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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

16
Fev21

Deputado amigo de Witzel volta a atacar STF e dispara ódio contra Fachin

Talis Andrade
 
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As ameaças são amedrontadoras  e sádicas:  Fachin, "surra bem dada nessa sua cara com um gato morto até ele miar"
 
 
 O deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ) publicou um vídeo em suas redes sociais xingando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.
 

O deputado também fez apologia à agressão física contra todos os ministros da Corte com ameaças horríveis:

"Por várias e várias vezes já te imaginei (Fachin) levando uma surra. Quantas vezes eu imaginei você e todos os integrantes dessa corte aí. Quantas vezes eu imaginei você, na rua levando uma surra. O que você vai falar? Que eu tô fomentando a violência? Não, só imaginei. Ainda que eu premeditasse, ainda assim não seria crime, você sabe que não seria crime. Você é um jurista pífio, mas sabe que esse mínimo é previsível. Então qualquer cidadão que conjecturar uma surra bem dada nessa sua cara com um gato morto até ele miar, de preferência após a refeição, não é crime", disse, conforme reportado no Globo.

Bastou apenas a movimentação parcial da Corte contra a interferência militar no STF para causar a reação do deputado.

Silveira é conhecido por ter destruído uma placa com o nome de Marielle Franco na capanha de Wilson Witzel a governador. 

Estava acompanhado do parceiro Rodrigo Amorim, também marombeiro.

No seu perfil nas redes sociais, Daniel Silveira mente: diz que é policial. O correto: ex-policial. Ele não explica porquê deixou a farda. 

Não é a primeira vez que ataca o STF e ameaça e desmoraliza ministros. Publica Wikipédia:

Em novembro de 2019, após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) vetar a prisão em segunda instância, Daniel Silveira publicou no Twitter: "Se precisar de um cabo, estou a (Sic) disposição". A postagem é uma referência a declaração de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que disse em sua campanha política em 2018: "Se quiser fechar o STF, sabe o que você faz? Não manda nem um jipe. Manda um soldado e um cabo (…) Tira o poder da caneta da mão de um ministro do STF, o que ele é na rua?"

Em dezembro de 2020, o deputado voltou a ameaçar o STF, e também o TSE, ao defender o voto impresso: "O voto impresso vai acontecer ou então o STF e a Justiça Eleitoral não mais existirão porque a gente não vai permitir". O deputado chamou os ministros do STF de marginais, e "moleque", Luis Roberto Barroso, o presidente do TSE.

 

 

 
26
Dez20

'Moro é um canalha e Dallagnol um moleque'

Talis Andrade

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247 - O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) desferiu críticas pesadas a Sérgio e a Deltan Dallagnol, ex-juiz e ex-procurador da Lava Jato, respectivamente. "Uma farsa chamada lava-jato capitaneada por um juiz canalha e parcial e um moleque do MPF de Curitiba. Moro e Dallagnol quebraram construtoras, desempregaram milhões de Brasileiros, prenderam injustamente Lula e elegeram um fascista odioso e genocida!", escreveu o parlamentar no Twitter.

O homem conhecido como "hacker de Araraquara", Walter Delgatti Neto, responsável pior divulgar mensagens trocadas entre membros da operação, afirmou que Moro e Dallagnol planejavam a prisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e Dias Toffoli.

Neto foi preso em 2019 pela Polícia Federal, na operação Spoofing, acusado de invasão de celulares de autoridades. Em entrevista, ele disse que foi pressionado a citar, em delação, o jornalista Glenn Greenwald - o norte-americano faz reportagens sobre condutas ilegais da Lava Jato, ao apontar que Moro agia como uma espécie de assistente de acusação.

Paulo Pimenta
@DeputadoFederal
Uma farsa chamada lava-jato capitaneada por um juiz canalha e parcial e um moleque do MPF de Curitiba. Moro e Dallagnol quebraram construtoras, desempregaram milhões de Brasileiros, prenderam injustamente Lula e elegeram um fascista odioso e genocida!
 
 
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30
Mar20

Sim, Bolsonaro, agimos como homens; você, como um moleque

Talis Andrade

bolsonaro decreto trabalha negro.jpg

 

 

por Fernando Brito

Apagado pelo Twitter, por fazer propaganda, na prática, da contaminação de pessoas pelo coronavírus, Jair Bolsonaro tornou-se uma tragédia internacional.

Desafia-nos a combater esta praga viral como homens, não como crianças.

Deveria ser o contrário: somos milhões de homens e mulheres que estamos enfrentando uma calamidade como adultos, cada um se privando de pouco ou de muito, enquanto ele age como um moleque irresponsável.

Pior, caber-lhe-á a culpa por milhares de mortes, por ter induzido tolos e pueris a cederem aos apelos dos que, na sua sede infinda de dinheiro, gritam por que se abram os comércios e todos voltem à armadilhas dos trens, dos ônibus, dos metrôs e espalhem e recebam o vírus mortal.

Sim, age como um moleque ao tentar capitalizar politicamente uma possibilidade – remota e incerta – de cura, apelando de forma sórdida para a fé com um maldito “Deus é brasileiro”, como se as dezenas de milhares que morrem mundo afora não fossem da prole divina.

Você é um verme moral, Jair Bolsonaro, e haverá ainda neste país quem o diga, mesmo que muitos balbuciem em particular e gaguejem em público, desertando de seus juramentos profissionais e de seus deveres públicos.

Desertando como você, desertor de seu compromisso, como militar e como presidente, defender a vida do povo brasileiro.

Mais, genocida, porque prega já sem muitos disfarces a morte dos velhos e doentes como forma de “solução final” para o drama da pandemia. Genocídio, como mau militar que é, nem deve saber como é punido no Código Penal Militar, ainda que nos repugne a pena capital.

Não somos, entretanto, vilões como você, que se serve da morte e do medo da morte, da fome e do medo da fome, para fazer política no necrotério.

Queremos, e já, que a sua ausência preencha uma lacuna na formação de combate da qual todos temos de participar, na linha de frente ou nas barricadas do isolamento, para não sermos, sem querer, agentes do inimigo insidioso.

Queremos que nossos heróis da Saúde não sejam humilhados, que não recebam no rosto os perdigotos de sua boca imunda, que lhes dá mais e mais pacientes e perigos a cada dia.

Queremos que aos brasileiros não faltem máscaras, respiradores, leitos, comida, o mínimo de dinheiro que você tão rapidamente proveu aos bancos, que ao povo se arrasta em falta de providências, que seja a mínima de proibir as demissões até que se viabilize o socorro, ao menos.

Queremos, Jair Bolsonaro, alguém que saiba comandar, com humanidade e eficiência, esta dura luta que está começando, apenas.

Numa palavra – sirvo-me da sua – que seja um homem, não um moleque.

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