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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

16
Fev19

Sob suspeita, Moro sonega informações

Talis Andrade

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Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:
 
O ex-juiz e ministro da Justiça Sergio Moro deu um passo de gigante para se tornar alvo do autoritarismo que usava contra seus alvos – inclusive, os inocentes. Há suspeitas de que se reuniu com os donos da fábrica de armas Taurus na antevéspera do decreto de Bolsonaro liberando a posse de… armas! Ao recusar satisfações públicas, Moro mostra ter algo a esconder.
 

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Em 2016, ao liberar grampos ilegais que mandou fazer e que envolviam o ex-presidente Lula e a então presidente Dilma Rousseff, o hoje ex-juiz Sergio Moro disse, então, frases que, hoje, ameaçam se tornar uma maldição, agora que ele está do outro lado da mesa do serviço público.

Disse Moro:

“O levantamento (do sigilo da conversa entre Lula e Dilma) propiciará (…) não só o exercício da ampla defesa pelos investigados, mas, também, o saudável escrutínio público sobre a atuação da Administração Pública e da própria Justiça criminal. A democracia, em uma sociedade livre, exige que os governados saibam o que fazem os governantes, mesmo quando estes buscam agir protegidos pelas sombras”
Quase três anos depois, Moro muda seu entendimento sobre o direito da sociedade de saber dos passos dos seus governantes.
 
Ao longo da quinta-feira 14 de fevereiro, circulou por todo país reportagem da Folha de São Paulo que mostra a mudança inacreditável no discurso desse sujeito.



Moro, como mostra a matéria da jornalista Mônica Bergamo, recusou-se a responder questionamento do PSOL que inquiria se representantes da empresa Taurus estiveram no ministério antes da edição do decreto que flexibilizou as regras para posse de armas.

Moro alegou um tal “direito à privacidade” para não fornecer informações solicitadas por meio de LAI (Lei de Acesso à Informação) no dia 18 de janeiro de 2019 pelo líder do partido, Ivan Valente (SP).

No pedido, são solicitados os registros eletrônicos de entrada e saída na pasta de Sérgio Castilho Sgrillo Filho, diretor de relações com investidores da Taurus, e Salesio Nuhs, presidente da empresa durante o mês de janeiro e início de fevereiro.

“O direito à privacidade, no sentido estrito, conduz à pretensão do indivíduo de não ser foco de observação de terceiros, de não ter os seus assuntos, informações pessoais e características expostas a terceiros ou ao público em geral”, diz a negativa de Moro.
 
Na agenda pública de Moro não há registros de encontros com Nuhs ou Sgrillo, executivos das Taurus. Sempre lembrando que o decreto que flexibiliza a posse de armas no país foi publicado em 15 de janeiro, quatro dias após a visita de Nuhs ao Palácio do Planalto.



Após a negativa de Moro pegar tanto mal quanto possível, ele resolveu mudar a história e mandou dizer que não foi ele quem disse que tinha “direito a privacidade”, mas um “assessor”. E afirmou o que já se sabe vendo sua agenda pública: oficialmente, ele não se encontrou com os executivos da Taurus na véspera do decreto bolsonariano de liberação de armas.

O-fi-ci-al-men-te…

Resta saber se as câmeras e demais registros do ministério vão mostrar coisa diferente, não é mesmo?

Após a negativa de Moro, o PSOL protocolou um requerimento de informação na Câmara dos Deputados solicitando informações a Moro. O pedido, que aguarda parecer do primeiro vice-presidente da Câmara, Marcos Pereira (PRB-SP), deve ser respondido por Moro em até trinta dias. Circula em Brasília a informação de que Moro esteve, sim, com a turma da Taurus.

Confira a reportagem em vídeo [aqui].
 
 

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09
Jan19

Esposa e filha de Sergio Moro fizeram propaganda eleitoral de Bolsonaro

Talis Andrade

Sergio Moro, juiz, condenou e prendeu Lula para que o ex-presidente, líder nas pesquisas, não concorresse as eleições de 2018, que elegeram Bolsonaro. 

 

Moro escondeu o seu apoio, suas conversas com Bolsonaro, com o candidato vice general Mourão, com o ministro Paulo Guedes durante a campanha presidencial.

 

A esposa de Moro e a filha pediram voto para Bolsonaro nas redes sociais. Ostensivo e escandaloso engajamento que comprova a parcialidade da Lava Jato. 

 

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Sergio Moro foi convidado para ser ministro antes de vazar a delação do ministro Palocci, capaz de todas as mentiras para não continuar preso. Uma delação que prejudicou a candidatura de Fernando Haddad a presidente. E de Dilma Rousseff a senador por Minas Gerais. 

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Sergio Moro ministro de Bolsonaro, Rosangela continua com o mimimi que vem depois do mememe que vem depois do mamama...

08
Jan19

Sergio Moro "Não se revestia – como jamais se revestiu – da necessária imparcialidade, impessoalidade e independência para a cognição e isento julgamento" de Lula

Talis Andrade

PELA ABSOLVIÇÃO

Defesa de Lula entrega alegações finais no processo do sítio de Atibaia

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ConJur - A defesa do ex-presidente Lula apresentou, nesta segunda-feira (7/1), as alegações finais no processo do sítio de Atibaia, pedindo absolvição por insuficiência de provas. A acusação, parte da operação "lava jato", é de que Lula recebeu propina da empreiteira OAS por meio de uma reforma na propriedade, que não está registrada em seu nome.

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22
Dez18

COM A TERRA ARRASADA DA LAVA JATO, CONSTRUTORAS ESTRANGEIRAS PREPARAM-SE PARA DOMINAR MERCADO

Talis Andrade

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As mais devastadoras de todas as corrupções a traição da Pátria, o entreguismo das riquezas do Brasil, a privatização das estatais a preço de banana em fim de feira, a desnacionalização das grandes empresas, o tráfico de cérebros, a elitização da educação, a desvalorização da cultura.

 

As maiores construtoras estrangeiras estão se preparando para dominar o mercado brasileiro, depois que a Operação Lava Jato destruiu a engenharia nacional nos últimos anos. A informação é do site do Clube de Engenharia. Todas as maiores empreiteiras do planeta querem invadir o Brasil.

 

Com a Lava Jato, apoiada por agências de espionagem e inteligência estrangeiras, as construtoras do Brasil foram riscadas do mapa global: Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e OAS, que estavam entre as 100 maiores do planeta, não aparecem mais nem entre as 200.

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247 - As maiores construtoras estrangeiras estão se preparando para dominar o mercado brasileiro, depois que a Operação Lava Jato destruiu a engenharia nacional nos últimos anos. A informação é do site do Clube de Engenharia. Todas as maiores empreiteiras do planeta querem invadir o Brasil. O motivo principal, segundo a reportagem: "o encolhimento das gigantes da construção civil, após serem investigadas pela operação Lava Jato". Encolhimento é uma palavra tênue para indicar o que aconteceu com as construtoras brasileiras, riscadas do mapa global.

 

"Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e OAS frequentavam com certa rotina a lista das 100 maiores construtoras do planeta. Na edição de 2018 do ranking, apenas uma delas aparece entre as 200" -a Andrade Gutierrez, no entanto, dificilmente figurará entre as 200 na edição do ranking de 2019. Em julho, a empresa mineira deu um calote de nada menos que deixar US$ 345 milhões em seus credores e tentata liquidar desesperadamente todos os seus ativos (aqui).

 

No respeitado ranking da publicação International Construction, pelo segundo ano consecutivo, as empreiteiras chinesas ocuparam as primeiras colocações em 2018 (referente a 2017), seguidas das tradicionais Vinci (França), ACS (Espanha), Bouygues (França), Bechtel (Estados Unidos) e Hochtief (Alemanha). Em comum, essas empresas projetam empreender no Brasil em 2019. Todas têm a expectativa de que o mercado da construção civil possa se abrir no país, permitindo que elas participem de projetos de infraestrutura, depois da terra arrasada da Lava Jato.

 

Veja o perfil das maiores construtoras do mundo:

1. China State Construction Engineering Corporation
A empresa teve um faturamento de 164 bilhões de dólares. Com atuação forte nos países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein e Catar, a CSCEC tem sede também em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Além de seu envolvimento com obras de infraestrutura, a China State Construction Engineering Corporation é atualmente a que mais constrói unidades habitacionais no mundo.

2. China Railway Group
A China Railway Group teve um faturamento de 101 bilhões e 400 milhões de dólares em 2017. Apesar de pertencer a um conglomerado que abrange desde a construção de equipamentos até laboratórios de pesquisa, a expertise da China Railway Group é construir ferrovias, rodovias, pontes, túneis, hidrelétricas, portos e aeroportos.

3. China Railway Construction Corporation Limited
A China Railway Construction Corporation Limited faturou 99 bilhões e 556 milhões de dólares em 2017. A CRCC tem um foco muito específico na construção de ferrovias convencionais, ferrovias de alta velocidade, pontes ferroviárias, túneis ferroviários, metrôs e trens urbanos.

4. China Communications Construction Company
A China Communications Construction Company (CCCC) tem como característica se associar a construtoras nos países em que atua. Sua mais recente aquisição foi a John Holland Group, uma das principais empresas de engenharia da Austrália. As obras mais emblemáticas da empresa chinesa são os aeroportos. Em 2017, seu faturamento chegou a 54 bilhões e 400 milhões de dólares.

5. Vinci
A Vinci é uma empresa italiana que atua globalmente. Atualmente, a empresa está envolvida na reforma do Mandarin Oriental Hotel, em Londres, na construção do Femern Tunnel, na Dinamarca, e atua paralelamente em outros 43 projetos em 19 países. Vinci emprega mais de 185.000 pessoas em todo o mundo. Sua receita no ano passado foi de 49 bilhões e 400 milhões de dólares.

6. Atividades de Construcción y Servicios
A Actividades de Construcción y Servicios (ACS) é uma empresa espanhola com atuação global. Porém, são nos Estados Unidos e no Chile onde se encontra o maior volume de obras atualmente. Em 2017, sua receita chegou à casa de 40 bilhões de dólares.

7. Bouygues
A francesa Bouygues é especializada em construções industriais e em obras de infraestrutura, mas atua em várias frentes. Entre seus projetos mais recentes está a construção do novo campus da Universidade de Cardiff, no País de Gales. A Bouygues emprega 118 mil pessoas e seu faturamento em 2017 chegou a 37 bilhões de dólares.

9. Bechtel
A norte-americana Bechtel tem forte atuação na Europa e na África, além do próprio Estados Unidos. A empresa possui cerca de 50 mil funcionários e seu faturamento em 2017 chegou a 32 bilhões e 800 milhões de dólares.

10. Hochtief
A alemã Hochtief fechou 2017 com pouco mais de 30 bilhões de dólares. A empresa é considerada atualmente a maior especialista em construção sustentável do mundo. Ela atua na área habitacional, mas também desenvolveu expertise na construção de rodovias verdes com pavimento de concreto.

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22
Dez18

Livro de Requião contra Moro se esgotou em uma semana

Talis Andrade

por Esmaeal Morais

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A obra do senador Roberto Requião (MDB-PR) contra Sérgio Moro é um sucesso de público e de crítica. O livro se esgotou em apenas 1 semana. Terá de ser reimpressa uma nova tiragem.


O livro de Requião denuncia que operadores da Lava Jato — juízes e promotores do MPF — de assistirem passivamente a entrega do país e o desmantelamento do setor público sem qualquer reação, comprova o peemedebista sobre as privatizações em curso.

 

“Vender o Brasil, pode Sérgio Moro?

Entregar o pré-sal, pode Dallagnol?

Doar R$ 1 trilhão, pode Raquel Dodge?”,

é o título do best-seller do parlamentar emedebista.


A publicação de Requião foi originada por um discurso no Senado, em novembro de 2017, quando fez um estridente discurso da tribuna cobrando respostas da lava jato para o entreguismo criminoso e desenfreado no país.
Assista ao vídeo aqui

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21
Dez18

"Queiróz é o Coronel Lima do Bolsonaro ou o Coronel Lima é o Queiróz do Temer? "

Talis Andrade

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Jair Bolsonaro participou da trama que derrubou Dilma Rousseff, prendeu Lula e colocou Michel Temer na presidência. 

Lula fora da pisputa eleitoral garantiu a vitória de Bolsonaro, que recompensou Sergio Moro - que condenou o ex-presidente sem provas - com o cargo de superministro. 

Partícipe do mesmo golpe jurídico-parlamentar, Bolsonaro apoiou Temer presidente, e Temer apoio Bolsonaro para ser seu sucessor.

 

Cinco pontos em comum entre Queiroz e o Coronel Lima

 

por Alex Solnik

 

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Hoje, o amigo mais célebre da família Bolsonaro – Fabrício Queiróz - faltou pela segunda vez ao depoimento no Ministério Público no Rio de Janeiro para esclarecer a movimentação suspeita em sua conta bancária detectada pelo Coaf.

Os advogados alegaram problemas de saúde, pela segunda vez.

E o assunto ficou para depois da posse.

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São impressionantes os paralelos entre o Coronel Lima e Fabrício Queiróz:

1) Ambos são ex-PMs;

2) Coronel Lima é amigo do presidente Michel Temer há mais de 30 anos, Queiróz é amigo do presidente eleito Jair Bolsonaro há 34 anos;

3) O Coronel Lima atendia não só a Temer, mas a toda a família, como se verificou no episódio da reforma da casa de Maristela Temer; Queiróz atendia não só a Bolsonaro – a quem enviou um cheque de R$ 24 mil mil na conta bancária de sua mulher - mas também a ao menos seu filho Flávio Bolsonaro;

4) A mulher do Coronel Lima participava ativamente das atividades do marido referentes ao atendimento à família Temer; a mulher de Queiróz e a filha também trabalhavam para Bolsonaro e depositavam seus salários na conta de Queiróz;

5) Quando era intimado a depor, o Coronel Lima alegava problemas de saúde.

Queiróz é o Coronel Lima do Bolsonaro ou o Coronel Lima é o Queiróz do Temer?

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11
Dez18

Sérgio Acácio Moro e o “juízo de omissão”

Talis Andrade

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por Fernando Brito

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Foi Sérgio Moro quem assumiu que, no governo, diante de denúncias, seria dele o “juízo de consistência” (seja lá o que isso for) sobre denúncias que surgissem sobre seus integrantes e, por suposto, seu próprio chefe.

 

Uma espécie de continuidade, agora sem toga, do que fazia, decidindo quem deveria passar a ser objeto da perseguição (dos doutores dizem persecução, um sinônimo que soa menos chocante) judicial.

 

Agora, porém, Moro se limita a uma assessoria digna do famoso Conselheiro Acácio de Eça de Queiroz no caso do assessor milionário da família do chefe: “tem outras pessoas que precisam prestar seus esclarecimentos e os fatos, se não forem esclarecidos, têm de ser apurados”.

 

Uau! “Se os fatos não forem esclarecidos, tem de ser apurados” é, realmente, uma conclusão brilhante!

 

E, como não é ele quem deve apurar (afinal, os senhores Bolsonaro, pai e filho, não são petistas) alguém há de apurar, um dia, quando e se “vier ao caso”.

 

O destemido Moro, que não hesitava em atropelar a lei e divulgar escutas telefônicas ilegais de uma presidente da República tornou-se, agora, um homem que acha que “o que existia no passado de um ministro da Justiça opinando sobre casos concretos é inapropriado”.

 

Se e quando o senhor Fabrício Queiroz quiser, ele contará sua “história bem plausível”.

 

Enquanto isso, vale o “juízo de omissão”.

 

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05
Dez18

Os detalhes ESCABROSOS e VERGONHOSOS, do ACORDO Moro e TRF-4 para LIBERTAÇÃO de Palocci

Talis Andrade

por Helio Fernandes

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É o segundo julgamento combinado entre o juiz Federal, e os desembargadores do TRF-4. Um contrariando e contradizendo o outro, a conspiração judiciária, (que eu tanto denunciei, até que se transformou em fato), agora confirmada.

O PRIMEIRO ACORDO. Executado por Moro e bancado pelo candidato a presidente, Jair Bolsonaro. Que sem constrangimento, honrou a palavra, afastou Moro da magistratura, emplacou-o na carreira política, que ele afirmou, que jamais exerceria. No caso o objetivo era condenar e tornar Lula inelegível. Para isso, Moro condenou Lula há APENAS 9 anos, poderia ter chegado a 15 ou 20. Mas aí não haveria espaço para a ação dos desembargadores. Estes só precisaram acrescentar mais 3 anos, Lula estava enquadrado na "FICHA LIMPA", Bolsonaro no caminho do Planalto.

O SEGUNDO ACORDO. Os mesmos parceiros, mas o objetivo era INOCENTAR e abrir caminho para a LIBERTAÇÃO de Palocci.
Isso vem sendo tramado ha mais de 1 ano, mas com as posições INVERTIDAS. Moro precisava condenar Palocci a uma prisão altíssima, para ser reduzida no TRF-4.

Até os números foram cuidadosamente estudados e aplicados. Moro condenou Palocci a 18 anos de prisão. Os advogados recorreram, o TRF-4 reduziu a pena para 9 anos à metade. Por que 9 anos?

Como Palocci já havia cumprido um quinto da pena (2 anos), dividindo 9 anos por 5, dá 1 ano e 8 meses, ele foi mandado pra casa, prisão domiciliar. Podendo sair para trabalhar, ele que jamais trabalhou.

PS - E ainda espera o indulto de Natal, que o presidente corrupto e usurpador prometeu e garantiu,

PS2 - Tudo fato, fato, rigorosamente verdadeiro. No PRIMEIRO e no SEGUNDO ACORDO.

PS3 - que Republica!!!

05
Dez18

"Lado obscuro de Moro"

Talis Andrade

Carta aberta a Tacla Duran

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de Dimas Roque

___

Caro Rodrigo Tacla Duran, como você e o mundo já sabem, estamos vivendo dias difíceis aqui no Brasil. É que após a vitória questionável do Bolsonaro para a presidência da república, estamos vendo a montagem de um governo que mais parece uma facção criminosa. Tantos são os nomes apresentados para o compor e estão envolvidos em crimes.

Pois deixa eu te falar uma coisa, que você já deve ter sabido por notícias que chegam aí na Espanha. O que está impressionando a todos aqui, além dos políticos profissionais com nomes envolvidos em crimes, são aqueles que o ex-juiz Sérgio Moro está levando para trabalhar com ele. Muitos deles estão diretamente ligados a operação lava jato. Mas não é só isto! Cada um destes desempenhou, de alguma forma, uma ação irregular. Basta que o Sr. ou qualquer pessoa possa dar uma olhada no histórico dessas pessoas. Parece até um tipo de premiação por terem desempenhado a função que lhes foi pedida por Moro. Como já lhe falei, todas já comprovadas irregulares por muitos juristas, nacionais e internacionais.

Nós, a maioria do povo brasileiro que não votou em Bolsonaro, humildemente lhe pedimos que, se tens mesmo as provas contra a "facção criminosa na lava jato", nos apresente com urgência. O Brasil está precisando de você.

Se é verdade que o amigo do ex-juiz, Carlos Zucolotto Júnior, lhe pediu dinheiro em nome de um procurador da operação para, supostamente, diminuir uma condenação sua, isto preciso ser gritado em alto e bom som. Já que esta não é a única denúncia contra uma parte da equipe envolvida de Curitiba.

Também queremos saber se a esposa do ex-juiz está mesmo envolvida em desvios de dinheiro de crianças com deficiências na Apae - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, ou se é só mais uma acusação sem provas. Nós precisamos saber a verdade dessa história.

Bom Duran, eu não acho que devas apresentar qualquer prova via grande imprensa nacional. Você, por favor, use as mídias sócias e a imprensa livre do Brasil. Também, peço, que se utilize dos Jornais New York Times e The Guardian e dos canais de TV, Al Jazeera e CNN. Me parece que eles fazem Jornalismo e estão imunes a qualquer tipo de chantagem. É que os grupos locais estão todos comprometidos com a inverdade. Eles conseguiram transformar a mentira em notícia e são expert em esconderem a verdade dos fatos. Aqui, conseguiram prender um inocente em um processo sem nenhuma prova e soltar criminosos em processos fartos de provas, e pasme, ainda dão a estes, partes de seus roubos para desfrutarem de suas aposentadorias ou, como dizem a boca miúda, cometerem novos delitos.

O Sr. Deve estar se perguntando o porquê desta carta. Bom, é que atualmente no Brasil não há notícia de que a Justiça possa ser feita em qualquer dos tribunais. Até mesmo o STF – Superior Tribunal Federal está "acovardado" e calado diante do que acontece em suas instâncias inferiores e se tornou uma vergonha mundial com a sua omissão em fazer Justiça.

Duran, no dia primeiro de janeiro irá se instalar no Brasil um grupo que até o momento está para ser compreendido, se um governo ou se uma facção criminosa. Tantas são as notícias que circulam dando conta de crimes praticados por alguns das pessoas que vão estar em alguns dos mais altos cargos da nação. Se o Sr. conseguir fazer chegar as provas contra uma parte de bando, nos ajude, por favor. O Brasil lhe será muito grato.

Para terminar, sem mais para o momento, o Sr. Afirmou que existe um "lado obscuro de Moro". Nos apresente este lado, por favor. E se sabes onde está a cópia da gravação da conversa entre Moro e o amigo Zucolloto que a jornalista Denise Mello teve em mãos e que nunca foi ao ar, nos diga como fazer chegar a todos os brasileiros.

Atenciosamente,

Um Brasileiro

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02
Dez18

Abuso de poder e putarias mil juiz condenado a ressarcir União em R$ 1 bilhão por causa de decisões

Talis Andrade

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Raro um juiz pagar pelos seus crimes. Um togado pode tudo, mesmo sendo de primeira instância. Moro está aí vivinho sem ser da Silva, e premiado com um ministério, e com prometida vaga no STF, pelos serviços políticos prestados a Jair Bolsonaro. Na trama do golpe que derrubou Dilma, fez Temer presidente, e prendeu Lula, que solto seria eleito.

 

Veja a safadeza de outro juiz federal. Da redação do ConJur: O juiz federal Sidney Merhy Monteiro Peres foi condenado a ressarcir a União em R$ 1 bilhão por causa de irregularidades de quando ele era titular da 4ª Vara Federal de São João do Meriti. A decisão é do juiz federal Vlamir Costa Magalhães, da 5ª Vara Federal do município.

 

Peres está fora de suas funções desde 2010, quando foi aposentado compulsoriamente pela Corregedoria da Justiça Federal do Rio. Na ação de improbidade que resultou na condenação, o MPF afirma que o juiz tinha mais de 5,3 mil processos conclusos parados sem decisão há mais de 180 dias na data da aposentadoria e mais de 700 petições pedindo a juntada nessas mesmas ações. Ao mesmo tempo, cinco processos tiveram tramitação acelerada e em todos a União saiu derrotada. A Procuradoria da Fazenda Nacional ratificou todas as acusações.

 

De acordo com a sentença do juiz Magalhães, divulgada pelo site Extra Classe, apesar da situação com processos parados, o réu "atuava com incomum celeridade ao prolatar decisões que importavam em vultosos desfalques de recursos devidos à União, deixando de intimar a Fazenda por longos períodos, circunstância que agravou consideravelmente os prejuízos gerados aos cofres públicos".

 

"O réu foi, a um só tempo, nocivamente seletivo, atuando sempre em detrimento do interesse público e do erário, e maliciosamente desidioso ao não ostentar diligência mínima na administração do órgão jurisdicional submetido à sua responsabilidade", continuou a sentença do juiz Vlamir Magalhães.

 

O magistrado concluiu que os atos praticados foram de improbidade com base no artigo 11 da Lei 8.429/92, "saltando aos olhos o desprezo nutrido pelo mesmo em relação a diversas exigências legais, especialmente as previstas no artigo 35, da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman)".

 

Além do ressarcimento à União de R$ 1.059.600.133,22, o juiz suspendeu os direitos políticos do réu para os próximos oito anos. Monteiro ainda deverá pagar multa de mais de R$ 2 bilhões.

Clique aqui para ler a decisão
Processo 0002082-85.2012.4.02.5110

 

 

 

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