheiros. É uma luta que não começou com vocês e nem com a gente. E nem vai terminar com a nossa vida. Vale à pena estar vivo e lutar por igualdade nesta terra", disse Mujica ao deixar a sede da PF.

 

O ex-presidente uruguaio relembrou o legado de Lula para a América Latina. "Venho de um pequeno país. E Lula quando foi presidente desse país gigantesco teve uma atitude de muita consideração com os países pequenos da América Latina. O Brasil se comportou, na era Lula, como uma espécie de irmão mais velho. E isso reconheceremos sempre".

 

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Mujica afirmou ainda que encontrou Lula "com ânimo, um pouco mais magro e lendo muitos livros" e preocupado com o futuro do Brasil e da América Latina. "O importante é se ter uma causa para viver e não viver só porque nascemos. Lula são todos os que tem problemas na imensidão da nossa América Latina."

 

Mujica dijo que cuando Lula fue presidente, Brasil se comportó "como una especie de hermano mayor" de Uruguay, y dijo que esa "es una de las razones que reafirman una amistad que venía de antes".

 

Consultado sobre los temas que formaron parte de su conversación con Lula, Mujica evitó dar mayores detalles. "¿De qué podemos conversar? De la preocupación de lo que pasa en América y...", dijo con un ritmo pausado y sin terminar la frase.

 

Por otra parte, anunció que "lo que más" le "preocupa" es "que el pueblo brasilero pueda encausar su futuro, sobrellevar sus contradicciones, no perder su alegría, y no caer en una confrontación penosa".

 

Moverse con astucia

Mujica estacó que los latinoamericanos necesitan astucia para el mundo que va a venir “para tener vínculos porque sino en el mundo que viene no existimos, debido a que no somos ni el 10% de la economía mundial”.

 

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