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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

29
Abr22

O termo "serial killer" vale para militar ou delegado que bravateia assassinato em massa?

Talis Andrade

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III - O PERFIL DO SERIAL KILLER

por Priscila Adriana Silva

 

- - -

6 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

6.1 HISTÓRICO

O termo “serial killer” é de origem norte americana que traduzido para o português significa assassino em série. A princípio, este termo foi considerado como homicídios em massa (CARDOSO, 2015).

James Reinhard, foi um criminologista que criou o termo “assassino em cadeia” em sua obra Sex Perversion and Sex Crimes para referir-se aos criminosos que matam por um espaço de tempo e formam então, uma “cadeia” de vítimas (LAGO; SCAPIN, 2017).

Comumente, o serial killer elege as suas vítimas que apresentam estado vulnerável. As suas vitimas podem ser prostitutas, idosos e mulheres que não estão acompanhadas por outrem. Igualmente, estão incluídos nesta lista de vitimas, os imigrantes e até mesmo os pacientes de hospitais (VELLASQUES, 2008).

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De acordo com Vellasques (2008), o caso inicial de assassinato em série ocorreu em Roma. Locusta, a mulher que envenenou copiosos indivíduos por sua habilidade em manipular plantas, mantinha como objetivo a total intenção de produzir venenos para tirar vidas através das substancias químicas. Devido ao seu maléfico plano, Locusta foi considerada o primeiro serial killer.

Outro caso registrado como assassinato em série, refere-se a um homem rico cujo nome era Zu Shenatir. O mesmo atraía indivíduos do sexo masculino para a sua residência e em compensação lhes oferecia comida e dinheiro. Shenatir sujeitava-os para a prática da sodomia e após o término, os atirava pela janela do andar superior (NEWTON, 2005).

Gilles de Rais foi morto por ser considerado o autor de atos cruéis como, estupro, tortura e assassinato de aproximadamente cem crianças. Gilles era confidente de Joanna D’Arc (LAGO; SCAPIN, 2017).

Em meados de 1880, segundo a autora Casoy (2004), ocorreu o conhecido caso de Jack o estripador. Ele foi o responsável pela morte de sete garotas de programa.

Dezesseis anos após a ocorrência de mortes executadas por Jack, surge um novo registro de assassinato em série. Amélia Dayer, culpada por tirar a vida de quinze crianças dentro de uma creche, foi executada pelos seus feitos brutais (LAGO; SCAPIN, 2017).

Newton (2005), traz pelo menos um nome apontado como o assassino em série. O autor criminoso muito famoso nos Estados Unidos foi Ted Bundy. Ted era estudante de direito, bastante comunicativo e charmoso. Segundo relatos, o criminoso era o responsável pela morte desenfreada de diversas mulheres. Precedente ao seu julgamento, Bundy se nomeou o próprio advogado para se defender das acusações. Com os estudos baseados nos conceitos do direito, o assassino em série a princípio, conseguiu demonstrar inocência. Tempos após, foi comprovado os homicídios cometidos pelo estudante de direito. Ted Bundy era o responsável por ter matado e estuprado mais de 35 mulheres. Em 1989, o serial killer foi eletrocutado no estado da Flórida.

Seguindo essa linha de registros macabros, Casoy (2004), apresenta outro ocorrido brutal no ano de 1978 e 1990. Andrei Chikatilo alcunhado “Açougueiro Russo” causador da morte de 53 pessoas por assassinar e esquartejar as suas vítimas. A sua sentença foi pena de morte. Andrei morreu com um tiro atrás da orelha direita.

Destaca-se que, em outros países como Estados Unidos, Alemanha e França os episódios de assassinatos ocorrem com mais frequência do que no Brasil (VELLASQUES, 2008).

Todavia, no Brasil existem casos que impactaram a população Brasileira. Casoy (2002), retrata em sua obra “Serial Killer: Louco ou Cruel?” o incidente no Estado do Rio de Janeiro. A autora disserta sobre o caso de Marcelo Andrade, mais conhecido como o “Vampiro de Niterói”. O criminoso matou e estuprou treze crianças com faixa etária de 5 e 13 anos.

Alvarez (2004), aborda o sucedido no Estado de São Paulo. Francisco de Assis Pereira, o inesquecível “Maníaco do parque”. Incriminado por matar e estuprar nove mulheres.

As decorrências desses crimes violentos vêm assustando a sociedade, e por vezes não é encontrada a solução do problema causado pelo serial killer, se tornando então, um mistério que intriga os policiais e peritos que lidam com este tipo de situação e sujeito. 

[É válida a pergunta deste correspondente? Um militar ou delegado arrota com prazer ter assassinado 30 pessoas. Tem um oficial da pm que fanfarrona a morte de mais de cem sem terra, sem teto, sem nada. Um delegado: 200 vítimas.

Cada morto vale mil votos para deputado estadual, dez mil votos para deputado federal. Para ser senador é preciso mandar para o inferno quantas almas? Um civil com 2 ou mais cadáveres no costado merece ser eleito?

Na ditadura militar o coronel Paulo Manhães assassinava e tortura. Tinha a chave da Casa da Morte.

Coronel Ustra usava ratos na tortura. Coronel Manhães uma jiboia. Sevícia recentemente lembrada pelo deputado Federal escri√ão de polícia Eduardo Bolsonaro.

O filho 03 do presidente, o deputado mais votado da história do Brasil, lembrou a prisão, a tortura sofrida pela jornalista Miriam Leitão, quando estudante universitária e grávida do primeiro filho] Continua 

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Últimas notícias sobre Eduardo Bolsonaro | A Gazeta

14
Mar22

Além da Ucrânia dezenas de conflitos sangrentos ocorrem hoje no mundo

Talis Andrade

assassinato Boligán exército guerra .jpg

 
13
Mar22

A armadilha da insignificância

Talis Andrade

SciELO - Brasil - O conservadorismo moderno: esboço para uma aproximação O  conservadorismo moderno: esboço para uma aproximação

 

por Gustavo Krause

- - -

“Estou aqui de passagem – alerta Caetano – sei que adiante um dia vou morrer de susto, de bala ou vício”. Seja como for, o Homem é o único animal que tem consciência de sua própria finitude, fonte de angústia que se manifesta de várias formas.

Não abandona, porém, a luta inglória pela sobrevivência e, neste sentido, ensina o filósofo francês Luc Ferry: “Apender a viver, aprender a não mais temer em vão as diferentes faces da morte, ou, simplesmente superar a banalidade da vida cotidiana, o tédio e o tempo que passa”.

Trata-se de um sério desafio, especialmente, quando as trombetas da guerra não cessam de anunciar a nossa fragilidade existencial.

Inconformado, o ser humano segue a busca improvável da imortalidade. No alvorecer do século XXI, pensadores transumanistas, bioconservadores e bioprogressistas desbravam novos horizontes ao manejar a NBIC (Nanotecnologia, Biologia, Informática, Ciências Cognitivas – Inteligência Artificial e Ciências do Cérebro).

Polêmico, Alexandre Laurent, autor de A morte da morte (Barueri: Manole, 2018) argumenta com o crescimento expressivo da longevidade (200 anos no fim do século XXI) para afirmar: “A morte é um problema a resolver e não uma realidade imposta”.

À afirmação que o homem híbrido ou o pós-humano são possibilidades, prefiro, as dúvidas de Harari, expressas na obra Homo Deus: uma breve história do amanhã (Ed. SCHWARTZ. São Paulo, 2016): “1. Será que os organismos são apenas algoritmos, e a vida apenas processamento de dados? 2. O que é mais valioso – a inteligência ou a consciência? O que vai acontecer à sociedade, aos políticos e à vida cotidiana quando os algoritmos não conscientes, mas altamente inteligentes nos conhecerem melhor do que nós mesmos?”

Atualmente, a Humanidade enfrenta quatro persistentes ameaças: fome, pestes, guerras e aquecimento global. “Pela primeira vez na história – escreve Harari – morrem mais pessoas que comeram demais do que de menos; mais pessoas morrem de velhice do que de doenças contagiosas; e mais pessoas cometem suicídio do que todas as que, somadas, são mortas por soldados, terroristas e criminosos”.

Aí percebemos a armadilha da insignificância. O ser humano perde relevância em distintas situações; a luta pela vida em tensão doentia; a luta contra a guerra, vítima, por atacado, da tecnologia do assassinato.

Neste cenário, o poder despótico manipula pessoas em massa. Na sequência das vertiginosas mudanças, serão usadas como chips do Dataísmo – a religião dos dados, uma configuração de poder com efeito explosivo em que algoritmos eletrônicos decifrem e superem os algoritmos bioquímicos.

26
Fev22

Tragédia em Petrópolis tem 230 mortos. Na Ucrânia, 198 mortos

Talis Andrade

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Até o momento, há o registro de 33 desaparecidos comunicados à Delegacia de Descoberta de Paradeiros. Ruas de Petrópolis continuam sendo desobstruídas pela prefeitura

Foto: Reuters/Gleb Garanich
FOTO: REUTERS/GLEB GARANICH

 

Por JB RIO

 

Segundo a Secretaria de Estado da Polícia Civil do Rio (Sepol), entre os mortos 203 corpos foram identificados e liberados. Outros sete não identificados receberam liberação mediante coleta de material genético e ordem judicial.

Ainda conforme a Sepol, o PRPTC recebeu 16 fragmentos de corpos, sendo que nove já foram liberados. Até o momento, há registro de 33 desaparecidos comunicados à Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA).

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Forças russas atacaram cidades ucranianas, incluindo a capital Kiev, com artilharia e mísseis de cruzeiro neste sábado (26) pelo terceiro dia consecutivo, e a agência de notícias russa Interfax disse que tropas de Putin capturaram a cidade de Melitopol, no sudeste do país.

Autoridades ucranianas não estavam imediatamente disponíveis para comentar sobre o destino de Melitopol e o ministro das Forças Armadas da Grã-Bretanha, James Heappey, questionou o relatório, dizendo que a cidade de cerca de 150.000 pessoas ainda estava em mãos ucranianas.

"Todos os objetivos do primeiro dia da Rússia... e até mesmo Melitopol, que os russos alegam ter tomado, mas não podemos ver nada que comprove isso, ainda estão nas mãos dos ucranianos", disse ele à rádio BBC.

Pelo menos 198 ucranianos, incluindo três crianças, foram mortos e 1.115 pessoas ficaram feridas até agora na invasão da Rússia, segundo a Interfax citou o Ministério da Saúde da Ucrânia. Não ficou claro se os números incluíam apenas vítimas civis.

O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, disse que 35 pessoas, incluindo duas crianças, ficaram feridas durante os combates noturnos na cidade.

Klitschko disse que atualmente não há grande presença militar russa em Kiev, embora tenha acrescentado que grupos sabotadores estão ativos. O sistema de metrô agora está funcionando apenas como abrigo para os moradores da cidade e os trens pararam de funcionar, disse ele.

 

Cães farejadores

Enquanto isso, no alto do Morro da Oficina, o trabalho dos bombeiros e socorristas continuava na busca de desaparecidos. Com a ajuda de cães farejadores e informações de parentes, eles formavam grupos, atuando em determinadas áreas onde era provável a localização dos corpos.

As equipes são guiadas pelo faro dos cães da corporação, alguns vindos de outros estados. É o caso dos bombeiros catarinenses Thiago Amorim, com a cadela Moana, de Itajaí, e Guilherme Galli, com o cão Sasuke, de Lages, ambos animais da raça Labrador.

“A gente emprega os cães com intervalos necessários para o descanso deles. Tudo é feito de acordo com a saúde física do animal. Eles não são colocados em nenhuma condição que não estejam aptos para atuar. Grande parte das vítimas que foram encontradas nesta tragédia foi por indicação dos cães. Estamos há oito dias atuando aqui. É uma situação que cansa não apenas a parte física, mas também a parte mental, do humano e do cão”, contou Amorim.

19
Fev22

Tragédia anunciada de Petrópolis: Mais de 130 mortos e 200 desaparecidos

Talis Andrade

Capa do jornal Extra 19/02/2022

 

Corpos são achados em decomposição avançada

 

 

Raios-X, tomografias e informações sobre a arcada dentária têm ajudado na identificação dos corpos, afirmou a titular da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), Elen Souto, à frente desse trabalho no município de Petrópolis, região serrana, devastado pelas chuvas nesta semana. São mais de 130 mortos e 200 desaparecidos.

Na sexta-feira (18/2), a Polícia Civil informou que, em 24 horas, a quantidade de desaparecidos cresceu de 116 para 218.

“Os números subiram muito. Estamos focados agora na verificação de compatibilidade entre as características dos desaparecidos e as dos cadáveres não identificados. Vivemos uma fase em que os corpos começam a ser retirados em avançado estado de composição, o que inviabiliza a identificação por meio de digitais”, explicou Elen.

A delegada alerta que as famílias podem ajudar no processo apresentando exames. “A perícia técnica tem condição de identificar alguém por meio de raios-X e odontogramas [diagrama gráfico em que ficam marcados todos os dentes do paciente]. É importante que as famílias possuam algum raio-X ou tomografia ou indiquem os dentistas das vítimas. Em último caso, é pedido o DNA”, informou.

“O grande problema é que não há plano de contingência para grandes catástrofes. Por exemplo, deveria ter se criado uma estrutura fora do IML de Petrópolis com caminhão frigorífico para a identificação dos cadáveres. Isso porque a questão não é a causa morte, mas a identificação. Não há falta de pessoal, mas planejamento”, opinou Massini. Leia mais e veja galeria de fotos aqui

Capa do jornal O Dia 19/02/2022

 

17
Fev22

Chuva na Serra do RJ: 11 anos e 5 governadores após tragédia com mais de 900 mortos e 100 desaparecidos, nova catástrofe expõe descaso

Talis Andrade

Capa do jornal Super Notícia 17/02/2022

Sérgio Cabral, Pezão, Francisco Dornelles, Wilson Witzel e Claudio Castro. Em 11 anos, o Rio de Janeiro teve cinco governadores e nenhum deles conseguiu desenvolver e colocar em prática um plano de prevenção eficiente para evitar que as chuvas que frequentemente caem na Região Serrana se tornassem grandes tragédias nacionais.

Leia reportagem de André Trigueiro e Raoni Alves, no g1 Rio

 

Capa do jornal Estado de Minas 17/02/2022Capa do jornal Extra 17/02/2022

15
Fev22

Marielle: as suspeitas de chantagem sobre Bolsonaro

Talis Andrade

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Pergunto: qualquer país que se pretenda civilizado pode conviver com esse nível de desinformação?

 

por Luis Nassif

- - -

Fato: a não descoberta do mandante do assassinato de Marielle só tem uma explicação: sua enorme influência política.

A partir daí, duas hipóteses: ou alguém ligado aos Bolsonaro ou às forças de intervenção, chefiadas por Braga Neto. Não há outra hipótese de poder político

O próprio Ministro da Justiça da época, Raul Jungmann, falou em personagens influentes. Não estava se referindo obviamente a nenhum chefe de milícia.

Pergunto: qualquer país que se pretenda civilizado pode conviver com esse nível de desinformação?

O assassino era contrabandista de armas e vizinho do presidente da República. E os filhos do presidente eram ligados ao chefe do escritório do crime. Como pode a ex-7a potência do mundo normalizar esse nível de suspeição em relação ao seu presidente? Bater no Monark é fácil.

Braga netto disse que poderia apontar culpados, mas não queria “protagonismo”. Como assim? Ele era o interventor do Rio.

https://oglobo.globo.com/rio/eu-poderia-ter-anunciado-quem-gente-acha-que-foi-diz-ex-interventor-sobre-caso-marielle-23363842

Em 2018, ainda no governo Temer, Braga Netto diz que a solução está próxima. Depois se cala e se torna o superpoderoso Ministro de Bolsonaro. Não há nada de estranho nisso?

https://oglobo.globo.com/rio/general-braga-netto-diz-que-caso-marielle-devera-ser-solucionado-ate-fim-da-intervencao-23027751

https://oglobo.globo.com/rio/ministerio-publico-recusa-delacao-premiada-da-viuva-do-ex-capitao-da-pm-adriano-da-nobrega-25391586

Há duas hipóteses terríveis. Espero que nenhuma se confirme. A 1a, de envolvimento da intervenção com a morte de Marielle (menos provável). A segunda, a de um general que, dispondo de informações, chantageou o presidente da República, livrando-o da suspeita de um crime abjeto

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ribis- marielle consciencia negra quebra placa car

República dos assassinos. O esquadrão da morte no poder. Às favas com os escrúpulos, juiz ladrão, com o supremo, com tudo. Nunca vi tanta desgraça junta.

Darcy Ribeiro, junto ao túmulo de Glauber Rocha: "O Glauber morreu de Brasil!" O Brasil é a doença que está nos matando, a todos. Os que não estão morrendo, figurativa ou literalmente, ou não se dão conta dessa doença, não são brasileiros.

São os assassinos, são as autoridades que cometem genocídio por omissão, ou homicídio através de sicários.

Gente para quem a morte dos outros é fonte de prosperidade.

Matar indiscriminadamente, ou matar alvos certos, para essa gente dá no mesmo.

Bandido bom é bandido morto. Batalhadores (cf. Jessé Souza) bons são batalhadores mortos. Matar, matar, matar. Como eu não morri, tanto se me dá.

Perceber ódio, visceral ou não, nos olhos de vizinhos - gente que mora a poucos metros de nós - diante de certas notícias, é estarrecedor e deprimente.

E é essa gente, que nos cerca, que são os verdadeiros fâmulos da morte, ainda que os escandalize apontar-lhes essa pecha.

Meu cunhado relativizou a morte de Marielle Franco, ocorrida no dia do meu aniversário, fazendo eco a algumas fake news divulgadas logo depois - fotos, inclusive - que mostrariam a vereadora convivendo com traficantes. E era um homem bom, divertido, bom pai e bom marido, adorava cachorros. A cara dele, com o desmascaramento dessas mentiras, e o surgimento da verdade sobre os Bolsonaro, depois? Dir-se ia, 'não tem preço'. Mas tem, na verdade. Perder um pouco de fé, na humanidade.

Essa gente que comemora mortes, de quem quer que seja, deixa pelo caminho um pouco de sua humanidade; depois retornam desse pesadelo, mas retornam diferentes. Sempre com uma ponta de desconfiança do nosso renovado acolhimento. Creio que acalentam uma última esperança de poder dizer: 'tá vendo, eu tava certo!'

Ficam à espera de uma prova contra o Lula. De uma prova de que a esquerda matou Marielle. De uma prova que Adélio era um agente do PSOL. De uma prova de que Sérgio Moro não foi parcial. De uma prova que o Brasil está sob iminente ameaça dos comunistas.

Não sei. De uma prova de que o mundo é, de fato, como eles acham que é.

Em resumo: uma república dos assassinos, de esquadrões da morte, escrúpulos mandados às favas, de juízes ladrões, com o supremo, com tudo.

Contanto que fiquem sob a guarda de um ser benevolente, déspota ou não, tudo estará bem.

Não querem ser livres, nem autônomos, querem estar sob a proteção de algo, querem estar a salvo de pobres, pedintes, desvalidos, favelados, todos esses seres repugnantes que nos incomodam à mesa, nas ruas, no trabalho, nos aeroportos e nas universidade.

Na vida.

Maria do Rosário: Quem mandou matar Marielle Franco?

04
Fev22

Opositores repercutem frango com farofa de Bolsonaro: 'Piada com a cara do povo'

Talis Andrade

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Políticos apontaram cena como tentativa de desviar o foco dos gastos elevados com cartão corporativo
13
Jan22

Ciência, liberdade, espaços públicos e burocracias especializadas: onde está a verdade?

Talis Andrade

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Por André Francisco Pilon /Jornal da USP

Acadêmicos, consultores científicos, burocracias especializadas poderiam contribuir para que o público em geral possa tomar decisões face aos interesses dominantes? Aqueles que defendem políticas baseadas em aspectos controversos, não minariam a capacidade dos cidadãos de tomarem decisões bem-informadas e responsabilizarem os políticos pelos eventuais riscos?

A busca da verdade só é possível em um contexto de liberdade. Não existe verdade oficial em ciência, cujo exercício supõe o acolhimento da controvérsia. As verdades oficiais levaram Giordano Bruno à fogueira e Galileu a uma falsa retratação (“eppur si muove’); não obstante elas continuam, qual erva maligna, a vicejar em cultivares os mais insuspeitos.

A necessidade de liberdade e controvérsia exclui uma das situações das mais clamorosas hoje em dia que reside na incorporação monolítica de teorias e práticas por entidades públicas e privadas que buscam justificar suas atividades em nome da ciência para auferir lucros ou se manter no poder, quaisquer que sejam os valores por ventura invocados.

No entanto, estudiosos e cientistas (que supostamente empenham o melhor de suas capacidades para o diagnóstico e a solução de problemas cruciais de nosso tempo), estariam sendo usados, segundo Johan Christensen (Universidade de Leiden), para manter o “status quo”, ou pior ainda, estariam mancomunados com o sistema, sob a forma de “science-business”.

O autor citado alerta para as especializações que fazem parte e servem para legitimar os discursos dominantes: “a ciência econômica é utilizada para legitimar o regime neoliberal de governo e os interesses empresariais; especialistas da área da saúde promovem uma abordagem medicada para os problemas sanitários e impulsionam os lucros das empresas farmacêuticas”.

Uma das áreas férteis de “science-business” está ligada a um sem-número de inovações tecnológicas, que, simplesmente, por se apresentarem como tais, se vêm revestidas de características quase divinas, tornam-se consagradas e, avessas à crítica, não se responsabilizam por eventuais riscos que o princípio da precaução implicaria em sua universalização.

Conforme lembra Christoph Zollikofer (Universidade de Zürich), “os humanos vivem hoje na idade da sua reprodutibilidade técnica, e o rápido desenvolvimento da engenharia genética desperta medos profundos: estamos perdendo a nossa individualidade? Tudo isto ainda é natural? E quem deve, em última análise, determinar o que pode e deve ser feito e de acordo com que critérios?”

David Schnaiter (Universidade de Innsbruck) chama a atenção para instituições, corporações, governos, empresas, organizações, partidos políticos, universidades, estados, grupos de interesses, associações e todos os demais coletivos que desempenham diferentes papeis na socialização dos seres humanos para conformar a realidade em que acreditamos e vivemos.

Poderiam as relações estabelecidas nas redes sociais (numericamente maiores, mas perfunctórias e transitórias), substituir as relações na vida real (numericamente menores, mas consistentes e duradouras)? Teriam condições de desenvolver mentalidades críticas face a questões essenciais relacionadas aos estilos de vida contemporâneos e seus reflexos ambientais?

Estas características têm consequências sociais, culturais e psicológicas. O fato de um grande número de pessoas integrar as redes sociais as nivela na média das mentalidades que as compõem, a um senso comum questionável, o que reduz a construção de um ponto de vista crítico em relação aos problemas de nosso tempo e ao atual estado do mundo.

Após tantos anos de comunicação “on line”, as devoções resultantes não levaram a transformações significativas nas formas de estar no mundo, cuja mudança, na sociedade em geral, dependerá de novos nichos socioculturais para compreender e tentar alterar as relações derivadas dos modelos atuais de crescimento, poder, riqueza e desenvolvimento.

A regeneração da natureza e a regeneração da espécie humana são interdependentes. Nada poderá ser feito enquanto os seres humanos, encantados com a aparente cornucópia de recursos naturais e tecnológicos, acreditarem que ela lhes propiciará todas as benesses, quando é exatamente o contrário e os resultados estão aí: epidemias, fome, guerra e morte.

Novas visões dependem dos contextos políticos, económicos, sociais e culturais que as apoiam ou a elas se opõem. Os problemas estão interligados e não pode haver solução para qualquer um deles sem enfrentá-los simultaneamente. As questões são concorrentes e a sua articulação depende de uma visão sistêmica para promover a sua integração e sistematização.

O processo implica aspectos temáticos (o que está em jogo), epistêmicos (como entender as coisas) e pragmáticos (quem, quando, onde). As mudanças envolvem a combinação de quatro dimensões de estar no mundo, cuja conjugação é essencial: íntima (aspectos pessoais), interativa (redes e grupos), social (política, economia) e ambiental (entornos naturais e construídos).

São fatores intervenientes, o crescimento demográfico, a urbanização, a migração; as alterações climáticas e a degradação ambiental; a crescente escassez de e a demanda global de recursos; a acelerada mudança tecnológica; as alterações de poder na economia global e no panorama geopolítico; os diferentes valores, estilos de vida e abordagens de governo.

As abordagens, em termos de políticas públicas, advocacia, comunicação, ensino e pesquisa, devem focar as raízes dos problemas, contemplando o fenômeno geral (o caldeirão efervescente) e não particularidades (as bolhas de superfície), ao sabor das manchetes do dia, dos interesses de grupos políticos e econômicos que buscam manter seu domínio e impor sua visão de mundo.

Nessas circunstâncias, como pessoas, profissionais e cidadãos, devemos continuar contribuindo para o debate, discussões, encontros, compromissos, coordenação, análise, síntese, avaliação, deveres e direitos que as inúmeras tarefas relativas à condição de estar no mundo nos apresentam, individual e coletivamente, agregando esforços e mantendo-se sempre alertas e vigilantes.

Humor Político Twitterissä: "Bala demais faz mal pros entes! por Marcio  Vaccari #Violência #charge #cartoon #Humor#Político  https://t.co/NylgWNXSWm" / Twitter

04
Jan22

Bolsonaro e sua “vitimização”

Talis Andrade

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por Fernando Brito

- - -

Bem, ficamos de novo de “alarme falso” de uma complicação séria de saúde do sr. Jair Bolsonaro e de mais um caso de Lactopurga mais caro do planeta.

A essa altura, já pouco importa se há problemas reais – e certamente há, com o histórico de cirurgias e a vida loca das farras praiana do ex-capitão, regadas a pão com leite Moça e frituras de toda espécie – o mais importante é observar a saída pela via hospitalar nos maus momentos políticos em que Bolsonaro se mete.

Vai para um leito, posa de pijama e sonda nasogástrica e alivia a pressão política.

E sobra a brasa da facada – fake ou faca mesmo – e retoma a cantilena de que a esquerda “quer sua morte”, ajudada pela irritação de alguns que vão para as redes dizer isto.

É bom lembrar que tudo – inclusive o que possa parecer ser mais desmiolado – é planejado, quando se trata de Jair Bolsonaro. Até as bombas nas latrinas do quartel com que pensou iniciar sua carreira política tinham croquis para serem colocadas.

Não acha que exista contradição em dançar um animado funk ou desfilar com um jet ski e, em seguida, ficar gemebundo em um leito hospitalar.

O papel de vítima, porém, tem duração limitada e efeitos cada vez menores.

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