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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

18
Abr21

A herança catastrófica da Lava Jato

Talis Andrade

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por Jeferson Miola

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A Lava Jato chega ao fim deixando várias heranças catastróficas em uma nação destroçada e espoliada.

A maior corrupção judicial da história da humanidade, a milicianização das instituições, o gangsterismo político e o descrédito na justiça são algumas destas heranças.

O golpe contra Dilma, a destruição da economia, a dissolução de setores estratégicos, a eliminação de mais de 4 milhões de postos de trabalho diretos e a perda de quase R$ 200 bilhões em investimentos também são heranças malditas da Lava Jato.

Mas o pior dos piores legados da Lava Jato é Bolsonaro e os generais que tomaram o poder numa eleição manipulada pela gangue chefiada por il capo di tutti capi Sérgio Moro.

O governo Bolsonaro é destas aberrações históricas que jamais aconteceriam se não tivesse existido uma aberração de magnitude equivalente, como a Lava Jato. Sem esta operação concebida nos EUA e chefiada por Moro no Brasil, a farsa jurídica para tirar Lula da eleição de 2018 não seria viável.

Com o governo dos generais, o Brasil não só foi rebaixado para a 12ª posição dentre as principais economias do planeta, como se tornou pária internacional.

Durante os governos petistas, Lula e Dilma sentavam-se à mesa do G-7, G-20, dos BRICS; a América do Sul prosperava, o Brasil comandava a FAO, a OMC, o Novo Banco de Desenvolvimento e liderava as iniciativas mundiais sobre clima, desenvolvimento sustentável e eliminação da fome no mundo.

Hoje o genocida do Planalto que desintegrou o continente e desestabilizou a região é malquisto e rechaçado em praticamente todos os países do globo. O governo genocida é considerado uma ameaça planetária.

A “eficácia” da diplomacia da vergonha é provada por turistas brasileiros, só aceitos no México, Afeganistão, República Centro Africana, Albânia, Costa Rica, Nauru e Ilha de Tonga.

Bolsonaro e os generais alçados ao poder graças à farsa lavajatista são os dispositivos decisivos para a consecução do devastador saqueio e assalto dos fundos públicos pelos capitais e oligarquias dominantes.

O Brasil é uma terra arrasada, queimada e derretida. Os povos originários, as comunidades tradicionais e o povo negro estão sendo alarmantemente alvejados por políticas de extermínio.

Hoje a maioria da população brasileira – 116 milhões de pessoas, que representam 55,2% da população, de acordo com a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar – passa fome em diferentes níveis de severidade. As mulheres, as pessoas negras e residentes no norte e nordeste são as principais vítimas.

Antes da Lava Jato, o Brasil vivia uma realidade de pleno emprego. Hoje, com o governo militar parido pela Lava Jato, o desemprego formal beira os 15%, afora dezenas de milhões de trabalhadores desalentados, precarizados, uberizados e em situação de miséria.

O morticínio programado – bastante subnotificado, deve-se reconhecer – de quase 400 mil brasileiros e brasileiras é a marca mais macabra da barbárie instalada no Brasil pelo governo instalado com a farsa promovida pela Lava Jato, que também legou ao país um ambiente de ódio, rancor e profunda divisão.

É impossível acreditar, diante das revelações acerca da monstruosa patifaria engendrada pela gangue da Lava Jato, que alguém ainda possa defender – quando não incensar, como fazem alguns ministros do STF – esta organização criminosa que lançou o país no precipício e legou esta realidade trágica e calamitosa.

Sérgio Moro e os parceiros na PF, MPR, judiciário, mídia etc que tomaram parte desta engrenagem têm de ser responsabilizados pela corrupção do sistema de justiça e pelas injustiças cometidas contra Lula e sua família, como também têm de ser responsabilizados pelas consequências catastróficas e profundas que legaram ao país.

O fim da Lava Jato não significa o fim do milicianismo lavajatista, que continua bastante ativo nas instituições de Estado, na mídia hegemônica e nas estruturas políticas da direita e da extrema-direita.

Somente num contexto de modificação da correlação social de forças sociais será possível extirpar esta herança catastrófica da realidade nacional.

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15
Nov20

Manobra eleitoral de Fachin contra Lula

Talis Andrade

Bolsonaro x Moro

 

Sempre foi assim:

Perseguição política

no STF lavajatista

 

Edson Fachin, ministro do STF decidiu enviar para o plenário do Supremo a ação sobre a incompetência da 13ª Vara de Curitiba para julgar o caso Triplex do Guarujá. Esta manobra expressa que a perseguição contra Lula continua exigindo uma ampla mobilização da sociedade para a luta por #AnulaSTF.

Tramas contra Lula sempre acontecem nos anos pares, eleitorais, para ajudar os candidatos da extrema direita. Em 2018, para eleger Jair Bolsonaro presidente no lugar de Lula.

De acordo com o jurista Pedro Serrano “o correto, face à Constituição, seria o envio da questão da competência da Vara Federal de Curitiba no processo que envolve o ex- presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o colegiado da Segunda Turma e não para o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF)”.

Vote hoje contra os lavajatistas do Paraná, das autodenominadas Liga da Justiça, República de Curitiba, Operação Lava Jato.

Vote contra Sergio Moro, Edson Fachin, Rafael Greca, primo de Rosangela Moro, Ratinho, e Jair Bolsonaro. É tudo uma cousa só. É a supremacia branca. Que a Lava Jato lava mais branco. 

Ministro Sérgio Moro atua persecutoriamente contra Lula ao determinar que  PF investigue ex-presidente com base na Lei de Segurança Nacional | Jornal  Grande Bahia (JGB), portal de notícias com informações de Feira

 

08
Nov20

Ciro diz que Moro levou 16 meses para descobrir que estava “cercado de prostitutas” (vídeo)

Talis Andrade

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por VioMundo

Durante debate na Globonews, o presidenciável Ciro Gomes questionou a tentativa do ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro de se afastar do governo Bolsonaro.

Ciro lembrou que Moro passou 16 meses no governo de extrema-direita antes de “descobrir que estava cercado de prostitutas”.

O ex-juiz deixou o governo Bolsonaro acusando o presidente de ter tentado interferir na Polícia Federal.

Antes da demissão, a esposa de Moro, muito ativa nas redes sociais, chegou a escrever que seu marido e o presidente da República eram unha e carne.

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Recentemente, o ex-juiz convidou o apresentador Luciano Huck, da TV Globo, para negociar o que seria uma “terceira via” em 2022.

Quando era o juiz da Operação Lava Jato em Curitiba, Moro condenou o ex-presidente Lula, afastando o petista das eleições de 2018.

O ex-presidente Lula reagiu assim à notícia do encontro:

Agora tentam preparar uma chapa Huck/Moro… Cada hora inventam uma coisa. A única coisa que eles não admitem voltar é o PT e o Brasil da inclusão social. Basta ver meu habeas corpus que está há dois anos esperando julgamento. Porque politicamente pra eles não é conveniente.

Às vésperas do pleito, Moro vazou a delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci, com acusações que se provaram falsas, prejudicando com o isso o candidato petista Fernando Haddad

Ainda durante a campanha, Moro negociou um cargo no governo Bolsonaro, mas agora ele tenta se caracterizar como “centrista”. 

Para o presidente do Psol, Juliano Medeiros, a esquerda deve repudiar a chapa:

Formar uma frente com Moro, Huck, Maia e outros golpistas, reabilitaria os canalhas que viabilizaram o bolsonarismo no Brasil, direta ou indiretamente. Seria um indignidade da qual o PSOL jamais tomará parte. Devemos construir uma alternativa de esquerda. Não estamos nos EUA.

Moro e Huck, obviamente, contam com o apoio de uma das famílias mais ricas do Brasil, os Marinho, donos do Grupo Globo

 

07
Nov20

O ex juiz Sergio Moro chamado de ladrão, capanga da milícia da família Bolsonaro, quer me calar!

Talis Andrade

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por Emanuel Cancella

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O deputado Glauber Braga do PSOL/RJ, dentro do Congresso Nacional, chamou o ex juiz Sergio Moro de ladrão, e foi absolvido pelo Conselho de Ética da Câmara. Depois chamou Moro de capanga da milícia, por blindar o clã Bolsonaro (15,16)

Já eu, Emanuel Cancella fui intimado 2 vezes pelo MPF, por suspeita de crime contra honra, a pedido do então juiz Sergio Moro, uma delas em 2017, tentando me intimidar na véspera do lançamento de meu livro “A outra face de Sergio Moro – Acobertando os tucanos e entregando a Petrobrás”.  Mas o livro saiu (3)!

Mas o mesmo MPF não respondeu até hoje a minha denuncia formalizada em novembro de 2016 onde acuso a Lava Jato chefiada então pelo juiz Sergio Moro de omissão frente a gestão criminosa dos tucanos, FHC e Pedro Parente na Petrobrás, veja denuncia na íntegra (1).

Veja o que disse a Associação dos engenheiros da Petrobrás - Aepet em relação ao lançamento do livro: “Incansável batalhador nas lutas em defesa da Petrobrás e do Brasil, Emanuel Cancella, diretor do Sindipetro-RJ, lançou nesta sexta-feira (6) o livro "A Outra Face de Sérgio Moro - acobertando os tucanos e destruindo a Petrobrás",  uma coletânea de textos e charges produzidos entre março de 2014 e dezembro de 2016, com foco nas conseqüências da Operação Lavo Jato para a economia nacional e o galopante índice de desemprego.  As charges são de Carlos Latuff e Luís Cláudio Mega” (4). 

Outro que me interpelou judicialmente (2) foi o tucano, ex presidente da Petrobrás, Pedro Parente, indicado pelo golpista Michel Temer, que muito contribuiu na gestão de desmonte da Petrobrás, e tinha a cumplicidade da Lava Jato, chefiada pelo então juiz Sergio Moro.

Pois com a omissão da Lava Jato, Pedro Parente, réu em ação, que em 2001 deu rombo de R$ 5 BI na Petrobrás (5), assumiu a presidência da Petrobrás.

Lembrando que a mesma Lava Jato  impediu Lula de ser ministro de Dilma. E na época segundo a Rede Brasil Atual: Lava Jato, então chefiada pelo então  juiz Sergio Moro, escondeu gravações para impedir posse de Lula como ministro de Dilma (6).

Lembrando que, no processo que me condena, o juiz tentou formalmente um acordo de silencio entre as partes (Sergio Moro e Emanuel Cancella). Não aceitei, mesmo com alguns companheiros, de boa fé, tendo me aconselhado a aceitar o acordo. Mas nada vai me calar!

O meu livro, muito antes do The Intercepet Brasil, mostra que a lava Jato mais do que perseguir Lula, Dilma, e o PT, visa manchar a imagem da Petrobrás, para permitir sua entrega aos gringos.

Lava Jato passou mais de 3 anos vazando diariamente  e criminosamente para mídia, principalmente o Jornal Nacional da  Globo, denuncias da Petrobrás na gestão do PT, alias a Globo faturou muito em audiência e dinheiro com essas denuncias contra a Petrobrás. Sem esquecer que o ex juiz Sergio Moro foi premiado pela Globo como homem que faz a diferença (17).

Não podemos esquecer que a Globo em editorial de dezembro de 2015, ano em que a Petrobrás era premiada pela descoberta do pré-sal com o terceiro premio OTC em Houston, nos EUA, considerado o “Oscar” da industria do petróleo. Lembrando que a Petrobrás já recebeu o quarto “Oscar” (11).

Disse a Globo em editorial: O pré-sal pode ser patrimônio inútil (14). E o pré-sal é a maior descoberta petrolífera no mundo contemporâneo e já responde por 70% da produção nacional de petróleo (13).

E ao final de anos de investigação, o procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol disse ao vivo na Globo que não tinha provas contra Lula, só convicção (7).

E Lula - foi preso, sem provas, pelo então juiz Sergio Moro, na véspera da eleição - líder em todas as pesquisas, num claro intuito de beneficiar Bolsonaro, de quem Moro virou ministro da Justiça e da Segurança Pública, e ainda teve a promessa de ser indicado ministro do STF (7).   

A mesma justiça que me condena por crime de calunia, Pena definitiva 1 (um) ano, 5 (cinco) meses e 15 dias de detenção multa de R$ 18.552, 00 também decidiu que o réu tem o direito de apelar em liberdade (12). Lembrando que Já recorri da condenação.

Essa mesma justiça que me condena, ignora denuncia daquele que é respeitado pela vasta obra em que disseca o poderio dos Estados Unidos a partir do financiamento de guerras e da desestabilização de países, o saudoso cientista político brasileiro Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira que afirmou em 2016, em entrevista a revista Carta Maior, que o juiz Moro e o  PGR Rodrigo Janot  trabalham contra o Brasil e a favor dos EUA (10).

E a justiça também ignora a denuncia do ex governador do Paraná, Roberto Requião, em relação ao escândalo do Banestado, cuja chefia da investigação coube ao então juiz Sergio Moro. Veja o que disse Requião, no senado federal, publicado pelo blog O Cafezinho:

A mãe de todos os escândalos no Brasil não é o Mensalão, o Petrolão, é o Banestado que surrupiou meio trilhão de reais dos cofres públicos, um escândalo exclusivamente tucano, e nenhum deles foi preso (8).

E para mostrar o poderio e a blindagem dos chefes da lava Jato, o então juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dalagnol, mesmo com o Conselho Nacional da OAB, por unanimidade, com base em inúmeras denuncias do Intercepet, inclusive com áudios, ter pedido o afastamento de Moro e Dallagnol de cargos públicos, para que fossem julgados, e não usassem a maquina pública em proveito próprio (9). Mas eles não acataram a orientação da OAB e continuaram a conspirar contra a Petrobrás e o Brasil!  

Vale lembrar o que disse o senador e pastor americano, Martin Luther King: O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.

Em tempo: Eleições municipais - Recomendo o voto no Rio na prefeita Benedita da Silva e no vereador Lindbergh Farias, em São Paulo em Guilherme Boulos do Psol; Manuela d'Ávila do PCdo B, em Porto Alegre.

Fonte: 1 - Petroleiro denuncia a operação lava jato ao MPF, veja denúncia protocolada

2 - http://www.patrialatina.com.br/moro-e-parente-querem-calar-os-sindicatos/

3 - https://bemblogado.com.br/site/o-mpf-tentou-me-intimidar-mas-o-livro-saiu-a-outra-face-de-sergio-moro/

4 - http://www.aepet.org.br/noticias/pagina/14099/Lanamento-A-Outra-Face-de-Srgio-Moro-de-Emanuel-Cancella

5 - https://www.redebrasilatual.com.br/blogs/2016/06/presidentes-da-petrobras-e-do-bndes-sao-reus-em-acao-por-rombo-bilionario-9872/

6 - https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2019/09/lava-jato-escondeu-gravacoes-para-impedir-posse-de-lula-como-ministro/

7 - https://brasil.elpais.com/brasil/2019/05/12/politica/1557677235_562717.html

8 - https://www.ocafezinho.com/2015/10/03/requiao-relembra-banestado-roubalheira-tucana-desviou-meio-trilhao/

9 - https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,oab-recomenda-por-unanimidade-afastamento-de-moro-e-deltan,70002864190

10 - https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Moniz-Bandeira-Moro-e-Janot-atuam-com-os-Estados-Unidos-contra-o-Brasil-/4/37381

11 -  http://spebrazilfpsosymposium.com.br/petrobras-recebe-o-4o-premio-otc/#:~:text=A%20Offshore%20Technology%20Conference%20(OTC,Distinguished%20Achievement%20Award%20for%20Companies.

12 - Ação Penal Nº 0178170-29.2017.4.02.5101/RJ  Mandado Nº 510003871779

13 - https://exame.com/negocios/pre-sal-ja-responde-por-70-da-producao-de-petroleo-no-brasil/#:~:text=A%20produ%C3%A7%C3%A3o%20de%20petr%C3%B3leo%20na,Natural%20e%20Biocombust%C3%ADveis%20(ANP).&text=Os%20campos%20mar%C3%ADtimos%20foram%20respons%C3%A1veis,e%2086%25%20do%20g%C3%A1s%20natural.

14 - https://oglobo.globo.com/opiniao/o-pre-sal-pode-ser-patrimonio-inutil-18331727

15 - https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2020/02/deputado-chama-moro-de-capanga-de-milicia-por-blindar-bolsonaros/

16 - https://noticias.uol.com.br/colunas/chico-alves/2019/10/22/deputado-que-chamou-moro-de-juiz-ladrao-e-absolvido-no-conselho-de-etica.htm

17 - Juiz de lava jato ganha prêmio personalidade do ano (2015) do Globo

26
Out20

Parlamentares do PT desmascaram Lava Jato e denunciam nova perseguição a Lula e ao partido

Talis Andrade

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por Héber Carvalho

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Parlamentares da Bancada do PT na Câmara reagiram duramente a mais uma decisão arbitrária, com objetivos políticos e ideológicos, da Operação Lava Jato em Curitiba. A decisão tomada na última sexta-feira (23) pelo juiz Luiz Antônio Bonat, substituto de Sérgio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba, que acatou denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-presidente Lula, é mais uma farsa, na análise dos deputados. Tomada às vésperas de uma eleição e novamente sem a apresentação de provas, o juiz repete o mesmo método adotado por Sérgio Moro, que abandonou a toga para virar político, para criminalizar o ex-presidente e o PT.

“Já perceberam? Sempre em véspera de eleição a Lava Jato ataca Lula. As doações para o Instituto Lula são absolutamente legais e a denúncia é uma farsa. Que medo é esse que vocês têm do Lula e do PT? Deixem de canalhice! O uso político do MP e da Justiça levou a milícia ao poder”, comentou Erika Kokay (PT-DF) no Twitter, ao rebater a nova denúncia sem pé nem cabeça da Lava Jato sobre o suposto uso do Instituto Lula para lavagem de dinheiro mediante doações.

Lava Jato, um partido político

Já o vice-líder da Oposição na Câmara, Afonso Florence (PT-BA), comentou, também pelo microblog, que a atuação da Lava Jato evidencia “a base política do golpe”. E acrescentou: “A perseguição a Lula está se renovando. É a proximidade das eleições de 22. O uso indevido do Judiciário por agentes que, mesmo sendo dos quadros do Estado, fazem atuação jurídica ilegal”.

O deputado Nilto Tatto (PT-SP) ressaltou que a decisão do atual juiz titular da 13ª Vara Federal de Curitiba demonstra que ele decidiu manter a mesma linha de arbitrariedade contra Lula e o PT adotada anteriormente por Moro, que teve papel decisivo na eleição do presidente de extrema direita Jair Bolsonaro.

“O juiz Luiz Antonio Bonat, assim como seu antecessor Sérgio Moro, às vésperas das eleições acatou denúncia requentada contra Lula, como fazia Moro, que ilegalmente, e em conluio com alguns procuradores, promoveu a destruição do País e a eleição de Bolsonaro”, observou Tatto.

Máfia de Curitiba

O ex-presidente da OAB/RJ e ex-deputado Wadih Damous (PT) também comentou a decisão contra Lula pelo Twitter: “O juiz Luiz Antonio Bonat é um substituto à altura de Sérgio Moro. Aceita denúncia requentada contra Lula, às vésperas das eleições igualzinho fazia o seu antecessor de triste memória. Não foi à toa que a garotada fascista de Curitiba lutou pela sua nomeação”, destacou o jurista ao lembrar o esforço feito pelo então procurador -chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol, para influenciar na escolha do substituto de Sérgio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba.

A ex-presidenta Dilma Rousseff — cassada em 2016 em golpe político, midiático e judicial, com ação desestabilizadora decisiva provocada pela Lava Jato – também questionou a farsa dos lavajatistas de Curitiba. “Cinco anos de acusações sem provas, de perseguição, injustiças.

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Quando Lula é inocentado em um processo, parcos segundos são usados para noticiar. Há dois anos esperamos o julgamento de Moro pelo STF, a anulação de sua sentença injusta. Justiça para Lula é Justiça para o Brasil!”, postou ela no microblog.

Farsa desmascarada pelo The Intercept

No último dia 13 de outubro, o site The Intercept Brasil divulgou áudios que mostram Dallagnol e outros procuradores fazendo lobby junto ao presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Carlos Eduardo Thompson Flores, para garantir a escolha de um aliado da Lava Jato para substituir Moro. Nas conversas, Dallagnol e outros procuradores tramam para convencer Luiz Antonio Bonat (que resistia a missão) a aceitar a tarefa. Segundo o Intercept Brasil, a escolha causou surpresa no mundo jurídico, pelo fato do substituto de Moro não atuar na área criminal há 25 anos.

Perseguição descarada

O advogado de defesa do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin, afirmou que a decisão do atual titular da 13ª Vara Federal é “descabida”, porque todas as doações feitas ao instituto Lula foram feitas dentro da lei. A defesa ressaltou ainda que a denúncia, em pleno período eleitoral, é uma “evidente prática de lawfare (em inglês, law-lei e warfare-guerra, conflito armado)”, ou o uso da lei como instrumento de guerra.

“A decisão proferida hoje pela “Lava Jato de Curitiba” é mais um ato de perseguição contra o ex-presidente Lula porque aceitou processar mais uma ação penal descabida, que tenta transformar doações lícitas e contabilizadas para o Instituto Lula – que não se confunde com a pessoa do ex-presidente – em atos ilícitos, durante o período eleitoral, em evidente prática de lawfare”, afirmou o advogado de defesa de Lula, Cristiano Zanin.

Em resposta à imprensa, a defesa de Lula disse ainda que a ação de Bonat vai na contramão de outras duas decisões judiciais. A primeira, da Justiça Federal de Brasília (de dezembro de 2019), que absolveu Lula da acusação de participar de uma organização criminosa que agiria dentro da Petrobras. A outra, tomada pelo STF em setembro deste ano, retirou da Justiça Federal de Curitiba a competência para julgar casos relativos à Petrobras.

Em nota, o Instituto Lula afirmou que “as doações ao Instituto Lula – não somente as três citadas na denúncia, mas rigorosamente todas as doações – foram legais, feitas via transferências bancárias documentadas e contabilizadas, com os devidos impostos declarados e recolhidos”, esclareceu. “Cada centavo arrecadado foi gasto e contabilizado exclusivamente nas atividades do Instituto, como prevê seu objeto social e estatuto”, afirmou a assessoria de imprensa do Instituto Lula.

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25
Out20

Dallagnol interferiu para colocar juiz-laranja no lugar de Sergio Moro

Talis Andrade

Humor Político on Twitter: "Joker por Gilmar Machado #Joker #Coringa  #JokerMovie #cartoon #humor #charge… "

‘PRECISAMOS DE UM CORINGA’

 

Os procuradores da Lava Jato no Paraná atuaram nos bastidores para interferir na sucessão do ex-juiz Sergio Moro nos processos da operação em primeira instância. A força-tarefa do Ministério Público Federal fez lobby num outro poder, o Judiciário, para garantir que o novo escolhido para a cadeira do então recém-nomeado ministro do governo de Jair Bolsonaro fosse alguém que agradasse aos investigadores.

As articulações estão explícitas em duas mensagens de áudio do então coordenador da força-tarefa, o procurador Deltan Dallagnol. Nelas e em várias mensagens de texto trocadas pelo Telegram em janeiro de 2019, ele elenca os principais candidatos à vaga de Moro, elege os preferidos da força-tarefa e esboça o plano em andamento para afastar quem poderia “destruir a Lava Jato”, na opinião dele.

Quando Moro abandonou a carreira de juiz, em novembro de 2018, logo após a eleição de Bolsonaro, deixou vaga a cadeira de responsável por julgar os processos da Lava Jato na primeira instância. A sucessão ou substituição de um magistrado é um processo comum no poder Judiciário, que tem autonomia para decidir – obedecendo a um regimento interno.

O que é no mínimo incomum, nesse caso, é a pressão e a interferência de um órgão externo, o Ministério Público Federal. Em mensagens de texto e áudio, Dallagnol também pede a colegas familiarizados com o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o TRF4, responsável pela Justiça Federal do Paraná, que tentassem “advogar” junto a ele por uma solução que agradava à força-tarefa.

A ideia compartilhada por Dallagnol e por juízes federais do Paraná era colocar três magistrados na posição de assessores de um quarto, o veterano Luiz Antônio Bonat, num esforço para convencê-lo a disputar a vaga de Moro. “Ele colocou ali o nome dele por amor à camisa”, narrou Dallagnol. “Então a gente tem que conseguir um apoio. A ideia talvez seria de ter juízes assessores ali designados junto a ele”.

A Lava Jato considerava que Bonat, um juiz com 64 anos e de perfil extremamente discreto (jamais deu palestras ou entrevistas desde que assumiu o comando da operação, há quase dois anos), precisaria de ajuda para dar conta das dezenas de processos que corriam no Paraná. Assim, Dallagnol e equipe buscaram uma forma de garantir que nem todo o trabalho da operação cairia sobre ele.

03
Out20

Reinado Azevedo: palestras de Lula ensejaram vergonha da condução coercitiva

Talis Andrade

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por Reinaldo Azevedo/ UOL / DCM

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Ficamos sabendo nesta sexta que a juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal de Curitiba, mandou arquivar no dia 24 a investigação sobre os ganhos que Lula obteve com palestras. No dia 14, o próprio Ministério Público Federal recomendou o arquivamento. A Polícia Federal não encontrou indício nenhum de crime. Ou seja: não se apresentou nem a denúncia.

Isso evidenciaria a isenção do MPF quando Lula está em pauta, certo? Pois é! No mesmo dia 14, o MPF apresentou outra denúncia contra o ex-presidente. Uma doação legal da Odebrecht ao Instituo Lula, com documentação e registro devidos, está sendo considerada lavagem de dinheiro. Na versão dos procuradores, seria um mero disfarce. A empreiteira estaria devolvendo parte das vantagens que Lula lhe teria franqueado quando presidente. (…)

 

CONDUÇÃO COERCITIVA VERGONHOSA E BLOQUEIO DE BENS

Pagamentos feitos pelas contratantes à empresa LILS Palestras sustentaram a deflagração da 24ª Fase da Operação Lava Jato, chamada, pomposamente, de “Aletheia” — nada menos do que “Verdade” em grego. Foi no âmbito dessa operação que um político disfarçado de juiz, um tal Sergio Moro, determinou a condução coercitiva de Lula, submetendo o ex-presidente a um ritual de humilhação absolutamente desnecessário e abusivo, uma vez que este nem sequer havia sido intimado a depor. Pior do que isso: o investigado não é obrigado a comparecer para depor à Polícia. E arca, claro, com eventuais consequências negativas de sua escolha. Não obstante, o senhor juiz não foi punido por abuso de autoridade. (…)

Depois de quatro anos e meio da deflagração da operação, depois da humilhação da condução coercitiva, depois dos perrengues derivados do bloqueio de bens, depois de tudo, então a conclusão: “Ah, nem vamos apresentar a denúncia! O investigado não cometeu crime nenhum!”

26
Ago20

CNMP, como o 'Supremo Com Tudo', é a vergonha, o vexame e a desgraça do Brasil — O Lula que se dane!

Talis Andrade

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por Davis Sena Filho

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Os juízes e procuradores se tornaram, no Brasil, os signatários do vale tudo e os algozes da civilização. Eles são simplesmente os bárbaros com punhos de renda, beca, toga e um português afetado como o são suas culpas.

Enfim, o “julgamento” do chefe dos procuradores da Lava Jato, Deltan Dallagnol, no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), após ser, inacreditavelmente, 41 vezes adiado, soou, evidentemente, como um julgamento de cartas marcadas, que parte da população brasileira, que tem o mínimo de discernimento do que é justo ou injusto, considerou uma pantomima, que envergonha os mais talentosos palhaços de circo.

E assim tem acontecido também em todas instâncias do Poder Judiciário quando se trata de proteger àqueles que estão na linha de frente de combate ao Partido dos Trabalhadores e suas principais lideranças, que foram caninamente perseguidos e tratados como criminosos desde que Lula assumiu o poder em janeiro de 2003.

Nenhum partido de direita teve suas lideranças tão perseguidas pelos agentes de Estado, que agem como guardas pretorianos dos tubarões do sistema internacional de capitais e dos interesses da grande burguesia, que não aceitaram a derrota eleitoral para o PT em 2018 e, por sua vez, resolveram tomar o poder, por intermédio de um golpe de estado travestido de legal e legítimo, a ter à frente o abjeto e traidor Michel Temer, político medíocre, mas disposto a desmontar o Estado nacional e extinguir os direitos dos trabalhadores e aposentados.

Portanto, nada a estranhar ou duvidar e que não fosse o lugar comum, ou seja, diferente do que o esperado nesses tempos de intolerâncias e golpes baixos promovidos por agentes do Estado brasileiro, pois cúmplices e atores do golpe contra Dilma Rousseff e a prisão injusta de Lula, para que o líder de esquerda não fosse eleito presidente em 2018 e, evidentemente, alavancar ainda mais os programas de inclusão social do PT, bem como manter a política internacional de soberania, ou seja, exigir igualdade nas relações políticas, culturais e econômicas entre o Brasil e as nações.

A diplomacia independente e multilateral do PT sempre incomodou a escravocrata e irremediavelmente colonizada casa grande brasileira, bem como seus lacaios que controlam as instituições e órgãos públicos, a exemplo de juízes, procuradores, delegados e generais, como se vê, sobretudo, no governo de extrema direita de Jair Bolsonaro, talvez a administração da história deste País mais entreguista e subserviente aos Estados Unidos. Uma coisa de loucos...

Ressalto novamente, o que era esperado se confirmou no que é relativo ao CNMP. Trata-se de um órgão corporativo, que resolveu se comportar, tal qual ao Poder Judiciário, de forma política e ideológica, a proteger um de seus membros mais famosos, o procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, sujeito sorrateiro de ações deletérias, autor de inúmeras mentiras e armações, além de ser acusado de cometer crimes em série, que até hoje não foram devidamente investigados, para que o procurador chefe de um bando encastelado na Lava Jato seja punido de forma severa.

Simplesmente o paladino cristão e midiático, assim como o vingador da família, da propriedade e dos bons costumes lacerdistas, cujo codinome é Pastor, foi absolvido e agora ele irá lépido e fagueiro continuar com suas ações persecutórias, mentirosas e covardes, de cunho partidário e ideológico, a perseguir e a intervir em todos os processos de posse e ao alcance da Lava Jato, que permitam combater o PT e as esquerdas, ainda mais que se aproxima o certame eleitoral para prefeito, que é uma prévia para as eleições presidenciais de 2022.

Não esqueça, cara pálida, Deltan Dallagnol e Sérgio Moro influenciaram nas eleições de 2018, para favorecer o fascista Jair Bolsonaro e, concomitantemente, prejudicar Fernando Haddad, candidato do PT, quando vazaram criminosamente os diálogos entre Dilma e Lula com apoio da Globo, assim como às vésperas das eleições interviram ilegalmente no processo eleitoral, sendo que dessa vez vazaram a delação mentirosa de Antônio Palocci contra Lula, fato este que depois se comprovou como farsa e fraude.

O autor dessa sujeira fétida e asquerosa é o ex-chefe da Lava Jato, o ex-juiz Sérgio Moro — vulgo Marreco —, que ganhou como prêmio o cargo de ministro da Justiça do governo fascista de Jair Bolsonaro. Alguma dúvida, cara pálida?! Se tiver, recorra à história... Porém, tal sujeito desmedidamente ambicioso, de conduta torpe e propósitos golpistas não recebeu do mandatário fascista o galardão maior: uma vaga no Supremo Com Tudo (SCT), que, tal qual ao CNMP, é a vergonha, o vexame e a desgraça do Brasil.

Não há, contudo, condições para que o Brasil tenha a democracia resgatada, o Estado Democrático de Direito restabelecido quando sabemos que procuradores, juízes e delegados participaram, efetivamente, de um golpe de estado e resolveram intervir no processo político-eleitoral, interditar o Estado de Direito para que a esquerda eleita quatro vezes consecutivas fosse derrubada e, consequentemente, tomassem o poder, na mão grande, os políticos e partidos com programas ultraliberais e dispostos a atender os interesses econômicos e geopolíticos dos Estados Unidos e da burguesia e pequena burguesia tupiniquim, que odiaram a ascensão das classes mais pobres, por mais tímida que fosse.   

Porém, perguntemos: por que diabos essa gente, paga com altos salários pelos contribuintes brasileiros, tem tanto poder, ao ponto de se sentir impune e pronta para cometer outros abusos e crimes? Respondo: Os servidores públicos, de poder e mando, sequestraram o estado nacional para eles. Os melhores cargos do Estado pertencem a eles, de classe média e média alta, já que concurseiros que não possuem o controle empresarial dos meios de produção, mas “donos” dos melhores empregos da iniciativa privada e do setor público. Este é o “acordo” secular entre a pequena burguesia e a burguesia.

Com o tempo esses servidores se fortaleceram institucionalmente e passaram a atuar e agir em todos os segmentos e setores da sociedade, a partir da promulgação da Constituição de 1988. Os agentes públicos de poder e mando avançaram em atividades não condizentes por lei ao MPF e assim se tornaram tão poderosos, que a frase “Não sou o Golbery, mas criei um monstro”, do ex-procurador-geral da República, Sepúlveda Pertence, ao presidente José Sarney, em 1989, nunca foi tão real e atual.

O general Golbery do Couto e Silva afirmou em 1981, no governo do general João Figueiredo e durante o episódio da bomba do Rio Centro, que “Criou um monstro”. O monstro era o extinto SNI. A Lava Jato não se utilizou de bombas e nem torturou corpos, mas as mentes sim, e efetivou ações e atividades subterrâneas e ilegais que lembram os tempos da ditadura, sem dúvida.

O que esses agentes da Lava Jato ideológicos, ativistas políticos do campo da direita e politicamente parciais fizeram para combater, por meio da força do Estado, as lideranças e membros do PT, a exemplo de José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares, dentre muitos outros, está editorado, publicizado e grifado nos manuais da ditadura militar, assim como a história recente deste País irá registrar.

Os três petistas em questão estão a derrubar processo por processo elaborados pela Lava Jato e outros órgãos da Justiça, do MPF e MPE contra eles, porque, na verdade, eles não tem culpa no cartório e nada com o tempo para provar que seus inimigos políticos aboletados no Estado conspiraram criminosamente para demonizá-los publicamente e, com efeito, levá-los injustamente ao encarceramento.

Deltan Dallagnol e CIA construíram verdadeiras farsas como o Powerpoint criminoso, leviano e mentiroso que ele teve a desfaçatez de apresentar ao público e à imprensa de mercado, parceira principal dos golpes e crimes da Lava Jato. Aliás, a Globo está tão desmoralizada que seus jornalistas não podem cobrir movimentos sociais, sindicais e políticos nas ruas e praças, pois são hostilizados duramente pelas pessoas que não mais aturam décadas de péssimo jornalismo, porque manipulador, mentiroso, criminoso e covarde.

Palmas, então, para o colegiado do CNMP, que em vez de corrigir erros e punir aqueles que cometem malfeitos, como o procurador Deltan Dallagnol, prefere passar a mão na cabeça do ativista político de direita dos subterrâneos do MPF, sendo que ainda, nos gabinetes, após a impunidade do ardiloso procurador Dallagnol, tais julgadores devem dar risadas e a debochar da cara da nação, porque simplesmente eles podem tudo, até ter uma Constituição apenas para os procuradores, pois os juízes tem há muito tempo uma Carta para eles.  

O poder dessa gente é tão surreal, que atualmente o MPF engessa ou congela os atos e ações de executivos eleitos pelo povo brasileiro, a exemplo de governadores, prefeitos e servidores públicos da administração pública em todas as esferas governamentais, que governar virou uma atividade perigosa, porque tudo virou crime, além das insatisfações e aborrecimentos constantes, mais do que já acontecia corriqueiramente no dia a dia da administração pública.

Os semideuses procuradores e juízes resolveram, sem terem o voto popular e sem expor seus programas e projetos perante a população, administrar no lugar dos eleitos, sendo que qualquer ato de quem governa é questionado pelos paladinos varonis do MP e da Justiça, de acordo com seus interesses políticos, bel-prazeres e vaidades. Uma bagunça geral promovida irresponsavelmente pelos homens e mulheres de preto, que interditaram a política e engessaram a administração pública em busca do poder.

Trata-se de uma distorção monstruosa, além de ser o fim da picada. Não sei como esse processo dantesco e arbitrário irá terminar no Brasil, mas que as distorções e os casuísmos dos procuradores de classe média alta, que consideram que enfim chegaram ao paraíso tem de acabar, porque desse jeito não há como governar, evidentemente, conforme o que reza a Constituição. Os vingadores de capa e beca querem rivalizar com os outros poderes e assim procedem como se não houvesse o amanhã.

A verdade é que o CNMP não agiu como um como um colegiado que tem por função limitar os abusos de poder dos procuradores, bem como punir aqueles que mesmo mortais pensam que são deuses e, com efeito, são magnetizados pelo canto mavioso de seus interesses e covardias. A verdade é que Dallagnol cometeu um crime sem precedentes contra um homem que depois acabou preso injustamente.

O PowerPoint criminoso, leviano e mentiroso de autoria de tão abjeto sujeito foi indelevelmente perverso, porque caluniou, difamou, injuriou, criminalizou e demonizou um homem que não cometeu crimes, como está a se provar no decorrer do tempo e da história.

O relator do caso no CNMP, Marcelo Weitzel, considerou a ação de Lula improcedente, porque, em sua concepção corporativista, além de se valer de seu poder institucional, o Pastor Dallagnol do bando da Lava Jato não cometeu abuso de poder, apesar de chamar o Lula de ladrão e chefe de quadrilha para 210 milhões de brasileiros, com repercussão internacional. É mole ou quer mais, cara pálida?!

Parece gozação, mas não é, porque é assim que as coisas acontecem no Brasil e é também por isso que o MPF e o STF estão desacreditados por imensa parcela da sociedade brasileira. E os togados sabem disso, mas como mentiram e se acumpliciaram com os crimes da Lava Jato, eles agora terão de levar esse processo golpista e criminoso até o fim, doa a quem doer... E que se dane o Brasil e a história!

Os golpistas de classe média alta querem mesmo ir para Miami comprar bugigangas, além de Orlando para dar uma de Patetas ao cumprimentar o Mickey, o Pluto e o Donald. Contudo, eles sabem que sem justiça não há paz, mas não se importam, pois hereditariamente injustos. O CNMP, tal qual ao Supremo Com Tudo, é a vergonha, o vexame e a desgraça do Brasil. O Lula que se dane! É isso aí.

17
Jul20

A hegemonia da crueldade: Como uma elite raivosa enfiou uma faca no coração da democracia

Talis Andrade

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Prefácio do livro Relações Indecentes que traça o cenário de um pais solapado pela Lava Jato e colocado às claras pela Vaza Jato

por Maria Inês Nassif

- - -

Quarta, 27 de maio de 2020. No momento em que escrevo o prefácio ao “Relações Obscenas”, um pouco mais da metade do Brasil assiste pela televisão e pela internet, confinada em uma prolongada quarentena contra o vírus Covid-19, grupos ralos e ruidosos que invadem as ruas e, protegidos por coturnos, clamam por ditadura e incitam aos correligionários que se armem; carros e buzinas transformados em instrumentos de guerra; ações policiais contra a direita dissidente do regime extremista de direita; e, enfim, uma reação do Poder Judiciário contra a escalada antidemocrática empreendida pelo presidente eleito em 2018, Jair Messias Bolsonaro, com a ajuda de seus “enfants terribles”, os número 01, 02, 03 e 04 [1], todos eles atendendo pelo sobrenome do Nero brasileiro que incendeia o país enquanto grita alegremente impropérios, delira e destrói. Nesse dia 27 de maio, já se registram mais de 25 mil mortos pela Covid-19 e a indiferença oficial aos vitimados pelo vírus é o dado definitivo desse momento da história em que os brasileiros vivem sob a hegemonia da crueldade.

“O Brasil não é um terreno aberto onde nós pretendemos construir coisas para o nosso povo. Nós temos é que desconstruir muita coisa. Desfazer muita coisa. Para depois nós começarmos a fazer. Que eu sirva para que, pelo menos, eu possa ser um ponto de inflexão, já estou muito feliz”[2], afirmou Bolsonaro em março de 2019, pouco mais de três meses depois de sua posse, num jantar na embaixada brasileira em Washington com a nata da extrema-direita mundial: Steve Bannon, o ex-estrategista de Donald Trump; o acadêmico Walter Russell Mead; a colunista do Wall Street Journal Mary Anastasia O’Grady; e o editor da revista literária The New Criterion, Roger Kimball. Manteve do seu lado Olavo de Carvalho, a quem apresentou como um inspirador. “Em grande parte, devemos a ele a revolução que estamos vivendo”, disse.

Bolsonaro tem cumprido rigorosamente o que prometeu. A destruição é a marca do governo de extrema-direita cujo advento coroa uma articulada ação reacionária, pacientemente construída desde a eleição do primeiro presidente de esquerda no Brasil, o petista Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002. O protagonista da solução final é um presidente de extrema-direita alucinado, atormentado por delírios paranoicos, avesso a qualquer traço de humanidade e um inconteste comandante de um exército de enlouquecidos, extasiados pela possibilidade de ascensão ao poder. E ele apenas existe porque antes dele existiu Mensalão e Lava Jato; porque antes pontificaram a Justiça injusta e a Constituição inconstitucional dos togados Joaquim Barbosa, Luís Roberto Barroso, Alexandre Morais, Edson Fachin, Carmen Lúcia, Dias Toffoli e seus pares; porque usurparam de seus poderes juízes como Sérgio Moro e procuradores como Deltan Dallagnol. Porque os “heróis” da luta contra a corrupção não eram heróis, apenas uma troupe que encenava roteiros moralistas de uma peça de propaganda ultraconservadora.

Bolsonaro apenas existe porque antes dele houve a tessitura do clima do horror: a criminalização de setores da esquerda, o ativismo político do Judiciário e a militância golpista da imprensa tradicional do país. A Casa Grande montou cada peça desse xadrez, e mais uma vez com a ajuda da direita internacional – assim foi no pré-1964, com a ajuda do Ipes e do Ibad, financiados pela extrema-direita e pelos serviços de inteligência norte-americanos; assim é desde os preparativos para o tiro final contra o PT em 2015, quando um Congresso fortemente financiado para golpear as instituições feriu de morte a democracia brasileira, interrompendo o mandato da presidenta Dilma Rousseff.

Nesses dias que se sucederam a uma escalada bolsonarista contra o Supremo Tribunal Federal (STF), em resposta a denúncias feitas por Sergio Moro, a história mostra ao ex-juiz que aceitou rapidamente um ministério no governo extremista de direita a ironia que envolveu suas escolhas políticas. Moro é agora o perseguido pelo staus quo – e se conta agora com a proteção da Suprema Corte, tem contra si um clima permanente de crise institucional alimentado pelo bolsonarismo para constranger as instituições e, se necessário, intervir com o uso da força. Foi esse o clima mantido permanentemente pela Lava Jato desde o seu início, em 2014 (não por coincidência, o ano de eleição presidencial). A ironia da história é que, ao fim e ao cabo, o Moro que denunciou Bolsonaro e por ele é ameaçado é o mesmo que o elegeu.[Continua]

 

 

 

15
Jul20

Com medo, Lava Jato vê presença da PGR como “outro Intercept”

Talis Andrade

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Ficou impresso no jornal Valor desta quarta-feira (15) o medo da Lava Jato em Curitiba com o que poderá acontecer, sobretudo com a reputação da força-tarefa e de Sergio Moro (?), a partir da atuação de Augusto Aras, que 'garantiu na Justiça' o acesso aos dados arrancados e usados nas investigações secretas da república de Curitiba. 

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Para a equipe da Lava Jato, Aras abriu três frentes com potencial de minar a imagem de Moro (?) e dos procuradores (alguns com irmãos advogados de delatores mais do que premiados pela Lava Jato). Por isso, os garotos dourados já acusam “interesse político” na investigação da PGR.

Ao denunciar "interesse político", a Lava Jato, que sempre se comportou como uma gangue, ou um partido com candidatos futuros a presidente (Moro), a senador ou governador do Paraná (Dallagnol), pratica crime de insubordinação à PGR, e falsa acusação. 

Segundo o Valor, “(…) a força-tarefa teme (?) que Aras possa usar os dados que serão repassados – mais de 100 terabytes de informações – contra os procuradores, para questionar as investigações realizadas e colocar em xeque o legado (?) da Lava-Jato.”

Que legado?
 
De colaboracionismo prestado a serviços de inteligência dos Estados Unidos?
 
De conspiração, que se consolidou com o impeachment/golpe que derrubou Dilma Roussef?
 
De destruição das grandes empresas brasileiras?
 
De facilitar os caminhos da posse de Michel Temer, para entrega das riquezas nacionais, e cassar os direitos trabalhistas dos sem terra, dos operários, dos que recebem o mínimo salário mínimo?
 
De farsa judicial, para prender Lula e garantir a eleição de Jair Bolsonaro, que exerceu por 28 (vinte e oito) anos o mandato de deputado federal como representante das milícias do Rio de Janeiro, do baixo clero, do centrão, da velha politicagem, e que teve Moro como ministro da Justiça e da Segurança Pública, que oficializou a entrada clandestina de espiões estadudinenses? 
 

A delação de Rodrigo Tacla Duran – que acusou Carlos Zucolotto, na época sócio de Rosangela Moro, esposa de Sergio Moro, de cobrar propina para ajudar na Lava Jato. “Pode ter (?) como objetivo a realização de uma ‘busca e apreensão desmoralizante’ contra Moro, para manchar a sua imagem (?) de símbolo ao combate à corrupção”, disse um dos procuradores ao Valor. Busca e apreensão que Moro autorizou milhares, com prisões sob vara. 

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“Por fim, a força-tarefa também vê com ressalvas a ideia de Aras de criar uma Unidade Nacional de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Unac), para substituir a Lava-Jato.” Pela propaganda do Valor, a Lava Jato jamais terá fim. É uma justiça paralela. Com autonomia. Ao deus-dará feito a grana das multas das delações, dos acordos de leniência, do conchavo misterioso de 2 bilhões e 500 milhões, depositados pela Petrobras na Caixa Econômica Federal de Curitiba, no dia 30 de janeiro de 2019, em uma conta gráfica de uma suposta fundação mágica, ocultista, sem nome, jamais criada em assembléia, ou registrada em cartório.

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