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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

26
Abr21

Pazuello passeia sem máscara em shopping de Manaus e tira sarro: "onde tem pra vender?"

Talis Andrade

 

os filhos de zero zero.jpg

247 – O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, foi flagrado na tarde deste domingo (25/04), em um shopping de Manaus passeando sem máscara. Questionado por uma das frequentadoras do local que tirou a foto, ele respondeu: "Pois é. Tem de comprar, né? Sabe onde tem pra vender?".

Ex-ministro da Saúde, general será um dos principais alvos da CPI por ter recomendado o uso de cloroquina, entre outras medidas equivocadas.

O deputado Alencar Braga (PT-SP) questinou sobre o ato irresponsável e negacionista  do general ex-ministro:  "Veremos se manterá o mesmo cinismo quando sentar no banco de depoentes da #CPIdoGenocidio para falar dos seus crimes que resultaram em milhares de mortes". 

Deputado Alencar
Pazuello é a cara do governo Bolsonaro e dos militares do Brasil: irresponsável, cínico e criminoso. Veremos se manterá o mesmo cinismo quando sentar no banco de depoentes da #CPIdoGenocidio para falar dos seus crimes que resultaram em milhares de mortes.
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xico sá
As casas intocáveis
Luis Nassif
Escândalos sobre Samuel Klein e Bolsonaro da “casa de vidro” são ignorados pela grande mídia jornalggn.com.br/midia/escandal
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Agência Pública
A história de quatro mulheres da mesma família que denunciam terem sido aliciadas para o esquema de exploração sexual do fundador da Casas Bahia. A mais nova tinha nove anos na época.
Uma família acusa o fundador da Casas Bahia - Agência Pública
Capítulo 2 - A história de quatro mulheres da mesma família que relataram como teriam sido atraídas ainda crianças a um esquema de abusos do fundador da Casas Bahia e passaram anos convivendo com a...
apublica.org
Rubens Otoni
CRIMES E AGRESSÕES- Bolsonaro hoje em Feira de Santana mais uma vez causou AGLOMERAÇÃO,circulou sem MÁSCARA,andou de carro c/ a porta aberta e atacou uma jornalista chamando-a de IDIOTA.Não é NOVIDADE.Em 2020 Bolsonaro e seus filhos fizeram 469 ataques à imprensa. ATÉ QUANDO?
Helder Salomão
BOLSONARO • negou a gravidade da pandemia • foi negligente na aquisição de vacinas • não promoveu campanhas de prevenção à Covid • atrasou o repasse para leitos de UTI nos Estados • atrasou em 1 ano a criação do comitê de combate à Covid #CPIdoGenocidio JÁ!
Mário Adolfo Filho
O Manauara Shopping, em nota à TV Amazonas, confirmou o erro e se desculpou pelas imagens do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, flagrado sem máscara no domingo passeando tranquilamente no local. Informou que vai apurar de quem foi a falha e aumentar o treinamento.
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“Não tem preparo para a função”, diz Lidice após agressão de Bolsonaro a repórter da TV Aratu

Segundo a deputada é função do jornalista questionar o Poder Público e é obrigação do agente do Estado responder. Foto: Ascom Deputada Lidice da Mata - Foto: Ascom Lidice da Mata

A deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA), que integra a Procuradoria da Mulher na Câmara, afirmou que a ofensa do presidente Jair Bolsonaro à jornalista Driele Veiga, da TV Aratu, só ratifica a falta de preparo que ele tem para a função que exerce. De acordo com Lídice, essa é uma prática contumaz dele e dos seus apoiadores de ofender e agredir verbalmente jornalistas. “Isso ele traz desde os tempos de deputado. É comum dos covardes responder perguntas que consideram desagradáveis com agressões”, disse.

Segundo a deputada é função do jornalista questionar o Poder Público e é obrigação do agente do Estado responder. “É por conta uma liderança tão frágil que o Brasil perde a cada dia o seu protagonismo no mundo e torna-se um pária internacional”, disse.

09
Fev21

Bolsonaro dispara mentira contra Debora Diniz e professora responde

Talis Andrade

DCM - Neste sábado (06), a ativista pelo aborto e professora da Universidade de Brasília (UnB) Débora Diniz, publicou em seu Twitter uma mensagem dizendo que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) compartilhou uma fake news sobre ela.

Débora pediu para ninguém tente protegê-la em “grupos bolsonaristas” depois de mais um absurdo do presidente.

“Presidente Bolsonaro publicou uma mentira contra mim. Por favor, não use seu tempo para me defender em grupos bolsonaristas. Foque na pandemia, pergunte das vacinas, insista no que importa para o país. Faça algo por mim: passe esta mensagem adiante. Fiz um print para facilitar”, disse.

A fake news espalhada por Bolsonaro foi que, supostamente, a professora teria acusado o presidente de perseguir pedófilos.

Talíria Petrone
A professora e pesquisadora é alvo de nova onda de desinformação. Precisamos derrotar o ódio que move a fábrica de fake news bolsonarista. Toda nossa solidariedade, Débora. Não passarão!
xico sá
A nova armação das redes bolsonaristas para insuflar o ódio contra Debora Diniz via brasil.elpais.com/brasil/2021-02 toda solidariedade a
18
Nov20

La Croix evoca "sementes" de Marielle para falar do aumento de candidatas negras no Brasil

Talis Andrade

casa das pretas marielle.jpg

Demonstração de indignação após a morte de Marielle Franco. Rio de Janeiro, 22 de março de 2018.

REUTERS /Ricardo Moraes

 

por RFI
 

Com o título “Brasil: prefeituras confirmam avanço de candidatas negras e mulheres” , o jornal católico La Croix faz um balanço das eleições de 15 de novembro no Brasil para o público francês. O jornal, que tem uma correspondente em São Paulo, dá destaque também ao que chama de isolamento político de Bolsonaro.

La Croix abre a matéria dizendo que “os candidatos apoiados pelo presidente de extrema direita Jair Bolsonaro não conseguiram convencer os eleitores no primeiro turno das eleições municipais brasileiras em 15 de novembro. Por outro lado, candidatos negros e mulheres, herdeiros da ex-vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018, compareceram durante a votação”.

“Os resultados das urnas, que caíram tarde da noite devido a um ataque informático, refletem o isolamento político do presidente de extrema direita, Jair Bolsonaro. De outro lado, os partidos tradicionais de centro e de direita conservadora saem fortalecidos”, analisa La Croix.

O jornal fala ainda da perda de hegemonia do PT e das disputas no Rio e em São Paulo. “Apelidado de ‘bolo’, por um trocadilho inteligente, Guilherme Boulos eclipsou o candidato do PT a prefeito de São Paulo, assim como o do ‘filhote’ de Bolsonaro, o astro da televisão Celso Russomanno”, escreve La Croix.

“No Rio de Janeiro, o ex-pastor evangélico e prefeito em fim de mandato Marcelo Crivella estará presente no segundo turno, mas recebeu apenas 22% dos votos. Uma pontuação que não apaga o fato de a maioria dos candidatos apoiados pelo chefe de Estado ter perdido”, prossegue.

 

Mais e mais vozes negras

Outro destaque desta eleição municipal, constata o jornal, foi a forte presença de candidatos negros. Cerca de 277 mil candidatos se identificaram como negros, quase 50% do total. As mulheres afro-brasileiras se apresentaram 23% a mais este ano do que há quatro anos.

“Num país onde mais da metade dos habitantes se declara preto ou pardo, isso ainda é pouco”, escreve. Mas, relembra o La Croix,  uma lei do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aprovada em agosto, revisou para cima a distribuição de verbas de campanha a favor dos candidatos negros.

“Essa medida influenciou o debate público, mas não veremos realmente os efeitos até as próximas eleições”, acredita Marcelle Decothe, do Instituto Marielle Franco, criado em janeiro de 2020 para dar vida ao legado político desta vereadora e ativista dos direitos humanos e LGBT, assassinada em março de 2018 aos 38 anos, e que promove candidatos negros às eleições.

 

Sementes de Marielle Franco

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A morte de Marielle Franco deu origem a candidaturas de mulheres negras, poeticamente chamadas aqui de “sementes” de Marielle.

“Acabamos de publicar o resultado de um estudo sobre a violência política no Brasil contra as mulheres negras”, acrescenta Marcelle Decothe, em entrevista ao La Croix.

A violência institucional é também a da falta de recursos para se candidatar, explica. Quando essas mulheres não podem pagar para fazer campanha, isso mantém a desigualdade, continua.

"No primeiro turno, Monica Benício, que compartilhava a vida de Marielle Franco, foi eleita vereadora do Rio "por um mandato feminista e antifascista", escreve, citando Decothe.

 
01
Nov19

Por que os “inimigos do crime” Bolsonaro e Moro nunca se empenharam no caso Marielle?

Talis Andrade

marielle rj.jpg

 

 

Por Cynara Menezes

Socialista Morena 

 

Com o lema “bandido bom é bandido morto” sempre engatilhado, Jair Bolsonaro se apresentou ao país ao longo dos anos como um grande defensor da lei e da ordem. Em seu programa de governo, prometia “tolerância zero” com o crime. Deputado federal, Bolsonaro defendia abertamente que  “a Polícia Militar tem que matar é mais”. Na presidência, volta e meia se gaba nas redes sociais de estar “derrotando o crime”.

Jair M. Bolsonaro@jairbolsonaro
 

MP 885, que agiliza a venda de bens apreendidos do tráfico de drogas e permite o uso dos recursos no combate ao crime organizado, aprovada na Câmara, com obstrução do PSOL. Vitória do Brasil! Derrota do crime! Seguimos na construção de segurança pública eficiente e inteligente.

 

Seu ministro da Justiça, Sergio Moro, ganhou fama no país como justiceiro, ao liderar a operação Lava-Jato. Alçado ao governo com a vitória de Bolsonaro, cujo principal adversário prendeu, a meta prioritária de Moro é aprovar o “projeto anticrime”, que segundo ele irá “melhorar a qualidade de vida” dos cidadãos brasileiros, que desejam “viver em um país mais seguro” –embora especialistas em segurança pública digam que, na verdade, apenas contribuirá para aumentar o genocídio de jovens negros nas favelas ao dar aos policiais “licença para matar”.

Com tal currículo público de “inimigos do crime”, era de se esperar que Bolsonaro e Moro se empenhassem na solução do caso que mais causou repercussão internacional e danos à imagem do país nos últimos anos: o assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL, do motorista Anderson Gomes, em março de 2018. Certo? Errado. Nem Moro nem Bolsonaro nunca se mostraram especialmente interessados em descobrir quem matou e quem mandou matar Marielle.

Pelo contrário, durante a pré-campanha, Bolsonaro foi o único entre os 13 presidenciáveisque ignorou a morte bárbara da vereadora. Na primeira declaração que deu sobre o caso, um mês depois do assassinato, o então pré-candidato à presidência se mostrou cético em relação à elucidação do crime. “Se não tiver alguém denunciando e que tenha participado do evento, eu acho que dificilmente vai chegar a uma conclusão”, disse Bolsonaro, salientando suas diferenças ideológicas com a vereadora.

Se o candidato do PSL era lacônico, o mesmo não se pode dizer dos seus aliados, que foram flagrados em várias ocasiões atacando a memória de Marielle. Os futuros deputados Rodrigo Amorim (estadual) e Daniel Silveira (federal) foram fotografados rasgando uma placa em homenagem à vereadora. Uma desembargadora bolsonarista chegou a espalhar o boato de que a vereadora era “casada com um traficante”. Um assessor de Flávio Bolsonaro e o primo de Carluxo, Leo Índio, também debocharam de Marielle em redes sociais.

Já presidente e entrevistado à época em que foram feitas as prisões de Élcio Queiroz e Ronnie Lessa, Bolsonaro se mostrou mais interessado em saber quem mandou matá-lo, em referência a Adélio Bispo (autor da facada que o levou à presidência), mesmo sabendo que o inquérito foi encerrado apontando não haver mandante algum e que o agressor tem problemas mentais.

Moro, por sua vez, pouco falou do assassinato de Marielle desde que foi designado para a Justiça. Na primeira entrevista coletiva ao ser nomeado, disse que ainda ia tomar pé do caso. 

“Não desconheço o problema que envolve o assassinato da ex-vereadora Marielle Franco e do sr. Anderson Gomes, acho que é um crime que tem que ser solucionado. Assumindo o ministério, pretendo me inteirar melhor dessas questões e ver o que é possível fazer no âmbito do ministério”, disse.

Ministério da Justiça e Segurança Pública@JusticaGovBR
 

O Ministro Sergio Moro, espera que as prisões e buscas relativas ao assassinato da vereadora #MarielleFranco e do motorista Anderson Gomes, realizadas hoje, sejam mais um passo para a elucidação completa deste grave crime e para que todos os responsáveis sejam levados à Justiça.

Ministério da Justiça e Segurança Pública@JusticaGovBR
 

Moro lembra que a @policiafederal tem contribuído e continuará contribuindo com todos os recursos necessários para a continuidade das investigações do crime e das tentativas de obstrui-las. #MarielleFranco

 

Depois que assumiu, porém, Moro continuou a ser um homem de poucas palavras em relação ao crime, apesar da cobrança da Anistia Internacional, que coletou 800 mil assinaturas de cidadãos pedindo uma solução para o caso, e da Comissão Interamericana de Direitos Humanos por um desfecho. “O Estado tem a obrigação de garantir uma investigação completa, independente e imparcial sobre esses assassinatos. Instamos o Brasil a concluir a investigação o quanto antes, levando os responsáveis intelectuais e materiais à justiça e oferecendo reparação e indenização às famílias”, disseram especialistas da CIDH e da ONU.

Em março, quando completou um ano do crime e a prisão dos suspeitos Élcio Queiroz e Ronnie Lessa foi anunciada, o ministro soltou duas notas, através do perfil do ministério do twitter, dizendo que a Polícia Federal “tem contribuído e continuará contribuindo” para as investigações. No perfil pessoal de Moro no twitter, inaugurado em abril, nunca foi dita nenhuma palavra a respeito de Marielle Franco.

Em agosto, a viúva de Marielle, Monica Benício, se queixou em entrevista ao Correio Braziliense que o ministro da Justiça se recusava a recebê-la, diferentemente do antecessor, Raul Jungmann, no governo Temer. “Jungmann nunca deixou de me receber, sempre tive com ele um amplo diálogo a respeito das investigações, coisa que o atual ministro se recusa a fazer. Foram muitas tentativas para que me recebesse e conversássemos a respeito da investigação, que é de competência da Polícia Federal, sob comando do próprio Moro”, disse Monica. “Tentei contato por meio de assessores, mas nunca fui recebida.”

Há duas semanas o ministro da Justiça finalmente concordou em receber a viúva de Marielle, que lhe pediu justamente maior empenho. “Solicitei que ele desse mais peso político ao caso, manifestando publicamente sua preocupação com a não elucidação até agora e inserindo essa cobrança de forma permanente em sua agenda, uma vez que todos nós passamos vergonha após um ano e sete meses de um crime político dessa proporção não estar solucionado. Estou convencida de que é necessária uma cooperação mútua das autoridades”, afirmou.

Monica Benicio@monica_benicio
 

Ontem estive com o min @SF_Moro e cobrei do governo federal que se manifeste publicamente sobre o crime político que executou Marielle e Anderson. O mundo quer saber #QuemMandouMatarMarielle https://oglobo.globo.com/rio/viuva-de-marielle-se-reune-com-moro-pede-forca-tarefa-formada-por-policia-mp-estadual-federal-24020286?utm_source=aplicativoOGlobo&utm_medium=aplicativo&utm_campaign=compartilhar 

Viúva de Marielle se reúne com Moro e pede força-tarefa formada por polícia, MP estadual e federal

Em Brasília, Mônica Benício disse que é necessária uma cooperação mútua das autoridades. 'O que o mundo espera do Brasil hoje é uma resposta', disse

oglobo.globo.com

A falta de empenho do governo Bolsonaro em cobrar a solução do assassinato contrasta com o aparente esforço em tentar apagar a imagem da vereadora da memória dos brasileiros. Em outubro, a revista Época revelou que a TV Brasil censurou um especial sobre Jackson do Pandeiro onde a imagem de Marielle aparecia durante 5 segundos, numa xilogravura, ao lado do homenageado. Duas semanas depois, a emissora pública exibiu no youtube outra versão do vídeo, sem a vereadora.

Por que tanta aversão da extrema direita a Marielle, mesmo depois de morta? Por que um governo que se diz tão comprometido com o combate ao crime nunca se mostrou seriamente empenhado em elucidar o assassinato da vereadora? Por que Bolsonaro e Moro, que se dizem “inimigos do crime” e “contra a impunidade”, não demonstram estar interessados em mandar os responsáveis para a cadeia? Não seria fundamental para dirimir as dúvidas em torno do fato de que um dos principais suspeitos é vizinho do presidente e que dois dos presos até agora, Élcio Queiroz e Josinaldo Lucas Freitas, aparecem em fotos com ele?

A impunidade no caso Marielle Franco só tem servido para desgastar a imagem do Brasil internacionalmente e para criar as mais variadas teorias sobre o crime –inclusive a de que as autoridades do país não cobram um desfecho do caso por ter algo a esconder.

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